segunda-feira, março 30, 2009

O seu a seu dono.

Hoje, um puto de 24 anos obrigou o número um do ténis mundial a jogar muito perto do seu melhor para o derrotar. Sem Ferraris vermelhos, fanfarronadas, barba crescida, frases do género "há quem tenha a lata de apontar o dedo aos jogadores da selecção", doutoramentos honoris causa, ordenados milionários, etc... Amanhã receio que seja remetido para a sombra do último putativo reforço do Benfica, o Congresso leonino ou o aportuguesamento da equipa do FCP. O rapaz é um dos 70 melhores jogadores do mundo, mesmo sem bandeiras nas janelas, caramba! Haverá vida em Portugal para lá do futebol?

112 comentários:

AnAndrade disse...

Temo que não.
Mas é bom achar que pode haver.
Nunca tinha ouvido falar de Frederico Gil senão agora. E arrisco a dizer que não voltarei a ouvir, se não estiver (muito) atenta.
Bem haja por o trazer aqui.

LadyAnt disse...

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9482988.html

Senhor Professor, na minha modesta opinião existem coisas muito mais interessantes do que o futebol.
mas a realidade é que ... a maioria das pessoas, pelos vistos, acham que não.

e os media fomentam isso. suspeito que tem muito a ver com o dinheiro que rola nas cabeças das pessoas envolvidas... os tais ferraris e coisas assim. tal como no amor que se tornou nessa coisa: botoxes e lipoesculturas (é o que se vê).

boa noite :)

cabecinhapensadora disse...

Por acaso já tinha ouvido falar do Frederico Gil. Penso que é um jovem de valor. Não sei se tem patrocínios potentes, se é apenas bem nascido, ou se, o que não acredito, depende de amigos para andar por onde anda. Seja como for, obrigado por ele, Professor. E por nós. Quanto ao futebol...como desporto é igual a qualquer outro; talvez mais popular, pronto. Mas o grau de relevância atribuído extravasa todas previsões e ronda o patológico.
Bom Dia

Ana disse...

A minha inocência fez-me acreditar que o jogo passaria em directo numa tv portuguesa, mas ne pas. Ao invés, no Eurosport passou o jogo da Venus Williams e o locutor ia dando conta do que se passava no court principal :(

Tangerina disse...

... mas se é o próprio JMV que tem cólicas renais de bradar aos céus quando o grande, glorioso, fabuloso, ... oso, oso, oso, benfica perde! (football game, esclareça-se)

Eu punha já aqui uma regra: quem falar de futebol tem de vestir mais uma peça de roupa! ;-)))

:-P

T.

thorazine disse...

Entãoo eu vou andar sempre como Darwin me pôs ao mundo...

utopia disse...

Tangerina

Pelos vistos, tira-me sempre as palavras...das teclas :D

thorazine disse...

Os amantes

Não se pode dizer que vivam juntos. Muitas vezes duas pessoas gostam uma da outra e não conseguem viver juntas. É o caso deles. Casaram-se e depois separaram-se. Como toda a gente. Mas, passados meses de dor e recíprocas violências, encontraram uma saída que a ambos pareceu inteligente. A ideia foi ela que a teve. Passarem os dias de trabalho cada um em sua casa e os dias feriados juntos na casa de um, ou de outro. Há coisas animais, emoções incontroláveis e, sobretudo, o constante desgaste dos dias que destroem a alegria – o puro prazer de se estar com alguém, o verdadeiro interesse pela vida do outro – enquanto o sexo se transforma numa rotina mais ou menos enfadonha. Ele chama-se João, ela Maria.
Jantam à sexta-feira num restaurante chinês e decidem a casa para onde vão. Um pequeno almoço juntos e depois despedem-se , cada um partindo para seu lado, com o coração levemente aflito. Durante os dias em que não estão juntos, estão proibidos de se falarem ao telefone ou comunicarem de qualquer outra forma. Salvo uma emergência imprevisível – um incêndio na cozinha, a morte de um familiar, uma súbita fragilidade da alma.
Conheceram-se no liceu. Casaram-se tinham ambos 24 anos. Agora vaõ fazer trinta e um. É muito forte o amor que os une. Um amor só deles, que as pessoas não compreendem e por isso criticam. O amor precisa de ser protegido, abrigado, alimentado com todo o cuidado. O quotidiano é o pior inimigo. Corrói o imprescindível respeito pelo outro, por quem o outro é. Consome a distancia que é preciso manter para que o outro possa ser quem é. Começa a asfixia.
É um engano grande julgar que não se pode viver com esta pessoa mas que se poderá viver com outra, porque na maioria dos casos é a própria vida que nos abandona e afasta. No caso deles há um facto relevante. Nenhum deles quer ter filhos, fundar, como se diz, uma família. Trazer ao mundo uma vida não só é uma responsabilidade de que se conhecem os limites, como uma inconsciência para a qual nunca se está suficientemente preparado. Pelo menos por agora.
Ele tem uma casa junto ao mar, ela um apartamento no centro da cidade. Ele é um economista, ela editora de um jornal diário. Quando se encontram riem dos acidentes da semana, do ridículo comportamento dos humanos, dos problemas insolúveis. O trágico também pode ser visto de modo a merecer uma gargalhada.
Falam dos livros de lêem, e um programa passado na televisão ou na rádio, do concerto para o qual é preciso comprar bilhetes pela internet, de pequenas coisas sem verdadeira importância. Não se criam aqueles deprimentes silêncios quando já não se tem nada para dizer um ao outro e, dentro de um carro, cada um olha em frente com receito de olhar para o lado e deparar com um desconhecido.
Os pais não percebem, os amigos não percebem, ninguém percebe. Toda a gente conspira para que aquela frágil e preciosa relação termine. Quase todos têm pavor de ficar sozinhos, de morrer sozinhos. O que os agarra é o medo.
Por isso condenam-se aos piores compromissos . Eles, pelo contrario, sabem não só que há em qualquer humano uma solidão que nunca pode ser superada, como que só ela abre um espaço onde o coração pode viver livre. Os corações também precisam de respirar.
Todos os anos, em meses variáveis, fazem uma viagem juntos. No ano passado foram a Viena, esta ano pensam ir à Finlândia. Juntos decidem todos os pormenores, embora cada viagem deva ser uma aventura da qual não se conhece o desfecho. Juntos vêem-se coisas que de outro modo não se veriam, porque cada um aponta ao outro o que, a sós, lhe poderia passar despercebido. Aprende-se mais porque ao falar as palavras chamam pelas coisas tornando-as mais nítidas, mais presentes. Num casamento comum há sempre um que em determinado momento precisa de se calar. Ali não. Antes de adormecer, adoram relembrar o que viram, sentiram, descobriram. E o sexo vem e chega, sempre poderoso, transportando-os para íngremes paisagens, súbitos abismos. Como dois desconhecidos que se desejam loucamente dentro de um comboio e não se recusam ao mais premente prazer.
Em Viena, o que mais a impressionou foi uma exposição das obras do último ano de vida de Picasso, uma gigantesca e heróica luta contra a morte. Ele, o que mais apreciou foi visitar a casa de Freud, um lugar onde se conspirou contra a sufocante normalidade dos costumes. Nenhum deles sabe até quando aquela relação poderá durar. Pode não se conseguir continuar. Pode acontecer uma paixão imprevisível. O amor é um trabalho pelo qual se tem e lutar e o que já se conseguiu dissipa-se no passado. Eles estão preparados para o fim. O que importa é acreditar no que ainda há-de vir, no indomável Se assim não fosse não valeria a pena. Faz parte o amor não saber quando pode acabar. Sempre aquela pequena dor que acompanha o verdadeiro amor.


Pedro Paixão, Playboy Nº1

PS - Humm..PP escreve bem. Pelo menos eu gosto.. :) Tenho uma visão diferente do amor que aqui é retratado. Para mim, a experiência do amor passa fundamentalmente pela partilha. Do tempo, do espaço, do pensamento, a tenebrosidade humana.. Não conseguiria estar na mesma cidade do meu amor, e ir para casa...como nada se passasse. E não acredito que seja uma "sufocante normalidade de costumes", são simples impulsos. Como comer. Também não considero que "aqueles silêncios" sejam deprimentes. Quantas vezes estes silêncios se partilham na amizade? Estar sentado na esplanada, a ver o nível da cerveja descer, over&over? Há situações deprimentes numa relação, mas os silêncios acho que não fazem parte de uma delas..

PS- Transcrever artigos (escritos!!!) da playboy! O que um gajo arranja para empatar o estudo..:D

cdgabinete disse...

Duvido!

RAM disse...

Caro Anfitrião,

Compreendo a sua revolta.
E sem duvida lamentavel que "o puto de 24 anos seja remetido para a sombra", face as evolucoes (????) do futebol portugues.
Mas sabe que a questao que se lhe coloca agora ja me atormentou noutras alturas:
a) Nos campeonatos europeus e mundiais de Atletismo e de Corta-Mato
b) Quando o Nelson Evora venceu a medalha de ouro no triplo salto nas Olimpiadas
c) Quando a Vanessa Fernandes foi campea europeia, mundial e medalha de prata no triatlo nas Olimpiadas
d) Quando os nossos atletas paraolimpicos - verdadeiros herois - sem os apoios e patrocinios de milhares de euros, sem centros de alto rendimento, por vezes sem as infra-estruturas mais basicas essenciais ao sucesso em alta competicao, defenderam com brio as cores nacionais, fazendo com que a bandeira nacional fosse hasteada, uma, duas, tres... e mais vezes.

E, convenhamos, em materia de "ferraris vermelhos", o tenis portugues so nao tem a sua dose nauseabunda de "ferraris", "egos insuportaveis" e outras fanfarronadas porque os nossos tenistas (ainda) nao conseguiram disputar os milhoes de dolares que se jogam nos torneios do "grand slam".
A diferenca entre Nadais, Figos, Tiger Woods (noutro "desporto" pouco falado mas ALTAMENTE remunerado), Ronaldos e Mourinhos e nula. Bem, talvez uma diferença: este(s) ultimo(s) nao esconde(m) o que lhe vai na alma!
O dinheiro raras vezes anda de mao dada com a sobriedade que caracteriza os grandes homens... seja qual for a area de actividade.

E o tenis... o tenis esta longe de constituir um exemplo paradigmatico de um desporto acessivel as massas. Quantos putos, de 24 anos e menos, nao continuam a marcar a diferença nos chamados desportos amadores, ainda que permanecendo sob o pesado e triste manto da indiferença?!

Quanto a nos continuamos a viver num Pais execravel que nao consegue fugir a pata cruel que o esmaga... a pata que permanece fiel a triste triade do "Fado, Futebol e Fatima".


PS - O autor do comentario declara que praticou natacao no FCP durante 17 anos

Isa Catarina disse...

Peço desculpa ao autor do blogue pela insistência! Nós já o contactamos através do email: drjmv@netcabo.pt. Esperamos anciosamente pela resposta ao mail.

Quanto ao tema, parecer que é o futebol que move Portugal.

Mar disse...

Pedro procura Inês.
Pelo sonho é que vamos,... Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo que talvez não teremos...
O amor é belo.
Boa sorte Pedro!

P.S. Aqui seria mais Murcon procura Murcona (mas não soa tão bem....)

Tangerina disse...

Thora,

Duas coisas:

1 - Quanto a Form não me vai agradecer pela sugestão da roupa! ;-))

2 - Gostei muito do texto do Pedro Paixão e posso dizer que a minha linha de pensamento está muito alinhada com a dele.


Gostei de tudo: da ideia de fundo e da forma como é defendida.

Acho-te graça. És muito velho para seres tão miúdo, pá!
Mas ainda te faltam uns anitos no pêlo para compreenderes tudo o que ele diz. Agendamos conversa sobre este tema para daqui a 15 anos?



RAM,

Absoluta razão. Tenho um aluno desportista de alta competição, que teve mínimos olímpicos e tudo e, porque está sempre com um pé na universidade outro em competição, tem muita dificuldade em assistir às aulas e/ou fazer os exames. Tem estatuto de atleta de alta competição, mas de pouco lhe vale porque tem de faltar muito. O que lhe vale é a inteligência que tem. Mas alguém o conhece? Nem os colegas!

Tenho outro aluno que é um artista nato. Pintor. Nunca foi ensinado. Aprendeu sempre sozinho. Fiquei estupefacta com os quadros dele e mais estupefacta fiquei por os colegas dele não saberem ou não darem importância ao facto de ele pintar tão bem. E mais estupefacta, ainda, fiquei quando os meus colegas: ai, o X? Sim, sim, pinta...

:-(

O que quer? Vivemos aqui. Neste jardim à beira mar plantado. Neste jardim... :-(

T.

CêTê disse...

Boa noite a todos. ;)

A propósito do assunto do post...
... um colega dizia que o futebol está para o povo português como o pénis para o homem. A frase prometia deliciosa autópsia mas resisti à tentação de lhe analisar as entranhas por adivinhar os vermermes que deve abrigar. Podres que não deve excluir patrocinios de campanhas políticas e afins...
Triste.

Boa semana ;P

andorinha disse...

Lá está, volto ao mesmo: é o país que temos:(
Praticamente só de dá relevo ao futebol, só se liga aos 'deuses' do desporto-rei...

Eu gosto imenso de futebol, mas tenho pena que não se dê muito mais relevo a outros desportos onde vários atletas têm tido performances de eleição.

Thora,

Estou um bocado na onda da Tangerina, para mim esse tipo de relação é mil vezes preferível à outra, a 'tradicional'.:)
Só tenho duas pequenas discordâncias: esse casal acaba por ter ele próprio uma rotina, acaba por ser tudo muito prevísivel. Encontros ao fim de semana, durante a semana, nada...
Onde fica a espontaneidade? O inesperado? A surpresa?
A vontade, o desejo súbito de estar com o outro?

"Durante os dias em que não estão juntos estão proibidos de se falarem ao telefone ou de comunicarem de qualquer outra forma."

Cruzes!!!!!!!!!!!!
Já existem tantas proibições na nossa vida diária, vão eles ainda estabelecer mais esta???!!

Sou contra qualquer tipo de proibição numa relação (até rima, mas é verdade) :)

"Os corações também precisam de respirar."

Grande verdade!
Aliás, esta frase poderia ter sido escrita pelo Cabecinha...:)

Vicente disse...

Perde toda a razão quando diz que Nadal teve que jogar perto do seu melhor.

paula disse...

RAM: parabéns pelo que disse/escreveu!!!
só acrescento que as modalidades, como tudo, têm o destaque que as pessoas/leitores lhes dão.
as notícias vendem-se a quem as lê, é como em tudo uma questão de números.

NG disse...

Habituei-me a ouvi-lo e e a lê-lo... hoje vou ousar comentá-lo: depois de o ler, qualquer post que escrevesse sobre o tema, poderia soar a plágio. Quando reduzimos Portugal ao Futebol, evidênciamos o quão pequeninos somos... lembrei-me dos Jogos Parolímpicos. Definitivamente, Portugal é um País de Conquistadores, e não é de todo com uma bola nos pés que se fazem estas conquitas!!

Admiro desde sempre, a sua lúcidez!

LadyAnt disse...

[é por estas e por outras que não leio a playboy] sinceramente, nem imaginava que a playboy tinha textos... looool

L'amant, de jean-jacques annaud, um belissimo filme...

é, também tenho essa ideia maravilhosa de ter um amante (fiel) desses, que me telefone a 10 minutos de casa e me diga "mete umas cuecas na mala e traz um casaco quentinho. vai descendo que vamos para madrid" (sonhos...)

agora até fiquei meio down... nem sei se vou conseguir dormir por me dar de caras com a triste realidade da vida.

Thora, a vida real é outra. os principes e princesas é só nos livros e na playboy (percebes?) não acredites em tudo o que lês...

tangerina, é claro que adorei a forma como me vestiste, estava quase quase parecido. se soubesses o que eu fiz... não fosse o salvé rainha do cabecinhapensadora eu a esta hora estava provavelmente engessada....

futebol, é um tema muito ranhoso. mesmo. metem até o ronaldo a chorar com ar de miudo birrento, que tem cócó na fralda pra mudar (chorei com as fotos, juro, chorei de vergonha) dessas e doutras ....

hoje, sei lá, SEI que nunca irei ter o meu amante como idealizei.

como me disseram que não era saudavel (nunca entendi porquê)!!! fui casada e fiquei doente ...
e sei que só assim poderia ser feliz com alguém... sendo amantes, podemos ser amantes dentro da mesma casa. é uma questão de mentes. é tudo na mente... os silêncios são as partes mais doces e sublimes na parte dos sentires. (calei-me) ok

partilho convosco uma canção (poema) que recentemente me foi dedicado (a mim) por alguém que me conhece bem. espero que apreciem...

a Tangerina vai adorar :)

http://www.youtube.com/watch?v=DHC_zKtby6Y

uma boa madrugada e... abraços virtualissimos. beijos para quem quiser e cumprimentos respeitosos para quem achar que prefere dessa forma.

p.s. estou decepcionada pelo Thorazine ter deixado de vir aqui só por causa da playboy. (acho que vou mudar a minha foto para uma mais atrevida!!!) rrsrrsrs

p.s.s. repararam como não falei praticamente no cabecinhapensadora? tou a treinar!

LadyAnt disse...
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LadyAnt disse...
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Tangerina disse...

Utopia,


:-)

O que eu queria era ver o JMV de sobretudo, gorro e cachecol no pino do Verão! ;-))



Form,

L'amant - lindíssimo! Já agora, Indochina e Adeus minha concubina, entre outros... :-)

Ary está sempre entre os favoritos, mas disso tu já sabias. E aposto que também já sabes que tenho uma paixão (muito pouco) secreta pelo Chico. Cala a boca, Bárbara! ;-)


T.

cabecinhapensadora disse...

Lady

não falou, mas 'tripetiu' o comentário; para o caso de não ter conhecimento: destaquei um anjo para custodiá-la (é pá, que palavra mais parva)

Thora

Bem vindo! Com ou sem playboy, revista de bom papel.

Pedro Paixão

é de ler. quanto ao texto, a mesma roupa só serve à mesma pessoa. O resto são adaptações mais ou menos infelizes e com pouco sentido estético. Por vezes necessárias

Andorinha

sobre a respiração do coração...tou-me a lembrar de uma anedota mas não posso contar. Há vezes em que o claro do dia nos dói mas a vida nos impele, feito motores de coisa nenhuma. E vamos. Todos os caminhos são de andar
Um abraço a todos

PS: quem é a Inês? e o Pedro que e quem procura? é mesmo a morta? ou outra, estilo a Inês Castel Branco (?), que não dorme num mosteiro nem nada...aquele mosteiro é muito frio para a Inês de Castro,se bem que gosto de vê-la ali deitadinha ao lado de D. Pedro. Os mortos ficam bem juntos. Os vivos é que nem sempre :)

(peço desculpa D. Lady se toquei no âmago. Tem que se ter muito cuidado com o âmago. Foi sem querer).

Mar disse...

cabecinhapensadora,
o Pedro é um romântico do século XXI, que vai deixando os seus suspiros, em forma de cartazes, pelas ruas de Lisboa.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/pedro-e-ines-tvi24-cartazes-amor-pedro-procura-ines-lisboa/1053535-4071.html

cabecinhapensadora disse...

Mar

tamos na secção de perdidos e achados, é entrar; se encontrar, desde que tenha recibo...no problem
Murcon e quê?...pá,não digam isso que fica mal. Tá bem que na pro núncia do norte aceita-se, vá. E agora não me venham com o Reininho e assim. Eu que tenho a mania de cantar tudo como penso e pouco como oiço (dureza de ouvido) só há pouco tempo dei pela veia assassina "há um prenúncio de morte", parecia-me que sim. Um lápes qualquer tem, ok? além do mais o Reininho não sabe.

Lady
upppsss... a gente anda a tentar esquecer, não é? I cross my heart.

Tangerina

fala do Poeta? O Ary gordo de elegância fuselada mal abria a declamar?

Tangerina disse...

Cabecinha,


Credo, que cada vez mais parece uma mulher!!! ;-) Então agora deu-lhe para a multi-tarefa? E com uma velocidade... Com quantas pessoas está a falar ao mesmo tempo? ;-)

Sim, claro que é esse Ary... Não me diga que fez a desfeita à Form de não ter ido ver o link dela... ;-)) :-P


T.

thorazine disse...
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thorazine disse...
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thorazine disse...

tangerina,
se fossemos deixar para mais tarde as coisas que não estamos preparados para "manjar", só depois de velho e morto é que se vivia. Obviamente que se está sempre a aprender, e que as perspectivas são (ou devem ser) efémeras..mas também não é nada saudável viver demais quer no futuro quer no passado. Quanto a eu ser novo ou velho..humm..aqui sou mais um nick! ;) Até posso ser um bot-blogueiro beta-tester! :D

andorinha,
eu estava a analisar esta relação...agora andar a fazer padrões tipo liberal Vs tradicional não se chega a lado nenhum. Como o cabecinha disse, por outras palavras :), as relações são como os cus - cada um tem o seu. As pessoas relacionam-se de mil e uma maneiras e arranjam os mecanismos que mais lhes convêm para se adaptarem e tentarem serem felizes. Para mim a questão não é estar mais na onda "deste" ou de "outro" tipo de relação, simplesmente quando sinto amor e desejo por alguém (e enquanto o sinto!) só me apetece estar com essa pessoa, e partilhar o máximo de momentos que puder com ela.. :)) Não é algo que eu pudesse pensar ou decidir...é algo que vem de dentro e controla a minha decisão :P
No entanto compreendo que haja pessoas diferentes, que não conseguem passar a perna à monotonia, que se cansam de comer sempre "batatas com bacalhau", etc.. ou que simplesmente sentem o amor de uma forma diferente da minha. ;)) Eu um dia posso mudar de opinião, no entanto não acho que seja devido à idade - mas sim das experiências - pois já conheci pessoas idosas com as mais variadas perspectivas de levar a vida (o amor incluído).

cabecinha,
O papel é bom até as folhas começarem a colar...:)))))



PS - Conta-se que o meu bisavô era um mini-casanova, que para além da minha bisavó teve uma série de outras paixões. Aliás, a minha avó contou-me que um dia era pequenita e quando foi ter a casa de uma amiga viu o pai dela a sair do quarto da mãe (da amiga)..e ela não disse não à sua mãe! :)

PPS - Para quando uma MDMA-session juntos? Ein? ;)))

thorazine disse...

Ant,
o pps era para tiiiiiiiii

andorinha disse...

"...a mesma roupa só serve à mesma pessoa."

Totalmente de acordo, Cabecinha.
Desde que as pessoas usem o que gostem ou lhes fique bem independentemente de ser moda ou não ou da opinião dos outros.

Thora,

Já te respondi indirectamente pelo que disse ao Cabecinha:)
Eu não referi padrões, aliás escrevi tradicional entre "".
Há tantos tipos de relações, nunca me ficaria só por estes dois.
E não critiquei a forma como te relacionas ou a forma como concebes as relações amorosas.
Era o que faltava!!
Por quem me tomas, miúdo?:)))
Tu apenas tens que estar na onda que é a tua, assim como eu tenho que estar na minha.
Mais clara do que isto não posso ser:)

LadyAnt disse...

[alguém retirou os ecopontos daqui só para me deixar envergonhada] grrrrrrrrrrrrrr

Tangerina disse...

Thora,


Para bot-blogueiro, não deixarias de ser um caso de estudo sério... ;-) e a valer milhões! :-D

Futuro: eu sou daquelas pessoas que não conta chegar à idade da reforma, portanto nem quero saber. Passado: serve para aprender; deixa marcas boas e menos boas; lambem-se as feridas, umas melhor, outras pior; saboreia-se o que de bom houve. Presente: aproveita-se a experiência adquirida até à data e vive-se com a bagagem que se tem e as ferramentas para lidar com elas que, ou são inatas, ou são adquiridas. Como? Eu gosto da postura do ballet clássico.

T.

P.S. - Também posso vir a querer o PPS. :-)

LadyAnt disse...

(reparando bem no cabecinhapensadora)
"destaquei um anjo para custodiá-la"
mas depois ... fala de Inês de Castro com uma ligeira pontinha de desdém ... como se os mortos não tivessem mais qualquer tipo de expressividade. e desdenhar daquele amor...

entretanto, chama gordo ao ary que declama, com desdém desmesurado (que retive com cuidado)

"duro de ouvido" e eu que sou tão sensivel ao ouvido, a ouvir silêncios, a sentir pinturas e esculturas que a natureza nos proporciona, cada pingo que cai duma qualquer folha de árvore...

"cross my heart" disse ele (vozes de homem... coisa vulgarissima ...

hoje, sinto-me triste.

preciso sentar-me num bar a meter uma roda com red bull pra ir pra naite com o Thorazine. :)

Tangerina, ele nem abriu o meu tube.... nem ouviu aquilo do cavalo ... não quis saber do que me foi dedicado por uma amiga do coração, com carinho, desabridamente...

Futuro: eu sou daquelas pessoas que não se rala a minima com o futuro porque sabe que o futuro é tão fugaz quanto o acto de respirar. criança que talvez não precise crescer mais nada... :)

Presente: onde estou? quem sou? para onde vou? para quê? ok! porque sim... tenho tanto para aprender... talvez tenha tempo, ainda. tentarei fazer um esforço a cada bater do coração. cada vez um esforço maior...os tempos têm que ser geridos com maior cuidado agora, porque são cada vez mais preciosos. a vida ensinou-me algo já. vou aproveitar o que aprendi. criança que foi obrigada a crescer sem querer.

Passado: Dor, aprendizagem, crivo. esquecimento. biliões de nonsenses. ódio pela injustiça, fome de amor. sede de felicidade. lembranças de paixões por pequenos nadas. criança

Tangerina, anda tomar uma roda comigo e com o Thorazine que ficas bem. loool

p.s. sabes o que é thorazine, eu queria emagrecer 7 kg urgentemente. e tenho aí uns medicamentos para emagrecer junto com umas dietas e coisas assim. bem, eu achei que era mais rápido, barato e eficaz, meter uns MDMA's, até porque preciso de fazer umas limpezas de primavera à casa toda e pintar os quartos e tudo e juntava o util ao agradável. falei com um amigo que toma tudo quanto é quimico ilicito e licito e tudo e ele disse que eu não sou boa da cabeça (EU É QUE NÃO SOU BOA) ele é ....
que nem pense nisso. que aquilo dá cabo da cabeça, que me vai meter a alucinar e que isto e aquilo. e que danifica o cérebro. e eu perguntei pok é que ele mete tanta droga se é assim tão mau!! ele disse que ele é ele! e eu que não tome nada de ácidos que me vão fazer mal à cabeça. ora. eu tomo uma miscelânea de comprimidos, aliás, durante dois anos tomei uma dose brutal dum medicamento com uns efeitos secundários que incluiam amnésia (cá estão as sequélas) mas ainda me lembro da primeira queca (mais valia n lembrar loool) que mal tem se eu agora tomasse umas rodazitas? ía fazer-me ficar muito mal? desde que emagrecesse ... qual é a tua opinião já que sabes tanto disso. achas que tome ou não tome, já que já tomei tanta porcaria... e diziam que n era droga (era com receitas) huummm??? por exemplo, se tomasse contigo não me ia fazer mal nenhum, certo? (ninguem me entende) eu acho que aqueles produtos da herbalife tb n são bons. e além disso são caros. uma roda a 5 euros. se eu tomar durante 10 dias e fizer a limpeza toda da minha casa mais a pintura e a bricolage e ainda umas coisas de jardinagem era tudo rentabilizado. que tal o meu raciocinio?

eu penso que estou num raciocionio lógico muito correcto. mais bocadito de cérebro danificado menos bocadito, ora ... por 10 dias. 7 ou 8 kg ... mais o dinheiro que poupava numa empregada para me ajudar ... tou mais que coerente!!!

cabecinhapensadora, por mais que tente, eu nao consigo... dá-me voltas ao miolo!!!!! e enerva-me.
:(

boa noite. beijos e aproveitem o futebol já que não passam râguebi com aqueles homens todos cheios de muxclus por todos os lados (ai ai)

p.s.p.(este inventei agora) os beijos são virtuais ... (triste)

lobices disse...
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lobices disse...

...um dia escrevi:
------------------------------
“… acabo de chegar de um lugar indeterminado… não o sei localizar… fica algures na minha memória, já um pouco esbatida pelo tempo… gastei muito do meu tempo a lembrar o que não deveria ter sido recordado... mas o arrependimento não traz nada de novo, apenas revolve o velho e não deixámos de ser o que somos, apenas almas errantes neste mundo de contrastes e de negações… somos apenas e tão somente os "dejectos" dum mundo imperfeito… não nos foi dada a possibilidade de esboçar a nossa própria vida e assim temos de nos contentar com os constantes ensaios que fazem de nós, indeterminando a solução final… perdemo-nos na amálgama do tempo e da insanidade… já não somos quem queremos ser... somos apenas o que nos "dão" para ser… permitem-nos viver de memórias e de factos que de novo se transformam em lembranças... mas, lembrar para quê?… para sofrer?… para verificar que afinal de contas de nada serviu o esboço que de mim fizeram em constantes ensaios que a nada me levaram?… apenas à negação, só me levaram à negação... não sei quem sou… talvez nem queira saber: não foi para isso que aqui vim… vim a este mundo para ser feliz, disseram-me um dia… e eu, parvo, acreditei... vivi correndo nesse sentido… esbocei sorrisos e ensaiei risadas… tropecei, caí mas de novo me levantava... o horizonte estava sempre perto e me bastava estender a mão… a ajuda nunca me era negada… acreditei que o esboço que de mim fizeram em alguma coisa de bom se haveria de tornar, um dia, quando não sabia, mas haveria de me realizar... engano... puro engano... quando dei por mim estava caído, só, perdido, fendido em mil pedaços de mim, dorido de dores que não imaginava existirem... mesmo assim olhava em frente na expectativa de que o esboço que fizeram de mim, depois de tantos e tantos ensaios, me permitissem olhar e sorrir de novo... fiz isso muitas vezes… e havia sempre uma mão, ali, expectante, sorrindo para mim (engano)... para que foi que me sorriram?… porque me enganaram?… porque me disseram que sim?… porque razão me arrastei até aqui?… porquê?… que ganhei eu?… derrota após derrota?… claro que ganhei muitas batalhas, claro que sorri muitas vezes, claro que dei gritos de espanto e de prazer, claro que sim, mas, para quê?… para chegar a este fim?… para verificar que tudo o que vivi foi uma dramatização de mais uma história igual a tantas outras histórias de amor e sofrimento?… foi para isso?… foi para isso que me trouxeram até aqui?… foi para verificar que "isso" não existe?… e, o que é o "isso"?… o "isso" é um sarcástico riso dum engano simples mas preciso… dizem-nos: vai e sê feliz, foi para isso que aqui vieste… e eu vim, olhando, sorrindo, esboçando e ensaiando o que poderia vir a ser e a ter: um amor, o amor!… amei e fui amado… quis ficar pela simples razão de ter gostado… então amei e fui novamente amado e numa infindável sequência de vidas eu percebi que estava a ser traído pelo esboço que fizeram de mim… o ensaio não tinha tido ensaio geral… o pano subira para a representação da vida e eu não sabia o papel… destruíram-me, logo ali, logo à partida… negaram-me a possibilidade de estudar melhor as deixas e as palavras, os trejeitos e a forma de colocar o corpo no palco da vida… o esboço havia sido mal concebido… o ensaio não havia servido de nada... não havia ponto...
não havia nada... no entanto, pensei que havia tudo e de nada me servi a não ser da minha inadaptação ao papel... fui um mau actor…
agora as lágrimas caem-me e ninguém as vê… só as sinto aqui ao meu redor… olhos se me toldam numa profunda mágoa e a tristeza me invade… quis ser amado… sou-o!… para quê?… onde é que ele está?… aqui, ao meu lado?… ali, depois daquela esquina?… depois, um pouco mais para além do horizonte?… ou a seguir àquele arco-íris colorido de vida mas que nada mais me traz para além dessas mesmas cores… isto não é um grito... é para dizer que não me contratem mais… não há esboço e ensaio que cheguem para me reconstruírem de novo… a "argamassa" foi totalmente utilizada quando havia um sorriso, quando havia riso e olhos brilhantes... já não sei o papel de cor e já não consigo ler… no entanto, o amor não precisa de esboços nem de ensaios… no entanto, o amor não precisa de saber o papel, nem de ponto, nem de palco… o amor precisa de actor, de alguém que grite que está vivo, que ainda não perdeu a única "coisa" que tem para dar e isso está ainda dentro do meu coração, ainda pulsa e me diz que é, que existe, que sente, que vibra... grito, no meio de uma lágrima escorrendo sobre um sorriso, que por muitos esboços e ensaios, eu ainda o sinto e que esse amor (latente, vivo) não acabará nunca, morrerá comigo, levá-lo-ei para onde eu for, será presa de mim mas não estará preso em mim, será livre de ser o que tiver de ser, será o advir…”

cabecinhapensadora disse...

Tangerina

Mea culpa, já disse aqui que os meus amigos reais 'flesh and blood' são primeirissimos. Ontem foi dia; e noite :)). Justifica o não saborear as entradas? É hoje. Multi tarefa...bem dito. Isso tem sexo? Bom, todos temos um bocado do outro sexo, julgo. Gosto da ideia de um ser andrógino.

PS
Também gosto/invejo (d)a postura do ballet clássico (mas tem que ser só mental- aqui para nós que ninguém nos lê, nunca na vida dancei nenhumíssima coisa). À barra!

Desculpem a minha ignorância, mas o que é uma MDMA? (não me apetece ir ao google; além disso confio mais em vocês) tou quase a entender a amizade da Lady com o Thora (que tem uma profissão bué esquisita, mas é motivo para gostarmos dele, né?)

Thora

se a imaginação não acompanhasse a realidade estávamos todos mortos (estamos vivos?). A revista tem muita folha, se as fores colando à vez...é aquela questão da justa medida e de amarmos o desmedido. O que é um -vou copiar- botblogueirobetatester? desculpa a ignorância,é pa aprender e ver se inventaste a palavra. Quero cá saber se és novo ou velho. És.

Andorinha
"ó andorinha da primavera ai quem me dera também voar". Da roupa que é para um corpo: é como dizes, tem que ser para o corpo. Houve um filósofo que escreveu uma coisa banal (sou das banalidades) "a última roupa sobrevive ao corpo que vestiu" é tão senso comum, não é? o que pensará a roupa que fica? roupas que se moldam ao corpo que vestem, o guardam e sentem, lhe são íntimas e naturais como natural é haver sol. Desculpa, tou divagando.

Lady
agora fiquei com consciência pesada, ui! pesa tanto! (a culpa judaico cristã é assim) ENERVO-A?!! Me? Moi même? Je? mau, mau...
repare nos nossos nicks e veja a diferença. A Lady é suprema (e não entendo porque lhe chamam form; também não quero pensar muito nisso, é verdade). Quem escolhe ser Lady é sangue azul (vá, corte-se lá, pa ver se sai tinta permanente) eu, nem cabecinhapensadora escolhi ser. Nós, Lady, pensamos que escolhemos durante parte da vida; na outra parte verificamos a nulidade disso que fizemos. Mas talvez valha o esforço. E a elegância de ser. A postura da tangerina.

Foi um Prazer

utopia disse...

da maturidade

http://www.youtube.com/watch?v=u6LcZfStlfc

cabecinhapensadora disse...

Lobices

felicidade não existe a não ser nas cantigas da Maria Bethânia "felicidade é uma casa pequenina"; mas há pessoas mais 'propênsicas' ao bem estar. Por ñorma, são as que mais sofreram; instalados no absurdo não podemos ser infelizes. Má sorte é não nascer. Tu só és tu pela vida que tiveste. Com tudo. Por acaso gostavas de ser outro? De escrever de outra forma?
CONSELHO

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
Eugénio de Andrade
Um abraço de flores amarelas daquelas que a terra dá a quem sabe olhá-las e agradece por ver;

Tangerina disse...

Form,


:-)))

Eu também tenho aqui umas coisas para arranjar em casa... ;-) Com jeitinho, a gente fazia tudo em 15 dias e eu poupava nos trolhas. ;-)



Cab,

Dizem que as mulheres são mais multi-tarefa, mas como não é a minha área abstenho-me. Esta questão fez-me recordar uma outra TED talk que acho fantástica:

http://www.ted.com/index.php/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html

Na verdade, não tem nada a ver com o assunto de que falávamos mas, lá para o meio, o orador dá um exemplo engraçadíssimo sobre isso. Vale a pena ver o vídeo todo.


Form é diminutivo de formiga (ant). É uma form(a) carinhosa. ;-)


Elegância: numa das suas crónicas (do primeiro livro de crónicas), o António Lobo Antunes tem uma frase deliciosa que eu temo já não conseguir reproduzir com rigor. Já a procurei, mas não a encontro (terei sonhado? ;-)). É mais ou menos assim: "A única maneira de ser bem educado que conheço, é a de amar com elegância".


T.G.N.

Nuno Guimas disse...

O Benfica acaba de ser castigado por "evidente simulação de seriedade com o intuito de ser desonestamente campeão".

:)

Mar disse...

Ocorreu-me Saramago:

"Tão pouco damos quando apenas muito
De nós na cama ou na mesa pomos:
Há que dar sem medida como o sol,
Imagem rigorosa do que somos."

Nuno Guimas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nuno Guimas disse...

Falando agora de coisas mesmo sérias, ontem vi umas imagens ao almoço de um hospital (público) de Lisboa e fiquei completamente siderado: Os doentes, sem camas vagas, ocupavam os dois lados de um corredor, todos deitados em macas, em condições dir-se-ía quase terceiro-mundistas. O realce da reportagem era outro completamente diferente, ou seja, este facto já nem é noticia, é "normal"!
Há vida em Portugal além do futebol, as pessoas é que já nem a querem (ou podem) viver.

LadyAnt disse...

[fosse conhecedor de âmagos, não sugeriria que me cortasse só para ver sangue escorrer...]
[fragilidades da vida]

Tangerina, tá combinado: a primeira rave é em minha casa. o thora leva as rodas, eu dou as bebidas tu as batatas fritas e toca trabalhar nonstop.

o resto contas tu, pk tive que apagar tres paragrafos por achar que me iam achar a mulher inferno.

cabecinhapensadora, sinto-me ligeiramente ofendida por si. de facto, ninguém escolhe ser quem é. e eu, não sou um nick. LadyAnt foi uma ideia minha que tem a ver com o mundo das formigas. mas para isso teria que lhe explicar certas coisas que de facto não são nada interessantes, ou melhor dizendo, não interessam a absolutamente ninguem a n ser a mim. cortes, já fiz muitos. demasiados. e sei que a cor é sempre igual. mas há coisas que me distinguem como ser humano. podem n ser de sangue, mas são de caracter, de principios e honra. é que o chá que eu aprendi a beber desde criança também me foi ensinado a colher e reconhecer, planta a planta, por esses campos afora. obrigada.

boa noite a todos e até um dia

p.s. Lobices, sabe o quanto é delicioso lê-lo. sempre me sensibiliza. esta, foi forte :) um abraço terno

cabecinhapensadora disse...

Pronto: andei a ver os recados todos (mesmo os que não eram para mim).

Cavalo à Solta

O Tordo Jovem, e tanta esperança do que não foi. O Ary que se transfigurava no dizer e a que assisti no encantamento em que as palavras sempre me deixam (diria a Lady, 'a babar'). E um não sei quê de intemporal que pode ser ímpeto. Vida. Uma espécie de Hino à constância do desejo vital. Também canto essa (com adulteração da letra, tá visto).

Mar
Obrigado. Bem dizia o meu professor de história "onde é que vive? não sabe do passado, nem do presente", mas consigo umas coisitas do futuro, ele é que não deu por isso:))
fui ver 'Pedro e Inês'. Tem estilo. Não sei se é romântico. E não me parece que seja platónico por vocação, mas por obrigação (será que o nome ainda lhe serve?). O amor platónico, penso eu - e posso enganar-me - que será uma coisa meio complicada para os homens, por prescindir do corpo; Mas sei de gente que acredita nele a pés juntos. E creia, também têm a sua razão.

Tangerina

Há um livro onde uma criança imagina que vai ter uma data de filhos e afirma que vai dar a cada um a ferramenta que precisa para ser o que quer. A educação devia ser isso. Porque "não se dá vista a olhos cegos"- ajuda-se a ver. a educação devia tornar-nos o que somos: homens. Na minha ignorante convicção a arte devia fazer parte dos curriculos escolares. Mas eu sou ninguém, Tangerina. Zero. Só assim a escola se aproxima da vida e existe o gratificante que não há (talvez eu tivesse aprendido a dançar). O que me espanta é que os profs não dêem por isso. E invadam com aulas até as áreas não curriculares. E agora não me venham cair em cima, tá? já bem chega a Lady andar toda ofendida comigo.
Multi funções: é a minha impressora. Multi tarefas, todas as mulheres. Copiando uma expressão do Professor: "no sentido literal e metafórico" devo demasiado aos homens e às mulheres para lhes traçar fronteira tão nítida.

Lady

tá-me a parecer que há por aqui pessoas que são dois e três em um; o que não me faz diferença nenhuma. Fernando Pessoa era uma data deles e todos bons. E leio cada um como separado. Mas aquilo da tinta permanente é puro amor a canetas de aparo (não gosto do sangue azul, quer o quê?)
PF, não fique chateada 'de mim'. O que é uma roda? Na minha terra só há rodadas. Gosto da Castro, mas prefiro tragicomédias, quer dizer, a vida.

A propósito: onde andará o Fora de Lei? foi disparar pa outro lado, certamente.

Tangerina disse...

A minha avó paterna era de sangue azul. Filha ou neta de um conde, não sei bem, nem nunca me preocupei em saber.

Mas sei que era boa pessoa. Tão boa que as gentes da terra ainda lhe mantêm a campa florida, porque tem fama de milagreira. Era elegante em todos os sentidos. Elegante.

O sangue azul dela teve muita serventia. Eu própria me lembro de a ajudar a carregar as canetas de tinta permanente nas suas veias. Com elas escrevia-nos em todos palavras lindíssimas. Textos de amor e de vida.

Após a sua morte, sobraram algumas canetas ainda cheias que não foram objecto de disputa familiar. Calharam a quem tiveram de calhar. A mim, algumas. Com elas tento, desajeitadamente, escrever textos na minha família e amigos, nos meus filhos. As canetas estão a acabar, mas a tinta é mesmo permanente.

Beijos. Fiquem bem.

T.

noiseformind disse...

Oh, nem só de ténis se fazem estas injustiças lusas.

Quantos n tiveram de deixar Portugal para terem o apoio nas suas carreiras, desportivas, académicas e profissionais?

Porque em Portugal circo é o que grassa, em Portugal circo é o que interessa.



Janta do Murcon SEM Murcon, é o que é. Nenhum circo, comidinha caseira, poucos euros necessários e show de sexo ao vivo lá para o final, assim o permita a bebedeira!

cabecinhapensadora disse...

Tangerina

Pronto: convenceu-me. Também tenho estado a pensar que é um bocado de preconceito a mais ir assim de má fé para o sangue azul :) O meu avô foi funcionário da Casa de Bragança e a rainha, quando era miúdo,(não sei se foi a ele se ao meu bisavô) deu-lhe uma foto inédita. Era linda. Colorida à mão, talvez pelo rei. Nunca vi dela uma igual em nenhum lugar. Mas, como desde sempre fui a cabeça que sou, emprestei-a ao meu irmão mais novo para o entreter; e ele, que nem ainda andava, deu-lhe umas dentadas e rasgou-a. Eis a minha relação com o sangue azul.
O meu avô que não sabia ler e nunca me quis ensinar nada, presença leve que sempre me acompanha e não sei mesmo onde acaba em mim. Mas não tem campa nenhuma. E suspeito que pouca gente lembre já os seus silêncios.
O tamanho que podem ter as pessoas em nós, é uma coisa incomensurável.
Bom Dia a todos

E olhe tangerina não é muito importante o que resta ou quanto resta, como já deve ter entendido

Mar disse...

O organizador do jantar já recorre às melhores estratégias de marketing para angariar presenças. Pressentindo-se aqui tantas afinidades, não se entende como não querem estreitar estas cumplicidades ao vivo. Nem respondem ao noiseformind... E depois quem sabe se o Murcon (não desce do seu silêncio e) os brinda com a sua presença, pelo menos, para o cimbalino...
Isto sou eu que adorava depois ver a foto de famíla...Vão lá...Carago...

yes! my love! disse...

Mar,

o que me está a assustar mais é a parte da bebedeira e do sx ao vivo ~~

yulunga disse...

NG, abençoado seja!
Haja alguém que se lembre dos nossos atletas paralimpicos.

Mar disse...

Yes,my love!,
Não será caso de susto... Acho que são só promessas...

CêTê disse...

Vim só tomar a "minha dose" e deixar um boa noite. ;)

paula disse...

Imagino o dr Murcon, a olhar aqui para a confraria como quem assiste a um Big Brother.
Lança o post, a tarefa, e fica a observar o desenrolar dos rosários…
Sobre os temas dos posts, quase nada a desenvolver; sobre cada um, um exorcizar de emoções, frustrações, carências, filosofias, dependências, desabafos.
Barro que se atira, aqui, à parede, a ver se cola, a ver em quem cola.
Os discursos têm mudado de tom, de estilo com o passar do tempo.
Até o/a cabecinha, de vez em quando lá foge da filosofia, do seu modo único de manusear as palavras como se fluíssem simplesmente.

Fiquem bem! (isto devia ser um clube privado, com direito de admissão…)

LadyAnt disse...

eu retirei-me, naturalmente, Paula.

Mas não acha uma prepotência da sua parte sobrepor-se ao autor do blog e propor uma coisa dessas?

por pelo menos duas vezes, sugeri ao Senhor Professor que, caso não me queira a fazer comentários no seu blog, fizesse o favor de mo dizer que entenderia perfeitamente.

até agora, ainda não se pronunciou. mas eu já tive a decência de me retirar, por meu mote próprio.

já tinha tido. embora aqui venha continuar a ler. mas, Paula, desculpe, não me contive.

o comentário foi feito Senhor Professor. Peço desculpa pela minha forma nua e crua de me expressar. sou eu. não tenho heterónimos.

respeito-o demasiado. e não é, jamais foi ou será minha intenção faltar-lhe em alguma ocasião a esse respeito e admiração que nutro pelo Senhor Professor.

mas quem não se sente não é filho de boa gente, sempre ouvi dizer.

cumprimentos. até outra oportunidade, com imensa pena minha. continuarei a ler o murcon sob uma outra perspectiva.

p.s. Paula, há muitas formas de aprender, sabe. eu tenho as minhas também. há quem não goste de partilhar conhecimentos... essas pessoas, são egoistas, egocêntricas e individualistas. normalmente, elitistas. muito sós. duma solidão extremista, que leva a excessos ...

com licença...

andorinha disse...

E depois a quezilenta sou eu?!:))))
Looooooooooooooooooooooool

andorinha disse...

Paula,

Gostei imenso do teu comentário ao post. Muito profundo!

Quanto a isto dever ser um clube privado é simples, imaginas que tem esse letreiro à porta e não entras.
Fácil, não?:)

P.S. Não estou a tomar partido por ninguém. Partido só pelos amigos...

E agora vou-me à deita...:)

Princesa Isabel disse...

Se há coisa que me encanta na escrita é o jogo de sedução das palavras, a brincadeira dos trocadilhos e a conivência das meias palavras, pois para bom entendedor... meia palavra basta (já dizia a minha mãezinha).
Professor, sem qualquer pudor lhe digo, 'é um do meus ídolos'.
Bem hajam os artistas!
Um abraço!

paula disse...

Lady – Acho muitos bem que não se contenha. Para quê? Tanta coisa que já temos que reprimir pela vida fora… além de que é das poucas pessoas que realmente dá a cara, e é um prazer lê-la

Andorinha – Não resisto, acho piada, e até construtivo. Mas lá que fogem ao tema do post, fogem, cada vez mais, quase que nem lhe tocam

lobices disse...

...fugir ao tema do post é o "toque mágico" do Profe
...essa observação já foi feita várias vezes, até por mim
...e, aí, reside a "beleza" da comunicação
...aqui é uma "sala" onde o "chefe" lança o tema e à sua volta, todos nós e "os outros", debitam o que lhes vai dentro da Alma, como se de um "brainstorm" se tratasse...
...e isso faz-nos bem
...aliviamos as pressóes (não as políticas) e exorcizamos os nossos fantasmas e as nossas emoções
...é, ao fim e ao cabo, uma espécie de terapia de grupo
...e é isso que faz do blog do Murcon a colmeia da amizade
...um bom FDS per tutti e os meus habituais abreijos
...paz, luz e harmonia

paula disse...

lobices - disse muito melhor do que eu o que eu queria dizer, como não é de admirar
bom fim de semana

Tangerina disse...

Form,

A Paula não estava a referir-se a ti em particular, mas a todos, incluindo ela. ;-)


Eu também já pensei várias vezes que isto dava um interessante estudo sociológico (pelo menos). Quem sabe não há por aí alguém a fazê-lo?

A Paula talvez pudesse ter tido mais algum cuidado com a forma, mas o conteúdo, na generalidade, aplica-se. No fundo, no fundo, tal só é possível porque esta é uma comunidade fluída, rica e interactiva. E a todos se deve.

Bom fim de semana.

T (uma das que foge constantemente ao post).

A Menina da Lua disse...

Bom dia!

LadyAnt:)

Não retira nada! era o que faltava! livre-se:)

Lobices

"fugir ao tema do post é o "toque mágico" do Professor"

Tambem concordo! por vezes penso que o Professor dá um mote sabendo que as nossas respostas podem ir desaguar noutros lados e noutros sentidos, digamos que é uma certa cumplicidade que até dá graça à comunicação.

Noutras vezes os assuntos podiam de facto ser bem mais conversados e entendidos mas as pessoas são o que são e respondem em liberdade da forma que querem e sabem. Quantas vezes apenas a partir duma pequena graça de alguem se fez gerar aqui grandes e variadas conversas.

O importante mesmo é que cada um sinta que quando quiser participar o possa fazer em liberdade e sinceridade sem outra restrição que não seja o respeito pelos outros e em primeiro lugar pelos postes do Professor...

O mundo tem espaço para todos e cada um tem o seu próprio estilo mas tambem faz as suas escolhas sabendo que as poderá receber em troca sempre em respostas correspondentes...

Pessoalmente simpatizo com a ideia de ter uma presença agradável e positiva aqui mas tambem tenho a certeza que nem sempre o consegui.
O universo de sentires e saberes que cada um transposta dentro de si misturam-se perante os outros, de formas tão diversas e imprevistas que por vezes nos fica a surpresa e até o mistério... mas tambem não será um pouco isso que nos atrai na partilha com os outros? :)

Fragmentos Culturais disse...

... da Literatura pouco se fala!

E do "Ano Internacional da Astronomia"! E das "100 Horas", de telescópios gratuitos apontados para o infinito, mesmo a partir do nosso computador...

E da Música... oh! Tantas lacunas num país que já foi de grandes referências culturais!

'...O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. '
Clarice Lispector

Bom fim-de-semana!

... mais um grande compositor partiu...

yulunga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
yulunga disse...

Sempre que há um bocadinho de forróbodó por estas bandas e quando estou ressabiada :-) lá venho eu meter a colherada. Provavelmente vou-me repetir nalgumas considerações.
Ó Paula, ó Paula então e mandar o barro à parede não foi também o que a Paula fez? E fez muito bem. E é assim que os diálogos vão tomando corpo e forma.
Mas houve aí no seu comentário expressões que não é você a única a usar neste mundo dito virtual. Constantemente se lê: um exorcizar de frustrações, carências, dependências. Ler isto é mato por aí.
E escolhi estas porque me irrita sempre que as leio.
Frustrações todos temos e penso eu que as descarregamos aqui, na rua, nos transportes públicos, com os amigos, sei lá.
A net não tem que ser o local por excelência onde descarregamos a porcaria.
Carências e dependências.
Acho que temos que ter um certo cuidado ao “beliscar” este tipo de pessoas. São pessoas solitárias e a mim faz-me muito medo a solidão.
Ora quem tem um tão grande poder de análise em conseguir perceber quem são essas pessoas, na minha opinião claro, o que deve fazer é tentar tirá-las dessa solidão através deste tipo de interacção e não empurrá-las ainda mais para o buraco escuro onde estão metidas.
Se já tinha o maior respeito pelas pessoas solitárias e dependentes, depois de ter trabalhado num hospital, ainda tenho mais.
Ah, convém dizer que não sou médica, nem enfermeira. Trabalhei no hospital como auxiliar, ou seja, a limpar cáca de cus. E acredite não é só no meio de livros que se aprende; eu aprendi muito no meio de cáca.

Em relação à Lady, ora porra. Pareces-me uma pessoa lutadora e perder por perder uma “batalha” então luta-se até ao fim. Entregar a vitória ao oponente é que não.
Faz algum tempo, não sei se aqui se noutro blog, alguém comentou que eu só dizia alarvidades e que era o bobo da corte :-). Sabes o que fiz? Limitei-me a ler, a rir e a frequentar o local onde me dava prazer ir.
Mas cada um é como é, e uns sentem-se mais do que outros.
Relativamente aos comentários acaberem sempre por sair do âmbito do post é precisamente o que eu acho que de magnifico tem a blogosfera; conversas paralelas.
Penso que já mencionei aqui uma frase da qual gosto muito e que é mais ou menos assim:
Se todos falássemos apenas do que realmente sabemos, reinaria no Mundo um silêncio insuportável.

yulunga disse...

Já agora e porque me apetece não falar de futebol, mas apetece-me falar de um nick, aqui vai:
Acho a/o (não interessa) muito gira. Vou tratar no feminino porque é uma cabeça :-)
Tem uma escrita gira e sedutora; e depois como suscita algumas dúvidas em relação ao sexo consegue, com a sua escrita, tanto seduzir homens como mulheres.
Inteligenteeeee...
Também gosto muito do pardaleco do xelim e tenho saudades do pardal LOL.

paula disse...

Yulunga - gostei do que escreveu, aliás, venho há muito tempo a seguir as «vossas» conversas, sentindo-me por vezes um «voyeur», o que não me agrada, por isso decidi meter a colherada.
As expressões «lugares comuns» que usei, é porque talvez sejam adequadas, não é a vulgaridade que as diminui ou lhes tira o sentido de oportunidade, simplesmente adequam-se. Pode até ser mato. Mas o mato existe, e porque não? Ignorá-lo, só porque é vulgar… não concordo.
Diz que quis beliscar este «tipo de pessoas», não as considero «tipo», pessoas sim, como eu, quem sabe, se solitárias, talvez menos ou mais do que eu, cada um sabe de si, e além disso, também estou por aqui, ou não? Vestindo a mesma roupa que todos os outros, solidões, carências, dependências, e tanta coisa para exorcizar. Não sou nem pretendo ser diferente de ninguém. Sou o que sou (outro lugar comum), com uma vida às costas, como todos vós.
Quanto à Lady, concordo consigo e admiro a espontaneidade dela. É sempre um risco a exposição, o desnudar, a sinceridade. A Lady faz falta.
Quanto ao/à cabecinha, também concordo consigo, é uma delicia lê-lo/a, por tudo, raciocínio, sensibilidade, e o transpor para palavras com uma lucidez única o que realmente pretende dizer.

E agora para o lobices – é uma elegância, uma presença subtil, delicada.
Também para o FTL – é o tempero daqui da murconoria – apreça – faz falta.

Como está a ver Yulunga, não pretenda criticar, menosprezar nem julgar. Só quis dizer que vos leio, que vos sigo, que também aprendo convosco. Isto, em vez de continuar fazendo-o invisível. E quanto a «atirar o barro à parede», é claro que atirei o meu, e parece que «colou»… um bocadinho… também me fez bem «desopilar».

Já escrevi aqui que chegue pelo tempo todo que vos tenho lido sem nada dizer.

p.s. – acho pena fugirem tanto ao tema dos «post»

yulunga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
yulunga disse...

Ora bem Paula.
Que bom que é estarmos em desacordo sem maldades pelo meio, sem agressividades e sem pontapés por debaixo das palavras :-)
Muito sinceramente eu a posts de futebol fujo como o diabo foge de cruz, porque simplesmente não tenho "cultura" futebolistica suficiente para comentar.
Ainda em relação aos temas... Vamos ver se me consigo explicar.
O Dr. Murcon aqui rumina, tal como ele diz, mas fá-lo de uma maneira, que quase nos convida também a por aqui as nossas ruminações. E nós gostamos de o ler e acho que ele também gosta de nos ler; aprendemos com ele e acredito que ele também aprende alguma coisa connosco. Ele já disse que fez psicanálise e isso acaba por ser estranho não é? Uma pessoa que estuda para ajudar outra não se conseguir ajudar a si. Precisa de falar e de ser ouvido, tal como nós. Ele é tão vulnerável como qualquer um de nós e este espacinho acaba por ser como as salas de partilha dos narcóticos anónimos; é bom para ambas as partes.

O Lobices é uma pessoas especial para todos os que o lêem. Além disso gosta de andar descalço na terra, o que faz dele um homem de cheiros, de sabores e de toques.

O Fora da Lei? Tem um "boneco" a defender. Rebelde e tal, torcidinho, mas também um homem com uma sensibilidade extrema.

As mulheres aqui... também há mulheres muito giras.
Mas nós espigamos um pouco mais em situações limite o que faz com que o que sobressai de nós é o pior e não o melhor.
Digo eu.

Apaguei o comentário anterior só para colocar mais uma ideia.

LadyAnt disse...

bom. conseguem sempre manter-me a teclar por aqui. tinha resolvido não o fazer porque já tinha dito não o fazer mais antes e, depois de pedidos insistentes por parte dum nick, voltei a vir aqui meter colherada.

agora, se volto, dá a entender que estou tão carente (é verdade, estou muito carente...) que preciso dizer estas coisas para que me peçam por amor de Deus, rastejem, orem, façam promessas a pé a N. Senhora de Fátima e rezem fervorosissimas avé marias para que eu volte a vir aqui escrever cultissimos posts sobre temas de que não entendeo nada.

a queridissima Tangerina, vem logo em meu auxilio, dizer que n era pra mim, que era pra todos e tal pra eu n ficar melindrada e isto e aquilo (querida Tanjarina, um docinho)... Menina da Lua, que não lia há que ... nem sei quanto tempo! imenso! imagino que se tenha perdido nas compras primavera verão já, em Londres ou Milão (que inveja).

vou esclarecer dois pontos:

1º ao invés de possuir heterónimos (como fernando pessoa e outros/as), duplas ou multiplas personalidades ou sofrer de bipolaridade, esclareço apenas que sou uma pessoa que gosta de conversa fluida, alegre, séria, divertida, com conteúdo partilhável e multifacetada. no entanto, sou extremamente sensivel a rótulos e outros pequenos pormenores, que a uma grande maioria das pessoas pode passar despercebido.

2. tenho um problema a que se pode chamar qqr coisa em termos psicológicos, psiquiatricos, sociológicos, falimiares, ambientais,.... u name it: seja o que for que aconteça, eu acho que foi culpa minha. mesmo que não encontre qualquer razão, a culpa de algo de mal suceder é em, em primeiro lugar, minha. imagine-se que o céu caia hoje: era provavelmente por algo que eu tinha feito de errado.

3. a Paula, que de facto não diz nada e eu nem me recordava de ler a Paula, aparece, diz coisas acertadas e termina com "isto devia ser um clube privado, com direito de admissão…"... de quem poderia ser a culpa??? e quem é ela para propor uma coisa dessas sobrepondo-se ao autor do blog?

afinal, que tanto haveria a dizer sobre o rapaz do tenis? falar de futebol? de politica?

ou falar do thorazine em boxers? (este homem acelera-me a produção de feromonas...)

também já fantasiei sobre o Senhor Professor, mas não posso contar.

enfim. eu não me sinto derrotada em nada. ando sensivel. há alturas em que preciso de me retirar. e não é amuada nem nada disso.

a paixão pelo cabecinha afectou-me. fiquei ainda mais fragilizada :(

boa noite a todos e beijos, tudo virtual

p.s. noiseformind, eu não vou ao jantar pelo seguinte:

1. n sou morcómica
2. tenho medo de pessoas desconhecidas (até das conhecidas tenho...)
3. fico desconfortavel estar a jantar com uma pessoa com o sexo explicitamente à mostra. (n vou parar de olhar)...
4. li o teu profile e apreciei todos os teus interesses. i.e. quase todos... fiquei com medo de um depois de ler aquilo do sexo explicito.
5. depois, é mto longe.
6. tinha que levar os meus filhos e eles não têm idade para andarem a jantar com adultos nesses preparos.
7. mas gostava de te perguntar umas coisas ... mas pronto. ficamos assim. espero que entendas. eu não sou murcónica. :( sou do centro. desejo um bom apetite e imensa diversão.

p.s.s. para o cabecinhapensadora:

"O MDMA foi descoberto antes das anfetaminas ou dos alucinogéneos. Em 1912, os laboratórios alemães Merck isolaram acidentalmente o MDMA (MetileneDioxoMetaAnfetamina) e em 1914 patentearam-no como inibidor do apetite, o qual não chegou a ser comercializado. Só nos anos 50 é que, com fins experimentais, foi utilizado pela polícia em interrogatórios e em psicoterapia.

Nos anos 60 e 70 conseguiu grande popularidade entre a cultura underground californiana e entre os frequentadores de discotecas, o que levou à sua proibição em 1985. Foi baptizado com o nome de Ecstasy (XTC) pelos vendedores como uma manobra de marketing.

Na Europa, nos finais dos aos 80, o seu consumo aumentou, como se pode verificar, por exemplo, pelo número de pastilhas apreendidas pelas autoridades espanholas: 4.325 em 1989 e 645.000 em 1995. Este alargamento na Europa está também associado à queda do muro de Berlim e ao descontrolo político de alguns dos países do Leste europeu, onde a indústria farmacêutica está fortemente implantada. O Ecstasy foi inicialmente consumido em Ibiza e nos países do mediterrâneo, no contexto da noite e da música electrónica. O consumo espalhou-se, mais tarde, até à Inglaterra e Holanda, onde surge a nova cultura da rave entre os jovens.

Efeitos

Os primeiros efeitos surgem após 20-70 minutos, alcançando a fase de estabilidade em 2 horas. Diz-se que o MDMA pode combinar os efeitos da cannabis (aumento da sensibilidade sensorial e auditiva), os das anfetaminas (excitação e agitação) e ainda com os do álcool (desinibição e sociabilidade). Para além disso, pode oferecer uma forte sensação de amor ao próximo, de vontade de contacto físico e sexual.

O Ecstasy pode provocar uma sensação de intimidade e de proximidade com outras pessoas, aumento da percepção de sensualidade, aumento da capacidade comunicativa, loquacidade, euforia, despreocupação, autoconfiança, expansão da perspectiva mental, incremento da consciência das emoções, diminuição da agressividade ou perda da noção de espaço.

A nível físico pode ocorrer trismo (contracção dos músculos da mandíbula), taquicardia, aumento da pressão sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, vontade de urinar, tremores, transpiração, cãibras ou dores musculares.

Os efeitos desaparecem 4 a 6 horas após o consumo. Podem ocorrer algumas consequências residuais nas 40 horas posteriores ao consumo.

Riscos

A longo prazo, o ecstasy pode provocar cansaço, esgotamento, sonolência, deterioração da personalidade, depressão, ansiedade, ataques de pânico, má disposição, letargia, psicose, dificuldade de concentração, irritação ou insónia. Estas consequências podem ainda ser acompanhadas de arritmias, morte súbita por colapso cardiovascular, acidente cérebro-vascular, hipertermia, hepatotoxicidade ou insuficiência renal aguda.

O consumo de ecstasy e a actividade física intensa (várias horas a dançar) pode provocar desidratação e o aumento da temperatura corporal (pode chegar a 42º C), o que por sua vez pode levar hemorragia interna. A desidratação e a hipertimia têm sido causa de várias mortes em raves. A hipertimia pode ser reconhecida pelos seguintes sinais: parar de transpirar, desorientação, vertigens, dores de cabeça, fadiga, cãibras ou desmaio. Como forma de precaução, aconselha-se a ingestão de água. No entanto, a ingestão excessiva de água pode também ser perigosa (a intoxicação de água pode ser fatal).

É de referir que esta droga é frequentemente falsificada e substâncias como as anfetaminas, a ketamina, o PCP, a cafeína ou medicamentos são vendidos com o nome de ecstasy.

Tolerância e Dependência

O desenvolvimento de tolerância pode ser favorecido pelo uso contínuo do ecstasy. A dependência psicológica pode verificar-se mas não existem dados conclusivos relativamente à dependência física."

http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/drogas/ver_ficha.php?cod=ecstasy

thorazine disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
thorazine disse...

Lady,
MDMA farmacêutico e o ecstasy/MDMA de rua são coisas completamente diferentes. O XTC que encontras na rua é uma miscelânea de substâncias (que pode ou não conter o principio activo MDMA)e é bastante perigoso pois no mercado negro põe-se o couro nas mãos de um químico (provavelmente) azelha e com pensamento de gestor! O MDMA farmacêutico, no entanto, é um medicamento que se tem mostrado bastante eficaz na no tratamento psicoterapêutico. Se utilizado com método é uma óptima ferramenta para o desenvolvimento pessoal e também como apoio no tratamento do stress pós-traumatico associado à guerra (está a ser utilizado neste momento em combatentes do Iraque e da faixa de Gaza),vítimas de violação, suicídios (já há relatos do uso no acompanhamento de homens-bomba), catástrofes, etc..
Os medicamentos têm o seu efeito que especifica a sua função. Pode ser utilizado para emagrecer devido à propriedades anoréxicas ou para dançar a noite toda aproveitando o efeito estimulante, mas vai-se SEMPRE ter os efeitos "secundários" - que são a alteração de perspectiva devido àquele mar de sensações que nos inunda e se vão reflectir no nosso ser. Se não se estiver à procura deles e preparados para os explorar vai-se, obviamente, ter dificuldades. Não é propriamente o mesmo de quando tomamos uma Aspirina e somos agraciados com o efeito antiplaquetar: estas são substâncias que afectam o sistema nervoso e que podem ter um impacto significativo nas nossa vidas!

Se quiseres ler alguns casos de tratamento: http://www.maps.org/mdma/#healing

Cabecinha,
a minha profissão é ser estudante! :) E "normal" é apenas um conceito estatístico.. :P

thorazine disse...

Paco de Lucia - Rio Ancho

http://www.youtube.com/watch?v=jxodluTaz4g

Inté! ;))

cabecinhapensadora disse...

É pá...de cada vez que me ausento vocês desatam a dizer coisas importantes (para mim são todas importantes:)))

Paula
Muito Prazer. Bem Vinda à palavra escrita. Verbalizar é preciso. Pois...tal como a/o Yulunga, julgo que o agradável é poder fugir ao mote. Não faço ideia, tal como a Lady, do que o professorjulga; prefiro pensar que não julga. Pelo menos por escrito, talvez tenha cumprido com as regras de boa educação por aqui. Se não...foi inadvertido. Tudo na vida é um pretexto para, Paula. Há alguém que não se saiba só, ao menos às vezes? (se há, talvez não mereça estar aqui). Que atire a primeira pedra. Ou não regresse.

Lady

Não pode deixar-nos. Ninguém tem a sua onda de dizer tão irreverente e, em simultâneo, capaz de não ofender. Não é fácil ser lADY. Se algum dia quiser desistir mesmo, senta-se um bocadinho (pode levar um dia inteiro) e diz para si mesma, amanhã já vou pensar de outra forma. E só decide no dia seguinte, tá? É que o seu rir dos braços me (arrisco dizer NOS) faz falta. Pronto, já disse. E não parece que seja eu exemplar único, pelo que já li.

Thora

Como é que eu ia adivinhar que aquelas iniciais eram Ecstasy? Não deixes a Lady fazer uma coisa dessas, nem a Tangerina; são impec, não quero pensá-las com ressacas difíceis. Ainda bem que és estudante. Os estudantes estudam e sabem coisas. Também, num certo sentido, todos o somos. Eu, dentro do grupo dos que estudam sem que nada de jeito venha a lume. Obrigado pelas dicas. É que o meu estudo está sempre no princípio :));

Yulunga
Li-te e fiquei a pensar se os outros são mesmo o nosso espelho...concluo que há espelhos que nos fazem melhores do que somos e tu és um deles :)) espelho benfazejo e bem disposto;

Tangerina
parece-me que devo uma coisa: obrigado pelo que me mostrou. Tudo coisas pequenas que são maiores. E de que por vezes me distraio. Eu, que levo o tempo a procurar tinta indelével para escrever o nada que sei do muito que a vida me mostra. E a amizade não é a menor parte. Humm..Lobo Antunes é o meu fetiche. Deve ser amor, não consigo explicar o que me prende.

Um abraço a todos (é pá, gosto muito de abraços, parecem-me assim uma coisa ampla)

andorinha disse...

Santo Deus!...SIGA A RUSGA:)

Gente, está um sol lindo lá fora, não querem aproveitar e largar por uns momentos o monitor?

A vida está lá fora; aqui está só um pedacinho...
Ouçam um dos últimos "O amor é..." (programas curtos).
A vida é muito mais, felizmente, do que esta vida 'netiana':)

Inté.

Tangerina disse...

:-)

Para todos, mas em especial para a form, o cab, a andorinha, a menina, o Thora, o Lob, o FDL (onde anda ele?), a Yulunga e, claro, o JMV, que proporciona tudo isto:

http://www.youtube.com/watch?v=NRRvECy2MTQ


Tange :-) na

paula disse...

Cabecinha
Agradeço-lhe o acolhimento amável. De facto, eu calculava que ao entrar aqui no clubinho sem ser convidada, nem apresentada, nem recomendada, seria recebida como um cão estranho que se aproxima duma matilha (sem querer ofender ninguém, nem a mim mesma).
É claro que tudo na vida pode ser um pretexto para, se assim se quiser, e como vê, não serei eu a atirar pedra alguma e regressarei com certeza, fugindo ao mote também (em Roma, sê romano).

Lady
Não se recorda de me ler porque eu nunca me escrevi, aqui. Quanto a sobrepor-me ao autor do blog, acho que isso nem sentido faz, como poderia?

Tangerina disse...

Ah.. Paula, faça lá um esforço para ser simpática. Acredite que há aqui gente a tentar não lhe responder "à letra".

A prova de que isto não é um "clubinho", nem uma "matilha" é o facto de eu e a Form estarmos aqui e ninguém nos ter maltratado...

Vá lá, não custa nada e, at the end, vai ver que até lhe faz bem à pele (esta foi em honra do cabecinha)... ;-)

T.

yulunga disse...

Cabecinha :-)

Tangerina
Gracias por el video.
Besos de agua :-)

Aqui ninguém maltrata ninguém.
Sabes o que por vezes me faz lembrar estas coisas da blogosfera e os atritos que existem?
Aqueles velhos dos Marretas que estavam sempre a criticar o espectáculo, mas estavam lá sempre caídos. LOL
Por vezes temos atritos uns com os outros mas estamos sempre desejosos que essa pessoa volte a escrever.
Eu adoro a blogosfera!

m disse...

Fez notícia "chocando" e ferindo (ou não) susceptibilidades... falou-se de...e...sobre. Bastou. . Vivemos num mundo assim... em que já não se bate à porta para entrar...assalta-se a casa.
A Paula é uma mulher (?)inteligente....ou será...técnica de marketing, jornalista...? :-) :-)
P.S.- That`s all Folks! :-) :-)
P.S.- Quem levar a mal não deve estar aqui!

m disse...

Artº 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica de não ser inquietado pelas suas opiniões, e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão...

thorazine disse...

"Não deixes a Lady fazer uma coisa dessas, nem a Tangerina; são impec, não quero pensá-las com ressacas difíceis."

Cabecinha,
eu sei que é difícil passar pelo conceitos metidos a ferros por uma sociedade que tenta lutar contra o fenómeno da droga pelo medo, mas para pessoas com internet e com a liberdade para pesquisar todo o tipo de informação já não à desculpa para a ignorância. Essa visão que toda a droga dá ressaca e que o fim de todos os consumidores é a loucura e a morte é o resultado da magnífica propaganda do medo! Sabes que pelos censos de 1890 a faixa etária dos consumidores de ópio e morfina era 60 anos? Que os registos de mortes associados ao consumo era.....zero? Simplesmente não era um problema..e só depois da Lei de Harrison (que controlava marijuana e opióides) é que começaram a existir as primeiras morte devidas às substâncias de mercado negro, e os primeiro crimes devido à inflação do preço e ao envolvimento da máfia!!
Não estou aqui a dizer que a droga só faz bem - nem é conselho que se dê a alguém - simplesmente a visão que actualmente se tem do que é o problema está cpmpletamente desfazada da realidade! Elas já se consomem há milhares e milhares de anos, não vai ser um governo ou uma autoridade moral que vai conseguir quebrar esta ânsia pelos estados alterados de consciência! A solução não está em proibir e excluír mas sim integrar e perceber! Milhares de pessoas morrem diáriamente devido não dos efeitos das drogas, mas sim ao efeito dos adulterantes nelas contidos e dos negócios paralelos que são alimentados pelo negócio da droga, como o tráfico humano e o tráfico de armas!

:)

paula disse...

M
Obrigada por vir em minha defesa.
Quanto ao artigo 19º é só um dos muitos dos direitos humanos que ficam muito bem escritos, mas na prática são muito difíceis de engolir e sobretudo praticar.
É assim a vida, enquanto em «silêncio» li, analisei, assisti, reparei nas mudanças e evoluções da escrita, senti as flutuações de humor do pessoal, e imaginei o Dr. Murcon, na sua cadeira, com a sua postura amarrotada, a deliciar-se com os resultados dos seus «posts»…. esteve tudo normal.
Agora dar a cara, ou o focinho (no caso da matilha – que é só uma figura de estilo), essa é que é essa!!!
Tenho a sensação que passei de «voyeur» a «penetra», nada que me incomode, até porque aprecio a maior parte, senão todos, os intervenientes nestes comentários, e continuarei a assistir ao desenrolar dos rosários.
P.S – sou mulher

andorinha disse...

Já lá vão mais de 24 horas e ainda continuam com o mesmo paleio????

Santo Deus! Não têm vida para além desta?
Não há assuntos que sejam importantes para vocês discutirem?
Não têm amigos com quem conversar?
Não têm um bom livro para ler?
Um bom filme para ver?
Querem que continue a lista?:)))))


m
"...em que já não se bate à porta para entrar...assalta-se a casa."

Engano puro. Aqui não é preciso assaltar a casa, não há grades nem ferrolho; as portas estão sempre abertas.
Normalmente quem vem por bem, fica; quem não vem, não dura aqui muito tempo e nem é preciso ser escorraçado.:) Looooool
Há já vários exemplos desses.

Detesto "falar" com nicks criados à pressão, mas lá teve que ser.

P.S.
Adorei a cara da m e a da Paulinha também. Que giras!
E ver amigas em defesa uma da outra. Tão ternurento!
Viva a solidariedade feminina.

P.P.S. E falam no artº 19...
Engraçado também. Quando a Paula aqui ontem entrou parece não se ter lembrado desse artigo:) Looool
Santa incoerência!

E para concluir, com os anos que já levo disto:), aprendi a não me chatear com nicks, só me chateio (se for caso disso) com quem conheço mesmo.
Agora já comento "na boa", curtindo de fora o ridículo da situação.

Tangerina disse...

Cabecinha,

Obrigada pela parte que me toca nos seus comentários. Sou uma pessoa particularmente sensível a pequenos detalhes, pequenas subtilezas, enquanto, por outro lado, não consigo entender-me sem uma visão de contexto. Desconfio que costumo perder o que está pelo meio. Enfim... :-)

Fico satisfeita por lhe ter feito desviar o olhar para algumas coisas na sua vida e agradeço ter-mo dito.

Também me faz pensar e, elém disso, a sua escrita encanta-me, mas isso já lhe tinha dito.

Fique bem.

Tanger Ina

paula disse...

Andorinha
«Santo Deus! Não têm vida para além desta?
Não há assuntos que sejam importantes para vocês discutirem?
Não têm amigos com quem conversar?
Não têm um bom livro para ler?
Um bom filme para ver?
Querem que continue a lista?:)))))»
(…)
«Detesto "falar" com nicks criados à pressão, mas lá teve que ser» - andorinha é nome próprio ou não é criado à pressão?
«Agora já comento "na boa", curtindo de fora o ridículo da situação» - vou aproveitar a sua experiência considerando-a uma sugestão.

andorinha disse...

Tangerina,

Vi e ouvi agora. Gostei.
Bigada:)

"Também me faz pensar e, elém disso, a sua escrita encanta-me, mas isso já lhe tinha dito."

Andamos todas a dizer isto ao Cabecinha já reparaste?
Daqui a pouco tem ele o ego insufladíssimo:))))

Inté...

Tangerina disse...

:-))

O ego insuflado faz bem, às vezes.
Ás vezes faz muito bem. E, decerto, até faz bem à pele... ;-))

Quando virem aparecer no jantar do Murcon sem murcon uma pessoa com a pele toda bonita, já sabem quem é... ;-)))


T. (com sono)

Maria Martins disse...

Professor, por favor volte, está perdoado....
Boa Noite

LadyAnt disse...

boa noite.

o artigo 1146/19, alinea b) do código dos comments aos blogs diz "a selecção dos comentadores é natural, tão natural quanto a selecção natural dos animais na selva e nas estepes" XD

[sou mto mázinha]

Thora, eu gosto tanto de te ler. és tão sapiente, tão maduro e ao mesmo tempo tão boa onda (e giro, sexy, adoravel, desejavel, pele macia, moreno, bem disposto, pernas altas e muxcladas) ai ai ai. tenho tanta pena de ser cota pra ti...
(cada vez te leio mais sedutor, não me contenho... olha, mas se eu tomasse uma rodazita contigo tava-se bem, não era? tava tudo controlado, n é?)

pois mas se actua directamente no sistema nervoso central, há ali um medicamento pras dores que se calhar n devo tomar... é melhor não experimentar, pronto. bebo umas vodkas.

que seca! não posso fazer nada ilicito...

tangerina, thorazine, obrigada pelas musiquinhas :)

(que era uma sugestão com um tom de prepotência a sobrepor-se ao autor do blog era... disso não há falsas interpretações... mas já passou e pronto, talvez de facto n tenha sido essa a verdadeira intenção) :) tass

cabecinhapensadora, diga lá uma coisa, fale lá de si. é uma pessoa possessiva em relação aos seus entes qieridos? já agora, é ciumento? (gosto de saber estes pequenos pormenores) :)

um beijo a todos, sem mucos e um abraço ... tudo virtualissimo :)

lobices disse...

...uma boa semana para todos
...e
...uma santa Páscoa
...abreijos

cabecinhapensadora disse...

Olá

desculpem, tenho estado a ver o estado da pele; "tou na mesma, ora bolas!"
Bom, quer dizer, agradeço. Mas olhem que não. O meu princípio aqui: não magoar ninguém, dizer o que penso e como penso na altura (depois posso mudar), aceitar; aceitar sempre, mesmo se e quando contesto. E aprender dos e com os outros. Tenho para mim que o homem é um animal solitário com vocação de companhia.

Thora

Nem tu sabes como eu sei o resultado das adulterações nos produtos. Mas isso não me leva a advogá-los na sua pureza. Tudo o que me retire de mim, desculpa, mas não consigo pensar que seja bom. Não é uma questão de morte. É uma questão de coragem; a admissão de nós mesmos tem que ser feita a frio.
Muito obrigado pelos esclarecimentos. Acredita que os transcrevo todos. É um mundo que me intriga.
Bom Dia

LADY

O ciúme, enquanto sentimento correlato do amor, parece-me natural; enquanto estado, lembra patologia. É um género a que não me dedico. Todo o amor exige liberdade. Quem tem filhos não pode esquecê-lo, ainda que queira; eles não deixam :))
Tudo o que se diga em relação ao ciúme só é medido em situação. Um antepassado meu, muito normalzinho e pacato, matou mulher e amante. Assim. Sem mais. Ora essa, Lady,considero-me desinteressante o suficiente para responder a todas as suas questões. Ainda que o meu umbigo não tenha nada de sexy e prefira parafrasear "sou um homem que pensa noutra coisa". A haver sinceridade, tento.

Mar disse...

Lobices,

Uma Páscoa Santa, também para si e para todos, inundada de Luz!

thorazine disse...

cabecinha,
sabes...a minha teoria é outra! :P Há vários tipos de drogas..há umas que te adormecem da realidade em redor, como os narcóticos, e os que te fazem questionar o que está à tua volta, como os psicadélicos. O nosso cérebro tem mecanismos que não te permitem ver tudo (O Aldous Huxley chamava-lhe "válvula redutora da consciência"), não te deixam ver a realidade como ela é e sim como é confortável para ti a sentires e de uma maneira que a consegues ententer. As drogas psicadélicas muitas vezes são assustadoraas por causa disso : a realidade é-te mostrada fria e crua.. :)

thorazine disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
thorazine disse...

http://www.youtube.com/watch?v=HobvU30O9Nc

Para o documentário completo: http://www.youtube.com/watch?v=oFfblVjCwOU&feature=PlayList&p=D9FF45FFD9B68935&playnext=1&playnext_from=PL&index=5

Hofmann's Potion

PS . Cabecinha, se puderes vê o documentário completo! Vais gostar.. ;)

cabecinhapensadora disse...

Thora
não podes questionar a realidade a frio? sem narcóticos nem psicadélicos? dizes que a realidade que conhecemos é uma espécie de capa diáfana da fantasia e que os psicadélicos são a coragem forte da nudez? Então, Thora, afirmo o que costumo pensar da vida sem imaginário: uma seca. Esse mundo a que os psicadélicos, hipoteticamente, te dão acesso não me parece real nem quotidiano. A maioria dos homens deseja a normalidade; entendo por tal palavra o ser parte, estar, sem sobressair ou faltar; e só consegues ser parte se te sentes igual aos outros. Até os líderes, Thora, têm essa afinidade.
Quanto à realidade não ser como a vemos/sentimos...há variadas teorias sobre, não só as psicológicas, como sabes. O que me impressiona não é a possibilidade que até admito, mas o desejo de sair do mundo que é de todos e onde seria suposto encontrarmo-nos. Porque só os deuses são incausados.
PS: não vi o que deixaste, mas agradeço na mesma. Hei-de.

andorinha disse...

Cabecinha,

Não o conseguiria expressar da mesma forma, mas concordo inteiramente contigo.
Aliás, a tua primeira pergunta foi também a que me surgiu quando li o post do Thora.
Não podemos questionar a realidade a frio???
Os alucinogéneos e/ou psicadélicos (nem sei se é a mesma coisa...) é que nos fazem ver a realidade tal como ela é, dura e crua?!
Não entendo...

LadyAnt disse...

boa noite :)
cabecinha, andorinha... pode-se! mas vêm-se as coisas com uma outra realidade, outra forma mais forte de sentir.

dou um exemplo:
estou medicada com 5 medicamentos diferentes que tomo de manhã e repito a dose à noite, acrescidos de mais um que substituti a melatonina e mais dois adt's (dois ou tres) desses 5 medicamenmtos, 3 são supostamente para as dores (apenas aliviam)e etc e é assim que eu ando, como diz o thorazine, com "umas que te adormecem da realidade em redor, como os narcóticos" graças a Deus, estas não são das mais potentes, tirando as da noite que, fumando um sg gigante dão uma sensação "cool" (risos).

um dia experimentei chupar um desses papelinhos. aliás, um nao, porque a mim nada me faz efeito e ficou tudo à espera de alguma reacção e eu disse que n sentia nada. então deram-me mais dois. bem. é certo. a hipersensibilidade e a visão do que nos rodeia toma uma dimensão deveras interessante. infelizmente, tive uma brutal duma "bad bad trip" o que me fez saber que não quero jamais experienciar tal coisa na vida...

por isso, e por ouvir mtas pessoas e tentar entender muitas coisas.´, porque não sou preconceituosa e porque também acho que tenho idade para ter juizo mas também tenho idade para saber que não preciso morrer tão estupida como sou, entendo claramente o thorazine e estou em posição agora de dizer que a seco não tem a mesma dimensão nem o mesmo grau de impressão da sensibilidade (impressão, no sentido de ficar marcado em ti). sei bem o que é andar sem sentir nada. sem sentir porque se chora ou porque se ri, porque se come, pk se toma banho ou pk se cumprimenta alguem...(não por drogas, mas por outros problemas graves de saúde) é disso que fala o thora. e fala muitissimo bem! nota-se, não apenas por isso, mas também, que não é apenas um interessado na leitura, mas um excelente ouvinte e interessadissimo numa franja da sociedade extremamente interessante e importante no seu desenvolvimento.

achavam que eram os boxers do thorazine que me atraiam? (também são, pk tudo faz parte do todo ;))

um beijo e uma noite serena :)

cabecinhapensadora disse...

Lady

não disse que não acredito no Thora (que para mim é mulher, pronto). O que digo, e mantenho, é que a vida é tão triste, tão absurda e em simultâneo tão bela que não vejo motivo para procurar intensificar sensações. Talvez haja um erro meu. Ou da minha constituição física. O certo é que já testei os meus limites sem psicadélicos. Não todos. Mas alguns que a vida fez o favor de me entregar em mão e a que talvez outros reagissem diferente. A sensibilidade, Lady, como todas as coisas, não tem só um lado. E a fronteira entre dor e loucura é muito ténue; esforço-me para não. Porque, já o entendi, só a normalidade me coloca no meio dos outros, ao alcance da tradução.
Nem eu nem a andorinha (desculpa andorinha, suponho sermos comuns nesse aspecto) somos seres tão ignaros que olvidemos o evidente- o/a Thora é um expert. Talvez por profissão. Talvez por interesse. Talvez. Que, Lady, não nos interessam. Como a senhora uma vez disse e confirmo,aqui cada um é quem se diz e o que diz. E ainda assim mantenho: podemos aprender uns com os outros e deles. Tocar-nos de leve com palavras. As tais que nos cobrem a nudez crua :))
Quanto ao meu desconhecimento...digamos que há temas a que me dedico com mais força. Concordo, neles não sou menos ignorante. Cada um é quem é, Lady. Nenhuma lagartixa chegou nunca a lagarto (o provérbio diz jacaré).

Tangerina disse...

Ai, ai cabecinha... lá começamos nós! :-(

Lá por ter sido apelidado de "pelo menos meio mulher", já pensa que o clube é aberto a todos? Que não há fronteiras, rituais iniciáticos, etc. etc.??? ;-)

"Menino não entra!" sem mais nem menos. Mas afinal o que é isto? ;-)

Para se ser mulher é preciso MUITA coisa, portanto deixe lá estar o Thora no lugar dele, que está muito bem. ;-)

Acredite: MUITA coisa! Mesmo.

T.

cabecinhapensadora disse...

Tangerina

não entendi. Essa conversa toda é por causa de pensar que o Thora é mulher? Ai, estou a sentir-me um bocadinho abaixo do nível. Mas concordo com o que caiba no 'Mesmo'. Parece-me um reforço honesto :))

Tangerina disse...

cab,

well, well... or you door well, or you are here, you are at least 90% man another time... ;-) :-P

T.

paula disse...

Thora

Vi o www.youtube......., desconhecia. O mundo das drogas (destas) sempre me passou ao lado, nunca quis experimentar, tenho medo do desconhecido de mim e da dependência.

Cabecinha

Concordo consigo, no entanto todos sabemos que nem sempre o cérebro tem capacidade para ser coerente na interpretação do que vê. Há tantos estímulos externos e internos que desregulam o modo de cada um percepcionar a realidade que talvez os psicadélicos sejam só mais um entre os anti-depressivos, ansióliticos, calmantes, hormonas e por aí fora…

Tangera

«já pensa que o clube é aberto a todos?» então isto sempre é um «clubinho»…  (estou a brincar! Não pensem mal de mim)

thorazine disse...

cabecinha,
eu nunca disse que não podes experimentar o REAL a frio! Toda a gente a via acedendo, dia-a-dia, consoante as suas experiências. Estas técnicas funcionam como um catalisador, há uma torrente de informação que te inunda como se a válvula fosse aberta por momentos.. :). E não só as drogas catalisam...os budistas utilizam a meditação, os hindus o jejum, as tribos africanas o transe, os nativos americanos a dança e sons ritmados...etc..

Vou deixar aqui um excerto do livro do Huxley "As portas da percepção" de 1954, livro que inspirou o Jim Morrison a dar o nome à sua banda e uma geração inteira a "sintonizar-se".. :)

" (...) De acordo com tal teoria, cada um de nós possui, em potencial, a Onisciência.
Mas, visto que somos animais, o que mais nos preocupa é viver a todo o custo. Para
tornar possível a sobrevivência biológica, a torrente da Onisciência tem de passar pelo
estrangulamento da válvula redutora que são nosso cérebro e sistema nervoso. O que
consegue coar-se através desse crivo é um minguado fio de conhecimento que nos
auxilia a conservar a vida na superfície deste singular planeta. Para formular e exprimir
o conteúdo dessa sabedoria limitada, o homem inventou, e aperfeiçoa incessantemente,
esses sistemas de símbolos com suas filosofias implícitas a que chamamos idiomas.
Cada um de nós é, a um só tempo, beneficiário e vítima da tradição lingüística dentro da
qual nasceu — beneficiário, porque a língua nos permite o acesso aos conhecimentos
acumulados oriundos da experiência de outras pessoas; vítimas, porque isso nos leva a
crer que esse saber limitado é a única sabedoria que está a nosso alcance; e isso subverte
nosso senso da realidade, fazendo com que encaremos essa noção como a expressão da
verdade e nossas palavras como fatos reais. Aquilo que, na terminologia religiosa,
recebe o nome de "este mundo" é apenas o universo do saber reduzido, expresso e como
que petrificado pela limitação dos idiomas. Os vários "outros mundos" com os quais os
seres humanos entram esporadicamente em contato não passam, na verdade, de outros
tantos elementos componentes da ampla sabedoria inerente à Onisciência. A maioria das pessoas, durante a maior parte do tempo, só toma conhecimento daquilo que passa
através da válvula de redução e que é considerado genuinamente real pelo idioma de
cada um. No entanto, certas pessoas parecem ter nascido com uma espécie de desvio
que invalida essa válvula redutora. Em outras, o desvio pode surgir em caráter
temporário, seja espontaneamente, seja como resultado de "exercícios espirituais"
voluntários, do hipnotismo ou da ingestão de drogas. Mas o fluxo de sensações que
percorre esse desvio, seja ele permanente ou temporário, não é suficiente para que
alguém se aperceba "de tudo o que esteja ocorrendo em qualquer lugar do universo"
(uma vez que o desvio não destrói a válvula de redução, que ainda impede que se escoe
por ela toda a torrente da Onisciência), embora possibilite a passagem de algo mais — e
sobretudo diferente — do que aquelas sensações utilitárias, cuidadosamente
selecionadas, que a estreiteza de nossas mentes considera uma imagem completa (ou, no
mínimo, suficiente) da realidade. "

O livro completo pode ser sacado aqui: http://www.4shared.com/get/22235652/2e025613/Aldous_Huxley_-_Portas_da_percepo.html

PS - Cabecinha..não viste? : Tens de ver!!! :) Tens de ter informação sobre aquilo com que não concordas.. ;))

CêTê disse...

;) mais uns posts e ficamos a saber neste café como preparar uma "desválvula"...

Respeitando as fragilidades de cada um (eu tb as tenho, felizmente) não acho boa ideia só contar a parte boa da história.
Há quem não o faça mas nunca é de mais sublinhar: ou pela própria natureza da fragilidade ou pelos aditivos que se usam para a superar as estratégias FANTÁSTICAS conduzem a dores maiores. Ou não?
Então para quê sublinhar o prazer que se sente ao cair de uma ponte se há probabilidade elevada de não acertarmos no fundão? Viver custa muitas vezes SIM.
Alguns comentários aqui faz-me lembrar o comentário de um vucanólogo que recusava sapatos de última geração para explorar rios de lava.- "Gosto de sentir o que piso e avaliar os riscos. Se andar calçado com sapatos que não conduzam suficientemente o calor como vou saber onde está o verdadeiro perigo?"
bjnhs cordiais

thorazine disse...

cêtê,
mas ninguém aqui fala em aliviar as dores da vida. Para isso temos o Ben-u-ron ou em casos mais severos o Tramadol que é legal e baratinho!

A conversa (pelo menos a minha) já anda por outras bandas..

CêTê disse...

Thora,(lool) e desportos radicais não darão pica suficiente?

De toda a forma pensei que tanto estados de euforia como de depress fossem os que nos tornam mais susceptíveis a aditivos. Bem me pareceia que a conversa do/a coitadinho/a era conversa da treta. Isso levaria-me a dicutir as prioridades do orçamento da Saúde e áreas de absoluta prioridade. Mas era outra conversa

m disse...

"quem vem por bem, fica..."
Venho por bem.
Boa Noite
Sim, mea culpa, a imaginação foi pouca mas podia ser bem pior com um simples - ou ,. (Hummm, pensando bem estes eram muito mais interessantes:-))
Quanto à cara gira m...e
parafraseando alguém (peço desculpa pelo abuso)...."Porque é que responder é mais fácil do que perguntar?...".

A todos
Muito gosto.
Boa noite.

cabecinhapensadora disse...

Thora

desculpa o meu naif, e sim, andei fazendo o trabalho de casa 3/6: mas olha lá Thora, não consegues assim um senhor menos idoso a falar inglês? é que ele aaaaaa...mais que o Paulo Sousa, não tem dentes e não entendi algumas coisas: tá certo, a culpa é do meu inglês. Espero nos três que faltam. Pronto, tens alguma razão, acerca de dever saber sobre aquilo com que não concordo....mas não é necessário saber-se tudo sobre, para não se concordar.