quarta-feira, setembro 09, 2009

Continuemos...

Devo dizer que o meu desejo para a "geografia política" pós-eleitoral, ao contrário do sentido de voto, está perfeitamente definido - maioria relativa do PS e reforço dos partidos à sua esquerda. Na minha opinião, o PS não resistiu melhor do que no passado o PSD à vertigem do poder da maioria absoluta. Nos momentos de maior conflitualidade crispou-se e confundiu, por exemplo, duas atitudes bem diversas - não ceder à rua e não escutar a rua. E não me refiro apenas a manifestações gigantescas para a nossa dimensão, mas também ao motorista de táxi, à senhora do autocarro, à incomparável peixeira do Bolhão, ao tisnado agricultor. Em determinados casos, à posição política juntou-se outra questão - a personalidade dos intervenientes. Na política, idealmente, é preciso manter as costas direitas, mas tal não pode traduzir-se pela agressividade bem pouco encapotada na postura e no discurso, algumas intervenções da Senhora Ministra da Educação no Parlamento exemplificaram tal confusão. Adiante...
Pois, maioria relativa. E devo dizer que a angústia do PS, atendendo à oposição em absoluto lamentável, silenciosa, quase patética com que se vem deparando por parte do PSD, diz muito da desilusão de largas fatias do eleitorado. O reforço à sua esquerda acarretaria a necessidade de acordos pontuais, de negociação, de política, irra! Mas aqui a chaveta do Thora ocupa a boca de cena - como jogar pelo seguro? Fazemos um plenário com todos os indecisos, pedimos ajuda a quem de números percebe e organizamos as hostes?: tantos mil votam PS para garantir a vitória e os outros... exerçam a sua liberdade como entenderem. Já agora com um enorme piquenique, a reunião seria longa, eu juntava-lhe duas ou três bandas rock para descomprimir:). Não dá, gente:(. Como cantaria Sandy Denny, se ressuscitasse e por lá aparecesse - ain't life a solo? Não sei, espero que não mais vezes do que as necessárias, mas a decisão de voto é.

Porque escrevo no dia seguinte ao debate Sócrates-Louçã, aí vai a minha opinião: o PM ganhou-o. Foi eficaz na estratégia de encostar as propostas do BE a uma política fiscal que penaliza a classe média e Louçã fez uma defesa algo pastosa das nacionalizações e do papel da CGD. Sócrates não desdenharia resultado semelhante com Manuela Ferreira Leite, creio. O problema é que o "eleitorado flutuante" de esquerda não se preocupa muito com o que o Bloco ou o PC fariam se... tivessem eles próprios maioria absoluta:). Não os imagina a governar em vez do PS, mas sim a influenciar-lhe a governação. E por isso, sobretudo para o Bloco, a próxima legislatura será muuuuito delicada - claro que algum do seu crescimento se deve a "voto consolidado", mas também há ali muito voto de protesto. E esse baterá as asas em novas eleições se as pessoas considerarem que o Bloco não assumiu as suas responsabilidades nos acordos pontuais de que acima falei.

49 comentários:

Austeriana disse...

Há um prémio para este blogue no «bichocarpinteiro»! Parabéns!

Fora-de-Lei disse...

O voto útil é uma treta... uma autêntica chantagem.

Sócrates tem uma lata fora do normal quando agita o espantalho "se não votarem em mim, é a Direita quem ganha". Como se o rapazinho fosse o mentor de uma política de Esquerda. Estou-me a cagar que ganhe o PSD. Entre o PS de Sócrates e o PSD não há absolutamente diferença nenhuma. Para além disso, o PSD já ganhou. Por isso, o voto útil ainda tem menos razão de ser.

E porque será que eu tenho assim tanta certeza em que o PSD já ganhou ?! Veja-se o histórico dos convidados portugueses para as reuniões anuais do Bilderberg em "vésperas" de eleições e é facílimo tirar conclusões. É tão fácil como quem joga ao botão...

A Menina da Lua disse...

Sempre que me ponho a pensar em política ou melhor, sempre que me lembro da minha participação política, no fascismo e depois do 25 de Abril em liberdade, tentei sempre fugir às tentações de votar em ideologias... tentei sempre votar em pessoas que me inspirassem valores, tivessem princípios e principalmente garantissem direitos humanos....
Nem sempre o consegui; esbarrei-me igualmente muitas vezes com a emotividade que estas lides provocam: esquerda versus direita, partido A versus partido B, etc. ao ponto de afirmar se tal candidato fosse ministro emigrava.:)

Contudo voto útil é coisa séria sim e por vezes faz toda a diferença; não para nós favorecidos da sorte e da vida mas para os que não o são, seja por marginalidade, pobreza ou apenas por se ser diferente. Esses estão sim ao sabor das vontades políticas e dos poderes de decisão de quem realmente pensa ou não neles...
Para mim o que garante ou não os resultados, são as vontades políticas são as posturas, são essencialmente o sentido de responsabilidade e missão de quem governa no real interesse da melhoria das pessoas, da sua concretização como seres humanos sejam ricos, pobres ou assim assim...

A minha convicção é que como humanos que são, todos os políticos erram mas uns erram bem mais que os outros e outros até desvirtuam os princípios defendidos... O Professor enumerou aqui uma série desses erros tanta à esquerda como à direita mas parece-me que sente tal como eu tambem o sinto que, e perante esta bipolarização, fará diferença se se votar no candidato A B ou C pois os cenários em termos de realização política posterior serão completamente diferentes.

Em termos de discurso político, uma coisa é a "promessa necessária", viável e plausível, outra é a utopia apenas como manipulação e logro ou simplesmente a mentira pura e dura..
Para mim não me é indiferente viver num país de tecnocracias políticas onde o dinheiro e o material só conta em primeiro lugar e onde os números são cegos, mudos e surdos à existência dos direitos das pessoas mesmo que em minorias mas tambem onde cada um deve ter o seu sentido de responsabilidade pessoal perante o colectivo... porque há direitos...mas tambem há deveres.

Recentemente numa visita a Praga e Budapeste, duas cidades cujos países foram histórica e ciclicamente ocupados e invadidos por outros, reconheci vivamente neles, húngaros e checos que afinal o que vale mesmo a pena é ter LIBERDADE...por isso aproveitem-na e votem bem:))

isabel disse...

Olá professor
desde o 25 de Abril, o meu voto tem sido sempre PS... e sempre disse q quando Sócrates ( a mesma idade, a covilhã) fosse líder do partido a mimha união de facto seria oficializada.. mas o tempo foi passando e a decisão protelada... ainda bem q n o fiz... .pq n me revejo neste partido nem nesta postura de governação... Em suma .. tenho duvidas.. e pela primeira vez O Bloco surge como alternativa... Bom texto

andorinha disse...

"Nos momentos de maior conflitualidade crispou-se e confundiu, por exemplo, duas atitudes bem diversas - não ceder à rua e não escutar a rua."

Se eles tivessem a sua sageza e tivessem percebido a diferença...

Concordo com o FDL, o voto útil é uma pura arma de chantagem política.
Aliás, ainda ontem Sócrates voltou a agitar esse espantalho junto de Louçã. No seu tom paternalista recordou que sempre que o PS perdeu votos, estes foram engrossar as fileiras da direita, logo votar BE será um autêntico tiro no pé, depreende-se.

Ao contrário do FDL não sou vidente:), por isso não sei quem vai ganhar.
Pouco me importa, também...como já disse, a única coisa que espero e desejo é que a esquerda cresça bastante de forma a poder influenciar as políticas que vão ser seguidas neste país a partir de 27.

E quem me dera ter que me preocupar com o que o BE ou o PC fariam se tivessem a maioria...:))))


Isabel,

Ler o que escreveste vai-me alimentando a esperança de que haja muitas "Isabéis" por este país fora...:)

Miss Kin disse...

Ontem o PM dizia que os votos tirados ao PS, foram para o PSD, não para o BE, o que discordo e penso que os nºs discordam comigo, se não podia admitir isso, não falava do assunto, é que nós, eleitorado, não andamos a dormir.

Fora-de-Lei disse...

andorinha 7:30 PM

"Ao contrário do FDL não sou vidente:), por isso não sei quem vai ganhar."

Atenção que o "vidente" não sou eu. Quem costuma acertar em cheio na mouche são os artistas (e que artistas) do BB...

Cê_Tê ;) disse...

Boa noite.
Acho que se engana, professor.

O voto útil lembra-me o serviço militar. Vêmos os tropas perderem pernas e a vida numa luta a que eles chamam pela pátria e que todos sabemos que não passa de luta de interesse e de bens dos chefes de estado e toda a sua "companhia". O voto útil interessa a quem mama na teta do partida MAI NADA.
Também já respeitei a tal "disciplina de voto" até em situações profissionais- na verdade fi-lo uma vez e devo confessar por ingenuidade. O VOTO ÚTIL meus caros amigos é uma TRETA (como diz o FDL). E depois pk que é que o BE ou outro partido não pode ter maioria e constituir governo. Isto não é uma monarquia. Se vamos a pensar que só os grandes partidos tem "máquina" ENTÃO LEMBREMO-NOS TB que têm todos os vícios, as manhas, os chulos...
Tenho visto (confesso com espanto) novas equipas a darem cartas de competência na gestão, na resolução de problemas, na visão inovadora. O segredo é não ignorar a competência dos que já por lá passaram e convida-los para a equipa. E não é isso que se faz ultimamente. Gente do Ps no PSD e vice-versa?
Eu posso estar muito enganada mas o povo não está a ver o seu voto a 2 cores. Está sim entre extrema direita - extrema esquerda.

Grandes PALONSOS (me perdoem) os do VOTO ÚTIL- sobretudo se não tiverem nada a ganhar dos partidos em questão.

Missingmiss disse...

Não posso deixar de concordar com o Professor quando afirma que o PM ganhou o debate de ontem. Apesar de votar no Bloco (talvez por vingança, talvez por concordar com a maior parte das suas ideias ou até por achar que as suas campanhas são sempre as mais originais)senti um Louçã demasiado morno, pouco combativo, até na defesa dos seus próprios ideais.

Laura disse...

Nunca votei útil, excepto em presidenciais.
Mas se o partido que para mim colheu sempre o quociente mínimo de desilusão eleitoral vier a ser "tomado" por um clone qualquer de Sócrates (muita forma, nenhum conteúdo), vou estrear-me nessa coisa da deslealdade ao ideário.
Aliás, quando o fazemos, somos leais connosco próprios, porque o tal ideário já terá ido às urtigas pela mão de outros.

Quanto ao day after...
A minha ideia do cenário pós-eleitoral é muito mais irreverente e pragmática do que a do Professor :)
O que é necessário é apenas e tão somente que haja uma maioria parlamentar, já repararam bem?
Vota-se para a AR, certo?
Assim, o partido pequeno que vier a fazer aliança com o PS - reparem bem que qualquer um odeia Sócrates, do BE, ao PCP, ao CDS -, reserva-se o direito de não participar no Governo (o que é completamente possível).
E deixava o PS o bolo todinho do poder executivo.
Então era ver o Pinto de Sousa & Sus Apaches a arder em lume brando, consumindo-se, consumindo-se, consumindo-se..... asneando como sempre, mas sem poder absoluto para nos pôr os chifrezitos (-ões?) do costume.

Isso sim, era uma verdadeira jogada de Maquiavel ;);)

- Quem será o Príncipe?...

Estou farta dos figurinos velhos e estafados pós-abrilistas.
A democracia faz-se de muitas maneiras.
Este xadrez político está a precisar de uma 'ganda' reviravolta, já não serve.
Cheira-me que já faltou mais para isso.

yulunga disse...

O que é o voto útil?
:-P

Jorge Mesquita disse...

GEOGRAFIAS POLÍTICAS

Começo por comentar a sua “geografia política” com uma outra canção de Sandy Denny, composta para os Fairport Convention e, claro, para todos nós “Who Knows Where The Time Goes”. Do meu ponto de vista, o que mais interessa ao país, é resolver a crise e para isso é necessário que se proponham soluções de longo prazo, desde que incorporem medidas de curto prazo, ou seja, que elas constituam um todo e, portanto, interligadas. O interesse dos eleitores reside, essencialmente, no recheio dos seus bolsos. Os partidos que melhor compreenderem esta simples filosofia quotidiana, melhor estarão apetrechados para corresponderem aos anseios da Nação. Mas, será isto possível, sem que os eleitores percebam que para se resolver uma crise como esta, será obrigatória a existência de sacrifícios? Uma distribuição equilibrada da riqueza será a melhor resposta para o problema. Saber fazê-lo é uma das facetas da arte política. Cabe aos partidos demonstrarem, como fazê-la, se é que o desejam. Creio que os eleitores, serão suficientemente lúcidos para discernirem as diferenças dos objectivos de cada um deles, o que significa que não se deixem contagiar por todos aqueles que nos garantem a resolução dos problemas, sem que nos apresentem, preto no branco, as soluções que o país requere.

Jorge Brasil Mesquita

Nuno Guimas disse...

Idem aspas!

Totalmente de acordo.

Faltou referir o extremado combate de Portas (mais uma vez com a demagogia que se lhe conhece) à custa de um discurso tirado "do café da esquina", de lugares comuns e títulos de tablóide, na esperança que consiga açambarcar novamente um ministério estrategicamente útil para certos negócios.
As pessoas que vão votar PSD deviam pensar que ao fazê-lo vão de certezinha absoluta ter Portas como ministro também, pois a hipótese de "coligação" é bem evidente. A vertigem do poder levará com certeza o PSD ao inevitável convite ao PP.

yulunga disse...

E Manuela Moura Guedes como ministra da cultura? Hã? Hã?

Fora-de-Lei disse...

Nuno Guimas 9:46 PM

"As pessoas que vão votar PSD deviam pensar que ao fazê-lo vão de certezinha absoluta ter Portas como ministro..."

100% de acordo. Mas a frase estaria talvez ainda mais correcta se fosse dito que as pessoas que vão votar PSD ou PS deviam pensar que ao fazê-lo vão "provavelmente" ter Portas como ministro.

Su disse...

prof em relação à 1º parte do texto, obvio, voto sem si:)..pois

em rel.à 2º, aquele socretino ficou iluminado, sim..........


jocas maradas...ainda stressadas:)

Cê_Tê ;) disse...

Gente de pouca fé!!! A esquerda vai ganhar.


yulunga: LOOOOOOOOOOOOOOL pior seria ter por exemplo um "Pedro" qualquer na Justiça ou na Dermatologia (ai que disparate! ;) não existe nenhum ministro nesta especialidade- que raio de associação a minha!

Mas agora falando a sério gostaria do Sr. Dr. Pinto da Costa como Ministro da Saúde. - Até porque o cenário que aí vem... com fome e gripe...
tenham um bfds

tulipa disse...

Dr. Julio Machado Vaz

Como não tenho outra forma de o fazer, tomei a ousadia de lhe fazer "aqui" um convite.
Desde sempre tive um carinho especial e uma enorme admiração pelos seus trabalhos de escrita e de programas na televisão.
Sigo o seu blog há alguns anos mas nunca tive coragem de lhe dizer a admiração que tenho.
Já deixei um ou outro comentário.
Há um ditado que diz:
Quem não arrisca, não petisca!
Por isso, aqui estou a arriscar fazer-lhe este convite.
Muito grata.
Tulipa

tulipa disse...

CONVITE:

Estive 5 dias isolada do mundo, num encontro espiritual comigo mesma, num monte alentejano e, por isso tenho que muito rapidamente divulgar a minha próxima exposição de fotografia.

Desta vez será no “Norte” a pedido de várias pessoas, em Fevereiro passado, quando foi a minha 1ª exposição individual aqui próximo de Lisboa, na margem sul.

Como gosto de desafios, houve “alguém” que me desafiou e disse que colaborava, nem pensei 2 vezes e decidi tratar do assunto em Abril passado.

Chegou Setembro e será a minha rentrée cultural.

Fica o convite para quem vive perto e noutros casos, em que a distância impossibilita a presença de tantos bloggers, fica a participação do evento.

Venho reforçar que teria todo o gosto em que estivesses presente na minha rentrée.

Será muito próximo do Porto, em S. Mamede de Infesta.

Acabei de fazer a divulgação no meu blog.

Abraços, TULIPA

fengfk2008 disse...

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Nuno Guimas disse...

FDL,

Não é um cenário que eu já não tenha pensado, com algum terror, diga-se de passagem :). Contudo, acho mais provável PS + BE, do que PS + PP.

Fora-de-Lei disse...

Nuno Guimas 10:53 PM

O problema é que - política e eleitoralmente - o CDS (Paulo Portas) precisa de passar pelo governo, de vez em quando, para poder ir sobrevivendo. Ao contrário, o BE tem muito pouco a perder se continuar como oposição. Para além disso, não nos esqueçamos que, em tempos que já lá vão, até o Mário Soares se aliou ao CDS em termos governativos...

yulunga disse...

Estes chineses são lixados.

Cê Tê
Boa, boa.

Cê_Tê ;) disse...

loool


http://www.youtube.com/watch?v=oBRFURLT69U

(Diga lá, professor, que não tem piada? ;P- Não precisa se comprometer dizendo pk consigo vê-lo rir daqui ;)))))

andorinha disse...

Cêtê,

Loooooooooooooooooooooooooooooool

Loooooooooooooooooooooooooool

Loooooooooooooooooooooooooooooool

Ainda não consegui parar de rir...
e já estou a ver pela segunda vez:))))

yulunga disse...

Muito bem esgalhados os diálogos do video LOL.
Estive a ler por lá uns comentários e não achei nada de mau gosto a utilização das imagens como alguém por lá comentou.
Também como se comentou por lá, não houve uma comparação a Hitler, mas sim, a finalidade de exagerar a caricatura.

Pessoalmente não gosto do Sócrates nem um bocadinho, mas penso que ele nada teve a ver com o fecho do Jornal Nacional. Tendo os holofotes do caso Freeport todos apontados a ele e as eleições tão à porta, julgo que seria um erro que não iria cometer.
Acho eu que a Tvi, ou a Prisa ou a administração ou lá quem foi, achou que o Jornal Nacional estava a tomar um rumo demasiado baixo.
O tipo de jornalismo que a Manuela Moura Guedes estava a praticar não era jornalismo não era porra nenhuma. Um jornalista deve denunciar, deve por em causa, deve confrontar mas com saber, com isenção, com inteligência, com elegância, e sim também com alguma arrogãncia se necessário. Mas para se ser arrogante tem que se ter muita inteligência, o que não era o caso. Ela era básica e muito vulgar.
Quem lhe deu bem no totiço foi o Marinho Pinto.

E por videos deixo aqui um mais soft do que o que a Cê Tê deixou, mas também com muita piada e muito bem interpretado.
http://www.youtube.com/watch?v=e0LZ_Xeg6dc

Henrique Dória disse...

É mais que evidente que Sócrates venceu, mas com clareza, o debate com a D. Ferreira Leite. Em termos futebolísticos, a Ferreira Leite levou, pelo menos, 4-1. E Sócrates venceu o debate precisamente no espaço em que ela se pretende afirmar como intocável: o do carácter. Sócrates demonstrou, à saciedade, que a Dona tem falta de carácter: ele é a história da Madeira, ele é o TGV, ele é a questão da reforma do ensino, ele são as SCUTS, onde as suas posições se alteram conforme as conveniências. Tudo isso uma demonstração de falta de carácter.



Pena é que Sócrates não tivesse aniquilado, como poderia ter feito, as propostas liberais da D.Ferreira Leite com um exemplo: o da Irlanda.



A Irlanda é o exemplo claro de como a baixa excessiva dos impostos pode ser trágica para um país: face a um momento de catástrofe económica nacional, em que o investimento privado paralisou, o Estado, porque não tem receitas devido aos baixos impostos que manteve, não tem capacidade para ajudar os cidadãos e a economia. E, pior, vê-se forçado a aumentar os impostos num momento em que os deveria diminuir para ajudar a economia.



O contrário disso é a Suécia, em que o elevado nível dos impostos permitiu manter a economia, nesta fase difícil, quase sem sobressaltos quando comparada com o resto da Europa.



Mas talvez Sócrates não quisesse dar esse exemplo para não desagradar aos senhores do dinheiro.



Outra questão já abordada no texto anterior do odisseus: a da liberdade de informação.

Os canais televisivos que comentaram o debate foram todos de um facciosismo escandaloso. Quer na SIC, quer na TVI, todos, MAS TODOS os comentadores eram do centro e da direita. E, por isso, ou deram como resultado um empate, ou até, PASME-SE, a vitória no debate à Dona Ferreira Leite.



Esta é a verdadeira liberdade de informação que a Dona defende.

Mas é também um modo de avaliação do seu carácter.



Um tipo que se diz Alta Autoridade para a Comunicação Social, e como tal está a ganhar o nosso dinheirinho, o que faz ele face a casos destes? Nada. O que fazem o PS e as outras forças de esquerda? Que se saiba, NADA.

fiury disse...

Júlio,

Uma vez que não deixou mail,
vai mesmo por aqui: não soube da mãe na altura -(tenho a certeza que foi sempre um bom filho).

fiury disse...

Júlio
A filosofia politica é uma área fascinante Já deve ter artigos para lançar livro.(sem ironias).

andorinha disse...

Sócrates afirmou ontem que no caso de vir a formar governo, este será um governo novo e todos os ministros serão substituídos.
Hoje desmentiu-se a si mesmo dizendo que não disse o que disse:))) Loooooooooooool
Segundo ele apenas alguns ministros...
Quanto a esquecimentos, amnésias e outros padecimentos:) do género, estamos, portanto, conversados.

Quanto a carácter, se Sócrates é exemplo de alguém que o tem, estamos mesmo muito mal:)

fiury disse...

Andorinha


Ouvi dizer que das excepções consta a Ministra da Educação.

andorinha disse...

fiury,

Não me parece...ele já anda a tentar demarcar-se da senhora:)
Ela foi arrogante e ríspida e ele agora só quer gentilezas:) Looooooooooool

Mas mesmo assim, não agoires:)))))

fiury disse...

Sabes Andorinha

Eu que sempre me debati contra a abstenção, estou sériamente a pensar votar em branco. precisamos do caos para resurgir um sistema aproximado do presidencial e acabar com a partidarizaçao da política. o lixo transborda e é trasnversal a todos os partidos. uma limpeza nao é suficiente, só mesmo o caixote do lixo.

Fora-de-Lei disse...

fiury 11:55 PM

"Precisamos do caos para resurgir um sistema aproximado do presidencial e acabar com a partidarizaçao da política."

Os partidos são a emanação dos interesses das diferentes classes sociais. Portanto, enquanto existirem classes, existirão partidos. Estes poderão até adoptar outras formas organizativas, mas estarão sempre presentes.


"O lixo transborda e é transversal a todos os partidos."

Só a má fé e/ou a ignorância permite uma afirmação do género. Não raramente, é fruto da frustração de votarmos em partidos que "roem a corda" logo que são eleitos. Para não nos auto-penalizarmos face à evidência de uma má escolha, torna-se mais fácil dizer que, afinal de contas, são todos iguais. É tal e qual como os homens... para as mulheres escaldadas / ressabiadas, os homens também são todos iguais.

fiury disse...

fora de lei

que nesta altura os partidos têm muito poder, é verdade;que a esquerda não tem experiência governativa e que conheço muitos esquerdistas que só em ideologia o são também, faço ideia no poder...; é verdade que os cidadãos ainda têm mais poder: à boca das urnas(independentemente da sua "classe social".
Fiquemos livres de insultos gratuitos de homens de esquerda que como você ainda não chegaram ao poder:ainda bem que os homens e as mulheres não são todos iguais. Aprenda a respeitar com educação as opiniões que divergem da sua.

Fora-de-Lei disse...

fiury 1:50 PM

"... que a esquerda não tem experiência governativa..."

"... homens de esquerda que como você ainda não chegaram ao poder..."

Das suas palavras sou, talvez, capaz de extrapolar um verdadeiro acto de contrição. Não lhe fica mal...

Realmente, tem sido a Direita (por vezes travestida de Esquerda) que tem governado este país. Admitamos, pois, que Portugal chegou onde chegou devido à (incapaz) Direita que temos neste país.

Pobres daqueles que, de forma algo contra-natura, têm votado na Direita. No lugar deles, eu não estaria lá muito bem com a minha consciência, pois a triste situação do país também se deveria à minha própria estupidez.

Mas o 25 de Abril fez-se para sermos livres, nem que o sejamos de uma forma apalermada. Por isso, a Fiury tem todo o direito de votar onde bem lhe apetecer. O que não tem é o direito de ofender a inteligência alheia, ainda por cima de forma velada...

Estas minhas palavras deixam de ter qualquer sentido se a Fiury for alguém nascida em berço de ouro, que carrega à brava e não precisa de trabalhar para viver. Nesse caso acho muito bem que mantenha os seus anti-corpos contra a Esquerda. Mas mesmo nesse caso, faça o favor de não ofender a minha inteligência (e a de outros).

Para além disso, eu não fui mal-educado para si. Eu não vou é em grupos...!

Fora-de-Lei disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fiury disse...

fora-de-lei

1º- não fiz nenhum acto de contrição. Nunca fui apolitíca e evidentemente que como até agora o que nos ofereciam eram partidos políticos (e não gosto que decidam por mim), sempre votei, em função do que me parecia ser o carácter e integridade dos líderes que representavam esses partidos.

fiury disse...

2º- reveja a adjectivaçao com que me brindou.

fiury disse...

3º- não costumo velar as minhas opiniões e enfiou a carapuça errada: não o acusei de falta de inteligência, apenas de falta de educação.

fiury disse...

4º- quem o informou sobre o meu berço (pertence à "pide" do sócrates? apenas errou no tipo de material: é de madeira. herdei-o, usaram os meus filhos e espero usarem os vindouros porque em nada nos tem beliscado o modo educado, de intervenção cívica e solidária com que enfrentamos a vida. se quiser mandar um mail ou envio-lhe o meu nib para me ajudar a pagar os impostos, também resultantes do meu trabalho.Como lhe disse não sou apolítica e em política muitas vezes temos de pegar nas armas do adversário, por muito que nos custe.Mande sempre, mas com estilo.

fiury disse...

5º e último

reitero o meu apelo ao voto em branco. não há já como convencer jovens e menos jovens no crédito de um sistema partidário,em portugal.

andorinha disse...

Isto está muito belicoso por aqui.
Gente, calminha:)))

Sim, sou eu mesma, não estranhem, hoje estou pacífica:) Looooool

Não me senti ofendida na minha inteligência pelo comentário da fiury.
Entendi-o como um desabafo.
Eu própria já várias vezes em conversas com amigos e perante certas atitudes tenho dito que os políticos são todos a mesma m.....
É evidente que , friamente, não o penso. Se assim fosse, não votava.

A fiury vai votar em branco, é uma das várias opções possíveis, por isso...
Não penso que ela estivesse a tentar convencer-me a fazer o mesmo...até porque seria tarefa infrutífera:)
Portanto, na boa...

fiury disse...

Andorinha

nao se trata de desabafos. que engraçado seria termos o louçã,o jerónimo e o sócrates a governar...maior caos de incoerência nao me é permitido imaginar.
ou tem ilusóes que o comunismo regresse à europa?

andorinha disse...

fiury,

Se não foi um desabafo então o caso muda de figura...
Tens a tua visão, eu tenho a minha, ponto.

Só acrescento que "engraçado" acho o Sócrates continuar ou termos a MFL e o PP.
Dezoito anos para mim chegaram.

Laura disse...

Pois a mim palpita-me que o PSD não se vai aliar a Paulo Portas e vice-versa, não por isto constituir uma aliança contra-natura, mas por causa do Paulinho, que não é fiável.
Por mim acho que o Sócrates merece o castigo de continuar. Aliado ao BE.
Mas nada tenho contra um governo minoritário: houve já pelo menos um que foi excelente.
Talvez esse modelo nos responsabilizasse a todos mais, mutuamente: - governantes e governados.

Quanto à contabilidade, grosso modo é assim:
Nos últimos 26 anos estiveram no poder, fifty-fifty (ocasionalmente coligados):

PS- 13 anos
PSD- 13 anos

83/85- PS - 2 anos
85-87- PSD - 2 anos
87-91- PSD - 4 anos
91-05 - PSD - 4 anos
95-99- PS - 4 anos
99-02- PS - 3 anos
02-04 -PSD+CDS - 2 anos
04-05 - PSD+CDS - 1 ano (8 meses :)
05-09 - PS - 4 anos

Gonçalo Rosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gonçalo Rosa disse...

Creio que caso não aconteça nenhum imprevisto de maior, a vitória já não foge ao PS. A eficácia da campanha socialista e sobretudo, a ineficácia da campanha social-democrata e de Manuela Ferreira Leite, não parecem dar hipóteses.

Dois factos de grande relevo, nos últimos dias:

1) o encosto de Sócrates a Louçã, com (finalmente!) o "quem paga a conta?!?" em cima da mesa. Creio essencial desmascarar a maior das mentiras do BE. Costumo dizer que podemos ser de esquerda, de direita, do centro. Podemos até não ser de nada. Mas no fim, na merceria, as contas terão que bater certo. Acrescento que sim, na minha opinião há uma postura complacente dos media e da sociedade relativamente ao escurtínio dos programas eleitorais dos partidos de segunda linha: BE, PCP e PP, e;

2) a desastrosa e completamente inadequada visita de Manuela Ferreira Leite à Madeira e as declarações sobre a democracia insular. Acho que anulou, em boa medida, os efeitos do caso TVI/Manuela Moura Guedes, e relembrou os casos Marcelo R. Sousa e "suspender a democracia por 6 meses". Deus meu, será possível tanta incompetência???

Acrescente-se alguns episódios que têm corrido bem ao PS: alguma supermacia de Sócrates no debate com MFL ou a entrevista no programa dos Gato Fedorento (onde me parece haver algo mais a perder do que se possa, à partida pensar). Finalmente uma certa dinâmica de vitória que me parece se estar a criar em volta do PS e que pode potenciar a sua vitória.

Se nada de extraordinário se passar, diria expectável (tendo em consideração, resultados nas últimas eleições europeias, peso do voto útil, menor abstenção e previsível aumento da proporção da votação nos dois principais partidos, desempenho eleitoral):

PS: 35-39%
PSD: 28-31%
CDU: 7-9%
PP: 7-9%
BE: 7-8%

Dê lá, para onde der, a esquerda dificilmente perderá e Sócrates difilmente terá a maioria absoluta.

Gonçalo Rosa

Gonçalo Rosa disse...

E note-se que se de Sócrates aprecio uma certa iniciativa na liberalização de costumes, sou muito céptico quanto à (falta de) política na área ambiental, onde sou particularmente sensível. Não gosto do estilo, apesar de nunca dar mais peso a esse aspecto que aos programas que leio, boas partes na integra, noutras as "gordas".

Desta vez o voto vai mesmo em branco :S

Gonçalo Rosa