Continuando.
Em Antropologia Médica fala-se da intolerância à tristeza normal. E em Psiquiatria da dificuldade, por exemplo, em destrinçar o luto do luto patológico. Concordo que a cultura consumista empurra para as soluções miraculosas, "instantâneas" e vindas de fora para todo o tipo de mal-estar, psíquico ou somatizado. Os anti-depressivos têm o seu lugar e importante, mas receio que nos últimos anos se tenha passado com eles o que antes acontecera com as benzodiazepinas - uma banalização exagerada de prescrição, por vezes a longo termo, o que facilita a dependência psicológica. (Já vi pessoas tomarem um comprimido de anti-depressivo para combater um dia mau...)
165 Comments:
A malta quer é droga. Seja ela qual for e venha ela de onde vier... ;-)
Agora a sério: indústria farmacêutica oblige! Pois, porque não são só os almoços que não são grátis... as viagens ao estrangeiro (vulgo congressos / seminários) também têm o seu preço.
FDL,
mas não é nada de novo. Foi há uns séculos que nós instauramos a gratificação imediata por via química. Basta pensar nas redes de narcotráfico de café e chá do séc 16 e 17! E na altura é que rendia, os únicos custos de mão de obra era o transporte de negros para as áreas de produção. Antes disso já as produções de açucar na Madeira era mantidas por não-judeus e por devedores que em vez de serem chamados escravos passava por servos do reino!..
Ou seja, apesar de este não ser um problema exclusivamente português, fomos nós que praticamente introduzimos o novo mundo às drogas! Os verdadeiros mafiosos! Na minha opinião nem os quarteis de heroina ou crack nos bateram! :)))))
Hoje em dia as drogas é que são mais específicas e devido à cultura consumista, como diz o prof, esses quarteis só mudaram para "empresas". Não quero dizer que acredito que a intenção inicial fosse fazer de dealer (do género criar a necessidade no futuro cliente ) mas talvez a evolução da sociedade para estes padrões fez com que "eles" simplesmente respondessem.
Digo isto porque este fenomeno de gratificação imediata não acontece só em relação Às drogas ou medicamentos. Mas pensar nas maquinas da TVShop que fazem batidos ou que tiram 30 KG numa semana.
E eu não sou contra a gratificação imediata, quer por via química, endoquímica ou mecânica. :)) Sou contra quando isso é automático, quando as pessoas não têm sequer oportunidade para se questionarem, não tentarem sequer examinar o seu comportamento e quais as possíveis implicações que isso terá na sua vida. Não vejo diferença em tomar algo para "levantar a moral" e em dar uma queca, para serem produzidas endorfinas e outros químicos no nosso cérebro, para "levantar a moral".
No caso do abuso dos anti-depressivos, na minha opinião, parte da culpa está na falta de verdadeira informação (espetar na posologia não chega). Para além da cautela a receitar acho que devia haver uma melhor comunicação entre os psis e os médicos. Um amiga muito chegada andou anos a tomar medicação para a depressão, a ser seguida por vários psis até alguém se lembrar de fazer análises onde detectaram um problema (hormonal) na tiroide; hoje em dia, para além do tratamento À tiroide, ela ainda toma anti-depressivos e hipnoticos para dormir! :|
O professor ainda não se manisfestou em relação aos novos testes da BT. Acha diferente conduzir sob efeitos de benzodiazepinas com e sem receita? :)
Boa noite.
Nada a acrescentar, subscrevo o post na íntegra.:)
Só não sei se percebi bem a última frase.
Há pessoas que recorrem a antidepressivos que eventualmente tenham lá em casa e que já não estejam a tomar, para tentar ultrapassar um dia mau, é isso?
Se assim for,valha-nos Cristo!:))))
E os médicos não lhes explicaram que não é para isso que eles servem?:(
É. O irracional é sempre um exagero do normal.
Esta (má)gestão da tristeza é qualquer coisa que me preocupa na educação dos mais novos.Cada vez menos, se dá às crianças direito a estarem tristes.Não a melancolia patológica prolongada, mas a aprendizagem da tristeza, como fazendo parte da metamorfose do humor.Se o bébé chora, mete-se a chupeta.Mais tarde, se está mais pensativo ou calado procura-se mais um estímulo para não vermos aquela nuvenzita de tristeza no olhar e, toca a atafulhá-lo de actividades para o distrair e alienar de perceber que tem um mundo interno!Há que educar para as emoções.Todas as emoções e não apenas as "felizes"...Conversar é importante e aprender a comunicar o que se sente é fundamental, mas dar espaço ao silêncio e á reflexão também faz parte da vida!
Thora,
Tu não vês diferença entre tomar um antidepressivo e dar uma queca??????
Isso tá mau, rapaz!:)))))))
Em relação aos testes da BT, penso que já foi abandonada a ideia de controlar/testar pessoas em relação a ansiolíticos.
Era uma medida tão idiota que lá recuaram.
Acho piada a este Governo: primeiro dizem as asneiras, depois de verem reacções de gente informada, recuam (às vezes).
Era uma medida completamente espatafúrdia. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso via logo que isso era um disparate.
Tenho dito:)
Controlem mas é outras coisas, por exemplo o uso continuado de telemóvel ao volante que muitas vezes dá origem a uma condução perigosa, etc, etc....
Quanto à tua pergunta, o efeito será o mesmo.
As benzodiazepinas não sabem se estão a ser tomadas por prescrição médica ou não.:))))))))))))
Lu maga,
Gostei do que escreveste. Tens toda a razão.
Mas não são só os mais novos; eu acho que todos hoje em dia estamos a ser "programados" para vivermos em alegria plena durante as 24h do dia.
Se estivermos tristes, somos uns falhados...enfim...
Cá estou outra vez!Não querendo incomodar os doutos visitantes deste blog e depois de me dar conta que muitos dos seus visitantes são espécimes dos 40 para cima, atrevo-me a sugerir a visita a este blog, que todas as noites, coloca uma musiquita do tempo em que andavamos à procura da "felicidade permanente"...
http://www.aternurados40.blogspot.com/
Há, na tristeza, um peculiar brilho, que arrepia a luz se a focamos e que (não raramente) revela místicos vitrais hipnóticos e inspiradores. Na tristeza cria-se mais, acredito eu, do que na euforia- será defeito ou feitio meu?!
Quanto aos estados de luto... é muito subjectivo- lembro dos lutos dos HOMENS sem nunca corpo encontrado. Ou dos amantes feitos deuses,...roubados.
Mas em nós mulheres crepideiras nem sempre a dor o é.
Herdámos um dom quase redentor ao crepir que mistura a dor da alegria e a alegria da dor que torna ambiguo os dois estados. E que sem que entendamos bem o processo apazigua.
bom final de noite
(a marca do café mudou?);p
"Era uma medida completamente espatafúrdia. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso via logo que isso era um disparate."
Não acho disparate nenhum controlarem tudo o que possa afectar a condução. Seja legal ou ilegal, receitado ou não.
A legislação é pobre, é verdade. Não há estudos nenhuns sobre a relação dose/efeitos assim como sobre a exactidão e precisão dos testes. Não há certezas apartir de que dose a condução é afectada; o agravamento da coima só existe quando houverem vidas em risco.
É incoerente! Enquanto que há ansiolíticos que duram 20h (uff, mesmo que se tome às 8 da noite só às 4 da tarde do dia seguinte é que se está na baseline) um fumador de canábis (que fume um charrito antes de ir para a cama) demora 5 dias a limpar! Não há maneiras de detectar se se está ou não sob o efeito; aliás, haver há, não há é estudos! :(
Agora não me venhas dizer que só porque se toma por "motivo de doença" (que na maior parte das vezes nem isso acontece) se pode conduzir sob o efeito!
E depois claro, em caso de julgamento, olhar cada caso mais de perto! Quando a minha namorada está a tomar medicação para as alergias não me meto no carro com ela...nem que seja so meio zyrtec! Aterra sempre..:)))))))
Ah...os efeitos reais da cannábis fumada, mesmo que seja a primeira vez, nunca ultrapassam as 3 horas! :|
Cêtê,
Que filosófica que estás hoje.
Nem pareces tu!!!:)
Thora,
Miúdo, não deturpes o que eu disse:)
Essa medida é, de todo, impraticável.
Lembram-se de cada uma!...
Não é por aí que se combate a sinistralidade rodoviária.
As benzodiazepinas podem infuenciar a condução, certo.
Há outros medicamentos que também, anti-histamínicos e outros, penso eu.
A dada altura tomei um medicamento para uma determinada patologia física (agora já não me lembro qual nem que tipo de medicamento foi), e no folheto vinha precisamente assinalado que aquele medicamento podia afectar a condução de máquinas.
Isto li eu, porque o médico não me disse rigorosamente nada....
Agora vê a questão em termos práticos.
Tenho que tomar o medicamento para não agravar a doença e poder ir trabalhar; por outro lado, não o posso tomar porque não "posso" conduzir...
É de doidos!
Se isto fosse levado à letra mais de metade do país paralisava:)))))))
PS:Pessoas que estejam a tomar doses "cavalares" de ansiolíticos com certeza que não vão conduzir, nem se sentirão capazes, provavelmente, não sei...
E pá! nínguém alinha no "jogo do preconceito"?
Agora não posso estar cá mais tempo mas lanço uma caricatura: mãos de dedos amarelados, tosse um tanto cavernosa, e umas condecorações enquanto da polícia judiciária.
abraços cordiais
Thora,
Não quererás dizer cartéis?
Não é que eu seja militarista... Não sou. Mas estou a imaginar quartéis onde toda aquela malta inútil ande pedrada... O que não me custa nada a imaginar. Mas, vê lá isso. Consulta http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx
Entrada: CARTEL
"Na minha opinião nem os quarteis de heroina ou crack nos bateram! :)))))"
Beijinho.
P.S.És um fotógrafo extraordinário!
andorinha,
"Não é por aí que se combate a sinistralidade rodoviária."
Não se combate toda..mas tem de se começar por algum lado.
Se realmente for provado que alguns ansiolíticos afectam a condução achas que vale a pena o risco?
É que esse argumento também funciona com as drogas. Tipo, preciso de ir trabalhar para ñão roubar logo conduzo sob o efeito!
Acho que deveriam haver estudos para saber apartir de que dose as substancias que afectam o SNC afectam a condução. Depois criar uma legislação, baseada em quantidades, semelhante à do álcool!
Não se pode olhar À vida difícil das pessoas mas sim se a sua condição vai afectar terceiros!
Se eu for atropelado por uma velhinha drunfada estou-me a marimbar se ela tinha ou não receita! Só sei que ela conduziu num estado alterado e deve ser penalizada tanto como se fosse um consumidor de uma droga ilegal! Há transportes públicos, não há?
contarelos,
obrigado! ;)))
Tanto pelo elogio como pela correcção! (Mais pela correcção, hehehe)
thorazine 11:49 PM
Thora: ala que é cardume... há gajos que não deixam passar nada! Mas olha que eu até conheço um gajo que cumpriu o serviço militar no Cartel de Medellin... ;-)
Assunto bem diferente: Passe por este site: http://hotvnews.wordpress.com/ e adira á petição por uma tv(no caso TVI, pois ela passou das marcas com a série the Office na sua excelente versão americana, épisodios as 5h.20m da madrugada para dar um exemplo) melhor e em que exista respeito pelo público que gosta de séries de qualidade.Infelizmente não cabe tudo na RTP2.
FDL,
tinha a certeza que era eficaz para chamar a malta jovem pá tropa! O Paulinhos dos submarinos podia adoptar a ideia... :))
PS - E não é um gajo...é uma senhora.. :))))
O teste cooper era bem mais fácil, com um "kick" daqueles! :))))
Thora,
Não me dás sossego hoje?:))))))))
Os políticos só agora é que descobriram que há uma coisa chamada benzodiazepinas?????
Pensaram foi que seria uma forma de caçar mais um dinheirito indevido aos cidadãos.
Multas é o que é preciso.
E condução sob o efeito de álcool é muito mais perigosa. A pessoa perde a noção dos limites, acha que está em perfeitas condições para conduzir quando não está...e daí uma condução totalmente irresponsável e perigosa.
Uma pessoa que conduza sob o efeito moderado de ansiolíticos, penso eu, que se tiver sido alertada para isso e sentir em si mesma maior sonolência ou reflexos diminuídos, terá o cuidado de conduzir de uma forma mais defensiva.
Não sou médica nem psi, como sabes:), é apenas a minha opinião de leiga.
Até um médico já veio afirmar que se as pessoas que consomem habitualmente ansiolíticos se vissem de repente privadas deles para poderem conduzir, o efeito seria catastrófico.
Penso que qualquer pessoa entende isto.
Mas como te disse, penso que esta ideia já foi posta de parte....ou então, li mal:)
Seria impraticável.
Até amanhã, malta:)
A grande responsabilidade deste estado de coisas, em relação aos antidepressivos e as benzodiazepinas, é, por um lado, a banalizaçã da prescrição deste tipo de medicamentos mas também o mau uso pelos doentes! Acontece-me, todos os dias, aparecerem utentes na farmácia a pedirem benzodiazepinas sem acompanhamento médico. Não há mínima noção da maneira correcta da utilização destes medicamentos. É uma luta diária! E o pior é quando os ouço dizer que o médico lhes disse para tomarem para o resto da vida quer os calmantes quer os antidepressivos.Dá para acreditar? Eu orgulho-me de ter passado por imensos momentos díficeis e ter conseguido superar. Só espero que consiga sempre. É natural que tb não pudesse estar no atendimento na farmácia sob o efeito de benzodiazepinas, não é, lol?
andorinha,
não concordo! A condução não é mais ou menos perigosa com álcool ou benzodiazepinas: depende SEMPRE da dose!
"Uma pessoa que conduza sob o efeito moderado de ansiolíticos, penso eu, que se tiver sido alertada para isso e sentir em si mesma maior sonolência ou reflexos diminuídos, terá o cuidado de conduzir de uma forma mais defensiva."
O mesmo acontece com outras drogas, por exemplo a cannábis! Não implica que não haja um risco e se esse risco existe tem de ser quantificado.
"Até um médico já veio afirmar que se as pessoas que consomem habitualmente ansiolíticos se vissem de repente privadas deles para poderem conduzir, o efeito seria catastrófico."
Acontece o mesmo com as outras drogas! Ressaca física ou psicológica surge com todas as substâncias a que estamos habituados. E não só substâncias..
Não são válidos para mim esses argumentos..:P
Concordo, temos é que incentivar a comunicar, a festejar as vitorias do futebol... algumas do SLB até agora nehuma (infelicidade) lol! Quanto à habituação a este tipo de farmacos infelizmente surge de formar progressiva em certos doentes! RESSACA Fisica e Psicologica.. Concordo com o thorazine
Estar triste e infeliz é mal aceite socialmente... deprimido, aceitável na era das drogas. A depressão cura-se, a infelicidade e a tristeza pega-se e deixa-nos num gueto. Estamos cada vez mais sós na nossa infelicidade e na nossa tristeza... por isso é bom que tudo seja depressão além de ser mais tolerado (como as coisas mudam nos tempos!), há o famaco milagroso.
Até do ponto de vista psicológico prefiro estar deprimida (há um comprimido que cura), do que triste ou infeliz (tenho que fazer alguma coisa para deixar de o estar).
Muito interessante este tema que o professor lançou.
Já não sabemos estar tristes nem infelizes... já nem aceitamos que chorar e rir faz parte da vida... que são etapas naturais e fundamentais até para o desenvolvimento pessoal.
Viva a depressão e os anti-depressivos... enquanto o pau vai e vem folgam as costas. :-)
Booom dia:
Andorinha e Thora- fiquei pouco esclarecida sobre a posição de ambos nas quecas (sobre as ;]]]]]]e nas "coisas que se tomam par levantar o moral"- Uma coisa é certa O Thora não é discíplo do Noise! ;p.
Quanto à questão do Thora sobre os novos testes aos condutores pela
BT achoa-a devereas pertinente!
A reposição para valores ditos normais de neurotransmissores que se apoia em receituário e acompanhamento médico é na minha opinião um teste positivo nulo, ainda que possa ser adequado restringir determinadas manobras/limites de velocidade. Pior não seria um fulano Bipolar sem medicação andar a assapar euforicamaente por se sentir o maior condutor do mundo sabendo que precisa da sua medicação. (alguém me corrija....)
abraços
Uma coisa é certa. Os homens e as mulheres estão cansados, exaustos, tristes e deprimidos. Basta olhar à nossa volta. As razões são muitas mas há uma que me desconcerta: perda do sentido da vida. Exactamente. Há um livro de Clara Pinto Correia notável que nos mostra como «a meio da nossa vida, já exaustos e a sentirmo-nos assaz espancados e desiludidos, não sabemos onde estamos, quando acaba a expiação dos nossos pecados e, sobretudo, não fazemos ideia do que é que vem a seguir». O livro chama-se "No meio do nosso caminho" e fala-nos sobre as relações entre homens e mulheres.
Perda do sentido da vida, entre outros problemas psicopatológicos contemporâneos, faz com que as pessoas se sintam infelizes e deprimidas. Tentem convencê-las que um comprimido os vais tornar felizes para sempre e terão o negócio da vossa vida. É claro que estarão a mentir mas que importância tem isso nos dias que correm!?
...quando em 1995 a minha empresa foi à falência e eu perdi tudo o que tinha, meti-me (literalmente) na cama com os lençóis por cima da cabeça e durante 6 meses não quis ver ninguém, nem falar, quase não comia; só me apetecia morrer...
...quando em 2003 deixei de urinar e tive de ser algaliado e com a consequente operação à próstata, entrei em pânico
...quando em 2004 uma tia de 92 anos acamou e ficou insana mental e eu tive de tratar dela (em todos os sentidos) e não conseguia dormir porque ela não me deixava, quase enlouqueci
...agora, vivo "preso" como já disse no outro post, a tratar de minha mãe de 91
...de 95 em diante a minha vida tem sido um constante "sofrer"
...achais que se não fossem as drogas eu ainda estaria aqui?
...só quem passa por elas é que sabe dar o valor
...e, neste momento, só consigo estar "aqui" porque estou com 2 mgs de victan e 1 de xanax e logo à noite mais 1 de xanax
...sou uma espécie de zombie mas é a única coisa que me mantém de pé
...e, no entanto, sorrio e brinco mas cá dentro a pressão da panela de pressão vai aumentando... um dia pode explodir
...
...abreijos
...
...(queixinhas de doente mental? Não, necessidade de desabafar, de gritar porque calar custa muito)
Desabafe se lhe faz bem, Lobices.
:)
E quanto ao xanax e afins, na minha opinião, não creio que valha a pena morrer são. Se for para viver melhor, que se lixe! A vida é tão fugaz, por que não vivê-la com qualidade?, e se para tal for necessário umas "droguecas" - ou qualquer coisa que rime com as ditas :D -, então...venham elas!
...sirk:
...:)) ... umas "droguecas" e qualquer coisa que rime com as ditas, a medicamentação não impede a rima com "quecas" :)))))
Assim é que é "falar", Lobices. :)Permita-me que acrescente que a "rima" cria até uma deliciosa dependência...
Eh lá!, deixa-me cá ter tento nas teclas...por vezes esqueço-me que estou num blogue de um sexólogo ;)
Hasta
Besos
Lobice,
OK, já nos contou as suas desgraças e foi porreiro pois a gente gosta sempre de saber que não somos os únicos desgraçados neste mundo. Agora, as suas desgraças não são nem mais nem menos do que as minhas, ou do que as do prof, ou do que as da menina da lua, ou do que as do sirk, ou do cêtê, ou seja lá quem fôr. Cada um vive com os seus fantasmas, cada um carrega o seu peso nas costas. Não estou a dizer que não precise de comprimidos. Isso é lá entre si e o seu médico. O que eu estou a querer dizer é que há por aí muito boa gente que lida com as suas desgraças sem a ajuda de um único comprimido. Acho importante dizer isto porque ficou no ar a ideia de que só é possível lidar com o pior da vida com a ajuda de comprimidos. E não é verdade. Já agora, porque não nos conta o que bom acontece na sua vida?!
Caro Dr. Machado Vaz
Tenho pena de não oferecer a possibilidade de lhe enviar um e-mail. Há coisas que têm a ver com a privacidade e que gostaria de lhe colocar.
Ricardo S. Reis dos Santos:
...
...pelo seu perfil, perfilo-me perante os seus graus académicos todos o que só é de louvar e de ter em conta que estamos a "falar" com alguém acima da nossa "classe" de educação e saber, no mínimo, na ciência que o cerca e que abarca
...daí que os seus conhecimentos sejam muito a nível técnico e talvez poucos a nível "vida" vivida...
...tenho unicamente o Curso Geral do Comércio (antigo 9º. ano) e 61 anos de vida cheia de experiências que não lhe posso contar aqui porque nem teria tempo para contar as peripécias de um simples ano
...as minhas desgraças não são maiores que as desgraças dos outros: plenamente de acordo consigo, pelo que qcrescento que cada um tem o seu "problema de vida" para resolver
...eu apenas falei do meu problema e da necessidade que tenho do comprimido para me ajudar a viver
...o comprimido não é a resolução dos problemas da humanidade, eu sei e não foi isso que eu disse
...repare também que os problemas que referi começaram em 95 o que significa que desde que nasci em 45 até 95, passaram-se 50 anos sobre os quais nada contei
...contar também as coisas boas que tive na vida? Claro, porque não? Por exemplo: 5 casamentos, 2 filhos, 3 netos, muita riqueza que tive, por exemplo em 30 anos mudava de carro todos os anos, etc; borgas, festas, viagens, alegria, cerveja, champanhe, boas roupas, saúde, etc etc etc...Mas que lhe interessa a si o meu bem estar dos primeiros 50 anos se nem o meu mal estar nos últimos 10 lhe interessaram?
...creio que a sua experiência de vida à volta dos livros e da aprendizagem e dos cursos o podem ter tornado numa pessoa muito culta e de muita ciência
...mas
...talvez lhe falte o sal da vida, aquilo a que eu sempre chamei de "saberes e sabores"
...por último, se quiser saber coisas sobre a minha "rica" e/ou "pobre" vida, terei muito gosto em me sentar uma semana à sua frente e começar pelo momento do meu nascimento que provocou a esterilização da minha mãe facto que fez com que ela nunca mais pudesse ter filhos e acabar no momento em que todos os dias hoje, de manhã, ao acordar a vejo e sinto que ela ainda não me cortou o cordão umbilical, que ela ainda me "prende" e eu, por razões de humanidade e de "dever" me deixo ficar preso a esse fio ténue que me separa da "liberdade" que tanto anseio e não consigo alcançar
...talvez aí entendesse que cada um tem o seu céu e o seu inferno, só que o inferno de uns é mais frio que o de outros
...um abraço
...apenas, quim
f***-se que conversas...
e aquelas pessoas que gostam de falar sobre os seus problemas intestinais e etc...
deve ser uma forma de encontrarem o amor (a aceitação), tipo, verem o papa apenas sentado numa cadeira, um momento de paz e tranquilidade...
não será a paz e tranquilidade um cuidado paliativo auto-induzido?
Quim,
depois de ler o que escreveu, eu não resisto em dizer isto:
diz o roto ao nú.
Vejamos.
«pelo seu perfil, perfilo-me perante os seus graus académicos todos o que só é de louvar e de ter em conta que estamos a "falar" com alguém acima da nossa "classe" de educação e saber, no mínimo, na ciência que o cerca e que abarca»
Lá tinha que vir a história da formiga e da cigarra... do homem a sério que vive a vida vivendo e do homem a brincar que não sabe nada da vida porque não a vive, lê-a.
«contar também as coisas boas que tive na vida? Claro, porque não? Por exemplo: 5 casamentos, 2 filhos, 3 netos, muita riqueza que tive, por exemplo em 30 anos mudava de carro todos os anos, etc; borgas, festas, viagens, alegria, cerveja, champanhe, boas roupas, saúde, etc etc etc...Mas que lhe interessa a si o meu bem estar dos primeiros 50 anos se nem o meu mal estar nos últimos 10 lhe interessaram?»
Ainda bem que teve uma vida cheia de vida. Desculpe, fiz-me entender mal. Não tenho o mínimo interesse na sua vida. Acho curioso é que a exponha assim dessa maneira. É que os meus problemas resolvo-os eu, uns com a ajuda da minha psicoterapeuta outros sozinho. E os amigos mais próximos e as namoradas também dão uma ajuda.
talvez lhe falte o sal da vida, aquilo a que eu sempre chamei de "saberes e sabores"
Presunção sua.
«talvez aí entendesse que cada um tem o seu céu e o seu inferno, só que o inferno de uns é mais frio que o de outros»
Mas que diabo, o que é que o leva a crer que o seu inferno é mais frio do que o de outros? Porque tem 61 anos? Porque tem o 9.º ano? Porque tem de cuidar da mãe de 91 anos? Porque a sua mãe ficou estéril depois de o dar à luz? E então?
Quim,
não me leve a mal mas fico sempre irritado com estas conversas do tipo sala de espera do centro de saúde em que uns competem com os outros numa espécie de concurso "quem é o mais desgraçado".
E Quim,
não lhe conto a minha vida sobretudo porque não tem nada que deva saber mas, por favor, tenha a bondade de não a menorizar.
E olhe,
a única coisa que lhe posso dizer, eu que leio muitos livros mas que cada vez mais sinto que sei cada vez menos, é que não deixe o seu coração longe demais.
May the force be with you!
Um abraço.
«... ou do que as do sirk ...»
Ricardo,
peço-lhe que não confunda os géneros, por favor.
Obrigada. :)
Esta mensagem foi removida pelo autor.
cêtê,
não confundas!!:P Eu disse que o PRINCIPIO era o mesmo - é a mesma coisa tomar uma substância para ter uma reacção no corpo assim como fazer alguma coisa (tipo sexo) para o nosso próprio corpo as produzir! Posso dar o exemplos com diabéticos e a insulina de porco, se preferires! :)))))))))))
Nunca experimentei droga melhor que sexo!! Melhor melhor só mesmo sexo sob o efeito de algo.. ;)))))
Esta mensagem foi removida pelo autor.
Bom dia maralhal.
Tristezas e depressões.
Eu cá continuo muito avessa a tomar medicação por dá cá esta palha.
Já uma vez o Dr. Murcon me disse que quando uma depressão é profunda é praticamente impossivel sair-se dela se recorrer à medicação. Não sei se não o continuo a contrariar.
Nós que vivemos num "mundo" civilizado de mil e uma tecnologias sabemos que temos sempre à mão algo exterior a nós que nos poderá a ajudar a resolver este tipo de maleitas.
Depois temos um outro "mundo" bem lá no fim do mundo onde as pessoas se calhar nunca viram um comprimido (posso pegar em Darfur, por exemplo) onde perderam casas, parentes, dignidade, paz. Pessoas que passam a "vida" a fugir, passam fome, frio. Não têm um comprimido mágico e a tê-lo provavelmente não teriam água para o tomar.
Eu acho que estas pessoas não sofrem de depressão (depressão é coisa de pessoas do mundo civilizado) sofrem de uma tristeza sem fim. E penso eu que é o instinto de sobrevivência com que sempre tiveram que lidar que faz com que se tenham forças e lutem para a superar, ou pelo menos conseguir lidar com ela.
Se bem que tenha o maior respeito pela Ciência e pela Medicina acho que o excesso de desenvolvimento tanto nos dá muita coisa para nos protegermos como, por outro lado, nos tira aos poucos as capacidades inatas de defesa.
Boa tarde.
Thora,
Estamos conversados:)
Opiniões diferentes...
Cêtê(12.10)
A minha posição é claríssima: é muito melhor dar uma queca do que tomar um ansiolítico; o miúdo é que acha que é praticamente a mesma coisa:))))))))
Quanto ao resto do teu comentário, concordo plenamente com ele.
Isto se te percebi bem...
"A reposição para valores ditos normais de neurotransmissores que se apoia em receituário e acompanhamento médico é na minha opinião um teste positivo nulo,..."
Devo estar num dos tais dias de bloqueio mental, mas não entendo o que queres dizer com "um teste positivo nulo":)
Andorinha
Por causa da relação entre anti-depressivos e quecas lembrei-me de uma anedota deliciosa da relação entre comprimidos do enjoo e quecas.
Um rapaz timido queria dar as suas quecas mas não tinha coragem de ir à farmácia comprar preservativos então pediu a ajuda de um amigo mais afoito para os ir comprar por ele.
O amigo acedeu ao pedido mas para não chegar lá e pedir de chofre só preservativos, pediu uma caixa de comprimidos para o enjoo e uma de preservativos. E isto passou-se vezes sem conta, até que um dia o farmacêutico achou aquilo estranho e perguntou-lhe:
- Desculpe a minha pergunta, mas se o sexo lhe provoca vómitos porque insiste? :-)
Senhora Sirk,
desculpe a confusão de géneros.
Não se volta a repetir.
Atenciosamente,
Ricardo (male) :-)
"meus problemas resolvo-os eu, uns com a ajuda da minha psicoterapeuta outros sozinho. E os amigos mais próximos e as namoradas também dão uma ajuda"
Ora aqui está uma pessoa nada banal:
Uma psicoterapeuta e várias namoradas. Já agora o que é que a psicoterapeuta diz disso? (só por curiosidade)
Lobices (12.17)
Como já disse a Sirk, sabes que tens aqui amigos e que podes desabafar connosco.
Já tantos de nós o fizeram tantas vezes...
E nunca cales os gritos.
Quem não gostar de ouvir que tape os ouvidos.
Ricardo,
Quem és tu para julgares o Lobices?
Ele já te respondeu, mas não posso ficar calada.
Se o que ele contou não te interessa ou até achas descabido e irrelevante, passavas ao lado, não achas?
Penso que demonstraste bastante insensibilidade perante o sofrimento de outro ser humano.
"Mas que lhe interessa a si o meu bem estar dos primeiros 50 anos se nem o meu mal estar nos últimos 10 lhe interessaram?"
Não podias ter dado melhor resposta, Quim.
"Não tenho o mínimo interesse na sua vida."
Isso já percebemos todos, sabemos ler e interpretar.
"Acho curioso é que a exponha assim dessa maneira. É que os meus problemas resolvo-os eu, uns com a ajuda da minha psicoterapeuta outros sozinho."
Curioso? Porquê? As pessoas não reagem todas da mesma forma...
A tua psicoterapeuta se for competente e interessada, ainda tem um longo trabalho pela frente a fazer contigo...assim tu queiras.
E isto são conversas de sala de espera de Centro de Saúde???????
Até aqui pensei que eram conversas de esplanada...
Mas essas provavelmente só as tens com gajas, será isso?
PS: Não posso ficar calada quando tentam menosprezar um homem que para além de um amigo é um homem com H.
A sensibilidade, de facto, não se aprende nos livros.
Yulunga,
Looooooooooooooooooooooooooooool
O que eu me rio aqui, às vezes!
E não é com as anedotas :)
Ricardo:
...dixit:
É que os meus problemas resolvo-os eu, uns com a ajuda da minha psicoterapeuta
...
...infelizmente a minha reforma não chega para eu andar pelos Psis para me ajudarem a resolver os meus problemas
...
...foi só o que quis eu treplicar à sua réplica
...quim
Boas Maralhal!
Desculpem lá... mas esta é só para o Sr. Ricardo "sabe lá da sua vida, quanto mais da dos outros".
Pois bem, caro senhor, pode parecer-lhe a sala de estar de um consultório... até pode ser….
Até poderia ser a fila do supermercado, ou uma bela mesa de esplanada, até mesmo a sala de estar da casa de um qualquer de nós! Pois, caso já se tenha dado ao trabalho de passar cá mais vezes, não está apenas perante meros comentadores circunstanciais. Está perante homens e mulheres que, independentemente da idade, crenças, "picardias", ou o diabo a quatro, respeitam o que a vida de cada um lhes traz... a isso chamo amizade!
Mas o senhor, nas suas extensas leituras, com certeza já se deparou com o conceito.
o que nos leva a sermos infelizes?
Eu acho que Portugal é um país cheio de cidadãos infelizes. E não um país depressivo colectivamente. Embora seja isso que aparenta.
Ricardo:
...
...só mais uma coisa que não consigo deixar passar em claro, ou seja, não quero que fique atravessada aqui na minha garganta:
...
...a certa altura da sua réplica diz que não tem nada a ver com a minha vida...
...pois bem:
...e todos nós, os outros, terão algo a ver com a sua?
...dirá que não
...direi eu: então porque razão o seu Perfil no Blogger é assim tão profundamente extenso e explicativo?
copy and paste:
...
Terminei o curso geral do ensino secundário na área das Ciências Naturais e terminei também o curso profissional de técnico de análises químicas. Apesar das minhas intenções iniciais (ser veterinário), e após uma breve passagem pelos cursos de Eng. Zootécnica na UE e de Eng. Química na Fac. de Ciências e Tecnologia da UNL, decidi ser biólogo. Comecei por estudar Biologia na Univ. Lusófona mas, a partir do ano lectivo 2007-08, prossigo os meus estudos na Fac. de Ciências da UL. Terminei no ano lectivo 2006-07 o primeiro de 2 anos do curso complementar de Filosofia na Fac. de Ciênc. Sociais e Humanas da UNL. Trabalhei no Lab. de Análises Clínicas Prof. M. Braço Forte da Fac. de Med. Vet.. Fui cronista da revista Magazine Animal. Fui secretário executivo da 5th International Conference on the History of Chemistry (orgs. EuCheMS e da Soc. Port. de Química). Escrevo para o jornal Gazeta Animal. Colaboro desde Novembro de 2003 com o Cent. de Estudos de Hist. das Ciênc. Naturais e da Saúde do IRC, onde participo no projecto Principia Naturalis: Prosopografia da Investigação Científica em Portugal (Ciências Biomédicas, 1880-1950), sob orientação e supervisão do prof. José Pedro Sousa Dias.
Interesses
Biologia evolutiva e do desenvolvimento História das ciências Filosofia da natureza Psicologia evolutiva Antrozoologia
Lobices!!!
Adoro-o!!!!
(e com esta me vou!!!)
andorinha,
"A minha posição é claríssima: é muito melhor dar uma queca do que tomar um ansiolítico; o miúdo é que acha que é praticamente a mesma coisa:))))))))"
Se resumes o que eu disse a isto realmente não há mais nada a dizer..
Em relação à discussão do lobices com o ricardo:
Não vejo nada de ofensivo na primeira resposta do ricardo, só tentou mostrar que toda a gente tem os seus males e percebi (acho que não foi ingenuamente) que ele estava a ser sincero quando pediu para falar das coisas boas da sua vida.
Na segunda resposta já há alguma agressividade por parte do ricardo, talvez por existir um julgamento das suas hablitações literárias, que na minha opinião, não excluem uma possivel experiencia de vida.
Não acho mal nenhum (aliás até acho benéfico) expor aqui o que nos vai na alma: tanto de bom como de mau.
Tenho um ENROME respeito pelo lobices, assim como por qualquer ser humano que sofre ou que é feliz..mas o que acho que o ricardo quis mostrar no primeiro post é que estamos todos no mesmo barco! Se não é..é porque também me enganei! ;)
Abraço aos dois..;)
Thora,
Tás a perder o sentido de humor ou quê? :)))))))
O Verão está-te a fazer mal?
Não stresses, é o que me costumas dizer a mim:)))
Vou continuar a ver o Glorioso.
Thora
Subscrevo em absoluto a sua análise da dita discussão.
Ricardo reagiu com "agressividade" aos sarcasmo do senhor Lobices.
Um abraço para si. Pela coragem ;)
Um abraço aos dois, Ricardo e Lobices.
Viver é isso mesmo, confrontar diferentes "saberes e sabores". Apenas faltou cada um colocar-se na pele do outro, isentos dos seus quadros de referências, claro!
E assim vamos aprendendo... e assim vamos crescendo... com as alegrias de uns e as tristezas de outros, para quando nos confrontarmos com as nossas próprias, não sermos apanhados desprevenidos.
Eu que estou aqui na geração sandwich, já fora da geração do Ricardo e ainda fora da geração do lobices... hoje já aprendi qualquer coisa com os dois.
A propósito professor, a música hoje está de primeiríssima qualidade.
Sem querer tomar partido por ninguem porque acho que cada um aqui é suficientemente crescidinho para se defender, penso e à semelhança do Thora que o Ricardo não estava de modo algum a atacar ou a desvalorizar os problemas do Lobices pelo contrário, parece-me que apenas os quiz relativizar ao referir:
" Agora, as suas desgraças não são nem mais nem menos do que as minhas," etc...
Parece-me que isto é absolutamente verdadeiro ou seja cada um dará a dimensão e a importância às suas próprias desgraças assim como saberá ou não dar respostas adequadas a elas.
Muitas vezes vejo gente a dimensionar os seus próprios problemas com bitolas muito desvirtuadas em relação às minhas; umas vezes para mais outras para menos. Julgo que o importante é sabermos ter a generosidade e a compaixão necessárias, onde o ser próximo (pai, mãe, namorada(o), amigo etc.) se traduz em muito mais vantagem...:)
De qualquer modo gostaria de referir mais uma vez que sinto liberdade suficiente neste espaço para que o Lobices assim como qualquer um de nós possa dizer seja o que for que pensar ou sentir, tendo apenas por limite o mesmo respeito e a mesma liberdade pelos outros...
VIVA O GLORIOSO!
Andorinha
De que Glória?
Excepcionalmente e por me parecer ter havido um grande equívoco, digo o seguinte:
Compreendo e solidarizo-me com os desabafos do Lobices. Todo o sofrimento humano nos merece respeito. Aceito a reacção emocionada de muitos que lhe são próximos e que vieram aqui defendê-lo. Agora, honestamente penso que o Ricardo até quis, à sua maneira, ajudar o Lobices. Pena que ninguém o tenha entendido assim.
Andorinha,
Parabéns pela vitória do Glorioso e, sobretudo, pelo regresso do Camacho, o que sempre disse que "tenemos de salir a ganar..."
Como sportinguista, só posso dizer: Fernando Santos, ai que saudades, ai, ai!...
Esta mensagem foi removida pelo autor.
Gonçalo,
Obrigada pelos parabéns!
Para ti vai ser mais duro, paciência:)))
Quanto ao outro assunto que fique bem claro. Eu não vim defender o Lobices porque ele defende-se muito bem sozinho.
Solidarizei-me com ele, é diferente e porque penso que neste caso concreto ele teve razão em se sentir magoado.
Sou amiga dele e não podia deixar em claro comentários que eu achei deselegantes e de uma grande insensibilidade.
Ao contrário do que dizes, não penso que o Ricardo tenha querido ajudar o Lobices.
Se assim fosse, ele já teria vindo acrescentar ou rectificar alguma coisa. É o que se faz quando se é mal compreendido ou interpretado.
Gonçalo:)
"Agora, honestamente penso que o Ricardo até quis, à sua maneira, ajudar o Lobices. Pena que ninguém o tenha entendido assim."
Concordo totalmente consigo apenas retiro o "ninguem" porque eu tambem interpretei o Ricardo dessa forma, ele até quis ajudar...mas já alguem disse: que nós vemos o mundo não como ele é mas como somos...
É sensação minha que cada vez menos se debate o tema do post?
Aquiles (10.08)
Não brinques com as minhas paixões futebolísticas:)))
E não, não é sensação tua...mas isto é cíclico, isto passa e amanhã é outro dia:)
Srik,então que tal? Aplica-se o ditado popular...ou não? LOOOOOL Muahuhahauahu
Vês que tens QiI que baste? LOOOOL
Lobices, apesar de raramente "meter conversa consigo" gosto muito de o ver aqui- é uma figura que muito respeito- e até se comporta mais que bem!:) beijos
Andorinha e Thora - não sei porquê ;]]]] mas adoro os vossos, diálogos!
Andorinha, não ligues, é TPM;P
LOOOOOOOOL
Já vi que isto deu bernarda.
Mas um blog de ruminações sem uma discussão de vez em quando também perde a alma.
Partilho também a opinião do Thorazine.
A primeira parte do comentário poderá ter sido mal interpretada pelo Lobices. Poderá ele estar mais fragilizado, mais sensivel e quando assim é se sentimos uma agressão, mesmo que ela não exista, defendemos a atacamos em simultâneo. A segunda parte, essa sim, também concordo que foi o pouco mais agressiva e aí culpo o pouco o Ricardo por não ter tido a sensibilidade suficiente para entender o Lobices e a sua forma se se defender.
Ricardo acho que disseste para o Lobices não se expôr demais ou algo parecido. Acho que tu no teu profile te expões tanto quanto ele. Expôes e bem penso eu que com vaidade e orgulho teu percurso tanto académico como laboral que te deve ter dado trabalho a conseguir. O Lobices expõe o que o atormenta, e repara Ricardo, que se calhao ao fazê-lo é menos um comprimido ou outro quie ele toma. Tu vais a psicoterapeuta, recorres aos amigos, o Lobices toma remédios, vem aqui, eu por exemplo, não faço recorro a amigos por vezes outras ao meu instinto de sobrevivência. Como vez cada um tem a sua forma de lidar com os fantasmas que nos atormentam.
E não te sintas a ser alvejado por todos os lados, sente orgulho até por isso e passo a explicar.
"Somos um grupo" que acabou por convencer o Dr. Murcon a ter encontros de amena cavaqueira (e a propósito disso Dr. Murcon está-nos a dever um agora em Lisboa, TÀ?) e se houve pessoa que mereceu o carinho de todos foi o Lobices. Falo em nome de todos mas penso que todos concordam. É por isso normal que se defenda alguém por quem nutrimos uma grande estima, poque se criaram amizades e é por esse motivo que digo que deves sentir orgulho de ter aqui vindo parar, um sítio virtual de gente real, uns com mais outros com menos estudos, mas gente bem simpática, divertida e acima de tudo genuina.
Não sei se me fica bem dizer isto na casa do Dr. Murcon, mas acho que és muito bem-vindo e num próximo encontro junta~te a nós porque vais adorar.
Ahhhhh e algumas das amizades que aqui existem começaram por discussões bem mais acesas do que esta :))))
Cêtê,
Adoras os nossos diálogos?!!!!
Hoje foram tão curtinhos...
E quando não estás com TPM, qual é a desculpa?:))))))))))))))
Quanto à Sirk tens toda a razão; já lhe disse isso milhentas vezes:)))
Hasta mañana!
Mas este "estabelecimento" é sempre tão animado?Estou a gostar de assistir...Assim não há depressão que pegue!
Beijos de comentadora caloira...
andorinha,
"Tás a perder o sentido de humor ou quê? :)))))))
O Verão está-te a fazer mal?"
ohhhhh...não sejas assim! Tu é que resumiste deturpadamente a minha visão e isso tira "a pica" de continuar a conversa!
Ou se calhar estavas na tua usual ironia...e eu é que percebi mal! É a normal shituation da internet.. :))))
"Hoje foram tão curtinhos..."
O truque o usual entre os mamíferos: vitimização para pedir mimo.. ;)))))))))
Diz lá...queres é continuar a curtir as tuas benzodiazepinas sem o Sr.Guarda te zucrinar a cabeça..:) Mas não estás sozinha, o pessoal da ganza também anda lixado!! ;)))))))))))
Ups...
Alguém esqueceu de tomar as gotas...:(
Depressão, tristeza...
Começo a acreditar que os portugueses são peritos no tema...
Causas não faltam: o estado da nação, a falta de valores, de perspectivas, de ídolos(?)- Hitler, Salazar e outros que tais não valem!- a precariedade do emprego e tantas outras...
Muitas delas conjugadas acabam por ser demais para o comum dos mortais. Em especial para aqueles que, vivendo no limiar da pobreza, se limitam a sobrevier e cujas vidas são praticamente desprovidas de compensações.
Confesso-me avessa a medicamentos (não gosto de os tomar). Mas, nesta altura do campeonato, tenho perfeita noção de que por vezes não há volta a dar...
No entanto, e não querendo fugir ao tema, faz-me muita confusão a prescrição, sem mais, de medicamentos no caso de estados de depressão e/ou tristeza.
Uma coisa são doenças que presumo serem crónicas: esquizofrenias, alzheimer... em que os sintomas precisam mesmo de ser controlados para «garantir» um bem estar e/ou uma certa qualidade de vida a um doente. Outra coisa são as depressões e/ou tristezas que normalmente têm uma causa (não orgânica) e à partida permitem um tratamento e uma cura.
Então se o tratamento (medicamentoso)se destinar aos sintomas e não for excluída a causa, mais dias menos dia,ela não irá continuar os estragos?
É certo que todos temos, mais ou menos, noção do custo das consultas de especialidade e de que os resultados são imprevisíveis no tempo, uma vez que cada pessoa é única e que cada caso é um caso.
No entanto, tenho a convicção de que a maioria da população beneficiaria muito (e melhoraria) se tivesse quem, simplesmente, soubesse ouvir.
Mas, a ocidente nada de novo...:(
A esmagadora maioria dos médicos são formados para tratar as patologias e nem sempre estão preparados para olhar as pessoas nas suas circunstâncias emocionais e sociais. Não admira que ande tanta gente meia perdida, triste...
Temos pena...:( Muita!!
Que ditado popular, xôtora CêTê?
Tem que ver com coitos?
Olha lá!, tu não "cu rompas" a minha imagem de marca. Não me desgraces. Faxabor de não tecer comentários hediondos a meu respeito.
LOOOOOOOOOOOOOOOL
Calculo que ainda não tomaste a medicação...valha-te Deus, valha!
LOOOOOOOOOOOOOL
Boa noite!
Este tema é complexo. Como leiga na matéria pouco tenho a dizer. Mas, utilizando um chavão, "somos todos diferentes, mas todos iguais". Há várias atitudes perante um mesmo problema. É nessas atitudes e nas reacções que advêm que somos diferentes. Uns deixam-se abater momentos durante um período, outros vivem nesse abatimento permanente, no mesmo espaço de tempo, outros há que só o vêem, mal o sentem. Estas diferenças de pessoa para pessoa, têm de ser analisadas. Não acho que os que precisam de ajuda sejam mais fracos, são apenas pessoas que não têm estrutura mental para lidar com determinadas situações. A ajuda não está necessariamente num químico (casos há que será o único meio), mas um ombro e um bom ouvinte será o suficiente.
Acho que é aqui que reside, hoje, o problema. Uma sociedade onde cada um alarga o umbigo de tanto o olhar, sem pensar que amanhã poderá afogar-se nele.
Antigamente era diferente. Havia a lareira, a vizinha, e, porque não, o padre, com tempo para ouvir, aconselhar mostrando caminhos alternativos, dando apenas palavras e atenção.
A net, hoje, para quem pode, está a ser o substituto, mas quem não tem net?!
A maior parte dos químicos usados nessas situações, criam habituação. Se o problema for dinheiro, acaba por fazer crescer o problema. Cada caso, é um caso e tem de ser estudado como tal.
Sou contra químicos, por princípio, se houver outros meios procuro-os. Temos também, aqui, de ser médicos de nós próprios e darmo-nos o remédio que precisamos ainda que tenhamos de fazer um esforço que pensamos não ter, mas que está lá :))).
Jitos
MJ
Jejum...
é a palavra de ordem!
Fechem-se num quarto... e deixem sair a dependência!!!( faz lembrar um filmito)
mas pensem antes do que vão jejuar!
existe um problema grave...para além de hoje em dia se tomar todo tipo de drogas com todo tipo de razões e desculpas...
existem farmácias que cedem ou vendem ou fornecem... literalmente... sem prescrição...ou com prescrição limitada no tempo que depois como por milagres dá para anos e anos...sem acompanhemento médico como deve ser feito!
Será que tantos os farmaceuticos "amigos" como as pessoas que os consumem tem consciência dos seus actos!?
Serão as Drogas legais menos perigosas do que as iligais!?
penso que o povo...não tem essas noções e era preciso!!! urgente diria!
Um bom dia pessoal e não se peguem cada um é como cada qual...ehhh
abraços bloguólicos
...e da discussão, nasce a Luz
...abreijos para todos
pois...essas são as crentes...
as verdadeiras crentes!
a fé cura !? :)
/gostei de "conhecer" aqui...
Bom dia.
Vêem como hoje é outro dia?:)))
Thora,
Ainda não reencontraste o teu sentido de humor?!
Isso tá mau, miúdo:)
Quando e onde o perdeste?
Vê lá se o voltas a encontrar...nem pareces tu!:)
Hasta luego, chicos e chicas:)
Bom dia a todos,
Gostava apenas de dizer algumas coisas.
Quim,
às vezes lemos aquilo que queremos ler. Eu não lhe quis ensinar nada, muito menos fazer qualquer tipo de julgamento. Não fui mal educado nem enceitei qualquer ataque ad hominem. Apenas conversei consigo, apresentando-lhe o meu ponto de vista. Digo conversa porque, pelos vistos, o termo "discussão" não se livra da sua carga pejorativa.
Na verdade, aquilo que eu quis dizer e mantenho (obrigado por alguns comentadores assim o terem entendido), é que o Quim não é o único com problemas na vida e que o seu inferno não é mais frio do que outros. E digo isto, se quiser entender assim, com total solidariedade. Eu não sou capaz é de lhe dizer que sim, que o seu inferno é mais frio do que outros e que é um coitadinho, um infeliz, um desgraçado e encharque-se lá de comprimidos que faz muito bem (repare que nem a conversa pode assumir este tom uma vez que não tenho quaisquer habilitações para aconselhar). OK, posso até compreender que lhe faz bem vir para aqui contar pormenores da sua vida. Tudo bem. Agora, tem de compreender que se pôe a jeito a que uns lhe dêem palmadinhas nas costas, numa de grandes amigos, e alimentem de alguma forma esse estado, e outros, como eu, lhe diga que o Quim não é o único a olhar o céu e que, por isso, tenha cuidado, veja bem a que distância deixa o seu coração. Mas também tenho de dizer-lhe que me irritou imenso o facto de o Quim menorizar a minha vida, aliás, uma vida que não conhece, uma vida que imaginou com base em estereótipos e preconceitos. Acredite que não lhe fico indiferente até porque acho que é a indiferença que está na essência da desumanidade (não me lembro quem disse isto mas não é minha esta frase).
Terei sido agressivo? Não creio. Agressivas (e deselegantes) foram as declarações de apoio que se seguiram por parte de alguns comentadores. Mas até acho isso normal. Muito provavelmente vocês conhecem-se pessoalmente e eu, bom eu não passo de 2kb de informação. Ad