quinta-feira, junho 07, 2012

Os outros fiéis depositários.

Feira do Livro. Chego a resmungar e saio agradecido, as pessoas são de uma gentileza enternecedora. Mas hoje..., we have a winner! Ele ficou ali, de sorriso nos lábios, recordando minha Mãe. Que todos os dias parava na Casa Moreda, bebia uma taça de rosé, comia um rissol - de vez em quando cedia ao charme de um pastel de nata:) - e conversava. Não foi o único a pedir licença para me falar dela. E eu dou comigo a recear o tempo em que ninguém me voltará a chamar "o filho da Clarinha"... 

45 comentários:

pedro disse...

Como diria a Andorinha:

"Belo e ternurento"

andorinha disse...

E agora digo o quê, Pedro?:)))

pedro disse...

Fico sempre embasbacado! Quando me vêm com a árvore geneológica.

È qualquer coisa que não me deixa ver as nuvens.

andorinha disse...

Saboreie os momentos, Julio.
Receios? Enxote-os:)

pedro disse...

Já disses-te tudo!

bea disse...

O que são as coisas! Conheço um garoto que detesta que o apresentem como o filho da mãe dele. que tem nome, que não sei quê.

E ainda que me sinta tão filha de alguém, ninguém assim me conhece. Coisas existem que são de ser só por dentro. E outras por dentro e fora.

O filho da Clarinha há-de ser um menino, não?

pedro disse...

http://water-inside.blogspot.pt/2012/06/its-fact-earth-is-not-plan.html

rainbow disse...

Boa noite:)

É de facto ternurento.

Deixo-vos isto:

http://www.youtube.com/watch?v=O1ogOHgtCzo

Bons sonhos para todos

Cê_Tê ;) disse...

A tarde da vida é enganadora longa.. faz-nos acreditar que seremos para sempre os filhos da nossa mãe e a mãe dos nossos filhos. Tão fugaz essa confortável coexistência!!!

pedro disse...

I Wanna Be Adored (Remastered):

http://youtu.be/q99JgYrgzco

Anfitrite disse...

Professor,

O tempo é tramado. Vá aproveitando enquanto não desaparecem todos os depositários. Apesar de hoje haver muitos auxiliares de memória, também esses são vorazes.

Fique bem

Bartolomeu disse...

Levanta-se uma questão, para mim, pelo menos, que sou um bocado enxertado em corno de cabra.
A questão é esta: se a nossa mãe fosse famosa por ter cometido um qualquer tipo de crime; ser-nos-ia grato que a recordassem por isso? Na nossa presença?
Mas... continuaria a ser a mesma nossa mãe, aquela que nos pariu, que nos amamentou e mudou a fralda, que nos ensinou a andar, a falar, a comer. Que brincou que riu e chorou conosco e por nós. Que rejubilou com os nossos sucessos e chorou com os nossos desaires.
Onde estou a querer chegar com este arrazoado?
A uma pequena e simples reflexão: Passe o tempo que passar, não importa se alguém ainda nos chamará filho daquela mãe, mas sim, que esse mesmo tempo, por mais longo que seja, não consiga apaga-la da nossa memória.

Maria disse...

Achei graça! Tenho sido tão criticada aqui, por recordar a sua Mãe e hoje o professor fala dela e todos ficam enternecidos.
Já descobriram, que o professor até gosta de ser conhecido, como "o filho da Clarinha?"
Sabe professor? Não tenha medo que a esqueçam. O meu filho mais novo, com 33 anos, tem imensos discos dela, alguns daqueles de grafonola, que ele trata com um cuidado extremo. Sempre me ouviu falar dela, com muita simpatia e, sabe que o doutor é filho dela. Enquanto ele viver, o prof. vai ser sempre "o filho da Clarinha", descanse.
E agora, quem vem meter-se comigo, por eu falar tanto, da minha "Costureirinha"?
Não batam muito, que eu sou fraquinha.
Maria

bea disse...

CT
seremos sempre filhos das nossas mães e mães/pais dos nossos filhos. Mas nem elas foram só isso nem nós o somos. Não é fugaz o laço macerado em arte e tempo. Nenhum pai renega um filho, como diz o Zeca "embora seja ladrão, aquele que tem a mãe, lá tem no meio da luta ternos abraços de alguém". Quanto aos filhos...não têm na verdade o mesmo tipo de amor que tudo suporta. Que perdoa e quer perdoar. É outro amor. Outra idade.

Bart

nem todas mães são isso que dizes. Mas talvez haja um número substancial :) E acredito haver formas diferentes para expressar o gosto pelos pais. Entendo o tal garoto, como entendo a miúda que me foi apresentada e "oh! ainda bem que não me disse, ai tu és a irmã da..." (reconheço, sem mérito meu; não sabia que era a irmã da...). Eles querem construir a sua identidade; o professor está noutro plano. Grato por se lembrarem ainda. Porque só a memória lhes dá ser. são, por interposta pessoa. Que não é sobretudo a dos filhos. Nos filhos estão vivos e não apenas na memória.

Salvo por doença, as mães ou quem as substitua, não esvanecem. Por ausência ou presença do que foram em nós, estão-nos na vida.(diria que,em regra, talvez menos fortes, também os pais)

Estou ficando poética, coisa que não dá jeito nenhum; tenho de ir trabalhar e a poiesis atrapalha um bocado. Dizem.

Fiquem bem :))

pedro disse...

Maria,

Levei muita purradinha do meu irmão. Como o meu pai não estava lá para saber a história toda. Só dizia: "Estão a formar carater!":)

bea disse...

Maria

o seu filho de 33 anos é uma exeção. É pá, não gosto, vou repetir: é uma excepção. Espero que o professor tenha isso em linha de conta. Mas também acredito que o professor saiba que a malta nova - em geral - não saiba quem é Maria Clara. A pés juntos. E, pior, nem sabem quem é o professor :))

Sabem outras coisas que nós não sabemos. Desde que saibam alguma coisa já é de ficar contente. Ando um bocado desanimada com a juventude. Pode ser influência. Sei lá.

Rain
obrigada:)
gosto daquele cãozito com ar tresmalhado que se atira para um barco atrás de um golfinho sorridente e nesse afã se deita ao mar feito tonto. E depois é pena que não tenha seguimento a história. Mas pronto. E me lembra de cada vez que a vejo a Teresa Salgueiro a cantar com a sua voz uma "se eu cair ao mar quem me salvará/ que eu não tenho amigos quem é que será?"

pedro disse...

Bea,

Também me puxavam muitas vezes as pernas quando subia para o escorregão.
Agora que ver os mais novos a ouvir os podcasts do "Amor é..."
Isso é sadismo.

pedro disse...

http://water-inside.blogspot.pt/2012/06/lichens-and-air-pollution.html

Bartolomeu disse...

bea,
Tenho uma opinião diferente, quanto menção da pessoa, através da memória, como reconhecimento de outra.
Entendo que se alguém refere os progenitores ou outro familiar, que se distinguiu publicamente, está a tentar estabelecer um elo de intimidade, com vista a facilitar o estabelecimento do diálogo e a tentar conquistar a simpatia do outro.
Se num contacto alguém refere: ah você é filho de fulana... conheci muito bem... adorei a sua voz, a sua personalidade, etc. Está automáticamente acondicionar o outro, quase que a obriga-lo a aceita-lo como amigo, porque conheceu a outra pessoa.
Mais ou menos como quando um gajo apanha uma multa de trânsito e diz ao polícia; olhe que eu sou amigo do Comandante-Geral da PSP...
;)

Maria disse...

Bea:
O meu filho... Tem piada, porque por acaso, eu é que sou a mãe dele, conhece a mãe, conhece o prof. Vimos muitos programas dele, juntos.
Eu, que comecei por ser "filha do meu pai", passei a ser "irmã do meu irmão", "mulher do meu marido", "mãe dos filhos e da filha", "avó dos netos". Nunca fui "Eu", a não ser aqui na net, onde sou Maria.
Nunca tive problemas, com o facto de ser qualquer coisa de alguém. Mas confesso: Desde que ando metida nestas lides Bloguistas, adoro ser "Simplesmente Maria". Podia ter escolhido outro nome, mas todos os outros meus nomes, têm ligações com a outra que sou: Por exemplo, a mãe do meu filho, que adora a Clarinha e conhece bem, o filho dela.
E pronto, amiga Bea. Espero que tenha percebido o meu ponto de vista.
Maria

pedro disse...

:*)

"Oque arde cura, oque aperta segura"

P.S: "Orgulhosamente sós!?":

MARIAH CAREY :-: I CAN'T LIVE IF LIVING IS WITHOUT YOU LYRICS

http://youtu.be/zochPeuCI5Q

Manuel disse...

Ora tomem lá e desejo-vos um bom fim-de-semana a todos:
«Oblivion»: Astor Piazzolla
http://youtu.be/i5tc57Gmfjw

Manuel disse...

E mais estas duas:

«La vida a veces»: Maria Dolores Pradera & José Carrerras
http://youtu.be/_laFmUYSIpA

Je l'aime à mourir – Francis Cabrel
http://youtu.be/XHVqKqmbhFA

Manuel disse...

E esta de bónus:

«Palabras»: Patxi Andion
http://youtu.be/uH8Ds1RDZ-o

andorinha disse...

Paulo Morais, vice presidente da organização Transparência e Integridade acusa o Parlamento de ser fonte de corrupção.

http://publication.prod.wcm.impresa.pt:8080/sicnot/pais/article1384793.ece

Vejam que vale a pena. Se duvidas houvesse de como vai este país...:(


Manuel,

Ainda bem que apareceste, homem:)
E obrigada pelas musicas, até para espairecermos de toda esta sujeira que nos rodeia.

Inté...

Maria disse...

Pedro:
Porrada de irmão? Sou formada. Com o mais velho, vivíamos e vivemos, em harmonia plena. Com a mais nova, dia que não houvesse puxão de cabelos, pontapés, murros, estalos, tudo acompanhado de palavras pouco delicadas, não era dia. Hoje, somos grandes amigas.
Maria

pedro disse...

Maria,

Subscrevo-a! Só mudo o Género!

Pedro

Impio Blasfemo disse...

BBART

"..... E eu dou comigo a recear o tempo em que ninguém me voltará a chamar "o filho da Clarinha""
As memórias das pessoas passam e nós crescemos e deixamos de ser o filho deste ou daquela e ganhamos identidade própria, para o bem e para o mal e é normal e desejável que assim seja.
O contrário pode ser interpretado como uma nossa tentativa de regresso ao útero materno ou ao colo materno. É reconfortante, mas na maioria das vezes em que isso nos acontece, o úteo já não existe e isso dá-nos uma enorme dor de alma.
São as nossas memórias, o tempo a passar, nós a envelhecermos e um pouco a saudade e o desejo de regresso aos nossos tempos de meninice onde o peso das coisas e da vida era bem mais leve. É mais que humano, é mais que natural e em boa verdade acontece-me a par e passo.
Quanto gostaria que a minha Manuela estivesse viva agarrada aos seus desenhos que tanto prazer lhe davam.
É o mundo dos afectos nas suas mais diversas formas....

Um abraço

Ímpio

bea disse...

Bart

pois, não entendo bem o mesmo. Conquistar a intimidade...não sei. a simpatia, sim; propiciar algum conhecimento comum para que possa haver conversa, sim. E não precisas levar tão a peito. Se bem que não pense que se alguém conhece alguém que também conheço me mereça, só por isso, atenção para além disso mesmo.
Nas pessoas o que mais me interessa é o seu ser privado. A parte pública é de toda a gente. Deixo para toda a gente.

E podia dizer mais umas coisitas mas tenho de ir trabalhar. Vim só aqui tomar um comprimido para a azia. E esta agonia de mundo que não passa!

fiquem bem

Bartolomeu disse...

Sim, Ímpio e bea.
Mas, referi-me à necessidade de terceiros em usar a figura de alguém, como forma de criar uma empatia.
Aceitar esse "estratagema" ou não, já tem a ver com a nossa vontade.
;)
Já Agora, e voltando ao tema do post, não deixa de ser gratificante para o autor, mas também "enigmático" penso, que lhe seja pedida autorização para fazer a conecção com o nome a figura de sua mãe e nunca, ou quase nuca, com a figura do ex-presidente da república Bernardino Machado, ou do escritor Aquilino Ribeiro, ou ainda do professor catedrático Júlio Machado de Sousa Vaz, para não falar dos filhos.

pedro disse...

Manuel,

Reflections for Peter Green:

http://youtu.be/oTwcPAky5K4

Impio Blasfemo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Impio Blasfemo disse...

Bart
Falemos então dos antepassados ilustres.
Em primeiro lugar há quem tenha a sorte ou o azar (nem todos os antepassados foram notórios por boas razões) de os ter e há quem tenha como antepassados, vulgares Zés e vulgares Marias. Nenhum de nós pediu para nascer num berço com antepassados; nascemos onde nascemos.
A questão que focas parece ser “como lidamos os nossos antepassados”.
Tenho um amigo meu cujo pai foi um dos nossos escritores neo-realistas. Quando o pai faleceu ele e a mãe ficaram com os denominados direitos de autor das obras publicadas. Quer a viúva, quer o filho decidiram reinvestir esse capital na divulgação da obra do falecido escritor. Surgiu assim uma cooperativa com o nome dele e finalmente tudo convergiu, depois de muito esforço, no Museu do Neo-realismo em Vila Franca de Xira.
Este é um exemplo que conheço bem, há bastantes anos.
Conheço também um dos irmãos do falecido Bernardo Sasseti. São bisnetos do Presidente Sidónio Pais (este Presidente foi também Catedrático de Matemática na Faculdade de Coimbra) mas só o ouvi uma vez referir isso quando andava preocupado a ajudar a mãe a reunir o espólio do bisavô porque a família tinha sido contactada pela Presidência da República porque queriam ter mais elementos em relação a este Presidente que tivemos. Falo propositadamente deste segundo caso pois este bisneto do Sidónio Pais tem um pensamento de esquerda e o seu avô Presidente não é conhecido por se ter enquadrado nesta onda; Bernardino Machado foi destituído pelo movimento dele, iniciou-se aqui a ditadura, segundo parece ser consensual nos historiadores que se debruçam sobre a nossa história.
Um abraço
Ímpio

Bartolomeu disse...

De acordo Ímpio mas, o propósito do meu comentário é transversal à questão que apresentas.
Nos anteriores comentários referi-me ao "uso" que terceiros fazem, do nome dos nossos antepassados, quando os mesmos se destacaram por algum motivo edificante.
A questão que colocas, que é a de saber lidar com a descendência, de saber e desejar honrar o nome e a obra do ascendente, põe-se exclusivamente em relação ao próprio.

Maria disse...

Desculpem lá, mas já vai aqui uma grande baralhada.
Estão a confundir amor e saudade, com orgulho bacoco, pelos antepassados.
O professor que explique, que ele é que é psi. Ele fala da mãe dele, de quem tem saudades como eu tenho da minha. Quando alguém, me fala dela com carinho, fico feliz, mas penso como o prof: até quando ainda haverá, quem a tenha conhecido? Tenho medo, de quando eu e os que a conheceram, olhem o retrato de minha mãe e, nem saibam quem foi.
Com o prof. é pior. A mãe que ama e de quem tem saudades, foi uma figura conhecida. Diga lá, prof. quem é que lhe faz falta: A sua mãe, ou a Clarinha? Estou errada?.
Maria

Maria disse...

Esqueci-me de escrever: Eu e os que a conheceram, desaparecermos, os outros olhem o retrato..
M.

Impio Blasfemo disse...

Maria

Pela parte que me toca penso não haver confusão nenhuma. Diria que há várias formas de lidarmos com os nossos antepassados, ilustres ou não. Há quem tenha saudade e esse sentimento é mais que natural. Há quem tenha saudade e ache que tem matéria para continuar a memória pública do ente de quem tem saudade ( o caso do meu amigo filho do escritor). Há quem esteja suficientemente distanciado do antepassado em questão (o caso do bisneto do Sidónio Pais de quem sou amigo) e decida não andar a falar a toda a hora dele, embora não o renegue, como é óbvio e quando chamado a colaborar no espólio do referido antepassado se apresente com toda a naturalidade.
Pelos vários posts que o Prof JMV já fez ligados à sua mãe, não será difícil perceber que há uma enorme saudade por parte dele em relação à sua mãe. E se escrever sobre ela é a forma que ele encontrou para deixar sair essa saudade, pois é capaz de ser uma forma tão certeira quanto outra que um de nós encontre para deixar escapar essa mesma saudade. Eu, por exemplo, esborrato telas.
Nada do que referi tocava em sentimentos bacocos em relação aos antepassados e se tal foi essa a sua interpretação desde já digo que não foi essa a minha intenção.


Bart

O uso que terceiros fazem dos nossos antepassados para se aproximarem de nós nem sempre é pelas melhores razões. Lembra-te da história do lobo e do carneiro onde o lobo se vira para o carneiro e lhe diz: "Com que então a beber a água do meu riacho, vou comer-te por isso"
Responde o carneiro, "mas sr. lobo, eu não estou a beber a sua água". O lobo devolve-lhe:"se não és tu foi o teu pai. Vou comer-te na mesma".


Saravá
Ímpio

Maria disse...

Ímpio:
A saudade é um sentimento muito bonito, embora triste. Perdi minha mãe há 40 anos e, a saudade é cada vez maior. Dói menos, talvez, mas é mais funda. Quando falo nela, vejo-a, sinto-a. Do meu pai, que perdi há 10 anos, é uma saudade física. Éramos muito ligados. Ainda penso: tenho de dizer ao pai, tenho que contar ao pai.
Depois, penso que ele já não está cá e, lá vem a dor aguda, forte.
Isto de saudades, meu amigo, é muito complicado. Cada um, sabe onde lhe dói.
Maria

andorinha disse...

Impio(1.39)

Concordo contigo e com a análise que fazes.

"São as nossas memórias, o tempo a passar, nós a envelhecermos e um pouco a saudade e o desejo de regresso aos nossos tempos de meninice onde o peso das coisas e da vida era bem mais leve."

Também me acontece vezes sem fim. Acontecerá a quase todos, penso eu.
Lembro-me da minha meninice lisboeta, das brincadeiras, dos lugares e de tanta gente boa que já partiu. Os meus tios partiram todos. Agora é-me muito difícil andar por lá...


Maria,

"Diga lá, prof. quem é que lhe faz falta: A sua mãe, ou a Clarinha? Estou errada?."

Não pretendendo responder pelo Julio:), penso que fazem falta as duas porque as duas são uma só.
Entendo o que queres dizer, mas não consigo dissociar.

andorinha disse...

PISA: relatório revela reconhecimento do trabalho dos professores pelos seus alunos.

http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=226&doc=5312

Para quem pensa que somos todos uns bons malandros:)))

andorinha disse...

Fausto - Lembra-me um Sonho Lindo

http://www.youtube.com/watch?v=yU5-b9s0fcY&feature=context-vrec

Inté...fiquem bem:)

rainbow disse...

Boa noite:)

Ainda sobre o post...
Lembro-me duma entrevista ao Mário Zambujal onde ele refere que, depois da morte da mãe, deixou de ser pequenino para sempre.
Porque as mães têm um olhar protector e maternal, não importa a idade que tivermos.
Quando elas partem, somos obrigados a crescer, sem essa protecção e esse amor incondicional.
Depois a história repete-se com os nossos filhos. E, ainda bem que, na maioria dos casos, partimos antes deles.

Dizem que esta palavra só existe na língua portuguesa:

http://www.youtube.com/watch?v=QdPJHN-YqcY

Manuel,

Welcome back:)
Obrigada pelas músicas.

Andorinha,

Ainda sobre política...
Agora falam do resgate a Espanha. Já está tudo preparado, só falta o pedido. Parecem abutres:(
O New York Times noticia que os portugueses são os mais "complacentes" em relação à austeridade.
Até quando?

Anfi,

Deixei-lhe uma pergunta sobre cinema no andar de baixo. Se calhar já está fora de prazo:)

Ímpio,

Também acho muito natural termos saudade da nossa juventude e das pessoas que fizeram parte da nossa vida. Quando tudo era ainda tão leve e colorido.

bea disse...

Sejamos carracinhas. peguinhentos. Vá.

Maria

O eu sozinho não existe, ou existe? se não há alguma coisa a ligar-nos a alguém, existir o que é? por isso, ainda bem que é a mãe, a avó, a mulher… os papeis enchem-nos a vida de quotidiano. Decerto seremos a rede respirante onde o tapete se tece. Que tem dias e horas de querer ser só rede, de não ao tapete, de” eu quero ser mais leve e ver o mundo aos quadradinhos”. Porque sim. Por que não na net? Avante! se se sente em casa...

Adorar. Não creio que alguém consiga ir além da palavra. O mesmo é dizer que duvido que a adoração faça parte dos sentimentos humanos. Admito que há amores tão fortes que a outra pessoa não nos morre nunca porque se tornou nós. Creio que é isso que acontece com o professor e a mãe. E tem sorte o amador e também o ser amado. As comunhões são sempre de dois.

Quanto ao post: claro que o professor, sendo filho, fica grato. Estima mais do que se dele mesmo se trate. Julgo eu. Será com a mãe como nós com os filhos; falam-nos bem deles e a gente dá logo um abraço e faz um sorrisão.

Por vezes penso nas pessoas que já não oiço, em como seria ouvir-lhes a voz que desaprendi, pergunto o que sentem os familiares de atores que morreram, se os veem num filme. E Lembro-me de uma mãe, o filho único morto subitamente. E a quem passados três anos arranjei coragem para perguntar se queria o filme do teatro em que entrara. E ela, “não, obrigada. Não se morre de desgosto. Vivo. Mas não posso tombar outra vez”. Equilibramos todos de forma diversa. Não se dissipam olhos de tanta morte, nem o automatismo perro das mãos.

Peço desculpa. Divaguei.

bea disse...

Maria

"Com a mais nova, dia que não houvesse puxão de cabelos, pontapés, murros, estalos, tudo acompanhado de palavras pouco delicadas, não era dia. Hoje, somos grandes amigas."

Pontapés murros e estalos?!

as minhas brigas eram mais civilizadas, eu mandava, eles obedeciam. Se não, dava um sopapo. O mais parvo eram os castigos. Mas passou tudo. Como diz o Pedro: era formação

Maria disse...

Bea:
Não, não divagou, foi sincera, directa. Gostei da sua resposta.
É claro que me sinto feliz, por ter tido pais, irmãos, filhos, netos. Também é verdade que nunca me senti infeliz, por ser conhecida, como filha, mulher, mãe ou avó de A. ou B.
Sempre achei piada.
O facto, é que quando me meti nestas lides, nunca quis usar um nome, que me identificasse com alguns familiares, que são conhecidos. (lá vem o raio da árvore genealógica).
Não quis envergonhá-los, ou culpabilizá-los, pelas minhas bacoradas. Daí, Maria, simplesmente.

Pedro:
Está melhor do dente?

Até logo, Murcões. Eu volto.