segunda-feira, março 31, 2014
domingo, março 30, 2014
O pecador.
Maria,
Hoje não pagou o justo pelo pecador.
Tive uma semana infernal e a genica vai faltando. Em Outubro
serei um velho “honesto”, palavra de bilhete de identidade, mas este cansaço, de
vez em quando, parece exigir Cantelães, manta nos joelhos, silêncio manso,
olhar perdido nos moinhos esbeltos da Cabreira. Certo é que à hora de arrancar
para Braga e ver os rapazes com o credo na (minha) boca, olhei pela janela,
consultei a do computador para me inteirar do tempo na cidade dos arcebispos e
cedi à preguiça.
Tu sorris e dizes, “entendo-te, mesmo assim eles ganharam,
bem vês, Ele não ia desgostar os ditos –
e exagerados... – seis milhões por tua causa”. Falo de outro jogo, querida. Eu
tinha sido convidado pelo Pedro. Sabes como gosto do maroto, chamo-lhe o meu
filho de afecto e os de amor e sangue não protestam; compreendem. Vi-o crescer, transformar-se em
pai de filhos e meu herdeiro em Adaúfe. E repara que utilizo a palavra herdeiro
e não discípulo, é fino como um coral, quando muito teci o pano de fundo sobre
o qual se recortou e cresceu o talento dele. Ou seja: o meu menino quarentão estava
à minha espera no estádio e não fui. Ele compreendeu, aceitou, riu ao telefone,
mas havia um travo de desilusão naquela voz.
Maria, tens razão, há cansaços ingratos, logo,
indesculpáveis. Imagino-te o franzir de testa... Não te preocupes, sei o que
dirias e estou de acordo - a Palavra
deve anteceder o Gesto. Primeiro
peço-lhe desculpa com todas as letras, só depois lhe afago o cabelo.
Boa semana, querida.
sábado, março 29, 2014
quinta-feira, março 27, 2014
quarta-feira, março 26, 2014
terça-feira, março 25, 2014
As duas faces de Jano, mas com um upgrade curioso - ambas olham o futuro! O nosso...
O
primeiro-ministro garantiu ontem que em abril será conhecido o "mix"
de medidas para que o País possa cumprir a meta do défice acordada com a troika
para 2015. Ao contrário de António José Seguro e Marques Mendes, Pedro Passos
Coelho não se comprometeu com valores, mas assegurou, na abertura das jornadas
parlamentares do PSD, em Viseu, que no próximo mês, assim que o Instituto
Nacional de Estatística (INE) indique as novas regras para o cálculo do défice,
o Governo os revelará aos portugueses. E "mix", expressão utilizada
pelo próprio, porque não será de descartar um novo aumento de impostos.
"É sabido que ainda
precisamos de fazer descer o défice público em 2015 para 2,5% do Produto
Interno Bruto (PIB). Não sabemos ainda, com rigor, em termos de valor absoluto,
o que isso vai significar. Há pessoas que estão muito ansiosas para saber se é
1,5; 1,7; 2 ou 2,5 mil milhões. Confesso: não sei quanto é ", afirmou o
líder do Executivo, que sublinhou que o novo sistema de contas - que vigorará a
partir de setembro - pode obrigar as Finanças a encontrarem um novo equilíbrio
entre "medidas do lado da receita e do lado da despesa".
Passos diz querer reduzir desigualdades e
injustiças
O primeiro-ministro apontou esta terça-feira como
objetivo a redução das desigualdades e das injustiças sociais, afirmando que
"doravante" será possível "olhar para as políticas sociais"
com um alcance que o "contexto de emergência" dos últimos três anos
não permitiu.
O Estado e o Governo
"farão bem aquilo que lhes cabe se olharem para as políticas sociais como
políticas de investimento social", afirmou Passos Coelho, na abertura do V
Congresso da Distribuição Moderna, promovido pela Associação Portuguesa de
Empresas de Distribuição no Museu do Oriente, Lisboa.
"Para isso, teremos
de apostar na qualificação do nosso capital humano e de dar oportunidades aos
nossos jovens, sobretudo aos mais desfavorecidos. Teremos de proteger e elevar
os rendimentos mais baixos dos portugueses que não podem dispensar os apoios
sociais. Teremos de reduzir as desigualdades e as injustiças sociais",
disse o primeiro-ministro.
O chefe do Governo
PSD/CDS-PP acrescentou que "doravante" será possível investir com
outro alcance nas políticas sociais, após o "contexto de emergência"
dos últimos três anos.
"No contexto de
emergência dos últimos três anos, as dificuldades e as restrições muito
apertadas a que ficámos sujeitos não nos permitiu olhar para as políticas
sociais com o alcance que será possível doravante", afirmou Passos Coelho.
Ainda assim, defendeu,
"o objetivo de proteção e de aumento real dos salários mais baixos foi
conseguido".
segunda-feira, março 24, 2014
domingo, março 23, 2014
sábado, março 22, 2014
sexta-feira, março 21, 2014
quinta-feira, março 20, 2014
quarta-feira, março 19, 2014
terça-feira, março 18, 2014
Dia do Pai.
Maria,
Emprestas-me o teu Pai?
Pronto, quem cala, consente! A pergunta não te chegou a mãos
e olhos? Objecção indeferida, tu afirmavas ler-me o pensamento, quem se orgulha
de tal façanha não a renega a coberto de uns poucos milhares de quilómetros. E
sabes, eu preciso do sim como de pão para a alma, é quase meia-noite e a
escuridão lá fora anuncia alvorada triste, triste. Fosse teu o Dia, e dias
houve em que eram todos!, e estaria a enviar-te uma sms do outro lado da cama,
“ver debaixo da almofada”, o teu riso estralejava, sempre achei que o desmaio
dele seria a nossa morte. Mas não é teu, apesar de ser, a escrita, mesmo não
enviada, faz prova de vida do amor, que
não garante a reforma e sim a sua ausência, deixemos isso, a imagem é de
mau gosto num país de muito corte e pouca costura.
Dia do Pai. E os meus
vivem em Cantelães, a Primavera desperta, nas cinzas deles já se espreguiçam
as flores, eu fiz o contrário, adormeci, sombrio, ao sol a pino; inconformado. E
inconformado permaneço - quero voz amiga, conselho sábio, silêncio cúmplice,
homem feito e não adolescente envelhecido como eu. Olha, dou umas voltas ao
quarteirão, até ele descer para dois dedos de conversa com os amigos, cinco lhe
estendo eu, declaro o automóvel no bate-chapas do outro lado do jardim. E será
verdade, negras para sarar não lhe faltam, trato-as hoje, visita de médico lhe
proponho a ver os estragos, no regresso amaino o passo tanto, tanto, que seria
capricho óbvio não nos sentarmos, missão cumprida.
Não falar de ti, claro, ele tinha muitas dúvidas sobre o
futuro daquele nosso presente, tua Mãe outras
tantas, mas é mulher, vizinha das nuances, quando alindavas pensamentos,
palavras ou obras meus, uma sombra de esperança nascia e ela presenteava-te com
um “quem diria?” mais cristão do que católico, que importa?, tu ficavas feliz.
Também não falar de mim... As saudades fá-lo-iam temer o amanhã, cabeça limpa
mentirosa confirmaria as suspeitas de ontem e é de ouvir que preciso.
Aceno aqui, interjeição acolá, enroscar-me nas suas
histórias. Estranho, não é? Cumprir sonho teu depois de nós, os homens da tua
vida a par quando deixámos de ser um. Ficarmos assim. Ou aspirar a mais! O telefone
dele ganir e surpreender-lhe o desconforto, pretextar jornal e ir de fugida ao
quiosque, de regresso orar – “faz com que não se sinta a traí-la”, ele a
tomar-me o pulso, “era a Maria”. Eu hesitante, “bem, talvez seja melhor ir
andando...”. O sorriso maroto, “pelo contrário, sente-se, prefiro-o aqui e não
no aeroporto. Perdoe a franqueza, mas sou pai dela”.
Eu sei. E contudo, hoje, por uns minutos, deste inimigo
público também.
segunda-feira, março 17, 2014
domingo, março 16, 2014
sábado, março 15, 2014
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