domingo, abril 10, 2011

Política à portuguesa.

1 - O período de nojo do candidato rigorosamente apartidário Fernando Nobre durou três meses. Ou muito me engano ou Jaime Gama navega em sentido contrário, para se apresentar como um socialista equidistante dos Partidos... 2 - António José Seguro move-se com tanta segurança que corre o risco de ficar seguro na linha de partida para a sucessão a José Sócrates. Se tal competição existir... Mesmo perdendo, o camarada Zé pode não encarar a reforma de Secretário Geral com um sorriso nos lábios e limitar-se a enviar outros para o Governo de Submissão Nacional que se adivinha. 3 - Nenhuma novidade no Congresso. A culpa foi todinha da oposição, que agora vai negociar o que chumbou. Pelo menos as televisões não transmitiram ensaios de imagem:). 4 - Idem aspas por parte do PSD, nada de novo. Não são as medidas a tomar o problema e sim quem as vai executar. Resta a premonição de Jardim, que se sentiu a dialogar com o Primeiro-Ministro. 5 - Ou seja: as Legislativas transformadas num referendo à figura de José Sócrates, já que propostas políticas nem vê-las!

99 comentários:

ana b. disse...

Prof:

Já dizia Lampedusa: É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma.
Mais uma vez, e como alguém disse com graça, será um voto ecológico: sem gasto de tinta:)
E partilho totalmente da opinião da Andorinha, que lamentou, num dos post anteriores, termos de assistir ao circo montado.
A bem da nação, podiam abreviar esta parte, e passar diretamente ao sufrágio do Socrates. Poupar-se-iam recursos, quer económicos , quer de força anímica.
Deixar de ir à urna, é que nunca. E já agora que vá com o meu melhor ângulo. Dispenso á a caneta:)

andorinha disse...

"Pelo menos as televisões não transmitiram ensaios de imagem:)."

É o que se aproveita do post,:))) um bocado de risota...

Claro que a culpa não é sua, Júlio, mas sim da política à portuguesa...

Mas haverá saída para isto? Eu só vejo uma cambada de incompetentes e teimosos para qualquer lado que me vire...

Fora-de-Lei disse...

"O período de nojo do candidato rigorosamente apartidário Fernando Nobre durou três meses."

Em termos de nojo, propriamente dito, dir-se-ia que a cambalhota de Fernando (pouco) Nobre foi das mais nojentas notícias deste fim-de-semana...

anacristina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cê_Tê ;) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cê_Tê ;) disse...

Não sei dizer isto de outra maneira,PORRA!

SEJAM INTELIGENTES: VOTEM DIFERENTE, MAS VOTEM.

O brilhante economista ANTÓNIO CAVACO SILVA é hoje novamente Presidente da República com 33% de votos mas É-O a 100% e É-O DE TOOOOODOS OS PORTUGUESES.

A QUEM É QUE INTERESSA A MODINHA da ABSTENÇÃO dos BRANCOS E NULOS??? Vocês POR FAVOR se não sabem fazer contas peçam a alguém que vos explique!!!!! É QUE JÁ CHATEIA TANTA BURRICE ainda por cima de pessoal que devia ter dois dedos de testa caramba!!!!

É que estão a ser papados com a essa modinha pseudo intelectual. CHIÇA PENICO! Que conversa é essa de NÃO HAVER ALTERNATIVA?
É como outra conversa.... a de termos que pagar balúrdios a GESTORES PÚBLICOS se não vão-se embora (tadinhos!!!!): empresas que vão à falência e a quem não se pedem responsabiliddades : antes da-mos chorudas indemnizações pela incompetência!!!! Experimentem oferecer o emprego a uma equipa de recém formados em economia - a jovens criativos - e depois digam que NÃO HÁ ALTERNATIVA.
Outor fantasma/ chavão é o da ESTABILIDADE: ESTABILIDADE = EXTINÇÃO. (a não seo o que não é o caso que estejamos a falar de UMA BOA EQUIPA)

ACORDEM!!!! e acordem todos os que vos rodeiam.

E em vez de se sentirem ofendidos PENSEM!

Abraço

andorinha disse...

FDL,

Que se passou com FN?
Como tento manter-me o mais possível afastada de toda esta fantochada, não faço a mínima...


Cêtê,

Eu não voto diferente. Voto à esquerda, como sempre.
Apesar disso, na prática e no pé em que as coisas estão sei que não há alternativa.
O poleiro é para os mesmos de sempre

E isso é aterrorizador...e frustrante...e desmotivante...e fico-me por aqui:(

andorinha disse...

FDL,

Li agora mesmo no Público online.
Assino por baixo o que dizes.

São todos farinha do mesmo saco, f...-..!

E assim se enganam as Yulungas deste mundo. Sem ofensa...

O que é hoje verdade, amanhã é mentira. Mete-me nojo tudo isto.

Fora-de-Lei disse...

andorinha 10:17 PM

"E assim se enganam as Yulungas deste mundo."

Ainda pior que isso, é pôr as Yulungas - cheias de boa fé - a enganar o(a)s outro(a)s...

Manuel Henrique Figueira disse...

Caro Prof. J. M. Vaz:

Peço-lhe o favor de dar um pouco mais de atenção ao blog, lançando um novo texto-problema logo que o anterior esgote a capacidade de nos desafiar. A Natureza tem horror ao vazio, correndo-se o risco de esse vazio ser ocupado por antimatéria.

1 ─ só espero não ver na campanha eleitoral «crianças famintas disputando migalhas do bico das galinhas», tal como Nobre viu em África, pois já cá não estamos longe disso. Jaime Gama, definido há muito tempo por Mário Soares como «peixe de águas profundas», nunca agitou as ditas à superfície. Nos tempos do guterrismo apelidou A. J. Jardim de «Bokassa da Madeira», nos tempos do socratismo foi ao beija-mão jardineiro e teceu elogios ao homem. Este, honra lhe seja feita, sempre se manteve igual a si próprio, cabendo a cada qual atribuir-lhe os atributos que entender. Duvido que seja desta que agitará as águas.
2 ─ a minha mãe costumava dizer, servindo-se de um dito popular, que «quem não sabe fazer não sabe mandar». E eu tenho isso por Seguro. O secretário-geral faz-me lembrar um boneco que tive na infância, o «sempre-em-pé». Por mais que o derrubássemos, cambalhoteava e ficava de cabeça para cima. Ao menos essas cambalhotas não tinham consequências para terceiros e eu até lhes achava piada.
3 ─ aí é que o Prof. se enganou, aquilo foi tudo muito bem ensaiado, mas tomaram-se precauções, o ensaio foi à porta fechada. Gato escaldado…
4 ─ outro dito popular que a minha mãe usava: «com papas e bolos se enganam os tolos». Se os eleitores se deixarem enganar por tais figurantes (PS e PSD) é porque são mesmo tolos. Mas isto remete-me logo para outro dito popular dos tempos do Liberalismo, quando houve uma inflação de títulos nobiliárquicos em favor da burguesia em ascensão: «foge cão que te fazem barão, mas para onde se me fazem conde?» É o dilema de muitos eleitores.
5 ─ Sócrates nada tem a apresentar, auto-referenda-se. Passos até agora nada apresentou, para além de recusar cá dentro o que aceita lá fora (em inglês); Portas tenta equilibrar-se no arame, esperando que se esqueçam das negociatas dos sobreiros de Benavente, dos submarinos (e sequente doação de um milhão de euros ao seu partido) e das 63 mil fotocópias de documentos da Ministério da Defesa antes de lá sair (isto tudo a fazer fá nos «media» e nos inquéritos judiciais em curso). Jerónimo passa a cassete e ouve a mesma música de há 90 anos. Louçã continua a fracturar.
Foge cão que te fazem barão, mas para onde se me fazem conde?

João Pedro Barbosa disse...

Previsões: O PS, ganha sem maioria absoluta.

Tangerina disse...

Cê_Tê,

Assino por baixo.


Tangerina

ana b. disse...

FDL:

Não sei se se recorda do meu esgrimir de razões com a Yulunga sobre o Nobre. Bem disse que era uma questão de tempo e que andava a treinar nos mercados com as peixeiras. E sempre me intrigou o ter cortado com a Causa Monárquica, pouco antes de se candidatar a Presidente. Premonitório, parece-me.

Cêtê:

Aceitando o seu convite, eis-me a pensar alto. Da esq. para a dtª:

CDU- Não me revejo na doutrina comunista nem vejo nenhum país comunista em que me apetecesse lá viver. Até aceito que me digam que com o nosso PCP seria diferente. Se calhar. Mas não me apetece correr este risco.

BE- Até que já dei para este peditório mas hoje em dia já não me convence. Tem demasiados acrobatas e mestres na retórica mas pouco credíveis na hora da chamada. Para além, ainda, da existência de alguns resquícios do grupo anterior, que por lá pululam

PS- Palavras para quê? Quando um PM, mum dia diz ao país que não precisa de ajuda externa e dois dias depois admite que afinal sim, das duas três: Ou mente com quantos dentes tem na boca ( e já agora, com o seu melhor ângulo) ou está completamente alheado da realidade do país , que diz governar. Ñão sei bem qual das situações é a melhor. Ou apior, para ser mais precisa.

PSD- Com um líder com uma "coluna vertebral de um caracol"que num dia chumba o PEC e no seguinte está em Bruxelas a dizer que sim, pois claro, jura por tudo que também irá implementar as mesmas medidas caso seja eleito, e isso após levar um puxão de orelhas da Chanceler, acho que estamos conversadas. E já para não falar da cota parte de responsabilidades deste partido no estado a que chegou o país, muito por culpa de um senhor que é tão honesto, que ainda está para nascer alguém tão honesto como ele.

CDS- Por mais que partilhe com o Paulo Portas uma paixão assolapada por cinema, não me revejo nas suas ideias conservadoras, particularmente as sociais. E já para não falar, que também ele não está totalmente isento de culpas pelo estado calamitoso do país. Jamais me convencerá.

Cêtê: Eis aqui os meus pensamentos em voz alta.
Acredite que lhe invejo a clarividência. Quem me dera ver tudo claro. Mas não. Quanto mais tempo passa mais obnibulada me sinto. E burra, claro. Se calhar vem daí o meu jeito para, volta e meia, dar um coicinho certeiro. Mas apenas quando julgo oportuno. O que não é o caso.

João Pedro Barbosa disse...

http://www.youtube.com/watch?v=I6PHgtdxFrY

andorinha disse...

Ana,

Ao contrário de ti, não consigo, não sei se por falta de maleabilidade - chamem-lhe o que quiserem - pensar nesses cinco partidos como alternativas.
Por outro lado, faz-me uma certa confusão e desencanta-me até, que muita gente tenha abdicado de ter uma posição ideológica, que se tenha deixado de bater por valores e princípios que considere fundamentais.
Como há coisas de que não abdico, só posso votar à esquerda. E esta resume-se a BE e PCP.
Os dilemas são por isso, sempre poucos para mim.
Na minha opinião seria ótimo se o país virasse à esquerda. Sei que isso não acontecerá, os compromissos com o FMI serão feitos agora pelos partidos de direita e serão postos em prática pelos mesmos partidos.
Será novamente a história de "vira o disco e toca o mesmo".
Estou fartaaaaaaaaaaa!

E agora vou. Ler para desviar o pensamento deste tema:)

ana b. disse...

Andorinha:

Eu enumerei as eventuais alternativas para que a Cêtê entenda a razão de o meu voto ser ecológico.
Ao contrário do que ela pensa, não é por falta de pensar. Se calhar até, é por pensar demais.

AQUILES disse...

Boa análise em cinco pontos. Porém ainda faltam mais cinco pontos.
Andorinha, de facto isto não vai ter solução. O parlamentarismo em Portugal, desde 1850 até hoje, tem sempre conduzido o país para o desastre. Estamos sempre, sucessivamente, à beira da bancarrota. Só a segunda república o não fez, mas todos sabemos qual o preço pago para isso. Infelizmente o que se poupou, com esse custo nas liberdades e garantias, foi rapidamente esbanjado. Não temos solução, nós, os que não nos governamos nem deixamos que nos governem. Daqui a 40 anos o Eça continuará a ser actual. Iremos perpetuar o desastre, se entretanto o país não se extinguir naturalmente. RIP.

Condessa de Til disse...

1- Estou como a Ana e só não dispenso a caneta, porque é cruz em todos.

2- Completamente de acordo com os comentários sobre o Nobre. Veremos quantos papalvos se deixarão enganar.

3- A Cêtê que me desculpe, mas a opção indicada em 1 não resulta da adesão a qualquer "modinha pseudo intelectual". É antes a única alternativa que em consciência eu posso tomar, dado que penso o mesmo que o Manuel, conforme a análise feita por ele no ponto 5 do seu comentário e a da Ana às 12.12. Votar diferente? Como? Para isso teria que existir algum partido novo. O que, já agora, em termos práticos não faria a mínima diferença pelas razões indicadas a seguir.

4- Já leram o comunicado dos ministros do Eurogrupo e do Ecofin? Diz lá que o programa de ajuda só se iniciará "depois de que um acordo tenha sido alcançado com as autoridades portuguesas e apoiado pelos principais partidos políticos".
Isto quer dizer que o PS e o PSD vão ter que se comprometer sobre as medidas concretas agora. Assim, embora não seja completamente irrelevante a percentagem que cada partido obtenha nas eleições, o próximo governo, independentemente da sua composição, vai ser pouco mais do que o simples executor das referidas medidas.

Anfitrite disse...

Para mim o Nobre é igual a qualquer outro.
Passado digno?! Tem vivido à custa da AMI, como muitos outros têm vivido à custa de outras instituições. Podia exercer a medicina com o cu sentado numa cadeira. Mas há quem gosto de mais movimento. Porque é que a Cãndida Pinto e outros repórteres de guerra, arriscam a vida?
O homem nem falar sabe, mas ser 2ª. figura do Estado, já dá para pensar. Nunca terá uma saída virtuosa e de fino humor, como Jaime Gama as tem. Alias este podia ser mais um brilhante Presidente da Répública, como outros açoreanos que já tivemos.

O Seguro, tão firme e hirto que está, arrisca-se a ser mais uma estátua de sal.

Neste momento este País está num beco sem saída. E não é por causa do Sócrates. Tudo lhe correu mal mas foi o homem que mais lutou pelo país depois do Mário Soares. E não se riam sem antes pensarem. Neste país, não há alternativa sem o PS. No BE só vota quem não percebe nada de política e de Economia. No PcP votam os fanáticos, porque este PcP, nunca fez nada pelo país, nem pelos trabalhadores. Só defende os direitos dos que já têm trabalho. E nunca fará parte de nenhum governo, porque sabe que se oi fizer se esboroa, como os os outros do resto da Europa. Então par continuar a existir, tem de continuar com a velha cassete, em que os mais velhos ainda acreditam.

Quem tiver muito dinheiro ou quiser caridade pode votar da direita, porque eles sabem muito bem onde pôr o dinheiro a render. Por isso é que nem já a economia americana se salva, porque agora até pela net se regista uma firma, ou uma patente, num paraíso fiscal e lá se vai toda a receita de IRC e suplementos.

Por isso mesmo e não havendo melhor é que se tem de ficar um pouco à esquerda para equilibrar a balança. Isto se a Filândia não votar contra o empréstimo, e a Islândia qualquer dia é a Albânia do Norte, e nós vamos catar ameijoas para os canos de esgoto.

Votar em branco é o mesmo que não votar porque só interessa para a abstenção.

Quanto aos ensaios de imagem, sempre se fizeram, mas neste momento não há respeito por ninguém. Que rica indemnização que eu lhes exigiria. E quem ri com isso é porque já perdeu todo o sentido da vida. Nunca vi ninguém ser tão enxovalhado, só porque as coisas seguiram a um ritmo alucinante e foi obrigado a desdizer-se, e finalmente foi encurralo pelos bancos, que deixaram de ter interesse em emprestar ao Estado porque sabem que UE, vai sujeitá-los a testes de stress e a aumentar os capitais próprios, mas os accionistas não querem lá pôr o seu dinheirinho, preferem que seja dinheiro emprestado e a baixo juro. O Berardo agora tem estado muito caladinho, porque ele comprou tanta coisa quase de borla.
O Jardim devia ter vergonha, porque tem a maior dívida, foi o que levou mais fundos e é o que tem maiores índices de pobreza e analfabetismo, e ainda se dá a este luxo:

http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1826213&seccao=Livros

E que eu saiba o Jornalista Ribeiro Cardoso é um homem íntegro, e um digno jornalista da velha guarda.

Condessa de Til disse...

Anfitrite,
Ainda não tinha tido a oportunidade de a cumprimentar. Espero que se sinta melhor.

Não concordo com o que disse sobre os votos brancos e a abstenção. Em termos práticos poderão ser o mesmo, mas no plano moral não.
Quem não vota demite-se dos seus direitos e deveres, enquanto que quem vota em branco, ou anula o boletim, está a declarar que recusa as opções apresentadas. Dito isto, compreendo perfeitamente que nos tempos que correm haja a tentação de mandar os princípios às urtigas e pura e simplesmente não pôr lá os pés.

Anfitrite disse...

Que eu saiba a Yulunga nunca foi enganada. Ela sempre votou CDS ou por aí perto.
Pelo vistos já andam aqui a dizer que sempre votaram esquerda, quando afirmaram, bem firme, que não tinham utilizado a caneta nas últimas eleições.

Cê Tê
Pelos vistos só a malta de Ciências é que pensa. Mas devia pensar com os dados na mão, porque às vezes, é preferível escolher do mal o menor. Eu se pensasse devia votar bem à direita, pelo menos não teria perdido tanta regalia como até hoje tem acontecido. Mas a minha cabeça não me deixa engolir sapos, embora alguém já o tenha feito, e aí até se portou bem.
Porque é que os comunistas não são todos como o Ruben de Carvalho? É o único comunista que tenho visto argumentar sem ser faccioso.

Anfitrite disse...

Condessa,

Está no seu direito. Sempre é mais nobre votar(embora a palavra já não queira dizer nada). Só que para mim é como chover no molhado. É uma não opção. Não vai alterar nada. A distribuição dos lugares é feita da mesma maneira. Os votos nulos até vão àparte e vão para o caixote do lixo depois de publicado o resultado das eleições. Eu digo isto porque já estive em muitas assembleias de voto, quando o trabalho era voluntário e de borla. Se muita gente votasse poderia significar descontentamento. Mas hoje já está toda a gente se maribando para os princípios. Mesmo assim é preferível anular o boletim do que entregá-lo em branco, porque há muitas mesas que não chegam a estar devidamente compostas(com pelo menos 3 membros, sendo um deles o presidente ou quem o substitui), porque há muito lugar isolado ou com pessoas a pensarem pela mesma cabeça. Digo isto porque vivo num lugar desenvolvido, e nunca houve problemas, mas às vezes era difícil chegar a um acordo, quando a cruz não estava bem dentro do quadrado. Este pais não vai ter conserto na próxima década, e quanto menos fizermos por isso pior. A maior causa, no nosso país, foram os erros que se foram acumulando, ao longo de muitos anos, porque os erros cometidos num ciclo económico, só se verifica muito depois. Mas a pior causa, e que não desaparecerá nos próximos anos, quiçá enquanto houver moeda é a especulação financeira, que nem precisa de moeda para se efectuar. Antes as divisas eram covertíveis em ouro, depois em dólares, e o futuro ninguém o pode prever. E não vai ser com o aumento de impostos que o problema se vai resolver, porque agora tudo voa. Pode parecer ridículo e não estou a defender nenhuma ditadura, mas só queria ter um ditador como o Sócrates no governo, outro na justiça, outro na educação, outro nas finanças, outro na saúde, e todos bem assessorados que isto ía para a frente.E quem estivesse mal que se mudasse.

Anfitrite disse...

Manuel,

Desculpe corrigi-lo mas o ditado não está completamente certo.

O ditado é: Foge ladrão que...

E sabe qual é a origem?

É que antigamente, quando regressavam os endinheirados do Brasil, para eles darem algum dinheirinho à nossa pátria, davam-lhes o título de barão, embora soubessem que esse dinheiro não tinha sido obtido da melhor maneira. Naquela altura ninguém enriquecia a trabalhar. É o que se passa mais ou menos hoje com os comendadores.

E para que me desculpe vamos cantar juntos por um mundo melhor


http://www.youtube.com/watch?v=kHdJR6iUBFM&eurl=http://oglobo.globo.com/blogs/emcartaznaweb/&feature=player_embedded

Teófilo M. disse...

Professor,

prefiro lê-lo quando o romantismo lhe escorre da alma, não se perca pela política, pelo menos por esta que nos assola berrada por gente que tenta chegar ao pote e refastelar-se à custa da generalidade do povo a que pertencemos.

Eu sei que tem razão, mas tenho saudades deste espaço onde a política da vida ultrapassava a outra, a dos barões, baronesas e demais pechisbeque abrilhantado.

Bartolomeu disse...

Ó meus Cridos, vamos lá raciocinar...
Fernando Nobre concorre ao lugar de Presidente da Assembleia, certo? Certo!
Ora bem, plagiando aquele rapaz brasileiro que concorreu a deputado e a quem todos chamavam palhaço, o Tiririca, pergunto: O que faz um Presidente da Assembleia da República?
Hmmm?
Sim, claro, para além de se sentar naquele cadeirão mais acima e de passar pelas brasas de quando em vez...
Issso! Pede ordem aos senhores deputados, e diz-lhes que o tempo de que dispõem para intervir, está a esgotar-se, pede-lhes que terminem a sua intervenção. Pede-lhes ainda que não se ausentem das bancadas, pede-lhes que...
Bom, em resumo, o Presidente da Assembleia da República, tem a função de pedir. Portanto, pensei que seria muito mais lógico e seria um sinal de humanismo por parte do governo, se fizesse um acordo com o pessoal do Vida e Paz, que diáriamente leva alimentos e cuidados aos sem-abrigo que proliferam nas ruas da cidade, para que seleccionassem cada dia um desses indigentes, para presidir à Assembleia. Penso que o governo tiraria vantagem dessa escolha, na medida em que são pessoas profissionalmente aptas a pedir. Além disso, sempre teríam a hipotese de almoçar com os senhores deputados, no refeitório da Assembleia, dando-lhes assim uma visão mais apurada do estado social do país.

Anfitrite disse...

Bartolo,

o homem tem um sonho. mas para que ele se realize muita coisa tem de acontecer: Só pode ser eleito par a presidente da assembleia por maioria absoluta de deputados.
como médico já reparou que o outro não está muito bem, seja Parkinson seja o que for, alguma coisa há-de acontecer antes do fim do mandato.
aí ele tem a change de, mesmo interinamente, exercer as funções de presidente da república. E assim o homenzinho fica realizado.
Há muitas maneiras de matar coelhos, e o coelhinho na sua visão mesquinha, para se vingar do que tem brincado com ele, foi buscar o seu maior adversário nas eleições. A manelimha como mulher esperta não está para aturar putos, nem queria levar uma bofetada de luva branca, e muitas pensões esperam por ela além das que já tem. e ainda vocês querem que se reduzam as pensões altas neste país. gente ingrata que não sabe recompensar quem se dedicou a causa publica.

Anfitrite disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bartolomeu disse...

Pois Anfi... essa cena das hipoteses é muito subjectiva. Já Mário Soares tinha alertado, muito subtilmente, para a possível debilidade mental de Cavaco e para a provável incapacidade de governar até ao final do primeiro mandato.
O cidadão comum, percebe que o comportamento de Cavaco se situa muito próximo da esquisofrenia, da dupla personalidade. Soares alertou também (durante os debates televisivos directos, apresentando elementos comprovativos), para a fragilidade emocional de Cavaco, e a para incapacidade de se expressar em público.
Perante estas evidências, o mais natural é pensarmos; então como raio é que um gajo assim, consegue aguentar-se durante 4 anos no cargo e ainda, reeleger-se contra candidatos de carácter político aguerrido, com capacidade oratória e experiência política?!
Este cabrão deste país, sofre destas e de outras incongruências, as quais nunca poderão garantir a seja quem for, o que for.

Bartolomeu disse...

onde escrevi 4 anos, deveria ter escrito 5.
Por mim, nem 1 lá estáríam, fosse quem fosse.
O país não precisa de um presidente que constitucionalmente não tem poderes, para além dos de fachada. Um garante de tudo e mais alguma coisa, que nada garante, para além do ordenadinho, viágens, banquetes, carros, subvenções e gabinetezinho, assessor, adjunto, secretária, segurança, e pópó.

Paga, povo!

A Menina da Lua disse...

Professor

Em linhas gerais concordo com a sua análise e em particular com a desconfiança que se fica perante tantas e desvairadas manobras de bastidores que denunciam estratégias, ambições e outras que tais, que não lembram ao diago ou seja ao mais comum cidadão...

Mas tenho para mim que apesar das contínuas e insistentes tentativas de manobrar e de ludibriar, os políticos não conseguem no fundo enganar assim tanto as pessoas... Cada um mesmo sem grandes conhecimentos, desde que interessado, sente a sinceridade, sente o engodo, sente a malícia e globalmente sabe dar resposta a muitas dessas coisas. O pior são os interesses e os oportunismos que duma maneira assumida dão o seu voto em quem lhes interessa...

Faço minhas muitas das palavras da Condessa e da Ana e com foco especial na dificuldade que sentimos na escolha perante o actual leque de opções políticas.

As escolhas são dificeis!... e mesmo sem ter gostado absolutamente nada da opção do Nobre, posso compreender um pouco a sua decisão.
Ao acreditar nele próprio e nos seus ideais é muito dificil fugir a essa oportunidade, tendo em conta que o nosso regime apenas permite espaço político aos independentes enquadrado dentro dos partidos. No fundo é lhe dado de mão beijada e em bandeja de prata a melhor posição política que ele alguma vez pudesse desejar depois de ter perdido as presidenciais.

Enfim são jogos de Poder sem grande novidade mas estou plenamente de acordo com o Professor quando diz que "Não são as medidas a tomar o problema e sim quem as vai executar." e a partir de agora quem vai comandar a orquesta são os que vêm de fora porque quanto a nós vamos apenas tocar de fininho muito de fininho...e de certa maneira incluindo o partido que ganhar as próximas eleições:(

Manuel Henrique Figueira disse...

Anfi:

Não contraponho a sua versão «Foge ladrão que...», mas como certamente saberá, há muitas versões dos ditos populares, umas simplesmente abastardadas, outras adaptadas às circunstâncias locais, outras ainda fruto de corruptelas de populares pouco letrados ou analfabetos, com dificuldades no uso correcto da Língua.
Aquela que lhe referi vem nos manuais de História, prendendo-se com a profusão da atribuição de títulos de nobreza à burguesia liberal, que substituiu a nobreza, na sequência da queda do Antigo Regime. Os burgueses achavam-se pouco importantes, pelo que procuravam imitar a nobreza ostentando títulos.
Eu usei isso como metáfora, mostrando que, quem é um pouco mais exigente do que pragmático tem dificuldades em fugir, pois encontra por todo o lado um pouco mais do mesmo.
Quanto à eficácia do voto em branco, é semelhante à eficácia do voto num dado partido: se tiver 50% é uma coisa, se tiver 37% é outra, se tiver 25% quase não serve para nada.
O voto em branco não é de demissão, é de protesto bem significativo e bem orientado: não queremos nenhum destes partidos assim como estão.
Aceito, se me explicar, que seja mais eficaz anular o voto (aguardo e agradeço-lhe a sua explicação pormenorizada), mas abster-me, NUNCA.
Uma grande percentagem de votos consistentes de protesto teria o efeito de um sismo no interior dos partidos, daria força aos mais capazes e mais honestos que lá existem e que estão esmagados pelas actuais lógicas de funcionamento e pelos grupos menos recomendáveis.
Eu nunca tive partido, por razão de características pessoais, mas nunca fui contra os partidos, não sei como as sociedades poderão viver com alguma democracia, alguma liberdade e alguma decência sem partidos.
Sim, porque na penumbra há as outras forças (económicas, financeiras, lobistas, corporativas, corruptas e de tipo mafioso) que condicionam o nosso viver, e, por vezes, capturam os partidos.
E as coisas estão muito desequilibradas para esse prato da balança.
Para se animar um pouco, aqui vai, um grande senhor das músicas, conterrâneo do nosso Prof., muito pouco conhecido, infelizmente:

«Meu peixinho vermelho»: João Lóio – CD O Segredo Maior
http://youtu.be/MdkRQqI9kUg

«Olha Para Mim»: João Lóio – CD Mais um dia
http://youtu.be/cmvsBNeuUBg

João Pedro Barbosa disse...

Como o assunto é sério. Também recomendo a Marcha de São João de João Lóio. Por mais que custe, dirijam-se a votar. Nem sempre é possível. Indiferente, Nunca.

João Pedro Barbosa disse...

http://www.youtube.com/watch?v=3copQfzaGlE

João Pedro Barbosa disse...

Manel: Acrescento esta: http://www.youtube.com/watch?v=febXtsPlYEA&feature=related ...e que nos faz sentir melhor. Votem...e nos faz sentir melhor.

Bart: Já Bou...

Bartolomeu disse...

Bute lá nessa, Peter.
Quando a andorinha vier a Lisboa, juntamente com a ana, vamos todos apanhar uma narça de pastelinhos de Belém, e depois vamos curti-la para ojardim, em frente aos Jerónimos a relembrar os feitos marítimos dos gajos de quinhentos e a gozar com a carantona do velho do restelo.
Qué que dizes Peter?!

João Pedro Barbosa disse...

...não disse nada

Bartolomeu disse...

Não estás impedido de dizer, man!
É importante que saibamos a tua opinião acerca da melhor forma de apreciar o sabor dos pastelinhos.
Hmmm?
Não te parece uma questão de importância?
Repara, todos os dias passam milhares de pessoas pela loja que vende os pasteluchos, e, cada uma dessas pessoas, adquire e consome várias dúzias dos ditos. Contudo, só uma pequena percentágem saberá mínimamente o que está a comer e qual a melhor forma de poder saborear a iguaria.
Que me dizes Pedro, de nós os dois, encetarmos uma acção de carácter puramente didáctico e pespegarmo-nos à porta da centenária pastelaria, trajando de monjes arrábidos, a divulgar àos passantes a origem do pastelucho?!
Hmmmm?
E de passagem íamos apalpando as peidolas às bifas que passassem ao alcance da mão...
Até podia funcionar como uma boa publicidade turística e quem sabe o Presidente da Câmara de Lisboa, nomeava-nos assessores para os assuntos do turísmo e da divulgação doceira?!
Hmmmm?
Que te parece chavalo?!

João Pedro Barbosa disse...

http://www.youtube.com/watch?v=2q7kMfTIr1k bart:)

Bartolomeu disse...

Yah man!
Tá aí um motivo excelente, capaz de levar qualquer um a morfar uma dúzia dos ditos-cujos!
Agora imagina se fôr na companhia da ana e da andorinha... acho que arrasamos o stock dos gajos da pastelaria!
;))))))

Bartolomeu disse...

Foi por ela... que eu passei das minhas contas... foi por ela... trá-la-rá, etc e tal.
;)))

João Pedro Barbosa disse...

Ando a procurar um link que não consigo encontrar. Alguém me pode ajudar? ;)))

Bartolomeu disse...

Eu afudo-te Peter.
Pega aí nessa ponta que eu pego nesta.
Vá, quando eu contar até 3 fazes força.
Bora...
1...
2...
3...
Tão man?
Qual é atua?
Só eu é que fiz força... ai o karáxas...!

andorinha disse...

Bart,

Loooooooooooooooooooooooooool

Tu és danado para a brincadeira, meu:)
Esse sentido de humor arrasa qualquer um. Repara que eu disse "um" e não "uma":))))))

Mas não me metas ao barulho que não quero chatices!
Quanto aos pastelinhos conversamos melhor quando os estivermos a degustar...:)

AQUILES disse...

Anfitrite
«Naquela altura ninguém enriquecia a trabalhar.» Nem naquela nem noutra.
Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem.

andorinha disse...

Manuel,

Concordo com o teu comentário e atrevo-me a realçar este excerto:

"Quanto à eficácia do voto em branco, é semelhante à eficácia do voto num dado partido: se tiver 50% é uma coisa, se tiver 37% é outra, se tiver 25% quase não serve para nada.
O voto em branco não é de demissão, é de protesto bem significativo e bem orientado: não queremos nenhum destes partidos assim como estão."


Exacto. Por isso votei em branco nas últimas presidenciais porque nenhum daqueles "bonecos" me dizia algo.
Quem não entende isto ou é pouco inteligente ou mal intencionado.

Respondi-te e agradeci no post anterior. Gostei imenso.

Bartolomeu disse...

O Peter merece que dê o meu melhor, andorinha.
Afinal o rapaz esfalfa-se para que lhe dispensemos uma migalha da nossa atenção. Não é justo, deixa-lo a falar com as paredes, infinitamente.
Nã te parece?
Ein?
;)))

andorinha disse...

:))))))))))))))) Bart, meu taradão:)

João Pedro Barbosa disse...

"os testos podiam ser gravados em áudio" e circularem livremente. Os comentários teriam que ler mesmo desta maneira". Reparem. Estive-me a reparar a isso devo a minha ausência.

João Pedro Barbosa disse...

Ein!:))))))))))))))) (textos ou testos?)

João Pedro Barbosa disse...

Vou ao cinema! Se a Sorte me ajudar!

João Pedro Barbosa disse...

...

Caidê disse...

Manuel
Gostei do teu primeiro post!
Perdi agora um meu. Volto depois.

Bartolomeu disse...

Ké ke vais assistir Peter?
Olha que tu não te vas pôr a ver filmes de trungalhudice!
Depois vens aki pró blog com os dedos cheios de creme... dos pasteis de nata e engorduras o corrimão...
Vai assistir a um filme de desenhos animados, man. Pode ser que calhe ao teu lado uma mãe divorciada com o filhote e no fim do filme, te convidem para ires lá a casa comer umas pipokas e bubeir uma cola... sem koka.
Vá, não te atrazes... depois conta ao pessoal kómékefoi.
;)

ana b. disse...

Bart:

Não conte comigo para os pastéis: estou a fazer dieta:)

Manuel:

A expressão voto ecológico sem tinta, não lhe diz nada? Plagiei-a de si:)))
Estive à espera que acusa-se o toque mas como perfeito cavalheiro que é, manteve-se imperturbável:)

Como paga, envio-lhe umas musicas que penso irá apreciar:

http://youtu.be/vFD-HxPpP_U

http://youtu.be/Ag02MCeTxQY

http://youtu.be/zv_58bcmRJA

Estou desculpada?

ana b. disse...

Manuel:

E pelo "acusa-se", também estou perdoada?

Esta merece mais uma música:)

http://youtu.be/Wmfa2XznVic

Bartolomeu disse...

Eles já fabricam pasteis-light, ana.

Cê_Tê ;) disse...

Manuel e Andorinha:
"Quanto à eficácia do voto em branco, é semelhante à eficácia do voto num dado partido: se tiver 50% é uma coisa, se tiver 37% é outra, se tiver 25% quase não serve para nada.

NÃO É!
A não ser que o "Branco" esteja a presidir Portugal à semana e o Cavaco só ao Domingo! Ahhhhh querem ver que é por ser de tão poucos portugueses que o PR perdeu poderes?

Manuel Henrique Figueira disse...

Cê-Tê,

É evidente que o PR é de todos os portugueses, não perde poderes por ter apenas 50% + 1 voto e não 70% ou mais.
Mas do ponto de vista ético (como se deve olhar para si próprio) ou do ponto de vista moral (na relação com os outros, e como estes o olham) não é a mesma coisa.

Lembra-se de certas sondagens encomendadas (daquelas que os amigos de qualquer candidato fazem, e depois procuram que os «media» as divulguem) que lhe davam entre 60% e 70%? Porque quereriam eles que tivesse aqueles valores se 50% + 1 voto é suficiente?

Falando só do período democrático pós Constituição de 1976, se a Cê-Tê está contente com a forma irresponsável como temos sido governados (com muitas culpas para as oposições também), que lhe hei-de dizer?
Se acha que ir «mudando os ovos» de 4 em 4 anos (ou menos) é suficiente? A opção é sua, mas os resultados estão bem à vista.
Aliás, julgo mesmo que muitos portugueses nem se aperceberam do que está para vir, que pode significar dentro em pouco perdermos até 50% dos nossos rendimentos actuais e mesmo assim não resolvermos os problemas, entrarmos em bancarrota e sairmos do euro.
O voto de protesto (branco ou nulo) tem limitações, mas tudo depende do seu volume. Continuar tudo como está e os eleitores irem caucionando sempre o mesmo esquema (ainda que com cromos diferentes) é que não serve para nada.
Quanto às mudanças, e ao esboroar dos sistemas políticos, o que se seguiu à podridão italiana não deu melhores resultados com a era Berlusconi; mas deviam os italianos de deixado tudo na mesma? É evidente que há riscos.
O voto é livre, cada um fará com ele o que achar melhor

Manuel Henrique Figueira disse...

Caidê e Andorinha:

Queria enviar-vos uma musiquinha que provavelmente não conhecem, mas não encontro o link. (Chama-se Sem abrigo (nas cidades de ninguém).
Vai outra igualmente boa do mesmo cantor, e vejam como «sobrinho de peixe sabe nadar» (esta é uma indirecta para a nossa querida amiga Ana b.)

«Outra Vida»: João Afonso – CD Outra Vida
http://www.youtube.com/watch?v=FMmwSKjzL7E

E este também é pouco conhecido, mas é muito bom:

«Olha o arco-íris»: João Lóio – CD Encontros

Ana b.

Obrigado pelas sugestões, gosto tanto delas que até já tenho os CD desde que saíram: Buena Vista Social Club / Elíades Ochoa / Ibrahim Ferrer / Rubén González / Casa de La Trova /Compay Segundo. Como vê, é muita música boa.

Cê_Tê ;) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cê_Tê ;) disse...

Manuel, queria muito postar uma comunicação que vi no TEDx no Youtube (não não vi ao vivo ;)para ilustrar o que penso mas não a encontro! ;(((
Não existem partidos perfeitos- há varejeiras em todos_ mas será que não deveríamos dar a oportunidade a outros partidos?

É claro que para rimar com o que temos feito com recursos naturais, com a nossa e com a saúde dos outros - PODEMOS TUDO! Poder podemos mas deveriamos ao menos perceber as implicações disso. É como tudo na vida- há consequências.
O problema não são as escolhas conscientes ainda eventualmente erradas mas aquelas que são trabalhadas pelos grandes interesses tipo as tabaqueiras está a ver? O pessoal pensa que fica cheio de estilo a fumar mas quem lhe vendeu essa imagem é quem verdadeiramente lucra com isso. Porque mesmo o fumador que diz "sou livre de fumar porque o corpo é meu" deveria pagar o preço dessa escolha SÓZINHO. Porque como sabe essa arrogância diminui os fundos para ajudar a acompanhar quem não fez NADA para desenvolver cancro.
Como mudar as coisas? Não sei ao certo mas como acaba por constatar as das duas formas tentadas não é.

Temos o dever de fazer a nova geração adoptar uma mentalidade de resolução de problemas e de metodologia de projecto de forma livre e criativa- interventivos e atentos ao seu meio. DEMORA UMA GERAÇÃO e MEIA A FAZÊ-LOS se todos investirem nisso.

abraço

andorinha disse...

Cêtê,

Manuel e andorinha? Kéisso?
Andorinha e Manuel, fáxabor:)


O Manuel já respondeu e concordo com o que escreve.
E já agora: nem tu nem eu votámos Cavaco e o teu voto serviu tanto como o meu que votei em branco.
Não é por aí...


Manuel,

Gostei das duas músicas. A de João Lóio não conhecia e foi uma belíssima surpresa!

andorinha disse...

Cêtê,

"Não existem partidos perfeitos- há varejeiras em todos_ mas será que não deveríamos dar a oportunidade a outros partidos?"

Só li isto agora por isso não comentei antes.
Na minha opinião, claro que SIM, mas isso já eu tento há anos. E não desisti, vou continuar a tentar.
Não me estou a contradizer, pois considero que as pessoas têm todo o direito a votar em branco como forma de protesto se nenhum dos partidos se enquadra naquilo que consideram ser importante.
Eu fi-lo nas presidenciais porque é um direito que todos temos quando não nos reconhecemos em nada nem ninguém.
Se achei coerente fazê-lo, não ia agora negar esse direito aos outros:)

Jinhos

Cê_Tê ;) disse...

És tu mesmo andorinha ou aquela coisa? looool

ana b. disse...

Bart:

Não gosto de comida light, tem pouco sabor:)

Manuel:

Surpreendê-lo musicalmente é uma tarefa inglória:))

Murcons:

Preparem-se. Está a chegar o último Terrence Malick, ( "Barreira Invisível", lembram-se?)
"The tree of life"
Já vi o trailer nos cinemas. Promete!

http://youtu.be/XW4cMNue4m8

Manuel Henrique Figueira disse...

Ana b.

Sou suficientemente humilde (uma das qualidades que aprendi ser muito importante na vida) para não ter a pretensão de ser surpreendido.
Tanto a Ana como a Anfi, a Caidê e todas/todos os que têm sugerido músicas às vezes têm-me surpreendido, pela novidade, e sempre pela qualidade.
Obrigado

João Pedro Barbosa disse...

http://www.youtube.com/watch?v=_AaSCjLMREQ&feature=fvsr

http://www.youtube.com/watch?v=bjjc59FgUpg&feature=player_embedded#at=310

João Pedro Barbosa disse...

O Teatro do Campo Alegre, parece ter um bom filme esta semana.

Anfitrite disse...

C/ não tenho tempo deixo apenas uma msgem que recebi hoje:

Assunto: Não há saques no Japão! -------- Há moral!

ENQUANTO HOUVER POVOS ASSIM, O MUNDO NÃO ESTÁ PERDIDO.

Enquanto o Japão conta os mortos (quase 17 mil, segundo as últimas estimativas oficiais) e eleva de quatro para cinco o nível de alertanuclear, já a dois níveis do que se atingiu em Chernobyl, um jornalista da CNN, Jack Cafferty, não esconde a surpresa e faz uma pergunta:
«Tendo em conta a escassez de comida e a incrível destruição, incluindo em Tóquio, por que razão não estão a ocorrer episódios de pilhagens e vandalismo no Japão?»
Cafferty estabelece um paralelo com o que sucedeu no seu próprio país depois da passagem devastadora do furacão Katrina e cita um colega, Ed West, do Telegraph.
West escreveu uma crónica na qual se confessava «estupefacto» pela reacção ordeira do povo japonês ao terramoto e ao tsunami, e do sentimento de solidariedade que encontrou um pouco por todo o lado.
«As cadeias de supermercado baixaram drasticamente os preços dos produtos assim que ficou clara a dimensão da catástrofe», conta Ed West. «Vendedores de bebidas começaram a distribui-las gratuitamente, com a justificação de que todos trabalhavam para assegurar a sobrevivência de todos».
Cafferty adianta uma explicação: os japoneses possuem um código moral tão elevado que se mantém intacto mesmo nas horas mais sombrias, mesmo quando só existe destruição em redor.
Esta atitude não é por caridade. É SOLIDARIEDADE


Aquiles,
Concordo plenamente consigo. Só se enriquece em tempos de guerra e de crise. Mas naquele tempo a exploração era desumana, porque não havia qualquer lei. Mesmo os que hoje têm sorte(?) na vida, começaram por arranjar os primeiros cobbres de maneira muito obscura. Podia dar exemplos mas não convém.
Bartolo,

Tem todo a m/concordância e tenho pena de não lhe poder dar uma resposta como merecia, mas agora não posso. Só lhe queria agradecer a sua perspicácia e nã o é por motivo políticos.`
É que há pessoas que falam quando deviam estr caladas pq não estão informadas.
...

Anfitrite disse...

Manel,
Acho um acto digno ir votar. Mas infelizmente, na malta política as >s ou <S %s não fazem mossa nenhuma, só serve de motivo de conversa p/jornalistas. Eu tb nunca pertenci a partido nenhum, apesar de me terem posto uma ficha já assinada`a frente, p/me darem um cargo, e eu entreguei essa ficha a outra pessoa, q sabia que não ía desempenhar o lugar melhor do q eu, mas do mal o menos. Por isso eu tenho um falar tão rude pq sou de origem humilde. mas não devo nada a ninguém, nem agradecimentos quando precisei de ajuda fisicamente. E sei muita coisa de muita canalha que me apetecia jogar-lhes em cara. Mas desde q me deixem em paz, prefiro estar sossegada pq n consigo levar a água ao m/moínho.
Eu tb reconheço que política/, quase estamos num beco sem saída. Mas mesmo assim, temos de escolher entre aqueles que farão um mal menor. Há muitas maneiras de aplicar políticas de austeridade. Dividir o mal pelas aldeias, ou desequilibrar isto tudo. Já pensou o que seria privatizar aa CGD nas actuais crcunstâncias? E ninguém ía reduzir pensões de 200€. É tudo conversa balofa da comunicação social.Para já quem tem essas pensões, segundo a lei geral da SSocial, nem teria direito a nada. Foram pensões compradas com 20centavos por mês, por muita gente que não precisava e que depois foram sendo equiparadas. Eu nunca inscrevi a m/ mãe, apesar dela ter trabalhado e o patrão não ter descontado. Mas tenho uma prima dela, que veio aqui a minha casa, a conduzir o seu bruto BMW, pedir-me para eu a inscrever como empregada doméstica, só para ter direito à saúde de borla. E hoje anda aflita com os inquilinos que lhe pedem obras, mas ela não deixa estragar as casas e está sempre com o advogado à coca para ver qual é o q pode despejar, pq hoje as pessoas compram casa, mas continuam com as casas antigas, por causa das rendas baratas.
Tb me lembro de uma tia, que vive à grande e à francesa e nunca precisou de trabalhar, mas quando eu fui de férias lá abaixo, me mostrou um lindo anel, que tinha comprado com os retoactivos da pensão que passou a receber, porque se inscreveu como costureira.Toda esta compra de pensões se deve ao cavaco.
Algumas sucessivas equivalências é que não. Antes havia a dos rurais, a das domésticas, as do regime contributivo normal, as do regime não contributivo, a das pescas, que dependia das safras, etc. Portanto só vos peço para se informarem todos bem.
Quanto ao ditado o original era foge ladrão que aí vem barão...


Não podia escrever, acabei ultrapassano o número de caracteres, só fiz asneiras publiquei sem querer e sem ler o q escrevi

João Pedro Barbosa disse...

http://www.youtube.com/watch?v=zoIiAtasjmI

João Pedro Barbosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Pedro Barbosa disse...

http://www.youtube.com/watch?v=HH5X39nkW4U&feature=fvwrel

ana b. disse...

Pedro:

"Tio Boonmee": Excelente proposta!

Manuel Henrique Figueira disse...

Ana b.

Àquela hora da noite já não funciono bem.

Quando disse: «para não ter a pretensão de ser surpreendido»

é evidente que queria dizer:

«para ter a pretensão de não ser surpreendido»

O que é bem diferente, a primeira revela infalibilidade e vaidade, a segunda humildade, que é uma qualidade muito em falta em tanta gente, especialmente nos nossos políticos.

João Pedro Barbosa disse...

Ana:

"Bonito despertar": Obrigada!

Pedro

Manuel Henrique Figueira disse...

Anfi:

Isto é uma mera troca livre de opiniões, e eu não estou seguro de ter razão.
O que não me impede de ter a minha opinião e de fazer as minhas opções, desde que dentro de certos padrões éticos e morais (como exemplo de padrão moral a não seguir tomo a abstenção, pois em democracia - o pior sistema excluindo todos os outros - o voto é um dever e a abstenção uma cobardia).

Estou de acordo consigo quanto a muito que diz no seu comentário, a nossa principal divergência é eu considerar que, no actual panorama, não temos alternativa; a Anfi acha que há sempre um menos mau e dispõe-se a dar-lhe o benefício da dúvida.
Posso contra-argumentar, mas não a posso, nem quero, criticar por isso.

Mudando de assunto, e para pensar, mas ao mesmo tempo para se descontrair um pouco, aqui lhe deixo duas pérolas:

A do Sérgio, para se lembrar (nos lembrarmos), de que é preciso ter cuidado com promessas assinadas em papel molhado:

Sérgio Godinho - O Meu Compadre
http://youtu.be/xMj37ZPDHs0

A seguinte, para se deliciar com a música da Galiza (sou teimoso, não sou? Mas não é para lhe converter o gosto musical, tão só para partilhar consigo bons momentos musicais):

«Unha Noite na Eira do Trigo»: Rosa Cedrón y Cristina Pato (Proxecto SOAS: Rosa Cedron e Cristina Pato

http://youtu.be/v4eucH1fjc0

João Pedro Barbosa disse...

Suba-se de divisão, é mais democrático.

João Pedro Barbosa disse...

Fica assim tão caro um rádio de pilhas?!

ana b. disse...

Manuel:

Eu percebi a gralha:)
Com que então "sobrinho de peixe...". É caso para dizer: plágio com plágio se paga:)))

Pedro:

Só agora tive oportunidade de ouvir as sua propostas musicais.

E porque alguém pode andar distraido e não as tenha visto, recoloco aqui esta sua excelente escolha

http://youtu.be/bjjc59FgUpg

Fantástica música!
Obrigada.

João Pedro Barbosa disse...

De todos: http://www.antonyandthejohnsons.com/

em assiciação livre:http://www.youtube.com/watch?v=CImsEJHYyv4

youtube: http://www.youtube.com/watch?v=I6PHgtdxFrY

E á Caidê!

ana b. disse...

Manuel,

Errata: "...e não as ter visto,..."
Como pedido de desculpas, enviar-lhe-ia com todo o prazer outra musica, mas agora o tempo escasseia. Fica para mais logo:)

João Pedro Barbosa disse...

Ana,

Engano-me sempre nas palavras que não quero escrever: "associação" :)

João Pedro Barbosa disse...

link amistosa/o:)http://www.youtube.com/watch?v=GH4banWPWPw&feature=player_embedded

João Pedro Barbosa disse...

por todos

A Menina da Lua disse...

Ana e Pedro:)

Excelente escolha musical...sem dúvida!
Muito intenso e comovente. Gostei imenso!

A Menina da Lua disse...

Refiro-me ao link:


http://youtu.be/bjjc59FgUpg

ana b. disse...

Manuel:

"...de não as terem visto..." ou será "...de as não terem visto..."?
Parece-me que afinal fico a dever-lhe mais uma música:))))))
Garanto-lhe que não perde por esperar. Prometo esmerar-me:)

AQUILES disse...

Manuel Figueira (11:23 PM)
Gostei muito deste comentário.«Continuar tudo como está e os eleitores irem caucionando sempre o mesmo esquema (ainda que com cromos diferentes) é que não serve para nada.» Mas isto é o que se tem feito, se vai fazer e se continuará a fazer. A não ser que os portugueses tomem uma atitude, coisa em que não acredito.

Anfitrite
Não havia lei? O problema mantêm-se, porque hoje há lei mas não se aplica, que é o mesmo que não haver lei. E por enriquecer fique atenta aos enriquecimentos que vão acontecer durante o aperto (em que nos metemos) do FMI/UE.

Andorinha

Andorinha e Manoel (faxabor). Tens razão, a emancipação feminina não eliminou o cavalheirismo :):):)

Caidê disse...

João Pedro
Obrigada. Tb gosto de blues:
http://www.youtube.com/watch?v=gLFW36i6_ls&feature=related
Para todos (é a do berço):-)))!
http://www.youtube.com/watch?v=NkbJ-5pk2FY&feature=related
Guardem para mais logo.
Já venho discutir polis-tíca ! :-((

João Pedro Barbosa disse...

Tenho pena de ti Bart:

http://www.youtube.com/watch?v=-CaK4-k2moU&feature=related

João Pedro Barbosa disse...

Para as meninas e os meninos as politicas sempre se fizeram na Rua!

ana b. disse...

Manuel:

Como o prometido é devido:

http://youtu.be/Y3OBS55ZUPQ

http://youtu.be/vbLtauHI-Zw

http://youtu.be/o3iYUap_JJA

E mais uma de bónus, extensível a todos os Murcons:

http://youtu.be/xM4v3xaSU6s

Este pequeno prodígio tem 16 anos e vai estar no próximo fim de semana no CCB, nos Dias da Música. A não perder, portanto.

João Pedro Barbosa disse...

Hai! Bart, o Jan com aquelas mãos fazia cá uns postes!

Manuel Henrique Figueira disse...

Murcónicos:

Para o final do serão e o soninho:

«Sabat Mater»: Pergolesi
http://www.youtube.com/watch?v=yDZmQvH-NWk

Outra versão,

«Stabat Mater (Dolorosa)»: Pergolesi - Katia Ricciarelli
http://www.youtube.com/watch?v=mNt13Vw-K6Q

Anfitrite disse...

Aquiles,
Não havia leis, nem se exigia controlo de rendimentos, nem o Fisco ou a SSocial tinham condições para o fazer. Como sabe no tempo de Guterres foi um fartar vilagem, que já vinha do tempo de cavaco. O Guterres melhorou as condições para os mais pobres, mas quem se aproveitou foram os espertos e os que tinham conhecimentos. Por agora haver controlo de rendimentos, e mesmo assim, pelo menos 1/4 fica de fora, é que há tanta gente zangada. Foi no tempo do Governo de Sócrates que se passou a exigir o registo do dinheiro depositado pelos bancos nas offshores, por isso é que todos passaram a dizer mal do Constâncio, porque ele ganhava muito. Ele rejeitou ofertas bem maiores. E se passou muita coisa, é porque foi feita por especialistas que só trabalham para isso e não é uma simples amostragem que resolve o problema.
É pena nós perdermos tempo a falar mal e não o aproveitarmos para conseguirmos alguma informação, que não passa nem nas primeiras páginas dos jornais, nem nos telejornais e debates pagos.

Anfitrite disse...

Manuel
[(quando escrevo este nome, lembro-me sempre duma marca de balanças, brancas e metalizadas, que havia nas mercearias, era "Leunam". Está a ver um anagrama de...), desde miúda que a minha cabeça nunca parou].

Obrigada pelas músicas, ainda hei-de descobrir uma que o há-de surpreeder, mas escusa de ser tão gentil comigo, porque senão não me sinto à vontade. É que eu sempre fui maltratada pelo destino, e sei que nada de bom me espera. Mas mesmo assim tive muita sorte. Percebe a contradição? Não se preocupe...
Toda esta conversa para lhe dizer que escusa de contra-argunmentar comigo, porque eu não mudo de ideias, conheço e sei de muita coisa, porque nunca passei ao lado delas. Se tivesse juízo e mudasse de ideias deveria votar no CDS, porque é capaz de defender mais os meus interesses, teve o melhor grupo parlamentar, com excepção da Pregado e da Cristas, embora não concorde com as ideias deles sabem-se comportar.

Quanto ao ditado tem razão no seu e na explicação que deu. Só que não é conde é visconde, que é o grau acima. Mas eu também tenho razão no meu e sei porque o utilizei, servindo-me do seu.
Passe bem e com boa música.

AQUILES disse...

Anfitrite
Eu avalio a saúde de democrárica, ou não, de um estado por duas áreas: Justiça e Ensino. Basta uma delas estar mal para um país estar de má saude e em declínio. As duas mal ao mesmo tempo é uma catástrofe.
Em Portugal a Justiça é ineficaz e, como tal, injusta e geradora de assimetrias. O Ensino ... nem tenho palavras.

Mas creia que em geral estou em sintonia consigo.

Henrique Dória disse...

Regresso ao Odisseus depois de um tempo de pausa por motivos de saúde da minha filha.

Entretanto, muitas águas passaram sob as pontes. Portugal entrou num período crítico. Mais do que nunca se tornou urgente refletir no país que queremos e no que devemos fazer para termos o país que queremos.

Penso que o dia de hoje foi um dia importante para o futuro de Portugal. Hoje, no jornal PÚBLICO, foi publicado um manifesto assinado por homens livres e honestos, entre os quais os meus amigos VASCO LOURENÇO e RUI NAMORADO.

ESPERO QUE NÃO FIQUEM POR AQUI.

Já tenho repetido no Odisseus que Portugal é um país esquizofrénico, em que há um eleitorado que vota no PC, no BE e no PS por serem o mal menor. É urgente que aqueles que defendem a JUSTIÇA como algo de essencial para que o nosso país deixe de ser uma terra sem direitos para tantos, saibam e tenham a coragem de pensar, mas também de agir. É necessário que aqueles que estão em espaços nos quais já não acreditam tenham a coragem de deixar esses espaços e construir algo em que acreditam.