domingo, janeiro 06, 2013

Porque surgiram na imprensa escrita nacos da minha intervenção na iniciativa Fazer ouvir o Porto, aqui a deixo sem “corte e costura”.

Há cerca de dois anos, a pedido de um jornal, escrevi o seguinte: “Vacinemos o Porto… contra si mesmo! O cinzento austero do casario e o nevoeiro, que pelas manhãs sobe das águas, parecem ter invadido os espíritos. Assim toldados, procuram o aconchego da auto-piedade, dedos acusadores rumo ao Terreiro do Paço. Chega! O Porto deve diagnosticar os sintomas de terrível doença, o centralismo, mas reconhecer a indolência depressiva que alimenta. É preciso endireitar a coluna vertebral, que tantas vezes garantiu as costas direitas do país, e mirar o espelho sem contemplações: por que se esgota a edilidade na louvável busca de rigor nas contas, mas teimosa, vê na Cultura a Mãe de todos os inúteis?; por que não consegue esta área metropolitana construir um projecto televisivo que a honre?; por que desagua em Lisboa – e não a prazo… - tanto portuense, cuja voz seria preciosa ao reforçar da tripeira?; por que não desafiamos a nortada e caímos em fraternos braços galegos, que pela mão da autonomia esqueceram tempos de peseta a quarenta e nove tostões? Porquê, carago? O Porto guarda, orgulhoso, os versos do Eugénio, os esquissos de Siza, a prosa de Agustina, Serralves, a Casa da Música, o Dragão que me habita pesadelos benfiquistas, o Douro, a Pena Ventosa…, onde a aventura começou. E esta gente, a minha gente!, leal, hospitaleira, trabalhadora; que pressente o declínio e hesita entre a resignação e o sobressalto cívico. O tempo urge. Falo da alma, não de relógios.” Um par de anos volvidos, não retiro uma linha. Pelo contrário!, sublinho-as a negro carregado, quando vejo amigos abraçados à Casa da Música para a salvar. Fazer ouvir o Porto é frase triste mas verdadeira, admite que não somos ouvidos. O que, de resto, nada garante, os Governos aperfeiçoaram a arte do pseudo-diálogo - todos ouvem e ninguém escutam; mas por todos decidem. Fui, sou e serei um defensor da regionalização. Apesar da pequenez deste jardim ressequido à beira-mar plantado, não duvido das suas vantagens. Nem lhe nego os riscos… Não foi a minha primeira derrota, não será a última. Aceito-as pesaroso, mas grato pelo privilégio que traduzem. Nascido e criado em Anselmo Braamcamp, visita assídua das suas “ilhas” por vontade expressa de Mãe lisboeta – “anda, vai brincar para a rua” -, recordo o silêncio de meu Pai na Junta do Bonfim, ao consultar resultados que eternizavam na Presidência o inefável Américo Thomaz. E em silêncio regressávamos. Diferente só o esgar de desprezo que vincava o seu rosto. Nunca em outra situação, mesmo na cidade que os absolve e celebra!, lhe ouvi fímbria de vernáculo. Mas quando esbirros zelosos concediam ao excitante marinheiro vitórias de cento e dez por cento, os lábios deixavam-lhe escapar um “sacanas”, os olhos ficavam rasos de água revoltada. Os mesmos que vi chorar de alegria quando Humberto Delgado, na nossa Avenida dos Aliados, fez sonhar a cidade e o país. Ele não pôde demitir Salazar, as derrotas não me fazem desejar demitir ou suspender a Democracia. Mas confesso que ainda me surpreendem as rasteiras que lhe passam. Como essa ideia peregrina de retirar competências às autarquias e entregá-las, de mãos e euros beijados, a dezenas de novas chefias intermédias. Eis o pesadelo da regionalização ao vivo, a cores e a solo - dos sonhos dela nem vestígio. Apenas a multiplicação de cargos e funcionários tentaculares, fiéis ao Poder e pagos por todos. O Porto tem de ser ouvido. E ouvir-se cuidadosamente, sobretudo em ano de autárquicas. Na área da política stricto sensu através de escrutínio de malha fina. Os candidatos afectos à coligação brindar-nos-ão com inevitáveis equilibrismos circenses, afirmações recentes sobre a Casa da Música não permitem dúvidas. Mas os outros partidos devem-nos a recusa da demagogia e a resistência à gula de transformar eleição local em mero degrau para legislativas. Porque os portuenses já demonstraram que não hesitam em julgar e punir até os que amam e lhes merecem gratidão. Fazer-nos ouvir, sim; a todo o custo. Mas lembrando o velho Eugénio: “Que fizeste das palavras? Que contas darás tu dessas vogais de um azul tão apaziguado? E das consoantes, que lhes dirás, ardendo entre o fulgor das laranjas e o sol dos cavalos? Que lhes dirás, quando te perguntarem pelas minúsculas sementes que te confiaram?” Ele tinha razão. Palavras que nada semeiem serão levadas pelo vento norte; as que traírem colherão tempestades; às genuínas, os tripeiros abrirão alas, braços e sorriso escancarado, mal conhece esta cidade quem a decreta sorumbática por granítica e austera. Sussurremos-lhe ao ouvido, desencantado mas esperançoso, as palavras certas; ofereçamos ao seu olhar vigilante as obras correspondentes; e o Porto inundará as ruas. Sem pedras no sapato. Mas pronto a assentá-lo no fundo das nossas costas se o desiludirmos!

175 comentários:

Pedro disse...

São muitas letras juntas!
Fico à espera dos comentadores e comentadoras!

Olga Amaral disse...

Caro Professor
Estou neste momento a ouvi-lo na rádio no programa de domingo de manhã. Está a falar da importância da alimentação na prevenção da saúde. Só não concordo na totalidade consigo quando diz que comer bem sai caro. É claro que quando a carência económica é drástica não é possível comer bem mas a maioria das pessoas come mal porque não sabe fazer boas escolhas alimentares. Pode não poder comprar peixe fresco, mas o peixe congelado é relativamente acessível e, bem cozinhado, é tão saudável e saboroso como o peixe fresco. Na minha opinião hoje em dia as pessoas não sabem escolher os alimentos e não estão dispostas e dispender o seu tempo a cozinhar refeições saudáveis e é isso que me preocupa porque não se muda este modo de estar de um dia para o outro. Recentemente fiz um blog para alertar para a importância de uma alimentação saudável. Denomina-se "Mãe, o que é o jantar?" e está em http://maeoqueeojantar.blogspot.pt/ Se tiver curiosidade dê uma espreitadela. Peço desculpa pelo longo discurso mas por deformação profissional estes assuntos tocam-me bastante. Cumprimentos
Olga Amaral

António Barreto disse...

Tal e qual D.Olga.

Caro Júlio, respeito-o e admiro-o. O tema da regionalização terá que ser debatido pela Nação, com a convicção de que Portugal não se resume a esta dicotomia pateta Lisboa-Porto. Há mais Portugal esquecido, ignorado, humilhado, am favor de Lisboa e Porto.

Guerra so centralismo sim, guera ao caciquismo sim, guerra ao oportunismo sim, guerra aos traidores disfarçados de regionalistas sim!

Os regionalistas só serão levados a sério se se afastarem de gente sem escrúpulos, que semeia o ódio entre portugueses com o propósito inconfesso de deslocar o centro de poder para o Porto. Não! Centralismo por centralismo, prefiro o de Lisboa. Maior tirania viria!

O sussuro de que fala tem que ser nos dois sentidos; ninguém deve esperar sussurros a quem apredreja e humilha sempre que pode.

Poupem-nos a esta guerra pateta e contribuamos todos para a coesão nacional, sem esquecer que há mais Portugal além de Lisboa e Porto.

Chega!

Abraço (...das finas areias, berço de sereias, procurando abrigo...coisa linda)

João Pedro Barbosa disse...

Como diria a Su!

Os comentários! São o melhor!

Caidê disse...

Estratégia política centralista? Pudera! Tê-los perto para os controlar, arredar ou promover. Entregues a si um dia podiam lembrar-se de governar a cidade e a sua forma de governo podia não imitar Roma. E Roma é o modelo de todas as cidades.

E assim se pensa governar como Imperador, embora a dimensão do território e a obediência ao Papado laico mais faça parecer a Cidade com uma Faixa portugaza já domesticada.

bea disse...

Um abraço de parabéns ao senhor professor pelo escrito. E não vou dissecar, temo subtrair respiração ao artigo, diminuir. Está exposto. BEM. E vivo :) à Porto inteiro – em alma e corpo.

E agora não me apetece falar da regionalização, cuja não sei bem como seja e penso que em Portugal ainda nunca foi.

Olga

não ouvi o professor, mas em parte concordo consigo. Aprender a comer. E, para que tal suceda, criar a predisposição para cozinhar as refeições :) Com prazer na confecção e no comê-las. E criar o tempo para.

A célebre dieta mediterrânica nem sequer é tão cara assim...prometo visitar o seu blogue mal haja uma névoazita . Hoje há sol :)

António Barreto

“ninguém deve esperar sussurros a quem apredreja e humilha sempre que pode.” Verdade. Mas por vezes espera-se na mesma.Parvamente.
Numa outra dimensão também apreciei “as finas areias berço de sereias…” :)

Estou pensando que se eu falasse agora da minha região ia embaciar. Tão pobre, tão ela só. Fica para outra vez.

Abraço todos

João Pedro Barbosa disse...

Como já foi tudo dito.

Deixo aqui esta cadeira de baloiço enquanto leio o post!

Depeche Mode - World In My Eyes (Daniel Miller Mix)

https://www.youtube.com/watch?v=PZ0Xxv_t41E

Manuel disse...

Boas músicas:

«Donde va Jose»: Canario y su grupo
http://youtu.be/T1wbfQk78mk

andorinha disse...

Excelente texto! Todo ele...mas realço, assim de primeira, estes excertos:

"O Porto deve diagnosticar os sintomas de terrível doença, o centralismo, mas reconhecer a indolência depressiva que alimenta. É preciso endireitar a coluna vertebral..."

"O que, de resto, nada garante, os Governos aperfeiçoaram a arte do pseudo-diálogo - todos ouvem e ninguém escutam; mas por todos decidem."

Haveria muitos mais para dissecar mas estes dois chamaram-me logo a atenção.

E atenção também ao interior desertificado semeado de terreolas que quase ninguém habita por lá não existir nada.

Fiquem bem:)

Cê_Tê ;) disse...

Comentei no "Estádio do Dragão" ;)
Mas não posso deixar de realçar que a Regionalização feita por esta gentalha é resumir portugal a 3 condados: Lisboa, Porto, Algarve e Madeira (Açores? Na)- isot sem entrar em linha de conta com os gostos dos Chineses e dos Angolanos que serão ABSOLUTAMENTE importantes nos destinos do nosso país- até podem apostar nos mais fracos...!. Há tempos foi feito um desafio a várias personalidade sobre o que diria Jesus se voltasse à Terra ;P E eu pergunto que cenários prováveis podem ser desenhados se partirmos para a regionalização? ;D
Mas gostei da sua capacidade de agitação! ;))))

Cê_Tê ;) disse...

LOOOOL Já pareço o Jesus a fazer figuras geométricas impossíveis!
4 condados vá (já que acrescentei a Joía da Coroa ;)))

rainbow disse...

Apesar de não ser algarvia, vou puxar a brasa à minha sardinha.
Também o Algarve, que todos promovem no estrangeiro e não só,e que traz à região tantos turistas, é esquecido pelo poder central a maior parte do ano.
Ainda em surdina, mas já a circular, a hipótese de acabarem com a Maternidade no Hospital do Barlavento Algarvio, que abrange uma área populacional de 150.000 habitantes.
Muita coisa está a acontecer neste jardim à beira mar plantado. Um ataque à democracia e aos direitos dos cidadãos. Se nos acomodarmos, um dia acordamos e não temos país.

Caidê

"Tê-los perto para os controlar, arredar ou promover."

É isso mesmo:(


Ímpio

Obrigada pelo poema de Manuel Alegre.
Deixo este:

Pétala

Se pudesse fechar-me sobre mim com as pétalas duma flor
e permanecer assim até à eternidade,
Cobardemente...
Mas só estou aqui uma vez.
Por isso não me exijam que desista.
Que me importa os vossos reinados,
as vossas regras, as vossas ameaças?
E que vos importa os meus sacrifícios,
as minhas renúncias,
as minhas dores, e depois o meu perdão?
Não me peçam para ser o que não sou: escrava.
Sou livre! Nasci nua e morrerei sozinha.
Como vós.

Anfi

"Dois destinos": que filme tão triste! Valeu-me uma insónia descomunal, o medo é irracional.
Grande interpretação a de Jacques Perrin.
E ainda por cima tive que fazer um curso intensivo de italiano em poucos minutos:) Não havia legendas, nem dobragem.
Mas já me fartei de rir com as frases que deixou no andar de baixo:)

E porque está sol,
Buona domenica per tutti

http://www.youtube.com/watch?v=gkUsGkxZSvM

João Pedro Barbosa disse...

Rainbow,

Portugal é Lisboa e Porto! O resto é paisagem!

http://lightovervirginearth.blogspot.pt/

João Pedro Barbosa disse...

A mulher que mais me inspirou!

http://sic.sapo.pt/Programas/Queridajulia/2012/12/30/o-reencontro-mais-emocionante1?fb_action_ids=10151400566636942&fb_action_types=og.likes&fb_source=timeline_og&action_object_map=%7B%2210151400566636942%22%3A394259293995552%7D&action_type_map=%7B%2210151400566636942%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=[]

João Pedro Barbosa disse...

O homem que mais me inspira! Continuo a ser eu...

Caidê disse...

Só por um bocadinho.

Um textinho de autor, tipo "old love" (ainda não tínhamos enfileirado na CEE :))), mas "delicioso", como costuma dizer o nosso Dear Teatcher:))). Ah! E tem a vantagem de explicar o porquê das políticas centralistas a que alguns se referem por impunes, outros por "ignorantes", eu por "ignóbeis".

"Diz-me onde moras...

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu.


Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia! Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide. Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço. Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja… ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola. Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...) Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE.


De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?

Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses. Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar. Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).

E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).

É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda. Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas? É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra". Ninguém é do Porto ou de Lisboa.

Caidê disse...

Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir. Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do bairro). É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and GoAway...").

Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido.(...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima.

Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros. Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo Não Sei, A Mousse é Caseira, ou Vai Mais um Rissól.(...)

Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água

(Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chi-chi em Alçaperna (Lousã).

¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!!


(Miguel Esteves Cardoso)

Manuel disse...

Retomando um pouco o que disse a Caidê, na linha da nossa herança histórica, agora não à volta dos nomes bizarros que nos acompanham desde a nascença, mas dos momentos marcantes do país, deixo-vos para pensarem o seguinte:
1.º – Momento marcante: Fundação de Portugal.
Ao contrário de todos os outros países europeus, em que as comunidades andaram à pancada umas contra as outras, e em que, por não terem Estado, elas próprias organizaram localmente a segurança e a assistência e deram vida à economia, muitas vezes debaixo do poder de príncipes locais, Portugal forma-se debaixo da mão militar, todos atrás do Rei de norte a sul, contra um inimigo comum, diferente – o mouro.
Sabemos as consequências deste facto em toda a medievalidade (o nosso feudalismo é um feudalismo bastante mitigado).
2.º – Momento marcante: Os Descobrimentos e a Expansão Marítima.
Esta gesta que nos deu a independência definitiva relativamente a Castela, que forjou definitivamenre a nossa identidade nacional (não, não foi Aljubarrota) decorre por iniciativa e sob a direcção do chefe máximo – o Rei.
3.º – Momento marcante: A entrada de Portugal na modernidade.
A modernização do país pelos valores do Iluminismo, que marcará a Europa de Oitocentos em diante, faz-se pela mão do Despotismo Iluminado do Marquês de Pombal, o mais férreo centralismo do poder do Estado.
4.º – Momento marcante: a fragmentação do Reino.
O nascimento do único país saído da 1.ª colonização (o Brasil) teve como parteiro o Rei.
5.º – Momento marcante: A 2.ª colonização (sob os auspícios da Conferência de Berlim, de 1884).
É uma tarefa do pode central, tanto monárquico como republicano.
6.º – Momento marcante: A entrada na então CEE.
A decisão de voltar a página africanista e de desalinhar o país das utopias revolucionárias (foram estas as 2 razões do pedido de adesão) faz-se sem o mínimo de participação popular, num contexto de intensa vivência democrática (que contradição), por decisão exclusiva do pode central.
Com este historial de séculos (quase um milénio) do mais forte centralismo do poder político do Estado querem que a afirmação das comunidades locais e regionais se faça em que espaço?
As nossas mentes estão formatadas assim.
As experiências de autonomia local (apesar dos inequívocos benefícios materiais para as populações) estão manchadas pelo despesismo e pela bancarrota local.
As autonomias regionais seguem-lhe as pisadas, a Madeira é um bom (trágico) exemplo, com aquela caricatura de Capo siciliano a mandar, em que a palavra democracia tem pena suspensa e a vivência democrática se pratica através do livro de cheques.
É este historial que explica o queixume permanente (com o Porto à cabeça do pelotão, mas muito destacado, o que por si só já é sinónimo de uma certa autonomia). Não esquecer que no nosso imaginário foi a partir do Condado Portucalense que se formou Portugal. O Porto já foi a capital do pré-reino.
Desculpem este aparente «arrotar sabedoria», mas penso que se reflecte muito pouco sobre as nossas pré-condições.
E é fundamental remexer nas «tripas», é lá que está o intestino que alimenta o nosso corpo (mas também está o outro, que cheira mal).

Atentem nos últimos versos da canção do Sérgio.

«Então eu já nasci
E o galo ainda não morreu?

Os que não voam não querem
Ou lhes cortaram as asas»

Parece que o galo tarda em morrer… mas muitas vezes os que não voam é porque não querem.
E assim faço a quadratura do círculo, regressando ao texto do Prof. Júlio Machado Vaz.

«Porto, Porto»: Sérgio Godinho
http://youtu.be/sTkt9l9le50

AQUILES disse...

Eu gostaria de acrescentar que o problema não é só do Porto. Mas acho que o Porto devia fazer o seu auto diagnóstico. Julgo que foi o Eça que disse que Lisboa é Portugal e o resto é paisagem. Há, de facto, uma intensa ganância centralizadora de Lisboa. Mas não são os Lisboetas, são os que para lá vão que são atacados por um virus qualquer e esquecem logo de onde vieram. Há hoje uma tendência generalizada de sugarem o país para Lisboa. Quererão pôr 10 milhões à volta de Lisboa? Nota-se bem que andam a esvaziar o país para Lisboa. Hoje dizem que tudo se pode fazer cá (o cá é Lisboa). Mas essa tecnologia que permite isso também permite que tudo se possa fazer lá (o lá é não em Lisboa). Mas eles não deixam. Há empresas com sede aqui, mas que só tem a sede e pagam cá os impostos. E os administradores fazem uma reunião por ano para aprovarem as contas do ano anterior. Mas sugaram os postos de trabalho todos para Lisboa. Multiplicando-se por todo o país estas atitudes, estão a esvaziar o país. Ontem ouvi a Clara Ferreira Alves dizer no Canal Q que o Norte conribuia mais para puxar pela economia que Lisboa, mas em compensação o retorno dos impostos era mais compensador para Lisboa. E etc., etc., etc.. Ou os cidadãos toma uma atitude correcta e firme, ou vão continuar a queixarem-se nas redes sociais e encostados ao balcão. E isto se daqui a dois anos ainda tiverem dinheiro para pagar às operadoras de internet.

AQUILES disse...

Se não os travarmos a tempo, eles destroem-nos.
«Não é a política que faz o candidato virar ladrão; é o seu voto que faz o ladrão virar político.» in "Sabedoria da Roça"

Caidê disse...

Manuel

Nada dito como quem "arrota". Apenas com visão de tanta repetição (histórica sem dúvida).

Questionamos agora vezes q.b. a mudança e ficamos felizes, porque desde 1926 até 1974 “mudança” era coisa a reprimir - nem falar, cruzes, Credo!

Urge mais agora falar nas permanências - o que persiste?! (julgando nós que mudou a essência, só porque nos ficamos pelas novas formas e elas nos tapam as sobrevivências e revigores dos mesmíssimos factos e conteúdos).

Os conservadores como que propagam a doutrina da "boa mudança" e da "má mudança".

As tecnologias, que conforto! A educação acessível às massas, que democratização que tal! A saúde, Que prodigiosa, a Ciência!

Mas ao invés, semeiam pelo mesmo spot publicitário o pânico pelo terror da "mudança estrutural". Que revolucionários! Que irresponsáveis! Que esquerdistas!

E, nós, vendo que a ideologia deles se cola aos pensares dos que visa (mais ainda) derrotar, tirando-lhes a energia para um pensar a seu próprio favor!
Sinal disso? Pois em quem votar é dado como que já pensado, por que razão melhor pensar?

Sois povo, gentes? Sois arraia e também pensais?

Então às vezes vos damos arraiais, outras vos damos a ideologia já pensada, pois para que havíeis de pensar vós quando esse trabalho vo-lo fizemos já por vós e para vós?

E pouco melhor poderá ver o povo de futuro, se até o seu pensamento já vem pensado.

É só engolir, gente!...É fast!


E tudo continua na mesma e o que não continua foi só porque por cada pão de trigo que alguém já não pode mais comprar por já não ter salário, por cada pão de trigo inacessível a mais uma bolsa… Ó Bolsa dos ricos que a cada ano aumenta em milhões e milhões de pães amassados a massa de ouro.
E se o povo terá ou não o vento para mover o moinho que o tirará da fome a ver vamos…
Mas o povo, essa “minoria maioritária”, tem é falta de ouvir contar a sua História e os seus feitos.
Quem encheu as naus dos Descobrimentos com mantimentos ficando para si só com as tripas? Quem investiu mais na navegação para além da Coroa?
Quem labutou nos senhorios de engenho?
Quem deu a trolitada que se impunha na 2ª Invasão Francesa?
Quem não desistiu apesar do infortúnio de 1817?
Quem saiu grades para fora em 1974?
Ah, povo que haveis de lavar no rio as chagas das lutas vitoriosas!...



João Pedro Barbosa disse...

Por hoje! Só tenho duas coisas a acrescentar:

.a macroeconomia é uma questão estatistica

.a microeconomia é o dia-a-dia

bea disse...

A toponímia portuguesa é interessante. Se bem que a digamos sem pensar, o som a fazer-nos sentido só porque o reconhecemos e não pelo que as palavras significam. Que nomes de lugares e pessoas são som e pouco reagimos ao sentido literal. Se pensamos neles, a esvaí-los da melodia natural e sonora, tornam-se muita vez obsoletos. E embaraçantes. Foi o que aconteceu numa certa aldeia do interior. Subitamente, morreu a mulher do merceeiro, o Zé, homem honesto conhecido como o mexilhão, coisa para ele banal de tão aceite. Ora uma das aldeãs, no caminho para o velório, empreendeu de repente no nome "mexilhão" e logo pensou que, em hora tão dramática, ficaria mal dirigir-se-lhe nesses termos. Mas estava habituada a chamar,"mexilhão isto", mexilhão aquilo" e, com medo de se enganar, foi todo o caminho a treinar “senhor José os meus pêsames”, senhor José, os meus pêsames”. Entrou no velório, dirigiu-se ao viúvo e disse muito compenetrada “senhor José, os meus mexilhões”.

E fiquem bem :)

Anfitrite disse...

Caidê:

Agora não tenho tempo. Mas olhe que Rego, Buraca e Dafundo também não são nada agradaveis. E pelo pm que temos vê-se o que sai de Massamá. E e quem se lixa agora sou eu com o coefeciente que me atribuiram para o IMI, que tenho de ir amanhã, discutir nas Finanças, porque ainda por cima atribuiram metada da idade à casa. Além do dinheiro que vou gastar, sei que não vai valer de nada e ainda me vão faltar as forças.

Fora de Lei:

Aqui para nós, que ninguém nos entende, será que me pode dar uma mãozinha? O meu endereço está no meu perfil. Obrigada.

Boa noite.

andorinha disse...

Li de novo o post, agora mais atentamente.
Ah gandatripeiro:)
É assim quando se escreve com a alma.

Rainbow,

"Se nos acomodarmos, um dia acordamos e não temos país."

Concordo contigo:(

Gostei do teu poema. Quem me dera conseguir assim expressar estados de alma...

Pedro,

"O homem que mais me inspira! Continuo a ser eu.."

:)))


Manuel,

Li-te com toda a atenção. Recordaste-me coisas que já estavam escondidas nas brumas da memória. Concordo com a tua análise, temos uma forte tendência para o centralismo e isso manifesta-se ainda hoje em dia. E depois existem todos os desvarios a nível autárquico, o que não abona em nada o poder local. De resto, não sei, não tenho uma opinião formada quanto à regionalização...

andorinha disse...

Aquiles,

"Ou os cidadãos toma uma atitude correcta e firme, ou vão continuar a queixarem-se nas redes sociais e encostados ao balcão. E isto se daqui a dois anos ainda tiverem dinheiro para pagar às operadoras de internet."

Ando a dizer isto há muito, mas ninguém me liga...:(

Fiquem bem:)

Manuel disse...

Anfy:

Peço desculpa por meter o bedelho onde não sou chamado.

Vá ao Site das Finanças e faça a simulação do valor patrimonial da casa.
Nos 3 itens em baixo à esquerda ponha os valores intermédios do intervalo. Estes são os únicos dados subjectivos.
Depois multiplique o valor patrimonial pelo índice definido pela sua câmara para 2023, igualmente no Site das Finanças.
Veja se confere com o que lhe enviaram.
E pode sempre pedir uma actualização (grátis) do valor patrimonial, não uma reavaliação (paga).
A actualização (grátis) só pode ser pedida de 3 em 3 anos.
E convém, em casos normais, fazer o pedido aos 5, 9 e 16 anos, quando o valor de cada casa baixa muito.

Manuel disse...

Anfy:

2013

Caidê disse...

Bea
:)))
O nosso repertório de anedotas dava um manual etnográfico e peras. Mas para lá da recolha havia que extrair remetências para os quotidianos em que se contam e recontam tais histórias do riso português e regionalista.

Andorinha

Os excertos que realçaste do post do Professor também foram os que me fizeram alentar a leitura pois são uma belíssima descrição dos sintomas da doença de que se fala.

Em teoria sou claramente a favor da promoção das regiões e da proximidade do poder aos lugares e às gentes, mas quanto à regionalização dos poderes é preciso outras cautelas - poder é poder e poder traz sempre exclusões e estratégias de acesso aos poderes.

O isolamento das regiões pode trazer agarrado o isolamento dos protestos aquando de injustiças.E podem parecer males menores porque vindos de territórios menores.

Penso no que teria sido se a gestão das escolas fosse completamente entregue ao poder autárquico tal como ele se desenha por esse país fora!...

O clientismo é uma estratégia assustadora e localmente é um jogo muito jogado. Os séquitos são mais rasteiros, mais emocionais e interiorizados ao nível dos lugares.

Mas é óbvio que sou contra o centralismo que temos e a macrocefalia, seja bicéfala, tricéfala ou divida em alguns poucos mais Condados.

Rain
A tua poesia é muito bonita - é por causa da tua alma.
E Marvin Gaye é sempre uma aliciante proposta musical :))). Gosto, claro!
Para ti e para te lembrares de um outro filme lindíssimo:
http://www.youtube.com/watch?v=W9OGidYx5Gw

Anphy
Desejo-te muita sorte com o raio do problema do IMI e um perfeito dia de amanhã.
Não esqueço o som que me enviaste para me dares o estímulo para ir abrir o 2º período. E nem te tinha ainda agradecido.
Mas agradeço agora:
http://www.youtube.com/watch?v=kXgbN81zNG8

E para que todos tenham uma semana muito cheia de boas razões:
http://www.youtube.com/watch?v=jgZTvLFRYrE

AQUILES disse...

Caidê
Eu também não gosto muito da dispersão territorial de poderes, tirando o autárquico. Mas a grande questão está no esvaziamento que o país está ser sujeito por conta de Lisboa, sendo sugado dos seus recursos humanos e materiais. Se não houver condições viáveis, cada vez mais se abandona o país para se concentrar em Lisboa e periferia

João Pedro Barbosa disse...

Andorinha!

Quanto à regionalização! O epicentro é sempre o mesmo!

"Your home is where your heart is"

Anfitrite disse...

Manuel:

Não tem de pedir desculpa por querer ajudar as pessoas. O sítio da Deco também me deu este conselho:

"ReclameConselho DECO PROTESTE Se necessitar de ajuda
contacte-nos
808 200 148

número azul (da rede fixa)

218 410 858

(da rede móvel)"

depois da simulação que eu fiz.

Só que a minha é tão surreal e eu já tenho tão poucas forças, que como logo também tenho consulta, para mostrar o resultado da operação e, possibelmente saber o resultado da análise, que nem consigo estar quieta. O sacana que me prejudicou na casa teve jusgtiça divina. Depois de ter roubado, morreu ao volante do seu novo jipe, não sabem se de ataque crdíaco ou não. Só que agora tem um filho como arquictecto na Câmara e sempre que eu lá vou o processo está nas mãos dele e eu não consigo resolver o problema. Não me vai entender porque eu estou a falar quase por metáforas, porque se eu disser tal e qual, ninguém acredita.
Também descobri que tenho mais uma matriz urbana, a que eu não me habilitei, porque era da minha avó, mas o meu tio roubou-me. E eu não vou pagar a um advogado para entrar lá em casa, tudo isto só porque não quis dar a minha avó como incapaz e provar que o meu tio fez uma escritura falsa, fora de horas, com três testemunhas falsas. E o que restou para mim, não dá para nada. Vou comer qualquer coisa e depois volto.

Anfitrite disse...

D. Olga,

Felizmente para a senhora que tem tempo para essas coisas todas e para comer pescada de gato. O DIRECTOR GERAL DE SAÚDE também utilizou o Sítio da Direcção
Geral, para nos apresentar 10 ementas baratas e para nos mandar beber água. Eu apetecia-me mandar o sr. director a outro sítio.

João Pedro Barbosa disse...

Anfy,

Mandavas quem tinhas que mandar para os Açores. Vinha de lá deslumbrado e sem papas na lingua!

Good Morning Everybody

Bartolomeu disse...

Sou também adepto da regionalização.
E sou-o, porque entendo que os grandes e graves problemas do país, só podem ser resolvidos por quem os conhece ao vivo e conhece também os meios e os recursos da região, para os superar.
Sou-o também, porque entendo que apesar da solideriedade que deve unir o povo de um país, não podem uns gozar o produto do esforço e do empenho de outros, sem contribuirem em nada para ele e sem tratarem de assegurar a sua propria sustentabilidade.
Sou-o também por motivos de defesa do património cultural de cada região, o qual tem estado a sofrer graves atentados que o descaracterizam e extinguem.
O nosso país (não só o Porto) sofrem de uma enfermidade grave; a falta de seriedade nas decisões.
Desde que em Portugal, os políticos descobriram que a democracia lhes permitia prometer falsidades para ser eleitos e a outros, inaugurar obra para garantir a reeleição, passámos a viver sujeitos ao desmando de governos cuja principal acção se baseia em proteger os lobyes que lhes apoiaram a eleição e que lhes vão garantindo o bem estar financeiro.
Tenho dito repetidas vezes: das duas, uma, ou regionalização, ou Agremiações apoiadas por Mútuas. E já agora; a reinstauração das cortes, apesar de não estarmos em Monarquia...
;)

cycle disse...

My God!
Estou como o outro (a saber, Pedro) - são muitas letras juntas :)))))

cycle disse...

Eu já desejei Bom Ano? Não?!

ok, agoda também é tadde :)))))

Bartolomeu disse...

Quanto ao teor do comentário da Olga amaral, estou inteiramente de acordo.
Podemos e devemos perfeitamente, alimentar-nos bem (e o bem neste caso não tem a ver com quantidade, mas sim com qualidade, sobretudo de frescura e com genuinidade de origem e produção) e sabermos equilibrar a constituição das refeições. Alguma furgalidade, o consumo moderado daquilo que sabemos não dever consumir em quantidade, o exercício físico, a ocupação intelectual, lendo e conversando, o evitar o sedentarismo, são tudo práticas que contribuem para o nosso bem estar e nos evitam em boa parte, o incómodo do surgimento de algumas doenças.
A chamada de atenção do Secretário de estado da saúde, não me parece descabida, apesar de muita gente a interpretar como mais uma facada do governo na assistência pública a que todos temos direito, não deixa de na prática ser um conselho útil. O que não demite o governo de pugnar pela manutenção e melhoramento de um serviço de saúde eficiente e completamente grátis, sobretudo para aqueles que dispõem de menos possibilidades económicas.

cycle disse...

Bartô,
o que andaste a tomar ao pequeno almoço, rapaz? O que quer que tenha sido, vomita :) isso não te faz nada bem. Leva uma florinha das minhas :)

Manuel disse...

Para os adeptos da regionalização a Madeira é um bom exemplo de que aquela tralha funciona mesmo.
E se o Menezes ganhar a câmara do Porto aposto que terá o Pinto da Costa na 1.ª fila de convidados no acto de posse, só para dar uma bofetada no Rui Rio.
A partir daí, não só as directizes estratégicas da luta contra Lisboa passarão a ser gizadas no Estádio do Dragão, como Pinto da Costa se servirá do palco mediático que o futebol lhe dá para servir a estratégia regionalista de Menezes, o tal que quer fundir Gaia e o Porto numa grande cidade, de que ele será o seu Capo siciliano.
Portanto, em matéria de regionalização estamos bem entregues desde a Madeira até ao Porto.
E o PS, que no Porto é um saco de gatos, escolhe um candidato que não me parece venha a cativar a generalidade das pessoas. Até pode ser muito boa pessoa e muito competente, não sei, não o conheço suficientemente para me pronunciar com propriedade, mas mesmo que assim seja só isso não chega.

Aqui vos deixo:

«Porto Sentido»: Rui Veloso
http://youtu.be/5IG8vJIlB-c




João Pedro Barbosa disse...

Manuel,

Hoje o Porto, ficou assim sentido!

http://2.bp.blogspot.com/-XMOP9Ucge2w/UOqjUKs_LKI/AAAAAAAAAao/vtqrq2UDHHw/s1600/DSC_0034.png

A Menina da Lua disse...

Professor gostei do seu texto sim! claro!:)

Pois! Tambem sou completamente a favor da regionalização; regiões, cidades, locais, bairros, etc...ou melhor garantir espaço à liberdade e expressão local. Desde que isso não seja factor atrofiante de abertura ao diferente que venha de outros lados e tambem que tenha sustentabilidade porque o país deve ter estruturas que garantam o seu funcionamento e desenvolvimento global.

Para quem conhece o tipo de programas de campanha eleitoral dos países mais desenvolvidos é fácill reconhecer que muito dos seus conteúdos passam por questões "miudinhas" que traduzem preocupação regional e local.

Portanto não sendo do Porto mas com origens bem lá perto- Biba o Porto cum carago!:)

Bartolomeu

Concordo consigo, comer pouco faz todo sentido; todos os estudos apontam para isso com larga vantagem em termos de esperança de vida para os que comem com muito mais frugalidade. Segundo explicações de médico amigo, parece que o bicho Homem primitivo foi treinado biologicamente para a escassez, ou seja jamais comia três vezes ao dia.:)

Numa das vezes que viajei pela Luisiana, Mississipi e Texas nos EUA, ía-me dando uma coisinha má porque uma percentagem elevadíssima das pessoas são "monstras" com enormes dificuldades de locomoção mas insistindo sem cessar, em continuar a comer desmesuradamente. Uma vez na recepção dum hotel uma senhora disforme, gordíssima, pergunta ao empregado por um bom restaurante, não lhe interessava o menú mas apenas as sobremesas. Juro que ouvi isso!:(

Contudo o que me irrita no meio destas polémicas de discurso político é servirem-se de alguns desses bons argumentos para não mais que justificar economias ou outros interesses económicos...Concretamente na saúde, onde cada um só deverá dar contas e ter respeito a si próprio e não a qualquer outro orçamento de estado...Enfim!:(

Manuel

Mesmo sem me manifestar continuo a dar ouvidos às suas musiquinhas e por vezes gosto francamente delas...
Muito obrigada!:)

Manuel disse...

Menina da Terra (não da Lua, pois não anda na Lua):
Sei que está presente estando ausente.
Sente-se, não me pergunte porquê.
Também não tenho a pretensão de que gostem de tudo o que eu gosto.
Se encontrasse alguém assim procurava-a até ao fim do mundo.
Ou talvez não, podia ser uma imensa monotonia.

Bartolomeu disse...

A Menina; é exactamente essa a minha opinião.
Quem viaja pelo nosso país, pára nas aldeias e fala com os habitantes locais, apercebe-se da necessidade de uma regionalização, como forma de conciliar directamente "o deve e o haver", em contraposição à dependência do centralismo actual que deixa em cada um de nós, urbanos e rorais, a sensação nas diferentes áreas sociais que "um dia deve haver" ou... talvez um dia haja.
Esta atitude pasmacenta, faz com que ninguem faça e todos esperem que alguem venha a fazer. Entretanto, não se faz porque alguém não quer que se faça, ou porque alguém decide dificultar a acção a quem quer fazer.

Bartolomeu disse...

provávelmente,"rorais" devia ter sido escrito de outra forma, trocando o "o" por um "u", ou assim...
mas pronto, fica assim, que também é giro.

João Pedro Barbosa disse...

Bart,

Agora trocaste-me as voltas! Vou dar um giro para aclarar ideias.

Bartolomeu disse...

Vai Pedro, mas não te esqueças de vestir qualquer coisa. O dia vai frio e podes constipar-te. A não ser que estejas protegido por uma pata de coelho branco...
;)

João Pedro Barbosa disse...

Bartolomeu,

A pele de Urso protege-me de quase todas as tempraturas.

andorinha disse...



"Em teoria sou claramente a favor da promoção das regiões e da proximidade do poder aos lugares e às gentes, mas quanto à regionalização dos poderes é preciso outras cautelas - poder é poder e poder traz sempre exclusões e estratégias de acesso aos poderes."

Disse a Caidê e eu subscrevo. Como já referi, ainda não tenho uma opinião formada quanto às vantagens ou desvantagens da regionalização. Reconheço-lhe virtudes, mas também tenho receios e um deles é este, os caciquismos, a subsequente segregação de gente com valor, sei lá...

Depois de ler o comentário do Manuel(9.31) fiquei ainda com mais receios...

Obrigada pelo "Porto Sentido." Uma canção que adoro. E aprendi também a "sentir" o Porto...

Pedro,

"Your home is where your heart is"

Sem dúvida!:)

Anfy(2.15)

:))))))))

Fico contente por ver que continuas a mesma "velha" Anfy:)
A senhora entrou aqui e deve ter confundido alimentação com regionalização. Também não desculpas nada, chiça!:)looool


andorinha disse...

Manuel

"Também não tenho a pretensão de que gostem de tudo o que eu gosto.
Se encontrasse alguém assim procurava-a até ao fim do mundo.
Ou talvez não, podia ser uma imensa monotonia."


Só reparei agora! Até me assustaste!:)
Não é talvez, penso que seria uma ENORME monotonia. Um certo desencontro é saudável e até enriquecedor.

AQUILES disse...

A dispersão de poderes em áreas pequenas não é muito salutar. São muitos interesses a alimentar em reduzido espaço e com recursos à medida desse espaço. Em teoria, contudo, sou adepto de um poder administrativo de proximidade às populações e às respectivas problemáticas sócio-económicas. Contudo, a experiência das últimas décadas alerta-me para os desastres do caciquismo, do compadrio, da corrupção menor e da falta de visão de escala, como alguém já aqui lembrou. O problema não é a teoria, mas sim as pessoas, os cidadãos. Vejam a escala mais pequena da administração, a freguesia. O que por esse país fora não vai de patetices, outorgadas expressamente, ou por omissão, pelos cidadãos da freguesia. Muitas vezes se esquece que os cidadãos votam e elegem, mesmo que no dia seguinte se manifestem contra. Que o que tem acontecido. Votam, elegem e depois protestam contra aqueles que elegeram. E os eleitos quando se apanham no poder aplicam o lema “ os cães ladram e a caravana passa”. Voltemos às freguesias. Se há bons exemplos nas suas administrações, muitos mais há de delapidação e de corrupção. A que depois se juntam as câmaras municipais acolitadas pelos empreiteiros e pela banca. Aquele triunvirato que Paulo Morais apelida de cerne da corrupção em Portugal. E quanto mais se sobe na escala maior é o tamanho dos tubarões. E o alcance do polvo. Mas foram as pessoas que votaram. E o que eu acho curioso é que nos dias seguintes às eleições, e nos meses, não se encontra ninguém que tenha votado nos eleitos. Que mistério é este que os elege?

Fora-de-Lei disse...

"por que não desafiamos a nortada e caímos em fraternos braços galegos, que pela mão da autonomia esqueceram tempos de peseta a quarenta e nove tostões?"

Estarei eu errado ou há aqui, da parte de JMV, uma certa deriva separatista do estilo Catalunha versus Castela ?! Será vontade derradeira de JMV ver a antiga Galaecia separada da parte mais ocidental da antiga Lusitânia ?!

O mais giro é que esta (possível) deriva de JMV poderá ter mais sustentação do que aquilo que se pensa, não fosse o país Portugal o mero resultado de uma construção política muito mais baseada em pilares religiosos do que propriamente em sólidas afinidades étnicas...

Fora-de-Lei disse...

Sempre que se fala de regionalização (com a qual eu concordo em absoluto) lembro-me sempre de que aqui há uns anos atrás os fenomenais empreendedores da região do Porto pagavam ao Estado menos IRC do que o Alentejo. Simplesmente assombroso.

Quanto ao resto, podem mudar já amanhã para o Porto a capital do país. Estou convencido que a esmagadora maioria dos alfacinhas agradecem. Quanto mais não seja porque Lisboa ficaria muito menos poluída...

João Pedro Barbosa disse...

Lobices,

Este também está vivo!

José Barata Moura - A Cidade do Penteado ( Portugal)

http://www.youtube.com/watch?v=kRqbwpNhiBI

andorinha disse...

Há coisas que simplesmente me ultrapassam...

http://www.publico.pt/politica/noticia/jardim-distinguido-por-militares-como-homem-de-honra-e-de-uma-so-palavra-1579813

Caidê disse...

Hoje, apenas um curto...

Aquiles
Ora viva! E bom ano para a família que lograrei em saber bem :)))

Afinal não desapareceste e eu a julgar que estavas ido já para as Américas... Nem nas festas por aqui te vimos. Fazes favor de aparecer mais amiúde pró cafézinho?!... Então, vamos lá ver!...Mau, Maria!...

Li o que escreveste, mas hoje não tenho nem meio pavio de energia e iluminação para te botar o discurso na íntegra. A seu tempo...

Andorinha
Na prática é que a porca pode torcer o rabo - os meus receios são mesmo esses...

No entanto, a ideologia desta política governamental não é tão ignorante, nem tão balela, se calhar, como pode fazer crer...e no que às medidas para a centralização diz respeito a orientação é a mesma.

Então, a fazer crer que o pecado é a dívida e que a remissão é inevitavelmente o sacrífício na forma de austeridade, as Finanças e o Gaspar governam em todas as direções.

E assim também no que à centralização diz respeito...

Passam a vir justificadas todas as deslocalizações de serviços e a desculpa é Finanças e Orçamento.Fecham-se escolas, centros de saúde, hospitais, maternidades, lugares de cultura, juntas de freguesia. Medidas que puxam medidas, minga-se o emprego nas localidades, ficam-se por aí os velhos, migram os novos, desertificam-se lugares.

E depois, pelo final, bem vistas as coisas, o que se extermina são traços étnicos comuns - diversidades culturais, dialetos partilhados, solidariedades atualizadas, enfim, enraizamentos das gentes.

E gente desenraizada pode aculturar-se mais facilmente e pode ser que se aculture mais à guisa da moldagem feita pelos mass media - como convém.

E a ganhar ainda há mais - terras abandonadas que desvalorizam pela sua desertificação e que a preço de uva mijona são levadas ao mercado até à mudança de proprietários se dar e até que mude também a dimensão da propriedade agrária. E como na nova cultura o que é bom é grande assim também as novas propriedades viram um dia latifundios. Uns até comprarão para as votarem a mato, outros lá plantarão eucaliptos, outros fábricas à sudoeste asiático (um dia...).

E é por isso que tenho cá os meus receios com uma regionalização a beber nas utopias das esquerdas e depois a acontecer nas ideologias das direitas, MAS, ó diabo, a inversão pura da regionalização a que assistimos não está a ser levada senão a trote da ideologia política destes governantes que a tudo nos respondem que é tudo em nome do pagamento da dívida.

Quer-me parecer que Portugal tem mesmo de acordar e ver que há mais vida para além da dívida, porque o barrete que nos estão a enfiar é um polvo muito mais ramificado.

Valha-nos Santo Antoninho!...

Para que o berço vos traga sossego e clarividência posterior, aqui fica uma musicalidade que não engana:
http://www.youtube.com/watch?v=UUa8UQZioT4

bea disse...

Manuel

“Se encontrasse alguém assim procurava-a até ao fim do mundo.” Para que se procura quando já se encontrou :) E. Pois. Podia ser monótono. Ainda não entendi o que tem a monotonia de desgostante. As pessoas gostam de rituais. E desgostam de monotonia. Os primeiros são interessantes, a 2ª, não. Tadinha da monotonia, gosto de ti monotonia, vá, anda cá a mim…

Fora de Lei
Desejo, com toda a sinceridade, que nenhum alfacinha que te conhece e sabe onde vives, leia o teu comment das 10:09. É que os brandos costumes costumam engalinhar com males menores :)

Caidê
Obrigada pela queda do império. A voz do Vitorino é ventinho leve a rasar a seara


E que um anjo vos guarde de todo o mal

rainbow disse...

Boa noite:)


Andorinha

Sobre o poema,e expressar os estados de alma, thanks for the compliment:)Mas esqueci-me duma vogal, o que faz toda a diferença.
É "como es pétalas", e não "com as pétalas".


Pedro

"Portugal é Lisboa e Porto! O resto é paisagem!"

Plagiaste o Eça, mas ele só mencionou Lisboa:)

Caidê

Ainda sobre os nomes das localidades, aqui em terras mouras, temos "Chão das Donas" em Portimão, "Maria Vinagre" em Aljezur, e em Olhão "Pechão".
Fico contente por gostares dos meus poemas.
E obrigada pela saudosa Whitney e pelo Kevin:)

Anfi

Boa sorte para o resultado dos exames.

Bons sonhos para todos

http://www.youtube.com/watch?v=RVjwhTgyBuY

AQUILES disse...

Caidê
Tks. A familia está. Aguardo o puxão de orelhas.

cycle disse...

Caramba!

AQUILES disse...

Voltando aos poderes autárquicos. Alguém se lembra dos tempos em que as câmaras e as juntas de freguesia eram os maiores promotores de espectáculos do país de música pimba? E os milhões que nisso foram consumidos? Alguém se lembra dos diversos apoios a iniciativas descabidas que consumiram milhões sem qualquer retorno? Alguém se lembra dos milhões que as autarquias gastaram a promover os clubes de futebol, desde a primeira divisão até à última, seja ela lá qual for? Pois, aqui já ninguém quer reconhecer porque isto toca nos clubes grandes que sempre mamaram bastante das autarquias quer em numerários quer em terrenos que depois foram comercializados para fins não desportivos. Em teoria eu até apoiava a descentralização profunda do poder. Mas a prática das últimas décadas fez de mim um céptico profundo do tema.

João Pedro Barbosa disse...

Não tenho nada a acrescentar!

bea disse...


Aquiles

Bom Ano! E que nos juntemos aqui mais vezes :)

As juntas de freguesia (não todas, bem entendido), se bem analisado o seu trabalho, estão repletas de palermice cultural, ou talvez melhor, palermice disfarçada de cultura. E nem me refiro a gastos que são deliberado roubo. Entregues a quem, cada um oferece a manta de retalhos com que se cobre. Bastaria pensar: como vou eu aumentar e criar alguns gostos essenciais que faltam aos portugueses e os ajudarão a ser melhores pessoas, mais interventivos, ter mais certezas em si, gostar de viver acima de tudo...etc, etc, etc, Falta, em alguns casos, carácter. Mas em muitos bastaria juntar um ingrediente, boa formação/preparação para o cargo. Defendo não ser bem por humildade que nos rodeamos de quem sabe mais que nós.

Mas este facto não pode servir para desiludir os regionalistas. Nem pertence apenas à gente das juntas de freguesia. Bem estaríamos se assim fosse.

Tenham um bom dia. Vou desmanchar a árvore de Natal, que as bolas encandeiam-me. Fiquem bem.

bea disse...

João Pedro

Mesmo.A taradice não precisa de conversa.

Muitas vezes não te entendo mas escreves para o vulgo, o que me desobriga de te responder. quando pões o meu nome e não desmentes, é para mim. É certo, estás no uso da tua liberdade. Mas nota, entras também na minha. Mensagens opostas parece que se anulam uma à outra. Não acredites nisso, João Pedro. Se algum dia por palavras te ofendi foi involuntário, não me lembro sequer e ainda assim peço desculpa.
Há tanta gente. Em tanto blogue. Que talvez se não importe com essas brincadeiras...lembro-te que tenho direito a ser cinzenta, monótona e meio quadrada.
Um abraço


AQUILES disse...

Bea
saudações.
Eu só estou dando exemplos, não só das juntas, que justificam o meu cepticismo.
Vou acrescentar outro exemplo. Aqui nos Açores. Lembram-se do festival da canção infantil Sequim d'Oro, de Itália. Que encantava, então, na televisão. De repente passaram a surgir festivais infantis de canção. Aqui nos Açores chegaram a ser 10 num único ano. Todos apoiados pelas respectivas autarquias. Agora imaginem a qualidade quando a massa critica é muito reduzida. È imposssível tanta inspiração com tão poucas pessoas. Alguns num universo de 2 a 3 mil pessoas.
Enfim, exemplos.

AQUILES disse...

Bea
saudações.
Eu só estou dando exemplos, não só das juntas, que justificam o meu cepticismo.
Vou acrescentar outro exemplo. Aqui nos Açores. Lembram-se do festival da canção infantil Sequim d'Oro, de Itália. Que encantava, então, na televisão. De repente passaram a surgir festivais infantis de canção. Aqui nos Açores chegaram a ser 10 num único ano. Todos apoiados pelas respectivas autarquias. Agora imaginem a qualidade quando a massa critica é muito reduzida. È imposssível tanta inspiração com tão poucas pessoas. Alguns num universo de 2 a 3 mil pessoas.
Enfim, exemplos.

AQUILES disse...

Bea
saudações.
Eu só estou dando exemplos, não só das juntas, que justificam o meu cepticismo.
Vou acrescentar outro exemplo. Aqui nos Açores. Lembram-se do festival da canção infantil Sequim d'Oro, de Itália. Que encantava, então, na televisão. De repente passaram a surgir festivais infantis de canção. Aqui nos Açores chegaram a ser 10 num único ano. Todos apoiados pelas respectivas autarquias. Agora imaginem a qualidade quando a massa critica é muito reduzida. È imposssível tanta inspiração com tão poucas pessoas. Alguns num universo de 2 a 3 mil pessoas.
Enfim, exemplos.

João Pedro Barbosa disse...

Bea,

Em resumo! És equilibrada!

AQUILES disse...

Peço imensa desculpa, mas não sei porque é que há 3 edições do meu comentário. E pior, é que não consigo eliminar duas. Peço imensa desculpa a todos.

João Pedro Barbosa disse...

Caidê,

Fica aqui um pouco de rosa que combina bem com os pretos.

Pink Floyd HD - 1994 - The Division Bell (2011 Remastered) - HQ - Full Album

https://www.youtube.com/watch?v=KzZ9ur-6DWE

João Pedro Barbosa disse...

Só agora percebi o cabeçalho
First they frame you
Than they shoot you
And finaly they hang you on the wall

Se fossem cebolas
Nabos
Nabiças
Ou bifes

Comprava

João Pedro Barbosa disse...

Bea e Aquiles,

Como já disse uma vez! Posso não estar de acordo mas compreendo.

João Pedro Barbosa disse...

Uma Boa Noite!

Wish You Were Here (Full Album - Vinyl Rip) - Pink Floyd

http://www.youtube.com/watch?v=XtJpkTUlLeY

AQUILES disse...

Pedro
Nem é para concordar ou discordar. Estou só exemplificando as ondas do meu cepticismo.

AQUILES disse...

E depois há as piscinas. Esse deleite burguês de novo riquismo. Dá sempre duas piscinas do mesmo tamanho, uma para o povo muito amado e outra para o autarca adorado.

AQUILES disse...

E os aprovisionamentos das autarquias? Que histórias recambolescas há por aí. Portas caríssimas, impressoras mais caras que ouro, materais de construção que constroem habitações várias pelos edis ... . E não, não é maledicencia. É consumo de impostos, e isso importa-me.

AQUILES disse...

Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem. Este provérbio nunca falhou.

andorinha disse...

"Tadinha da monotonia, gosto de ti monotonia, vá, anda cá a mim…"

Tu não existes, Bea:)))))))))

Como podes gostar de monotonia? A simples palavra arrepia...


Aquiles,

Navegamos nas mesma sondas. A teoria é uma coisa, a prática...
Por isso continuo indecisa.

Pedro,

Wish you were here 2:)

Caidê disse...

Pedro
Teu comentário das 5 e 17:
tu és muitaaaaaaaaaaa doido :))). Ainda não tinha descoberto porque é q eu gostava de ti :)))

João Pedro Barbosa disse...

Caidê,

É da Antropologia
Ou o sonho da antropologia

João Pedro Barbosa disse...

Enquanto se tapa um buraco
Estasse a destapar outro

João Pedro Barbosa disse...

bea,

Mesmo em lados opostos.
A fama não nos persegue.

Caidê disse...

Bea
You're wellcome.
Mas...não me vou calar enquanto não nos deres um sound. E nada de Ah!Ah!Ah! Minha machadinha :))). Quando muito marcamos um torneio de lencinho da barra. FOGO! :))))

Rain
Eu li bem o poema que estava com a gralha - pareceu-me que devia ser mais isso :))).
E não acredito que a toponímia arrevesada do Algarve se fique por aí :)))

Aquiles
Além de Rabo de Peixe que nos tens tu a dizer da toponímia daí?
Falas das orelhas porque estás longe, mas estás perdoado - já te redimiste. Olha só os cafézinhos que já bebeste entre ontem e hoje!...
Pois quanto à regionalização apresentas bons argumentos - eleitoralismo à la place! Claro que este desgoverno político está cheio de enriquecimentos duvidosos e enquanto for assim o clima dominante não é a grande escala das localidades e das regiões que vai inverter o how. I know e concordo.
Num país em que a mobilidade social ascendente se tem feito pela via partidária a escola dos maus costumes dá grandes equivalências.
Mas sobre regionalização deixo mais para o fim de semana.

Pedro
Pink e wishes always. Mas agora é a vez dos alfacinhas dizerem "I wish you were here"... Ah, pois! Ou há mais igualdade ou a coisa vai para o T Constitucional. Mande o nosso Presidente para lá a matéria ou não.

Andorinha
Leste? Também é para ti. E a Ana B. perguntou quando é que almoçamos outra vez por aqui. E o Ímpio também nos deve fazer companhia. Espero que não seja preciso organizar uma visita de estudo ou uma excursão.

Professor
A minha memória só falha para algumas coisas. O dia 25 está à porta :))). Não ouvi dizer mais nada. Mau, Maria :)))!

Bart
É assim ou não é?

Fora de Lei
Compreendo e voto! :)))

Caidê disse...

Pedro

Yours Truly:

https://www.youtube.com/watch?v=7Oi_I16TNsA&list=AL94UKMTqg-9A8W_DmReIj_ZkZxBTV-AXV

É que...podemos fazer uma troica. Eu tava ainda a ouvir os Pink.

Caidê disse...

Pedr
2 a 1!
https://www.youtube.com/watch?v=i2RGu1v5388

AQUILES disse...

Caidê
Se vieres a falar de regiões nunca compares os Açores com a Madeira. São realidades diferentes. Os Açores estão dispersos por nove ilhas, e isso implica outra gestão. E como disse o Marcelo no Domingo, tirando a região de Lisboa, da Madeira e do Algarve, as outras têmsido prejudicadas pelo governo central e saõ pobres.
No seguimento do que disse há pouco, nos Açores não vai haver uma única sala de cinema a funcionar diariamente. Excuso de vos dizer aqui o que é que isso significa, e o que vai piorar na área cultural. E quanto mais se minga na cultura mais definha uma população. Está nos manuais.

AQUILES disse...

Caidê
A toponímia. Há um sitío aqui em S. Miguel que se denomina Cu de Judas. Existe mesmo. Não é povoação. Na Carta Militar está lá bem visível na Tronqueira. Água de Pau e Água Retorta são duas freguesias desta ilha.

Caidê disse...

Aquiles
Quando eu for aos Açores quero desembarcar na Praia da Vitória!
Depois posso sair para S. Miguel desde que não fique no Cu de Judas :)))Só mesmo Portucale!

João Pedro Barbosa disse...

Caidê,

Fajã de Lopo Vaz!

2-2

João Pedro Barbosa disse...

Aquiles!

Ainda vamos de paquete ao convívio do Murcon!

Caidê disse...

Pedro
Deixa ver quanto é o salário de janeiro da malta e depois podes reservar o cruzeiro :)))

AQUILES disse...

Pedro
No Verão, de Maio a Setembro, costuma haver a possibilidade de se viajar de barco entre as ilhas. Não sei se este Verão isso vai ser possível. Mas até cá só de avião. Podem ir vendo no site da SATA a ver se arranjam umas passagens que aparecem a 85, 95 Euros.

rainbow disse...


Boa noite aqui do Sul:)
(não posso dizer Trópicos senão levo com o lápis azul da Andorinha:))

Já a cambalear(ah, pois é!), vou ser breve:

Aquiles

Faço minhas as palavras da Caidê. Um abraço para si e família.
E já agora que mencionou Festivais de Canção Infantil, participei aqui como autora e compositora duma canção rap, cantada por uma menina de cinco anos, e olhe que teve qualidade:)

Caidê

Logo vi que tu "topavas" a gralha!:)

Bons sonhos para todos

http://www.youtube.com/watch?v=fPhC5j9ybwo

João Pedro Barbosa disse...

Caidê!

Na Fajã de Lopo Vaz! Só a pé! Ou a nado! Nenhum tipo de embarcação pode acostar.
Se o problema é o cacau. S. Tomé e Príncipe. E era uma novidade, pelo menos para mim. Apesar de o Porto ficar mais perto.

João Pedro Barbosa disse...

Aquiles,

Eu ainda sou do tempo da Espalamaca do Nemésio.

AQUILES disse...

Rainbow
Nada me move contra os festivais da canção infantil :):). O que me move é o estoiro de dinheiro de impostos em acontecimentos de qualidade dúbia e sem retorno eficaz para a comunidade. Eu respeito e considero o esforço das crianças (nunca o das mães a enfarpelá-las e a coreagrafá-las), bem como dos músicos e letristas. Mas temos que ser realistas. No seio de meia dúzia de pessoas não podemos encontrar cinco super inspirados musicais.

AQUILES disse...

Uma lista de fajãs:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Faj%C3%A3s_dos_A%C3%A7ores

João Pedro Barbosa disse...

Aquiles,

Vila Franca do Campo! Para não dizer que S. Miguel é igual ao continente!

AQUILES disse...

Neste momento interessante programa na SIC Noticias. Estão, também, a falar do esvaziamento do país face à região Lisboa

João Pedro Barbosa disse...

Hoje ouvi uma nova palavra!

Filantropofagositose!

bea disse...

João Pedro

Desde Aristóteles que se sabe por escrito que os seres singulares são indefiníveis. Considero-me tal.

Não me chames nomes e basta. peço.

Não, não, desequilibro por tudo e nada. Em amplas variações :)

Andorinha

ninguém pode contrariar quem é (quer dizer, pode, mas é palerma). Preciso da monotonia para que me saiba a alguma coisa a vida. Não se explica? Pois não. Mas o inexplicável também existe.

Aquiles

desconheço os Açores, viagem e estadia não são baratas. E vou adiando. mas tenho por aqui umas fotos extraordinárias, tiradas em S. Miguel e Terceira. Já entendi que os olhos não vão ter tempo de ver tudo que existe e vale. Então, talvez valha a pena substantivar o visto. Mesmo se não é tão lindo. Por ser com ele que olhas sempre. Que quando vês, não és inocente, carregas em ti todas as imagens.

E Boa noite :)

andorinha disse...

Quase a dormir...

Rainbow,

Ai, ai, zango-me contigo. Aliás, já não tenho mais lápis azuis. Gastei-os todos:)

E estás-me a chamar "burra"?:)
Eu li "como", não me perguntes como...:)lol


Bea,

Não te zangues, só estava intrigada, era isso. E continuo...:)
Embora saiba que o inexplicável existe, moça.

Caidê,

Li. E também falei com a Ana. Um dia...
Não posso andar a passear sempre para Lisboa. Não me importava, mas a troika não quer e eu sou uma moçoila obediente:)
Um dia a malta combina, I promise!

Fiquem bem:)

João Pedro Barbosa disse...

bea,

Está descansada que a tua descrição e a minha exuberância estão salvaguardadas.

bea disse...

Bom Dia :)

Hoje é um dia de chuva bom. Que a gente só mede o tamanho à saudade quando a afoga :) e acabe de afogar uma em água tépida. Como é que há coisas tão boas na vida e as pessoas não dão por isso?!


Caidê

Os meus gostos musicais engordaram um tudo no Murcon :) honra vos seja feita.Thank's. Do que já era gosto, não sei se encontro no youtube que nunca procurei. Promised. Sem data :) Agora tenho de ir escrever um recado senão esqueço-me do que pretendo guardar :)

O melhor da chuva para vocês.

João Pedro Barbosa disse...

http://workasleep.blogspot.pt/

AQUILES disse...

Bea

Veja aqui o Promised. Tem tradução (que não acho boa)e ligação para o youtube:
http://letras.mus.br/blessthefall/1952674/traducao.html.

Espero ter acertado.
Tenha um bom dia

João Pedro Barbosa disse...

My God!
Estou como o outra (a saber, cycle) - são muitas letras juntas.

João Pedro Barbosa disse...

"Aposta! Pai que ganhas!"

O Facebook virou lista telefónica.

Uma boa tarde a todos.

( o que não tem emenda / recomendado está )

Caidê disse...

Bea
Não sei se é um dia de chuva bom!...

Olhem só o que tem de ouvir um país sem soberania:
http://expresso.sapo.pt/fmi-propoe-dispensa-de-50-mil-professores=f778142

Tem de ouvir (???), não tem de escutar, muito menos tem de acatar.

A palavra "demasiado" apropria-se bem melhor à ingerência do FMI do que às "regalias" dos professores, dos médicos, dos juízes e dos...(por essas especializações a dentro).

Gostei muito do excerto do discurso do Doutor Jorge Sampaio (Sic Notícias, ontem): o que este país tem de grande potencialidade são o seu território (recursos e posição estratégica)historicamente firmado há tanto e a sua população (e que pena seria deixá-la partir!...).

Para nos depauperarem bem se têm esforçado por fragilizar as ditas potencialidades.

Estou farta de Miguéis de Vasconcelos, prontus!

João Pedro Barbosa disse...

Caidê,

Numa das minhas "especialisações" contaram-me esta. Um jovem jornalista tinha acabado de fazer a peça que deixou nas mãos do tipógrafo. Saiu e dasabafou: "Está muito má". O tipógrafo emenisou a tragédia: "Não se preocupe. Amanhã está a embrulhar peixe."

A notícia de hoje a destacar vem do autarquia de Lisboa.

Quem é o Miguél de Vasconcelos? Deve haver tantos e não se desdenha o que se quer comprar.

João Pedro Barbosa disse...

Para a Sereia e para a Deusa do Mar,

Três palavrinhas apenas.

João Pedro Barbosa disse...

Cê_Tê ;)

A musica está bem instrumental!

andorinha disse...

Trazido do outro lado porque nós não somos menos do que os outros:)))))


Tenho uma coisa para te entregar,
uma pedra a pôr no chão da rua,
uma lunar presença sob o sol.
Tenho uma coisa para te devolver,
para ficar minha sendo tua,
aquecida no tempo e nestes olhos.
Tenho uma coisa que eu te posso dar

que é o vento a vir atrás do verde
e a dizer azul no teu cabelo.

Pedro Tamen.

Lindo!

João Pedro Barbosa disse...

Andorinha,

Li e gostei. Só não botei um like porque o azul podia ser tendensioso.

andorinha disse...

Caidê,

Li agora. Sabes? Às vezes apetecia-me mandar tudo às urtigas e desaparecer...

Com que então polícias, militares, professores, médicos e juízes têm "demasiadas regalias".???

PqP esta gente.


Hoje lembrei-me de um murcónico de longa data e tive saudades. Falo do nosso benjamim, o Thora.
Onde andará esse desnaturado?
Anfyyyyyyy, investigas para nós?:)))))


Pedro,

Aqui só se aceitam likes a vermelho:)

bea disse...

Boa noite

andei por aqui variando e só no telejornal entendi que afinal um mau dia. O que se faz quando pouco se pode fazer? quando cada português nem sabe o que vai receber no fim do mês e, como dizem a Caidê e a Andorinha, este Portugal se enche de Migueis de Vasconcelos, uns mesmo estrangeiros e outros não. E não sei porque me persegue esta sensação de irremediável a crescer.

Não haverá maneira de mudar este país?!

Parece-me tão mau carácter atolarem-nos em propostas que mais nos minguam...como é possível a cohabitação de tanto corte com uma melhor escola e educação...

Gostei das reticências que entrevi em António Damásio.

Por vezes só o imaginário nos salva. O problema é que somos pessoas de verdade

João Pedro

obrigada pelos pink :)

bea disse...

Andorinha

esqueci-me: não sei de onde trouxeste Pedro Tamen. Mas trouxeste bem. Thank's

Caidê disse...

Bea
"Por vezes só o imaginário nos salva. O problema é que somos pessoas de verdade." - Puxa!...Que magistério!

João Pedro Barbosa disse...

Bea?!

O je é de poucos "smiles" desde a primeira dentição. Curtisona e outras coisas:P

João Pedro Barbosa disse...

Já nem me lembro do disco que deixei!

Agora vou ouvir este ás escondidas!

Pink Floyd A Momentary Lapse Of Reason (Full Album)

http://www.youtube.com/watch?v=hInblnV0Ot4&feature=em-subs_digest-vrecs

andorinha disse...

Bea,

"Por vezes só o imaginário nos salva. O problema é que somos pessoas de verdade."

É bem verdade. Que magistério, sim. Em absoluta sintonia contigo e com a Caidê.

O poema trouxe do mural do "nosso" Júlio. "Tinha" que estar aqui:)

Caidê disse...

E também trouxe da mesma troposfera:
http://www.youtube.com/watch?v=PJE7_PeFpj0&feature=share

...porque também tinha de estar aqui.

bea disse...

Boa noite

andorinha disse...

Caidê.

:)

Fiquem bem.

João Pedro Barbosa disse...

Cycle,

Tinhas razão! É só borlas!

João Pedro Barbosa disse...

bea (bom dia),

Radiohead - OK Computer (Full Album) (HD 1080p)

http://www.youtube.com/watch?v=Oyixl_MqlDc

...

Caidê disse...

Bom berço!

http://www.youtube.com/watch?v=ml8Am9KIMsQ

João Pedro Barbosa disse...

A comunicação é um lugar estranho!

http://2.bp.blogspot.com/-WQygvGQOl4k/UExNSW4R7NI/AAAAAAAAACo/Hj9RK2Z3mpA/s1600/0173.jpg

João Pedro Barbosa disse...

Bom Dia!

Bea! Hoje fui primeiro!!!

bea disse...

e eu a segunda. Espero:)

bea disse...

Ney e a Rosa de Hiroshima. Ou de como as pessoas em arte se transfiguram; um tímido que se faz espectáculo. Bigada. Cai bem na minha manhã que vai ser um pouco triste.

Andorinha e Caidê

Estão mangando de eu e da minha verdade de La Palisse? Ora bolas.
Andy (como te chama a Anphy e me lembra sempre um homem de pernas muito altas)
O Face é a minha casa dos segredos:), tenho-lhe preconceito. Mas reconheço, tem bons elementos. Interessantes.

João Pedro

Obrigada por Radiohead:) uma música a que me habituei e logo me lembra alguém.
Que sapo pensativo! Ou será uma rã…

Bom Dia!!!

Manuel disse...

Caras e caros:
Sugiro-vos que leiam este artigo, que é a reflexão mais profunda, isenta e certa que já li nos últimos tempos.

E não foi escrito por um Esquerdalho qualquer, foi escrito por um homem de Direita, mas que, pelos vistos, não é sectário e raciocina com base na informação, no conhecimento, sem tacticismos político-partidários.

E não tem medo de beliscar «vacas sagradas», mesmo que pastem nos suculentos prados da mui nobre e dilecta zona de Belém.

É o post mais recente do blogue do autor.
http://pbteixeira.blogspot.pt


Manuel disse...

Não querem contribuir para a campanha «Vamos todos ajudar a Pepa a realizar o seu grande desejo».
Pode ser que o ano de 2013 não seja tão mau para nós, talvez consigamos fazer sobrar uma moedinha para a Pepa, para que o ano seja, de facto, também muito bom para ela.
Bora lá murcónicos de boa vontade e bom coração.
http://youtu.be/tCKsxSv9wVI

P. S. Este é o outro lado Isabel Jonet?
Não acham?

Manuel disse...

Estas 2 dedico-as ao Prof. JMV:

Fez ontem 72 anos, a grande Baez.

«The Day After Tomorrow»: Joan Baez
http://youtu.be/0EVkEL7d8o4

«Dink’s Song»: Joan Baez
http://youtu.be/9fOgeIZN768

Manuel disse...

Afinal, as ameaças de um 2013 mau parece não passarem disso, ameaças:

http://youtu.be/Ha2gYw1HDw0

AQUILES disse...

Espreitem este blog «Má despesa Pública» :
http://madespesapublica.blogspot.pt/2012/12/premios-ma-despesa-publica-de-2012.html

João Pedro Barbosa disse...

Porque quiz!

Hoje começei a contar as folhas de "O Sangue do Outros" de Simone De Beauvoir.

-Não estás de acordo? - disse Laurent.
- Sim - disse ele - estou de acordo.

Para o Benjamim!

Se algum dia aqui trespassou uns carangueijos hermitas. Não foi por acaso.

http://en.wikipedia.org/wiki/Hermit_crab

Se à bea lhe interessa!

Ney Matogrosso - Pescador de Perolas

http://www.youtube.com/watch?v=INamJFvMNgU

Para a Caidê, para a Andorinha e Cê_Tê ;)!

O vasco é boa onda - v.a.s.c.o

http://www.youtube.com/watch?v=TPfupJ-Zwac





João Pedro Barbosa disse...

Quanto aos cinco e às suas aventuras vamos continuar a ter muitas histórias para contar.

http://3.bp.blogspot.com/-AnYvUP08VDw/UORjf7DmGLI/AAAAAAAAATc/vGtYbWaSy_A/s1600/0227.jpg

João Pedro Barbosa disse...

Porque quero!

Hoje começei a contar as folhas do "O Sangue dos Outros" de Simone De Beauboir.

"Denise tinha um livro à frente. Para eles aquela noite teria um fim: haveria uma alvorada"

Entre o copo mei cheio e meio vazio dos caprinos. As cabras enraizam os lugares em solos férteis.

Quando ao sapo ou à rã! Fica melhor o caçador de pèrolas.

João Pedro Barbosa disse...

Agora vou hibernar!

rainbow disse...


Este país vai de mal a pior:(


Andorinha e Caidê

Também vi o poema de Pedro Tamen, na troposfera:) Lindo e subtil.
Sobre a canção "Rosa de Hiroshima", é um assunto que, para além do respeito que merece, dava pano para mangas, incluindo o facto do piloto do Enola Gay ter levado uma Bíblia no avião. Foi o que constou.
Porquê que o ser humano continua bárbaro, após tantos séculos de evolução, é uma pergunta que dá que pensar.

Bea

Compreendo a necessidade de monotonia, das rotinas. Se vivêssemos sempre em estado de alegria intensa, com a adrenalina elevada e o coração descompassado, seria muito perturbador.O que não deixa de ser tentador:)
Mas dizem que a virtude está no meio. (isto sem qualquer conotação político-partidária, nada de confusões:))

Abraços
e uma música:

http://www.youtube.com/watch?v=KnG4sZvQ1Wo

João Pedro Barbosa disse...

E para os inesquéciveis!

http://photographybycicle.blogspot.pt/

andorinha disse...

Bea,

Um homem de pernas muito altas???:))) lol


Manuel,

"Porque foram cometidos tantos erros? Porque o eleitorado os pediu. Ou, se não os pediu, porque encararia com muita má vontade as políticas correctas. Isso tem levado os governos portugueses a adiar as políticas inevitáveis até à última hora, sendo esta tendência para o adiamento uma característica muito portuguesa, que já Garrett e Eça identificaram."

E nós é que pagamos as favas de todo essa demagogia eleitoralista?
Nós é que temos culpa porque acreditamos nas patranhas que nos impingem?
Até podemos ter (alguns) mas muito mais culpado é quem usa esses argumentos para chegar ao poder.
Não me f.....

Rainbow,

Este país já não tem conserto. Ouvi há pouco parte de uma reportagem sobre os cortes na saúde e até medicamentos para combater o cancro estão a restringir ou mesmo a negar a pacientes.
Eu já não consigo ver estas merdas, tanta é a revolta. Por vezes nem sei bem como lidar com ela...

Peço desculpa aos outros compinchas mas hoje já não vou ler mais nada sobre política. Esgotei a paciência.

Caidê disse...

Pedro
Já ontem tinha ouvido o V.A.S.C.O. na Sala de Estudo com uma aluna autista. Como adivinhaste?! :)))

Manuel
Li o artigo.
Tu não achas tendencioso, mas eu acho, e ainda assim.

Concordo em parte com os argumentos e a parte é a do eleitoralismo subjacente a muitas políticas.

Mas não te iludas, que foi mais do que fertilizar os campos onde se iriam colher os votos.
Não esqueças a fábrica dos ascendentes aos novos poderes, os novos empossados e os favores dos jobs for the boys.

Mais eleitorado eram mais gajos a mobilizar para cargos de poder. E a finalidade última era essa tomada de poder.A formação de uma elite política constrói-se num médio prazo.


E não esqueças os golpes baixos das Finanças. É que enquanto uns escolhiam o mundo da política para tomar o poder, outros já mais experimentaditos no mundo empresarial e na economia queriam que os amigos lhes permitissem mais poder económico. E uns se apoiavam nos outros. Séquitos a assegurar...Tudo farinha do mesmo saco.

E deixar de produzir foi fragilizar potencialidades e ceder aos primeiros passos da perda da soberania. É que ser serviçal com os interesses estrangeiros levou o Durão e compinchas para altas esferas, lançou o PSD para outra escala.

A ideologia reinante teve todas essas finalidades e nunca a finalidade do investimento nos interesses nacionais - um território e um povo portugueses que já tiveram mais com que se afirmar.

E à medida que íamos fabricando os nossos novos poderosos íamos alimentando os neoliberais por toda a Europa, lá onde chegaram aos poderes também.

De finalidade em finalidade, de escala em escala, da tomada do poder à consolidação do poder.

.........
Hoje isto vai ao correr dos dedos entre teclas.
O tempo é escasso :(((.
............

Help me...:
http://www.youtube.com/watch?v=lihHuALNgYQ



Caidê disse...

Rain
Obrigada.Lindo tema o da tua proposta de hoje.
Só estas Nights para nos salvarem! "Yes, we are loved!", embora não pelos políticos.

bea disse...

Pois…manuel, não tem dor de cabeça ou qualquer coisa assim? Estranho as suas escolhas:) sempre tão cuidadas.

João pedro

O ney e o vasco:)
A foto dos cinco deixa-me zonza. Ou é de mim ou está tudo a misturar . não entendo todas as tuas fotos, mas algumas são bonitas.

Rain

Bigada por nights in white satin.a maior parte da vida é quotidiano. E já disse que a monotonia como aborrecimento e cinzentismo está dentro de nós. Ou não.

Andorinha

É o que me sugere o nome Andy (será por associar a andas e cabeçudos…)

Hoje também vou dormir. Até já li o que está por aqui. E também vi esses cortes na saúde e nos doentes oncológicos.
Mas vou receber a visitinha de quem ajudei a crescer e não vejo há anos. Preciso vestir o coração de alegria: mesmo que a compasso. Ainda alegria.

Boa noite a todos. E anjos bons por companhia. Sejam quem sejam. Bons.

andorinha disse...

Pedro,

"Quem tem boa onda não vai ficar só".

Verdade!:)

Caidê,

Não considero o artigo tendencioso.

"Isto (três situações de pré-bancarrota)é demasiado grave, o que deveria ter desencadeado uma profunda reflexão sobre as suas causas e conduzir à formulação de profundas reformas institucionais, para impedir a recorrência de um fenómeno tão negativo e frequente."

Penso que este é o ponto fulcral do artigo, a chamada de atenção para políticas erradas que são continuadamente mantidas apesar de já ter ficado demonstrado que são erradas.

Bea,

Li-te agora...
Então também estou com dor de cabeça:)

Rainbow,

Nigths in white satin...always:)

Manuel,

Eu bem queria ajudar a Pepa, tadinha, mas já tiraram o video do ar.

Dire Straits - Brothers in arms

www.youtube.com/watch?v=Wu4oy1IRTh8

P.S. Ficas linda com o coração vestido de alegria, miga:)

Manuel disse...

Andorinha:
«E nós é que pagamos as favas de todo essa demagogia eleitoralista?
Nós é que temos culpa porque acreditamos nas patranhas que nos impingem?
Até podemos ter (alguns) mas muito mais culpado é quem usa esses argumentos para chegar ao poder.
Não me f.....»

Quem vai aos comícios, bate palmas e cauciona com o voto os vigaristas?
O eleitorado, não tu ou eu ou outra pessoa individual, que até podem estar em desacordo.
E no tempo das facilidades, de tudo ao preço da uva mijona, ai de quem se atrevesse a cantar noutro tom.
O que interessa é ler o essencial do artigo e não nos fixarmos num ou outro pormenor irrelevante.
Muito menos sairmos do tema e discutirmos ao lado dele.
Quanto à tua observação jocosa final, apetecia-me responder-te no mesmo tom... enfim, não posso ou não devo.

Caidê:
O mesmo que disse à Andorinha: O que interessa é ler o essencial do artigo e não nos fixarmos num ou outro pormenor irrelevante.
Muito menos sairmos do tema e discutirmos ao lado dele.

O que ele diz é o essencial, a que tem que se juntar os efeitos da entrada no euro e da globalização.

Estes 3 factores são o essencial das nossas dificuldades presentes.

O resto, gastos supérfluos e despesismo, sendo muito importante, muito mais do ponto de vista ético e moral, é quantitativamente irrelevante.
Sempre houve gamanço mas há muito que não estávamos numa situação tão delicada e difícil de resolver, talvez a pior desde a bancarrota de 1891, que levou ao Regicídio e à mudança de regime.



João Pedro Barbosa disse...

Bom Dia!

Vou ver se é dia!

bea disse...

É dia :)

João Pedro Barbosa disse...

Um bom FDS!
Para todos!

http://www.flickr.com/photos/lightapnea/8370994662/in/photostream

João Pedro Barbosa disse...

Gostei muito de ouvir o padre que falou hoje na Praça da Alegria de gravata "Azul"!

João Pedro Barbosa disse...

Ney Matogrosso - Melodia Sentimental & Mi Par D´U Dir Ancora

http://www.youtube.com/watch?v=ymZa5Nl2-L4

P.S. Quentes e boas!

Anfitrite disse...

Manuel:

Como não tenho forças para responder à crónica que mandou ler, recomendo-lhes que leiam esta retirada do “Jumento”.
Mas como disse a bea, parece-me estranho esse seu desvio, para quem faz escolhas criteriosas.
Também gostava de saber a quem chama "esquerdalhos". Este senhor é um sósia do Baptista da Silva, no entanto, é um reaccionário assumido, mas que escreve de acordo com o que querem ouvir. Aqui há tempos até nos mandou comprar comida e conservas para um mês, para que aguentássemos, pelo menos um mês, o impacto da saída do euro, antes do fim do ano passado.
A banca rota de D. Carlos e afins, já está paga. E imagine só a acabámos de a pagar no governo de Guterres, e não morremos por isso. A primeira crise do petróleo resumiu-se a aumentar a gasolina de 6.50 centavos para 6.70. Todos os preços estavam controlados. Esqueceu-se dos mais de 600 mil
Retornados que foi preciso integrar na sociedade e o aumento do número de funcionários que isso implicou na FP. Assim como o aumento do número de reformados, pois estes podiam comprar as reformas, com a nova legislação do cavaco. A segunda crise resolveu-se com o aumento da inflação e mais umas medidas. O nosso pior período de miséria foi o ano de 1943, em que tivemos superávit na Balança de T. Correntes, porque o botas jogando com um pau de dois bicos vendendo volfrâmio, aos ingleses e alemães, em que os desgraçados dos trabalhadores acabaram por morrer bem cedo devido à contaminação e as mulheres eram ultrajadas sendo revistadas à saída por tudo que era buraco. Tínhamos dinheiro mas não havia produtos para comprar, ainda por cima, foram dois anos de seca extrema. Depois de acabarem as especiarias, o ouro e os diamantes os emigrantes sempre foram a maior ajuda na nossa B.Pag. E vem o senhor desfazer da ameaça de 2013? Pois fique sabendo que esta é que é a maior crise. Chega a muitos, mas o governo espanhol evitou a ajuda porue se impôs e os outros têm melhorado as condições dos empréstimos. Nós só por arrastamento é que beneficiamos de alguma coisa, mas não temos ideias para nada.

"Sexta-feira, Janeiro 11, 2013
Quem são os culpados?

O que o governo enterrou em quatro bancos corresponde ao que cortou em subsídios durante dez anos e a uma parte substancial do aumento da dívida soberana durante esta legislatura, mais de dez mil milhões de euros. Referimo-nos ao BPN, BANIF, BCP e BPI, bancos geridos por gente muito querida do actual regime, que ainda passa reveillons com ministros em hotéis de Luxo no Rio de Janeiro, que ao longo de mais de duas décadas foram apresentados como gestores modelos, exemplo das grandiosas reformas liberais de Cavaco Silva e que durante décadas ludibriaram o país escapando-se ao pagamento de impostos graças a governantes corruptos que lhes fizeram todos os favores.

São os pensionistas os responsáveis pela insustentabilidade da dívida soberana, são os funcionários públicos que ganharam demais e levaram a banca à falência, foram os subsídios que impediram os bancos de financiar a economia? É evidente que não, o país está a ser enganado e o povo a ser sujeito a sacrifícios que não constavam no memorando para que um governo ultra direitista use os recursos nacionais para proteger e ajudar os seus a voltar a enriquecer.

Anfitrite disse...

CONTINUAÇÂO

Pouco importa se há gente a ficar no desemprego, quem fique sem casa onde viver ou quem não tome os medicamentos de que necessita, os accionistas do BCP, do BPI ou do BANIF são cidadãos de primeira que não podem ser sujeitos a qualquer sacrifício e muito menos assumir as consequências da sua incompetência ou oportunismo à frente dos bancos. Com o falso argumento de que os bancos não podem falir estão usando os recursos nacionais em seu favor, ao mesmo tempo que investem nas suas agências de comunicação para comprarem a opinião pública. Os sacrificados não só estão a pagar os seus lucros, como ainda pagam a propaganda usada para serem ludibriados.

Foram os professores que decidiram atirar a economia portuguesa contra uma parede e adoptar uma política fiscal incompetente da qual resultou uma perda de mais de 4.000 milhões de euros em receitas fiscais, precisamente o montante que agora querem poupar destruindo de forma arbitrária três décadas de progresso social? É despedindo 50.000 professores que aumenta a qualificação dos portugueses, um dos grandes obstáculos à nossa competitividade? É despedindo 120.000 funcionários que os nossos empresários ficam competitivos, competentes e inteligentes de um dia para o outro?




Não era o ajustamento português que estava a correr às mil maravilhas e era diariamente elogiado pelos três bananas da troika que vieram para Portugal comer à nossa custa em hotéis de cinco estrelas, instalando funcionarecos aposentados que andam armados em experts do FMI no Ritz? Não era Portugal que estava muito melhor do que a Grécia? Os rapazolas da troika não previram, tal como o Gaspar, que no segundo semestre de 2012 já haveria criação de emprego e crescimento económico?

O povo português é o culpado da incompetência do governo, dos três bananas da troika e dos falsos experts do FMI?!"


Hoje não tenho forças nem estou inspirada, mas há muitos dias que tenho várias coisas, ditas aqui atravessadas na garganta.

BFS

Caidê disse...

Muitos de nós temos hoje (já por sorte) uma fiada de dias duros de trabalho no corpo e na alma. Talvez a esses ossos de ofício tenham vindo juntar-se desalentos. Talvez nos corredores destes cinco dias tenhamos acumulado uma notícia de desaire de um amigo ou talvez tenhamos sido o embate onde a angústia de outro migalha de gente tão pequena quanto nós encontrou um naquito de tepidez para não esmorecer. Quem sabe se em nós vingámos sobre a desistência.

E porque trazida lá de onde for a brisa mansa ao brincar com os nossos cabelos azuis nos refresca e nos transporta ao sono dos bons sonhos, tinha de trazer da tal troposfera uma calmia para este berço. Tenham uma noite nos braços de boas fadas madrinhas. Está na hora de fechar os olhinhos e escutar algo assim:
http://www.youtube.com/watch?v=4z2DtNW79sQ&feature=share

andorinha disse...

Manuel,

Penso que li o essencial do artigo e foi isso que referi.

Antes de mais, quero dizer-te que "Não me f....", quer dizer "Não me lixem" e não, "Não me lixes".
Nunca te iria dizer isso, Manuel. Nem me apercebi de que poderia ser interpretado assim. E podia, claro. Mas não foi essa a intenção, acredita. Tenho respeito, consideração e carinho por ti, que mesmo que discorde do que dizes, nunca te iria mimosear com palavrões. Acredita.

Anfy,

Li por alto (hoje já não consigo ler "por baixo":)
Tens toda a razão, faltava esse lado da questão. E esse é muito importante.
E não esqueço.

Bom fds, gente.

Anfitrite disse...

RAin:
Obrigada pelo seu interesse. Por agora este tumor era benigno.
Uma canção que pode não ser o seu género, dum artista que não foi muito bem entendido, no seu tempo:
http://www.youtube.com/watch?v=-s-wzTRwJMg
Andy,
Também agradeço pelas palavras, mas às vezes tenho a impressão que não consegues ler o espírito de quem escreve. Tenta não transcreveres o que os outros escrevem, apercebemo-nos melhor.
E já que fiz o aquecimento dou os parabéns ao Fora de Lei pelo tanto que disse e tão bem, em tão poucas palavras. (Não á graxa, até porque sem pagar nada, já consegui resolver o que era possível resolver, a este nível).
Ainda sou do tempo em que no Porto e arredores, toda a gente tinha caldeiras ligadas à electricidade, para todas as águas quentes, bem como fogões totalmente eléctricos e água mais barata, porque era uma zona onde chovia mais...
Também me lembro dessa zona ser o sítio onde apareciam os primeiros modelos de ferraris, e o maior número per capita. Como disse o Almeida Garrett é caso para perguntar: "quantos pobres são necessários para produzir um rico."
Também se sabe que a maioria dos senhores, senadores da política, que tiraram partido da política e do futebol, têm origem na parte norte do País.No Algarve, só noa anos oitenta, é ue passou a haver saneamento, luz e água fora das vilas.E a única estrada decente que se fez, foi a Via do Infante, e foi porque os espanhóis fizeram por isso, porque queriam acessos para a Expo de Sevilha. Foi totalmente paga com dinheiros da CEE, logo não é uma SCUT, nem tem características disso. Até porque a EN125 não é alternativa para ninguém. E a prova é que depois passou-se a fazer auto-estradas em quase todo o lado e o Algarve foi o último.
Quanto a Lisboa, aparte uns nativos é uma terra de ninguém, por isso está tão descaracterizada.
Até tenho uma amiga que diz: Tenho pena quando oiço os outros dizerem: vou à minha terra.
E as obras do Porto têm muito que se lhe diga e também excederam em muito os cadernos de encargos, porque não deram o exemplo.
Quanto à regionalização, meu deus! Então se um presidente de Câmara tem tantos poderes como um Secretário de Estado, faz o que quer e lhe apetece(Agora há umas restrições monetárias). Antes fazia-se aplicações overnight, porque a bolsa de Tóquio abre mais cedo, e na manhã seguinte o dinheiro estava na conta da Instituição e o lucro não se sabe onde(?). Agora é ao segundo.
O Juízes do T. de Contas só se preocupam com a alínea a do artigo b do despacho c. O resto não interessa. As Intituições estão proibidas de muitas coisas. Mas quem dá pela falta do dinheiro, se no fim do ano o saldo aparece nas contas, depois levanta-se em janeiro e faz-se o que se quiser com ele, e depois no fim de dezembro põe-se outra vez lá, só para aparecer na certidão bancária de fecho de contas? Ainda há coisas muito mais bonitas.
E as Câmaras que apresentaram mais trabalho foram aquelas em que os presidentes de junta estavam todos os dias a chatear os vereadores, no próprio edifício, porque não é com emails que se vai lá. Estejam onde estiverem, até aqui só lhes interessava a constução e mudarem o PDM, para a família, ou amigos comprarem os terrenos. Com tanta construção acabaram com o escoamento de águas e agora fazem notícias das cheias.
oʇɹǝsuoɔ ɯǝʇ oɐu oʇsı ˙sopoʇ ɐ nıɹɐd so ǝnb ɐʇnd.
Também estranho a frugalidade do Bart, quando ele tem feito aqui a apologia da comida do "Fuso", onde uma posta de bacalhau, ou uma costeleta, enchem uma travessa do tamanho duma mesa, além de falar dos belos vinhos e licores. Eu basta-me ver uma pessoa ser apologista do 31 da armada ou da quarta répública (embora este seja mais suave), para ficar de pé atrás.Eu a quem um provedor na sua terra, me deu tanto trabalho pelos desvios que fez na Instituição e depois ainda foi para vereador da Câmara, com o pelouro da Acção Social, e ainda não tinha de volvido o dinheiro, pq houve coisas que não era possível devolver, por não ser possínel provar a origem.

Anfitrite disse...

Já agora uma para a Menina da Lua:

Um pastel de nata engorda menos do que um croquete. Como sabe um gr de gordura tem 10 calorias e um de açucar tem 4. O q disse só prova a consideração q os americanos me merecem.

Fiquem bem.

João Pedro Barbosa disse...

bea,

Qualquer tipo de situação
Desperta nod dois
Beleza e confusão

Uma espècie
De lenda
Que transporta
O medo
E o sonho
Prometido

Com as contruções
E o cultivo
De novas certezas

A desconfiança
Apressanos
Para a inconsciência
Do inacabado

Uma força vital
Que nos faz pedir mais
Do vìcio
Que nos apazigùa

É fácil gostar e confundir
A mensagem

Mais dificil
Sempre foi descobrir

João Pedro Barbosa disse...

Manuel,

12:13

Subscrevo!

Eu gosto de fumar, embora tendo perdido o vicio de comer cigarros!

Anfitrite disse...

Pedro:

Continuas muito inspirado. Mas também acho que continuas a dormir muito pouco.
Toma lá vai viajar um bocadinho:

http://www.youtube.com/watch?v=f4hsC0nRvZM

rainbow disse...


Bom dia dorminhocos:)


Bom fim de semana para todos

http://www.youtube.com/watch?v=g4Sj6TmSG4w

João Pedro Barbosa disse...

Anfitrite,

Estou a conduzir um Ferrari azul
E SMSs a esta velocidade
É perigoso

A Menina da Lua disse...

Anphy

Ainda bem que os seus problemas de saúde não são assim tão graves...:)

Pois! compreendo o que diz mas o problema do açúcar não diz apenas respeito ao engordar mas sim e principalmente às doenças que provoca como por exemplo a diabetes. Qualquer dieta de emagrecimento passa pelo corte de açucares e normalmente uma pessoa muito gorda é inevitavelmente um potencial doente de diabetes...Naquele caso em New Orleans tratava-se essencialmente, para alem do mais, dum problema de abandono à vida...ou seja "perdida por um, perdida por mil..."
Quanto ao resto, os americanos merecem-me o respeito igual a qualquer outro povo...mas confesso que tenho maior dificuldade para com os que insistem em subjugar ou maltratar as suas mulheres...:(

Tal como o Bartolomeu tambem não consigo mostrar grande coerência com o que digo porque de vez enquando tenho ataques de lambarice... leia-se bolos, tortas, chocolates e afins!:)) mas felizmente só de vez enquando.:)

E como o Manuel é um simpático em dar-nos música:) deixo-lhe esta esta em especial

http://www.youtube.com/watch?v=krEMw8E5ZAg

AQUILES disse...

Lisboa, Porto e os seus problemas. Mas há mais país e mais cidadãos. Há Vinhais, há Mértola, há Barrancos, Há Sabugal, e etc. Há dias disse que uma região ia ficar sem um único cinema a funcionar. O que reflecte bem a desertificação. Que é geral, com excepção da grande Lisboa. Mas nibguém reparou ou repara nesses pormenores. É a visão da importância do quintal de cada um.

João Pedro Barbosa disse...

Aquiles,

Compra uns vasinhos!

AQUILES disse...

João Pedro
Essa foi triste

rainbow disse...


Renascer

Que o sonho permaneça aceso
Que as musas continuem inspiradoras
Que as sereias cantem um hino de alegria e volúpia
E que os sons ecoem pelos labirintos da nossa existência

Anfi

Ainda bem que as notícias são boas:)
E obrigada por Frank Zappa.

Caidê

À toi, merci por Springsteen, mesmo que venha da troposfera:)

Aquiles

Concordo com o que diz. O país está a ser desertificado.

Andorinha e Bea,

Desculpem, mas aqui nos TRÓPICOS:), também vesti o meu coração de alegria logo de manhã, vou ver quem vi crescer e que não vejo desde o Natal.

Sem tempo para mais,
Beijinhos per tutti

João Pedro Barbosa disse...

Aquiles,

Se ainda não fui! Já devia ter ido!

Ir para os Açores e meter-me numa sala de cinema! Com tanto mar! Não há ficção que ultrapasse a realidade.

AQUILES disse...

Leiam, sem preconceitos, o artigo do Pacheco Pereira, hoje, no Público.

AQUILES disse...

João
Só para se entender: para quem cá vive isto não é um destino turistico; é a casa, o lugar de nidificação, o espaço de conforto sócio-económico.

João Pedro Barbosa disse...

Aquiles,

Tenho um tio que ainda vive em S. Muigél e uma Avó com 90 anos que esteve nos Açores 1 ano. Mas como gostas de uma boa discussão. Não esperas pela demora. Vais ter que me aturar, in vivo!

andorinha disse...

Bom dia:)

Bolas, Anfy!:)
Tu quando engatas...

"...mas às vezes tenho a impressão que não consegues ler o espírito de quem escreve."

Terás uma certa razão aqui. Isso pode acontecer com as pessoas que ainda não conheço tão bem. Por isso eu sou uma adepta ferrenha do cara a cara:)

Fica bem, mulher:)

Rainbow,

"...vou ver quem vi crescer e que não vejo desde o Natal."

Então aproveita bem o dia. Sei que sim:)

Pedro e Aquiles,

Sem mais tempo, deixo aqui um forte abraço para os dois.

P.S. Lembrei-me agora: ontem vi parte de uma entrevista de Adriano Moreira na RTP2 a Maria Flor Pedroso ( penso que é assim o nome).
Apanhei a entrevista talvez a meio, mas posso-vos dizer que gostei de ouvir aquele homem. Um homem que nem sequer é da minha área política. Do que ouvi concordei com tudo.
A dada altura disse algo do género: "Não devemos dar tanta importância à palavra do poder, mas sim dar mais poder à palavra. De todos, da sociedade civil, de qualquer cidadão..."
Pelos vistos é um programa semanal de entrevistas.
Valeu a pena ter feito o sono esperar um pouco mais.

Anfy,

Tu que és a "nossa espia":))), se descobrires, podias por aqui o link. Tens mais jeito para essas coisas.

E agora vou...inté...

Manuel disse...

Anfitrite:

Já imaginou se eu deixasse aqui uma música e pedisse para a ouvirem e dizerem o que pensam dela, se gostaram ou não.

E alguém, que confessasse não a ter ouvido, se pusesse a disparar em todas as direcções contra o autor da dita, a sua cor do cabelo, contra o barulho que as discotecas fazem, o álcool e outras drogas que lá se consomem, os efeitos na saúde dos frequentadores e as consequências disso nas contas do SNS, etc., etc., etc.