domingo, novembro 21, 2010

Chamavam-lhe Caroline.

Maria,

Um filmezito de Domingo à noite sobre as rádios piratas dos anos sessenta. Um puto a sair de Charing Cross, a voz de Macca, Frère Jacques em pano de fundo, Paperback Writer:)))))). O rock, meu doce, já namorado em Portugal, irrompia na minha vida para não mais a deixar. E agora, sexagenário, estou grato por quase cinquenta anos de companhia fiel, os discos sorriem-me da estante. E mandam-te um beijo saudoso de boa noite.

15 comentários:

isabel disse...

:)

thenewdo disse...

Fala-se em rock e também me lembra este, muito mais “soft”, mas facílimo de trautear, mesmo sem darmos conta, numa segunda-feira de manhã. Efectivamente, o rock dá para diferentes estados de alma.

http://www.youtube.com/watch?v=crWGGy2oBT0

peacock disse...
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Bartolomeu disse...

Dis is de cáind of roque dére ai laique...
http://www.youtube.com/watch?v=4QmuMD634vU

Jorge Manuel Brasil Mesquita disse...

Que eles saiam da estante e revolucionem as antenas da Caroline com os sons apagados da memória para que as palavras das suas sonoridades nos tragam o sangue das guelras.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 22/11/2010

Paula disse...

Música, saudade e amor... bela nostagia

bea disse...

A companhia das coisas. Como se pessoas. Mais que algumas. Coisas que estão plantadas na nossa vida, seu lugar natural. E natural é não haver lugar nenhum senão aquele que lhes demos. Mas de tanto nos saberem são já outras. Como nós outros ao tocar-lhes, a pinça dos dedos em cuidados de vidro.
Parece-me, senhor Professor, que as Marias são receptivas à tonalidade do post

Graça Paz disse...

Adoro a forma como escreve..fiquei fã e foi um prazer conhece-lo!

Um beijinho

Graça Paz

Paula disse...

Isso. Dífil escrever com tanto sentimento e tão fácil interiorizar, tal a leveza das palavras fluídas. Subscrevo! Lindo. Bj grande. Paulinha

A Menina da Lua disse...

Hoje faria anos Herberto Helder.
Deixo aqui este seu poema onde a palavra é magnífica e o seu sentido universal...

"Não sei como dizer-te que minha voz te procura e a atenção começa a florir, quando sucede a noite esplêndida e vasta. Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos se enchem de um brilho precioso e estremeces como um pensamento chegado. Quando, iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado pelo pressentir de um tempo distante, e na terra crescida os homens entoam a vindima –Eu não sei como dizer-te que cem ideias, dentro de mim te procuram. Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros ao lado do espaço e o coração é uma semente inventada em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia, tu arrebatas os caminhos da minha solidão como se toda a casa ardesse pousada na noite. - E então não sei o que dizer junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio. Quando as crianças acordam nas luas espantadas que às vezes se despenham no meio do tempo - não sei como dizer-te que a pureza, dentro de mim, te procura."

Eu gostei! :)

Paula disse...

Menina da Lua, Para um dia tão chuvoso, nada melhor que uma lareira e uma boa leitura. Obrigada. Beijinho grande. Paulinha

A Menina da Lua disse...

Tal qual Paulinha, plenamente de acordo!:)

Cê_Tê ;) disse...

Ternurento, o post do professor e tocante (não sei se será adjectivo mais adequado) o que post da meninadalua- ;)

pedro disse...
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Anfitrite disse...
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