segunda-feira, julho 15, 2013

E tudo o vento trouxe:).


Maria,

A fotografia de minha Mãe à esquerda, a velha placa do laboratório de meu Pai à direita, no meio não suspira virtude mas saudade. Que me diriam, na varanda debruçada sobre céu tripeiro? Talvez nada, adeptos que éramos do silêncio cúmplice; aconchegado. Ver-te chegar, melhor!, adivinhar-te no sorriso dela, cabeça reclinada na mão, como tu fazes. E em psiquiatra tal semelhança é ainda mais suspeita, apaixonei-me por ti ou pela brisa que vos une desde o primeiro olhar? Para não falar do meu, refugiado atrás de café, livro, distância e espelhos do meu querido Majestic, “olho ou não, será tão fascinante como o  reflexo?”. O cabelo chovia sobre mesa e ascético chá, o dedo em meditada circunavegação do pires envergonhou a pressa, ruborizada mas sem pudor, com que me afastei do longo cruzar das tuas pernas. Não fui a tempo. O desejo, de tão intenso, levou-te a buscar-lhe a fonte, por segundos receei que a decretasses suja e a mim não potável. Por segundos. Depois mergulhei na interrogação tranquila dos teus olhos e apoiaste a face na mão. Como ela… A quem contei o sucedido com excitação mais adequada a tórrido encontro de amor. (Foste tu a explicar-me, muito depois, que precisamente disso se tratara.) Ela escutou e sorriu – “não te precipites, deixa-vos acontecer”. Não percebi a sageza da frase, utilizei-a como álibi para a timidez que se me apoderara de língua e pernas, nos dias seguintes nem do espelho passei! Até ao que me pareceu de festa, inventado por Senhor e Acaso em minha ajuda que não honra, alguém abriu a porta ao vento e ele decidiu brincar com os teus papéis pelo chão,  eu mergulhei, egoísta, para me salvar. A avidez foi tanta que tos devolvi amarfanhados, em miserável desordem, talvez inúteis, e contudo eu abrigava a megalómana esperança de um “obrigado”.

Apenas para ficar siderado por sorriso largo de alívio maroto – “caramba, até que enfim, foi preciso um ciclone!”. Não sei, Maria, a meteorologia navega no imenso oceano da minha ignorância. Mas atendendo ao que irrompeu pela tua mão na minha vida, aceito qualquer descrição – de terramoto a fogo de Estio. E ninguém me ouviu pedir ajuda, deixei-nos acontecer…          

57 comentários:

Moon disse...

E, de repente, de tamanho silêncio irrompeu a poesia.
Finalmente uma lufada de ar fresco e de vida:)

Caidê disse...

"Todas as cartas de amor são ridículas" e ridículos são só aqueles que não sabem e não podem falar do amor-encontro (sempre tórrido), porque ou não o encontraram por acaso, ou não lhe cederam quando, fortuito, um dia se ia abeirando, não fosse...

Há muito vento, uma tempestade interna, de cada poucas as vezes em que um amor se internaliza em nós e nós sem sabermos que ele aí se há-de incrustar e permanecer por cada ano a fio da efeméride de continuarmos vivos, tendo sobrevivido à desconstrução e/ou reconstrução com que abalou sentires, refletires identitários de outrora avante.

Somos como aves todos e cada um presos aos nossos amores ferventes - uns recentes, outros só menos velhos que nós.

Amar é um destino para quem um dia sonha ter destino.

Todos os amores são felizes.

Caidê disse...

E é caso para dizer:
http://www.youtube.com/watch?v=5_j4f0HiEh0

Caidê disse...

Mais uma melodia para o embalo da noite:
http://www.youtube.com/watch?v=JK99LuXybCo

João Pedro Barbosa disse...

Moon,

Tantos capítulos! Nesta prosa.

Cê_Tê ;) disse...

O que se perde, quando não escreve/ não publica!!!!!!!!

(Num tempo de evolução (?) da língua porque não se inventam novos adjetivos???)

"Muito belo" é paupérrimo...

A Caidê já disse muito... ;)

João Pedro Barbosa disse...

Esta data é bastante importante para mim! Uma viagem como outra qualquer. Um desvia da realidade abordo de uma Carro de bombeiros, a rádio que se ligou um cigarro permitido e duas semanas a apagar o incêndio. Algures em 2005

bea disse...

Beeemmm...senhor professor...

gosto destas cartas, mas penso sempre que não devíamos lê-las. Só que estão aqui, escancaradas ao mundo. E olhe, tenho que reler várias vezes e mesmo assim não as entendo. O que, diga-se, até encontro natural. Não sei mesmo se tenho de meter o bedelho onde não sou chamada.

Esquecendo essa parte: são uma ternura poética. tão queridinhas.



Hail Mary de long legs!

andorinha disse...

Este é dos "tais"...sem palavras...:)
Releio e saboreio.

"Foste tu a explicar-me, muito depois, que precisamente disso se tratara.)"

"“caramba, até que enfim, foi preciso um ciclone!”."

As mulheres...
Obrigada pela forma como nos vê, Júlio, aqui ou em qualquer lado. Tão raro isso num homem!:)

andorinha disse...

Caidê e Cêtê,

Vocês também já disseram muito...:)

Bea,

Tu só dizes disparates...:))))))))
Não devíamos lê-las???????????
Tu não estás bem, cachopa:)

bea disse...

Andorinha, estás a abusar no elogio. Não empolgues. Há montes de escritores que, teoricamente, entendem as mulheres. Lemos o escrito e parecem elas a falar - coisa que aliás não entendo, não sou capaz de me sentir homem nem por nada; e bem que gostaria.

e já agora,que eu nunca entendo tudo: como é que o professor nos vê, vá...

Caidê disse...

Bea
Tu! :)))))
Balha-te Deus...

bea disse...

Boa noite:))

Cê_Tê ;) disse...


Estão a ser injustos com a Bea.;/

Há na escrita do professor
um efeito de paradoxo temporal que faz recordar as elaboradas ilustrações de Escher... quimeras(?), metáforas(?) ... e o tom intimista reporta-nos para diferentes leituras possíveis...dependendo do ponto de fuga que escolhemos.


andorinha disse...

Bea,

Bea,

"Tu! :)))))
Balha-te Deus..."

Não me importo nada de copiar a Caidê...:))))


Teoricamente, dizes bem. O Júlio entende em teoria e na prática:)))

(Estou a brincar, Júlio, mas para a Bea tem que ser assim:) looool

Não me vou pôr aqui a explicar a visão do Júlio sobre as mulheres.
Ai, ai...tu não ouves os programas?
Murcónica degenerada:)))))))))))

Nada no Júlio é fingimento. É assim que ele nos vê, é assim que ele nos sente. Ponto.


Vá, vai dormir, miga:)


www.youtube.com/watch?v=FMipHOutRPY

Rui Veloso - O prometido é devido

Fiquem bem:)

Cê_Tê ;) disse...

Mas posso estar a fazer uma caracterização errada... eu que sou sobretudo consumidora de postagens ;) do que escritos mais longos.

andorinha disse...

Cêtê,

Loooooooooooool

Quem é que te escreveu isso?:))))))))

andorinha disse...

"...por segundos receei que a decretasses suja e a mim não potável."

Loooooooooool

Ninguém escreve assim!:)

Agora vou mesmo...

Maria Virgínia disse...

beleza, uma beleza... <3

Janita disse...

Até um psiquiatra sente necessidade de desabafar e partilhar os seus sentimentos. Como se um vendaval trouxesse terramotos ou fogos de verão, deixando acontecer momentos inimagináveis e irrepetíveis, carregados de sensualidade, nós que o lemos sentimo-nos perturbados pelas confidências. Ficção? Realidade? Que importa, se sentimos o palpitar de um coração igual ao nosso? Gosto muito destas suas conversas com a Maria, mesmo sem saber de quem se trata...:)

João Pedro Barbosa disse...

O texto começa logo pela pior parte: "A fotografia...". Na ilusão
ao de um "obrigada" alimenta o sonho de uma "desculpa".

João Pedro Barbosa disse...

E já agora que fiz o retrato e despertei para a neblina. Que nos chegue um bom dia!

bea disse...

Bom Dia:)

Caidê

eu...bem... "um amor-encontro sempre tórrido", desconheço. Agora que penso nisso, nem sei se lamento a lacuna:)
Uma das coisas que sempre me intrigou em alguns livros do professor é essa febre de arder. Que o amor é sempre encontro e não pode não ser - até o amor próprio é um encontro consigo mesmo. se estendes a mão e para alguém ela é a única que se deseja, é uma frescura no vosso caminho. E tudo que venha é descanso da vida à sombra do amor. Fonte que não seca e dá de beber a quem tem sede, sacia quem tem fome, acalma dores silenciosas e prementes. E esta chama irrestrita ilumina tudo o resto, acordas e dormes com ela. E compreendes, enfim, que ela deveio tu. Tão como a pele no corpo!

andorinha disse...

Bom dia:)


Bea,

"Uma das coisas que sempre me intrigou em alguns livros do professor é essa febre de arder."

Looooooooooool

Tu és tão engraçada! Lá estou eu de novo,mas é verdade....)

O amor quando é tórrido, arde mesmo.
Tu nunca apanhaste um escaldão?:)))))))))))))))))))


Pedro,

Que nos chegue um bom dia, sim:)

E agora vou...até à praia...
Oooops! Enganei-me! Até à escola é que está correcto.

Inté...

rainbow disse...



Sobre o post, muito belo, já disseram tudo.


Pedro,


Even when we win, we loose.

andorinha disse...

José Gusmão


O Bloco acabou de desafiar os outros partidos da oposição para debaterem o programa para uma alternativa política. Se esse debate se realizar, será a primeira vez que os três partidos se juntam para discutir um programa comum. Cada um levará as suas posições, diferentes entre si, mas, como diz o comunicado, "não há condições à partida". Será um momento de definição para toda a esquerda: são os partidos à esquerda capazes de um entendimento que vença a austeridade ou não?


Pelos vistos o PS não é. Ouvi agora na SIC o jornalista afirmar que o PS rejeita continuar o debate com o BE, preferindo concentrar-se nas conversas da treta com Psd e Cds.

P...que p....! Se dúvidas houvesse ( e eu confesso que as tinha) de que o PS não é um partido de esquerda, elas foram dissipadas. A opção é clara. Eleições é o que queremos. Tacho é o que queremos. Saiam vocês para entrarmos nós. Para fazermos basicamente o mesmo.
O país, as pessoas não interessam para nada.

É nojenta a política que se faz em Portugal. Refiro-me aos três partidos do arco da governação, entenda-se.
Aliás, a expressão só por si diz muito...

Caidê disse...

Andorinha
Escaldão não é o mesmo que tórrido. Olha o gato .))).

Ninguém comentou "todos os amores são felizes" :(((

Já bem me bastava estar em desacordo com o Prof. por ele defender que as relações de amor são relações de poder. Não são. Ponto final.

Pedro
O dia não foi mau. Fiz matrículas e fui a um cabeleireiro índio com rabo de cavalo :))).

Anphy
Vim de lá com uma franja gira, viste???!

Anphyyyyyyyyyyyy
Onde andas tu, mulher?

Rain
We never loose, 'cause we try again and again. 'tão????! Não te re-conheço!...

Bea
Há lá enamoramento tépido ????!
Calminho só conheço amor-companheirismo longo.
..........
Falar de amor liberta energias positivas.
Acho que vivo para o Amor (eu pus maiúscula!). Bem!...

Caidê disse...

Andorinha
Pois é! Que desilusão! Mais do mesmo...

andorinha disse...

Caidê,

Eu sei que não. Mas há amores tórridos que provocam escaldões de tão tórridos que são. Continuo na minha...:)


Claro que nem "todos os amores são felizes"...
Isso é tão óbvio que nem é preciso comentar:)))))))))))

Há relações de amor que são, também, relações de poder. Não todas. Algumas. Ponto final:)
Raramente as relações são totalmente "equilibradas".


"Falar de amor liberta energias positivas."

E fazê-lo ainda liberta muitas mais!:)



Rainbow,

Even when we lose, sometimes we win.

bea disse...

Atenção Caidê, não comentei "todos os amores são felizes", mas pensei nisso. Vou deixar o que pensei antes de ler o que escreveste. Só por causa das coisas.

Primeiro desconcordei. Ele há amores de todo o género e feitio; nem todos felizes.

E a seguir, até que. Porque o amor pode ser lá a ferida que dói sem doer, fogo que arde e se não vê...mas é sempre um bem para quem o sente. Mesmo quando é um mal, é um bem. Estou lembrando as cartas de Mariana Alcoforado (não tenho certeza no nome) ao seu amado. Provavelmente só nela o amor existiu, mas, por isso mesmo, viveu mais que o amante para quem foi só ocasião, talvez. A riqueza do seu sentimento ele não experimentou. Ela foi mais feliz que ele.
É como entendo que todos os amores são felizes.

De resto, nem o romance "Um amor feliz" é uma história de tudo em bem.

bea disse...

"Calminho só conheço amor-companheirismo longo."

soa bem.

Toda a gente vive para o amor. Muitos não chegam a sabê-lo, mas era o objetivo. Convenço-me que sem essa força gregária tinhamo-nos aniquilado uns aos outros na pré-história.

Caidê disse...

Andorinha
Há relações afetivo-sexuais que são relações de poder. Para mim, as relações de amor não são relações de poder. Andamos é a aprender essas relações e aprender coisas difíceis não é fácil. O entendimento é custoso, de quando em vez.

Quando digo que "todos os amores são felizes" quero dizer que se a vivência foi a dois e intensa acaba se e quando tiver que acabar, mas depois da dor do fim, e logo que cada um volta a sentir-se inteiro, o amor deixa o rasto de um vivido que valeu a pena.

E está visto: estamos fugindo da roda dos desentendimentos políticos. Que cansaço: ele é do mesmo há 15 dias, ao almoço, ao jantar, à ceia.

O padrão político-partidário continua a dar prioridade ao umbigo e a não ter um projeto de economia que sirva o bem-estar dos coletivos.

:(((
Para os mais velhos fica a sensação de que não mais veremos um país e uma nação.
:((((

rainbow disse...



Caidê

Tens razão. Hoje nem eu me reconheço:(
Mas amanhã é outro dia.

Andorinha

"Even when we lose, sometimes we win."

Também tens razão. Hoje dou-Vos razão, sábias criaturas, solidárias e brincalhonas:)



Sobre os amores... nem todos são felizes, alguns são autênticos combates de boxe, e concordo que não há enamoramento tépido. Pronto.Já opinei.

Boa noite para vosco

Cê_Tê ;) disse...


[Muito elogioso, "pássara"! ;)
Vou pedir à mesma pessoa ;)- quando estiver menos rabugenta- que se esmere mais um parágrafo e depois não vou postá-lo... ;) aqui! ;)]

Boa noite;] cambada!;)

andorinha disse...

Bea,

Não sei se concorde ou desconcorde:)

Não tenho a certeza de que o amor seja sempre um bem para quem o sente.
Quando se ama alguém que não nos ama?
Ou que até pode amar-nos mas que não "pode" ficar connosco?
É terrível o que se sente...uma dor dilacerante...

"A riqueza do seu sentimento ele não experimentou. Ela foi mais feliz que ele."

Posso crer que sim, durante...
Mas depois? A sensação de que os pratos da balança foram (quase) sempre desequilibrados?
Que amámos e quase não recebemos nada em troca?


Caidê,

"...e logo que cada um volta a sentir-se inteiro, o amor deixa o rasto de um vivido que valeu a pena."

Concordo contigo. Não lamento os amores que vivi; lamento, apenas, os que não vivi...


Rainbow,

Gostei de te ver opinar:)
E sim, amanhã é outro dia, miga:)


Cêtê,

:))))))))))

E sobre o amor, nem uma palavra???????

Eminem and Rihanna - Love the way you lie
www.youtube.com/watch?v=uelHwf8o7_U

Fiquem bem:)


João Pedro Barbosa disse...

Cê_Tê ;)

Quanto aos adjectivos é uma história muito antiga. Já que temos dois para o mesmo substantivo. Longe das mordomias do bom Português muitas vezes o diapasão que acertava o dia era um simples: "Que puta de foto" como se não me pertencesse. Na via das duvidas se algo te acraga e te faltam as palavras podes reduzir a um simple: "Hoje o jantar esteve bom como o caralho". Como se não tivesses sido tu a estar à volta dos tachos.

Passando à publicação e não recorrendo ao calão. Está digno de sete estrelas no Dubai!

P.S. Ainda não via a fotografia mas pela descrição. Terá o seu valor em termos de mercado. Em termos pessoais. Certo que não tem preço!

João Pedro Barbosa disse...

bea,

Desculpa os excessos mas quando somos treinadores de bancada da nossa própria vida. Há blasfémias que só o própria as escuta e que nos espere uma boa noite!

Anfitrite disse...

Para não ficarem contentes com a minha morte, digo apenas que ainda rabeio e estou farta de conversa fiada, porque de amores eu só sei que nada sei, nem sei se existe. E essa da Mariana ao cu furado é de rir. Mais uma fixação de quem está enjaulada, em que o professor como psi devia saber que é uma paranóia, que levou as autoras das
Novas Cartas Portuguesas a julgamento.
Bea, o galante militar era o marquês Noel Bouton de Chamilly, e pelos vistos não precisou de ninguém que o substituísse porque não tinha o nariz comprido, espero que não tenha havido nenhuma correlação, que causasse desagrado, até porque a senhora, suponho, talvez não tivesse padrões de comparação.
Caidê, é tão bom saber escrever e fazer da figueira da índia um amor-perfeito.
Andoribha, quanto mais se procura com mais sarro se fica entranhado na pele.

Rain,
Nada se perde, nada se cria- tudo se transforma.`Aqui ninguém fala em ganhar ou perder, isso é para os batoteiros de Las Vegas, para os banqueiros e para os dependentes políticos.

Pedro, tenho gostado muito das suas tiradas. Grande espírito de análise.
E não digo mais nada porque acordei agora estremunhada e não sei a quantas ando.

E agora vamos todos ver o sol nascer:

http://www.youtube.com/watch?v=h8TpRnMU09M

Mas como vi este arranjo de que gostei muito também vai:

http://www.youtube.com/watch?v=Ob8Mp_ivTCE

Fiquem bem.

João Pedro Barbosa disse...

bea,

Se a história for bem contada e escrita podemos pegar por qualquer ponta: http://2.bp.blogspot.com/-t8oDPvvNPa0/UPHdJq_E1vI/AAAAAAAAAh4/n_AVLZF-qcQ/s1600/DSC_0099.png

E que nos traga um bom ano.

bea disse...

Andorinha

mesmo nos casos que dizes, continua sendo um bem ser capaz de senti-lo.Em meu entender, claro.

Anphy!!!

não percebi nada. Mas sabia quem era o militar:) obrigada na mesma.

Rain

Nem tudo que parece é.
E a vida segue sem nós. Melhor que a acompanhemos. Tens que lhe sorrir para que a névoa dissipe

e fiquem bem

João Pedro Barbosa disse...

Mau! Mau! Maria.

Eu a falar de alhos e a responderem-me em bugalhos! Não me explico mais.

Caidê disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Caidê disse...

Parece-me bem:
http://www.projectosonline.com/staplesprofessormais/downloads/sustentabilidade.pdf

Voltarei! Fechado para janta :))

Caidê disse...

Anos 70?
Tudo a ver com o vento :))

http://www.youtube.com/watch?v=Ob8Mp_ivTCE


Anphy

Gostei, é claro, do Zeca e quem nos dera um verdadeiro arranjo do "Bairro Negro".

Escrevo quando a alma me pede ou os amigos estão longe :))). Mas já te disse que a observadora mestra és tu e só tu :)))
Ainda rabeias, só que tens rabeado tão pouco com estes desmiolados daqui que a gente sente-te a falta.

O Murcon sem ti não é a mesma coisa. E nem o Algarve será. Vê se sabes o que aqui podes subentender :))). Vá lá!... :)))

A figueira da Índia é o Aloés?
Ai,amores perfeitos juro mesmo que só tive um. Eu que queria ter 3 ou 4. Uma creche, se calhar. :)))

andorinha disse...

Anfy,

A Andoribha sou eu?:)))))))))))

Também não sei se entendi:),mas não tenho qualquer obsessão na procura. Embora não tenha desistido dela.
São coisas diferentes...

Cansada...tive um dia de cão. Reuniões atrás de reuniões...

Preciso urgentemente de FÉRIAS!:)

João Pedro Barbosa disse...

mulheres à beira de um ataque de nervos

Cê_Tê ;) disse...

Sobre o Amor?
ocorreu-me "bonança"
[nome feminino
1. nautical tempo estável, com vento fraco e mar tranquilo, favorável à navegação.]

;)

E sim o Pedro tem ÁS X boas tiradas! ;)

andorinha disse...

Cêtê,

Houve tempestade primeiro?
As zangas são boas porque as reconciliações são ainda melhores:))))))))

Bonança? Isso será o amor aos 80...lol

bea disse...

Boa noitinha a toda a gente que está, esteja, esteve

Ai, estou assim num cansaço morno que apetece. E com peninha de quem anda por aí a arrastar-se até às férias, mas tem certeza que hão-de chegar - o que me deixa melhor. hoje um amor me chamou, o que não acontece muita vez. E calhou de fazê-lo quando já moía uma saudade. E regressei neste contentamento leve de bem estar que entendi a urgência do chamado. E estivemos bem uma para a outra e acabou tudo em bem e ponto parágrafo.

Caidê

amores perfeitos são flores. E essa história dos amores perfeitos serem os amores impossíveis é uma chachada. Não há e pronto. Não há de não haver. E o seu não haver estende-se ao comprido sobre possível e impossível. Nunca existiram, não fomos feitos para a perfeição, coisas assim.

Peço desculpa ao teu amor perfeito que não é flor. Mas observa bem. Não há-de ser tão perfeito. Se nunca se viu nada perfeito como sabes que ele o é?

Salvo se o encontres perfeito para ti. No sentido de adequado. Quero dizer:)


e se escrevi alguma insanidade, sorry, é que estou deslaçando em moleza

Caidê disse...

Bea
Não conheço amor mais perfeito que o maternal. Respondi?


Andorinha
"Bonança? Isso será o amor aos 80...". És aventurosamente terrível!...

Ai as férias que tanto tardam :(((. E as colocações do último concurso igualmente. E o da mobilidade interna, se necessário, nem férias irá dar a muitos.

Que coisa!

A vida tem chatices, acho que bonança nem aos 80, por este andar!...

É um nunca mais é sábado! Ufa!...

Cê_Tê ;) disse...


[Andorinha, não encontro melhor para O adjetivar. Quanto às tuas associações... são as tuas ;).]

Boa nôte! ;)

bea disse...

Não é um amor perfeito. Mas respondeste:)

andorinha disse...

Bea,

Inveja boa desse teu cansaço morno:)

Também não exageres. Não ando a arrastar-me...mas quase:) lol

Lindo o que contas! Contente por ti, miga:)


Caidê,

Nada de pessimismos! As férias estão já aí ao virar da esquina.





www.youtube.com/watch?v=EwcE-b4KufM

andorinha disse...

Metade do post perdeu-se pelo caminho...looooool

O virar da esquina é terça feira.
Free, at last!:)


I don't wanna miss a thing - Aerosmith, para mim uma belíssima canção de amor.


Cêtê,

Boa nôte também pati:)

rainbow disse...


Já sei! Vamos "pegar em nós", murcónicos, vamos viver numa comuna estilo sixties, acabam-se os suspiros por férias e afastamo-nos da loucura frenética do mundo. E estamos juntos.Boa??? Utopia...


Mas o Algarve (et moi) espera as minhas murcónicazinhas para uma "amizade partilhada em total disponibilidade de espírito". É assim, Caidê?:)

Andorinha

Tu na terça e eu na quarta. Free at last, in deed.

Anfi

Obrigada pela frase de Lavoisier, e pelo que nela está subentendido.

Bea

"Nem tudo que parece é."

Lá vem mais uma sábia criatura a espevitar os meus neurónios e a tranquilizar o meu coração.

Bons sonhos para todos e uma música:

https://www.youtube.com/watch?v=ae7gsmmFmkE

andorinha disse...

Rainbow,


"amizade partilhada em total disponibilidade de espírito".

Não sou a Caidê, mas confirmo:)

Maria Virgínia disse...

Grata, tanto!

bOM soninho e sonhos bons, Júlio!
e todos/as