terça-feira, setembro 27, 2011

Os pragmáticos.

Sexta os Machadinhos assistiram ao seu primeiro clássico pela mão dos Pais. Foram vestidos a rigor e à F.C.P., dois pequenos dragões prontos para esturricarem a águia lazarenta do Avô. E eu fiquei preocupado, o futebol drena cada vez mais frustrações, o golo puxa a palavra e esta o murro, pronto, confesso - no fim quis saber o estado da Nação:). Ainda por cima num dilema inusitado, "e se os putos ficaram desolados por o FCP não ter ganho? Ainda acabo a sentir-me culpado por empatar...".
Enorme erro de avaliação daquelas mentes tortuosas... Tinham adorado! Tanto, que havia um pedido a fazer ao Avô, "levas-nos à Luz na segunda volta?". E o verso dos Beatles veio-me à memória, talvez por o Sérgio ter editado novo disco - step on the gas and wipe that tear away.
Lá terá de ser!

55 comentários:

Manuel disse...

Prof.
Ou eu me engano muito ou os «putos» sabem-na toda, querem gozar na cara e na «casa» do avô.
No Norte, os azuis anda se distraem às vezes (por excesso de confiança), mas na Luz costumam ser muito mais pragmáticos e eficazes.
E os «putos» também já devem ter ouvido falar na falta de modéstia e na megalomania do pobretana do Jesus, e as coisas estão a correr de feição para que o ego do homem cresça pelo menos um palmo por dia.
A ver vamos, como diria o outro.

andorinha disse...

:)))

Afinal quem sai aos seus também degenera:(
O Guilherme não é Benfiquista?
E não soube "obrigá-los" a ser também?:)

Mas deixe lá, na Catedral eles vão ver o que é jogar bom futebol e ganhar...
O Benfica, claro...:)


Manuel,

A ver vamos, dizes bem...
Ainda falta tanto tempo, não estejas já a agoirar:))))

Fora-de-Lei disse...

Sempre achei que essa coisa de ter filhos e/ou netos que não são do clube do pai e/ou do avô deve fazer uma mossa do caraças. Ainda bem que não tenho esse problema. É que como não sou psi e, portanto, não sei como me "auto-medicaria" numa situação do género, ou dava em maluco ou rebentava com as economias todas num qualquer consultório da especialidade...

Pamina disse...

Júlio,
Não quero que pense que sou sádica, mas fartei-me de rir com a frase:

"Ainda por cima num dilema inusitado, "e se os putos ficaram desolados por o FCP não ter ganho? Ainda acabo a sentir-me culpado por empatar..."." Podia ter saído de um filme do Woody Allen:).

Rainbow e Interessada,
Têm uma mensagem no andar de baixo (e um excerto de música liiiindo).

bea disse...

Professor

não se esqueceu que são crianças? apreciaram do espetáculo. Querem repetir.
Olha o sacrificado avô!imaginamos o ar compungido com que recebeu a notícia :)

bea disse...

Fora de Lei

pá...tu nem imaginas a dimensão do problema. Os consultórios estão cheios de. E o resto do pessoal anda tal e qual conmo mostraste. Desorbitado :)

andorinha disse...

Bea,

Tudo bem, são crianças, querem repetir, tudo bem. Mas com outro resultado, porra!:)))

Respondi-te de novo no post anterior, mas se quiseres podes mandar-me à fava:) Loooool
Ando muito pacífica....



FDL,


Como conseguiste?
"Fizeste" a cabeça do puto desde o berço?:))))))))))

A Menina da Lua disse...

Pois é! eu vou mais para o lado da opinião do Manuel e da Bea; as crianças querem é festa seja pela mão do pai ou do avô.
Duvido que lhes faça grande diferença ganhar o Porto ou o Benfica. Eles querem é mimo, brincadeira e atenção. Os adultos como o Professor e o Fora-de-Lei é que coitados:) já estão completamente reduzidos a "sapeins clubeensis";)) e quanto a isso já não há nada a fazer...e a raça está longe de ficar extinta pois cada vez há mais espécies que proliferam...:)

Não levem a mal...isto é brincadeirinha pura e dura!:)


Mas como diz o seu amigo Sérgio no seu novo album "Mútuo Consentimento":

Adivinhar o futuro é muito duro...muito duro... calculo pode sair furado ,adivinhar o passado é mais seguro...mais seguro... mas adivinhar o presente é que é mais complicado; tem o acesso bloqueado...:))

Aqui fica:)

http://www.youtube.com/watch?v=KQT8Zu298Dk

bea disse...

Andorinha

"Respondi-te de novo no post anterior, mas se quiseres podes mandar-me à fava:) Loooool
Ando muito pacífica...."

lá mais à frente acho que digo isto, mas pronto, não me conheces, andorinha. nunca me zango com os amigos, corro atrás se for preciso :)

O teu comment das 7:19 PM (lá atrás)

“Não acho que o amor seja um estado de espírito. Alegria, tristeza, raiva, frustração, contentamento são para mim estados de espírito. O amor está a outro nível. Mas não divinizo o amor, a amizade também está.”

Repito, “para mim” é isso. Uma espécie de natureza a que sou dada, entendendo-a como básica. Não me interessa se mais ninguém for igual, se saio da norma, se o meu único é trissomia 21. O meu nível não é o de ninguém mais? Paciência. Não estamos em idade de mentir a nós mesmas, andorinha.

“Mas não divinizo o amor, a amizade também está.”
A amizade é uma forma de amor. E não mexas nas minhas pedras basilares. Não mexi com as tuas.

“E porquê relação a dois? E porque não a relação a três ou a quatro? Deixa de haver amor?”

A que te referes com relação a três ou a quatro, andorinha?
Uma família é a três, a quatro e a mais. E sim. É natural.
Dentro da medida dois homens uma mulher/duas mulheres um homem: a triangulação é dolorosa sempre. Mesmo se consentida.
O resto parece-me perversão.

(ainda acerca de um comentário teu que já não me apetece ir ver qual é)
afinal até concordamos. Com termos diferentes, mas sim.

E atenção, o facto de ter dito que o amor dos outros te faz andar, o que é verdade, não elide que haja a tua própria força. Penso que não sei se sei dizer isto. Não és ou fazes alguma coisa para ou porque alguém te bate palmas. Mas porque queres, gostas, te apetece. Ou achas que deves.
Miga, mal me conheces. Se um amor te faz parar, não é o teu numero. E ainda assim podes ficar com ele.

Interessada disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pamina disse...

Ainda a propósito de W. Allen (e esta não tem nada a ver com a neurose da culpa, mas especificamente com o Midnight in Paris), não sei se sabem que nos anos 60 ele fez stand-up comedy e que existem várias gravações desses espectáculos. Por acaso descobri um "sketch" chamado "The lost generation", onde já estava patente o fascínio dele pelos escritores e artistas que viveram em Paris nessa época entre as duas guerras.
Terá nascido aqui o Midnight in Paris?

http://youtu.be/67Xeuhi5dVs

Pamina disse...

Desculpem, por engano saiu outra vez o link do Mahler. Este é que é o correcto:

The lost generation - http://youtu.be/z85zt_EUySg

Interessada disse...

Júlio

“Mentes tortuosas”? Mais me parecem sãs! ;)
O que me ocorre dizer é que tudo serve para educar.
Para além de que,eu nunca levaria um filho meu a um jogo de futebol Talvez a um dos Campeonatos Regionais...

Gostei que falasse no novo disco do Sérgio.
Publicidade aos amigos, nem deve ser sóbria.
Tenho pena que não coloquem outro vídeo, porque não acho famoso o que existe, como de resto já manifestei nesta casa.
Mas acho que o Sérgio tem direito a honrarias, sim Senhor.
E só para saberem que há mais

Cê_Tê ;) disse...

É por essas e por outra que eu acredito na EVOLUÇÃO! ;)Alguém em condições!
Por outro lado os miúdos serem do FCP só revela a elegância de quem deixou que outros lhe fizessem a cabeça. Ou melhor... ;) a ignenuidade;) Cá para mim achou que eles iam escolher o @£§€ do Benfica.;P E isso saber-lhe-ia a ginjas ;)))
Não sei se houver outro neto/a irá resistir à tentação de lhe comprar um equipamento completo do glorioso. Eu não resistiria.

O novo trabalho de Sérgio Godinho recomenda-se (uma vez mais) embora me tenha ocorrido uma canção anterior dele. ;)

Interessada disse...

Pamina

Oportuno, sem dúvida, o seu comentário.
Ri-me com ambos- o seu e o do Júlio.
Na realidade, quer o Woody quer o Júlio, se socorrem da metafísica

Vou sempre ao andar de baixo antes de abrir a nova porta.

“Morte em Veneza” é um dos meus filmes preferidos.
Espantosamente belo:D
Reune tudo de bom: realizador, actores, cenários, música e enredo.

http://www.youtube.com/watch?v=X4N8B1ggYc4

Agradeço o que deixou de Mahler.
Não há nada que eu não goste, a não ser pensar no que a sua vida contribuío para tanta nostalgia.
Também gosto muito da "Canção da Terra".
Deixo-lhe um excerto, cantado pelo meu bem-amado Fischer-Dieskau.
Apenas um cheirinho, porque não duvido de que a conhece.

http://www.youtube.com/watch?v=c6qlQ9w34k0

Bea

Do seu discurso de ontem, ao fim da noite, retive estas palavras:”Há demasiados indefiníveis no mundo que habito”.
Também no meu.:)*

Interessada disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Interessada disse...

Menina da Lua

E vai mais uma rodada?

“Estás à beira de um delete
Agora ri-te, agora ri-te ;)”

Ana:

Soube disto?

Interessada disse...

Julio:

Dá licença que encaixe aqui?

"Subordinar-se não é uma arte. Arte é conhecer na nossa descendência, na linha de sucessão que prossegue para além de nós, alguma coisa relativamente a nós mesmos, alguma coisa que depende de nós"

[ J. W. Goethe ]

Um abraço;)

Interessada disse...

E porque já caminhamos pela noite dentro....
“step on the gas and wipe that tear away

andorinha disse...

Bea,

Eu sei que não te conheço, mas gosto muito do pouco que conheço. Não é nenhum contrasenso, é mesmo o que sinto.
Por isso brinquei contigo.
Repetindo-me:): só brinco com aqueles de quem gosto.

Se para ti o amor é isso, ok, Como dizes "Não estamos em idade de mentir a nós mesmas..."
"Não me interessa se mais ninguém for igual..."
Nem tem que te interessar, apenas tens que ser tu.

"A amizade é uma forma de amor. E não mexas nas minhas pedras basilares. Não mexi com as tuas."

A amizade é uma das mais belas formas de amor. O resto não entendi. Não pretendi/pretendo mexer nas tuas pedras basilares. Respeito-as, mesmo não tendo entendido ao que te referes.
Respeito porque respeito sempre o que há de mais profundo nos amigos.

Refiro-me a relações que podem ser a dois, a três ou a quatro sem entrarem no domínio da perversão.
Tenho amigos que vivem dessa forma e não os considero perversos por isso. Tudo depende do significado que se dá à palavra "amor".
O deles não é melhor nem pior do que o meu. E vivem bem assim. São fiéis a eles próprios que é a única forma de fidelidade que para mim faz algum sentido.
Podemos ter vários amigos, não podemos ter vários amores?

"Miga, mal me conheces. Se um amor te faz parar, não é o teu numero. E ainda assim podes ficar com ele."

Mal te conheço, como já disse.
Mas sabes? Acho simplesmente fascinante a fase em que se está a conhecer o outro. Gosto de te ir tentando conhecer por aqui porque vale bem a pena pelos pedacinhos que já pude vislumbrar de ti:)

Poder ficar com ele até posso. Mas não devo, sobretudo não quero.

É muito bom conversar contigo. É desafiante, também. E gosto de desafios:)

ana b. disse...

Prof:

Com jeitinho ainda os converte aos encarnados:)

Interessada:

Desconhecia a existência deste tornado. Realmente o clima está todo a mudar...

rainbow disse...

Boa noite:)

Sobre o post...
Concordo com a Menina da Lua, o que as crianças querem é mimo, brincadeira e atenção. E, as crianças, ao nos "exigirem" alegria, acabam por fazer-nos esquecer as tristezas. E nós ficamos também um pouco crianças ao pé delas:)

Pamina,
Que bom voltar a ler-te:)
E com calor na Sibéria... lol!
Que história sem fim, essa da instalação da Internet,está difícil... Mas espero que em breve, tudo fique solucionado.
Sobre o filme a que te referes, não vi, mas volto a dizer que gostei muito da interpretação do Owen Wilson.

Agora outra coisa interessante em relação ao link que deixaste, "lost generation" e que estive a ouvir.Eu tenho um livro do W. Allen, intitulado "Para acabar de vez com a cultura" onde há um capítulo "Memória dos anos vinte".
Não há dúvida que ele já tinha semi-fabricado o argumento do "Midnight in Paris".Fala do encontro dele com Hemingway e Gertrude Stein em Chicago nos anos vinte.Depois foi com Picasso para o Sul de França.
Numa passagem, faz uma pergunta: "O que é que se faz Ernest?" - perguntei-lhe. Desatou a falar da morte e da aventura como só ele sabia..."
Depois, mais à frente: "Naquele ano voltei a Paris pela segunda vez..."
"Fiquei em casa de Man e Sting Ray, e Salvador Dali vinha muitas vezes jantar connosco..."

O que é curioso é que eu já li este livro há tantos anos que não me recordava de nada disto e foi o teu link que me fez abrir este livro e encontrar este capítulo:)

Um beijinho

Impio Blasfemo disse...

Ir ao futebol, conforme o Sérgio refere numa das suas canções será a continuação de nós adultos termos "uma forma de dar corda ao brinquedo".
Que sabe bem...Aí não que sabe....!
E saber que os nossos filhos e netos apreciam os nossos brinquedos, aí pois ainda sabe melhor. Quanto eu cuidei o meu velho comboio eléctrico sonhando que o meu filho ou filha um dia gostaria de brincar com ele. E não é que brincou e o raio do comboio ainda funcionava? Então porque raio ele não gosta da carruagem verde (Sporting) e prefere a vermelha (Benfica)? Olha gostos......!
Mas no essencial estamos a falar do mesmo comboio, do mesmo brinquedo...

Abraços

Ímpio

rainbow disse...

Enviaram-me hoje esta:

"Esta manhã, um médico disse numa entrevista de rádio que a única maneira de alcançar a paz interior e a felicidade verdadeira é destruir tudo o que tem pendente ou a meias. Então eu dei uma olhada em casa e encontrei várias coisas que tinha começado, mas não tinha terminado: uma garrafa de tinto, uma garrafa de Porto velho, um Bodell Baileys, uma de bwisky, umna cissita d'apritibos, hic, uma zaixa de vallllliiiiiuuum . Azzo questemédico doutorrrr teim muntizima razon. Resulta e dá paz...embora eu num saibbbba beem o que estou a dizzerr. Fod favod pazzzem po vozzzzoz amigos para que tambem alcazzzem elles a pazzzz inetrior...que eu quero partilhuitar ... atdé o teclado pula dalegria...e azz teclazz fogjem debaixo dos dedozzzz...afinalzzz rezzzulta..."

andorinha disse...

Impio,

Prefere o vermelho porque o vermelho é mais bonito:)))))))


Rainbow,

Há pessoas que deixaram escapar para sempre o seu lado de criança e são tão chatas!!!

Pamina disse...

Interessada,
Obrigada pelo link. Efectivamente já conhecia, mas é sempre bom ouvir. Também gosto muito do ciclo de canções de Mahler chamado "Lieder eines fahrenden Gesellen" cantadas pelo Dieskau. Até "meti" no computador.
Para variar do Mahler, lembrei-me do Wagner, de quem também gosto muito, e das Wesendonck Lieder. A soprano holandesa Eva-Maria Westbroek canta-as maravilhosamente. Vou colocar um link para a 1ª, chamada "Der Engel" (O anjo), e também uma tradução que encontrei.

In childhood's early days,/ I often heard them speak of angels,/ Who would exchange Heaven's sublime bliss/ For the Earth's sun.

So that, when an anxious heart in dread/ Is full of longing, hidden from the world;/ So that, when it wishes silently to bleed/ And melt away in a trickle of tears,

So that, when its prayer ardently/ Pleads only for release,/ Then the angel floats down/ And gently lifts it to Heaven.

Yes, an angel has come down to me,/ And on glittering wings/ It leads, far away from every pain,/ My soul now heavenwards!

Der Engel
http://youtu.be/reTEQEDup10

Rainbow,
Que engraçado teres falado no livro do Woody Allen, pois após ter ouvido o sketch também fiquei com a ideia de que já tinha lido algo relacionado e até fui à sala onde estão as estantes com a intenção de verificar (penso que tenho uns 3 livros dele), só que essas prateleiras já estão vazias. Quando desempacotar os livros hei-de ver. Sei que tenho um chamado "Without feathers", mas não me lembro do nome dos outros. Também já os li há imenso tempo.

Ouvi dizer:) que o tempo aí está muito bom. Na sexta-feira passada à tarde tomei banho em Armação. A água estava mais quente do que eu esperava e, apesar de haver bastante ondulação, depois de passar a rebentação deu para nadar, pelo que foi muito agradável.

Conheces a canção Insensatez? O Viktor esteve a tocá-la no outro dia. Talvez seja algo para experimentarem.

Insensatez
http://youtu.be/PHIe9B5plDI

Um beijinho.

Fora-de-Lei disse...

bea 3:10 PM

"Fora de Lei, tu nem imaginas a dimensão do problema. Os consultórios estão cheios de. E o resto do pessoal anda tal e qual como mostraste. Desorbitado :)"

Não é de admirar pois, de um modo geral, os portugueses sempre foram muito fraquinhos de cabeça.


andorinha 4:07 PM

"FDL, como conseguiste? "Fizeste" a cabeça do puto desde o berço?:))))))))))"

Pois claro ! Desde muito cedo, entendi que o melhor a fazer era condicioná-lo. Just in case.

Por exemplo, se ele tivesse o azar de se referir a uma boa jogada do Sporting ou do Porto, nos três dias seguintes não havia yogurte para ninguém... ;-)

rainbow disse...

Andorinha,
Acho que sim, há pessoas que deixaram escapar o seu lado de criança. A mim isso nunca poderia acontecer, mesmo que quisesse:)

Pamina,
Então andávamos as duas à procura de livros do W. Allen...
Quando vieres para cá, empresto-te este. Entretanto, tenho que arranjar um tempinho para o ler de novo, pois já não me lembro de nada.
Sim, cá está um tempo incrível, mesmo bom.
"Insensatez" do Jobim não conhecia, mas poderemos experimentar também essa, claro. Já tenho uma lista de canções:) Vou acrescentando mais umas, vou cantarolando...

Um beijinho para ti e para o Viktor,
Bons sonhos

Manuel disse...

Murcónicas (os):

Três coisas muito diferentes.

Alessio Rastani – A entrevista à BBC do investidor (especulador) que está a agitar o mundo
http://youtu.be/CEwRj3zfM6E

«Espectáculo Cientistas de Pé - Salvar o mundo ou rir a tentar»: Cientistas na Cerca
http://youtu.be/FlvFZZ4X0m8

«Não posso adiar a amor»: António Ramos Rosa
http://youtu.be/54SNlyG0UWI

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração

Impio Blasfemo disse...

Andorinha:-

"Prefere o vermelho porque o vermelho é mais bonito:)))))))"

Huuummmm! Cheira-me a deriva política nesse teu amor pelo vermelho....hummm! Ai, cheira cheira! Oh se cheira....!


Abração, "vermelhusca"....!Eu tenho-te dado pouco troco pois neste início de ano ando sempre virado do avesso. Se há coisa que pode correr mal, de certeza que vai correr mal ou pior...é o lema fatal que se verifica todos os anos no inicio do ano lectivo.




Ímpio

andorinha disse...

FDL(11.59)

Tadinha da criança...
Que raio de pai és tu, ao privá-la da sua capacidade de decisão?:))))
Mas fizeste bem. Loooooool


Manuel,

Belíssimo o poema de António Ramos Rosa.
Os outros links ainda não vi...


Impio,

Deriva política e deriva clubística.
Como vês, sou fiel...só tenho uma cor:)

Quanto ao resto não te preocupes. Os meus inícios de ano letivo também são turbulentos...

Abração retribuido, lagarto:)

Interessada disse...

Pamina

Insensatez- muito bonito o poema.
Espantosa a forma como gosta de partilhar. Obrigada Pamina.
Foi bom enviar-me a tradução do poema porque enriquece a obra, embora eu goste de muita coisa apenas pela sonoridade.
Gosto de Wagner e de Richard Strauss, e não percebo nada de Alemão.
Deste último conheço as Lieder, mas de wagner só óperas.
Gostei do que ouvi e vou explorar mais no youtube.
Também gostei da soprano, que não conhecia. Tem uma voz encorpada.
É pena não podermos ouvir tudo através de uma boa aparelhagem, não é Pamina?
Realmente, eu não tenho por hábito ouvir no computador música clássica ou ópera.
E já me ri um pouco com o Woody Allen ;)

Manuel:

Muito obrigada, especialmente pelo poema de António Ramos Rosa.
O poeta entra dentro de nós, tóma-nos conta da alma, e arromba tudo.
Quanto à entrevista ao especulador, estou como a jornalista: tento não sonhar à noite :x
E por isso é favor deixar estas tretas pela manhã ;)........ou não deixar mesmo! :/ ;)

Interessada disse...

Nevoeiro (poema de Fernando Pessoa)
Imagem desencantada de Portugal

Interessada disse...

Um Requiem para o sonho do pós-guerra.
Já chega para maus sonhos?:)

Bartolomeu disse...

Apesar da tenra idade, os "Machadinhos" demonstram possuir sensatez, no pedido feito ao avô.
Quem melhor que um avô, com a sua calejada experiência, para "mostrar a Luz" a seus amados netos?!
Venham eles! E que lhes seja dada a suprema graça de "VER-A-LUZ"!!!
Paí... umas 3 luzes a 0... isso é que pode ser uma iluminação e pêras!
;)))

bea disse...

Rain
destruir o que se começou? deus me livre. Não consigo. até no tricot peço a alguém para desmanchar:)

Bart!!!
palpita-me que tens emprego na EDP. Ou ficaste preso no Midnight.

Ímpio
"Se há coisa que pode correr mal, de certeza que vai correr mal ou pior...é o lema fatal que se verifica todos os anos no inicio do ano lectivo."

Há coisas que correm bem. Outras que correm. E ainda algumas que, inesperadas, correm melhor. De modo geral, as que correm mal a gente já antecipava, mas dói na mesma. Das que correm mal, algumas podemos mudar. Outras não. o naipe é variado.
Estás pessimista ou apenas precavido contra o desânimo?

bea disse...

Manuel

o poema de Ramos Rosa é muito bonito. Não encontro que a sua poesia seja fácil, mas este poema dá uma ideia que não está no único livro que li dele :)Obrigada.

Pamina
traduzi o angel para português:) Em alemão não conseguiria. Gosto mais das palavras do que da voz. Mais da música que das palavras. A versão de "Insensatez" que ofereceu é muito melódica. Há qualquer coisa na melodia brasileira que habita o coração português e não mora nas nossas canções. Não sei se o que queria dizer coincide com o que disse, assim à pressão não sei melhor.

Andorinha

...e eu lá me importo com a forma como cada um deseja viver. Achas? o bem estar não é para todos a mesma coisa, por que razão o resto há-de ser?
Mera perspetiva pessoal. Há coisas que não pra mim. Ponto.

"Podemos ter vários amigos, não podemos ter vários amores?"

aviso: respondo em meu nome, tá?

Podemos ter vários amigos dependendo do grau de intimidade. Se forem íntimos serão muito poucos.
Quanto a amores...curiosamente penso que dão mais azo a desacertos que os amigos (envolvem outras dimensões, vivem contigo quase sempre ou mesmo sempre, podes ter filhos com eles, etc). Não "apreceio" a variedade. Sou monocordica. a expressão "felizes para sempre" é um conceito vazio. Tenho fascínio pelo "sempre" isolado. Já disse que a minha vocação é a eternidade cuja, se calha, nem existe. Oh, que maçada!

Bartolomeu disse...

Podes crer, bea! Sou eu que calculo os aumentos no preço da energia.
Quanto à prizão... a minha zona é a da twilight... é uma cena meia obscura, nem é peixe, nem é carne...
;))

Interessada disse...

Bea:

Não sei se me estou a repetir, mas gosto muito da tua forma de te exprimires.

Há tempos encontrei este texto algures, e achei-lhe muita piada.
Mas não é sapato que nos sirva, pois não?.

"(In modern count of fairies )
...and they chatted together happily ever after"

Escreveste tu,acima, “felizes para sempre”, e deixaste no tinteiro“que for possível”.
É o compromisso que podemos ter. Já não é mau, hem? ;)

E contudo

Mas atenção:

andorinha disse...

Bart (8.34)

Tens toda a razão, nurcónico ultimamente fugidio...:)

"...é uma cena meia obscura, nem é peixe, nem é carne..."

Ah! Gostas da obscuridade então?:)


Bea,


"...aviso: respondo em meu nome, tá?"

Tá, não sou burra:))))
Concordo que os amores dão mais azo a desacertos que os amigos, sem dúvida.

Quanto à eternidade, pois...também acho que não existe...só não sei se é uma maçada...:)

Tal como a Interessada, gosto muito da forma e do conteúdo do que escreves. Embora nem sempre me seja fácil "decifrar-te", como já disse.
Mas tento, sempre...não sou gaja para desistir...:)

Bartolomeu disse...

Sim, sim, Andorinha... a penumbra é o meu local de eleição.
;)

Interessada disse...

Para a Bea e Andorita:

Reflexões ou “ Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia

Interessada disse...

Um mercado adorável onde eu não estive hoje :D

Pamina disse...

Interessada,
Escolheu muito bem as canções, com poemas mesmo a propósito (da parte musical não é preciso falar, maravilhosa bossa nova!).

Não sei se sabe(m) que o "e viveram felizes para sempre" já foi muito discutido no ínicio do Murcon, na sequência da divulgação pelo Júlio de um poema da Amalia Bautista, chamado "Conta-me outra vez", o qual foi objecto de post pelo menos 2 vezes. Eu fiquei fã dessa poetisa espanhola e até calcorreei Sevilha inteira até encontrar uma antologia com a poesia dela publicada até então (2006). Quem estiver interessado poderá ir aos arquivos da Primavera/Verão de 2005.

Gostei de ler o texto sobre a mulher paralela. É uma opção, dependendo naturalmente do feitio de cada um e do que se pretende da relação. Pessoalmente prefiro um companheiro mais presente, não necessariamente que viva na mesma casa, mas com quem possa compartilhar o tempo livremente. Para mim, à la longue, certas ausências e condicionalismos que essa situação comporta não me atraem: os fins-de-semana, o Natal, a passagem do ano, as férias, etc. sempre sem ele, o acabar de ver um filme e não poder telefonar para comentar, porque a essa hora os telefonemas estão interditos para a mulher não desconfiar...seria muito doloroso.

Volto mais tarde para responder ao resto.

andorinha disse...

Interessada(5.41)

Mais blogues não, por favor:)
Há mais vida para além da blogosfera...

Li o post de fugida. Não entendo porque tem que haver sempre a dicotomia "mulher legítima" e a "outra".
Ou "homem legítimo" e o "outro", já agora, porque os direitos são iguais:))))

Por vezes sinto-me uma ET, não encaro as relações dessa forma standartizada.
Não há mais variáveis possíveis?
Já dei aqui alguns exemplos, o Júlio também já tem falado nisso.
Há situações em que uma mulher só é a legítima porque chegou primeiro; existe uma segunda mulher, ou mesmo uma segunda família de quem aquele homem ( neste caso) gosta tanto como da primeira.
A mim isto não me faz confusão nenhuma e muito menos me leva a fazer qualquer juízo moral.

Porquê tornar as relações sempre tão redutoras?
É a minha opinião.

Pamina disse...

Continuando ainda sobre o mesmo tema, faltou-me dizer que, em termos sexuais, especialmente se o par não se encontrar sempre no mesmo dia, os encontros "clandestinos" (esta palavra com muitas aspas mesmo, pois não estou a fazer julgamentos morais) são terrivelmente excitantes e adquirem mesmo uma certa transcendência, devido às dificuldades que foi preciso superar (em termos de organização) para que esse encontro se realizasse. Assim, é capaz de não haver beijos mais apaixonados nem abraços mais fortes do que nesses momentos, mas, apesar disso, reafirmo o que disse: a longo termo, para mim, seria emocionalmente devastador.

rainbow disse...

Boa noite:)

Ainda sobre o post e sobre a referência aos Beatles, deixo-vos aqui uma das mais belas canções (na minha opinião) deles:

http://www.youtube.com/watch?v=Xqu9qhBHWNs

rainbow disse...

Bea,

"destruir o que se começou? deus me livre. Não consigo. até no tricot peço a alguém para desmanchar:)"

Bea, era uma anedota... e também acho que devemos tentar terminar aquilo que começamos, por mais difícil que possa parecer.

Manuel,
Também agradeço o poema, que acho muito bonito.

Pamina,
"Insensatez", como sugeriste...
Primeiro é a letra, depois a colocação da voz, e só depois de dominar estas duas, é que me liberto e dou o meu toque pessoal. Estou na fase 1:)
E por aqui continua um tempo óptimo, com um céu espectacular ao entardecer, e uma temperatura amena.

Andorinha,
Ontem etava mais para lá do que para cá, e hoje não estou melhor, traduzindo: cansada.
Mas hoje ainda é cedo e apetece-me
falar contigo sobre o que disseste ontem, que há pessoas que deixam escapar o seu lado de criança para sempre.
Penso que as crianças vivem essencialmente o momento presente, por isso são muito genuínas na sua maneira de estar, brincando e fazendo de conta, celebrando a vida, sem grandes ambições.
Há pessoas, que por diversos motivos, se tornam impermeáveis a qualquer postura menos séria e brincalhona. Os motivos são delas e há que as respeitar. Mas que podem ser chatas, podem.
Há coisas que devem ser levadas muito a sério, mas isso não invalida que possamos ter uma atitude gaiata que só nos faz bem a nós e aos outros que estão perto.
Certezas absolutas tenho muito poucas: que amo algumas pessoas, que gosto de muitas outras, que a música tem um significado especial para mim, que sou de esquerda, que um dia vou morrer.
Mas incertezas tenho um número infinito delas, creio que todos nós, e talvez a maior, é o período de tempo que por aqui ficamos neste mundo, nesta vida.
Por isso, se conseguirmos relativizar as coisas, e encarar a vida duma forma leve, isso só nos fará bem.

Pamina disse...

Bea,
Voltando atrás, ao seu comentário sobre a canção de Wagner, primeiro fiquei um pouco desconcertada com a sua decomposição, até porque tendo-a ouvido muitas vezes para mim forma um todo, mas pensando bem acho que tem razão. O poema (escrito por uma senhora chamada Mathilde Wesendonck, daí o nome do ciclo) é bastante melhor em
alemão, mas por si só não ficaria na história da literatura. L'important, neste caso, não será a rosa, mas a música do Wagner.

Interessada,
Também gosto do Richard Strauss. Quando se proporcionar deixarei um link com uma canção lindíssima dele e a tradução.
Relativamente às sonoridades, tenho alguma música clássica no computador. Claro que não é a mesma coisa do que com uma boa instalação ou do que com o amplificador profissional do Viktor, por exemplo, mas olhe que com uns altifalantes que descobri no outro dia consigo ter um som muito razoável. Experimentei várias colunas, que não me satisfizeram, até que encontrei esta engehoca, parecida com uma pequena caixa de cerca de uns 18cm de comprimento e 5cm de altura, com uma mola na base que se põe simplesmente "a cavalo" na tampa aberta do portátil. A marca é Logitech e como disse tem um som óptimo.

Rainbow,
Estou mesmo ansiosa para que o vosso ensaio se realize. Infelizmente, no próximo fim-de-semana eu não vou aí e o Viktor também não deve estar. Talvez no feriado, vou-lhe perguntar.
Entretanto, e continuando na onda da bossa nova que toda a gente aprecia, deixo mais uma que ele também costuma tocar. Vou pôr versões em português e em inglês. Um bj.

Corcovado

Versão do Jobim (o autor)
http://youtu.be/iFZyoNa641M

Versão do Frank Sinatra
http://www.youtube.com/watch?v=LdCyeSIFYYg

Versão da Diana Krall
http://youtu.be/0Y4nGdkXdqo

andorinha disse...

Rainbow,

Também estou cansada, ontem também estava, aliás durante a semana estou sempre cansada:)
É verdade, mas vir aqui conversar por vezes "descansa-me" porque faço algo de que gosto.
Não te estou a criticar, de forma alguma, estou só a dizer que comigo as coisas funcionam assim.

Eu espero nunca perder o meu lado "criancil" como diz um amigo meu...
Se até agora não o perdi, deve ser difícil que ele me fuja...

"Certezas absolutas tenho muito poucas: que amo algumas pessoas, que gosto de muitas outras, que a música tem um significado especial para mim, que sou de esquerda, que um dia vou morrer."

Também tenho poucas, já tive mais, penso que isso é sinal de uma certa evolução da minha parte:)
Mas há coisas que só a idade traz...a mim, a ti, a qualquer um.
Digo quase o mesmo: amo algumas pessoas, gosto muito de outras, sou de esquerda, sou do Benfica, um dia vou morrer e tudo acaba aí. Mas antes disso ainda quero fazer muita coisa.

Incertezas também tenho muitas, receios, dúvidas...

Mas também tenho objetivos que persigo, sonhos que poderei concretizar ou não, penso que é importante também não perdermos este lado mais brilhante da vida, digamos assim.

Sempre pensei e cada vez mais me convenço que assim é, que morremos no dia em que deixarmos de sonhar.
Li uma vez já não sei precisar em que livro uma frase que me marcou. Alguém dizia referindo-se a um personagem: morta aos 35, enterrada aos 60, algo do género...
Achei terrível e desde aí tenho tido cuidados redobrados para não morrer antes de ser enterrada:)

Vê lá como são as conversas!
Começamos a falar de crianças e eu vou na velhice e na morte:)

Mas é isto que eu gosto, sabes? De estar aqui a falar como se estivesses aqui à minha frente...E eu imagino-te aqui...
E converso ao sabor do pensamento...


Voltando ao tema inicial...:)

"Há coisas que devem ser levadas muito a sério, mas isso não invalida que possamos ter uma atitude gaiata que só nos faz bem a nós e aos outros que estão perto."

Subscrevo em absoluto!

Interessada disse...

Rainbow:

“The Long and Winding Road” – Lindíssima a letra, e não desgosto da música, embora pudesse ser um pouco menos pop ;)
Não posso dizer que seja a mais bonita porque eu gosto muito do “Imagine” e de outras.

Andorita:

Parece-me que tenho de te explicar que num Estado de Direito existem as coisas legítimas, e as que o não são.
Percebes agora porque se diz “legítima”? Não tem nada a ver com conceitos pessoais.

Dizes tu:
“Mais blogues não, por favor:)
Há mais vida para além da blogosfera...”
Francamente, o que se me oferece perguntar-te é o que estás tu aqui a fazer.
Deves encontrar-te perdida, dado que estamos num blogue.:)
Se o que pretendes dizer é que dispensas que te enderece para eles, esclareço que o fiz porque era um assunto por ti abordado.
Mas se isso para ti é maçador, vou tentar lembrar-me e não te endereçarei nada mais, pois não quero de forma alguma incomudar-te.
Não o esqueças tu também, para mais tarde não me acusares de segregacionismo.
Não precebi a que te referias quando mencionas relações standartizadas.
Ninguém as referiu, e podes ler nomeadamente no texto “Não, não. Nestas coisas não há princípios que se aguentem muito tempo. Todos os atropelam. Dá-me lá um exemplo em que um, os dois ou os três envolvidos em triângulos amorosos não se tenha portado mal?”.
Chamas a isto uma relação standartizada? Mas tu propria disseste que leste o post de fujida, pelo que não é plausível discuti-lo.

Pamina:

Não percebi essa das relações transcendentes, mas muito provavelmente eu sou limitadinha ;)
Era escusado esclarecer que não estava a fazer julgamentos morais, pois que isso era bem óbvio.
Ao fim e ao cabo, parece-me que uma coisa será comum a todos:“Quero a vida sempre assim, com você perto de mim” :)
É como a canção do “Corcovado”:
"Um cantinho, um violão Esse amor, uma canção Pra fazer feliz a quem se ama Muita calma pra pensar E ter tempo pra sonhar Da janela vê-se o Corcovado O Redentor, que lindo! Quero a vida sempre assi Com você perto de mim Até o apagar da velha chama E eu que era triste Descrente desse mundo Ao encontrar você eu conheci O que é felicidade, meu amor."
Ao contrário do que é costume, não gostei nada de ouvir a Diana Krall, que acelerou demasiado a música.
A minha interpretação preferida é sem dúvida a do Carlos Jobin, pese embora o défice de voz.

Mas pegando ainda no assunto do texto, que aliás foi precedido de uma troca de palavras aqui no Murcon, parece-me que tudo se resume em saber o que cada um precisa, espera, ou quer, de uma relação.
Muito provavelmente até, o que eu quiz de uma relação há uns anos atrás, não será aquilo que neste momento preciso. E no entanto sou a mesma pessoa.

Se tiver oportunidade talvez vá à procura da Primavera/Verão_2005, conforme sugeriu. É que dá algum trabalho....
Sabe em que incide mais a minha curiosidade? Em como eram as pessoas que vinham ao Murcon nessa ocasião, e portanto, também as opiniões formuladas.

andorinha disse...

Interessada,

Bolas, mulher! Tu dás cabo de mim!:)))

O que eu quis tão só dizer foi que não tenciono começar a visitar mais blogues porque quero o meu tempo para outras coisas.

Este é diferente, é o "meu" cantinho há seis anos. Tenho que estar sempre a dizer o mesmo?:)

Não me incomodaste, eu fui lá porque quis, senão tinha-te logo dito que não ia porque não tinha tempo ou porque não tinha interesse.
E como não disse...
Mas pronto, penso que isto é só um mal entendido.

"Não o esqueças tu também, para mais tarde não me acusares de segregacionismo."

Não te vou acusar de nada, mulher:)

"Não precebi a que te referias quando mencionas relações standartizadas."

Se quiseres falamos sobre isto noutra altura. Agora já é tarde e estou cansada.

"Sabe em que incide mais a minha curiosidade? Em como eram as pessoas que vinham ao Murcon nessa ocasião, e portanto, também as opiniões formuladas."

Penso que para quem chegou mais tarde, isso terá, de facto, o seu interesse. Muitos temas já foram aqui por diversas vezes debatidos e é uma análise interessante confrontar diferentes pontos de vista e de pessoas que já cá não estão.
Quem já cá está há muito já "conhece" o outro, muitas opiniões não são para nós novidade.

Bons sonhos.

Princesa Isabel disse...

Os putos têm razão! Belo jogo professor! ;)

Interessada disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Interessada disse...
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