domingo, dezembro 09, 2012

Toda a gente satisfeita?

Fontes geralmente bem informadas afirmam que a declaração do Dr. Miguel Relvas, segundo a qual não se limitará a votar no Dr. Fernando Seara, mas fará campanha por ele de manhã à noite, foi recebida com indizível entusiasmo pelo Dr. António Costa.

170 comentários:

bea disse...

Passo
é muito Dr.

Exilado no Mundo disse...

Nem tudo que soma aumenta. Existem os negativos...

Manuel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Manuel disse...

É caso para Fernando Seara dizer: com amigos (Relvas) destes não preciso de inimigos.

Mar de Bem disse...

Miguel Relvas é fantástico! Como é possível ele não se enxergar? Não é suficientemente inteligente? Não, ele é acima de tudo um tipo sem vergonha.
Fernando Seara que se cuide!!! (eh, eh, eh, mas vai ser divertido!!!...)

andorinha disse...

Não sei de nada...:)
Ao fim de semana tento abstrair-me o mais que posso da nossa politiquice, a bem da minha saúde mental. Não li jornais nem vi televisão, portanto fico agora informada pelo Murcon:)

Ai é? Como é que esse homem não tem qualquer vergonha na cara? Causa-me asco!

Anfitrite disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
São disse...

Por António Costa terá sido, mas se eu estivesse no lugar de Fernando Seabra dispensaria o apoio do "Dr." Relvas, rrss

Desejo boa semana

Impio Blasfemo disse...

"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". A este ditado Fernando Seara vai ter dificuldades para fugir quando fizer campanha com o seu amigo Relvas ao lado, a apoiá-lo. Não admira que o ACosta até ache piada à ideia do Relvas fazer campanha pelo FSeara, não admira mesmo nada. Coitado do FSeara. Que sorte o FSeara teve de o Dias Loureiro não se ter ainda lembrado de o ir ajudar na campanha. Já agora.....

IMPIO

Jo ão disse...

Cê_Tê;)

Aqui somos todos benfiquistas!

João Pedro Barbosa disse...

Do Grande Porto!

bea disse...


Bom Dia a todos

Jo ão

o benfiquismo, aqui ou em outro lugar pouco diz do sujeito. Toda a gente é mais que clubista.Assim Fernando Seara.

Exilado no mundo

tens razão, os pontos negativos não somam. Mas contam.

E que todos abracemos o ameno do dia. Curtir.

Jo ão disse...

Que ganhe a baliza com mais golos!

Cê_Tê ;) disse...

Eu até gargalhei quando ouvi o Ervas (não me enganei a escrever ;P, desta vez) a mandar comprar sapatinhos ao António Costa.;)))))))))))) Mas dá que pensar na cegueira que o poder dá, não dá??????? E a ilusão de que o poder é eterno...
O Dr. António Costa merecia ganhar por mérito próprio, caramba!!! Agora o Relvas dar-lhe equivalência desta maneira enviesada não está certo!

Cê_Tê ;) disse...

Ó Pedro que piadola é essa sobre o Porto???????;)
Muito os benfiquistas têm de aprender com os portistas e mais não adianto ;))))

Caidê disse...

Bora assistir no Porto Canal? :))))

Jo ão disse...

Caidê,

Touradas só em recintos licenciados.

andorinha disse...

Têzinha:)

Os benfiquistas têm muito a aprender com os portistas?????
O quê? Palavrões e a atirar pedras e bolas de golfe?

Ai, ai...quando é que ganhas juízo?:)


Caidê,

Vi. Gostei. Três bons temas e dois interlocutores com poder de comunicação e que debatem com calma, serenidade e conhecimento de causa.
Aqui dou os meus sinceros parabéns ao Dr. Rui Moreira pelas intervenções que faz. Não o "conhecia" por ele ser portista, confesso aqui o meu preconceito...
Quanto ao "nosso" Júlio não merece aplausos porque está ao nível a que sempre nos habituou:)))))))))

rainbow disse...


Pois é, amanhã é dia da cidade de Portimão, ou seja, é feriado, ou seja, não trabalho, ou seja, não me apetece falar do dr. Fernando Seara e muito menos no DOUTOR Miguel Relvas. Gosto de António Costa, mas também não me apetece falar dele hoje:)


Caidê,
O melhor debate dos três programas, no Porto Canal, na minha modesta opinião.

Caidê disse...

Da última vez que assisti ao programa dei os parabéns ao Rui Moreira e ao Professor pela perspetiva compreensiva que individualmente apresentaram, bem como por outra fineza do discurso de cada um - essa, a do trato social, ou seja, a da delicadeza do olhar sobre as coisas, enquanto observadores de realidades sociais.
Essas duas caraterísticas, que são partilhadas por ambos os conversadores, foram hoje ainda mais patentes, talvez pela inerente delicadeza das matérias abordadas.
Há uma ressalva que devo fazer, no entanto. O facto de me ter apenas referido aos convidados ao debate, não significa/va que o próprio entrevistador não mereça igualmente um reconhecimento de apreço - e é claro que sim! Era justo lembrá-lo.
Da Eutanásia, à Eutanásia Ativa, à Distanásia, à longevidade afetada pelo fator de diferenciação/ hierarquização social, ao testamento vital, ao velho ou ao doente como "peso" para as famílias, à bioética e ao direito - é todo um debate social a que, entre mais, falta dar continuidade na sociedade portuguesa.

Como afirmou Rui Moreira, se não anteciparmos respostas com outros fundamentos, as questões que trazem essas problemáticas acabarão por se resolver de futuro, dado o futuro para que tendemos e sê-lo-ão, então, pelo fundamento económico.
Também foi muito bem equacionada a questão dos media. Bravo, Rui Moreira! O direito à privacidade está mais resguardado por Portugal do que pelo Reino Unido - indicador de desenvolvimento? Concordo!
Subjaz à ocorrência o voyerismo, o exibicionismo, o imediatismo impulsivo – traços culturais da Civilização Ocidental Pós Moderna. Nem mais!
E o esbanjamento de alimentos não foge à regra, porquanto se enquadra na cultura do consumismo.
Não temos apostado na educação cultural que os tempos teriam exigido.
E Rui Moreira lá deixou a explicação de base: esta sociedade está fundamentada num modelo de crescimento económico exponencial. E onde a demografia leva ao decréscimo do número de habitantes, então que cada habitante valha por DOIS – dois consumidores! Quando não vale por mais: seis telemóveis???? Eu, UM - BARATO (por via das dúvidas, esclareço!).
))
Para a semana lá estarei a ver e a ouvir! Obrigada.

andorinha disse...

Rainbow,

Que imbeja!
O "meu" é só em junho, não há direito...:)

Caidê disse...

Bea
"Passo
é muito Dr." - é uma das tuas mais excelentes displicências. Vinte pontos, MULHER!

Andorinha, Rain
Só vi 2. E ESTE FOI O MELHOR, pois!...

Professor
Upsssss! Os rapazes das câmaras têm de se afinar :)))

Jo ão
Não des-concertes!... :)))

andorinha disse...

Caidê,

Estás a ser injusta!Eram seis porque aquele era barato...lol
E a questão dos plasmas e de todos os gadgets de última geração, tudo entronca no mesmo: as prioridades estão todas invertidas e o ter é mais importante do que o ser!

Como alguém dizia por estas bandas da net, Parem o mundo e deixem-me sair:)))

perhaps disse...

OLÁ :)

bemmm...estive a ver o senhor professor, peço desculpa pelo atraso.

senhor professor

pode dizer às pessoas que fazem as notas de rodapé no portocanal, que...quer dizer, o que passa não é bem o dito. Não pode? hammm...era só ensinar a fazer um sumário, uma síntese. sem beliscar raciocínios. Ah! é verdade, como sou atrasada, vi o da semana passada :) e esqueci-me que hoje é 2ª. Ora bolas! também pode que o rodapé DE hoje tenha sido mais fiel.

O senhor professor não leve a mal, mas a minha vizinha pergunta se porventura não quererá fazer de pai natal lá na fábrica. Diz ela que está bonitissimo e já não precisava aquelas barbas compridas que encalham em tudo que é sítio.

Oh! Vou-me embora que o girassol tem pressa não sei para quê. Parvalhão.
Tenham uma boa noite.

bea disse...

Caidê :))

é que sou displi :)
o professor e o post estão muito à moda do Porto:) em mais nenhum lugar me chamam doutora. Confesso que, quando oiço seguido do nome, olho logo para todos os lados que duas pessoas com o mesmo nome numa sala... Se não vem o nome, nem me mexo do lugar, não é comigo de certeza; e depois vão chamar-me ao lugar, tocam-me no ombro (abelha!) :)De modos que não sei bem se sou eu quem ali está se a doutora. Mas penso que seja ela. E posto isto, quando vou ao Porto, euzinha, não sei se cheguei a sair de casa. E agora prontes, estou com esta dúvida existencial. Uma coisa assim. Mas se é ela que vai, eu é que lhe pago o bilhete. Atenção doutora! Ai, ai.Mau Maria!

Deixo-vos. Com muita pena. Mas tenho de ir fazer a cama aos pesadelos. Ficando bem feita, adormecem.

Fiquem bem, pessoal da aceifa (é pá, apetecia-me dizer isto há uma data de dias).

então o benfica ganhou? Olhem a surpresa. o meu galochas é mais leão que o das riscas verdes.

Vou beber um copo de água que me está entrando o espírito de natal. e natalícia não fico nada de jeito (ok, é verdade, não sou). é tudo paz e amor e parvoeiras do estilo.

Portem-se. Amanhã há neve. Onde? Sei lá. Há.

rainbow disse...


Andorinha

Não inbejes:) em Junho ainda é melhor, já é Verão!
Nesta sociedade de consumo, as prioridades andam mesmo trocadas, como tu dizes. Às vezes dá mesmo vontade de parar o mundo e sair. Mas é melhor ficar e teimar:)

Caidê
Concordo contigo. A frase da Bea merece mesmo vinte pontos:)

Fiquem com uma musiquinha:

http://www.youtube.com/watch?v=j5AUm_xaE9A&noredirect=1

Bons sonhos

Jo ão disse...

Já escrevi tudo oque tinha a escrever!
Despeço-me da Cotonete.

João Pedro Barbosa disse...

Qual foi a baliza que ganhou?!

Caidê disse...

Rain!
Professor!
Os meninos querem matar-me hoje do cor-ação! É lindura musical para uma hipertensão completa!...
Fico sem argumentos.

Andorinha
Injusta????
O último da série era barato? E os outros 5? É caso para perguntar onde é que a moça mora para me dizer onda há mais no caso do meu se in-variar!
E juro que não sou conservadora!

:)))

andorinha disse...

Caidê,

Estava a ser irónica, amiga. Acaso não me conheces?:)

http://www.youtube.com/watch?v=tNe3HqZiyyw

Bons sonhos.

Bartolomeu disse...

A próxima "grande loja", surgirá em Sintra!
Talvez usem o palácio da Regaleira... as infra-estruturas para os rituais de iniciação já existem...
A parceria Relvas/Seara (ou vice-versa) poderá resultar numa dinamização da industria no Concelho... quem sabe, edificam a maior fábrica de aventais do país?
O futuro sempre foi uma incógnita; excepto para aqueles que possuem o dom da vidência...

Manuel disse...

Esta caricatura retrata muito bem a nossa triste realidade.
É assim que pensa uma boa parte da elite que nos (des)governa.

http://videos.sapo.pt/bGivuonpOkD5D0oTOrC3

Não deixem de ver, fica-se com uma sensação de desconforto, pois, por um lado, percebe-se que aquilo é uma caricatura, por outro, vêem-nos logo à lembrança as muitas tias Jonets que por aí pululam.

bea disse...

Rain
bom feriado pati. E bigada pelo samba, viu?:)

Andorinha

bigada também. Lembro-me de já ter comentado esta música de Chico Buarque. Mas é um homem que cai sempre bem.

Bart

eu que de futuro não enxergo nadinha, é que é mesmo um nevoeiro a cerrar, compro um avental. Terei uma costela de sopeira que nem sei de onde me venha que por acaso a minha mãe nunca usou tal peça por desgostar. E eu, até quando não o uso aventalejo. Pensando bem, arrisco a meia dúzia.

e agora vou ver o que nos deixou o Manuel.

Fiquem bem.

bea disse...

Obrigada, Manuel

O canal Q tem interesse

eiiii...as Martas esparveceram. Antes delas, o governo. Enfim.

Quando me calha ser diretora de turma uma das coisas que aconselho as mães a fazer (os pais da minha escola quase não aparecem) é a ler os testes de filosofia dos filhos. E isto porque uma mãe me disse um dia que aprendeu a conhecer melhor a filha e a ter mais confiança na garota depois de lhe ler os testes de filosofia - não estou a inventar, ham? - .Dizia a senhora que também aprendia com o que a filha escrevia e que assim ficava a saber de que tratava a disciplina; e que a encontrava interessante. No fim do secundário já saberia umas coisas do Renato de baralho. Até porque comentava que de vez em quando conversava com a filha sobre o que lia :))e ela lhe explicava mais.

O que não sei é se as Martas Borges gastam com os filhos o mesmo tempo. Com idêntico interesse.

E tá.

andorinha disse...

Governo prepara aumento da carga letiva dos professores nos quadros da Função Pública.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/12/11/governo-prepara-aumento-da-carga-letiva-dos-professores-efetivos

É demais isto! Eu pensava que a escravatura já tinha acabado...

bea disse...

Os sindicatos preocupam-se com o numero de professores desempregado. Mas é a educação que perde. É o país que piora. São os professores que não vão aguentar. Ou vão. mas deixa de haver padrões de exigência. E os privados vão aproveitar, medrar, brilhar. E o fosso afunda.

apetece-me o exílio. Diz Miguel Torga que tem um contra, "nenhum exilado regressa verdadeiramente à pátria depois de morto."

temos de rir um bocadinho senão chalupamos.

O Ricardo

www.youtube.com/watch?v=ZJz_Jy9TTis


João Pedro Barbosa disse...

Bea,

"penetre-se que o seu mal não tem cura"

Jo ão disse...

Dave Brubeck - Take Five

https://www.youtube.com/watch?v=vmDDOFXSgAs

andorinha disse...

Isabel Jonet afirma que é mais adepta da caridade do que da solidariedade social.

"Hoje em dia as pessoas têm medo da palavra “caridade”, têm medo de palavras, atribuem conotações e pesos à palavra “caridade”. Na acepção de São Paulo, caridade é amor, é espírito de serviço, é o outro precisar de nós sem que nós precisemos do outro e portanto levamos o que ele precisa e não o que nós queremos levar. A solidariedade é algo mais frio que incumbe ao Estado e que não tem que ver com amor, mas sim com direito adquiridos. Infelizmente empobrecemos a nossa língua atribuindo algumas conotações a algumas palavras e portanto temos medo de as usar."

Definitivamente não gosto da senhora. Que raio de mentalidade!
Solidariedade não é amor?
Caridade é amor? Caridade é rebaixar o outro, em muitas situações pode até ser humilhá-lo. Eu tenho o poder, eu posso "fazer caridade"; tu, pobrezito tens que estar grato por existirem pessoas como eu. Estás no fundo da escala mas nós lembramo-nos de ti. Vês como somos beneméritos?

Por amor de Deus:((((((((((((((((((((

andorinha disse...

Manuel,

Brilhante, a sátira!

Bea,

"temos de rir um bocadinho senão chalupamos."

Ai pois temos! Senão chalupamos mesmo.
Tá gira, a rábula.

João Pedro Barbosa disse...

Andorinha,

Esperemos que a lei seja aprovada!

Jo ão disse...

E Passo a explicar:

Se a Eutanásia fosse legalmente exercida. Vinham palets e charters de turistas.

andorinha disse...

O Tribunal da Relação de Évora suspendeu a pena de prisão aplicada pela primeira instância a um condutor apanhado com uma taxa de alcoolemia de 1,29 e que provocou um acidente do qual resultaram dois mortos.

A Relação considerou que o arguido foi negligente, mas não de forma grosseira, e valorou o facto de ele não ter antecedentes criminais e de se revelar "solidamente inserido a nível familiar e profissional".

Sempre os mesmos argumentos de merda?
Não tem antecedentes criminais?
Está bem inserido a nível familiar e profissional?
E daí?
Matou duas pessoas, porra! E já era hábito conduzir alcoolizado.
Pode ser que um dia atropele estes juízes. Era o que mereciam...porra, enoja-me este país.

Bem diz a Bea que ainda vamos chalupar todos...

http://www.youtube.com/watch?v=TLbYL10c1zo

Bons sonhos.

Caidê disse...

Andorinha
Buarque e uns olhos janela. Que bom!...
Ironizar é potenciar a saúde mental. Conheço, conheço!... E gosto de ti assim.

Mas saindo desse registo, as notícias que evocaste dão pano para aventais. (De facto, Bea, detesto aventais, também eu...).

Essa palavra caridade é de um cima para baixo vergonhoso. E eu não queria sequer empregar a palavra miserável como a palavra caridade me obriga a empregar. Para miserável bastam as vergonhas que este sistema social não tem como tapar. Não há pudor! Andam a pôr o pudor que há despudoradamente nos sítios errados. Lembra: "Não é a pornografia que é obscena , é a fome". Lembra outras coisas que tais.

Rain
Espero que o teu feriadito tenha sido abençoado. Como estava a praia?! Ah, não foste! Hoje! Mas talvez ela te tenha tocado ao longe, por estares nas suas margens. Ah, como adoro a praia deserta (ou quase)!... O sol a vestir o corpo, um lago a extender-se até à linha do horizonte, um areal para enterrar os pés nus, uma colcha fofa para pisar praia fora, um ir e voltar entre dois rochedos de fronteira, um não ter que mais fazer se não sentires tais...
Se eu pudesse, não teria um quintal, teria uma praia, uma praia pequenina à volta para a ver nascer pela manhã, para a ir entreter antes dos pinotes do sol, para ir espelhar os olhos no vermelho-laranja do sol ao deitar!

Manuel
O tal canal valeu! Até o partilhei. Pensar ao contrário é uma arte de descompressão. Faz bem aos músculos e à corrente sanguínea.

Amanhã é outro dia. Amanhã é o último dia.... - já dizia o Sérgio!

http://www.youtube.com/watch?v=0Otelte6m5Q



João Pedro Barbosa disse...

Andorinha,

Vai apanhar sol!

bea disse...

Vou defender ouitra vez Isabel Jonet. Entendo o que quer dizer. Encontro o termo solidariedade legalista, desenxabido, sem pitada de sentimento.Vejo-a como um dever e um direito. A caridade como ela a entende é uma forma de amor, fora de ser dever ou direito. uma gratuitidade.sim. Não sei o que é isso de "de cima para baixo". O amor é sempre horizontal - não é sempre na horizontal - . Que seja de quem tem mais para quem tem menos, não me parece irrazoável em termos económicos. Que em dar e receber é igual o benefício, "Nem só de pão vive o homem". Kant raciocina que a caridade é uma forma de egoísmo e eu digo que o amor também é. Logo, bate certo. Mesmo não sendo da linha nem muito alinhada, era capaz de me oferecer para ajudar no BA.

Jo ão
"penetre-se que o seu mal não tem cura"

eu sei.
devo estar parva, mas fui eu que disse esta frase aqui?! É uma anedota familiar :)

Andorinha
Évora/juízes está tomada de frio nas meninges.

fiquem bem que hoje tenho o tempo contadinho. E levo umas reguadas se.

Bartolomeu disse...

Quanto à palavra "caridade", que deriva do latim "caritate" significa amor ao próximo, tem, segundo Agostinho da Silva, um significado que poucos lhe atribuiem: o de conseguir ver no outro, aquilo que a miséria oculta.
E aquilo que a miséria patente oculta, é precisamente a Graça. a graça que todos recebem na conceção, mas que alguns, por diferentes inerências, vão perdendo ao longo das suas vidas.
Então, faz muito sentido que Isabel Jonet declare acreditar mais na caridade, que na solideriedade.
É que, a caridade, ou a "charis", ou a Graça, é algo intrínseco a cada um de nós e pode ser recuperável, não através da solideriedade, mas vendo no outro um igual que possui tanto como nós, só que, tapado por uma capa que é fundamental ajudarmos a rasgar.
Solideriedade, é algo que nos define como humanos, mas sujeita a múltiplas vicissitudes, como seja, por exemplo, a moda.
;)

rainbow disse...


Caidê

Sim, o meu feriado incluiu um passeio na praia, com um Sol tímido e muitos pensamentos...
Conversar com o mar faz bem à alma:)

Bea

Desta vez discordo de ti, a palavra solidariedade não tem nada de legalista. Acho que ela contém fraternidade, amor.
Mas o amor também pode ser egoísmo, sim:)

Andorinha
8.15 pm

Jesus Cristo pregou a igualdade.
Mas a nossa sociedade judaico-cristã é estratificada em classes sociais, em que há o dever, pelos mais variados motivos, de ajudar o próximo, sem que isso o liberte.

Abracinho que se aqui está frio, fará aí!
:)

"Só poderia acreditar num Deus que soubesse dançar"
Nietzsche

E já agora, cantar:

http://www.youtube.com/watch?v=TlGXDy5xFlw&noredirect=1

Back to work
Abraços per tutti

andorinha disse...

Pedro,

Já fui e já vim...

Quanto a solidariedade/caridade já disse o que penso.
Considero a solidariedade um dos mais belos sentimentos que se pode ter por outro ser humano. E não tem só a ver com fome, tem a ver com injustiças, com tudo...
Caridade faz-me lembrar os enxovais de liceu para os "pobrezinhos".
Ainda bem que há pobrezinhos para podermos ser caridosos. Por vezes, a chamada caridade pode ser simplesmente uma forma de ostentação. A solidariedade é genuína.

Rainbow,

Tu não me fales em praia olha que eu nunca mais te falo...:)))))

Por aqui me fico...back to work 2:)

Cê_Tê ;) disse...

PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA,

Fora-de-Lei disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fora-de-Lei disse...

Há pouco mais de um ano, o valor das indemnizações por despedimento cifrava-se em 30 dias por cada ano de trabalho. Hoje, já está em 12 dias. Mesmo assim, ainda há quem rotule o actual governo de incompetente...

Jo ão disse...

O/A Fora-de-Lei,

O problema já não é a austeridade.

O problema é: "com que autoridade"

bea disse...

Boa noite :)

Depois dos telejornais, ler PRAIA umas 55 vezes é bem agradável. Obrigada, Cê_Tê.É tão torpe esta entrada na casa das pessoas, tão de perfídia que me emsombra.

DE UMA VEZ POR TODAS, COMO É QUE SE DESISTE DE UM GOVERNO QUE NÃO PRESTA?!

COMO É QUE SERÁ?

Rain

deves ter razão. Não gosto da palavra solidariedade. Mas também não aprecio caridade. Muito enfatuadas, de nariz empinado; solidariedade, se fosse mulher, chamavam-lhe vara de ir aos figos.

Caidê disse...

“Caridade versus Solidariedade” – tema que se pode propor a debate.
Parece que logo de início o debate descamba das palavras para as ideias que as palavras contêm.
É claro: a língua não é incólume, porquanto ela nos oferece desde logo estruturas de pensamento. E tais estruturas nem sequer são conscientes - até que as conscientizemos, pelo menos nalguma medida.
Mas é desta forma que a língua nos oferece desde logo uma cultura.
Por outro lado, a língua concretiza-se por meio de linguagens. E nossas linguagens também elas estão prenhes de cultura.
Então, ao falarmos em torno destas duas palavras, a nossa tendência é apegarmo-nos àquela palavra com a qual julgamos poder mais fielmente exprimir a nossa ideia valorativa sobre a coisa que a palavra é suposto designar.
Podemos ir ao étimo. Sim! Do latim, “-atis” é “amor”.
Se nos colocarmos do ponto de vista da religião judaico-cristã podemos ficar por um sentido pragmático ou questionar o termo do ponto de vista teológico. Assim, optamos por vias exegéticas diferentes. A semântica a que chegarmos está dependente da exegese que seguirmos.
Posto isto, concordo com a Isabel Jonet no sentido em que podemos reabilitar os sentidos associados à palavra caridade. Essa parece-me uma exegese pragmática adequada a uma Igreja (assembleia de crentes de uma religião)de praticantes que está movida pelo objetivo de questionar a sua prática religiosa.
O Bart pensa no mesmo sentido (creio). Caridade como a graça que o outro tem e me assemelha a ele ou o amor ao próximo por amor a Deus. Obriga-me a olhar no outro mais o que ele tem e eu também tenho do que a olhá-lo como inferior por nele estar oculta a graça, dado que se encontra em situação de miserabilidade.
Mas questiono – pensar religiosamente e pensar de forma laica não é distinto porque num e noutro tipo de pensamento eu me refiro a conceções de tempo distintas? Quando penso religiosamente tenho na base um tempo que é o tempo de Deus. Quando penso de uma forma laica tenho por base um tempo que é o tempo dos homens. E o tempo dos homens são o tempo de vida de cada homem. Não posso esperar pelo Messias num tempo divino. De forma laica, penso na necessidade da mudança na vida daquele homem enquanto ele vive – e sei que só vive uma vez (e sei que só vive aquele dia uma vez em toda a sua vida). Então, eu preciso agir no tempo da MUDANÇA SOCIAL e não no tempo do MESSIANISMO profético.
Por outro lado, com um pensamento laico eu posso aceitar a caridade, mas até talvez tenda a usar o seu sinónimo “compaixão”, posso até achar por bem e por urgente praticá-la… No entanto, eu entendo que é preciso que eu encontre uma via coletivizante de CARIDADE, porque não existe só um pobre, nem só “o meu pobre”, portanto eu não quero resolver apenas um sofrimento a um indivíduo. Na visão de solidariedade, não é que prevaleça a visão jurídica de direitos e obrigações – não tem de ser reduzido a tão pouco esse conceito. É que ele inclui uma visão de cidadania em que, por sermos um coletivo, “todos somos responsáveis por todos”. Mas a cidadania também vem de dentro para fora, ou seja, também se pratica com muito sentimento. Dessa forma, não pode ser reduzida a coisa de lei, por isso fria, por isso “de Estado”.
E é por tudo isto que discordo de Isabel Jonet.
Tanto mais que ela quer que eu aceite que porque falo mais em solidariedade (formal ou informal) do que em caridade sou eu que me atenho a uma visão redutora DO AMOR, porque solidariedade, pensa Isabel Jonet, é um conceito redutor. Será?

Rain
Quando dizes que seja o que for tem de libertar o outro !.... – É tão isso aí!...
Parabéns por teres dito tanto de forma tão simples e curta !

andorinha disse...

Cêtê,

Looooooooooooooooooooooooooool

Seja feita a tua vontade. Nunca mais te falo....

Bea,

Como é que se desiste? Fazendo com que ele caia...

Caidê,

Bolas, mulher!:)
Isso é que são pilhas Duracell:)

Caidê disse...

Sim, Andorinha
De quando em vez...
Um pouco de sótão talvez.
Eu sou de exteriorização, tu sabes. E quando as coisas me borbulham, ebulem, pimba - saem!
É que tenho de cuidar da minha úlcera do estômago - detesto pilular-me de químicas outras.

CêTê
Uma "PRAIA, " ainda é mais praia. Continua PRAIA

Rain
Faz bem à alma, sim! Mais uma vez disseste tão melhor.

E etnomusicalmente partilhando? :
http://www.youtube.com/watch?v=ugIbmTKrcHc&playnext=1&list=AL94UKMTqg-9CPjKgW3JloeIgXbY3Uiy0E

Fiquem carinhosos, caridosos, solidários, mas AMEM ! :)))

Jo ão disse...

Caidê,

Nem todos os carentes precisam de solidariedade.
Nem todos os ricos têm as costas quentes.

rainbow disse...


Andorinha,

Pronto, já não falo mais em praia. Mas olha que a Cê-Tê já disse tudo:)

Cê-Tê
:)

Bea

"solidariedade, se fosse mulher, chamavam-lhe vara de ir aos figos."

Só tu:)

Caidê,
O que não liberta, escraviza, não é?
E solidariedade não é de modo algum um conceito redutor. Pelo contrário, abrange conceitos de cidadania, de humanismo, fraternidade, justiça, amor. É dar as mãos.

Bons sonhos para todos

http://www.youtube.com/watch?v=cFoXcO8llNI&noredirect=1

andorinha disse...

Fiquem bem:)

http://www.youtube.com/watch?v=fd02pGJx0s0

Caidê disse...

Jo ão

Pois que a riqueza se extende semanticamente a domínios outros que não a materialidade económica. Extende-se aos valores. Extende-se aos afetos. Extende-se... E aceitamos tão bem que assim seja, que já não vemos na extensão qualquer artimanha figurativa. Colamos o figurativo ao real. Ainda bem que sentimos que o conceito nos faz falta noutros domínios. Queremos preencher-nos de mais, não só de consumíveis.

Riqueza económica pode coexistir com verdadeira solidão de afetos verdadeiros. Tens razão, rico nem sempre tem costas quentes.

Nem todos os carentes precisam de solidariedade, mas um amor companheiro ...


Impio Blasfemo disse...

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2012/11/o-estado-caritativo.html

“….O Estado social a ser substituído pela caridade exercida pelo próprio Estado – como líamos há uns meses nas notícias sobre a Grécia, ainda crentes que não as veríamos por cá. Engano nosso.

Mas quem é toda esta gente? «São pessoas que na sua maioria estavam empregadas ou recebiam subsídios que, por sua vez, permitiam fazer face aos seus compromissos e às suas despesas fixas», diz alguém da Caritas de Setúbal.

E têm rostos que não vemos, mas nomes que nos são por vezes revelados, como o do. protagonista de uma das histórias relatadas. Já trabalhou num Call Center, já teve uma bolsa, viveu depois à custa da namorada que, entretanto, também ficou desempregada. Enviou currículos, tem ido a entrevistas. Entretanto:

«De manhã, o recém-formado em Engenharia Electrotécnica Adilson Gonçalves, de 25 anos, saiu de casa com uma camisa de xadrez, os colarinhos a saírem do pullover de malha, o casaco de cabedal preto. Impecável. Foi à Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova, no Monte da Caparica, onde dentro de duas semanas defende a sua tese de mestrado, e depois dirigiu-se ao lar de idosos Granja Luís Rodrigues, da Santa Casa da Misericórdia de Almada. Sentou-se num banco do jardim, apesar das nuvens ameaçarem chuva. Esperou que lhe trouxessem um saco com o almoço e o jantar. E saiu. Adilson é um dos beneficiários do Programa de Emergência Alimentar.»

Assim vamos. Até onde e até quando? Não sabemos, ninguém sabe.”

Abraços
IMPIO

Jo ão disse...

Caidê,

Puro e duro!

Unknown disse...

Bom dia!

Permitam-me deixar uma nota de apreço pelo preciso comentário de Caidê.

Como achega ficam mais estas opiniões que vale a pena serem lidas:

http://economico.sapo.pt/noticias/caridade-e-solidariedade_158249.html

http://criticanarede.com/nozick.html

Bartolomeu disse...

Caidê,
concordo obviamente, com a maioria daquilo que expões e não me parece que seja mais importante analisarmos o sentido daquilo que a Isabel Jonet diz, ou outros como ela, e se é o sentimento de solideriedade ou o de caridade, ou ambos, que os movem. Angariar apoios para distribuir por aqueles que vivem em maior necessidade, é que me parece ser um acto de elevado apreço pela pessoa humana.
Se devemos enquadra-lo na caridade religiosa, ou no altruísmo solidário, não me parece que possa acrescentar ou retirar algo ao efeito da causa.
É a minha opinião...

bea disse...

Ressalvo a opinião do Bart :)

E bom dia a todos.Vou. Fazer uma solidariedadezinha, caridade ou como queiram chamar-lhe. Com muito amor.

Abraço todos

Julio Machado Vaz disse...

Aceitar a "superioridade moral" da caridade sobre a solidariedade, mesmo devolvida ao magnífico sentido original, e assim livre da relação de poder entre caridoso e ajudado, equivale, na minha opinião, a dizer que os não religiosos são incapazes do amor ao próximo e se refugiam numa concepção despersonalizada de bem-estar mínimo da responsabilidade do Estado.
Não sou tão pessimista. Posso não acreditar que o Outro é meu irmão em Cristo, mas acredito firmemente que o é como Ser Humano. Se somos capazes de passar da teoria à prática é um problema que "aflige" crentes e não crentes.

Bartolomeu disse...

Pelo "andar da carroagem", a necessidade, irá a breve tracho, obrigar o Estado,a "divorciar-se" do estado. Será provávelmente a forma natural, de «passarmos da teoria à prática».
;)

Caidê disse...

Antes, os mais carenciados começaram a ser identificados por causas de carência. Era o álcool, era a toxicodependência, era a deficiência e a falta de familiares próximos (ou de essas e de outras redes de solidariedades informais).
Era, depois, o desemprego de longa duração, era o baixo grau de competências numa sociedade em rápida mudança.
Na Grécia, um em cada cinco sem-abrigo é licenciado – li hoje.
Ímpio, parece que a Grécia só vai uns anos à frente. As suas estatísticas são apenas mais elevadas, mas os dados quantificados reportam-se a realidades que aqui ocorrem em crescente.
E assistimos à “caridade exercida pelo próprio Estado”. Pois é!
Em verdade vos digo, que me quer parecer que a questão fulcral não é a de saber se é moralmente inferior ou superior a caridade à solidariedade (ou o inverso).
Cada vez se torna é mais essencial pôr os pontos nos iis de “QUE MORAL”? Porque tudo aquilo de que falamos não é outra coisa senão IMORAL.
Se o pobre tem onde ir buscar a esmola é porque a esmola está mais organizada. Mas uma sociedade onde é preciso ANDAR À ESMOLA, porque já fechou outras vias de acesso à plena humanização a muita gente - é uma SOCIEDADE IMORAL. E é este modelo social que eu quero ver exterminado.
Deitaria fora o modelo social que cria a esmola e outras instituições equiparáveis e que visam integrar os indivíduos que num primeiro tempo o mesmo modelo social desintegrou, i.e., deixou à margem.
Substituiria esse modelo social por outro em que não apenas nos ativéssemos a integrar o desintegrado, mas no qual se fizesse da inclusão e da plena participação o PRIMEIRO MANDAMENTO. No pensamento laico, sim, mas seria um género de "AMA O PRÓXIMO COMO A TI MESMO!".
Na linha da frente, haveria que colocar o empoderamento de todos os que, por carência, precisam que ainda haja gente caridosa e instituições de caridade (estatais ou não).
O indivíduo que tem de viver dos caridosos, não se pode gerir em autonomia. É um género de sociodependente e eu não sei quais os comportamentos de risco que ele devia ter evitado. Não sei que contágio foi o dele, sobre o qual ele pudesse ter agido preventivamente.
E, sinceramente...não lhe vejo outra etiologia da sua ” insanidade” atual, senão o facto de ter vivido neste tempo histórico e neste modelo social.
Então, sejamos caridosos, e por caridade acabemos com este modelo social.
O Consumo, a Produção, a Redistribuição têm de ser REABILITADOS e ficar conformes a um NOVO ESTADO DE COISAS.
Na realidade, é de toda uma NOVA RACIONALIDADE que este sistema social carece.

Jo ão disse...

Caidê,

"Nova Racionalidade" e Positivismo é a mesma coisa.

Bobby Vinton - Blue Velvet

http://www.youtube.com/watch?v=DeLBkoW1-Ow

Vou plagear! É melhor! Com os devidos apóstrofes...

"PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA, PRAIA,"

Cê_Tê;)

Bartolomeu disse...

Caidê,
concordo com a maioria das opiniões que apresentas. Algumas delas corroboram na metáfora contida no meu comentário ao Professor Júlio.
No ponto em que nos encontramos, ou seja, no ponto em que a sociedade global se acha, parece-me que não seremos capazes de avançar e de sarar as chagas que nos enfraquecem, se não formos capazes de tomar consciência clara de que os modelos sociais pelos quais nos conduzimos, têm de ser rompidos, quando muito, repensados, reequacionados e reajustados.
A dois terços do teu comentário referes algo que acho de extrema importância; "AMA O PRÓXIMO COMO A TI MESMO!".
Este "mandamento" parece-me a pedra de fundo dos alicerces sobre os quais será possível erguer um novo modelo de sociedade.

Manuel disse...

Morreu Ravi Shankar, pai de Norah Jones e de Anoushka Shankar.
Ouçam a sua música celestial.

Yehudi Menuhin & Ravi Shankar
http://youtu.be/dtzrbbJ6N2g

«Sunrise»: Norah Jones
http://youtu.be/Dnv9H4IOjuY

«Pancham Se Gara»: Anoushka Shankar
http://youtu.be/8CnhcGpmH9Y

Jo ão disse...

Pedro

cycle disse...

Eu ando com o feitio para o lado do mau, a saber: temos um Presidente que é uma sombra (isto se as nódoas fizerem essa proeza); um PS que tanto tem um pézinho no ausente como no caladinho (com tantos motivos para andarem aos gritos pelas ruas); um Manuel Alegre que continua alegre; um Marocas sem plateia; uma justiça que apenas vomita tremoços para os meninos da prensa; um Portas no médio oriente atrás da memória do mano; os senhores reis dos supermercados a fazerem escravos em catadupa; os banqueiros a cuspirem para o lado dos seus super sonic megas cadeirões; E NÃO HÁ MEIO DA MERDA DA CADEIRA DO PRIMEIRO SE PARTIR!

Jo ão disse...

Bart,

Engrasadinho! Tiveste 90 mints para responder. Triste!

BÍBLIA SAGRADA

PRIMEIRA EPÌSTOLA UNIVERSAL DE PEDRO

5:15 (9)

"Ao qual resistifirmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmão no mundo"

...

Bartolomeu disse...

Referes-te a quê, concretamente, Peter my friend?

andorinha disse...

Caidê,

"Na realidade, é de toda uma NOVA RACIONALIDADE que este sistema social carece."

É isso. Assino por baixo.


Impio,

Nós teorizamos, teorizamos mas penso que não conseguimos imaginar o sofrimento de tantos como o Adilson Gonçalves. Não sei como me sentiria se estivesse nessa situação.


Julio,

Bom vê-lo por aqui:))))))

"Se somos capazes de passar da teoria à prática é um problema que "aflige" crentes e não crentes."

Concordo!
Há não religiosos capazes de maior amor ao próximo do que alguns religiosos, de certeza absoluta. Ser-se religioso não garante nada...


Pedro,

Por que não vais até à praia?:)))

Jo ão disse...

Andorinha,

Eu nem te conheço! Porque é que te vou estar-te a responder!

http://www.water-inside.com/

andorinha disse...

Pedro,

Não faz mal...conheço-te eu:)
E já fui passear até ao teu canto. Deixei lá pegadas...

Caidê disse...

Rain

É isso tudo, mas como sempre rematas com a melhor imagem, desta vez bem cinestésica - "dar as mãos"!... É também uma expressão bonita porque a sua semântica é extremamente extensível, produtiva... O ato, metaforicamente referido, é fundador de muita cinergia.E, assim, faz-nos saltar para algo do tipo "utopia da caridade", que eu diria que é a cooperação.

Professor
É bom tê-lo pelo diálogo. Sempre nos leva de volta à pirâmide das conceções, e nos abre caminho para recolocar a conversa a partir de outro centro nos paradigmas das ideias.
Como estou de acordo quando diz que um agnóstico não precisa ter Cristo (ou Deus) para intermediar na sua relação fraterna com o Outro, que lhe basta o reconhecimento de que o Outro é Ser Humano, secalhar para o amar sem menos o amar por tal facto.

Costumo até dizer que não me incomoda a religião por que cada um opta, na condição de que a sua devoção o faça amar melhor.

Pedro
Nova Racionalidade fundaria um novo modelo de sistema social. E quem dera que mais positivo.
Mas tu sabes que Positivismo é outra coisa e poderemos voltar a Comte quando quiseres ao ao Neopositivismo também. Noutra conversa, noutro "Amor é...ao fim de semana" :))) como diria o nosso Mestre para a Inês :))).

Bart
Esse Mandamento que pode verbalizar-se com essas palavras ou outras só não pode é ficar na dimensão do dois a dois, tem, em minha opinião, de fundar um novo tipo de relações de amizade, de amor, de trabalho, de ...

Manuel
Vamos à música, que quando é boa nos faz dançar o coração e, mesmo que o corpo seja pesado para dançar positivamente, a alma que é capaz de dançar e rir é sempre mais leve - ah, como eu quero para mim uma alma bailarina! :)))

Jo ão disse...

Maneles!

Este mulherio nunca está satisfeito:(

João Pedro Barbosa disse...

Caidê,

Eu só conheço o mestre dos jantares e do almoço.

Tudo o resto é mimetismo!

Bom dia! Bea!

cycle disse...

Continuo sem estar satisfeita.

As fotos continuam a preto e branco e depois dizem que é muito bonito, logo a mim que abomino sépia, e nada tenho contra os moluscos mas sempre me pareceram duros de roer.

As horas passam, dias, meses, e a Maria anda cada vez mais escondida. Esperemos que não se tenha enforcado lá por Londres que aquilo anda mau para pescoços plebeus.

A gripe A foi um embuste [lol] e afinal os bichinhos eram nossos amigos.

A coerência nem sempre é amiga da consistência.

É só borlas...

bea disse...

Bom Dia!!!

Caidê (10:02)

Certo, “o tempo dos homens é o tempo de cada homem”, a visão coletivizante de solidariedade…não sei. Isso remete-me sempre para o contrato social e a dimensão política da cidade e de cada um. E pára, para mim, na mesma caridade. Sem saber escrever como tu, nem querê-lo, diria que, se de bom coração, se vives também fora do egoísmo primordial que somos, fazes natal sempre que assim é. E não sei que nome dar-lhe. Sei que se olhas os outros como iguais estás quase na pele deles, e só isso te permite dar-lhes a mão. Ao resto podes chamar caridadezinha. Ou não dar nome. Existe mas é uma roupa que não está na medida certa. Não serve ainda que tape.
É o que penso. Mais ou menos:))

Professor (9:36)

Salvé!
Desconheço a caridade como própria do espírito religioso. Não foi assim que fui ensinada. Não é assim que penso hoje sobre o que me ensinaram. Sem saber, respondi à Caidê sobre. È tão menor supor que só quem é religioso pratica. Tão menor que arrisco dizer que ninguém que o seja verdadeiramente o pode sequer pensar. É opinião de quem debota (ou desbota?).

E agora vou que tenho que receber umas visitas condignamente. Encher a casa de ambiente de ser casa. E de coisas que apeteçam aos olhos e estômago.E isso demora um bocadinho. Se quiserem vir almoçar…é só dizerem que ponho mais uns talheres.

Uma festa pequenina :))

Pronto. Beijo todos

cycle disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Pedro Barbosa disse...

Passo
é muito Dr/a

cycle disse...

Pronto, já estou melhor :)

A Menina da Lua disse...

Sobre o apadrinhamento do Relvas ao Fernando Seabra, versus António Costa, de repente fez-me lembrar aquela frase do Almeida Garrett: "Foge cão que te fazem barão! - P'ra onde, se me fazem visconde?" :)

Evidentemente não comparo Fernando Seabra a canídio:) até porque lhe tenho simpatia, apesar de e perante este cenário de escolha, não ser ele a minha preferência...

Quanto à Caridade ou Solidariedade tambem acredito que religioso ou não é sempre possível a qualquer Ser Humano que é capaz de sentir o sentir do outro...ter pessoalmente sentimentos de compaixão pelo seu semelhante que naturalmente no colectivo tambem será capaz de assumir um sentido solidário de assentimento universal...

O sentimento de compaixão nasce através do diálogo íntimo entre nós, os outros e o mundo. Assim quando temos e valorizamos algo consideramos que isso solidariamente deveria ser igualmente para todos...

Mas! e há sempre um mas!...os egoísmos, as rivalidades, as invejas, as soberbas ambições desviam-nos infelizmente para outros caminhos...:(

A Menina da Lua disse...

Cycle:)

Mas que gira que está com esse seu novo look!:)

Impio Blasfemo disse...

PRA CHONET COM MUITA PACIÊNCIA

Estômago versus os ensaios filosóficos “Chonetinos” sobre as semânticas da caridade e da solidariedade. Muito pouco tenho a acrescentar sobre este tema. No actual momento da vida portuguesa acho-a até muito pouco relevante. Faço para já a minha declaração de interesses; sou bastante anticlerical e tenho uma profunda irritação em relação à Igreja e seus acólitos por sistematicamente se esquecerem que debaixo das suas bentas vestes viveu, ao longo dos séculos, uma enorme hipocrisia. Lembro-me sempre dos autos-de-fé e das fogueiras para purificação das almas. E são estes senhores e seus seguidores que agora vêm fazer teses moralistas sobre caridade versus solidariedade? É preciso ter descaramento.
Sermos bons com os outros não é uma questão de solidariedade ou de caridade é simplesmente ajudar o outro a viver sobretudo em tempos de crise e consequentemente ajudarmo-nos a viver pois ninguém de bom senso e bom coração, ninguém que queira inserir-se no grupo dos seres humanos e viver em sociedade, consegue viver vendo o seu vizinho a morrer de fome. E pouco me importa se esta consciência é católica ou laica; tem é de existir! E assim, se vier pela via do laicismo e da solidariedade pois que venha que é bem vinda e se vier pela via do catolicismo pois que venha e que converta as hóstias em pão pois a mente com o estômago vazio tem pouco ânimo para ouvir a voz de Deus. Mas sobretudo que venha e depressa.
Quanto à Sra Chonet, se para o BA continuar a funcionar tivermos que pagar o preço de lhe aturar os disparates discursivos, pois que seja pelo mal dos nossos pecados e pelo bem das barrigas a quem o BA tira a fome.

Abraços
IMPIO

A Menina da Lua disse...


Desculpem lá mas a Chonet por muitas "bocas" infelizes que ela tenha dito ou falado uma coisa é certa colaborou para resultados evidentes e inegáveis com o seu trabalho...
O positivo resultado da última campanha mostrou bem o sentido da responsabilidade social por parte das pessoas que não ligam a pormenores mas sim ao essencial...
Por vezes bem mais que as palavras valem as acções e os beneficiados agradecem...

E depois não haverá gente bem mais merecedora para se lhes dar na cabeça e para lhes morder nas canelas?

Contudo considero muito importante que um estado tenha como orientação e prática uma organização que permita dar auxílo e mais que isso oportunidade aos que mais precisam, não permitindo a estes estar apenas ao sabor das resultantes das boas vontades individuais. Mas como todos sabemos a crise "obriga-nos" a sermos mais atentos e neste momento "bonzinhos" ou não, o importante é darmos...

Jo ão disse...

O Murcone?! LOOL

Bartolomeu disse...

Até hoje, não consegui compreender porque motivo algumas pessoas consideram ofensivas as opiniões de Isabel Jonet na entrevista televisiva.
Aquilo que ouvi, foi, do meu ponto de vista, uma opinião fundamentada na experiência real, nos verdadeiros problemas, que as pessoas que pedem ajuda ao banco alimentar, lhe transmitem.
O aviso de que é necessário cada um de nós, reaprender os antigos preceitos de economia doméstica, pareceu-me muito válido e de grande utilidade nos tempos porque passamos.

bea disse...

Ímpio

“ninguém de bom senso e bom coração, ninguém que queira inserir-se no grupo dos seres humanos e viver em sociedade, consegue viver vendo o seu vizinho a morrer de fome.”

BRINCAS. SÓ PODE.

1º Não sabes se os teus vizinhos mesmo vizinhos morrem ou não de fome – em geral não os conheces (tu até podes conhecer, mas na generalidade, não o sabemos). E a necessidade não tem que ser extremada para o ser.

2º É mais fácil dares para o banco alimentar ou outra instituição do que ajudares o vizinho; até também pelo primeiro motivo.

3º Cai por terra a tua teoria mal a apliques ao que se situa a alguma distância.

QUANTAS CRIANÇAS ESTÃO A MORRER DE FOME E DOENÇA POR SEGUNDO? (e os outros, os velhos, os que têm qualquer idade, mas sofrem por injustiça humana?)

Mas pronto. Gosto quando escreves. tentas resolver.

Bart

É pouco possível amares o próximo como a Ti mesmo, Cristo era um danado de um otimista. Podes amar o próximo dentro da, digamos, modalidade em que aprendeste a amar-te a ti mesmo. O “como” é de excruciante exigência.

Adenda: muita gente, a maioria de nós, ama-se mal a si mesma, não pode portanto amar os outros diferente. Não pode dar-se o que se não tem. E isto provavelmente chama-se humanidade.

Mas pode-se reaprender. É o bom de sermos humanos.

Concordo: a igreja instituição teve épocas demasiado más. Mas que se arrogue o direito de salvaguardar o bem, desculpa, é da sua competência. Mal esteve quando assim não procedeu e em nome de Deus – que, a existir, não teve culpa – cometeu as maiores atrocidades.

Assim é que vocês são…Deixa, cá se fazem cá se pagam. Não volto a convidar. Mas foi uma festinha tão bonita que vou torná-la vitalícia :))

e amizade aos molhos

Jo ão disse...

Exilado do Mundo,

Os negativos são igualmente importantes.
Principalmente para pôr as bóias a flutuar.

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Impio Blasfemo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Impio Blasfemo disse...

BEA, BART
A Sra Jonet não me ofende em nada e conforme já afirmei, em tempos, faz coisa acertada com o BA e isso tem valor; tem um enorme valor sobretudo numa altura em que o Estado se demite da sua função social, porque quer e tem que pagar à Troika e, em consequência, transforma-se num Estado caritativo, ou seja, um Estado que não honra os seus compromissos para com os contribuintes que durante anos a fio para ele descontaram, mas que, por falta de dinheiro, “assume” que só pode ser caritativo ou “solidário” para com aqueles que mais precisam. Um pouco como um Banco que entra em falência e se vira para os seus depositantes e lhes diz “agora só vou devolver os depósitos a quem mais precisa”. É mal comparado mas anda por aqui.
Quanto à Jonet, quem lhe manda andar a fazer aquilo que não sabe ou seja, dar opinião sobre o que deve ser o Estado em matéria de caridade , solidariedade ou acção social? Alguém lhe pediu opinião? Alguém lhe pediu que desse a sua opinião? Pois até parece que sim….infelizmente!
O que me irrita no seu discurso é que de “inocente” tem pouco pois mais não faz do que “desculpabilizar” o Estado (entenda-se actual Governo) em relação à diminuição ou completa extinção , nalguns casos, da sua vertente social. E é aqui que me irrito verdadeiramente com a Sra Jonet.
Pelo que as diferenças de semântica entre caridade e solidariedade não são inocentes; estão ligadas à vontade bem expressa do Governo se desmarcar cada vez mais da sua função social (daí que a solidariedade ser, para a Jonet, uma coisa de efeito menor) e querer empurrar essa sua função para as ONG e IPSS (daqui o engrandecer a caridade face à solidariedade). Isto tudo sem diminuir carga fiscal ao contribuinte, pois há que pagar o serviço da dívida. E como as IPSS e as ONG não vivem sem fundos, será através do cidadão que essa função se irá fazer, ou seja, donativos.
Por tudo isto, a actividade discursiva da Sra Jonet de inocente e desconexa tem pouco; está bem “sintonizada” com o poder vigente. Quanto ao BA pois que continue a fazer o seu bom papel mas já agora não me queiram comer por tolo ou distraído, com a “bondade discursiva da Sra Jonet”

IMPIO

cycle disse...

Conheço a Igreja e o meio católico desde que nasci e dou graças por hoje não ter religião. De que serve dar pão quando nos castram a visão? Não obrigada, desses senhores nada quero.

Lamentavelmente não vejo o nosso Estado a promover o que lhe compete - a ajuda social. Vejam o Linha da Frente de ontem e pasmem com a atitude que o Estado tem perante uma mãe que tem dificuldades em alimentar um filho. A coclusão que posso tirar é que, se algum dia estiver naquela situação, sei qua não posso contar com os impostos que paguei a vida toda. E que talvez faça mal em pagá-los todos.

bea disse...

Manuel

Obrigada pela música de Ravi shankar, ontem ouvi na rádio que tinha morrido e ouvi. Mas ver-lhe as filhas e ouvi-las é vê-lo um pouco; e depois, são lindas.

Jo ão

Obrigada :) Não sei porque gosto tanto de blue velvet, mas gosto. Nem sequer me lembro do filme que até vi. Desconheço a letra para além de “she or blue velvet…” , não faço ideia quem seja o rapaz e a figura quebra-me o mágico.

Porque hoje chove. E é fim de semana. E aqui a ouvi pela primeira vez.

http://www.youtube.com/watch?v=yjdGcolY8UM josé Feliciano, listen to the falling rain

bea disse...

Cycle

não ter religião pode ser uma religião :)


o importante é que estejas bem contigo.Se deus haja não te perguntará de que religião és. seguramente lhe interessa o que a ti interessa: ver o que fizeste com o que te foi dado. Cada um é de certa forma o deus de si.
Não te acho bonita com esse traje. Pareces uma madalena desconfiada. Mas tu é que sabes :) as roupas são um acessório que não nos muda. despidos somos os mesmos braços, as mesmas pernas.

Vou contar uma coisa que vi ontem e achei curiosa (se não querem não lêem, que não é mesmo importante).

Andava eu numa ativa procura de prendinhas em loja de lingerie e vi entrar um casal de meia idade que ficou a olhar uma coisa que nem sei como se chama mas pode ser um corpete ou por aí, vermelho. E os dois a palparem, a olhar e tal. Uma prenda para a filha pensei. A senhora pediu uma opinião à lojista e ela tirou-lhe medidas de busto e a seguir a senhora foi provar. A lojista simpática "o senhor pode entrar se quiser, dá a sua opinião" e diz a madame muito pronta "não pode, a prenda não se pode ver senão no natal".
E ele cá fora com um ar muito sério, como se estivesse a comprar um par de meias a condizer "no Natal tem que ser tudo vermelho"

Sempre sou muito estúpida :)

e depois fiquei a pensar no que é a cabeça do ser humano. Vejo aquelas coisas penduradas e penso que ninguém as compra. Mas é que compra.

João Pedro Barbosa disse...

Valha-nos Deus! Bes!

Cotonete forever!

Bartolomeu disse...

bea,
do meu ponto de vista, a questão de "amar o próximo" é vasta e depende das inúmeras circunstâncias que nos envolvem.
Existe uma tendência "natural" do ser humano, para se substituir à entidade criada pela sua imaginação e a que decide designar por Deus. Os evangelhos ensinam-nos que fomos criados à Sua imágem e Semelhança. Esta afirmação, deveria bastar para que cada um de nós não precisasse de se preocupar com caridade, tão pouco com solideriedade.
Mas na verdade, a generalidade de nós não é alheia ao sofrimento do outro. Este sentimento leva-me a quase concluir que se essa semelhança não funciona da forma ideal, ou melhor; quando essa semelhança não funciona, é provávelmente porque não nos olhamos assim.
E concordo contigo quando dizes que é fundamental termos um conhecimento inteiro de nós próprios, daquilo que somos e da forma como somos, para que possamos ver o outro da mesma forma.

Bartolomeu disse...

Ímpio, meu estimado amigo, será possível separarmos as águas e acreditar que mm Jonet, não estará a fazer política?
Mesmo admitindo que esteja a piscar o olho ao governo, na intenção de obter alguns benefícios?!
Confesso, da Senhora, sei somente que gere uma organização que recolhe bens de vária ordem, oferecidos por pessoas que podem dispor deles e que posteriormente os distribui a outras pessoas que vivem com imensas dificuldades, de vária ordem.
Isso, do lugar confortável de onde observo o mundo que me rodeia, basta-me para lhe louvar o empenho.

A Menina da Lua disse...

Bartolomeu

Subscrevo as suas palavras das 8.02:)

Bea

Não gosta do novo visual da Cycle!? :)
Cada um tem mesmo o seu próprio olhar de ver o mundo... Naquela foto eu vejo uma jovem, bem abonecada ao gosto dum tempo (talvez anos 20) cujo olhar foge à submissão que esperam dela... e isso é desafiante e tem graça!:)

João Pedro Barbosa disse...

Boas Festas e Feliz Natal

Caidê disse...

Ímpio, subscrevo o teu comentário das 6:46.
…..
Reforço algo que já disse: o que eu recuso é viver num país onde para alguns não haja outras vias senão ANDAR À ESMOLA.
……….
Bea, sou capaz de me pôr na pele desse Outro que foi enviado para uma vida de ANDAR À ESMOLA.
Andorinha, dizes que não sabes o que farias. Eu sei o que faria, acaso tivesse esgotado as vias! … Não tenho dúvidas nenhumas. Ia para as estatísticas e pela certa não para as melhores.
Por isso me pergunto, se um licenciado (puro e duro) dorme na rua, quais foram os seus erros ?
Na Grécia atual, um em cada cinco sem-abrigo é licenciado. O que não fez em termos preventivos esse indivíduo, por forma a ter caído nessa condição? Ou o que fez? E licenciado basta que seja aqui figurativo, bastaria perguntar sobre alguém com competências para o mercado de trabalho e com capital saúde para trabalhar.
É que já não são só os idosos que morrem sozinhos, ou que moram sozinhos ou que não têm literalmente um único familiar que deles cuide!...
E depois…se a causa de ter de ANDAR À ESMOLA é ter perdido o emprego, embora queira trabalhar, talvez a causa da sua condição seja haver QUOTAS também para um emprego, por mais indiferenciado, por mais mal pago, por mais duro. E se o emprego não chega para todos isso é ou não reflexo de uma opção política e económica que gera consequências? Então, que se levante a IDEOLOGIA! Porque os indivíduos têm DIREITOS – políticos, económicos e sociais.
Têm direito à sua SEGURANÇA – e não, não falei de policiamento, nem de guarda-costas, falei do direito ao alimento, à habitação, à saúde. É claro que o Estado tem de assumir essa função social – e se eu trabalho e pago impostos é também para o meu vizinho ter esses direitos um dia que as QUOTAS lhe tirem o emprego. Ou… o tal vizinho posso vir a ser eu … e o que está a pagar os impostos pode vir a ser ele.
Se faço caridade é porque me deixo tocar pela compaixão, mas com ela só se resolve momento a momento, uma ou outra necessidade parcial, de indivíduo a indivíduo. E se o que resolve mais depressa o sofrimento do indivíduo é esse gesto individual – SEJA! Sejamos S. Martinho e tiremos imediatamente a capa. No entanto, estou certa que esse indivíduo tinha muito mais DIREITOS e se os não tem é porque lhos usurparam . Todos nascemos nus, não é?
E como ter de praticar caridade é sinal de DIREITOS ROUBADOS eu só vejo como minimamente satisfatória a RESPOSTA POLÍTICA.
Clamo então que o sistema social não se fique por ORGANIZAR A ESMOLA. Clamo para que ORGANIZE A JUSTIÇA SOCIAL fazendo uma outra política, fazendo o governo da POLIS com uma outra incisão ideológica.

Impio Blasfemo disse...

BART, Amigão
Se Madame Jonet não faz política, entenda-se politiquice, então melhor fora que dedicasse o seu tempo para não fazer doutrina sobre caridade versus solidariedade e que aproveitasse esse seu precioso tempo para tratar dos assuntos correntes do BA e da sua sustentabilidade futura, que aí sim, já demonstrou competência, pelos resultados obtidos. Não esquecer que este mesmo Banco Alimentar não é apenas a Madame Jonet e que muita gente trabalha com ela para o sucesso dele.
Quanto ao mais, se Madame Jonet assumisse uma postura menos doutrinária, acho que só teria a ganhar na simpatia da população portuguesa. Mas quem sou eu para dar conselhos.

Abração
IMPIO

bea disse...

Caidê
disseste bem. Não julgo que exista por aqui alguém que pense diferente. Ainda que o diga de outra forma.

Não há apenas os injustiçados sociais. A falta de amor é também outra coisa.E não me refiro à visão romantica de um para um, espécie de oásis que tanta vez é de curta duração ou encerra as pessoas uma na outra. Mas à solidão e ao quanto a não vemos a nosso lado porque ela se esconde, porque o tempo fugaz não nos deixa, que existe uma ampulheta implacável a toldar-nos a visão circundante. Não sei por exemplo se o Natal não é essa atenção que devemos aos outros e permite viver melhor. Sinto-o como haver necessidade de provisões que nos alimentem e preparem as travessias de deserto. Sem degraus.

Jo ão

por acaso, lembraste bem. Dantes, mal chegava ao murcon ouvia a cotonete. Porque será que agora não oiço? Tou numa de rádio.

Jo ão disse...

Exmo. Sr. Bea

É bom ter notícias suas!

Desculpe-me não o tratar por "Professor"! Mas somos aqui tantos!

GoodBye

Caidê disse...

Sua Eminência, Jo ão Pedro VI

Este é também para o menino!

http://www.youtube.com/watch?v=IIzLMrJ7R0Q

Vá dançar se quer ter uma alma bailarina :)))

cycle disse...

Ui, ui, tanta atenção para com o meu visual :))) até fica mal falar de tão supérfluo assunto quando o tema (?) é a pobreza e a esmola.

Caidê disse...

Agora todo o mundo!

:))))

http://www.youtube.com/watch?v=eAOAaSvC6PM

bea disse...

Jo ão

tás-te a passar

rainbow disse...


Isto de ir logo de manhã ao cinema ver um Pai Natal tatuado, dá que pensar:)))
A tradição já não é o que era:)


Carta ao Pai Natal - Boss AC:

http://www.youtube.com/watch?v=Q9uT-ZIMVTE

Bons sonhos para todos
Abraços

Manuel disse...

Bom fim-de-semana e boas músicas.

Filho de peixe sabe nadar.
Ouçam este rapaz com atenção.

«Para Rosalia»: Vicente Palma – CD Parto
http://youtu.be/FsVZWNSp38Y

«Parto»: Vicente Palma – CD Parto
http://youtu.be/BTPmYBzrvGI

«Lar»: Vicente Palma – CD Parto
http://youtu.be/uDrX5DdQdm4

«Ai Portugal, Portugal»: Jorge Palma & Vicente Palma – CD Parto
http://youtu.be/5TWy8ymx9Ac

Caidê disse...

Migos

Tou aqui numa curte. Pedi amizade à rádio MS Portimão - Segredos da Noite, e no chat peço músicas :))))

Hoje tava-me mêmo a fugir o miolinho para a dança :)))


Jo ão disse...

Bom, mudando de assunto!

Bea,

Mesmo sem dinheiro a palhaçada tem que continuar!

Da meia à meia noite
O comboio vai-se atrasar
Do colo da maioria
Para o mais pequeno
Vai passar

Caidê disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Caidê disse...

Rain
Gosto de rap!

Manuel
Que boa surpresa.

Para uma almofada verde para todos outra voz daquelas:
http://www.youtube.com/watch?v=P80Y1O5l2Zo

E estamos com o Porto, certo?

Jo ão disse...

Bom dia porto!

cycle disse...

João,
porto de leixões ou de sines?
:)

Jo ão disse...

João!!!

A Menina da Lua disse...

Cycle

Ok! Combinado não falo mais do seu visual:)

Caidé:)

"Tou aqui numa curte. Pedi amizade à rádio MS Portimão - Segredos da Noite, e no chat peço músicas :)))) "

Ontem à noite estava numa boa onda:)

Manuel

As músicas que você descobre:) Mas gostei.:)

Deixo esta do Rodrigo Leão do seu último album "Songs". Repõe e publica canções de 2004 a 2012.

Aqui fica e bom fim de semana para todos.

http://www.youtube.com/watch?v=m9xsKimVVYw&feature=share

João Pedro Barbosa disse...

Menina da Lua!!!

E a minha! Penta rima!

João Pedro Barbosa disse...

EXTREMISTAS!

Impio Blasfemo disse...

Recordando Sérgio Godinho
Etelvina
http://letras.mus.br/sergio-godinho/#mais-acessadas/498092

bfs

IMPIO

Bartolomeu disse...

Ímpio, meu bom gigante...
Sempre admirei gajos altos. Esta admiração, não tem relação com estética ou com poder físico, tem sim, com a lei de Murphy.
Do meu ponto de vista, todo o gajo alto que consegue equilibrar-se, está a todo o momento a desafiar as leis da gravidade.
Eu, que sou um caga-tacos, não me preocupo com essa questão.
Bom, mas aquilo que tenho para te dizer, não tem nada a ver com alturas (ou tem, e estou a fingir que não tem, só para "te dar a volta").
;)
Olha meu Amigo; acabo de degustar um entrecosto no forno de lenha, acompanhado por umas batatinhas alouradas e um feijão-verde capazes de dar tesão a um morto. Como se não bastasse, reguei-os com um Dão-Reserva, quase tão velho como eu. Ainda por cima, dei-me ao requinte de o abrir e colocar junto ao fogão a lenha, para abrir e começar a soltar os aromas e os taninos e todas essas paneleirices que os enólogos apregoam. Agora, acho-me sentado no sofá da sala, com um generoso copo de "Old Parr" a acompanhar estas palavras insensatas-
E sabes o que te digo?
Não sabes, mas vais ficar a saber!
Quero que se fodam a Jonet, os pobrezinhos, os riquinhos, os super-riquinhos e outros sacaninhas que comos já alguns aqui opinaram e eu concordo em absoluto, nos governam, recebem os impostos que impõem àqueles que esfolam o coiro todos os dias, garantindo-lhes em troca, uma velhice dígna, ou seja, com um tecto, segurança e cuidados de saúde e depois, pegam nesse dinheiro e salvam BPN's, que foram aruinados por uns caralhos que nós, através de outros que elegemos, foram colocados em lugares para os quais nunca deviam ter ído.
E porque te digo isto?
Pela simples razão que nada demove a minha consciência:«Choramos ao nascer, sem compreender o mundo em que entramos. Morremos em silêncio, sem compreender o mundo de que saímos.»
Assim sendo, tou-me a cagar se a Isabel está feita com o Coelho, ou com o Zé dos plásticos, para mim, são amendoins!
;)

João Pedro Barbosa disse...

Oh! Pastilha Elástica!

perhaps disse...

Ainda há pessoas sinceras.

João Pedro Barbosa disse...

Que comentário, mais descabido!

João Pedro Barbosa disse...

Alguém aqui se lembra deste Album!!!

The The - Slow Emotion Replay

http://www.youtube.com/watch?v=FLU5WrIz8b4&noredirect=1

Impio Blasfemo disse...

BART
Pois é a falar que um português se entende. Assino por baixo.
Hoje estou a ver testes, trabalhos e a cozinhar ao mesmo tempo, vai sair salsada. Estou a fazer a preparação da ceia de Natal; grande responsabilidade. Estou a tentar fazer uma bela “Couvada à Laurentina. A acompanhar temos uma degustação de vinhos pois estamos exitantes nesta matéria. Entretanto corrijo testes, antes do jantar, claro está, pois a seguir vai ser difícil.

Quanto à Jonet, só quero que ela continue a tratar do BA e quanto ao mais pouco ou nada me interessa. O meu estilo “pende” mais para Etelvinas e muito pouco para Jonets, mas cada um tem os seus gostos e consegue-se sempre encontrar um cabo para a mais difícil enxada.

Abração e bom Natal!
IMPIO

Jo ão disse...

Abartolomeu!

Fica para 2014! Que eu só pintado de "azul", vou a jogos a empatar!

perhaps disse...

não sei se até a loucura mudou, se se reacendeu uma loucura tão má que não a nomeio. Sei o que não há para tanta família. Não entendo a morte para nada de 20 crianças inocentes. Não entendo que volta dá a mente de uma pessoa. ´
Triste.Triste

cycle disse...

Bartô
és o meu herói!

:)

cycle disse...

João,

és o filho ou pai?

Jo ão disse...

Cycle,

Sou o teu "heroi"!

Jo ão disse...

Andorinha,

Um Bartolomeu! Era um purgatório.
Dois.

Vai tudo para o Inferno
Que entretanto já passou de moda

Fica-se pelo Murcon
Que de bom de mim fará

Quem asseguir vir.
Caidê...

andorinha disse...

Bruce Springsteen + Bob Dylan
Forever young

http://www.youtube.com/watch?v=4tmZAhuBS9M

Uma boa canção com uma boa mensagem. Para vocês,amigos:)

Continuação de bom fds.

Caidê disse...



Fui às fotos do teu perfil, já que puseste uma nova. Gosto de muitas.Boa!

Bart, gentleman
Sentas-te à mesa e perdes as estribeiras!... Isso é tudo Dão?
Já não sei se te deixamos ir ao almoço/jantar de dia 25 em Lisboa! :)))


Menina da Lua

Se a onda era boa!...

Levo dia atrás de dia, sério atrás de sério. E quando páro é mesmo para brincar. Ainda adoro brincar. Fico completamente CRIANÇA. Tudo me parece engraçado. Faço graça de tudo. Sei lá! É irrefreável!...Então quando apanho companhia para o riso - é um Tratado do rizível completo.

Nada disso! Não seja maldosa! Água e sumo, I sware!

Bora preparar para o EIXO DO BEM?

Voltamos dentro de momentos. Não saia do seu lugar :)))





Caidê disse...

Se soubesse fazer cartoons hoje poria um país alegórico embandeirado a rigor todo ele inteiro a andar à esmola lá pelas portas de S. Domingos ou quiçá do Patriarcado inteiro.

A geração dos infantes portugueses já não terá Portugal, vendido, entretanto, a retalho.

Na era do monopólio global Portugal não soube ser global e, como se isso não bastasse, entrega cada pedaço nacional a cada monopólio setorial mundial não enxergando que prepara a breve trecho a sua passagem do ser ao não ser.

Tudo aquilo que aqui falámos acerca da pobreza não passaram de realidades individuais, apenas massivas pelo número dos atingidos.

Mas a pobreza do país em si é uma realidade nova.

Temos de reequacionar a pobreza dos Estados do 3º Milénio enquadrando as vias pelas quais tais Estados perderam soberanias e com elas se preparou o caminho para o esfumegar das nacionalidades.

A Nação para que caminhamos é, assim, apenas etérea ou residual e foi o Estado que ainda foi Estado de Portugal que trilhou a via de transição para a não nacionalidade.

O conceito de Nação já não serve ao capitalismo - havia que apagar uma cultura de Nação. E é isso que está a ser feito neste país que a pouco e pouco se transforma em Império para a bicada de muitos/alguns outros impérios.

Quando chegar a hora da Ação de Graças, por mim Passo, que é muito Dr.






bea disse...

Caidê

Estou desolada. Há muito tempo penso que Portugal como nação é aquilo a que se quer dar fim. Mas, bem no fundo de mim, a secreta esperança de estar enganada. E a cada semana que passa se confirmam as piores suposições.
Bandidagem!

Bom Domingo.

Jo ão disse...

Oh!

O esquema do sósia está assim mesmo!

Como sósia!

Um bom domingo! Sósia

Pedro

João Pedro Barbosa disse...

U2 - Bloody Sunday

http://www.youtube.com/watch?v=JFM7Ty1EEvs

andorinha disse...

Bom dia:)

Aliás, bom dia, nada. Péssimo dia aqui no berço. Dia de lareira, manta, chocolate quente, um livro, música em fundo...

Here comes the sun - Mentirosos:)))

http://www.youtube.com/watch?v=U6tV11acSRk

Fiquem bem, vou curtir o inverno:)

cycle disse...

João,
entendo.
também gosto do forever... :) basta olhar a minha foto de perfil.

Se me perguntassem se gostaria de ser espanhola, responderia que nim. Se fosse para viver melhor no mesmo sítio.

Agora, CHINESA, ALEMÃ OU VIETNAMITA, não! Demasiado longe da nossa cultura.

cycle disse...

João,
não falo só da estética.

Jo ão disse...

Estética e lógica, são uma batata se não se defenir um dos dois sentidos.

Caidê disse...

Mudam-se os tempos (quem diria?), mas mudam-se que vontades????

DONA ABASTANÇA

«A caridade é amor»
Proclama dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.

Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns a outros nada
«Dar a todos não se pode.»

Já se deixa ver
Que não pode ser
Quem
O que tem
Dá a pedir vem.

O bem da bolsa lhes sai
E sai caro fazer o bem
Ela dá ele subtrai
Fazem como lhes convém
Ela aos pobres dá uns cobres
Ele incansável lá vai
Com o que tira a quem não tem
Fazendo mais e mais pobres.

Já se deixa ver
Que não pode ser
Dar
Sem ter
E ter sem tirar.

Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.

Oh engano sempre novo
De tão estranha caridade
Feita com dinheiro do povo
Ao povo desta cidade.

(Manuel da Fonseca)

Caidê disse...

"Somos livres de todas as escolhas, mas somos prisioneiros das consequências"
(Pablo Neruda, adaptado)

Caidê disse...

http://www.youtube.com/watch?v=2_-XMZjWGF4

rainbow disse...

Caidê

Inacreditável o que está a acontecer ao nosso país.
Inacreditável o que se passou naquela escola nos EUA.
Inacreditável todo este cenário dantesco que vai acontecendo um pouco por todo o mundo.A todos os níveis.
"O mundo está enfermo" dizia a Inês Menezes hoje no "O Amor é...".
Falou-se de desperdício, incluindo o dos afectos. E de facto, desperdiçamos afectos como se fôssemos imortais. Adiamos afectos, adiamos a vida. E é pena. Porque, de repente, ela acaba e ficou tanto por dizer.

Caidê disse...

Rain
Acordei tarde. Reponho a força. Acabou o 1º período e posso presentear-me com um pouco mais de descanso - descanso à medida de uma saúde já cautelosa. Não ouvi "O Amor é..." Costumo ouvir mais tarde. Ouvi agora o último de Novembro - estou a atualizar o sistema. Da frente para trás :)))

Gosto muito das tuas comunicações - espontâneas e sensíveis.

"O mundo está enfermo" ! Chocantes as notícias das ocorrências pelo mundo fora e adentro! Tanta desintegração social, tanta exclusão "pura e dura", tanto poder e tanta falta de poder, tanto mau resultado para a competitividade desenfreada e economicista, tanta patologia e tanta polipatologia.

Psiquiatras, precisamos que as vossas vozes se façam ouvir em consultórios mais amplos. É de uma Social Psiquiatria que precisa o 3º Milénio.



cycle disse...

A lógica da batata chama-se inês :)

João Pedro Barbosa disse...

Escrevam-me a cantar!!!

Land of Hope And Dreams - Bruce Springsteen - Live in NY City - Legendado

https://www.youtube.com/watch?v=XWOZotnFhLA

perhaps disse...

"Baby it's cold outside" é uma boa aposta

Caidê disse...

Ontem passeei pela velha Lisboa, onde alguns prédios estão num ruir assustador. Alguns estão já em obras e o local está em reabilitação urbana.

Ainda dizem que os portugueses não têm sentido de humor!...

Lia-se:

"Perigo! Mude de --sseio!"

Os graffittis não dormem toda a noite :)))

João Pedro Barbosa disse...

3xconfirmo

A Menina da Lua disse...

Bartolomeu

Esse Dão! esse Dão!:)
Então é assim que se fala em frente das meninas!?
Bom! veja lá e a Caidé ainda o põe de castigo e faz muito bem:)

João

Não consegui entender a sua penta rima:( sorry!

Caidé:)

Eu não pensei nada! a sério! apenas achei que estava numa boa onda... e Isso é sinal que se sabe animar e divertir, o que é muito bom...:) mas se tivesse acompanhado a música com um bom branco fresquinho tambem não havia mal ao mundo.:)

A Menina da Lua disse...


Tambem gostei da Norah Jones a cantar Baby It's Cold Outside mas acho imensa graça a esta versão natalícia que aqui coloquei o ano passado.


http://www.youtube.com/watch?v=bp3UoqOkFJo

João Pedro Barbosa disse...

Menina,

Lamento! Com essa idade o Dão. Não dá para entender rima qualquer.

Lua,

Ontem o teu crescente estava deslizante.

Obrigada

Sorry

Bartolomeu disse...

A Menina da Lua,
as obscenidades que as minhas palavras escritas contêm, são - comparávelmente à obscenidade das acções e decisões que este governo atira à sociedade que o elegeu, nomeadamente à que se encontra a viver grandes dramas sociais e familiares - uma compilação de angélicos termos.
;)

João Pedro Barbosa disse...

Bartolomeu,

Se eu estivesse confuso nas minhas intenções! Já tinhamos ido de Brôa de Mel!

andorinha disse...

"Nas últimas semanas, e a propósito de algumas declarações de Isabel Jonet , chamando a atenção para a necessidade de nos habituarmos a um estilo de vida mais sóbrio, vários comentadores da nossa praça saíram-lhe ao caminho, criticando tais declarações. Cá por mim, limitou-se a dizer uma evidência. Porém, numa segunda vez, por via de novas declarações em que pretendeu fazer distinções entre caridade e solidariedade, não foi tão feliz e prestou-se a interpretações que, mal lidas e enquadradas, podem desvirtuar a doutrina social da Igreja, que ela pretendia invocar.
Sem desvalorizar a cultura da caridade e da solidariedade para acorrer nas situações de maior premência, a doutrina social da Igreja afirma sempre o "primado da justiça e dos direitos humanos e sociais", como imperativo de qualquer governo! Não se peça por solidariedade, o que nos é devido por JUSTIÇA e DIREITO!"

PE. José Maia

Não conheço, mas deixo aqui o meu aplauso.

Rainbow,

"Adiamos afectos, adiamos a vida. E é pena. Porque, de repente, ela acaba e ficou tanto por dizer."

Por vezes só tomamos consciência disso tarde demais:(

Bart(9.29)

Dou-te toda a razão...:)

Caidê disse...

Bart
É realmente obsceno o que estes governos nos Dão.
E Dão por Dão prefiro o que te animou até ao descarrilamento da escrita. Estás entre gente boa, não te sintas reprimido :)))

A Menina diz que não vinha mal ao mundo se eu fosse num Dão branquinho!... Ai, Menina, quando este governo cair e eu vir um outro governo doutro governo, qual Dão! hei de até comprar champanhe.

Menina
A versão que postaste é gira, sim! :)))


Andorinha
Is it cold outside? And so... chocolate? ... a book? ... fireplace...? Dreams. And least but not last...Music, perhaps ? Boa semana para ti, linda!

...........
Ouvi o programa do Prof. Marcelo quase todo. Hoje não discordei de muita coisa do que lhe ouvi.

A comunicação do Papa - até ele, citado como conservador, alerta para o exarcebo da política que tem levado à miséria social.

Alguns elementos da hierarquia da Igreja Católica Portuguesa precisavam de ter falado mais nessa toada, mas não vou citar nomes. Até porque há setores da Igreja Católica cuja praxis é muito digna e seria uma injustiça tomar um ou outro pela maioria.

No entanto, nem só de missivas vive o Homem, muito menos o que é deixado em abandono social. É à praxis transformadora que o Papa terá de fazer apelo, um apelo rijo!Se na Igreja são tantos talvez possam fazer mais.

Concordei com a análise que o Prof. Marcelo fez ao Dr. Mário Soares. Ênfase não significa slogan publicitário. A verdade basta!

Contudo, também o Prof. Marcelo (já sabemos que tem um anti-comunista dentro dele, mas não precisava...) exagerou quando pôs o PCP na mesma saca. Dizer que o PCP faz da fome mais discurso político do que o próprio alvo da atenção ?????

Como eu queria dizer ao Prof. Marcelo que esse pensamento só pode vir de alguém que ainda não percebeu como a fome deflagra e atinge a cidade e também de alguém que ainda não percebeu (porque não pode perceber) como a fome real dói e até por onde ela passa na vida das famílias.

Mesmo extendendo a semântica de "fome" a outras carências quem está no lugar do Professor Marcelo devia purificar-se antes de falar sobre tal flagelo.

Lá porque queremos dar uma canelada em alguém nem tudo nos pode servir!...

Temos de ser mais conscientes das nossas relativizações e das nossas tensões emocionais, talvez.






Caidê disse...

Bea
Como te acompanho na desolação!

A Menina da Lua disse...

Bartolomeu

Claro que eu lhe compreendi a intenções...mas da pimenta da língua não escapa:)) Bom!:)

rainbow disse...

Caidê (sua dorminhoca:))

Esperemos que programas como "O Eixo do Mal" nunca desapareçam da TV.
Em nome da liberdade, que já vai escasseando.

Andorinha

"Por vezes só tomamos consciência disso tarde demais:("

É verdade. A nossa vida é irrepetível. Só estamos aqui uma vez.


Bons sonhos para todos

http://www.youtube.com/watch?v=eIQ6jvWKFhw

Caidê disse...

Rain
Ontem pareceu-me que quiseram dizer que O EIXO DO MAL talvez não perdure assim... Pensei o mesmo que tu.Em nome da liberdade!

Também vim deixar uma melodia para a semana vos correr muito bem e com muitos afetos.

http://www.youtube.com/watch?v=2DA3pRht2MA

Hoje terminarei com "At last" :)))


andorinha disse...

Caidê(10.40)

How did you guess?:))))))))