segunda-feira, março 21, 2011

Dia da poesia.

O Silêncio

Eugénio de Andrade

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.

55 comentários:

Maria Aurélia disse...

Durante o dia, ouvi escritores e poetas declamarem Ruy Belo.
À noite, o Prof. dá-me Eugénio.
Que mais quero eu do que um dia feliz no meio de tanta algazarra e infelicidade (pobreza de espírito, antes direi)?

Anfitrite disse...

Já que está no copy acabo por fazer o paste

Um Amor

Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.

Nuno Júdice, in "A Partilha dos Mitos"

Para o professor, lembrar Eugénio é nunca esquecer um amigo. Sinal de que continua vivo.

A. disse...

todos os poemas do Eugénio de Andrade são lindos.
deixo este que coloquei agora num dos meus blogs:

De palavra em palavra

De palavra em palavra
a noite sobe
aos ramos mais altos

e canta
o êxtase do dia.

[Eugénio de Andrade]

beijinho:)

Caidê disse...

Eugénio de Andrade foi um dos primeiro poetas que me tocou.

E este um dos primeiros poemas que dele guardei.

"É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer."

Tanto sentimento e tanta razão é tudo quanto penso...

A Menina da Lua disse...

Boa noite a todos!

Professor gostei imenso da sua escolha neste dia mundial da poesia e deixo aqui uma escolha minha para a troca:)

Herberto helder foi o poeta escolhido este ano para as comemorações portuguesas do dia da poesia. Aqui fica um poema com o tema exatamente : Sobre O Poema:)

"Sobre um Poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne."

Herberto Helder

andorinha disse...

Que bom que é ler este Silêncio no silêncio da noite.

Belíssimo!

ana b. disse...

Não é portuguesa.
Mas como dizia o poeta, a minha pátria é a lingua portuguesa.

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre

Clarisse Lispector

andorinha disse...

Continuo na companhia do Eugénio...


Respiro o teu corpo

Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.

Manuel Henrique Figueira disse...

(Ao colocar o 1.º comentário houve um equívoco informático, a conta aberta era do computador de um familiar e o comentário saíu em seu nome. Vou repeti-lo.)

Durante o dia, ouvi escritores e poetas declamarem Ruy Belo.
À noite, o Prof. dá-me Eugénio.
Que mais quero eu do que um dia feliz no meio de tanta algazarra e infelicidade (pobreza de espírito, antes direi)?
M.H.F.

Tangerina disse...

Me gustas cuando callas.


T. AnGe.riNa

Domingos da Mota disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Teka disse...

Professor, vou passando por cá há muitos anos, como quem visita um amigo de longa data.
Hoje sabia que ia encontrar Eugénio...
Há coisas que se sabem e pronto!
Uma coisa talvez não saiba, foi o professor que me fez gostar muito de Eugénio de Andrade.

Bartolomeu disse...

de Bartolomeu...O Jogral

"Tu e o Mundo"
Sinto o vento, livre,
Quando afaga o meu cabelo,
Sussurrar o teu nome

Sinto que quando roça
O meu corpo, deixa ficar
O leve aroma do teu.


E mesmo que estejas longe.
Ainda que dentro de mim,
Serás sempre inesquecível.

E se um dia resolveres
Dar-me a mão, e olhar
O horizonte a meu lado,


Vou provar-te
Com um olhar
Que o mundo
(ainda)
Não está acabado...

ana b. disse...

Meus caro Bart:

Não o sabia tão inspirado:)

pêdru disse...

confirmo

Manuel Henrique Figueira disse...

E que tal ouvir um pouco de poesia cantada?
«Poètes vos Papiers»: Léo Ferré – CD Poètes vos Papiers
http://www.youtube.com/watch?v=Hf4ijC0t9jA

Boas músicas e boa poesia, porque o dia mundial da dita deve ser todos os dias.
M.H.F.

Bartolomeu disse...

Nem imagina a quantidade de coisas que a minha cara Ana, não me sabe...
;)

Cê_Tê ;) disse...

Bom dia,;)
Já que estamos numa de música apetece-me esta:

http://www.youtube.com/watch?v=UwNf1yUfwm8

pablo neruda me gustas cuando callas

Jorge Manuel Brasil Mesquita disse...

Se o silêncio é uma arte
quando a alma se parte,
a dor de quem se asfalta
é um poema que nos assalta
com múrmurios de prazer
e lógica de tudo ser
no futuro do haver.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Lisboa, 22/03/2011

ana b. disse...

Bart:

Pode crer! Você é uma autêntica caixinha de surpresas:))

Bartolomeu disse...

Transparente, Ana, transparente!

Caidê disse...

Jorge e Bart, os meus parabéns.

Homens poetas são pessoas sensíveis - para não terem a dita fama de lamechas só as senhoras.Fica-vos bem.
Ah, Bart - e a transparência é coisa de gente corajosa, quer dizer, que não é encolhida nem trapaceira. :-)))!

Clã XI disse...

Boa noite!

Somos um grupo de escuteiros e vamos realizar uma actividade no dia 11 de Junho deste ano, em Guimarães, e gostariamos de saber se haveria possibilidade de nos presentear com uma palestra, cujo tema seria sexualidade. Trata-se de uma actividade orientada para cerca de 50 jovens na idade dos 18 aos 25 anos.
Agradecemos desde já todo o tempo dispendido,

Cumprimentos,
Clã XI
(José Magalhães)

andorinha disse...

Bart,

Gosto de transparências...:)))

Bartolomeu disse...

Lamechas?!
Não concordo, Caidê.
Até considero que as ladyes têm muito mais jeitinho para a poesia, que os gent's.
Olha as maravilhas que a Sô Dona Sophia fez com a rima... e a Sô Dona Florbela... e a Sô Dona Natália... e a Sô Dona Irene... e a Sô Dona...
Aprecia este poema de Irene Lisboa, que foi uma Senhora da minha terra:

"Afrodite"

Formosa.
Esses peitos pequenos, cheios.
Esse ventre, o seu redondo espraiado!
O vinco da cinta, o gracioso umbigo, o escorrido
das ancas, o púbis discreto ligeiramente alteado,
as coxas esbeltas, um joelho único suave e agudo,
o coto de um braço, o tronco robusto, a linha
cariciosa do ombro...
Afrodite, não chorei quando te descobri?
Aquele museu plácido, tantas memórias da Grécia
e de Roma!
Tantas figuras graves, de gestos nobres e de
frontes tranquilas, abstractas...
Mas aquela sala vasta, cheia, não era uma necró-
pole.
Era uma assembleia de amáveis espíritos, divaga-
dores, ente si trocando serenas, eternas e nunca
desprezadas razões formais.

Afrodite, Afrodite, tão humana e sem tempo...
O descanso desse teu gesto!
A perna que encobre a outra, que aperta o corpo.
A doce oferta desse pomo tentador: peito e ventre.
E um fumo, uma impressão tão subtil e tão pro-
vocante de pudor, de volúpia, de reserva, de
abandono...
Já passaram sobre ti dois mil anos?

Estranha obra de um homem!
Que doçura espalhas e que grandeza...
És o equilíbrio e a harmonia e não és senão corpo.
Não és mística, não exacerbas, não angústias.
Geras o sonho do amor.

Praxíteles.
Como pudeste criar Afrodite?
E não a macerar, delapidar, arruinar, na ânsia de
a vencer, gozar!
Tinha de assim ser.
Eternizaste-a!
A beleza, o desejo, a promessa, a doce carne...

Sem lamechices...
;)

Bartolomeu disse...

Olha Andorinha... eu também aprecio, sobretudo, transparências a contra-luz.
Mas essas visões, estão-me proibidas pelo meu alfaiate... estragam muitos fechos eclair das calças. E depois aquilo dá uma trabalheira para voltar a colocar no sítio...
;))))
Sim Ana, podes voltar a achamar-me TS, afinal, a minha existência cumpre-se nos teus parónimos.
;)))))

ana b. disse...

Bart:

Chiça! TS é pouco!!:)))

Bartolomeu disse...

Não me digas que vais mudar para priapismo, Ana?!
Tu vê lá... não me estragues com mimos...

Princesa Isabel disse...

Engraçado, o que um poema nos pode levar a pensar...

Bartolomeu disse...

O pensamento é livre... livre!... livre!... livre, como o vento, cara princesa Isa-a-Bela!

Manuel Henrique Figueira disse...

Socialmente vivemos um momento particularmente difícil, por vezes aborrecemo-nos com a nossa maneira de funcionar como país. Mas, pensando bem, encontramos amiúde lenitivos num saber popular ancestral que emite juízos de valor «avant-la-letrre» como estes:
«Falas bem mas não me alegras»;
«Tens mais olhos que barriga»;
«Muita parra pouca uva»;
«É só garganta».
A publicidade hiperbólica, agressiva, enganosa, terá, grosso modo, 50 anos, mas juízos de valor como os anteriores antecederam-na em muito, pois tornaram-se verdadeiros libelos contra tais práticas de cariz narcísico.

Bartolomeu disse...

Os juízos de valor, revestem-se invetávelmente de carácter pernicioso, caro MHF, na medida em que, não existe um peso e uma medida capazes de os tornar incontestávelmente, válidos.
Se dentro de cada um de nós, não existir um pequeno Narciso, por ínfimo que seja, o que seremeos? Um palha sêca levada ao sabor do vento?!
O Homem existe com ferramentas que lhe proporcionam capacidades para construir... até a publicidade!
;)

Manuel Henrique Figueira disse...

Bartolomeu:
Curioso, eu falo no social, você responde com o pessoal.
Como explicar isso? Não sei!
É claramente um assunto para o Prof. J.M.Vaz.

Bartolomeu disse...

Social...~?
«...mas juízos de valor como os anteriores ...»
Pode ser que seja...!?

ana b. disse...

Cara Princesa:

No caso do nosso Bartolomeu qualquer coisa serve de pretexto:)))))

Bart:

Não acho que seja muito boa ideia...
Para si, claro!!:)

Bartolomeu disse...

Ana... deve haver coisas piores... penso.
De qualquer forma, acho que tal "inconveniência" me poderia garantir, pelo menos, um empregozito no circo.
Até parece que já estou a ouvir os tambores a rufar e o apresentador a anúnciar: E agorrrrrraaaaaa senorrrrrraaaaas e senhorrrrrreees, estimado público, tapem os olhinhos ás vossas crianças porque vai entrar o fenómeno... o indiscritível... o magnificente... Trombalazana!!!
E logo a seguir o OHHHHHHH geral!
;)))))))))))))

ana b. disse...

O haver coisas piores depende sempre do ponto de vista, bem como do termo de comparação:)
Não me parece, contudo, que tivesse muita disposição para ir atuar para o circo. Só se fosse com uma perfusão de morfina. E mesmo assim, do pouco que já me foi dado observar...duvido!:))

o rei vai nu disse...

O vosso ridículo flirtzeco virtual em casa alheia já enjoa. Não são os dois de Lisboa? Então marquem um encontro e fodam logo duma vez. A ver se acalmam o cio sem chatear os outros.
O Manuel Henrique Figueira é que já vos topou, "É só garganta".

ana b. disse...

Caro rei:

Já há muito que não nos bridanva com a sua perspicacia, valentia e esmerada educação.
Para quem se sente enjoado, admiro-lhe a persistência:)

andorinha disse...

Bart(8.27)

Looooooooooooooooooooooooooooool
És mesmo malandreco!

Mas não há nada como chegar a casa cansadita:) e soltar uma boa gargalhada....

Manuel Henrique Figueira disse...

Como é bom de ver, embora observe com atenção e respeite todas as opiniões alheias (exceptuando os termos em que por vezes são feitas) sou responsável apenas pelas apreciações que eu próprio faço.
Há muito quer não vos deixava umas musiquinhas. Espero que gostem.

«La Chanson des Vieux Amants»: Jacques Brel
http://www.youtube.com/watch?v=H1DpjXQUDsI

«Palabras de Amor»: Joan Manuel Serrat y Ana Belen – CD ??
http://dai.ly/aVmE6W

Boas músicas
M.H.F.

Bartolomeu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Caidê disse...

Hoje é o dia D? Decisivo? Avisem lá quando decidirem em que mãos vamos ficar. Que swing! Puxa!

Bartolomeu disse...

Andorinha, minha cara amiga... é bom que se saiba distinguir entre testosterona, e malandrice.
;)

Bartolomeu disse...

Swing, Caidê?! isso é uma sugestão?
;)

Bartolomeu disse...

Esse, que por aqui passa nu
Carregando as misérias suas
Rei de um reino que é só seu
Reinante, não num trono, mas nas ruas

Exige aquilo que julga seu
Por ciúme, ou por despeito.
Mas saiba que este Bartolmeu
Que às damas guarda respeito
Não cobiça, aquilo que não é seu
Nem a reis prestará seu preito.

Mas se o rei insiste em considerar
Que seja nossa finalidade fornicar
Saiba que do castigo se irá salvar
Com a certeza de que se poderá sentar.

Caidê disse...

Oh, Bart eu só não tenho é que lhe oferecer para a troca - a esquerda nunca mais amadurece! :-)))

ana b. disse...

Caidê:

Não me vai mandar com o Louça nem com o Jerónimo, please! Tenha dó de mim:)))
Da esquerda, assim de repente, só me ocorre o Miguel Portas. Este sim,tem charme...

ana b. disse...

Bart:

Estou esmagada por esta sua versatilidade poetica:))

Xelim's Skull disse...

ÚLTIMAS

Depois de se ter distinguido como protagonista do "marriage gay", o boy José Socrátes acabou por ver as suas expectativas defraudadas de poder vir a participar na sequela PEC 5, já que nem sequer conseguiu suporte para protagonizar no Programa do Enrabamento Camuflado 4.

Caidê disse...

Ana b.
Maduros e charmosos - é isso aí!
Mas não estamos em total acordo numa coisa: para mim têm mesmo de partir a louça.

Manuel Henrique Figueira disse...

Depois daquele deprimente espectáculo de teatro ali para os lados de S. Bento, em que os 5 actores (e meio - este meio refere-se a uma coisa que se chama Verdes) dialogaram entre si através de 5 monólogos (e meio), resolvi espreitar alguns blogues por onde às vezes passo fortuitamente.
Que decepção: da falta de nível dos comentários à agressividade maniqueísta, passando pela banalidade e lugares comuns da substância, não sei o que mais destacar negativamente.
Afinal, o ambiente geral da «sociedade blogueira» não destoa do ambiente geral da «sociedade dos actores políticos». Isto anda tudo ligado.
O Murcon é para mim uma casa recente, mas sinto-me tão bem nela. Como é possível não ter descoberto há mais tempo esta tertúlia virtuosa, de pessoas educadas, afáveis, abertas, espirituosas, sensíveis. Dá prazer ripostar, sugerir, partilhar convosco ideias e gostos. E não será uma qualquer andorinha perdida que fará uma Primavera murcónica menos florida. Ou me engano muito ou vão ter que me aturar por muito tempo.
P. S. Não estou a referir-me à Andorinha com A maiúsculo, como é evidente.
M.H.F.

Fragmentos Culturais disse...

... num dia em que vários eventos se celebraram, fomos ler Eugénio de Andrade, nesse que também foi o 'Dia da Poesia'!

nucha2012 disse...

Bom dia Dr. Machado Vaz
Um dos meus poemas preferidos de Eugénio de Andrade.
É sempre doce recordar as palavras que nos deixou e é sempre aos seus poemas que regresso quando preciso de um pouco de poesia na minha vida.
Claro que o Dr. veio dar força a este meu gosto antigo, mas esta é uma responsabilidade que penso aceite sem problemas :)
Com a admiração de sempre
Cristina

Raquel disse...

Caro Júlio Machado Vaz,
Eugénio é sempre um ponto de partida quando a chegada se trata de poesia.
Um abraço e convido-o a visitar o meu espaço de homenagem a Eugénio:
www.saldalingua.wordpress.com
Raquel Agra