Cavaco Silva aceita decisão dos deputados para mudarem horário por causa do Mundial
O Presidente da República revelou hoje que concorda com a decisão do Parlamento em alterar a agenda no dia 21 de Junho para os deputados poderem assistir ao Portugal-México, do Mundial2006.
ASF
«Não me parece que esteja em causa o regular funcionamento das instituições democráticas», afirmou Cavaco Silva, após ter visitado a base naval do Alfeite.
quarta-feira, maio 31, 2006
terça-feira, maio 30, 2006
Depois queixem-se de nós!
Homens cada vez mais parecidos com mulheres
2006/05/30 | 21:38
Diferenças ainda existentes vão atenuar-se.
Os homens estão a assumir comportamentos e interesses cada vez mais parecidos com os das mulheres, conclui um estudo hoje apresentado pela agência Publicis, que sublinha a importância dos novos valores masculinos no marketing e comunicação.
Com base no estudo «O Outro Lado do Homem», a Publicis defende que «muita coisa mudou sobre o que significa "ser homem" na nossa sociedade», sendo que «cada vez mais, homens e mulheres estão próximos no que respeita a obrigações, responsabilidades, direitos e deveres».
Aproximação que deverá tornar-se ainda mais significativa no futuro, já que «tudo indica que as diferenças ainda existentes se irão atenuando».
Os homens actuais têm «diferenças abismais» em relação às gerações dos seus pais ou dos seus avós quer em termos de personalidade, aparência física, vida profissional e familiar e interesses ou hobbies.
O «novo homem», refere a Publicis, tem «evidentes particularidades muito "femininas"», tendo o homem descoberto que «a aceitação do seu lado mais feminino lhe pode proporcionar muito prazer».
Mais «maternais», exigentes, consumistas, vaidosos e sensíveis, os homens adoptam actualmente actividades tradicionalmente consideradas exclusivas das mulheres, tirando prazer das suas novas «funções», adianta o estudo.
Entre essas actividades contam-se o cuidar da imagem, o cozinhar e ir às compras e o cuidar dos filhos.
O estudo «O Outro Lado do Homem» foi feito com base numa análise dos meios de comunicação de massas, nomeadamente imprensa, e resulta da recolha e sistematização dos conteúdos editoriais de artigos publicados entre 2004 e 2005.
A metodologia, designada por «Context Analysis» ou análise de contexto, é praticada a toda a rede mundial da Publicis e parte das premissa que o que os consumidores vão pensar amanhã é, em grande parte, causa e efeito do que vêem, lêem e ouvem hoje nos media.
Para a elaboração do documento foram analisados mais de 30 títulos da imprensa portuguesa com elevados índices de leitura, em áreas como a decoração, beleza/moda, viagens, música, culinária, etc.
Para ser representativo, cada tema tem que estar presente em pelo menos 3 publicações, num período superior a 3 meses.
2006/05/30 | 21:38
Diferenças ainda existentes vão atenuar-se.
Os homens estão a assumir comportamentos e interesses cada vez mais parecidos com os das mulheres, conclui um estudo hoje apresentado pela agência Publicis, que sublinha a importância dos novos valores masculinos no marketing e comunicação.
Com base no estudo «O Outro Lado do Homem», a Publicis defende que «muita coisa mudou sobre o que significa "ser homem" na nossa sociedade», sendo que «cada vez mais, homens e mulheres estão próximos no que respeita a obrigações, responsabilidades, direitos e deveres».
Aproximação que deverá tornar-se ainda mais significativa no futuro, já que «tudo indica que as diferenças ainda existentes se irão atenuando».
Os homens actuais têm «diferenças abismais» em relação às gerações dos seus pais ou dos seus avós quer em termos de personalidade, aparência física, vida profissional e familiar e interesses ou hobbies.
O «novo homem», refere a Publicis, tem «evidentes particularidades muito "femininas"», tendo o homem descoberto que «a aceitação do seu lado mais feminino lhe pode proporcionar muito prazer».
Mais «maternais», exigentes, consumistas, vaidosos e sensíveis, os homens adoptam actualmente actividades tradicionalmente consideradas exclusivas das mulheres, tirando prazer das suas novas «funções», adianta o estudo.
Entre essas actividades contam-se o cuidar da imagem, o cozinhar e ir às compras e o cuidar dos filhos.
O estudo «O Outro Lado do Homem» foi feito com base numa análise dos meios de comunicação de massas, nomeadamente imprensa, e resulta da recolha e sistematização dos conteúdos editoriais de artigos publicados entre 2004 e 2005.
A metodologia, designada por «Context Analysis» ou análise de contexto, é praticada a toda a rede mundial da Publicis e parte das premissa que o que os consumidores vão pensar amanhã é, em grande parte, causa e efeito do que vêem, lêem e ouvem hoje nos media.
Para a elaboração do documento foram analisados mais de 30 títulos da imprensa portuguesa com elevados índices de leitura, em áreas como a decoração, beleza/moda, viagens, música, culinária, etc.
Para ser representativo, cada tema tem que estar presente em pelo menos 3 publicações, num período superior a 3 meses.
segunda-feira, maio 29, 2006
Lá vem a nostalgia de resolver tudo por engenharia genética:).
Estudo revela que genes influenciam desejo sexual
O desejo sexual é influenciado por causas genéticas e não psicológicas, como geralmente se julga, segundo um estudo de investigadores israelitas publicado pelo jornal Maariv.
As primeiras conclusões do estudo sugerem que as perturbações do desejo sexual poderiam no futuro ser tratadas por meios genéticos e não pela tradicional via psicológica.
Neste trabalho, dirigido por Richard Abstein, do departamento de Genética Humana da Universidade de Jerusalém, participaram investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, do departamento de Psiquiatria da Universidade Ben Gurion de Beersheva e do Hospital Psiquiátrico Herzog.
Segundo os investigadores, o gene que influencia a sexualidade pode ser modificado tanto para reprimir o desejo ou diminuir a actividade sexual, como para aumentar o desejo, mas não especificam as modificações em causa em ambos os casos.
O estudo conclui que apenas 30% das pessoas tem uma mutação genética que intensifica o apetite sexual, carecendo dela as restantes.
Tal mutação seria relativamente nova na história humana, remontando à época do homo sapiens, há cerca de 50.000 anos.
Diário Digital / Lusa
29-05-2006 10:03:26
O desejo sexual é influenciado por causas genéticas e não psicológicas, como geralmente se julga, segundo um estudo de investigadores israelitas publicado pelo jornal Maariv.
As primeiras conclusões do estudo sugerem que as perturbações do desejo sexual poderiam no futuro ser tratadas por meios genéticos e não pela tradicional via psicológica.
Neste trabalho, dirigido por Richard Abstein, do departamento de Genética Humana da Universidade de Jerusalém, participaram investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, do departamento de Psiquiatria da Universidade Ben Gurion de Beersheva e do Hospital Psiquiátrico Herzog.
Segundo os investigadores, o gene que influencia a sexualidade pode ser modificado tanto para reprimir o desejo ou diminuir a actividade sexual, como para aumentar o desejo, mas não especificam as modificações em causa em ambos os casos.
O estudo conclui que apenas 30% das pessoas tem uma mutação genética que intensifica o apetite sexual, carecendo dela as restantes.
Tal mutação seria relativamente nova na história humana, remontando à época do homo sapiens, há cerca de 50.000 anos.
Diário Digital / Lusa
29-05-2006 10:03:26
sábado, maio 27, 2006
Avaliam o quê?: A educação? A forma de vestir? A beleza?
Pais vão avaliar professores
2006/05/27 | 12:32
Ministério da Educação apresenta proposta este sábado.
O Ministério da Educação (ME) quer que os pais passem a participar na avaliação do desempenho dos professores dos filhos, necessária para a progressão na carreira dos docentes, revelou à agência Lusa fonte da tutela.
Segundo a proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que o Ministério apresenta hoje à comunicação social e aos sindicatos, cada encarregado de educação individualmente vai fazer uma avaliação do trabalho dos professores que dão aulas aos seus filhos, uma apreciação que será depois tida em conta, juntamente com outros factores, para a subida de escalão por parte dos docentes.
A proposta da tutela prevê ainda que os professores tenham de prestar provas para subir na carreira, que passará a dividir-se em dois graus ou categorias, independentemente dos dez escalões em que está actualmente organizada.
«Um professor poderá candidatar-se a passar para o grau mais elevado de pois de um certo número de anos de serviço, tendo para isso de prestar provas», disse à Lusa a mesma fonte do ME, escusando-se a adiantar pormenores sobre o tipo de provas a realizar.
A intenção do ME é fazer depender a progressão na carreira docente do mérito dos professores, aferido através de vários mecanismos de avaliação do desempenho.
Actualmente, o ECD faz depender a subida de escalão do tempo de serviço, da frequência de acções de formação contínua e de um processo de avaliação do trabalho do professor efectuado pelos órgãos de gestão da escola em que lecciona.
A legislação em vigor, que será agora revista no âmbito de uma negociação entre a tutela e os sindicatos do sector, determina que os professores têm de apresentar um relatório crítico da actividade por si desenvolvida no período de tempo de serviço a que se reporta, um documento que é depois avaliado qualitativamente pelo conselho pedagógico da escola, com as menções de Não Satisfaz, Satisfaz, Bom ou Muito Bom.
2006/05/27 | 12:32
Ministério da Educação apresenta proposta este sábado.
O Ministério da Educação (ME) quer que os pais passem a participar na avaliação do desempenho dos professores dos filhos, necessária para a progressão na carreira dos docentes, revelou à agência Lusa fonte da tutela.
Segundo a proposta de alteração do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que o Ministério apresenta hoje à comunicação social e aos sindicatos, cada encarregado de educação individualmente vai fazer uma avaliação do trabalho dos professores que dão aulas aos seus filhos, uma apreciação que será depois tida em conta, juntamente com outros factores, para a subida de escalão por parte dos docentes.
A proposta da tutela prevê ainda que os professores tenham de prestar provas para subir na carreira, que passará a dividir-se em dois graus ou categorias, independentemente dos dez escalões em que está actualmente organizada.
«Um professor poderá candidatar-se a passar para o grau mais elevado de pois de um certo número de anos de serviço, tendo para isso de prestar provas», disse à Lusa a mesma fonte do ME, escusando-se a adiantar pormenores sobre o tipo de provas a realizar.
A intenção do ME é fazer depender a progressão na carreira docente do mérito dos professores, aferido através de vários mecanismos de avaliação do desempenho.
Actualmente, o ECD faz depender a subida de escalão do tempo de serviço, da frequência de acções de formação contínua e de um processo de avaliação do trabalho do professor efectuado pelos órgãos de gestão da escola em que lecciona.
A legislação em vigor, que será agora revista no âmbito de uma negociação entre a tutela e os sindicatos do sector, determina que os professores têm de apresentar um relatório crítico da actividade por si desenvolvida no período de tempo de serviço a que se reporta, um documento que é depois avaliado qualitativamente pelo conselho pedagógico da escola, com as menções de Não Satisfaz, Satisfaz, Bom ou Muito Bom.
Belo ponto de partida para a discussão.
"A sociedade contemporânea, individualista e céptica, resiste à intromissão do Estado na cama (e na morte) de cada um. Empurrar a direita portuguesa para essa cruzada serviria apenas para a desfazer e dar à esquerda a causa que lhe falta"
Vasco Pulido Valente, PÚBLICO, 27-5-2006
Vasco Pulido Valente, PÚBLICO, 27-5-2006
sexta-feira, maio 26, 2006
O "desporto" no seu melhor:(.
Duzentos ciclistas clientes da rede de doping desmantelada em Espanha
25.05.2006 - 20h32 Duarte Ladeiras, PUBLICO.PT
A Guarda Civil espanhola confiscou documentos com nomes de 200 ciclistas, durante as rusgas efectuadas na terça-feira, relativas ao desmantelamento de um esquema de doping, que levou à detenção, até agora, de cinco pessoas, entre as quais Manolo Saiz, director desportivo da Liberty Seguros-Würth, equipa do português Sérgio Paulinho, vice-campeão olímpico.
Eufeminiano Fuentes (ginecologista e médico desportivo de várias figuras do pelotão e ex-clínico da Kelme e da ONCE) e José Luis Merino Batres (hematologista e ex-gerente de um laboratório de análises clínicas de Madrid) eram alegadamente os cérebros do esquema de dopagem através de autotransfusão sanguínea. Saiz, que foi detido na posse de 60 mil euros, em notas de euro e franco suíço, e outro dos detidos, José Ignacio Labarta (director-adjunto da equipa Comunidad Valenciana) são suspeitos de terem contratado os serviços de Fuentes e Merino Batres. Alberto León, ex-corredor de bicicleta de montanha, também sob detenção, era o alegado transportador de bolsas de sangue e substâncias dopantes.
O médico desportivo e o hematologista tinham como clientes centenas de ciclistas de elite, espanhóis e de outros países, e até desportistas de outras modalidades. Segundo fontes citadas pela rádio Cadena Ser, um deles Jan Ullrich, vencedor da Volta à França de 1997 e candidato ao triunfo este ano. O alemão terá sido orientado durante anos pelo médico Luigi Ceccini, próximo de Fuentes, mas actualmente era o próprio Fuentes a cumprir essa função. Ullrich desmentiu a notícia: “Nunca trabalhei com Fuentes”, disse, no “site” da sua equipa, a T-Mobile.
De acordo com o jornal “El País”, a investigação começou em Fevereiro, na sequência de várias denúncias, confirmadas quando os agentes da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil encontraram bolsas de sangue vazias e seringas nos quartos de hotel onde estiveram supostos clientes de Fuentes e Merino Batres. Descobriram posteriormente dois apartamentos onde o médico desportivo e o hematologista efectuavam a recolha de sangue dos ciclistas. Câmaras de vigilância instaladas à porta desses apartamentos permitiram identificar vários corredores de renome.
No total, a UCO efectuou buscas a seis locais e encontrou muito mais do que apenas listagens de ciclistas. De acordo com a edição de hoje do “El País”, numa das casas usadas por Fuentes foram apreendidas mil doses de anabolizantes e hormona de crescimento, uma centena de bolsas de sangue, cada uma com 450 mililitros, documentos com informações sobre práticas dopantes e planos de tratamentos de ciclistas. Noutro apartamento ligado ao médico, foi encontrada mais uma centena de bolsas com sangue, plasma, embalagens de eritropoietina e de hormona de crescimento, ambas importadas da China, duas malas de viagem com anabolizantes e equipamento usado em manipulação sanguínea, como máquinas congeladoras e centrifugadores (separam os vários elementos do sangue).
Denúncia e colaboração da UCI
Após o cruzamento de dados, entre os códigos e senhas escritos nas bolsas de sangue e os documentos com os nomes dos ciclistas os titulares da investigação pretendem entregar os resultados à União Ciclista Internacional (UCI), para se puder punir desportivamente os implicados.
Aliás, o próprio organismo internacional emitiu um comunicado nesta quinta-feira, citado pela AFP, afirmando que “as investigações não constituem uma completa surpresa”: “A UCI já tinha expressado, em várias ocasiões, ao governo espanhol e à Agência Mundial Antidopagem as suas preocupações em matéria de alegadas práticas de dopagem sanguíneas em Espanha, pedindo ao mesmo tempo ajuda a estas instâncias, tendo em conta as suas possibilidades de investigação limitadas. (...) A UCI está preparada para colaborar plenamente nas investigações com as autoridades espanholas”.
À Reuters, o presidente da federação, Pat McQuaid, garantiu firmeza: “As pessoas que forem consideradas culpadas serão punidas. Se é verdade que 200 ciclistas estão envolvidos, não teremos problemas em tomar medidas disciplinares”.
Liberty cancela patrocínio
Também nesta quinta-feira, a Liberty Seguros anunciou a rescisão do contrato de patrocínio da equipa dirigida por Saiz. “As implicações da detenção de Manolo Saiz são altamente preocupantes: prejudicam o nosso nome e o nome do ciclista. Notificámos a Active Bay, proprietária da equipa, que cancelámos o nosso acordo de patrocínios”, anunciou a seguradora no seu “site” espanhol, lembrando que, já em Novembro do ano passado, aquando da penalização de Roberto Heras (suspenso dois anos e desapossado da sua quarta vitória na Volta à Espanha, por doping com eritropoietina), tinha reforçado “as cláusulas para conseguir um dos contratos de patrocínio mais rigorosos em matéria antidopagem”.
Uma decisão que não irá ter consequência no patrocínio da equipa portuguesa LA Alumínios-Liberty, segundo afirmou hoje à Lusa o administrador da seguradora em Portugal, José António Sousa. Segundo este responsável, a empresa no território luso funciona de forma independente em relação à espanhola (a Liberty é uma multinacional norte-americana) e o contrato com a formação de ciclismo portuguesa não está risco. Aliás, para Vítor Paulo Branco, director desportivo da LA Alumínios-Liberty, nem faz sentido relacionar o escândalo espanhol com a equipa lusa.
25.05.2006 - 20h32 Duarte Ladeiras, PUBLICO.PT
A Guarda Civil espanhola confiscou documentos com nomes de 200 ciclistas, durante as rusgas efectuadas na terça-feira, relativas ao desmantelamento de um esquema de doping, que levou à detenção, até agora, de cinco pessoas, entre as quais Manolo Saiz, director desportivo da Liberty Seguros-Würth, equipa do português Sérgio Paulinho, vice-campeão olímpico.
Eufeminiano Fuentes (ginecologista e médico desportivo de várias figuras do pelotão e ex-clínico da Kelme e da ONCE) e José Luis Merino Batres (hematologista e ex-gerente de um laboratório de análises clínicas de Madrid) eram alegadamente os cérebros do esquema de dopagem através de autotransfusão sanguínea. Saiz, que foi detido na posse de 60 mil euros, em notas de euro e franco suíço, e outro dos detidos, José Ignacio Labarta (director-adjunto da equipa Comunidad Valenciana) são suspeitos de terem contratado os serviços de Fuentes e Merino Batres. Alberto León, ex-corredor de bicicleta de montanha, também sob detenção, era o alegado transportador de bolsas de sangue e substâncias dopantes.
O médico desportivo e o hematologista tinham como clientes centenas de ciclistas de elite, espanhóis e de outros países, e até desportistas de outras modalidades. Segundo fontes citadas pela rádio Cadena Ser, um deles Jan Ullrich, vencedor da Volta à França de 1997 e candidato ao triunfo este ano. O alemão terá sido orientado durante anos pelo médico Luigi Ceccini, próximo de Fuentes, mas actualmente era o próprio Fuentes a cumprir essa função. Ullrich desmentiu a notícia: “Nunca trabalhei com Fuentes”, disse, no “site” da sua equipa, a T-Mobile.
De acordo com o jornal “El País”, a investigação começou em Fevereiro, na sequência de várias denúncias, confirmadas quando os agentes da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil encontraram bolsas de sangue vazias e seringas nos quartos de hotel onde estiveram supostos clientes de Fuentes e Merino Batres. Descobriram posteriormente dois apartamentos onde o médico desportivo e o hematologista efectuavam a recolha de sangue dos ciclistas. Câmaras de vigilância instaladas à porta desses apartamentos permitiram identificar vários corredores de renome.
No total, a UCO efectuou buscas a seis locais e encontrou muito mais do que apenas listagens de ciclistas. De acordo com a edição de hoje do “El País”, numa das casas usadas por Fuentes foram apreendidas mil doses de anabolizantes e hormona de crescimento, uma centena de bolsas de sangue, cada uma com 450 mililitros, documentos com informações sobre práticas dopantes e planos de tratamentos de ciclistas. Noutro apartamento ligado ao médico, foi encontrada mais uma centena de bolsas com sangue, plasma, embalagens de eritropoietina e de hormona de crescimento, ambas importadas da China, duas malas de viagem com anabolizantes e equipamento usado em manipulação sanguínea, como máquinas congeladoras e centrifugadores (separam os vários elementos do sangue).
Denúncia e colaboração da UCI
Após o cruzamento de dados, entre os códigos e senhas escritos nas bolsas de sangue e os documentos com os nomes dos ciclistas os titulares da investigação pretendem entregar os resultados à União Ciclista Internacional (UCI), para se puder punir desportivamente os implicados.
Aliás, o próprio organismo internacional emitiu um comunicado nesta quinta-feira, citado pela AFP, afirmando que “as investigações não constituem uma completa surpresa”: “A UCI já tinha expressado, em várias ocasiões, ao governo espanhol e à Agência Mundial Antidopagem as suas preocupações em matéria de alegadas práticas de dopagem sanguíneas em Espanha, pedindo ao mesmo tempo ajuda a estas instâncias, tendo em conta as suas possibilidades de investigação limitadas. (...) A UCI está preparada para colaborar plenamente nas investigações com as autoridades espanholas”.
À Reuters, o presidente da federação, Pat McQuaid, garantiu firmeza: “As pessoas que forem consideradas culpadas serão punidas. Se é verdade que 200 ciclistas estão envolvidos, não teremos problemas em tomar medidas disciplinares”.
Liberty cancela patrocínio
Também nesta quinta-feira, a Liberty Seguros anunciou a rescisão do contrato de patrocínio da equipa dirigida por Saiz. “As implicações da detenção de Manolo Saiz são altamente preocupantes: prejudicam o nosso nome e o nome do ciclista. Notificámos a Active Bay, proprietária da equipa, que cancelámos o nosso acordo de patrocínios”, anunciou a seguradora no seu “site” espanhol, lembrando que, já em Novembro do ano passado, aquando da penalização de Roberto Heras (suspenso dois anos e desapossado da sua quarta vitória na Volta à Espanha, por doping com eritropoietina), tinha reforçado “as cláusulas para conseguir um dos contratos de patrocínio mais rigorosos em matéria antidopagem”.
Uma decisão que não irá ter consequência no patrocínio da equipa portuguesa LA Alumínios-Liberty, segundo afirmou hoje à Lusa o administrador da seguradora em Portugal, José António Sousa. Segundo este responsável, a empresa no território luso funciona de forma independente em relação à espanhola (a Liberty é uma multinacional norte-americana) e o contrato com a formação de ciclismo portuguesa não está risco. Aliás, para Vítor Paulo Branco, director desportivo da LA Alumínios-Liberty, nem faz sentido relacionar o escândalo espanhol com a equipa lusa.
quinta-feira, maio 25, 2006
Breves.
Há em Rui Costa uma candura desarmante que o torna consensual - até os meus amigos portistas e sportinguistas simpatizam com o rapaz, embora lhe desejem derrotas semana após semana:).
Ontem um de vocês tomava "o meu partido" contra a severidade do alter-ego em bold de O Tempo dos Espelhos. Apesar de enternecido com o comentário, não posso deixar de defender o meliante. Esse outro, na minha opinião, esconde mal a sua própria lamechice e uma solidariedade que sobrevive à crítica mais corrosiva. Mas o leitor é como o cliente - tem sempre razão!
Ontem um de vocês tomava "o meu partido" contra a severidade do alter-ego em bold de O Tempo dos Espelhos. Apesar de enternecido com o comentário, não posso deixar de defender o meliante. Esse outro, na minha opinião, esconde mal a sua própria lamechice e uma solidariedade que sobrevive à crítica mais corrosiva. Mas o leitor é como o cliente - tem sempre razão!
Triste quadro.
Relatório - amnistia internacional envergonha o país
Violência doméstica matou 33 mulheres em Portugal
Jorge Godinho
O relatório da Amnistia Internacional volta a acusar Portugal pelos maus tratos às mulheres
Os números do relatório da Amnistia Internacional (AI) referentes a 2005 não enganam: a violência doméstica é uma realidade que envergonha Portugal aos olhos do Mundo. O documento refere 33 mulheres mortas por esse motivo, das quais 29 foram vítimas às mãos dos maridos, de antigos namorados ou parceiros. Estes valores foram confirmados pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
Apesar de reconhecer o mérito das medidas tomadas em Portugal desde 1990, o relatório considera os resultados “muito graves”. Refira-se que no projecto do novo Código Penal a violência doméstica passa a ser um crime autónomo, punido com pena de prisão de um a cinco anos.
João Lázaro, secretário-geral da APAV, disse ao CM que os dados apresentados pela AI confirmam os valores revelados pela associação em Fevereiro passado – quatro em cada cinco vítimas de crimes registados pela APAV são mulheres: “Saúda-se o facto de a Amnistia Internacional considerar estes crimes como um atentado aos direitos humanos. Os dados agora revelados só validam o retrato efectuado e as tendências que as organizações como a nossa já conhecem.”
Sobre o perfil do agressor, os dados da APAV indicam que, em 98 por cento dos casos registados, é conhecido da vítima, mantendo com ela uma relação afectiva ou familiar. Das 14 371 pessoas que recorreram à APAV no ano passado, mais de 12 600 eram mulheres, isto é, 88 por cento.
POLÍCIAS SOB SUSPEITA
Outro facto apontado pela AI prende-se com o uso da força pelas autoridades policiais portuguesas. No relatório, apresentado ontem em Londres, considera-se insuficiente a formação dos agentes em Portugal no que diz respeito ao uso da força e das armas de fogo.
Neste particular, é relatada a morte de, pelo menos, três pessoas em resultado do uso da “força letal” por parte da Polícia.
A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) anunciou ontem a instauração de processos disciplinares a um oficial da PSP e a militares da GNR suspeitos de envolvimento nos casos de violência policial referidos pela AI.
A Direcção Nacional da PSP negou que “tenha existido qualquer agressão”. As acusações de falta de formação dos agentes são também refutadas: “O que vem referido [pela AI] não corresponde à verdade pois, além da formação inicial, 84 por cento do efectivo tem formação pelo menos uma vez por ano”.
Violência doméstica matou 33 mulheres em Portugal
Jorge Godinho
O relatório da Amnistia Internacional volta a acusar Portugal pelos maus tratos às mulheres
Os números do relatório da Amnistia Internacional (AI) referentes a 2005 não enganam: a violência doméstica é uma realidade que envergonha Portugal aos olhos do Mundo. O documento refere 33 mulheres mortas por esse motivo, das quais 29 foram vítimas às mãos dos maridos, de antigos namorados ou parceiros. Estes valores foram confirmados pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
Apesar de reconhecer o mérito das medidas tomadas em Portugal desde 1990, o relatório considera os resultados “muito graves”. Refira-se que no projecto do novo Código Penal a violência doméstica passa a ser um crime autónomo, punido com pena de prisão de um a cinco anos.
João Lázaro, secretário-geral da APAV, disse ao CM que os dados apresentados pela AI confirmam os valores revelados pela associação em Fevereiro passado – quatro em cada cinco vítimas de crimes registados pela APAV são mulheres: “Saúda-se o facto de a Amnistia Internacional considerar estes crimes como um atentado aos direitos humanos. Os dados agora revelados só validam o retrato efectuado e as tendências que as organizações como a nossa já conhecem.”
Sobre o perfil do agressor, os dados da APAV indicam que, em 98 por cento dos casos registados, é conhecido da vítima, mantendo com ela uma relação afectiva ou familiar. Das 14 371 pessoas que recorreram à APAV no ano passado, mais de 12 600 eram mulheres, isto é, 88 por cento.
POLÍCIAS SOB SUSPEITA
Outro facto apontado pela AI prende-se com o uso da força pelas autoridades policiais portuguesas. No relatório, apresentado ontem em Londres, considera-se insuficiente a formação dos agentes em Portugal no que diz respeito ao uso da força e das armas de fogo.
Neste particular, é relatada a morte de, pelo menos, três pessoas em resultado do uso da “força letal” por parte da Polícia.
A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) anunciou ontem a instauração de processos disciplinares a um oficial da PSP e a militares da GNR suspeitos de envolvimento nos casos de violência policial referidos pela AI.
A Direcção Nacional da PSP negou que “tenha existido qualquer agressão”. As acusações de falta de formação dos agentes são também refutadas: “O que vem referido [pela AI] não corresponde à verdade pois, além da formação inicial, 84 por cento do efectivo tem formação pelo menos uma vez por ano”.
Ao fim da noite.
Maria,
Suicidária jantarada com gente minha. Regresso a casa. Cyrano de Bergerac no Hollywood. E esta sensação, velha de trinta anos, de vegetar, quando comparado com este magnífico louco:(.
Suicidária jantarada com gente minha. Regresso a casa. Cyrano de Bergerac no Hollywood. E esta sensação, velha de trinta anos, de vegetar, quando comparado com este magnífico louco:(.
quarta-feira, maio 24, 2006
Isto é gralha das oposições leónicas e dragónicas!!!! Mercado quê?:)))))).
Fernando Santos: «Os grandes nomes dificilmente poderão sair do Benfica»
[ 2006/05/24 | 17:28 ] Redacção MaisFutebolLinks relacionados:
Notícias Benfica Fernando Santos quer manter no Benfica os grandes nomes. Simão serviu de exemplo para aquilo que o novo treinador encarnado pensa como valores que o clube não pode perder se quer uma equipa ganhador.
«O Benfica vai manter todos os grandes jogadores», afirmou Fernando Santos esta tarde à entrada para mais um almoço com os responsáveis encarnados. «Por isso, os grandes jogadores dificilmente poderão sair do Benfica», explicou.
Quanto a contratações, Fernando Santos volta a não querer falar de nomes. «Há um rigor no Benfica, mas é claro que para termos os jogadores que são bons faremos um esforço para os adquirir», apontou. «Estou preparado para construir uma equipa para ganhar.»
Nos últimos dias têm surgido nomes de jogadores gregos como potenciais aquisições dos encarnados. «O mercado negro não é preferencial. É normal surgirem nomes de jogadores gregos, tal como quando fui para a Grécia todos os dias surgiam nomes de jogadores portugueses que queria levar. Há, de facto, bons jogadores no campeonato grego que poderiam interessar ao Benfica, mas não passa por aí de maneira nenhuma.»
Fernando Santos espera contar com um plantel que terá no máximo 25 jogadores. O técnico garante que já tem ideia da equipa que quer. «Sabemos o que queremos. O que existe em termos de estratégia para o plantel está definido. Mais do que falar de nomes, o mais importante é sabermos o que queremos. Tenho de fazer as contas com os que vão sair e os que podem entrar. Tenho trabalhado e falado com as pessoas que estiveram com estes jogadores no ano passado. Vou ver vídeos e depois decidir. Mas alguns dos jogadores que estiveram emprestados vão fazer a pré-época.»
[ 2006/05/24 | 17:28 ] Redacção MaisFutebolLinks relacionados:
Notícias Benfica Fernando Santos quer manter no Benfica os grandes nomes. Simão serviu de exemplo para aquilo que o novo treinador encarnado pensa como valores que o clube não pode perder se quer uma equipa ganhador.
«O Benfica vai manter todos os grandes jogadores», afirmou Fernando Santos esta tarde à entrada para mais um almoço com os responsáveis encarnados. «Por isso, os grandes jogadores dificilmente poderão sair do Benfica», explicou.
Quanto a contratações, Fernando Santos volta a não querer falar de nomes. «Há um rigor no Benfica, mas é claro que para termos os jogadores que são bons faremos um esforço para os adquirir», apontou. «Estou preparado para construir uma equipa para ganhar.»
Nos últimos dias têm surgido nomes de jogadores gregos como potenciais aquisições dos encarnados. «O mercado negro não é preferencial. É normal surgirem nomes de jogadores gregos, tal como quando fui para a Grécia todos os dias surgiam nomes de jogadores portugueses que queria levar. Há, de facto, bons jogadores no campeonato grego que poderiam interessar ao Benfica, mas não passa por aí de maneira nenhuma.»
Fernando Santos espera contar com um plantel que terá no máximo 25 jogadores. O técnico garante que já tem ideia da equipa que quer. «Sabemos o que queremos. O que existe em termos de estratégia para o plantel está definido. Mais do que falar de nomes, o mais importante é sabermos o que queremos. Tenho de fazer as contas com os que vão sair e os que podem entrar. Tenho trabalhado e falado com as pessoas que estiveram com estes jogadores no ano passado. Vou ver vídeos e depois decidir. Mas alguns dos jogadores que estiveram emprestados vão fazer a pré-época.»
De notar o tipo de bebidas e a paridade sexual aos 18.
Metade dos jovens com 13 anos já bebe, 25% escolhe as brancas
Quase metade dos adolescentes portugueses com 13 anos consome bebidas alcoólicas e um em cada quatro prefere bebidas destiladas à cerveja ou ao vinho, revela um estudo divulgado hoje num colóquio sobre toxicodependência.
A dependência do álcool foi um dos temas abordados hoje no XIX Encontro das Taipas, que decorre desde segunda-feira em Lisboa, durante o qual a coordenadora nacional dos estudos em meio escolar, Fernanda Feijão, apresentou pela primeira vez os dados, referentes a 2003, de um trabalho sobre consumo de álcool e adolescência.
De acordo com este estudo, 47% dos jovens no ensino público com 13 anos já tinham consumido bebidas alcoólicas, uma tendência mais acentuada nos rapazes (53%) do que nas raparigas (42%).
A percentagem de jovens que bebem bebidas alcoólicas vai aumentando com a idade, sendo já superior a 60% nos 14 anos, a 70% nos 15 anos, a 80% nos 16 e acima dos 90% a partir dos 17 anos.
O estudo revela ainda que 30% dos adolescentes de 13 anos tinham consumido bebidas alcoólicas nos 30 dias anteriores ao inquérito, um número que aumenta também com a idade, chegando aos 68% na casa dos 18 anos.
Quanto às bebidas de escolha, Fernanda Feijão chamou a atenção para o facto de entre os jovens com 13 anos haver já uma prevalência de consumo das destiladas sobre as outras, nomeadamente a cerveja.
Assim, 22% destes adolescentes escolhem as bebidas destiladas, com pouca distinção entre rapazes e raparigas, ao passo que apenas 12% optam pela cerveja e 8% preferem o vinho, sendo que a maioria destes é do sexo masculino.
Nas idades mais avançadas, e até aos 18 anos, a tendência é a mesma, sempre com preferência pelas bebidas destiladas, seguindo-se a cerveja e finalmente o vinho.
No que respeita aos «consumos mais intensos» (cinco ou mais bebidas de seguida) nos últimos 30 dias, a especialista alertou para o facto de se verificarem em 7% dos alunos de 13 anos e de nos 18 rondar já os 30%.
As bebedeiras também começam cedo, revela o estudo, indicando que aos 13 anos, 7% dos jovens já se tinha embebedado e que 2% o tinham feito nos últimos 30 dias.
Aqui também a tendência é crescente, e sempre mais acentuada entre os rapazes, com metade dos jovens de 18 anos a reconhecer que apanha bebedeiras e 20% a assumir que se tinha embriagado no último mês.
Assim, aos 13 anos, 6% dos rapazes embebedaram-se de uma a duas vezes e 2% de três a cinco. Nas raparigas da mesma idade estas percentagens são de quatro e 1%, respectivamente.
Aos 18 anos esta percentagem (para uma a duas bebedeiras) ronda os 18% em ambos os sexos.
Diário Digital / Lusa
23-05-2006 14:47:00
Quase metade dos adolescentes portugueses com 13 anos consome bebidas alcoólicas e um em cada quatro prefere bebidas destiladas à cerveja ou ao vinho, revela um estudo divulgado hoje num colóquio sobre toxicodependência.
A dependência do álcool foi um dos temas abordados hoje no XIX Encontro das Taipas, que decorre desde segunda-feira em Lisboa, durante o qual a coordenadora nacional dos estudos em meio escolar, Fernanda Feijão, apresentou pela primeira vez os dados, referentes a 2003, de um trabalho sobre consumo de álcool e adolescência.
De acordo com este estudo, 47% dos jovens no ensino público com 13 anos já tinham consumido bebidas alcoólicas, uma tendência mais acentuada nos rapazes (53%) do que nas raparigas (42%).
A percentagem de jovens que bebem bebidas alcoólicas vai aumentando com a idade, sendo já superior a 60% nos 14 anos, a 70% nos 15 anos, a 80% nos 16 e acima dos 90% a partir dos 17 anos.
O estudo revela ainda que 30% dos adolescentes de 13 anos tinham consumido bebidas alcoólicas nos 30 dias anteriores ao inquérito, um número que aumenta também com a idade, chegando aos 68% na casa dos 18 anos.
Quanto às bebidas de escolha, Fernanda Feijão chamou a atenção para o facto de entre os jovens com 13 anos haver já uma prevalência de consumo das destiladas sobre as outras, nomeadamente a cerveja.
Assim, 22% destes adolescentes escolhem as bebidas destiladas, com pouca distinção entre rapazes e raparigas, ao passo que apenas 12% optam pela cerveja e 8% preferem o vinho, sendo que a maioria destes é do sexo masculino.
Nas idades mais avançadas, e até aos 18 anos, a tendência é a mesma, sempre com preferência pelas bebidas destiladas, seguindo-se a cerveja e finalmente o vinho.
No que respeita aos «consumos mais intensos» (cinco ou mais bebidas de seguida) nos últimos 30 dias, a especialista alertou para o facto de se verificarem em 7% dos alunos de 13 anos e de nos 18 rondar já os 30%.
As bebedeiras também começam cedo, revela o estudo, indicando que aos 13 anos, 7% dos jovens já se tinha embebedado e que 2% o tinham feito nos últimos 30 dias.
Aqui também a tendência é crescente, e sempre mais acentuada entre os rapazes, com metade dos jovens de 18 anos a reconhecer que apanha bebedeiras e 20% a assumir que se tinha embriagado no último mês.
Assim, aos 13 anos, 6% dos rapazes embebedaram-se de uma a duas vezes e 2% de três a cinco. Nas raparigas da mesma idade estas percentagens são de quatro e 1%, respectivamente.
Aos 18 anos esta percentagem (para uma a duas bebedeiras) ronda os 18% em ambos os sexos.
Diário Digital / Lusa
23-05-2006 14:47:00
terça-feira, maio 23, 2006
Não sabe???????? Em contrapartida, a colega debita certezas:((((.
Homossexuais continuam sem poder dar sangue
Fernanda Câncio
Amédica disse-me que os
homossexuais têm uma relação promíscua e que não valia a pena eu dizer que tenho um parceiro há mais de seis meses, porque isso é muito difícil. Também me disse que o sexo anal é muito duro, o que não acontece entre homens e mulheres. Não serviu de nada eu dizer que uso sempre preservativo." Tiago tem 18 anos e tentou dar sangue na semana passada, no Hospital de Santo António, no Porto. Não chegou sequer à fase da colheita: o facto de ter respondido afirmativamente à pergunta "Se é homem, teve sexo com homens?" determinou a sua exclusão.
Uma exclusão cujo fim foi anunciado em Março, ao DN, pelo presidente do Instituto Português de Sangue (IPS), Almeida Gonçalves: "A tendência actual é para uma igualdade de critérios para todas as orientações sexuais, há uma recapitulação em termos internacionais sobre a matéria." Especificando que a decisão nesse sentido havia sido tomada no final de 2005 e que havia já "mandado retirar" da página de Internet do IPS o "aviso" da exclusão da dádiva dos "homens que têm sexo com homens", Almeida Gonçalves admitiu mesmo que hoje, em Portugal e em quase todo o mundo, a principal via de transmissão de uma infecção como o HIV/sida é a do sexo heterossexual, entre mulheres e homens.
Esta alteração de perspectiva, no entanto, não passou ainda à prática. Um facto que o grupo parlamentar de Os Verdes denunciou recentemente, num requerimento ao ministro da Saúde solicitando esclarecimentos sobre os critérios em vigor para a selecção de dadores. Heloísa Apolónia, a deputada que assinou o requerimento, diz ter recebido uma queixa de um homossexual que tentou dar sangue e viu a dádiva recusada. "Fomos ao site do IPS e no manual que lá estava para técnicos de saúde continuava a exclusão dos homens que têm sexo com homens. Ou seja, a informação para os dadores mudou mas a para quem faz a selecção continua igual."
Após este requerimento de Os Verdes - o segundo que fazem a este propósito, pois em 2005 tinham já solicitado esclarecimentos ao ministro da Saúde sobre o critério de selecção de dadores -, Almeida Gonçalves disse ao DN ter mandado retirar da página do IPS o dito manual. Mas reconhece que não foi enviada informação aos serviços de sangue no sentido de alterarem os seus critérios. "Ainda continuamos a trabalhar com as regras anteriores." Procedimento que é justificado com o facto de o novo manual estar ainda em elaboração. Quanto às novas regras e à forma como serão afinal enquadrados "os homens que têm sexo com homens", Almeida Gonçalves é vago: "Não lhe sei responder. Não sei dizer se um homem ter sexo com homens, mesmo se for sexo protegido, é um comportamento de risco ou não. Não posso responder ainda a essa questão sobre o que é exactamente comportamento de risco."
DN.
Fernanda Câncio
Amédica disse-me que os
homossexuais têm uma relação promíscua e que não valia a pena eu dizer que tenho um parceiro há mais de seis meses, porque isso é muito difícil. Também me disse que o sexo anal é muito duro, o que não acontece entre homens e mulheres. Não serviu de nada eu dizer que uso sempre preservativo." Tiago tem 18 anos e tentou dar sangue na semana passada, no Hospital de Santo António, no Porto. Não chegou sequer à fase da colheita: o facto de ter respondido afirmativamente à pergunta "Se é homem, teve sexo com homens?" determinou a sua exclusão.
Uma exclusão cujo fim foi anunciado em Março, ao DN, pelo presidente do Instituto Português de Sangue (IPS), Almeida Gonçalves: "A tendência actual é para uma igualdade de critérios para todas as orientações sexuais, há uma recapitulação em termos internacionais sobre a matéria." Especificando que a decisão nesse sentido havia sido tomada no final de 2005 e que havia já "mandado retirar" da página de Internet do IPS o "aviso" da exclusão da dádiva dos "homens que têm sexo com homens", Almeida Gonçalves admitiu mesmo que hoje, em Portugal e em quase todo o mundo, a principal via de transmissão de uma infecção como o HIV/sida é a do sexo heterossexual, entre mulheres e homens.
Esta alteração de perspectiva, no entanto, não passou ainda à prática. Um facto que o grupo parlamentar de Os Verdes denunciou recentemente, num requerimento ao ministro da Saúde solicitando esclarecimentos sobre os critérios em vigor para a selecção de dadores. Heloísa Apolónia, a deputada que assinou o requerimento, diz ter recebido uma queixa de um homossexual que tentou dar sangue e viu a dádiva recusada. "Fomos ao site do IPS e no manual que lá estava para técnicos de saúde continuava a exclusão dos homens que têm sexo com homens. Ou seja, a informação para os dadores mudou mas a para quem faz a selecção continua igual."
Após este requerimento de Os Verdes - o segundo que fazem a este propósito, pois em 2005 tinham já solicitado esclarecimentos ao ministro da Saúde sobre o critério de selecção de dadores -, Almeida Gonçalves disse ao DN ter mandado retirar da página do IPS o dito manual. Mas reconhece que não foi enviada informação aos serviços de sangue no sentido de alterarem os seus critérios. "Ainda continuamos a trabalhar com as regras anteriores." Procedimento que é justificado com o facto de o novo manual estar ainda em elaboração. Quanto às novas regras e à forma como serão afinal enquadrados "os homens que têm sexo com homens", Almeida Gonçalves é vago: "Não lhe sei responder. Não sei dizer se um homem ter sexo com homens, mesmo se for sexo protegido, é um comportamento de risco ou não. Não posso responder ainda a essa questão sobre o que é exactamente comportamento de risco."
DN.
segunda-feira, maio 22, 2006
Velharia a propósito.
As coisas
O Gaspar saboreou o primeiro Natal. Não, não vos aldrabei quanto à sua idade, o ano passado já por aqui cirandava. Mas sejamos francos: um bebé não goza o Natal, tenta sobreviver à adoração amassadora dos adultos que o rodeiam! Agora, com vinte meses, sua excelência exibiu autonomia mais do que suficiente para obrigar os pais a dividirem a atenção entre o seu destemido navegar pela sala e o ataque às monumentais lascas de bacalhau, escoltadas por iguarias que justificam denominação clássica: “com todos!” Estômagos simplesmente reconfortados ou distendidos pela gula, a maralha avançou para o ritual dos presentes. Um dos primos mais velhos compôs uma figura credível de Pai Natal, apenas traído pelo exagerado entusiasmo com que retirava do saco as prendas a si destinadas.
Em ocasiões de barafunda, refugio-me num canto, esboçando os sorrisos e respostas indispensáveis, mas com a família não há problema - sou um morcão e pronto! Por carinho e orgulho de Avô babado, seria inevitável que Gaspar fosse para mim a estrela da noite. Confortável e seguro no colo materno, espiava a agitação circundante com atenta e elogiada placidez. Quando os presentes começaram a submergi-lo como as cheias do Douro fazem a Miragaia, a mudança foi espantosa. Como ninguém resistira à tentação de o mimar, o improvisado Pai Natal gritava o seu nome constantemente e os embrulhos faziam bicha, à espera das mãos da Mãe. E ela, extremosa, descascava-os antes de lhe servir o conteúdo.
O miúdo foi apanhado na voragem. A exigência de um novo espanto e o incitamento à alegria seguinte obrigaram-no a saltar de surpresa em surpresa, sem verdadeiramente as descobrir. Às tantas, vi-o aflito, com firmeza agarrando contra o peito dois brinquedos e por isso incapaz de corresponder ao desafio de explorar mais um. Quando as ofertas de todos aqueles reis magos de trazer por casa terminaram, Gaspar parecia mais confuso do que feliz e brincara pouco, se chegara a fazê-lo.
Não lhe faltará tempo ao longo do ano, dirão vocês. Claro, nada disto é um drama, e contudo merece reflexão. O dilúvio de coisas sobre as pessoas – que não apenas as crianças! – impede que as revirem, à cata de segredos e fascínios. Limita-lhes o tempo de atenção e sobrevivência, cada uma é vertiginosamente substituída por outra, da qual se espera maior satisfação. Esta sucessão interminável, vivida a uma cadência alucinante, reflecte o triunfo das ditas: simbolicamente, porque lhes confiamos a responsabilidade de serem arautos das palavras que não dizemos; filosoficamente, porque o seu reinado significa que uma sociedade se tornou dependente delas para se aproximar de paz ou alegria interiores. E por isso, as sucessivas desilusões não são vistas como falhas da teoria, mas como simples provas de que a coisa ideal ainda nos espera, capaz de compensar a tristeza pela perda de efeito da última que nos encantou.
Longe de mim preconizar a confiscação de algum presente do Gaspar. Mas penso que tal enxurrada prejudica o imaginário do puto, lembro-lhes frase básica para os processos educativo e de crescimento: “agora não posso brincar, entretém-te um bocadinho”. Ora a insatisfação expectante que o dilúvio de brinquedos provoca não favorece a autonomia imaginativa que transforma papel amarfanhado numa bola, carrito solitário em grande prémio completo ou o boneco favorito no interlocutor para longa conversa “adulta”.
Recordo mensagem preventiva sobre as drogas: “são apenas substâncias, o efeito depende do contexto e dos indivíduos”. Pois bem, os indivíduos que somos desenvolveram um contexto cultural que nos tornou “coisasdependentes” graves. Depois, resta o “pormenorzinho” de que por cada miúdo inundado de prendas existem muitos vivendo atroz seca de brinquedos. Em África? Não, aqui. Invisíveis? Só para quem use antolhos egoístas.
O Gaspar saboreou o primeiro Natal. Não, não vos aldrabei quanto à sua idade, o ano passado já por aqui cirandava. Mas sejamos francos: um bebé não goza o Natal, tenta sobreviver à adoração amassadora dos adultos que o rodeiam! Agora, com vinte meses, sua excelência exibiu autonomia mais do que suficiente para obrigar os pais a dividirem a atenção entre o seu destemido navegar pela sala e o ataque às monumentais lascas de bacalhau, escoltadas por iguarias que justificam denominação clássica: “com todos!” Estômagos simplesmente reconfortados ou distendidos pela gula, a maralha avançou para o ritual dos presentes. Um dos primos mais velhos compôs uma figura credível de Pai Natal, apenas traído pelo exagerado entusiasmo com que retirava do saco as prendas a si destinadas.
Em ocasiões de barafunda, refugio-me num canto, esboçando os sorrisos e respostas indispensáveis, mas com a família não há problema - sou um morcão e pronto! Por carinho e orgulho de Avô babado, seria inevitável que Gaspar fosse para mim a estrela da noite. Confortável e seguro no colo materno, espiava a agitação circundante com atenta e elogiada placidez. Quando os presentes começaram a submergi-lo como as cheias do Douro fazem a Miragaia, a mudança foi espantosa. Como ninguém resistira à tentação de o mimar, o improvisado Pai Natal gritava o seu nome constantemente e os embrulhos faziam bicha, à espera das mãos da Mãe. E ela, extremosa, descascava-os antes de lhe servir o conteúdo.
O miúdo foi apanhado na voragem. A exigência de um novo espanto e o incitamento à alegria seguinte obrigaram-no a saltar de surpresa em surpresa, sem verdadeiramente as descobrir. Às tantas, vi-o aflito, com firmeza agarrando contra o peito dois brinquedos e por isso incapaz de corresponder ao desafio de explorar mais um. Quando as ofertas de todos aqueles reis magos de trazer por casa terminaram, Gaspar parecia mais confuso do que feliz e brincara pouco, se chegara a fazê-lo.
Não lhe faltará tempo ao longo do ano, dirão vocês. Claro, nada disto é um drama, e contudo merece reflexão. O dilúvio de coisas sobre as pessoas – que não apenas as crianças! – impede que as revirem, à cata de segredos e fascínios. Limita-lhes o tempo de atenção e sobrevivência, cada uma é vertiginosamente substituída por outra, da qual se espera maior satisfação. Esta sucessão interminável, vivida a uma cadência alucinante, reflecte o triunfo das ditas: simbolicamente, porque lhes confiamos a responsabilidade de serem arautos das palavras que não dizemos; filosoficamente, porque o seu reinado significa que uma sociedade se tornou dependente delas para se aproximar de paz ou alegria interiores. E por isso, as sucessivas desilusões não são vistas como falhas da teoria, mas como simples provas de que a coisa ideal ainda nos espera, capaz de compensar a tristeza pela perda de efeito da última que nos encantou.
Longe de mim preconizar a confiscação de algum presente do Gaspar. Mas penso que tal enxurrada prejudica o imaginário do puto, lembro-lhes frase básica para os processos educativo e de crescimento: “agora não posso brincar, entretém-te um bocadinho”. Ora a insatisfação expectante que o dilúvio de brinquedos provoca não favorece a autonomia imaginativa que transforma papel amarfanhado numa bola, carrito solitário em grande prémio completo ou o boneco favorito no interlocutor para longa conversa “adulta”.
Recordo mensagem preventiva sobre as drogas: “são apenas substâncias, o efeito depende do contexto e dos indivíduos”. Pois bem, os indivíduos que somos desenvolveram um contexto cultural que nos tornou “coisasdependentes” graves. Depois, resta o “pormenorzinho” de que por cada miúdo inundado de prendas existem muitos vivendo atroz seca de brinquedos. Em África? Não, aqui. Invisíveis? Só para quem use antolhos egoístas.
domingo, maio 21, 2006
Vêem porque sempre recuso falar dos toxicodependentes como ETs?
Droga: Novo século, novos vícios
Vamos deixar de falar "em toxicodependência para começarmos a falar de adictologia"
Internet, compras e telemóvel - estes são os novos vícios. Os técnicos da área da toxicodependência começam a confrontar-se com a emergência de novos vícios sem drogas.
21/05/2006
(10:33) Embora com implicações muito diferentes das que decorrem do uso de drogas, estas patologias carecem igualmente de tratamento, sob pena do viciado poder viver situações dramáticas.
Em entrevista à agência Lusa, o psiquiatra Luís Patrício, que dirige o Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) das Taipas, em Lisboa, sublinhou que a sociedade de consumo e o aumento da oferta estão a criar fortes dependências patológicas sem substâncias psicoactivas (drogas), não só nos toxicodependentes em tratamento como no cidadão que nunca consumiu qualquer droga lícita ou ilícita.
Luís Patrício vai mesmo mais longe e argumenta que "cada vez mais deixamos de falar em toxicodependência para começarmos a falar de adictologia".
Face a esta preocupação, o "XIX Encontro das Taipas", que reúne em Lisboa segunda e terça-feira cerca de 400 técnicos nacionais e estrangeiros na área da toxicodependência, inclui no seu programa um painel de debate sobre "Dependências Patológicas sem Substâncias Psicoactivas", que terá como orador o professor Carlos Alvarez Vara, da Agência Antidroga da Comunidade de Madrid.
"A sociedade apela a que estejamos a gastar sistematicamente, estejamos a consumir. É preciso levar as pessoas a pensar, a crescer, para poderem escolher", concluiu.
Vamos deixar de falar "em toxicodependência para começarmos a falar de adictologia"
Internet, compras e telemóvel - estes são os novos vícios. Os técnicos da área da toxicodependência começam a confrontar-se com a emergência de novos vícios sem drogas.
21/05/2006
(10:33) Embora com implicações muito diferentes das que decorrem do uso de drogas, estas patologias carecem igualmente de tratamento, sob pena do viciado poder viver situações dramáticas.
Em entrevista à agência Lusa, o psiquiatra Luís Patrício, que dirige o Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) das Taipas, em Lisboa, sublinhou que a sociedade de consumo e o aumento da oferta estão a criar fortes dependências patológicas sem substâncias psicoactivas (drogas), não só nos toxicodependentes em tratamento como no cidadão que nunca consumiu qualquer droga lícita ou ilícita.
Luís Patrício vai mesmo mais longe e argumenta que "cada vez mais deixamos de falar em toxicodependência para começarmos a falar de adictologia".
Face a esta preocupação, o "XIX Encontro das Taipas", que reúne em Lisboa segunda e terça-feira cerca de 400 técnicos nacionais e estrangeiros na área da toxicodependência, inclui no seu programa um painel de debate sobre "Dependências Patológicas sem Substâncias Psicoactivas", que terá como orador o professor Carlos Alvarez Vara, da Agência Antidroga da Comunidade de Madrid.
"A sociedade apela a que estejamos a gastar sistematicamente, estejamos a consumir. É preciso levar as pessoas a pensar, a crescer, para poderem escolher", concluiu.
sábado, maio 20, 2006
Para que alguns não esqueçam o passado. E muitos aprendam que ele existiu...
Sede da PIDE em museu
2006/05/20 | 20:42
Movimento «Não Apaguem a Memória» quer recordar a ditadura salazarista
O movimento «Não Apaguem a Memória» defendeu hoje que a antiga sede no Porto da polícia política do Estado Novo (PIDE/DGS) seja convertida num museu dedicado à resistência à ditadura salazarista, noticia a Lusa.
A PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) e a sua sucessora (Direcção-Geral de Segurança), que reprimiam os opositores ao regime ditatorial instituído por António de Oliveira Salazar, tiveram a sua delegação no Porto num edifício da Rua do Heroísmo, que funciona actualmente como museu militar.
«Não pomos em causa a existência de um museu militar no Porto, mas o Ministério da Defesa tem certamente melhores locais para ele. Ao contrário, não há no Porto outro local com simbolismo semelhante para preservação, tratamento e divulgação da memória dos 50 anos da resistência à ditadura», justificou Henrique Sousa, um dos co-fundadores do movimento.
Falando à Lusa no final de uma reunião constitutiva de um núcleo no Porto do movimento «Não Apaguem a Memória», Henrique Sousa disse que a organização pretende «dinamizar um largo movimento cívico que ajude à solução pretendida para o edifício da Rua do Heroísmo» e que «encete o necessário diálogo com as entidades públicas».
2006/05/20 | 20:42
Movimento «Não Apaguem a Memória» quer recordar a ditadura salazarista
O movimento «Não Apaguem a Memória» defendeu hoje que a antiga sede no Porto da polícia política do Estado Novo (PIDE/DGS) seja convertida num museu dedicado à resistência à ditadura salazarista, noticia a Lusa.
A PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) e a sua sucessora (Direcção-Geral de Segurança), que reprimiam os opositores ao regime ditatorial instituído por António de Oliveira Salazar, tiveram a sua delegação no Porto num edifício da Rua do Heroísmo, que funciona actualmente como museu militar.
«Não pomos em causa a existência de um museu militar no Porto, mas o Ministério da Defesa tem certamente melhores locais para ele. Ao contrário, não há no Porto outro local com simbolismo semelhante para preservação, tratamento e divulgação da memória dos 50 anos da resistência à ditadura», justificou Henrique Sousa, um dos co-fundadores do movimento.
Falando à Lusa no final de uma reunião constitutiva de um núcleo no Porto do movimento «Não Apaguem a Memória», Henrique Sousa disse que a organização pretende «dinamizar um largo movimento cívico que ajude à solução pretendida para o edifício da Rua do Heroísmo» e que «encete o necessário diálogo com as entidades públicas».
sexta-feira, maio 19, 2006
Também isto será pretexto para aumento de audiências?
Francisco Adam (o ‘Dino’ da série ‘Morangos com Açúcar’, em exibição na TVI) consumiu cocaína pouco tempo antes do acidente de automóvel em que perdeu a vida, no Domingo de Páscoa, 16 de Abril – e conduziu ainda sob o efeito da droga.
Segundo fontes médicas que tiveram acesso aos resultados dos exames toxicológicos ao cadáver, os especialistas do Instituto de Medicina Legal, em Lisboa, encontraram cristais de cocaína (erytbronxylon, o nome científico) em “quantidade relativamente significativa”.
As análises revelaram ainda no corpo de ‘Dino’ vestígios de anfetaminas e cafeína – estimulantes que habitualmente são adicionados à cocaína para aumentar o volume e potenciar os efeitos.
FUROR NA DISCOTECA
Francisco Adam passou as últimas horas de vida na discoteca Clube In Campo, em Coruche: chegou cerca da meia-noite e participou numa longa sessão de autógrafos, que reuniu quase um milhar de fãs, até perto das três e meia da madrugada de domingo.
O actor deslocou-se à discoteca ao volante do seu Renault Clio, na companhia dos amigos Filipe Diegues e Osvaldo Serrão. Francisco Adam, ao fim de três horas e meia a distribuir autógrafos, pediu música da banda Outwork e dançou durante uma boa meia hora ao ritmo intenso e acelerado. A cocaína, segundo um médico contactado pelo CM, estimula o sistema nervoso central e produz agitação.
O actor e os amigos abandonaram a discoteca por volta das 04h00. Francisco Adam seguiu ao volante, Osvaldo Serrão no banco ao lado e Filipe Diegues atrás. No final da estrada nacional 119, no entroncamento com a 118, o condutor perdeu o controlo do carro: o Renault Clio embateu nos separadores, seguiu em frente e esmagou-se contra eucaliptos. Francisco Adam, de 22 anos, teve morte imediata. Filipe sobreviveu com ferimentos ligeiros. Osvaldo Serrão, gravemente ferido, lutou durante 12 dias em Santa Maria até que foi transferido, a 28 Abril, para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde morreu.
Segundo as nossa fontes, as análises clínicas a Osvaldo também revelaram vestígios de cocaína. “Não sei o resultado das análises e da autópsia”, disse ao CM o irmão, Marco. Ontem, o CM tentou sem êxito contactar os pais de Francisco Adam.
REACÇÃO A PERIGOS FICA MAIS LENTA
O consumo de substâncias estupefacientes como a cocaína afecta principalmente as capacidades psicomotoras dos condutores. Ou seja, as drogas induzem uma sensação de euforia, alteram a percepção visual e dilatam os tempos de reacção a situações perigosas, como explicou ao CM um médico legista.
“Um condutor que não tomou nada consegue aperceber-se de determinados perigos e reagir, em tempo útil, aos mesmos. Mas, em alguém que conduza sob o efeito de estupefacientes, a reacção fica lentificado. Isto é, a reacção a um determinado perigo é mais lenta”, disse o clínico. “Além disso, a pessoa perde a noção dos comportamentos e das consequências do mesmos”, acrescentou.
Correio da Manhã.
Segundo fontes médicas que tiveram acesso aos resultados dos exames toxicológicos ao cadáver, os especialistas do Instituto de Medicina Legal, em Lisboa, encontraram cristais de cocaína (erytbronxylon, o nome científico) em “quantidade relativamente significativa”.
As análises revelaram ainda no corpo de ‘Dino’ vestígios de anfetaminas e cafeína – estimulantes que habitualmente são adicionados à cocaína para aumentar o volume e potenciar os efeitos.
FUROR NA DISCOTECA
Francisco Adam passou as últimas horas de vida na discoteca Clube In Campo, em Coruche: chegou cerca da meia-noite e participou numa longa sessão de autógrafos, que reuniu quase um milhar de fãs, até perto das três e meia da madrugada de domingo.
O actor deslocou-se à discoteca ao volante do seu Renault Clio, na companhia dos amigos Filipe Diegues e Osvaldo Serrão. Francisco Adam, ao fim de três horas e meia a distribuir autógrafos, pediu música da banda Outwork e dançou durante uma boa meia hora ao ritmo intenso e acelerado. A cocaína, segundo um médico contactado pelo CM, estimula o sistema nervoso central e produz agitação.
O actor e os amigos abandonaram a discoteca por volta das 04h00. Francisco Adam seguiu ao volante, Osvaldo Serrão no banco ao lado e Filipe Diegues atrás. No final da estrada nacional 119, no entroncamento com a 118, o condutor perdeu o controlo do carro: o Renault Clio embateu nos separadores, seguiu em frente e esmagou-se contra eucaliptos. Francisco Adam, de 22 anos, teve morte imediata. Filipe sobreviveu com ferimentos ligeiros. Osvaldo Serrão, gravemente ferido, lutou durante 12 dias em Santa Maria até que foi transferido, a 28 Abril, para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde morreu.
Segundo as nossa fontes, as análises clínicas a Osvaldo também revelaram vestígios de cocaína. “Não sei o resultado das análises e da autópsia”, disse ao CM o irmão, Marco. Ontem, o CM tentou sem êxito contactar os pais de Francisco Adam.
REACÇÃO A PERIGOS FICA MAIS LENTA
O consumo de substâncias estupefacientes como a cocaína afecta principalmente as capacidades psicomotoras dos condutores. Ou seja, as drogas induzem uma sensação de euforia, alteram a percepção visual e dilatam os tempos de reacção a situações perigosas, como explicou ao CM um médico legista.
“Um condutor que não tomou nada consegue aperceber-se de determinados perigos e reagir, em tempo útil, aos mesmos. Mas, em alguém que conduza sob o efeito de estupefacientes, a reacção fica lentificado. Isto é, a reacção a um determinado perigo é mais lenta”, disse o clínico. “Além disso, a pessoa perde a noção dos comportamentos e das consequências do mesmos”, acrescentou.
Correio da Manhã.
Acho mais do que justo!
Arquitectos vêem alterada lei que contestavam há 33 anos
Paula Lobo
Pela primeira vez, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, uma iniciativa legislativa de cidadãos. O Projecto-lei nº183/X, ontem debatido, revoga uma norma que há 33 anos permite que engenheiros civis e de minas, técnicos ou construtores civis diplomados assinem projectos de arquitectura. Os arquitectos que encheram as galerias saíram satisfeitos. Mas o diploma terá ainda de ser discutido na especialidade e os principais partidos aguardam a anunciada proposta do Governo sobre a matéria.
Mais de uma centena de arquitectos e estudantes de Arquitectura acompanharam o debate. No final, já na escadaria da AR, aplaudiram o desfecho da iniciativa - em Novembro de 2005, a Ordem dos Arquitectos (OA) fez entrar uma subscrição com 36 783 assinaturas, para alteração parcial do decreto-lei 73/73.
Nuno Teotónio Pereira, um dos arquitectos que mais se tem batido pela questão, estava "muito contente". Embora recordasse que há mais gente com "interesses legítimos" no processo e que a lei "não fará o milagre de transformar todas as construções em boa arquitectura".
Com 206 votos a favor, a iniciativa terá agora que ser discutida na especialidade pela Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social. Segundo Helena Roseta, presidente da OA, os arquitectos também aguardam a iniciativa do Governo e vão prosseguir o debate com outras associações. "O que é um prazo de três meses para quem esperou 33 anos?", questionou.
Maria José Gamboa, do PS, autora do relatório apresentado à AR, esclareceu que "toda e qualquer solução normativa não pode fazer tábua rasa dos direitos e interesses das restantes profissões do sector".
Todos os intervenientes concordaram que o 73/73 é obsoleto mas que a requalificação de quem tem assinado projectos sem ser ter um curso de Arquitectura é um imperativo.
Se nos anos 70 havia carências, nomeadamente no parque habitacional, hoje há quase 14 mil arquitectos e 16 cursos reconhecidos.
José Tomaz Gomes, da Aecops (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas), lembra que os construtores são favoráveis às pretensões dos arquitectos. E espera que "o Governo legisle nesse sentido o mais depressa possível".
DN.
Paula Lobo
Pela primeira vez, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, uma iniciativa legislativa de cidadãos. O Projecto-lei nº183/X, ontem debatido, revoga uma norma que há 33 anos permite que engenheiros civis e de minas, técnicos ou construtores civis diplomados assinem projectos de arquitectura. Os arquitectos que encheram as galerias saíram satisfeitos. Mas o diploma terá ainda de ser discutido na especialidade e os principais partidos aguardam a anunciada proposta do Governo sobre a matéria.
Mais de uma centena de arquitectos e estudantes de Arquitectura acompanharam o debate. No final, já na escadaria da AR, aplaudiram o desfecho da iniciativa - em Novembro de 2005, a Ordem dos Arquitectos (OA) fez entrar uma subscrição com 36 783 assinaturas, para alteração parcial do decreto-lei 73/73.
Nuno Teotónio Pereira, um dos arquitectos que mais se tem batido pela questão, estava "muito contente". Embora recordasse que há mais gente com "interesses legítimos" no processo e que a lei "não fará o milagre de transformar todas as construções em boa arquitectura".
Com 206 votos a favor, a iniciativa terá agora que ser discutida na especialidade pela Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social. Segundo Helena Roseta, presidente da OA, os arquitectos também aguardam a iniciativa do Governo e vão prosseguir o debate com outras associações. "O que é um prazo de três meses para quem esperou 33 anos?", questionou.
Maria José Gamboa, do PS, autora do relatório apresentado à AR, esclareceu que "toda e qualquer solução normativa não pode fazer tábua rasa dos direitos e interesses das restantes profissões do sector".
Todos os intervenientes concordaram que o 73/73 é obsoleto mas que a requalificação de quem tem assinado projectos sem ser ter um curso de Arquitectura é um imperativo.
Se nos anos 70 havia carências, nomeadamente no parque habitacional, hoje há quase 14 mil arquitectos e 16 cursos reconhecidos.
José Tomaz Gomes, da Aecops (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas), lembra que os construtores são favoráveis às pretensões dos arquitectos. E espera que "o Governo legisle nesse sentido o mais depressa possível".
DN.
quinta-feira, maio 18, 2006
Sim, porque os Ys são bem diferentes:).
Homens e chimpanzés tiveram sexo depois da evolução
Os antepassados do Homem e do chimpanzé tiveram relações sexuais durante milhares de anos até à separação definitiva das espécies, o que afinal aconteceu há muito menos tempo do que se pensava, revela hoje a revista científica Nature.
Segundo o trabalho, desenvolvido por uma equipa investigadores norte-americanos conduzida por David Reich, da Universidade de Harvard, as duas linhagens separaram-se há 6,3 milhões de anos no máximo, e provavelmente até há menos de 4 milhões de anos o que não os impediu de proceder à troca de genes.
Tal é perceptível em particular ao nível dos cromossomas X (cromossomas sexuais femininos) que, nos chimpanzés e nos humanos, são mais parecidos do que os restantes cromossomas, precisam os cientistas.
O «divórcio» final e definitivo não terá, afinal, acontecido há muito mais do que quatro milhões de anos, o que significa que após terem começado a separar-se, humanos e chimpanzés ter-se-ão ainda cruzado durante mais de um milhão de anos.
Os resultados obtidos neste estudo, segundo os investigadores, põem em causa o estatuto dos hominídeos considerados como os mais antigos ancestrais do Homem, tais como o Saelanthropus Tchadensis (Toumai), que viveu há cerca de sete milhões de anos, o Orrorin Tugenensis, que viveu há seis milhões de anos, ou ainda o Ardipithecus Ramidus, que terá vivido há perto de 5,5 milhões de anos.
O enigma das origens do chimpnazé continua contudo praticamente todo por desvendar, já que contrariamente aos ancestrais do Homem, dos quais há numerosos fósseis, não foi encontrada até hoje qualquer ossada atribuível aos primeiros chimpanzés, à excepção de alguns velhos dentes.
Além disso, a sequenciação completa do genoma do chimpnazé, publicada no ano passado, confirmou que as duas espécies são geneticamente idênticas em 99%.
Diário Digital / Lusa
18-05-2006 15:33:00
Os antepassados do Homem e do chimpanzé tiveram relações sexuais durante milhares de anos até à separação definitiva das espécies, o que afinal aconteceu há muito menos tempo do que se pensava, revela hoje a revista científica Nature.
Segundo o trabalho, desenvolvido por uma equipa investigadores norte-americanos conduzida por David Reich, da Universidade de Harvard, as duas linhagens separaram-se há 6,3 milhões de anos no máximo, e provavelmente até há menos de 4 milhões de anos o que não os impediu de proceder à troca de genes.
Tal é perceptível em particular ao nível dos cromossomas X (cromossomas sexuais femininos) que, nos chimpanzés e nos humanos, são mais parecidos do que os restantes cromossomas, precisam os cientistas.
O «divórcio» final e definitivo não terá, afinal, acontecido há muito mais do que quatro milhões de anos, o que significa que após terem começado a separar-se, humanos e chimpanzés ter-se-ão ainda cruzado durante mais de um milhão de anos.
Os resultados obtidos neste estudo, segundo os investigadores, põem em causa o estatuto dos hominídeos considerados como os mais antigos ancestrais do Homem, tais como o Saelanthropus Tchadensis (Toumai), que viveu há cerca de sete milhões de anos, o Orrorin Tugenensis, que viveu há seis milhões de anos, ou ainda o Ardipithecus Ramidus, que terá vivido há perto de 5,5 milhões de anos.
O enigma das origens do chimpnazé continua contudo praticamente todo por desvendar, já que contrariamente aos ancestrais do Homem, dos quais há numerosos fósseis, não foi encontrada até hoje qualquer ossada atribuível aos primeiros chimpanzés, à excepção de alguns velhos dentes.
Além disso, a sequenciação completa do genoma do chimpnazé, publicada no ano passado, confirmou que as duas espécies são geneticamente idênticas em 99%.
Diário Digital / Lusa
18-05-2006 15:33:00
É hoje, é hoje!
Dia da Libertação
Impostos sempre a crescer
Arquivo CM
A cada ano que passa os portugueses têm de trabalhar mais para pagar impostos. De acordo com um estudo realizado pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa em parceria com a Associação Industrial Portuguesa (AIP) em 2006 são necessários 137 dias de trabalho para pagar impostos, ou seja, mais três dias que no ano passado, sendo hoje o primeiro dia livre de impostos. Face a 2000 o aumento do esforço fiscal é ainda mais notório, uma vez que nesse ano foram necessários 127 dias de trabalho para pagar os compromissos fiscais.
Até final de Abril passado, o Estado já arrecadou 680 milhões de euros a mais que o previsto em impostos.
Curiosamente o aumento de impostos não tem atenuado o défice das Finanças Públicas que tem continuado a agravar-se apesar da pressão fiscal cada vez maior sobre os contribuintes.
Desde 2001, a carga fiscal não tem parado de aumentar e prova disso é que a cada ano são necessários mais dias de trabalho até ao Dia da Libertação dos Impostos.
Quer isto dizer que se os portugueses só começassem a levar para casa o ordenado depois de pagarem os seus impostos, hoje seria o primeiro dia do ano em que receberiam o respectivo salário.
De acordo com os dados ontem revelados pelo gabinete de estatística da Comissão Europeia, o Eurostat, a carga fiscal global portuguesa representava 34,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2004. Nesse ano a carga fiscal portuguesa ainda estava abaixo da média da União Europeia que é de 39,3%. O Estado-membro com maior carga fiscal global é a Suécia (50,5 %) e aquele onde se pagam menos impostos é na Lituânia (28,4 %). O Eurostat sublinha que apesar de um amplo consenso sobre a necessidade de diminuir a carga fiscal, a redução foi diminuta e a média na União Europeia continua elevada face ao resto do mundo.
Impostos sempre a crescer
Arquivo CM
A cada ano que passa os portugueses têm de trabalhar mais para pagar impostos. De acordo com um estudo realizado pela Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa em parceria com a Associação Industrial Portuguesa (AIP) em 2006 são necessários 137 dias de trabalho para pagar impostos, ou seja, mais três dias que no ano passado, sendo hoje o primeiro dia livre de impostos. Face a 2000 o aumento do esforço fiscal é ainda mais notório, uma vez que nesse ano foram necessários 127 dias de trabalho para pagar os compromissos fiscais.
Até final de Abril passado, o Estado já arrecadou 680 milhões de euros a mais que o previsto em impostos.
Curiosamente o aumento de impostos não tem atenuado o défice das Finanças Públicas que tem continuado a agravar-se apesar da pressão fiscal cada vez maior sobre os contribuintes.
Desde 2001, a carga fiscal não tem parado de aumentar e prova disso é que a cada ano são necessários mais dias de trabalho até ao Dia da Libertação dos Impostos.
Quer isto dizer que se os portugueses só começassem a levar para casa o ordenado depois de pagarem os seus impostos, hoje seria o primeiro dia do ano em que receberiam o respectivo salário.
De acordo com os dados ontem revelados pelo gabinete de estatística da Comissão Europeia, o Eurostat, a carga fiscal global portuguesa representava 34,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2004. Nesse ano a carga fiscal portuguesa ainda estava abaixo da média da União Europeia que é de 39,3%. O Estado-membro com maior carga fiscal global é a Suécia (50,5 %) e aquele onde se pagam menos impostos é na Lituânia (28,4 %). O Eurostat sublinha que apesar de um amplo consenso sobre a necessidade de diminuir a carga fiscal, a redução foi diminuta e a média na União Europeia continua elevada face ao resto do mundo.
quarta-feira, maio 17, 2006
Confundiram-na com um BMW ou um Mercedes:).
Vaca desapareceu em Lisboa
2006/05/17 | 22:20 || Judite França
Fotos: Organização pede ajuda para procurar obra com 400 quilos.
Há uma vaca desaparecida em Lisboa. A Vaca Cowpyright deixou o local onde estava exposta na madrugada de 17 de Maio.
A organização da CowParade Lisboa 2006 deu o alerta às autoridades, mas até agora não há sinal da obra de arte com mais de 400 quilos, da autoria de Paulo Marcelo. Só a base, na qual a vaca está colocada, pesa 350 quilos. A peça, em si, chega aos 65 quilos. Mas todo o conjunto desapareceu.
A vaca encontrava-se no Campo Pequeno, desde 14 de Maio e o desaparecimento foi detectado por várias pessoas. O caso foi participado às autoridades que procuram agora pela vaca desaparecida.
A organização da CowParede apela ainda a todos, «em particular aos taxistas que se mostraram empenhados» em encontrar a obra de arte, para que «reúnam esforços para devolver à cidade de Lisboa uma das obras que integra o maior evento de arte pública contemporânea realizado em Portugal».
Em declarações ao PortugalDiário, a organização referiu ainda que o local foi escolhido em conjunto com a câmara de Lisboa, tendo em atenção alguns requisitos de segurança como a iluminação do espaço e a sua exposição.
A organização referiu ainda que desconhece qual o método para remover a estátua do local, mas dado o peso da obra é provável que o acto tenha sido premeditado e com a ajuda de um transporte.
2006/05/17 | 22:20 || Judite França
Fotos: Organização pede ajuda para procurar obra com 400 quilos.
Há uma vaca desaparecida em Lisboa. A Vaca Cowpyright deixou o local onde estava exposta na madrugada de 17 de Maio.
A organização da CowParade Lisboa 2006 deu o alerta às autoridades, mas até agora não há sinal da obra de arte com mais de 400 quilos, da autoria de Paulo Marcelo. Só a base, na qual a vaca está colocada, pesa 350 quilos. A peça, em si, chega aos 65 quilos. Mas todo o conjunto desapareceu.
A vaca encontrava-se no Campo Pequeno, desde 14 de Maio e o desaparecimento foi detectado por várias pessoas. O caso foi participado às autoridades que procuram agora pela vaca desaparecida.
A organização da CowParede apela ainda a todos, «em particular aos taxistas que se mostraram empenhados» em encontrar a obra de arte, para que «reúnam esforços para devolver à cidade de Lisboa uma das obras que integra o maior evento de arte pública contemporânea realizado em Portugal».
Em declarações ao PortugalDiário, a organização referiu ainda que o local foi escolhido em conjunto com a câmara de Lisboa, tendo em atenção alguns requisitos de segurança como a iluminação do espaço e a sua exposição.
A organização referiu ainda que desconhece qual o método para remover a estátua do local, mas dado o peso da obra é provável que o acto tenha sido premeditado e com a ajuda de um transporte.
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