segunda-feira, outubro 31, 2005

Para a ameninadalua.

Fomos ontem! Chovia que Deus a dava, associámos a Inverno, Inverno a Janeiro, Janeiro a luar..., e pronto:). Cabrito extraordinário, porco preto divino, tinto a condizer, patrão sempre atento... Enfim, nem jantei!
Mas hoje, como amanheceu um sol envergonhado, funcionámos assim: que pena!, vamos embora na Terça; e Quarta trabalhamos:(; mas na Quinta temos o Steve Vai na Casa da Música!; Quinta?; Herdade..., e se visitássemos a do Esporão? E lá fomos. Bela visita, mas o restaurante fica longe do Luar e do Fialho. Contudo...: não janto outra vez!:).

sábado, outubro 29, 2005

O elogio da ignorância.

Aproveitei a "ponte" e trouxe a família a Évora, o seu branco tem o condão de me repousar a alma. Mas não de estimular os neurónios:(. No caminho a luz do óleo acendeu-se. Telefonei para a BMW em pânico. Tranquilo, Prof! Mandaram-me verificar o nível do mesmo e adicionar um litro de xpto30não sei quê. O nível estava abaixo do mínimo. Decidi não correr riscos e afinfei-lhe com dois litros. Telefonema orgulhoso para a BMW. Silêncio horrorizado, era de mais. Chegar a Évora e verificar de novo. Se acima do máximo..., fazer uma sangria à besta. Enfiei a vareta e empurrei com desespero várias vezes. Acima do máximo... 45 minutos à procura de quem me aspirasse o óleo em vez de levantar o carro para o deixar esvair-se. Aterrei no Service-Marché. Preenchi fichas; esperei; agradeci a disponibilidade ao Sábado. O homem chamou-me, perdido de riso - o óleo estava no intervalo normal. Expliquei com paciência que era impossível, tinha verificado a maré cheia há meia-hora. Ele perguntou como, e eu disse. Ao que respondeu com lógica aristotélica - se me encarniçava com a vareta o nível do óleo subia porque não tinha para onde fugir! Mandou-me em paz e com a algibeira indemne. E perante humilhação tamanha, refugiei-me no Fialho e cumpri religiosamente a dieta: presunto, bacalhau assado, cordeiro da mesma forma e bolo de chocolate com gelado de baunilha. Depois vim contar-vos, não quero idealizações murcónicas:) - sou uma besta!

P.S. 17 of December it will be! Merry Christmas, maralhal.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Sentavas-te junto à esteira.

Sentavas-te junto à esteira
e acendias os cabelos numa lágrima.
Em silêncio ias moldando entre os dedos
luas muito cheias que depois me ofertavas,
dizendo, abre no meu rosto
um poema a pique por onde a luz se despenhe.
Só tu conhecias a inclinação certa do cachimbo,
a púrpura linguagem do fumo,
a revelada cadência dos sonhos.
E eu amava-te pela maneira como os barcos
sangravam nos teus lábios.

Jorge Melícias, Iniciação ao remorso.

quarta-feira, outubro 26, 2005

O seu a seus donos:)

Agradeçam os Beatles ao Noise e ao Viktor. É bom ter música de novo no Murcon:).

Satisfaria hoje Hipócrates o seu juramento:)?

"Hipócrates" cita o belo juramento atribuído..., ao outro Hipócrates:). E um tipo interroga-se, que pensaria hoje dele? Os avanços tecnológicos da Medicina puseram questões insuspeitadas, não por acaso a Bioética é uma área em permanente ebulição. Quanto aos inegáveis e tradicionais privilégios da Instituição Médica - com as óbvias variações nas práticas individuais que cada um de nós conhecerá - eles radicam, por exemplo, no emergir da Medicina como sistema moral em sociedades cada vez mais laicas. A "imposição" de estilos de vida saudáveis é um sinal do estatuto atribuído a quem trata, cura, retarda a morte. E no entanto, os inquéritos mostram que, à mistura com esse temor quase reverencial, cresce um descontentamento que já nada tem de surdo e se baseia numa relação médico-doente assimétrica, em que o segundo é tratado como portador de sintomas e o primeiro assume a condição de único Sujeito. Tristemente, o exponencial aumento do poder terapêutico foi acompanhado pelo desleixo relacional, substituído por uma fé optimista e preguiçosa nos meios auxiliares de diagnóstico.

Honra lhes seja!

CONSELHO DEONTOLÓGICO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DÁ RAZÃO À QUEIXA APRESENTADA PELA APF CONTRA AS JORNALISTAS DO JORNAL “EXPRESSO”



“5. Tendo analisado os factos, à luz das peças do processo, o Conselho Deontológico emitiu a seguinte Deliberação

1. Considerar que os autores da peça jornalística, bem como o jornal responsável pela edição, não souberam escudar-se no distanciamento que a prática profissional aconselha, nem evidenciaram suficiente rigor de tratamento da matéria nem tão pouco atenderam à diversidade de opiniões ideológicas e técnicas, para mais numa matéria socialmente fracturante.
2. Lamentar que os autores e o jornal tenham ignorado o princípio do contraditório, segundo o qual “os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso”. A observância do 1º artigo do CD não poderia aqui ser dispensável. Ouvir “a outra parte” é um imperativo sem discussão.


P.S. Peço desculpa, cortei parte do Comunicado da APF por razões de espaço, mas o fundamental está aqui.


Notícias do Murcon:) - O nosso camarada RAM lançou ontem o seu primeiro livro de poesia - Pleroma -, publicado pela Cosmorama. Tive oportunidade de assistir e gostei. Perdoarão um adjectivo que já raramente ouço: foi um lançamento singelo. Como convém à poesia...

terça-feira, outubro 25, 2005

O velho doce e a harmónica.

O concerto de Toots Thielemans na Casa da Música foi inesquecível. Para além - ou dentro? - da música, viu-se um homem de sorriso doce e maroto, fiel às raízes e ainda ávido de futuro. Constatar que muitos dos seus cúmplices do jazz estão mortos não foi pretexto para velório sorumbático, mas para luminosa celebração. E talvez isso explique muito - Toots brinda-nos com música que jorra de um ponto a meio-caminho entre a plateia e um Olimpo musical:). Como se através de Toots os outros tocassem ainda. E através deles Toots aflorasse já a perfeição.

segunda-feira, outubro 24, 2005

As trobairitz.

Curioso é verificar que as poucas mulheres que nos deixaram poesia trovadoresca a abordavam de forma diferente dos homens. Não nas regras poéticas, mas no "realismo" dos temas. Muitos autores chegam a dizer que os homens faziam da poesia uma competição artística e as mulheres falavam do que verdadeiramente acontecia nas relações. E acontecia bem mais do que pensámos até algumas décadas atrás:).


P.S. Que me perdoem os especialistas, qualquer correcção é bem-vinda.

domingo, outubro 23, 2005

A "Idade das Trevas".

Foi assim que me descreveram a Idade Média na disciplina de História:(. Ao ler-vos, pensei quantos anos foram necessários para ouvir pela primeira vez a expressão Renascimento do século XII, por exemplo. Ou conhecer um bocadinho da poesia trovadoresca... Aqui vos deixo parte de um poema desse genial malandreco:) que foi Guilherme de Poitiers, nono Duque da Aquitânia:


J'ai en effet pour nom maître infaillible
et jamais mon amie ne m'aura une nuit
qu'elle ne me veuille avoir le lendemain
car je suis bien de ce métier, je m'en vante
si instruit
que je puis en gagner mon pain
en tous marchés.


Que ego!:).

sexta-feira, outubro 21, 2005

Ponto de ordem.

Maralhal,
Um pouco de serenidade vinha a calhar, não acham? O Porty é uma pessoa especial para este blog, mas episódios destes já aconteceram e voltarão a acontecer. Porque compreendo a preocupação expressa pela Pamina, sinto-me no direito de dizer o seguinte: o Porty deixou-nos por razões exclusivamente relacionadas com outros frequentadores do blog. Não houve qualquer problema de saúde envolvido ou conflito entre nós os dois. Determinadas coisas não lhe agradaram, decidiu partir. Ponto final, parágrafo.
A liberdade não é uma festa permanente de irmaozinhos celestiais. A liberdade não existe, existem pessoas livres. Que tomam decisões pelas quais se felicitam ou das quais se arrependem. E que, como é o meu caso, prosseguem o caminho, respeitando quem tomou um diferente. Não esperem de mim que tome partido nas vossas disputas pessoais, jamais o farei, seria infantilizar-vos. Recuso um papel parental que nunca desejei. Com sorte, de vez em quando serei um catalisador de discussões temáticas. Muitas vezes nem isso, apenas uma opinião entre todas as outras. Total e ferozmente livres. Doa a quem doer...

Esclarecimento.

O Porty acaba de me comunicar que não voltará a colaborar no Murcon. As suas razões, que teve a gentileza de comigo partilhar, pertencem-lhe; bem como a opinião sobre elas, que lhe transmiti, só a mim diz respeito. Fica o agradecimento a quem teve uma enorme trabalheira para fazer o blog e não apenas nele participar.

No rasto das infidelidades.

Recordava-se de tudo: das mentiras, das manhas, das palavras grosseiras, dos silêncios insolentes, da dureza sob a capa da brandura: a memória, se não o coração, era impiedosa".

Marguerite Yourcenar, Como a água que corre.


Memória e coração divergem não poucas vezes...

quinta-feira, outubro 20, 2005

Vivo por milagre!

Chega um tipo a casa, depois de um dia de trabalho e uma hora de caminhada, e leva com o hino dos Dragões sem aviso?????!!!!!! Ó Porty, o meu coração já não é o que era, cuidado:). Mas pronto, parabéns ao FCP, que a arrogância dos italianos também me irrita.
Quanto à minha frase que foi citada - "a fidelidade, se não for espontânea, morre" -, devo dizer que a escrevi a pensar naquela teoria simplista "não meti o corpo dentro - ou fora:) -, não fui infiel". O Noise talvez se lembre, eu já me esqueci, mas havia um estudo com piada sobre o assunto. Perguntava-se a homens e mulheres heterossexuais o que os chocava mais: ser fisicamente enganado ou fazer amor com um parceiro que pensava numa terceira pessoa para se excitar. Se bem me lembro, as mulheres distribuíam equitativamente a sua irritação, enquanto os homens eram bem mais "tolerantes" com a segunda hipótese. Explicação dada: era chato, mas pelo menos não havia "traição a sério". E ainda não havia internet ou telemóveis...
Ser fiel à moda canina parece-me incompatível com o erotismo. Apreciar a beleza de alguém que passa pode ficar pelo registo da admiração estética, adivinhar-lhe a sensualidade torna difícil a domesticação do desejo. Ser fiel ao outro não pode ser um objectivo alcançado através de trabalho árduo de auto-castração do imaginário, mas sim uma verificação aliviada, divertida, grata. Às vezes efémera, se nos reportarmos ao psíquico. Não vejo que seja trágico ou anti-natural, trágico é chamar-lhe infidelidade. Porque nesses momentos, quando a relação está viva, a imagem do outro surge, repondo as prioridades, se necessário.
Estou de acordo com os que de vocês dizem ser possível amar uma pessoa e apaixonar-se por outra, mas rezo para que não me aconteça, a nossa energia psíquica não é movida a pilhas duracell e pifa, mais dia, menos dia. Ou mais ano, menos ano:).

quarta-feira, outubro 19, 2005

Paixão duracell?

A propósito do post do García Márquez: a paixão alberga sementes de auto-destruição. A violência, avidez e exclusividade, como poderiam durar anos e anos? Mas será essa constatação necessariamente uma desistência? Não creio, o tempo esconde enormes potencialidades. O conhecimento íntimo não é possível durante a paixão, ela traduz-se num jogo de imagens e não de "pessoas reais". Mesmo o erotismo ganha com o tempo, que permite o aprofundar das fantasias individuais e a sua integração num "argumento partilhado". Na minha profissão ouço muita gente que o afirma e deseja permanecer na relação. E contudo vê-se obrigada a gerir as saudades da adrenalina da paixão. Lá dizia Freud, no fundo não queremos desistir de nada:).

terça-feira, outubro 18, 2005

O Brasil..., em polvorosa!

Receberam isto?


Sou Católico: Posso ser contra o Desarmamento?

1. Como todos sabem, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tomou posição a favor do desarmamento e está fazendo uma campanha intensiva, utilizando-se inclusive dos sermões dos padres nas igrejas, para convencer os católicos a votarem pelo sim, ou seja, pelo desarmamento dos cidadãos.

2. Eu, como católico, estou obrigado a acatar essa orientação da CNBB? Absolutamente, não! A doutrina da Igreja, pelos seus doutores e moralistas, inclusive o grande Santo Tomás de Aquino (cf. S. Th., II-II, q.64, a.7), reconhece o direito à legítima defesa.

3. Até mesmo o recente Catecismo da Igreja Católica reconhece esse direito: "A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas um dever grave, para quem é responsável pela vida dos outros, pelo bem comum da família ou da sociedade" (Catecismo da Igreja Catolica, nº 2265 - traduzido do texto em Castelhano do site do Vaticano: www.vatican.va).

4. O Evangelho apresenta passagens que justificam o porte e o uso de armas. Veja-se, nesse sentido, S. Lucas: "Quando um valente armado guarda a entrada da sua casa, estão em segurança os bens que possui" (Lc. 11,21). Podemos citar ainda as seguintes frases de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Quem não tem espada, venda sua túnica e compre uma"(Lc. 22,36). Quando S. Pedro feriu a orelha de Malco, Jesus disse-lhe para guardar a sua espada na bainha, não mandou que se desfizesse dela (Jo. 18,11). O próprio Jesus, quando expulsou os vendilhões do Templo, usou um chicote feito por Ele mesmo. O chicote, naquelas circunstâncias, desempenhou o papel de arma.

Verifica-se assim, com o devido respeito, que esses Srs. Bispos não parecem estar reconhecendo o princípio católico da legítima defesa.

5. A quem aproveita o desarmamento? Vocês já observaram que a generalidade dos comunistas, ex-guerrilheiros, esquerdistas radicais, teólogos da libertação, gente do MST etc. são todos favoráveis ao desarmamento?

Notem como muitas dessas pessoas são partidárias do ditador comunista Fidel Castro, de Che Guevara, de Luiz Carlos Prestes e de outros revolucionários sanguinários, e que defendem o MST e outros movimentos invasores de propriedades.

6. Qual será a verdadeira intenção de vários daqueles que querem desarmar os cidadãos honestos deste País, enquanto os criminosos, com certeza, vão continuar armados?

7. Acredito que meu dever de católico e de brasileiro é votar NÃO!

Aguardo vossa valiosa opinião.

Prof. Fernando Gutierres

Núcleo de Estudos sobre a Criminalidade

Rio de Janeiro RJ

segunda-feira, outubro 17, 2005

Também quero:).

"Loucamente apaixonados ao fim de tantos anos de cumplicidade estéril, gozavam o milagre de amarem-se tanto à mesa como na cama e chegaram a ser tão felizes, que quando eram dois velhos esgotados ainda continuavam a traquinar como coelhinhos e a discutirem como cachorros."

García Márquez, Cem anos de solidão.

domingo, outubro 16, 2005

À revelia da Comissão.

Amigo, temos veias importunas:
não é o sangue que arde, mas nós que o violamos
e trazemos de longe aonde estamos
ausências de vento nas escunas.
Por isso a custo navegamos
quase com raiva ou medo ou até pranto
- que o vento é sempre santo.

Pedro Tamen, Daniel na cova dos leões.

Obrigado a todos por serem o vento do Murcon.

Comunicado da CCL (Comissão contra a Lamechice).

COMUNICADO


Por decisão unânime, a Comissão decidiu proibir a publicação do texto de hoje do Professor Machado Vaz no Murcon. A lamechice do mesmo constituiria um péssimo exemplo para a juventude dos dias de hoje, que na nossa opinião deve ser educada à base de palavras de ordem como "o mundo é dos espertos", "sacaneia primeiro, conhece depois", "amigos só em certas ocasiões" e "menos carinho, mais gravetozinho". Numa demonstração da total abertura que norteia as suas actividades, a Comissão permite a publicação (de parte) da última frase do texto.
A Bem da Nação,
O Porta-Voz,
António Bico Calado.


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sábado, outubro 15, 2005

Stardust memories:).

Stardust,

Essa população é "só" contituída pela maioria das pessoas que acorrem a uma consulta de medicina geral. O sofrimento é muitas vezes "traduzido" em queixas corporais sem base orgânica. Por outro lado, a globalização da informação, interesses comerciais e o stress vêm gerando uma sociedade cada vez mais hipocondríaca. Junte-lhe o evidente discurso "moral" da medicina: se pecas no estilo de vida..., quinas! O que levanta problemas de liberdade individual e responsabilidade "colectiva": tenho ou não o direito de me marimbar nos estilos de vida saudáveis e viver como me apetece?; quem poderá sofrer com uma opção que talvez convide a grande ceifeira a visitar-me mais cedo?
Outro ponto - a dificuldade da medicina em lidar com o sofrimento é uma das razões que explicam o florescer de alternativas que vão do absolutamente respeitável ao charlatanismo puro. Se a instituição médica recusar a priori tudo o que não jorra da medicina ocidental perderá recursos terapêuticos. E agravará o fosso com abordagens que lhe levam a palma na escuta do doente. Que só por isso, voltará. E, às vezes, só por isso melhorará...

sexta-feira, outubro 14, 2005

Outra dicotomia.

Nem sequer perderei tempo com a cartelização das empresas farmacêuticas, foi surpresa para alguém? Pobres diabéticos... E pobres de todos nós, que pagamos impostos!
Em relação à medicina: ontem falámos de prevenção vs. tratamento. Ou, de modo mais global, de promoção de saúde vs. tratamento. Outra dicotomia omnipresente é a que opõe as queixas funcionais às de clara explicação física. As primeiras predominam largamente, e contudo são, por vezes, "olhadas por cima do ombro". Tais queixas, na sua orfandade científica, partilham com as outras o âmago da profissão: o sofrimento (palavra que extravasa em absoluto uma outra - dor). E devem ser respeitadas. Até porque:

"Se a doença não orgânica é capaz de enganar o médico, como não enganaria o doente?" Marcel Proust.

O objectivo dos doentes não é moer a cabeça dos médicos:))))), apenas ser ajudados.