domingo, janeiro 27, 2013

Preocupante, mas não surpreendente.

A venda de medicamentos antidepressivos em Portugal bateu um novo recorde em 2012, ao registar uma subida de 7,6 por cento. Os portugueses compraram, em média, 20.500 embalagens por dia. Os dados, fornecidos ao jornal «i» pela consultora IMS Healt, mostram que as vendas de antidepressivos em Portugal aumentaram 7,6 por cento ao longo do último ano, num total de 7,5 milhões de embalagens vendidas. Diariamente, são mais de 1.469 do que em 2011 (6,9 milhões de embalagens), nota o diário, acrescentando que esta subida poderá não estar relacionada apenas com o aumento de depressões, embora estes casos sejam frequentes. P.S. Manda a verdade dizer que há mãos demasiado leves a receitar...

23 comentários:

andorinha disse...

Quem espera, sempre alcança!:)

João Pedro de Barbosa disse...

Também é de ter em conta
Com as vozes de veludo

bea disse...

Faço minhas as palavras da andorinha.
É que há mesmo mãos demasiado leves a receitar.
Ainda que a situação de desemprego e cortes salariais pese.

rainbow disse...


Na actual situação económica e social, é natural haver um aumento de ansiedade e depressão.
Mas concordo que há mãos demasiado leves a receitar.

Abraços para todos,
Boa semana

E fiquem com esta que brevemente vou pôr "todo o mundo" a cantar:))
(Wish you all were here)

http://www.youtube.com/watch?v=XgQLOSpG4EM






Caidê simplesmente disse...

Professor
Bem-vindo ou bem-regressado.
Ainda nos há-de confessar a longa ausência. Como sou um coração mole, por mim está perdoado e amigos como sempre :))). E desta vez com varanda. Afinal se julgávamos que esperar se converteria em desesperar, ficámos como as crianças (recompensados pela espera tranquila) :))). Somos grandes e anda tanta gente a ensinar-nos a resistência à frustração, bem como a espera ativa que superámos mais uma prova :)))


Fellows (Professor incluído),
A mão é às vezes leve na prescrição.Um dos fatores talvez seja que a maioria das prescrições não é feita pelo médico habitual ou pelo médico de família e, eventualmente, será feita em 12 minutos, em média, a um/a sujeito/a de quem se sabe pouco e com quem se teve pouco tempo e se avaliou apressadamente dado o escasso interlúdio da entrevista clínica. Contra condições objetivas da realização pouco argumento haverá.
E depois se calhar mais vale prevenir que remediar. Cada cliente ou utente contém em si tanta dor que, sabe-se lá, de si se ficou pela missa a metade. Evitar suicídios vale sempre a pena. Preferia pecar por excesso que por defeito dadas as circunstâncias e a atmosfera geral.
Ao receitar anti-depressivo talvez a intenção seja proteger - quem atira a 1ª pedra?
Há circunstâncias e circunstâncias.
.......

Vem aí mais uma semana. Que ela venha em bem para todos nós.

Um tema muito caloroso, dado que o frio é muito desagradável (sobretudo quando é excessivo):
http://www.youtube.com/watch?v=wtVmvJiKfeI

AQUILES disse...

Na senda do post devo dizer que gostei hoje do «Prós e contras», apesar de não ser fã do programa. Mas o de hoje foi um pleno.

Caidê simplesmente disse...

Aquiles
Conta o essencial se puderes. Não vi!

AQUILES disse...

O título do programa era «Ei-los que partem». Com muitos restemunhos de jovens que emigraram, e não só jovens. Comea logo com um de um professor catedrático do Técnico que foi para os EUA. Testemunho muito interessante. O programa amnhã poderá ser visto na net, no site da RTP, ou para quem tiver o Meo ou Zon pode ver naquela funçãao de se poder ver os últimos 7 dias.

andorinha disse...

Caidê,

Prova superada, exatamente!:)


Aquiles,

Também não vi. Assim vou estar atenta. Obrigada pela dica.

Caidê simplesmente disse...

Obrigada, Aquiles. Amanhã na net. O tema é interessante.

bea disse...

Caidê

Não concordo que se receitem anti depressivos para prevenir. Julgo mesmo o oposto. Que só devem ser receitados por médicos especializados. E que, se não, com muita cautela – medicação não agressiva - se receitam os clínicos gerais. Conheço várias pessoas que foram medicadas contra a depressão e numa dose tão letal que nem conseguiam trabalhar. Ora elas estavam fisicamente cansadas, precisariam de outra prescrição; felizmente, tiveram o bom senso de parar a medicação. Se em 10 ou 12 minutos não se chega ao doente, os senhores médicos que se imponham. Mas não receitem a “medicação de todos os males” aquela de quando não se sabe o que é. Criam nas pessoas hábitos perigosos. E não contribuem para o seu crescimento com esta atitude. Que sempre se pode crescer. Os anti depressivos são de extrema necessidade. Se o sofrimento é a depressão.
Depois, os senhores doutores admiram-se das incongruências que o não são. Desgostam-se de pedidos de receitas nas quais viciaram os doentes. Cujos, ainda por cima, agradecem a boa disposição de plástico, o dormir de imediato sem a espera do sono que nem sempre chega ou os pesadelos que nos tolhem. Só que é tudo vida, faz parte. Quem dorme sedado não se lembra de sonhar. Não tem o prazer de se ir desligando aos poucos do dia, não acorda de noite a olhar o relógio e fica contente de ser ainda cedo. Não tem pesadelos e com eles aprende, são sinais que mesmo sem interpretação continuam sinais. Não acorda nunca com a satisfação de ter dormido. E também conheço as pessoas da pílula da felicidade. Os do riso feliz o dia todo. E me parece um triste espetáculo. Por comparação, até gosto das minhas tristezas, dos meus pesares profundos. Não sei se nascemos para ser felizes, tenho mesmo cada vez mais dúvidas ao contrário de um certo senhor. Mas é indubitável que nascemos para viver. E não para os artifícios do que parece e não é vida. Porque não nos marcam senão na dependência. As marcas que interessa colecionar são de outra natureza. Mesmo que sejam nódoas negras. São nossas. Fomos nós a ganhá-las.
Ah, dirão, e quem precisa mesmo?
Mas sobre isso já escrevi o que sei.

João Pedro de Barbosa disse...

bea,
`
Só li as primeiras dez linhas!

Porque do que estás a falar é o mesmo que já se falou da penicilina!

Fleming cautioned about the use of penicillin in his many speeches around the world. He cautioned not to use penicillin unless there was a properly diagnosed reason for it to be used, and that if it were used, never to use too little, or for too short a period, since these are the circumstances under which bacterial resistance to antibiotics develops.

http://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Fleming

P.S. Como no futebol - Prognósticos, só no fim do jogo!

Caidê simplesmente disse...

Bea
Por mim, toda e qualquer medicação e dependência por químicos só se necessária em absoluto.

E como não pensar assim se já fui vítima o suficiente na mão de médicos - e olha que eram especialistas e tinham bons currículos e boa progressão em carreira (até porque exibiam muitos Congressos no estrangeiro :))).

Tinham todos os dados e "doparam-me" completamente por mau diagnóstico.Tiraram-me tantas funções, falaram-me tanto em "para sempre" que estou cá e funcional porque confiei mais em mim que neles.

Quando falei em antidepressivos e em prevenção foi em prevenção do suicídio e não da própria depressão. E nesse caso já o clínico teria de estar com uma boa dose de bom senso em ação e muito convencido da natureza do diagnóstico e da superação sem intervenção medicamentosa.

O que condeno é, obviamente, a sobremedicação feita por clínicos que visam tirar vantagens dos laboratórios - esta é, ao que se percebe, muito pouco centrada nas necessidades do cliente/utente. É abominável como consciência/ação!

bea disse...

Aquiles
(ora esta, não sei porque pensei em Ulisses)

Estive a ver o prós e contras. O que ouvi leva-me a retirar o que disse acerca da procura da felicidade. Todos a procuram. Até eu que pensava que não. Desduvidei.

Houve afirmações mais interessantes que esta e concordantes com o tema.Bien sur.

João Pedro

já disse aqui que por vezes repito a outra gente. Não será assim tão mau. a ser mais informada não o faria.Mas por que não hei-de eu conhecer a arenga acerca da penicilina?! uma coisa que se vê logo que toda a gente. E eu népias.

Caidê

concordo então. interpretei mal. sorry.

Tirar vantagem dos laboratórios...pois, também conheço, mas até nem pensei tão maquiavélico. Julguei apenas que se banalizou a depressão. Ora, parece-me, há umas depressõezinhas normais nas quais caímos e de que nos levantamos a treinar a tal resiliência a frio. E às vezes sem cachecol.
Na verdade não penso que o sejam. São desânimos, tristezas, raivas e frustrações da vida.

e agora bem me apetece uma rodinha de ananás. ou duas. ou três.

Caidê simplesmente disse...

Estou a ouvir o Prós e Contras... Bom!

Bea
Mesmo em desacordo não seria por aí aue havia de vir animosidade à terra. A virtude está na liberdade do debate. Nas nossas perspetivas pessoais juntam-se subjetividades que se formam do lado das experiências pessoais, do lado das elaborações que fazemos dessas experiências, das convicções que subjazem aos paradigmas que existem nas grelhas de olhar mundo. Ora essa!... Este não é só o espaço da teorização - isso nos obrigaria a outro fundamento e a outro argumento. Este é o espaço do desabafo despretensioso. Tão despretensioso que o "nosso" Pedro anda a exagerar...

Pedro
Caraças! Voltaste aos 3 anos? Quando os meninos dizem "cocó" a toda a hora e acham uma piada diabólica à palavra só porque acham que falar do sujo é giro? Conta lá, miúdo bom! Nós aqui não nos chocamos com asneirolas nem palavrões. Ora essa! Só me pergunto porque é que te sais com essas, mafarrico!? Tu sabes que nós achamos que és uma jóia de miúdo, não sabes? Só quem nunca falou contigo ao vivo! :))). Saudades. :)))
......
Bea
Hoje andei pelas uvas :)))

rainbow disse...


Caidê

"Aniversário? Ouvi bem? Tu? Marota! Diz.
Jocas (mas conta)"

Pois, é só daqui a umas semanas, a festejar num bar com amigos, e no palco, moi:)
Até lá, trabalhinho a esticar as cordas. Cantarei e contarei:)
Especialmente para a antropóloga, deves gostar de ouvir este tema,com o músico que me vai acompanhar à viola. Aqui canta com o Grupo Coral Adágio:

http://www.youtube.com/watch?v=Me6GNxpjEo4

Andorinha:)

http://www.youtube.com/watch?v=jBDF04fQKtQ

Bea

Já percebi que não gostas de ficção científica. Se fôssemos todos iguais, a vida seria uma monotonia.
Quanto à procura (ou não) da felicidade, até te compreendo.
Há circunstâncias em que a felicidade, paradoxalmente, é quase insuportável e difícil de gerir.
Mas como te desduvidaste, ok,ainda bem:)

Boa semana para todos
Abraço

http://www.youtube.com/watch?v=0Su8LXNS16A


Caidê simplesmente disse...

Rain
Vais receber uma surpresa de cordas esticaditas lá pelo teu mail. :))). A maroteira compensa!
Já volto. Vou ouvir os teus links.

Impio Blasfemo disse...

Sobre as mãos largas ou estreitas dos médicos a prescreverem isto ou aquilo e no meio os antidepressivos, quem sou eu para dizer que sim ou que não. Como diria o peregrino do Frei Luis de Sousa:- NINGUÉM!

Que estudos tenho eu para opinar com clareza sobre tão delicado assunto? Confesso com total e sincera humildade:- NENHUNS!

Penso que nem sequer uma "educated guess" consigo dar, pois para isso precisava de estar por dentro do fenómeno, coisa que não estou. Não estou, nem será agora que irei estar, pelo que tudo o que disser mais não passará do que uma frase do estilo "mandei uma boca".

Há anos largos, andava eu a estudar estatística quando uma dia entrei no domínio das "correlações". E de experiência em experiência descobri que o consumo energético e o consumo de batatas, naquela altura, em Portugal, apresentavam uma forte correlação quanto às respectivas taxas de crescimento! E que têm a ver a batata com o consumo de energia (electricidade, para o caso estudado)? A batata para crescer nem precisa de electricidade e para ser cozinhada geralmente usa-se gás ou lenha, pelo que a probabilidade de haver uma "relação lógica" entre as duas era diminuta. Mas lá que tinham uma forte correlação, lá isso tinham.

E que terá a situação do País, a nossa esperança, ou não-esperança de mudança, a ver com a nossa depressão e o aumento do consumo de antidepressivos? Será como a correlação do consumo das batatas e do consumo eléctrico? Parece-me que haverá aqui que ser cauteloso e estudar a cadeia de interacções e ver se há "razão lógica". Mas quando o tempo por doente que o médico pode dedicar a cada doente diminui por causa dos rácios de produtividade do SNS, quando o nº de utentes por médico também aumenta, por força dos tais rácios de produtividade, então que venha o primeiro que atire a primeira pedra contra os ditos médicos de "mãos largas".

E já agora, embora algumas coisas não subscreva, deixo um link abaixo que espelha o tipo de "esperança" que temos na classe que nos dirige e que é responsável por nos trazer alguma tranquilidade e esperança de futuro.

"António Costa falou duro:«há um polvo que se alimenta do dinheiro do povo»"(http://wp.me/p1ZwSI-zC)

Saravá
IMPIO

andorinha disse...

Rainbow,

Essas cordas bem esticadinhas, viu?:)

Já agora, ficção científica também não é o meu género. E como dizes, se fossemos todos iguais...

Obrigada pelos Beatles. Sempre.

Que me desculpem os restantes murcónicos, mas o resto fica para amanhã:)

João Pedro de Barbosa disse...

Ímpio,

Também só li as primeiras 10 linhas mas no teu caso concordo com o resto.

Caidê,

"resto" é execrável qb?!

Caidê disse...

Pedro
Não precisamos eufemizar. "Resto" para cocó? :)))))))). Também não vamos disfemizar. Prontos!

Caidê disse...

E agora que já regredimos os dois à 1ª infância, apetece-me dizer: "És gandeeeeeeeee!" :)))

Achas que tivemos falta de colo? Buaaaaaaaaaaaaaaaaaa- Buaaaaaaaaaaaaaaaa! :))))

bea disse...

Tiveram falta de colo.

Mas choram com muuuiita alma. E por isso, ainda bem que.

hummmm...tive colo a mais. como é que isto se resolve?

ora, não me apetece resolver. Ainda bem que assim foi. e prontus.

Então até depois