segunda-feira, junho 13, 2011

O Cemitério de Praga.

"Debato-me" com o último Umberto Eco. Não tenho ilusões - a minha paixão por O Nome da Rosa tornou difíceis novas encantamentos. Mas há outra razão para abordagem tão parcimoniosa - adoro romances históricos e contudo detesto sentir que as pessoas se "dissolvem" no pano de fundo e se transformam em pretextos para descrições do caldo cultural/político ou da deliciosa expertise culinária:). Como dizem nuestros hermanos - a ver, a ver...

79 comentários:

AQUILES disse...

Pois ainda não o li. Está a ser lido na outra cabeceira. Mas gosto muito de Fernando Campos no romance histórico.

Manuel disse...

Caro Prof.

Como se confessa amante de romances históricos, se ainda não leu, permita-me que lhe aconselhe «O Império dos Pardais» e «O Fio do Tempo», de João Paulo Oliveira e Costa, especialista em História Moderna e Prof. da Univ. Nova de Lisboa.
Trata-se dos dois primeiros romances históricos de uma trilogia sobre o período à volta do reinado de D. Manuel I.
Sobre o primeiro transcrevo uma crítica: «… o autor apresenta-nos uma história "paralela" onde a espionagem é a peça-chave, quer do enredo, quer do entorno histórico que o subjaz. As personagens estão muito bem definidas e são coerentes, e o autor dá-lhes um cunho de grande verosimilhança: Constança, mais tarde Violante, e seu mentor, Vasco de Melo, transformam a narração numa constante turbulência que não nos deixa pousar o livro. Um romance que se lê de um fôlego.»
E sobre o segundo: «… ficção sobre um tempo de mudança e de grande riqueza humana. Partindo do registo de memória do cavaleiro que serve sobre o reinado de D. Afonso V e D. Manuel I, sentimos o país voltado para fora, ouvimos o lamento dos negros nas ruas, o burburinho de uma cidade onde tudo se vende e se compra. Conta-se ainda os meandros do poder e da espionagem que envolviam a casa real portuguesa e as congéneres europeias. Um registo simultaneamente intimista e empolgante, a fazer-nos seguir no encalço do roubo das importantes cartas de marear da Casa da Mina.»

andorinha disse...

Pois eu debato-me com testes, fichas, grelhas e coisas do género:(

Manuel,

Vou seguir também a tua sugestão, gostei do "aperitivo":)

Pedro disse...

Eu gostei bastante do "Amor em tempos de Colera" pelo simples facto de ter sido dos poucos livros que consegui chegar ao fim.

ana b. disse...

Prof:

Para mim, "O Nome da Rosa" enferma do mesmo mal.

Pedro disse...

Ana,

Ontem depois de despedires também fui ver o camera clara valeu a pena.

Pedro disse...

Ana,

Ontem depois de despedires também fui ver o camera clara valeu a pena.

A Menina da Lua disse...

" contudo detesto sentir que as pessoas se "dissolvem" no pano de fundo e se transformam em pretextos para descrições do caldo cultural/político ou da deliciosa expertise culinária":)

Mais uma vez o leio com a sensação das suas palavras virem exatamente ao encontro daquilo que tambem penso e isso vai tão longe como ter exatamente gostado imenso de ler o "Nome da Rosa" e não ter conseguido avançar na leitura de alguns outros livros do Umberto Eco.Claro sem lhe retirar uma ponta que seja do seu enorme valor inteletual, principalmente no que respeita aos seus valiosos e cultíssimos ensaios...Enfim coincidências!:)

Já agora espreitem o Miguel Leal, pois no que respeita a romance histórico parece-me ser um caso muito sério de investigação e cuidado na reposição de alguns ambientes e factos da história portuguesa.

Quanto a Praga! nada contra! tudo a favor...:) É uma cidade lindíssima onde se lembra: o cemitério, a famosa ponte, o Kafka etc. mas lembro-me tambem dum bom branco tomado, ao fim da tarde, na esplanada da praça, enquanto esperava pelo mudar da hora na famosa torre do relógio que anda:)

Pedro disse...

Cê_Tê;)

Perdoa-me mas a primeira impressão fica. Este blogue é repugnante!

A Menina da Lua disse...

Já agora deixo-vos este lindíssimo dueto que se chama "Viens, Mallika”. da ópera Lakmé de Léo Delibes:

https://www.youtube.com/watch?v=DhFC3AhLtag&feature=player_embedded#at=64

Interessada disse...

Menina da Lua,

Para mim, a voz é, sem dúvida, o melhor instrumento musical.

Uma das vozes de que eu mais gosto:

http://www.youtube.com/watch?v=3H3gYBwB1XM&feature=player_embedded

Interessada disse...

Expernique-se Pedro,

O que lhe causa tanta indignação?

Interessada disse...

Talvez melhore com um samba, que é "o grande transformador"

http://www.youtube.com/watch?v=G1b6VFLQ8g8&feature=related

Pedro disse...

A falta de descrição entre outras coisas como pormenores da vida pessoal que devriam ser ditos de outra maneira, mais subtil. Expernico-me mas não me estico muito. Consigo não tenho nada a referir. Oque é bom. A alguns tempos a trás seria impensável isto estar a acontecer. Era como se estivessemos do lado de dentro da vitrine felizes e contentes a ver a banda passar. Felizmente o Blogue parece ter perdido o medo ou pelo menos saber que ele existe. E como dizem os catalães " a poc y poc"

Interessada disse...

Concordo consigo Pedro. Não se deveria falar dos nossos encantamentos, como faz o Júlio, ou das nossas cabeceiras, como o Aquiles.
Isto para não referir os enredos com a Maria.
Já não posso concordar que seja bom não ter nada a referir àcerca de mim. É a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa:não ser digna de nota.
Deixe passar uns tempos e depois me dirá.

Pedro disse...

Concordo consogo. O tempo dirá.

ana b. disse...

Manuel:

Não conheço o escritor que refere mas o romance histórico não faz muito o meu género. Acontece o mesmo com a ficção cientifica. Ambos têm muitos fatores distrativos.

Manuel disse...

Interessada:

Obrigado pelo Häendel, cuja música me faz lembrar os campos floridos do Alentejo da minha saudade. (E também pelo J. Gilberto).
Retribuo-lhe:

«Serenade»: Isaac Stern (música de Shubert e poema de Alfonsina Storni
http://youtu.be/GMr-jdEgi4o

P. S. É pena que não tenha disponível o seu e-mail, pois queria APENAS fazer-lhe a mesma advertência que me fez a Anfitrite em tempos, quando entrei no blogue, e que me passou a ser muito útil a partir daí. Lamento o aparente enigma, mas não lhe posso dizer mais nada aqui.

Ana b.

Não se trata de um escritor no sentido comum do termo, é um professor universitário e investigador de altíssima qualidade, com uma obra prolífera e sólida sobre o período à volta dos Descobrimentos portugueses, apesar de ainda relativamente jovem.
Ele traçou um plano para escrever 3 romances históricos sobre esta época, segundo as suas palavras, porque das investigações ficou com muitas «pontas» que lhe suscitaram estes enredos de tipo policial, mas que não são susceptíveis de afirmações históricas de tipo científico.
Serve-se assim do carácter ficcional do romance para afirmar o que não pode nos livros de história que publica. E escreve muito bem, tecendo enredos e ritmos narrativos empolgantes que prendem o leitor.
Ele foi entrevistado há uns tempos no Câmara Clara, onde falou disto e de muitas outras coisas, desmistificando certos lugares-comuns acerca da História e iluminando-nos para certas perspectivas de compreensão dos factos.

A Menina da Lua disse...

Manuel,

Tambem assisti a esse programa na Camara Clara e lembro-me de ter ficado bastante agradada com ele por realmente ter essa capacidade de desmistificar lugares-comuns acerca da História e como é seu dever de historiador, ter um sentido objectivo e esclarecedor dos factos...

O romance histórico tem as suas virtudes e uma delas é o seu sentido pedagógico; fala dos factos históricos e mesmo que de maneira ficcional, dá uma noção dos costumes, comportamentos e vivências das épocas a que se referem.
Como objecto literário e tal como o Professor refere, por vezes sentimos demasiado "ruído"nas narrativas de alguns romances, presas a preocupações de demasiado conteúdo erudito e na escrita literária deve existir uma outra liberdade; uma pulsão que permita à palavra literária vibrar para alem do seu próprio tema ou conteúdo...

andorinha disse...

Manuel,

Entendo perfeitamente o que queres dizer, mas as pessoas entram aqui da forma que são ou da forma como pretendem ser vistas, sei lá...:)

Estando nós entre adultos, não há ninguém que não entenda isso.
A Interessada desde o início que adotou esta postura, "provocatória", se calhar nem é o que ela pensa (dou-lhe o benefício da dúvida) :), mas pretenderá assim os seus quinze minutos de fama ou então tentar assumir-se como voz dissonante aqui, o que fica sempre bem:))))

Retifico: quando aqui apareceu disse que gostava do blogue mas que não sabia se ia por cá ficar muito tempo porque era doloroso.
A partir daí, e como por milagre, a dor foi-se e ficou este azedume.
Enfim....

Pessoas assim merecem-me muito pouca credibilidade.
E já nem sequer há pachorra, leio e passo à frente...

E agora bou à bida que esta não espera:)

andorinha disse...

P.S. Gosto de conversar, não gosto de disparatar.

Manuel disse...

Andorinha:

(e endereçado também à especial atenção da Interessada)

Não é ao estilo pessoal de cada um, à linguagem, à forma de se expressar ou à perspectiva de abordagem dos temas que cada um de nós queira adoptar aquilo a que me refiro.
É a uma questão muito particular que eu até pensei que conhecesses, ou então não te estás a lembrar dela. A Anfitrite em dado momento pediu-me o e-mail e esclareceu-me, agradeci-lhe e tive o comportamento que considero adequado a partir daí. Nada mais se passou, continuei a ser um murcónico interveniente, que vem cá quase todos os dias, ao meu estilo «soft» contradigo quem entendo, quando entendo, concordo, sugiro, tudo em completa liberdade.

Quanto à apreciação que fazes da Interessada (e estás no teu direito), não concordo.
Acho-a muito profunda nas suas análises, sincera, sofisticada na argumentação, ao mesmo tempo que revela grande sensibilidade e elegância. Oxalá se decida a continuar connosco, enriquece o blogue e a discussão.

Agora bái lá à bida mas bê se boltas sempre!

Menina da Lua:

Não a contradigo na sua apreciação de que possa haver um certo «ruído» em alguns romances históricos, mas isso não tem que ver com o estilo literário em si mas com a «arte» do artista que os escreve. Se se lembrar, o autor em causa, João Paulo Oliveira e Costa, criticava alguns dos seus pares que se serviam deste género literário para acertarem contas com os seus fantasmas, fazendo aí prevalecer teses históricas que não poderiam afirmar no contexto da investigação histórica propriamente dita.
Tal como noutros géneros literários, há obras-primas, outras nem tanto, outras ainda que são intragáveis.
E há leitores que não apreciam o género literário, isso é outra coisa, e estão no seu direito: a leitura recreativa é um passatempo que deve dar prazer.

Bartolomeu disse...

Estão a esquecer-se estimados amigos, da outra parte... a parte que lê e que entende aquilo que o outro entende, através daquilo que o outro escreve, faltando-lhe o essencial, a expressão facial, corporal, gestual. Ha quem diga muito mais calado, bastando a forma como se apresenta, o sorriso, o movimento, que outros, falando pelos cotovelos.
Dizes bem Andorinha «as pessoas entram aqui da forma que são, ou que pretendem ser vistas».
A capacidade de perceber essa forma, já é da competência de cada um.
;)

rita.cunha disse...

Desculpe, Sr. Prof. em estar a abordá-lo através do seu blog, mas gostaria de saber como é que posso marcar uma consulta consigo.
Uma grande amiga minha foi sua paciente á uns anos. Agora sou eu que preciso de ser ouvida.

Obrigado
RCC

Julio Machado Vaz disse...

Minha cara Rita,

O número do consultório é o 223389697, mas aquilo está um caos:(.

Anfitrite disse...

INTERESSADA,

Se quer ser interesseira, e aumentar os seus conhecimentos, agora sou eu que lhe peço que, por favor, vá ao meu pseudo blogue, tire de lá o meu endereço e entre em contacto comigo, para eu lhe fazer uma confissão muito importante. Se não quiser que eu fique com o seu endereço, crie um só para o efeito e depois de eu lha dar a resposta pode eliminá-lo.
Muito grata,

Anfitrite blue

andorinha disse...

Manuel,

De fugida porque estou na escola...

Eu bolto sempre, aliás, estou sempre aqui:)

Sensibilidade e elgância?
Não lhe reconheço essas qualidades, só se for nos gostos musicais, literários ou outros, não sei. Mas não me refiro a isso, mas sim à forma deselegante e provocatória como aqui está.

Esta é a minha opinião, perante a análise que faço do que aqui tenho lido.

Inté:)))

Manuel disse...

Andorinha:

Às vezes és desabrida e ríspida nos comentários, mas eu sempre te achei ao mesmo tempo alegre e afectuosa (não construí de ti a ideia de uma pessoa azeda).

Cada um de nós é como é, e uma forma de preservarmos a nossa identidade e personalidade é aceitarmos os outros como são, pois se os conseguíssemos mudar perdíamo-nos numa massa homogénea informe.

Bai por mein e oube esta marabilha que te dedico, caraumba:

«Adagio for Strings »: Samuel Barber
http://youtu.be/izQsgE0L450

ana b. disse...

Murcons:

Hoje não quero desacatos que é o dia dos meus anos:))))

Anfi:

Seja bem aparecida!:)

Manuel:

Eu sei que sim. Nem me passou pela cabeça tirar-lhe o mérito, apesar de nunca ter lido nada dele.
É mesmo gosto pessoal. Eu também não gosto de ficção cientifica exatamente pelo mesmo motivo. Enquanto o escritor está entretido a reconstituir a época ou a elaborar o futuro, esquece-se frequentemente do essencial. Com honrosas exceções, claro! Por isso eu prefiro separar as águas. Ou bem leio livros do Rui Ramos e do Carl Sagan ou leio Walter Hugo Mãe, David Lodge ou Philip Roth.

Andorinha:

Tirando aquele comentário infeliz que a Interessada fez sobre o programa do Prof. e do qual eu discordei na altura, não me dei conta de nenhuma provocação.
Mas ela até já pediu desculpa e reconheceu o julgamento injusto que fez.
Às vezes, todos nós temos atitudes menos corretas.

Bartolomeu disse...

Ana!!!!!
Dia de anos???!!!
Então é daí que vem a nossa cumplicidade! Somos ambos caranguejos!
;))))))
Já não vamos aos pastelinhos, está alterado... agora vai ser uma mariscada!!!
;))))))
Muitos parabéns minha querida e as maiores felicidades, são os votos que te dedico!
E beijos e abraços!
;)))))))

ana b. disse...

Bart:

Nem com um space shutle se você atina com as constelações:)))
Lamento desiludi-lo mas eu sou gémeos:)
Mas obrigada na mesma!:)
Ah! E troco de bom grado o pastelinho pela mariscada.Adoro marisco com vinho branco fresquinho!

Bartolomeu disse...

Ah é???!!!
;(
Pois... então pronto, pertencemos a sígnos diferentes, concedo, mas relativamente à cumplicidade e à mariscada... mantem-se!
Ah! E os votos, também!
;))))

andorinha disse...

Manuel,

Desabrida e ríspida, eu???????:)

Sou frontal e directa, escrevo ao correr da pena o que me vai na alma, não adorno as frases.
Tens razão, não sou de modo nenhum uma pessoa azeda, muito menos quando estou com amigos e é assim que eu me sinto aqui.

Tolerância já vou tendo alguma, melhorei nesse sentido. Havias de me ver no início. Era mil vezes pior:)))))

Claro que felizmente não somos todos iguais, nem é minha intenção mudar a forma de ser de alguém, até porque não conseguia.:) Tenho que canalizar as energias para o que é importante.

Mas pronto, limitei-me a dar a minha opinião sobre uma pessoa pelo que tenho lido aqui (não é do nada).
Outros terão a deles sobre mim. É a vida.

Não consigo ouvir o "Adagio for Stings".
Aparece-me sempre: Not found:(

Vou tentar ver que azelhice estou a fazer mas desde já obrigada pela dedicatória.



Ana,

Em primeiro lugar, muitos PARABÉNS!

Quanto ao resto, na minha opinião tem havido alguns, mais ou menos encapotados.
Mas pronto, é a minha opinião e acho que não vale a pena repisar no assunto.
Daqui a pouco são mais de quinze minutos:)



Mariscada? Alguém falou aqui em mariscada?:)))))

Alexandra disse...

Mesmo sendo seguidora do blog há anos, não resisti e comprei "Aqui entre nós", que devorei. Realmente de uma sensibilidade notável.

Ana:
Parabéns e um resto de dia muito feliz....

Interessada disse...

Manuel,
É sempre tão agradável com o que escreve, que dá gosto encontrá-lo por aqui.
Gosto de pessoas assim. Gosto mesmo muito e gosto também de dizê-lo a elas. Se alguém não gostar de ouvir pode tapar as orelhitas.
O meu obrigada por gostar de partilhar e por fazê-lo.
O meu email já está acessível, e ao seu dispor.

Anfitrite disse...

Ana,

Só agora li. Foi o sétimo sentido que aqui me chamou. Já sabe que eu estou sempre onde sou necessária. Não há duvida que é um livro aberto. É transparente. Há pessoas que estão aqui há anos, e não passam de um bloco opaco. Não têm sentimentos. Nem a idade esconde. Por isso, eu lhe desejo tudo do melhor, e que passe o resto do seu dia e dos seus anos, com as pessoas que mais desejar.
Um abraço.


http://www.youtube.com/watch?v=DxAXuKIRRB4&feature=player_embedded

Interessada disse...

Ana,
Os meus parabéns, e desejo-lhe que tenha um resto de dia feliz e muitos momentos iguais, pela vida fora.
Anfi,
Como já deve ter visto, o meu email já está criado e acessivel a toda a gente, como é óbvio.
Manuel, quanto ao poema, digo-lhe que nada que morre retorna, mas não se esqueça q nada se perde, tudo se transforma :)

Pedro disse...

Vou passando por cá para "sacar" uns links. Continuem!

Interessada disse...

Andorinha,

Assumo que por vezes gosto de ser provocadora, pelo q muito provavelmente me verá essa postura mais vezes.
Presumo que, quando me chama deselegante, pretende dizer mal educada. Ora, não pretendo se-lo, e nego que o seja.
Sugiro que faça um esforço para compreender que talvez haja alguma falta de disposição da sua parte. Lembre-se que, não podemos ter todos exactamente a mesma bitola.
Não pretendo alongar aqui esta conversa, precisamente porque não quero insultar o autor do blogue com atitudes mesquinhas.
Não me parece de facto que seja este o local para discutirmos as nossas discordâncias de estilo. Não lhe parece?
Se assim fosse, seria o autor a fazer essa proposta.
E como ele é psiquiatra,talvez tivesse uma certa piada :), se posteriormente fosse comentado por ele.
E pior seria ele ferir susceptibilidades.

Andorinha,

proponho-lhe que não deixemos surgir azedumes com coisas que nem eu nem a Andorinha, consideramos importantes.
Voe e deixe voar ;)

Caidê disse...

Ana
PARABÉNS, garota! Gémeos? Eu tb, mas de ascendente. Para imprimir loucura, criação e revolução ao meu leão. E o seu ascendente é...?
Que este dia seja muito "up" e se repita com mil alegrias pelo porvir.

Andorinha, Bart et al
Desde que estou arredada, vejo que já passaram da grelhada à mariscada. E até já houve mais do que um murconzito a querer dar-nos o arroz (diziam que doce, mas só provando!). De Belém nada mais a dizer que por ora não. Concordo!

E s'a gente fechasse só para nozinhos uma sala de "comida caseirinha"? E onde???? É só pôr o mapa na parede e atirar a seta d'olhos fechados. Pra despistar ia-se rodando o mapa de Norte para Sul e vice-versa. Hipóteses apenas 3, se para vós valer - Foz do D'Ouro, Foz do Tagus e centro a acertar.

Data a cargo do Mestre?

E por falar do Mestre, entre mãos ando com D. Sebastião. Já leram Deana Barroqueiro?

Vou aceitar as sugestões do Manuel porque confio na sua filtragem e bom gosto.

Cemitérios abomino. Será que vou gostar de U. Eco e do dito de Praga? Curiosa, vou deitar o olho... Mas devo dizer que excessivo cenário me entorpece também, perco-me mais pelo argumento, pela trama de vida, enquadrada pela intriga do tempo, pela cultura de base que procuro destrinçar, para tecer pontes com a civilização de chegada.

E para dormir esta noite?

É levezinha, ora ouçam um cadinho:
http://www.youtube.com/watch?v=U9BA6fFGMjI&feature=related

Durmam como meninos bons, mas continuem traquinas :-)))!

Anfitrite disse...

Como o cemitério nos trasporta para idades maduras, deixo aqui esta brilhante refexão de:
Mário de Andrade (1893-1945)

"O valioso tempo dos maduros"

"Contei meus anos e descobri que terei (quase) menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Terei muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele comeu displicente mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.

'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!"



E o meu essencial é quanto me basta. E nem preciso de tirar algo a alguém.

Interessada disse...

Nem sequer será das coisas que gosto mais, mas é um facto que gostaria de ver disto pelo nosso burgo.
Acho que a música faz milagres.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=aVvqFqITYlY

http://www.youtube.com/watch?v=hjAHUkIfK24&feature=related

Manuel,

Aquele adagio é lindo, e a minha percepção é a de que já o ouvi em qualquer filme; muito provavelmente em mais q um, pois é uma música q se presta a isso.

Alexandra disse...

Interessada:

Ouviu a música no filme Platoon de Oliver Stone, sobre a guerra do Vietname.

Interessada disse...

Obrigada Alexandra por me ajudar a combater a minha Alzheimer :)

Manuel disse...

Andorinha:

Espero que em 3 links consigas abrir um. A música é verdadeiramente bonita e relaxante:

«Adagio for Strings »: Samuel Barber
http://youtu.be/izQsgE0L450
http://youtu.be/RRMz8fKkG2g
http://youtu.be/E_4RLe2z3Po

(Esta é a música do filme Platoon, de Oliver Stone, é provável que a maioria o tenha visto, mas já foi há tantos anos).

Para as(os) restantes, aqui vão mais duas:

«Moonlight in Vermont»: Ella Fitzgerald & Louis Armstrong
http://youtu.be/esynsha53A8

«Are You Going With Me?»: Pat Metheny Group
http://youtu.be/55uF_GXxIWI

andorinha disse...

Belas e sábias as palavras de Mário de Andrade.
Tento pautar a minha vida por elas.

"Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade."é o mais importante na nossa passagem por este mundo.



Interessada,

Não sao discordâncias de estilo, não é a forma que me incomoda mas sim o conteúdo.
Mas sobre isto já disse o que tinha a dizer. Concordo que será de mau gosto continuar a insistir no mesmo.

Quanto a voos, o céu é infinito:)
Para bom entendedor...

ana b. disse...

Murcons:

Muito obrigada:)

Anfi:

Obrigada pelo seu carinho, pelas suas palavras e pelas flores que me mandou por mail. Que bonitas que são as rosas do seu jardim- parecem de veludo.

Caidê e Andorinha:

Meninas: Acalme-se!:)
A mariscada é entre mim e o Bart. A churrascada é que é para a murcanzada:)))

Prof:

Esta gente não pode ver uma camisa lavada a um pobre:)))

Gente,

A propósito: correm rumores que o encontro murcónico será no Porto. Parece que o lobby do Norte ganhou.
Eu, por mim, não me ralo, é da maneira que vou passear um bocadinho:)
Como diz a minha filha, estou no ir.:)))

Caidê:

Não faço ideia qual será o meu ascendente. Sou uma completa ignorante, no que à astrologia diz respeito.

Interessada:

Aquela música aparece numa infinidade de filmes. O mais conhecido é, tal como a Alexandra disse, o "Platoon". Mas estou farta de a ouvir em inumeros filmes que já não consigo identificar.
Aparece também frequentemente em series e documentários na tv.
E é lindissima,sim!

Tangerina disse...

Ana,

Parabéns! Já venho um pouco tarde, mas espero que o seu dia tenho sido EXCELENTE. :-)

O meu irmão também é gémeos e é um despassarado como a Ana. ;-))
(Digo eu que sou terra-terra. :-))

T.

ana b. disse...

Tangerina:

Obrigada:)
Eu,!? Despassarada!?
É preciso lata!:)))

Manuel:

Obrigada!
Você esmerou-se! As musicas são lindissimas. O resto verei mais tarde, com calma:).

Manuel disse...

Pedro:

Tenho dificuldades em arranjar músicas para lhe dedicar, pois acho que os meus gostos devem ser um bocado «cotas» para si.
Hoje tentei arranjar duas, espero ter acertado:

«Last train home»: Pat Metheney
http://youtu.be/1g6nPYyIS_I

«Santana Guitar Solo»: Carlos Santana – CD ??
http://www.youtube.com/watch?v=C9ZRS0F5t34

andorinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

Andorinha,

Vamos ser mais terra a terra:

O mar é o infinito. (palavra puxa palavra)

^-^

andorinha disse...

Manuel,

Agora consegui:)

A música é lindíssima, de facto.
Estou a curti-la:) neste momento.
Obrigada.

Vi o filme nas já não me recordava da música.

andorinha disse...

Pedro,


:)))

A Menina da Lua disse...

Parabens Ana!!
Muitosssss Parabens!

Então já somos três gémeas!! juntamente com a Caidé:))Eu bem me parecia que havia aqui afinidades.:)
Mas eu fui a primeira a nascer:).

Acabei agora de chegar a casa mas desejo que tenha tido um dia bem passado, com tudo de bom e que tenha gostado...:)

Fica aqui um presentinho para si; uma viagem às Ilhas Gregas na companhia da Bebel Gilberto.:)

https://www.youtube.com/watch?v=Q8fZTRuMsFY&feature=related

Quanto ao resto do pessoal: "Be happy! now!

ana b. disse...

Menina da Lua:)

Obrigada!
Sabe bem acordar no dia seguinte ainda com miminhos:)

AQUILES disse...

Que a harmonia vos banhe. Tenham um resto de dia BOM.

AQUILES disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anfitrite disse...

Não se orgulhem gémeas, porque sempre ouvi dizer que um gémeos põe uma casa em pantanas, dois gémeos juntos arrasam um edifício.
São torcidos que nem um arrocho. E sei bem no que tive de ceder por ter sido filha de uma gémeos, e a minha médica de família também o é, e às xs apetece-me entalar-lhe os dedos. Eu sou uma leoa límpida e fiel, como a Caidê. Sou uma líder na verdadeira acessão da palavra, mas no entanto levo a água ao meu moinho, sem que as pessoas se sintam diminuidas. Gosto da perfeição, não suporte o atamancar, mas não gosto de ser pavão. E o meu fogo é tão vincado(talvez isto sirva para as consultas do professor, que não é o Karamba, que quando estou exaltada, só me sinto bem a mexer em água, em regar flores, lavar terraços e paredes, tudo à mangueirada, porque ligar a máquina de pressão dá-me muito trabalho.

Vou enviar a música que era para ter enviado ontem, quando comentava a condecoração da dama de lata, e que acho que deveria ter acompanhado tal cerimónia.
Mas apareceu-me uma actualização de programa, que se instalou e reiniciou e perdi tudo.

http://www.youtube.com/watch?v=Tk2wYAryYQg&feature=player_embedded

Já agora para quem gosta, não propriamente de romances históricos, mas de História pura, feita por grandes investigadoras portuguesas, podem ler Dejamilah Couto, "História de lisboa" e muitos outrs estudos dela, e ficarão a saber muito sobre a época do terramoto; para a História comtemporãnea tem a Mestra Isabel Pestana Marques. Vale a pena.

Pedro disse...

Hoje lembrei-me de uma pergunta para fazer aqui no Blogue!

-Alguem gosta de Àgua Tónica?

Manuel disse...

Pedro:

Ontem deixei-lhe 2 músicas.
Não viu ou não gostou?

Anfitrite disse...

Pedro,
Eu não sei se gosto, porque se alguma vez tomei foi misturada com outros líquidos. Além disso, a água tónica tem tanino, que eu não posso tomar. Prefiro outra água que me dê um certo tónus, mas também não pode ser fermentada em certos barris.

Desculpe lá que lhe diga, mas agora que mudou a imagem, é que deveria ter deixado o nick anterior.

Pedro disse...

Manuel não vi ;)

Anfi qual este:

P.S. tenho que mudar de conta de utilizador. vou-me esforçar!

Àgua Tónica disse...

ALGUÉM GOSTA DE ÁGUA TÓNICA?

Àgua Tónica disse...

Perdi as esperanças no Blogue! Ninguém gosta de Água Tónica:

http://www.wearewater.org

andorinha disse...

Futuros magistrados apanhados a copiar tiveram todos nota dez!!!!!!!!!!!!!!!

Nem sei que comentário fazer a isto...:(

Caidê disse...

Menina da Lua
Como está tão certa de ter sido a 1ª a nascer? Não sei, não! Olhe que eu já tenho mais passado do que terei futuro - relembrando uma citação que a Anfi aqui deixou, completamente a propósito de cemitérios e de quão são abomináveis.
É que chegado o momento lembrarei Florbela "E já que sou pó, cinza e nada, seja a minha noite uma alvorada...".

Pedro
Que coisa é essa da água tónica? Ainda se fosse gin tónico... lembrava a família real inglesa, na pessoa da sua matriarca. Mas, está bem! Manda lá vir essa coisa para mim, com gelo, fresquíssima e com uma rodela de limão azedo e uma folhinha de hortelã acabadinha de arrancar à terra - esquisitices são mesmo esquisitices, garoto!Redobro, até! Já disse que a loucura me vem de gémeos. Que já quanto a leão...nem te conto!...
Mas viajando até ao Oriente sou cão - daí os meus amores pela Petra. Entendeste agora, amigo?

Bart
O golpe da churrascada está a virar pó, cinza e quase nada ou bamos até perto do Mindelo?
Já percebi que a mariscada tem acesso restrito, mas também não me quero fazer a esse bife. Só quero é saber se o rosbife está em agenda ou se a secretária disse que o patrão está preenchido até às autárquicas.

Se hoje me revelei muito para lá, peço desculpa - é que isto de chegar ao fim do ano letivo, e de ir deixar grelhas e cotações põe qualquer um mais para lá do que para cá.

Sabem que mais? Ponham o champanhe na geleira!..:-))))!

Em Setembro estou curada!

AQUILES disse...

Andorinha

Nada para dizer. Está de acordo com a linha das Novas Oportunidades, dos facilitismos nas passagens de ano e de acesso a tudo e mais alguma coisa. Pior que a crise financeira é esta. Esta é que nos vai custar muito caro no curto, médio e muito longo prazo. Este é o desastre nacional.

Caidê disse...

Prescrição: uma hora antes da deita (no mínimo). :-)))))

http://www.youtube.com/watch?v=oQx6fkr9U1Y

Já tinha avisado: hoje estou mais para lá!....

Bjinhos

Àgua Tónica disse...

Caidê,

Eu se viajar para oriente sou Dragão, pura fanfarralhice de Caranguejo.

Àgua Tónica disse...

Beijinhos. Estou a ouvir o programa de fim de semana. Pura fanfarralhice! :)

Àgua Tónica disse...

A rádio tem essa magia é um meio misto que dá ao ouvinte a possiblidade de construir uma imagem romântica.

Àgua Tónica disse...

A rádio tem essa magia é um meio misto que dá ao ouvinte a possiblidade de construir uma imagem romântica.

Àgua Tónica disse...

Até ao minuto 30. Ainda hoje dizia: Era comum ter trinta minutos para desperdiçar hoje em dia se o mundo parar 5 minutos já nos temos que dar de contentes.

ana b. disse...

Pedro:

Para mim pde ser com...muito gim:)))

Caidê:

Já que o pessoal do Norte não se mexe, organizamos nós a almoçarada.:) Concorda?
Sabado- 2 de julho. Parece-lhe bem?
Alternativa: sab. 25 de junho.
Decida você a data. Quem quiser e puder, aparece:)
Num restaurante ou na casa do Bart, tanto faz! Logo se decide essa parte.

Àgua Tónica disse...

2 de julho com muita água tónica e boa disposição

andorinha disse...

Aquiles,

Aqui não podia estar mais de acordo contigo, seu eterno pessimista:)



Ana,

O pessoal do Norte não se mexe?!
Ainda há pouco "mandaste-me " calar para não desestabilizar o Bart.

Aliás já lhe mandei um mail a perguntar pela almoçarada...

Eu alinho, como já aqui disse.
É só dizerem aqui a data e o local:)

AQUILES disse...

Andorinha

Eu não sou bem um pessimista, a realidade que me envolve é que é péssima. Assim sou mais é realista.

andorinha disse...

Aquiles,

Eu concordo, eu gosto é de te "picar"...