sexta-feira, abril 04, 2008

Em tournée.

Évora. Uma visita guiada deliciosa à Universidade. Reencontro com velhos alunos e amigos. A surpresa - ser reconhecido por três taxistas no mesmo dia! Um espasmo muscular nas costas que me inferniza qualquer movimento brusco. Conferência longa por me sentir no comprimento de onda do público. E o desaguar no Luar de Janeiro, para um porco preto divinal e um tinto da herdade de Henrique Granadeiro que despertou o meu decantado talento poético - era porreiro! Amanhã vou mancar devagarinho por esta brancura na terra pousada:).

21 comentários:

cabecinhapensadora disse...

Évora com uma universidade que retornou mas já foi Liceu. Lugar de exames. Évora das mãos suadas e sapatos polidos a escorregar na descida a pique do Liceu, as extremidades a falarem pelo resto do corpo retraído. O Liceu. Onde tudo se amava e se temia.Desde os portões altos ao contínuo baixinho fardado a rigor que saltitava à nossa volta. E nós parvos de todo. Agoniados da viagem, medrosos do exame...
Boa viagem na luz clara do Alentejo.A planície alentejana é desenho infantil; sem subterfúgios ou subtilezas vagas. É.
Eo sol por dentro do fim de semana :)

andorinha disse...

Que rica vida! (suspiro...:) :)

Anda numa de nos causar inveja, não anda?
A inveja não é um pecado mortal?
Quer ver-nos a todos a penar no fogo do Inferno?:)

Aproveite bem a estadia.
Como se fosse preciso dizê-lo, né?
:)

AQUILES disse...

Que saudades do Luar de Janeiro há 33 anos atrás. Que saudades do tempo em que era ingénuo e ainda acreditava. Do Alentejo mato as saudades todos os anos, do tempo não.
E esse espasmo muscular não será falta de exercício misturado com demasiado estacionamento em sofás desajustados, para não falar da dieta?

AQUILES disse...

Maralhal mantenho aberto debate sobre o ensino aos surdos lá no site da associação de S. Miguel:
http://asism.blogs.sapo.pt/

Cavalo disse...

Quem se tramou foi o porco... era preto...

Su disse...

inveja...a minha.....:)
jocas maradas de dias bons

yes! my love! disse...

"Amanhã vou mancar devagarinho por esta brancura na terra pousada:)." JMV

Pelo jeito poético e feliz, não será certamente falta de exercício, Aquiles, mas apenas :) exercício em excesso ~~

Em Cus de Judas, também existe " mangar " mas nesta frase não pousava :) bem !

andorinha disse...

Su,

Deixa lá. Assim já me fazes companhia no inferno:)))))

Grande jóia disse...

Os taxistas estiveram no meu kiosque, por isso o reconheceram. Julio voce é mais amado pelas gentes do povo do que julga. Seu peneirento delicioso!

AQUILES disse...

PENEIRENTO DELICIOSO? O JMV?
.):):):):):):):):):):):):):):):)
Com esta ele vai delirar.

anfitrite disse...

Que fenómeno estranho ser reconhecido por três motoristas de táxi em Évora, sobretudo para quem já veio até na "Dica da Semana".Como se os táxistas não ouvissem rádio, não vissem tv e não lessem jornais.
Para quem não quer ficar, sobretudo, conhecido como sexólogo, para o comum dos mortais, não me parece ser essa a melhor estratégia.
Por outro lado: "Casa de ferreiro espeto de pau". Acho bem feito que tenha artroses e artrites por gostar que lhe achem graça à maneira sinusoidal como se senta. Parece um prego que foi chupado até virar parafuso, quando tinha por obrigação dar o exemplo. Também é pré-diabético, mas vai jantar bife(com ovo a cavalo, molho de manteiga e batatas fritas), vai comer porco e beber da surrapa do Henrique Granadeiro, porque com as misturas que ele tem feito desde que foi chefe da Casa Civil do Presidente Eanes e da maneira limpa como jogou aquando da OPA à PT, e agora que os lucros começaram a descer pirou-se ou piraram-no, não deve ser muito cristalina tal surrapa que o levou a versejar qual Florbela Espanca. Até parecia a "Charneca em Flor".


Aquiles!!!!!!

Então já dorme melhor agora que já se foram as férias?!
Tenho pensado muito em lhe dirigir umas palavras desde que pediu aqui aos navegantes, para irem ao blogue da Associação. Só que eu fui lá e não vi a sua participação.
Mas olhe, o trabalho que está a fazer é bem lindo e com o tempo e a noção do dever cumprido, vai começar a dormir melhor. Não se esqueça que aí as mentes ainda estão muito fechadas, como fechadas estiveram as ilhas durante séculos. Mas nada impediu que daí surgissem grandes Escritores e até bons políticos.
É pena as pessoas ainda se preocuparem com a vida do vizinho e com o que possam pensar delas.
Se não levou carro, alugue um, e aos poucos veja os recantos lindos que por aí há. Alias é tudo lindo. Depois, se puder, procure ir a cada uma das oytrs ilhas. Se costuma marear tomo um anti-emético porque as viagens de barco são lindas!


Canseiroso,
que raio de cognome arranjou(hoje sou eu a embirrar). Um homem do Sul não tem esses pseudónimos. Olhe para mim que sou do Sul e bem do Sul, que arranjou logo um de deusa dos mares. É bem verdade que as mulheres do Sul são muito mais activas.
E outra coisa: Ainda tem muito que aprender com os velhos narcisos que, acima de tudo, continuam a ser muito bonitos e a cheirar muito bem.


Pofessor,

se me quiser considerar "persona non grata" eu vou enviar-lhe o meu endereço electrónico para não se sentir inibido em fazê-lo aqui.

Eu gosto muito de dizer o que penso, sobretudo chamar a atenção para aquilo que eu acho que está mal, porque o que está bem não é preciso mexer. Para pior já basta assim, como dizia o Outro.

Bom Domingo!

AQUILES disse...

Anfitrite
Obrigado pelas suas palavras.
O Blog é da Associação de Surdos da Ilha de S. Miguel, e a minha participação no blog é total , pois sou eu o único que escrevo os post's, e faço-o em nome da Associação, pois sou o Presidente da Assembleia Geral e tudo o mais que for possível.
Por isso as minhas férias foram boas na Serra do Açor, na Aldeia das Dez. E agora já estou de volta a S. Miguel onde vivo há 29 anos.
Quanto ao dormir ...

andorinha disse...

Bom dia.

It's pathetic!
Desperately seeking for attention...

Loooooooool Loooooooooooooooooooooooooooool

andorinha disse...

...the sea goddess, of course!

Looooool Loooooooool Loooooooool

Hoje estou-me a rir muito, estou bem disposta.
Está um belíssimo dia de sol e embora não esteja no Alentejo, tenciono também ir curtir a natureza. Quiçá para as suas bandas...
:)

Até mais logo, malta.

Su disse...

ena---lucidez em demasia.....às vezes encegueira...ehehehe

há uma frase por mim detestada:
- é bem feito - em jeito de malvadez não a tolero......
mas tb tenho um feitio merdoso

qto a alguem ser exemplo.....depende..tb gosto de maus exemplos......eu mesma sou exemplo disso...............

aqui td pode ser dito....essa de "me querer contactar" faz me lembra o "me liga...vai":))))))))

jocas maradas

acabei de fazer a terapia na tecla:)))))))eheheheheeh

Su disse...

a inveja é fodida.....tal como diz o MEC para o amor:))))))))))


+ jocas .de marar

oui! mon amour! disse...

Anfitrite,

perdoe o abuso, mas eu também precisava do seu endereço de correio electrónico, para lhe poder escrever em privado - e assim a Anfitrite, também não teria de me dar as respostas aqui !

Se não quiser tornar público aqui o seu endereço, e se nada tiver a opôr a que possamos conversar em privado,

peço ao Senhor Professor JMV que lhe faculte um dos meus - em privado - e fico a aguardar o seu contacto.

Canseiroso disse...

Este professor é mesmo catita, sim senhor.
Veio à minha terra comer plumas ou secretos de porco preto e não me disse nada. Talvez eu vá ao Porto e coma alheira frita e nem piu… J

Já agora…ser reconhecido por três taxistas da minha cidade, tendo em conta que eles são poucos e andam devagar é privilégio de quem fez da bela praça Grande (do Giraldo para os incultos) o lugar de reflexão pré-conferência.
Assim deu-lhes oportunidade de o verem bem…

Obrigado pela publicidade à nossa cidade património mundial e que venham mais cinco.

Gostava de o ter visto por cá….
Mas os porcos pretos continuarão a comer bolotas, que é o que lhes dá aquela gordura inigualável e outras conferências acontecerão.

Finalmente, para os outros admiradores deste admirável professor, cá vai uma adivinha:

Nas bolotas, o tamanho conta?

Saudações do meu querido Alentejo para todos.

anfitrite disse...

Su,

de si não esperava essa reacção.
Acho que tem capacidade suficiente para perceber a ironia.
Embora também faça muita asneira, não gosto de maus exemplos. O que disse não foi com requintes de malvadez, antes pelo contrário, e o Professor deve entender. É o meu instinto maternalista e a minha sensibilidade à flor da pele.
Qunto ao MEC em matéria de amor tem muito que se lhe diga.
Olhe que ele foi pai aqui ao pé de mim e eu sei muita coisa, até chegámos a sair juntos.

E tenho pena que os alegres silenos continuem a rir. Lamento que não tenham a capacidade suficiente de se rirem de si própios. Não posso fazer mais nada.
Pessoa que é atiçada por uns, espicaçada por outros e ainda há a que vem lançar veneno e se vai embora e, que não consegue aperceber-se disso. Não sei porque continuo a perder tempo com tal espécie. Talvez uma sessão de terapia me consiga esclarecer.

Aquiles,

estava eu a tentar ensinar a missa ao padre.
Como aqui há tempos tinha dito que ía voltar para a associação e como depois se queixou que andava a dormir muito mal, pensei que estivesse a sofrer com a adaptação, a
falta de meios e a claustrofobia.
No blogue não o encontrei porque o procurei pelo seu nome de "guerra". Continue e olhe que um Zolpiderm de vez em quando faz menos mal do que uma noite mal dormida. Pergunte ao Professor.

Mon...,

Ainda não entrei em contacto consigo porque tenho andado a ver se encontro na net o dvd do Cinema Paraíso. Mas por aqui está tudo esgotado. Só se encontra no Amazon e no eBay. Mas um filme italiano legendado em inglês, ou até dobrado, para quem pensa em português não me parece muito bom.
Faz-me lembrar uma entrevista que ouvi do Professor Frederico Lourenço, que foi criado uma parte do tempo em Londres, e que fala fluentemente sete línguas, além de ser professor de grego clássico. E nessa entrevista contou que quando recebeu a notícia da morte da mãe, começou a chorar, mas não não sabia se devia praguejar em inglês ou em português.

Também lhe digo que tenho o dvd do filme e até tenho em vhs a versão integral, que não foi comercilizada porque era muito longa, mas que não adianta nada de especial ao filme. Mas embora
lamente, não dou, não empresto, não alugo e não vendo, nem à Virgem Maria. Para poder imaginar o valor que a gente dá a uma coisa que gosta muito e pode perder sem ter recuperação conto-lhe também outro episódio que se passou comigo aqui há uns largos anos: Na década de oitenta organizou-se uma pequenina festa de carnaval em casa do agora ex-Secretário de Estado da Cultura, porque ele era muito pacato. E como a especialidade dele é música clássica (é Doutorado por uma universidade de Berlim, na antiga RDA), resolvi levar uns velhos vinis que tinha e tenho, com música mais apropriada para a época. Estava eu a tentar pôr um desses discos, quando oiço um: Espera aí! Não vais pôr esse disco sem eu tirar a agulha das minhas audições. Eu que sempre comprei agulhas "Shure" para a minha aparelhagem, nunca pensei que uma agulha pudesse ter tanta importância.

Fique descansada que eu vou lhe mandar o meu endereço e não é abuso nenhum. Este é o único blogue em que partipo e qundo me increvi até o fiz com o meu nome e apelido, porque sempre dei a cara, mas depois é que verifiquei que na blogosfera tudo é virtual e as pessoas usam o anonimato para dizer as maiores barbaridades.
No outro dia dei uma volta e apesar de ter visto alguma coisa interessante, fiquei triste e horrorizada com tanta maldade ressentimento, imcompreensão, raiva por não poder abanar as pessoas, e até desisti de andar por aqui ums dias. Mas como normalmente prefiro vir aqui, ver o que se passa pelo mundo, em vez de me impingirem a televisão, acabo por vir a este que está nos meus favoritos. E agora gastei mais tempo do que esoerava.

Passem bem.

Su disse...

anfitrite ...consegue tb ver/ler a minha ironia.......nas 1ºas palavrinhas---eu até escrevo o ehehehe

o resto....é a minha catarse....

qto ao mec ...eu e ele somos dois.......só o mencionei para o peso da palavra por mim escrita ser menor...opsss

mas eu tenho de explicar tudo ou sou mesmo/ estou confusa ...........

hoje confesso ..estou out......

oui! mon amour! disse...

"Mas embora
lamente, não dou, não empresto, não alugo e não vendo, nem à Virgem Maria. Para poder imaginar o valor que a gente dá a uma coisa que gosta muito e pode perder sem ter recuperação..."

Anfitrite,

eu acho que é a atitude mais saudável :) que se pode ter quando está em causa uma coisa que se pode perder sem ter recuperação;

com medo de estragar ao usar, ou de perder ao levar para todo o lado, eu faço muito pior :) compro em duplicado e guardo uma das coisas religiosamente !

Também tenho andado à procura, mas ainda não esgotei todas as possibilidades por pura falta de tempo!

E se não encontrar, pelo menos já sei de alguém :) que tem o filme na versão que interessa,

e restar-me-á pedir para ver consigo numa das vezes em que lhe apeteça rever o filme - acompanhada de uma desconhecida :)

mas... até lá ainda teremos oportunidade de nos conhecer melhor, por mail, pelo menos !

Tenho apreciado muito a sua participação aqui, embora por vezes me pareça que seja demasiado "dura" com o nosso Anfitrião, que não diz nada, certamente por ser um gentleman - onde é que anda a opção do itálico ? que não a encontro por aqui?

No mais, estamos de acordo, há aqui quem se esqueça que este espaço não lhe pertence, e que toma atitudes indelicadas com os visitantes que resolvem participar,

e é uma pena, porque o nível das intervenções podia elevar-se, e assim, ficamos com mais do mesmo,

e é um viró-disco-e-tócó-mesmo todos os dias, de manhã à noite, que até já enjoa :( - que me perdoem os mais sensíveis !

Valem-nos as chamadas de atenção para outros projectos,

como o do Aquiles,

e mais recentemente, o da Pompoar e o da Mala Vermelha -

que muito embora distintos nas finalidades etc.

são todos eles arrojados e mereciam ser apoiados,

porque o ser humano é por natureza limitado,

e nem sempre os que sofrem de uma limitação física são os mais verdadeira e gravemente limitados;

por vezes,

são os que têm mais condições físicas e intelectuais para compreender as necessidades especiais do outro - sejam estas necessidades especiais físicas psicológicas ou intelectuais -

mas também

as culturais - estas últimas, tão incapacitantes, como as já referidas -

são estes os que se recusam a compreender a importância destes projectos!

Talvez por isso, tudo leve tanto tempo a mudar, mesmo quando alguém até já deu os primeiros passos - neste ou outro sector - e as soluções até já existam!