segunda-feira, fevereiro 16, 2009

A desatenção.

So,

So you think you can tell

Heaven from Hell,Blue skies from pain

Can you tell a green fieldFrom a cold steel rail?

A smile from a veil?Do you think you can tell?

Did they get you to tradeYour heroes for ghosts?

Hot ashes for trees?Hot air for a cool breeze?

Cold comfort for change?Did you exchange

A walk on part in the warFor a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here

We're just two lost soulsSwimming in a fish bowl,Year after year,

Running over the same old ground.What have we found?

The same old fears

Wish you were here

Maria,

Uma vez mandaste o poema. Sem uma palavra tua como legenda ou bala ... E eu, cheio de fúria injusta e culpa honesta, aterrado por me ver ao espelho na triste doçura de canção favorita, parti e ceguei. Ou ao contrário... Certo é que me escapou um pormenor singular - o plural!
"We're just...". Acossado, soltei garras e velas, sem perceber que nunca abandonaras o navio, era também dos teus medos que falavas.
Aquele plural, mais a alma em que não acredito, o aquário claustrofóbico e os anos em sessão contínua poderiam ter-nos mantido juntos, se este umbigo medroso não me hipnotizasse:(.
De acordo, Maria, "os mesmos velhos medos...". Acredita, por favor, desejo de todo o coração que não seja hoje o caso. Por a vida em geral e um amor em particular terem estilhaçado os que te assombravam. Os meus? Wish they were gone...

77 comentários:

ana disse...

O que fazer com a culpa e o medo? ou melhor, sabendo que a culpa e o medo são inscrições que nos chegam como feridas o que fazer? dizer ao medo e à culpa "Já dei para esse peditório! Agora quero ser feliz mesmo que isso depois doa como o caraças.."

Porque é que a maior parte de nós rejeitamos a alegria por ermosmedo da dor que vem a seguir. Mas, porra! a alegria prazer esteve lá porque não voltar outro dia com mais sabedoria para tocarm garrare sobretudo cuidar

ana disse...

Mas porra! a alegria-prazer esteve lá; porque não voltar outro dia com mais sabedoria para tocar, agarrar e sobretudo cuidar?

(desculpe os erros anteriores)

paula disse...
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LadyAnt disse...

porque quando se toca a dor passa-se a ter um conhecimento que não se deseja de todo. e é aí que o medo toma conta dos sentidos maiores e nos aprisiona dentro de nós. e é aí que a única forma que nos pode fazer sentir felicidade, amor, alegria que é na liberdade, agora n se consegue mais, porque porque passou a viver aprisionada no medo.
e é aí que precisamos de alguém muito especial que nos ajude a acreditar tanto, a confiar tanto que nos faça entregar cegamente as chaves dos cadeados que vão desamarrar essas amarras dos medos .... e essa entrega é quase nonsense, é quase como a entrega de toda uma vida. e pode ... enfim... pode ... correr demasiado mal ou ... ser a libertação para um êxtase maior :)) (faz de conta que eu n vim cá e tal)
cumprimentos e desculpem escrevinhei demais mas eu sou fã dos pink floyd :)

MariadaFonte disse...

Ó sinhore, bossa senhoria fala tanto em minhe, escrebe tantas cartas à Maria, que hoje, arresolbi responder-lhe.

Olhe que num sou mulhere pr'a medos, homessa!!! Onde foi buscar essa de eu nunca abandonar o nabio? Eu inté enjoo, só ando de burro! E nume fale do seu umbigo, qu'eu coro logo! Onde já se biu falar dessas coisas íntimas!?

Quando quiser benha bober um copo comigo que lhe passa logo essa doudeira d'amor.

Num percebo porque fala nessa língua das estranjas. Bossemecê num é português e bisneto do sinhore que tinha uns fartos bigodes? Atão, eu conheci-o benhe e olhe que num é o seu retrato. Fale em brasileiro, sinhor Júlio Machado Baz, qu'assinhe a gente do pobo precebe tudo.

Arreceba uma boa palmada nas costas, bem à moda do Minho.

Desta sua criada (e ademiradora, também)

Maria da Fonte ou da Cantarinha

MariadaFonte disse...
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MariadaFonte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MariadaFonte disse...

Sinhore Júlio, me adesculpe a desateçon, mas carreguei três bezes nas teclas e fui parar aí à sua sala.

Num se zangue comigo, sou uma caloira das nobas oportunidaes.

Um abraço,
Maria

thorazine disse...

Envelhecer é isto? Eu quero!!! :))

andorinha disse...

Uma das minhas preferidas dos Pink Floyd.
Mas não sei se lhe perdoe, isto traz-me recordações do caraças:)))

Há pormenores que fazem toda a diferença e por vezes só nos apercebemos deles tarde de mais.
Porque estamos demasiado centrados em nós, nos nossos medos, anseios, expectativas, sei lá eu...

We're all lost souls swimming in a fish bowl, you're not the only one, don't worry!:)

Os seus?
Maybe they'll go away, someday...or maybe not...
If they don't, you just have to learn how to live peacefully with them, mainada
:)

andorinha disse...

Thora,
:)))))))))))
Queres trocar comigo? Não me importo nada...:) Loooooool

Fora-de-Lei disse...

Diz o Rui (ou o Tê) que "não se ama alguém que não ouve a mesma canção". Neste caso, o Professor está cheio de sorte. Na realidade, ter uma "Maria" que gosta dos Pink Floyd não é para todos.

Bem, nesse aspecto também sou um sortudo. O pior é quando me dá a travadinha saudosista e ponho, por exemplo, o "Paranoid" dos Black Sabbath em altos berros. A minha "Maria" desaparece a correr, parece que viu o diabo... ;-)

A Menina da Lua disse...

"...e um amor em particular terem estilhaçado os que te assombravam.":)

De facto, o amor tem dessas coisas; até os medos se nos afastam...como de magia se tratasse ou intervenção duma boa e generosa fada:)

O pior é que eles, os medos, e tal como a "rust" na canção do Neil Young "never sleeps"....ou melhor, por vezes insistem em acordar e ou acordarem-nos para eles...

Ir "vencendo" medos é para mim uma conquista única! descobrir em nós essa capacidade, torna-nos bem diferentes e bem mais prontos para aceitar a vida com tudo de bom, mau e assim assim que ela nos oferece...:)

A Menina da Lua disse...

FDL:)

Dei uma "espreitadela" ao "Paranoid" dos Black Sabbath:))

Bom! eu tal como a sua Maria tambem fugia a sete pés:))

Mas enfim! o que vale é que souvenirs...são souvenirs!:)

Fora-de-Lei disse...

Qualquer semelhança não é mera coincidência...

"As pessoas moram em gaiolas para coelhos a preços exorbitantes. Já não se pode circular nas ruas. Quando penso em que é que Roma se tornou, fujo para longe. Os milhões que ganham os promotores.

Vindos dos quatro cantos do Mediterrâneo, ei-los que adquirem as melhores casas para delas se apoderarem. Desprezam os nossos gostos e valores, o mau gosto torna-se sinónimo de requinte, o idiota passa por genial, cantores medíocres são vistos como estrelas... Já não há em Roma mais lugar para um bravo Romano. Na rua os estrangeiros agridem-nos. E, ainda por cima, são eles que te acusam e te levam a tribunal."


Juvenal, autor satírico da Roma do Século I


Até parece que é bruxo...

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que tudo se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867

6ºC disse...

...e esta nossa história resume-se apenas a dois seres carentes, imaturos, que tentam deseperadamente recuperar o passado, apagar erros de interpretação, matar os medos que os paralisaram, e voltar a ser quem eram, quando tal já não é possível!
Mas talvez possamos ainda ter alguma sabedoria para, sem medo, sabermos que o futuro, não é impossível.

Bárbara disse...

Caro senhor,
somos de uma localidade alentejana que o gostaria de convidar para uma palestra sobre afectos e assuntos afins. Não encontrámos nenhum contacto seu, por isso, aqui exprimimos o nosso desejo de o contactar. Obrigada pela atenção.
P.S.O nosso contacto é biblioteca@cm-alvito.pt

Laura disse...

Ai, ai! As recordações musicais podem arrepiar de prazer!
Essa letra dos PF só me lembrou esta aqui, que da minha banda preferida:

(quem se lembra?...)

When I was young
It seemed that life was so wonderful
A miracle, oh it was beautiful, magical
And all the birds in the trees
Well they'd be singing so happily
Oh joyfully, oh playfully watching me
But then they sent me away
To teach me how to be sensible
Logical, oh responsible, practical
And they showed me a world
Where I could be so dependable
Oh clinical, oh intellectual, cynical
....
Now watch what you say
Or they'll be calling you a radical
A liberal, oh fanatical, criminal
Oh won't you sign up your name
We'd like to feel you're
Acceptable, respectable, oh presentable, a vegetable

Fora-de-Lei disse...

Laura 5:36 PM

A song less logical than it should be...

ladybird disse...

"Não há mais sublime sedução do que saber esperar alguém.
Compor o corpo, os objectos em sua função, sejam eles
A boca, os olhos, ou os lábios. Treinar-se a respirar
Florescentemente. Sorrir pelo ângulo da malícia.
Aspergir de solução libidinal os corredores e a porta.
Velar as janelas com um suspiro próprio. Conceder
Às cortinas o dom de sombrear. Pegar então num
Objecto contundente e amaciá-lo com a cor. Rasgar
Num livro uma página estrategicamente aberta.
Entregar-se a espaços vacilantes. Ficar na dureza
Firme. Conter. Arrancar ao meu pensamento a palavra
Que te quer. Soprá-la para dentro de ti
até que a dor alegre recomece."

Maria Gabriela LLansol

Porquê cegar e partir?Mas que raio
de umbigo tão grande tem o professor...e a bem dizer os homens que insistem no orgulho magoado como escolha!!Parecem elefantes em loja de porcelana e partem louça delicada, preciosa..

Laura disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Laura disse...

FDL (7:08 PM)
Isso mesmo, "logical song".
Escreviam mesmo bem, estes tipos.
E cantar nem se fala! Invencíveis.

andorinha disse...

Eu, eu, eu lembro-me, oh se lembro!

Laura e FDL, magníficos.
Não vocês, refiro-me aos Supertramp, claro.
:)

Olhar disse...

Caramba Professor!!!:)
Também eu já enviei este poema a alguém, sem uma legenda, bala ou pedrada.
Coincidências...;)

"We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,

Running over the same old ground.
What have we found?

The same old fears

Wish you were here"

Precisamente!.
E agora apetece ouvir e cantar bem alto!!!!:)))

http://www.youtube.com/watch?v=q1moiym6-Nk

Olhar disse...

E agora esta...


http://www.youtube.com/watch?v=vyqgjCKm9nQ


:)

Fora-de-Lei disse...

Laura 8:26 PM

Isso mesmo, "logical song".

Se não fosse difícil não era para mim... ;-)


andorinha 9:03 PM

Laura e FDL, magníficos. Não vocês, refiro-me aos Supertramp, claro.:)

Há-deS cá vir...!

LadyAnt disse...

pensava eu que era imatura ...
ok
vou deixar o meu link tb ora .... :)

http://www.youtube.com/watch?v=eiUx0WdBdyA

it's bugging me, grueling me
and twisting me around
yeah I'm endlessly caving in
and turning inside out

'cause I want it now
I want it now
give me your heart and your soul
and I'm breaking out
I'm breaking out
last chance to lose control

yeah it's holding me, morphing me
and forcing me to strive
to be endlessly cold within
and dreaming I'm alive

'cause I want it now
I want it now
give me your heart and your soul
I'm not breaking down
I'm breaking out
last chance to lose control

and I want you now
I want you now
I feel my heart implode
and I'm breaking out
escaping now
feeling my faith erode

CêTê disse...

Acho esta canção simplesmente fantástica.
(Não há palavras.)

Quem não tem medos... faz medo.;)


boa noite a todos

(Lobices- raramente me meto consigo mas gostava que soubesse que é bom lê-lo. É um cliente fiel que dignifica este café;))

andorinha disse...

FDL (10.30)
Vê se aprendes Português, ouvisteS ?

Brancamar disse...

Medos? De quê?
A vida sem riscos é tão sem sabôr!
Mas, como diz Cêtê "Quem não tem medos... faz medo.;)". Parece contradição, mas não é, o importante é vencê-los (aos medos), nem sempre é possível, mas é tão triste quando se vive eternamente agarrado a eles!
Como em tudo o eqilíbrio entre o risco e o medo é importante na procura da serenidade.
Abraços e nunca tenham medo de viver.
E o que é viver, perguntarão alguns de vós?
Pois, para cada um será algo diferente, também para mim é bom e salutar encontrar as vossas diferenças.
E continuaria por aqui fora, mas provávelmente não o faria com o pleno uso das faculdades mentais, que isto de acordar entre o sofá e a cama a esta hora da madrugada e entrar nas filosofias da vida pela noite dentro não é muito razoável.
Vou para o sono e o sonho de construir novas fases sem medo...
assim as condições de vida o permitam. Sim, porque é mais fácil não ter medo quando a sobrevivência não está em causa, quando a qualidade de vida nos permite filosofar e concretizar. Para a maior parte dos habitantes deste país e deste mundo muitas vezes estas questões metafísicas nem se poem, não chegam a ter tempo para os medos.
E vou antes para o sono tentando agarrar os sonhos...
Abraços e beijos.
Branca

A Menina da Lua disse...

CÊ TÊ:)

"Quem não tem medos... faz medo."

Claro que sim! livrem-nos deles!...

Mas tambem não é necessário chegar aí!:)

O que se trata no fundo é de aprendermos a viver com eles; enfrentar e rejeitar alguns, ultrapassar outros e aceitar os que sobram...mas claro que eles estão cá...e para ficar...:)

Brancamar:)

"E vou antes para o sono tentando agarrar os sonhos..."

Gostei!
Essa parece-me bem !:)

lobices disse...

...Cê Tê:
...pode meter-se comigo sempre que queira... não levo a mal
...grato por gostar de ler as minhas "ruminações" (aqui os direitos de autor são do Profe mas ele não se deve importar que eu subscreva)
...um abraço

lobices disse...

...e também os meus abreijos para todos

Mar disse...

É bonito. Os Pink Floyd... Os nossos medos... as nossas desatenções... os nossos erros... Mas não é demasiado dark side of the moon? Parece, continuamente, perseguido pelas lembranças das suas Marias. Será isto uma espécie de catarse? Mas não há q.b. para as catarses? E se usasse o tempo presente? Vá lá...

yulunga disse...

Bom dia maralhal.

Para mim uma das melhores músicas deles. É daquelas que entram por debaixo da pele.
Vale a pena ouvi-los e vê-los ao vivo. Bom som, bom jogo de luzes
:-)

Pink Floyd - Wish You Were Here (live)

Laura disse...

FDL e Andorinha

Vocês vêm-me com cada uma!
Isto tem tudo a haver com uma banda mística, que deve de ser a maior que alguma vez existiu na terra e sobre a alçada do céu..;)

cabecinhapensadora disse...

A gente fica um tempo ausente e o blogue dá-lhe na veneta e muda de idioma.ham...será que me enganei,ham..ham. Não! tem a Maria e tudo. É o mesmo, portanto...vamos lá ao dicionário-nem todos são como tu, Maria.
tradução depois: onde é que eu andei quando vivia o que os Pink cantavam e não ouvi?! Nesse tempo, viver era já tanto. Como é que não se morre de viver? morrer de vida. Acerca de aquários, talvez sejamos todos de pouco mundo. E ninguém sabe se os peixes de alto mar não fizeram lá um.
'We': pequena grande palavra. Segura-se sozinha, basta-se a si mesma; por ser de companhia, sendo uma é sempre mais. Assim é que é.

andorinha disse...

Laura,
:) Loooool

Cabecinha,

"'We': pequena grande palavra. Segura-se sozinha, basta-se a si mesma; por ser de companhia, sendo uma é sempre mais. Assim é que é."

Sou repetitiva, eu sei:), mas dizes as coisas de uma forma que me encanta.

mariam disse...

Júlio,

que fantástico é 'lê-lo'. em toda a sua 'humanidade' feita de alegrias, medos,,,,,, que generosamente aqui partilha...

aguardo uma 'descida' sua a Lisboa ou arredores , de modo a poder ouvi-lo também!

gosto muito de Pink Floyd, essa canção em particular... tive o privilégio de a ouvir ao vivo por Roger Waters no Rock In Rio-Lisboa, chorei e ao meu lado dois H também, sorrimos cumplices...

um sorriso :)
mariam

thorazine disse...

"A ideia - espantosa, mas não dolorosa - de que ela não tenha sido tudo para mim. Doutro modo, não teria escrito uma obra. Desde que cuidava dela, há seis meses, ela era, efectivamente, tudo para mim, e esqueci-me completamente de que tinha escrito. Não era senão, perdidamente, dela. Antes, ela fazia-se transparente para que eu pudesse escrever."
Roland Barthes

Link :)

Fora-de-Lei disse...

yulunga 5:22 PM

My syster in arms, eu prefiro esta!

thorazine disse...

FDL,
e esta aqui do início com as imagens por trás? :))

thorazine disse...

E gosto mesmo da maneira que o Waters imita:" is too sad, it makes me think of church.."...lolol

LadyAnt disse...

Brancamar ...

"Sim, porque é mais fácil não ter medo quando a sobrevivência não está em causa, quando a qualidade de vida nos permite filosofar e concretizar."

gostei particularmente de a ler, muito honestamente. gostaria muito que não se coibisse de se distrair (aqui) entre as suas idas e vindas entre o sofá e a cama, com a certeza dos seus sonhos, sempre :)

pessoalmente, venero o nome "Maria" por tudo o que ele encerra (a mim, nunca escreveram um poema com um "we" ... nem uma "ai"...) o Senhor Professor tem muita sorte, mas devia tirar o dedo do umbigo e passar a usá-lo antes para pintar umas telas a pastel de óleo ... (é o que eu faço, porque odeio tocar o umbigo... só no duche e contrariada)

p.s. thorazine, voltei a ver a sua foto na fox life ... estavas chiquérrima, como sempre :)

beijos e tal (tudo virtualissimo) ;)

thorazine disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
thorazine disse...

Sorry o testamento, mas vai ter de ser... :))

"Deborah Orr: The crazy world of categorising drugs


It isn't more illegal to steal gold than to steal silver. So why is it more illegal to take one substance than another?

How illegal should ecstasy be? Extremely illegal? Quite illegal? A bit illegal? The Advisory Council on the Misuse of Drugs says it should be Quite Illegal. The Government is poised to ignore the recommendation of its own group of specialists, and insist that it should remain Extremely Illegal. Any debate on whether the drug should be illegal at all is quite out of bounds.


The chairman of the Advisory Council, Professor David Nutt, did make a modest attempt to launch a debate of that kind, by suggesting in the Journal of Psychopharmacology that in terms of the number of deaths and serious injuries it causes, taking ecstasy is considerably less dangerous than riding a horse.

He was, surely, making a simple point about the risks that private citizens take with their own well-being, and attempting to create a bit of space in which a discussion about danger and freedom could be had. That, apparently, is not allowed.

Professor Nutt has been given a good scolding for his temerity by no less than the Home Secretary, Jacqui Smith, who says she is very disappointed in him. She has apologised to the families of ecstasy victims for the comparison. Professor Nutt has been obliged to say sorry to them as well.

Isn't that a bit weird? If apologies are in order – which they are not – shouldn't the families of both clubbers and equestrians be addressed? If anything, shouldn't it be the families of equestrians alone? Their children died doing something they had every right to do, something that they enjoyed. The families of ecstasy victims are bereaved because their relatives broke the law in order to do something that they enjoyed.

If anything, Smith should be apologising because her precious laws don't protect ecstasy users. Her laws simply ensure that there is no reasonably safe supplier to buy ecstasy from, and no reasonably safe environment in which to take it. Why she feels so strongly that retaining ecstasy's class A status, instead of downgrading it to class B, will have any impact on that fact, is anybody's guess.

I can't think of any other thing that is classified in the way that illegal drugs are. It isn't more illegal to steal gold than it is to steal silver. Clearly, it is stealing that is wrong, not what is stolen. So why is it more illegal to take one illegal substance than it is to take another? Surely it is the taking of illegal substances that is wrong, rather that what is taken?

Classification is supposed to be important, because it is linked to the criminal penalties one can expect for possessing certain drugs. So, the more dangerous illegal substances are, or are supposed to be, the greater the criminal penalties for taking them are.

Yet that still doesn't quite explain classification. Why do drugs have to be grouped at all? Why can't each illegal drug be considered illegal because of its own particular risky qualities, which can be clearly explained on its own terms? Ecstasy isn't as harmful as heroin because it isn't as addictive. If people are out on the streets turning tricks because their need for a pill on a Saturday night has overtaken their entire being, then this is a phenomenon that is greatly under-reported.

The truth is that it suits the Government, this obsession with classification. It gives the appearance that Something Is Being Done, when nothing is being done. Its own obfuscations, after all, have done more to undermine any real reason there may be for classification, than any argument anyone else could make. When the Government decided to reverse its own decision in 2004 to downgrade cannabis to class C, and bumped it back up to Class B (this came into force last month). It did so under the proviso that while possession of a class B drug carries a maximum penalty of five years in prison, possession of cannabis as a first offence, for a young person, would still merit no more than a reprimand at the police station. Adults can expect a warning for a first offence, or a penalty notice for disorder, with an on-the-spot fine of £80.

The reason for the reversal on cannabis was this: "Classing cannabis in Class B reflects the fact that skunk, a much stronger version of the drug, now dominates in the UK. Skunk has swept many less potent forms of cannabis off the market, and now accounts for more than 80 per cent of cannabis available on our streets, compared to just 30 per cent in 2002." Except that, legally, there is no difference between skunk and less concentrated cannabis. If you go out of your way to find a supplier that can sell you nice giggly grass, like you used to get as a matter of course, then your penalty is no different. There's no incentive to buy, or more pertinently, to sell, more benign forms of the drug. What real good does this do? It only appeases those who are against the taking of any drugs at all.

Should they be appeased by this? No, they shouldn't actually. The prohibitionists are even more guilty of failing to see the reality of the situation than the Government is. What they should be doing is explaining why it is morally wrong to take mind-altering substances of any sort.

So why are they so willing to be sidetracked? I think it is because making the moral case against individual indulgence in mind-altering substances is so very difficult. This is not illegal, per se, and those in favour of the liberalisation of the drug laws are fond of pointing out that the use of alcohol is socially and legally sanctioned, despite all the havoc it can wreak.

Again and again experts argue that it would be more sensible to classify drugs according to the harm they do. In 2006, the Science Select Committee classified 20 mind-altering substances in this manner, and suggested that alcohol was the fifth most damaging drug, after heroin, cocaine, barbiturates and street methadone, while ecstasy was the third least harmful, trailed only by alkyl nitrites and khat.

Looking at things this way, while also applying the prevailing logic, alcohol would be Extremely Illegal and ecstasy would be only A Bit Illegal. And that implacable moral case, which says that only bad or terribly misguided people ever take substances that damage them and their society in order to have fun, would be sorely tried. Arguing about classification is as easy as ABC. The implacable moral case is rather more elusive."


Fonte: The Independent
http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/deborah-orr/deborah-orr-the-crazy-world-of-categorising-drugs-1607187.html

cabecinhapensadora disse...

Thora
fui outra vez ao dicionário. Pois:) e, logo ao acordar, de certeza que me escaparam alguns sentidos idiomáticos e outros. Mas pronto. Desconhecia a classificação das drogas em classes estanques; sei de efeitos diversos com substâncias diversas, umas mais aditivas que outras. Que, pelos vistos, até diferem na penalização aos consumidores (e traficantes?). É verdade que, quando se penaliza, penaliza-se o acto em si. O roubo; ou o consumo; ou o tráfico; é verdade que roubar prata ou ouro, em termos do que se fez, é indiferente. É verdade que o alcool é a quinta substância a provocar estragos e o ecstasy a terceira. Pode ser erro meu, mas o alcool, em Portugal, está a tornar-se quase um hábito(não só mas sobretudo de fim de semana), dos nossos jovens. E sempre foi problema sério nas famílias portuguesas, talvez não tão alarmante na juventude (não havia shots; ou não tinhamos como chegar-lhes); Não sei se as penalizações resolvem, nem tenho propostas de solução. Mas a coisa que me é menos grata, é a ideia/visão de um homem, ou o que é talvez mais grave, de quem o não é ainda por inteiro, a querer deixar de pensar, a desistir pelo fácil, sempre de tempo curto, que, no âmago, me parece apenas procura de esquecimento e fuga; não condeno, todos temos as nossas ajudas para o peso dos dias. Mas, se elas nos afastam dos outros reais e de nós mesmos, ajudam? As coroas de espinhos e as chicotadas nas costas são para um Cristo. Sofrer não se deseja, mas faz parte. E não sei mesmo até que ponto, à procura do prazer que força limites, não nos tornamos depois cristos de sofrimento. Sem auréola
Desculpa, fui para o outro lado :)

Andorinha
é só o meu modo de ser dizendo :)
Bom dia para ti. E um vôo rasgado por dentro do dia

thorazine disse...

tinyhead,
o álcool não se está a tornar um hábito em Portugal, é um hábito e é em todo mundo!! É um problema cultural mundial, o ser humano gosta do rubor, da descontracção e leveza que o álcool provoca. Mas porque o álcool? Porque foi das primeiras a ser produzida: basta deixar um pouco de fruta dentro de um saco plástico uns tempos e depois de fermentar tens álcool !:) Todas as drogas que apareceram depois do álcool (haxixe em África, Erva na Índia, Peyote e outro alucinogéneos no novo mundo, etc..) foram tratadas sempre como substâncias de segunda categoria. Porquê? Porque faziam as pessoas pensar demais e não eram um mero "entorpecente" como o álcool. Não eram drogas que se consomem "para esquecer".

A cultura dos exageros nas adolescência sempre existiu. Os meus pais não bebiam shots de vodka à noite nos bares - bebiam à tarde (não podia sair à noite) mas era da garrafa do bagaço. Simplesmente hoje os miudos podem sair à noite, "para a beira dos grandes", e fazem o que têm a fazer lá - ele iam-no fazer de qlq maneira, é um rito de passagem. Aqui é álcool, tabaco, fazer asneiras - na amazónia é ir sozinho caçar um lince. Os rituais de passagem têm sempre um risco associado.

Mas para não fugir à questão do texto: Vale a pena separar consumidores? Vale a pena separar riscos? Sem fazer julgamentos morais, um consumidor de drogas corre um menor risco do que um miúdo que anda de skate: um consumidor precisa de um transplante vai para
o fim da fila, o miúdo que teve uma fractura exposta e precisa de uma prótese vai para a frente! Porquê? Porque é "saudável" fazer desporto? Só por isso? - Eu adoro fazer desporto, só acho que deveriam estar lado a lado, ambos fazem algo que gostam e lhes dá prazer.

".. a ideia/visão de um homem, ou o que é talvez mais grave, de quem o não é ainda por inteiro, a querer deixar de pensar, a desistir pelo fácil.."

Esta visão das drogas está muito longe do que é na realidade. Quando vês uma pai de família a levantar-se no fim do jantar para ir fumar um cigarro ou quando vês dois amigos a saírem para ir beber uma cerveja achas que eles estão a tentar "encapotar" os seus problemas? Ou simplesmente a desfrutar de um prazer? Comparar o consumo de drogas à fuga das chicotadas ou coroas de espinhos..uii, vai de retro! :) Não sei qual é a tua experiência com drogas, mas eu digo-te que são muito poucas as que conseguem encapotar a dor e o sofrimento. A maior parte das que conseguem são legais.

Em relação aos jovens digo-te que não é a proibir, a esconder, a mentir que algum dia se consegue resolver o problema das drogas. Há um problema, há! Mas não é devido nem às drogas nem aos jovens. É meramente devido à forma como as autoridades judiciárias e sanitárias querem resolver o problema. Eu faço parte de um projecto de redução de riscos em ambiente festivo e lido de perto com os jovens que consomem drogas. O grande problema é que: 1º não sabem usar drogas (dosear, saber se estão bem ou não para consumi-la, pensar por eles proprios, etc..) e 2º- a proibição faz com que as drogas sejam adulteradas tornando-as 1000 vezes mais perigosas.Tanto se quer proibir e esconder que se chega ao ponto de estar com o elefante no quarto e descontraído - se os miúdos tivessem formação de como beber, o que beber, etc.. reduzia-se drásticamente os riscos. O segundo problema, só te vou dar um exemplo: no projecto em que estou estamos a implementar um sistema de analises que nos permite verificar que substâncias tem nas amostras de drogas que os consumidores nos trazem : posso-te dizer que este verão, num festival, em 300 amostras de coca, apenas 12% tinha apenas coca, e 63% das amostras não tinham sequer cocaína. Não imaginas sequer o impacto negativo que a proibição tem..

Esta questão já é debatida há muitos anos, mas a população ainda está marcada pelo slogan "droga, loucura, morte" e altamente desinformada - como as autoridades querem! :)

Aqui vai um video com uma pergunta do psiquiatra da ENCOD ao proibicionista Antonio-Maria: http://www.youtube.com/watch?v=fe208nLLEwk

PS - Agora vou-me que a a hora de almoço. acabou!

Teófilo M. disse...

Já que as histórias da Maria nos continuam a encantar

Home, home again.
I like to be here when I can.
When I come home cold and tired
It's good to warm my bones beside the fire.
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells.


Para si professor, dos mesmos, claro!

yulunga disse...

My brother in arms e Thorazine
fica sempre dificil escolher a melhor música de uma banda mitica e absolutamente intemporal.
Não sei porque gosto tanto daquela mas muito provavelmente é porque a associo ás festinhas de garagem. Não havia festinha onde esta música faltasse. Aliás, não podia faltar. Acho que quem teve o privilégio de viver essa altura tem recordações girissimas dessas festas.

Dr. Murcon
Os meus? Wish they were gone...
Longe de mim "ensinar-lhe" seja o que for, mas se o medo é um sentimento primário, acho que a forma de o ultrapassar é enfrentá-lo. Quanto mais o tentamos esquecer mais ele está presente, quanto mais lhe fugimos mais ele corre atrás de nós e avoluma-se à medida que lhe temos mais medo ainda.
Julgo que talvez seja o sentimento mais oportunista que temos quando lhe damos espaço a crescer como erva daninha.

andorinha disse...

Thora,

"Eu adoro fazer desporto, só acho que deveriam estar lado a lado, ambos fazem algo que gostam e lhes dá prazer."

??????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Conseguiste 'escandalizar-me', eu que praticamente não me escandalizo com nada.:)

Que raio de afirmação, miúdo!

Quanto ao resto conheço a tua posição há muito e claro que não é a esconder, a proibir ou a aldrabar os miúdos que se vai a algum lado. Mas daí a fazeres uma afirmação daquelas...
Só a posso atribuir aos teus verdes anitos.:)))))))

thorazine disse...

Andorinha,
paternalismo é que não!

Nuno Guimas disse...

Pigs on the Wing (Part One) (Waters) 1:24

If you didn't care what happened to me,
And I didn't care for you,
We would zig zag our way through the boredom and pain
Occasionally glancing up through the rain.
Wondering which of the buggars to blame
And watching for pigs on the wing.

Pigs on the Wing (Part Two) (Waters) 1:27

You know that I care what happens to you,
And I know that you care for me.
So I don't feel alone,
Or the weight of the stone,
Now that I've found somewhere safe
To bury my bone.
And any fool knows a dog needs a home,
A shelter from pigs on the wing.

Pequeninas mas boas, como as castanhas ;)

Nuno Guimas disse...

E agora uma satírica de que gosto muito...

The Beautiful South
Song For Whoever

(Heaton/Rotheray)
I love you from the bottom,
of my pencil case
I love you in the songs,
I write and sing
Love you because,
you put me in my rightful place
And I love the PRS cheques,
that you bring
Cheap, never cheap
I'll sing you songs
till you're asleep
When you've gone upstairs
I'll creep
And write it all down
Oh Shirley, Oh Deborah,
Oh Julie, Oh Jane
I wrote so many songs about you
I forget your name
(I forget your name)
Jennifer, Alison, Phillipa, Sue, Deborah, Annabel, too
Jennifer, Alison, Phillipa, Sue, Deborah, Annabel, too
I forget your name
I love your from the bottom
of my pencil case
I love the way you never ask me why
I love to write about
each wrinkle on your face
And I love you till
my fountain pen runs dry
Deep so deep,
the number one I hope to reap
Depends upon the tears you weep, so cry, lovey cry, cry, cry, cry
Oh Cathy, Oh Alison, Oh Phillipa, Oh Sue
You made me so much money, I wrote this song for you
Jennifer, Alison, Phillipa, Sue, Deborah, Annabel, too
I wrote this song for you
So let me talk about Mary,
a sad story
Turned her grief into glory
Late at night,
by the typewriter light,
She ripped his ribbon to shreds

:)

andorinha disse...

Thora,
Paternalismo? Onde??????

Mas repito: uma afirmação dessas só pode ser feita por alguém da tua idade.
Ou então por alguém estúpido, ignorante e totalmente desfasado da realidade.
Como não te inseres nestes últimos qualificativos...:)))))))

Nuno Guimas disse...

E "last, but not least", Jim:

Angels and sailors
Rich girls
Backyard fences
Tents

Dreams watching each other narrowly
Soft luxuriant cars
Girls in garages, stripped
Out to get liquor and clothes
Half gallons of wine and six-packs of beer
Jumped, humped, born to suffer
Made to undress in the wilderness.

I will never treat you mean
Never start no kind of scene
I'll tell you every place and person that i've been.

Always a playground instructor, never a killer
Always a bridesmaid on the verge of fame or over
He manouvered two girls into his hotel room
One a friend, the other, the young one, a newer stranger
Vaguely mexican or puerto rican
Poor boys thighs and buttock scarred by a father's belt
She's trying to rie
Story of her boyfriend, of teenage stoned death games
Handsome lad, dead in a car
Confusion
No connections

Come 'ere
I love you
Peace on earth
Will you die for me?
Eat me
This way
The end

I'll always be true
Never go out, sneaking out on you, babe
If you'll only show me far arden again.

I'm surprised you could get it up
He whips her lightly, sardonically, with belt
Haven't i been through enough? she asks
Now dressed and leaving

The spanish girl begins to bleed
She says her period
It's catholic heaven
I have an ancient indian crucifix around my neck
My chest is hard and brown
Lying on stained, wretched sheets with a bleeding virgin
We could plan a murder
Or start a religion.

Pronto... ficava aqui a noite toda a pôr letras de músicas que gostava de partilhar :)

LadyAnt disse...

(eu sei que ninguém me dá cavaco, mas ao menos podiam ter-me mandado um suicidal note a dizer que o thorazine é um menino ...) obrigadinha!

thorazine, os jeans ficam-lhe a matar :)

LadyAnt disse...

Thorazine, infelizmente não vou poder alargar-me aqui, neste espaço, sobre a excelente abordagem do seu tema, muito pertinente, muito bem colocado e extremamente provocativo, como qualquer optimo tema para debate terá forçosamente que o ser.

o meu conhecimento sobre esse género de assunto, pelo que me apercebo, não será tão aprofundado, mas talvez mais generalizado. o que não me retira alguma credibilidade, mesmo que não seja empirica. poderia até falar da coca chamada sintetica (que bate no coração) e da chamada organica (que bate na cabeça) e dos tipos de aditivos ou cortes, como lhes chamam, etc e tal...mas concordo em absoluto com a vertente da abordagem.

estou farta de observar isso nos hospitais!!!!

é óbvio que enveredaria por um outro circuito que não é, de todo, desejável, que tem a ver com as leis, com os dinheiros e com os interesses.

as metadonas e todos os circuitos a elas associados, as pessoas envolvidas, as caixas que "desaparecem", os relatos dos consumidores, envolvendo favores sexuais etc (mas como são uns drogados, é mentira...) que coisas abjectas ... enfim... etc e tal.

o thorazine pode ser tenro de idade, mas há coisas em que esse vigor e elasticidade de neurónios valem mais do que muitos vicios de vida. sei bem do que falo, pela minha capacidade de observação (mesmo que achem que possa não a ter ...) sim! quando era pequenina, era muito loirinha e com o cabelo todo aos cachinhos!

um abraço, todo virtual e um sorriso :)

CêTê disse...

Vim deixar os votos de muito bom FDS- oxalá com muito sol. ;)
bjcs

cabecinhapensadora disse...

Peço desculpa, Thora, se te tirei a hora de almoço. O meu conhecimento desse mundo é de olhar e ver. Calhou-me o perto que dói. Ponto. Tenho bastante menos certezas que tu, não distingo as substâncias, pouco entendo do que falas, e aprendi várias coisas. E agradeço os conselhos (é claro que não faço ideia do que quer dizer tinyhead, mas isso é outro assunto, espero que não seja nada esquisito). Tal como a andorinha, não julgo todos os prazeres por igual. É um juízo de valor. Mas existe. E vale. Sabe-lo tão bem como eu. Nem tudo é igual, Thora. E essas duas coisas não o são. Ainda que tu sejas livre para seguir o rumo que queiras, se fores capaz de querer (é aí que tu, Thora, podes ter um papel necessário; fundante. Quanto ao miúdo da fractura exposta e o que precisa de um coração novo devido ao consumo: não os coloco entre o que é ou não é saudável. Para mim, levavam os dois aquela pulseirinha da cor da urgência, que não sei qual é. se os dois estão em risco, os dois precisam tratamento, não há os homens e os sub. A medicina, dizem os médicos(às vezes em situações um nadinha parvas), é para salvar vidas. Mas não sei até onde mais a semelhança entre eles. Depois, é verdade que o desconhecimento pode matar. Parabéns, pertenceres a esse movimento é um acto de coragem(não é dar graxa), necessitas grande entendimento e algum estoicismo, há ocupações que se nos agarram um bocadinho à pele, não escorregam, como acontece a tanta vida.
Quanto ao alcool...o que dizes é verdade e já o sabia. Nos jovens de hoje parece-me haver uma liberdade puramente teórica, a desinformação é sempre sinal da falta :))
PS: fui ver o queria dizer 'tiny'; tá certo, concordo; Ex: era habitual encontrar um fulano com um frasco de alcool puro; a minha hipótese: estava ferido, fazia um tratamento de horas em horas, sei lá. Afinal, quando apontei o enigma, toda a gente sabia, but me, que era só o substituto do consumo a que nem sempre chegava.
Bom fim de semana

A Menina da Lua disse...

Ora aqui está um tema polémico que poderá ou já se apresenta hoje a algumas actuais sociedades e que está longe de ser resolvido:

Será que os custos da "irresponsabilidade" de alguns devem ser pagos pelos dinheiros públicos dos contribuintes em geral?

Actualmente alguns hospitais em serviço público em Inglaterra começam a questionar se devem manter em sistema de gratuitidade ou comparticipação, as despesas causados por utentes que foram vítimas da sua própria negligência pessoal tais como; desastres de automóvel causados por excesso de álccol, e outras situações semelhantes etc.
O argumento é que: "sendo os dinheiros públicos da sociedade não deve esta ser responsabilizada pelos "erros" ou irresponsabilidades de alguns, tanto mais que as sociedades ao estarem alicerçadas por valores definidos não devem igualmente permitir ou dar cobrimento aos valores que não se enquadram ou são aceites por elas"...

Pessoalmente, esta posição política assusta-me imenso...porque por um lado acaba com o paradigma de princípio de que TODOS somos sociedade e temos direito à vida e por outro que essa clivagem é feita pelo princípio da divisão dos dinheiros ou seja quem paga tem prioridades no poder de decisão e no usufruto...
Depois dá que pensar no mar das imensas arbitrariedades que se criariam à volta desse princípio ou seja quem é culpado ou vítima de quem ou de o quê?! Tanto mais que as sociedades já possuem instrumentos jurídicos de responsabilização e penalização das pessoas.

Para mim tenho como entendimento que um médico no seu trabalho em serviço público, deve olhar para o seu doente sem qualquer outro parecer ou constrangimento que não seja o do seu saber, competência ou sentido de responsabilidade da vida humana...

yulunga disse...

"O fado é que induca, o vinho é que instrói!"
:-P

noiseformind disse...

Correndo o risco de trazer demasiada filosofia ao debate...

Partir de uma relação sem fazer honesto e instrospectivo balanço do que falhou na relação e o que falhou por causa de nós na relação é condenar futuras relações e ir adensando o medo de deitar âncora em duos futuros, criando o risco de um dia nos tornarmos navios de sentimentos sem destino, e há sentimentos que só surgem da partilha, não da existência a solo. E o que n se realiza e desenvolve, normalmente apodrece em nós, débeis vasos de afectos...

tenho dito

noiseformind disse...

... ao debate do post, ao debate do post... dos sideshows estou basto...

LadyAnt disse...

noiseformind, obrigada. tocou o botão "on" do meu silêncio.

(encontro sempre alguém capaz de o fazer...)

bom fim de semana a todos (um desejo real, nada virtual)

fiury disse...

é bom voltar e reler velhos amigos de café.
mais consciente que o medo é um modo de sobrevivencia, porque não dá para me habituar aos novos "valores" que rejem as relações.vive-se em estado de choque

cabecinhapensadora disse...

"bora ir voltar ao post" que julgo criptíco. Bora voltar ao we que se teme, a anos em sessão contínua que, como não foram, não se sabe o que seriam; a um aquário que deve ser daqueles vidrinhos redondos em que o círculo nos entontece; à alma que não se sabe se temos e teima às vezes em nos doer. Dantes, quando uma pessoa era medrosa e a outra já não, davam-se o braço ou a mão e atravessavam as duas o bocadinho de escuro que havia.

moon disse...

As desatenções depois dão nisto:

http://www.youtube.com/watch?v=Rdqw5irMX7A

utopia disse...

E por falar em memórias, vem aí mais um que promete:

http://www.youtube.com/watch?v=NqYPKFBmqZE

CêTê disse...

Bom domingo.
Já não me lembro o que era suposto fazer ao Domingo pela manhã ;))))
Mas e também arriscando análise ;) estou a ouvir o programa "O Amor é..." e vale a pena. Bons raciocínios lógicos (apesar da soma da idade dos intervenientes e da sua diferença heterossómica ;))
Ouvi-los com auscultadores de forma tão próxima só anunciaria desilusão abissal caso encontrasse o professor num qualquer sítio pela frieza, indiferença e distanciamento desigual e obviamente mais do que compreensivel. Não compreenderá o que digo mas os frequentadores deste café e todos os seus "fãs" sim. Compreender, compreenderá obviamente.
(não vou censurar- pelo menos conscientemente- do que estou a escrever porque já pensei nisto antes.;))
bjnhs e bom domingo

6ºC disse...

Bom dia
Gostei muito das ultimas "falas" do noiseformind, e como sempre, da cabecinha pensadora. Afinal, sensibilidade e poesia, não é só exclusiva do nosso anfitrião, que como sempre, apetece consolar, depois de sentir tantas saudades.
Quanto aos outros, deixem-se de trocar letras de discos, como no liceu.
Desculpem, mas, apesar do sol, hoje estou um bocado triste e só, pois também afugentei alguém por causa da eterna dificuldade em comunicar e deixar sentir os sentimentos!

CêTê disse...

Peço desculpa (se é que alguém leu) se me expliquei mal. e lendo agora o meu comentário parece uma pedrada arremessada por detrás de um muro.

Vou tentar explicar... há uns meses num acto de "loucura" fui pedir uma autógrafo a um cantor que adoro. É-me tão familiar a voz e a presença que parece ser-me de facto familiar. Foi uma frustação o olhar vítreo e distanciamento dele enquanto autografava o livro de poemas que levei comigo...Nunca tinha feito nada semelhante.
Foi isso que quis dizer... falar desse receio de não ouvir uma gargalhada sua ou o tom cordial com que nos brinda nos programas em que participa enquanto autografasse um livro seu levado no regaço.
;(

noiseformind disse...

Cêtê... contra a indiferença mostrar as mamas: mostrar as mamas, miúda!!! :)))))

andorinha disse...

Cêtê,

Eu li e realmente não percebi patavina:))))) Loooool
Não disse nada porque pensei que estivesse com um dos meus bloqueios....
Mas que me deixaste intrigada, deixaste, cachopa:)

Su disse...

jocas maradas .....de medos

A Menina da Lua disse...

CÊ TÊ:)

Se fosse uma teenager insconciente ainda dava para atender ao atrevidíssimo e desconcertante conselho do Noise:) sendo assim não se preocupe:) be happy! Be happy Know!

CêTê disse...

malta, ;))) eu já respondi ao Noise. ;P

andorinha- eu estava a pensar alto com os meus botões.

ameninadalua- claro!;P