quarta-feira, dezembro 26, 2007

Era uma vez dois putos e a Avó fazendo castelos na areia.

Minha Mãe e meus filhos na praia do Molhe, há cerca de 25 anos. Quando todos nos abrigávamos nos braços dela...

25 comentários:

Ni disse...

Ao ver as imagens lembrei-me imediatamente de Sophia. Sorrio, perante a beleza-ternura do vídeo e a poesia... que perdura em cada gesto.

Tão bonito...
Momentos plenos e felizes...

«Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.»
...
«O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê
(...)
Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento
(...)o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas»

Sophia de Mello Breyner Andresen

Idiossincrasias disse...

Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things

Cream colored ponies and crisp apple streudels
Doorbells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things

Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into springs
These are a few of my favorite things

When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad


The Sound of Music, My favorite things

Feliz Ano 2008,
muitos momentos felizes e recordações doces!

non! mon amour! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
non! mon amour! disse...

Não há

abrigo mais perfeito,

que a Memória de um Abraço,

celebrada

com todo o Amor e Carinho

que um Filho

pode sentir pela Mãe!


( beijinhos gratos pelo Vídeo da Maria Clara e as Suas Crianças :) mais crescidas :) :)

moon disse...

Que bonita a mãe!
Enérgica a brincar com a areia não parece nada uma avó, que despachada!:) So full of life...
E estou a ver de quem herdou o prazer do sorriso aberto...
Eu mal me lembro da minha, era miúda quando ela partiu. E foi já crescida que percebi realmente a falta que ela me fez, me faz!
É, colo de mãe é mesmo o melhor lugar do mundo!

moon disse...

P.S. só é pena estarem incluídos outros videos que nada têm a ver com a Maria Clara Vaz.

Lord of Erewhon disse...

Boas Festas e um auspicioso 2008!
Abraço.

P. S. E diga lá ao «informático ajudador» que o blog está todo marreco, com o Perfil, etc, caídos para os fundos.
P. P. S. E porque raio não alinha os textos? Adora torturar esquizóides que não suportam assimetrias! :)

andorinha disse...

Boa noite.

Lindo, ternurento, emocionante...
Deixo-lhe um beijinho:)

CêTê disse...

Perdoe-me, se puder,... mas revejo-em por detrás da câmara onde estava (julgo): Pensamos, nos momentos felizes, que fugaz é o mar, a luz,as cores do céu... mas não os que amamos. Estamos atentos à rápida metamorfose das crias que documentamos mas não á apoptose, silenciosa dos que nos amam como nós aos nossos filhos.

Bjnh ;*

Mónica (em Campanhã) disse...

o tempo que passa, as coisas que passam, as pessoas que já não temos, este filme torna isso tão evidente, tão doloroso.

AQUILES disse...

Ternura. É o primeiro impacto.
De caminho fui ver os outros videos no yuotube, no Parabens, e recordar a bela e limpida voz que sempre teve.
E recordar é viver.

L. disse...

A linda voz de sua Mãe, que relembro aqui. Não foi em vão que cresci a ouvi-la, muito longe deste País. Deve por certo ter contribuído para a formação do meu gosto musical. E para a ligação ao berço de origem, muito mais a norte.
Impossível ficar indiferente à sua voz. E recordando-a, volto à minha infância conduzida pelas canções.


Um 2008 feliz.

andorinha disse...

Cêtê,

Gostei muito do que escreveste.
Tens muita sensibilidade, como já te disse.
E és uma gaja que expele ternura por todos os poros:)

Mas podias escrever tudo em Português, tá?
"Apoptose"??????
Tira-se pelo contexto, mas tive que me ir certificar e isso dá muito trabalho:))))))

Jinhos

Su disse...

saudades....o tempo sempre.....o mar



jocas maradas

CêTê disse...

andorinha, sorry!;/ mas foi esse o termo que saiu, e não gosto de reflectir muito ...

Pensava que estavas a falar de incorrecções e de cmer letas e asim...;)

A Menina da Lua disse...

Estar no passado a trás da camara ou estar mais à frente, decorridos estes vinte cinco anos, não muda no enlevo nem na ternura...mas muda sim e muito na nostalgia e principalmente na intensidade de reconhecer e sentir a tristeza da perda...

Quando me vejo perante recordações antigas de pessoas importantes como a nossa mãe, sinto tristeza sim mas ao mesmo tempo um sentimento doce e aconchegante de ter a sorte de poder ter essas boas lembranças para recordar..e é aí que me vejo a ter um suave mas denunciador sorriso de prazer:)

A Menina da Lua disse...

Moon:)

Sua distraída! ainda é pior que eu:)

Se reparar existe mais outro video da Maria Clara Vaz no programa Parabens do Herman , com entrevista e a própria a cantar:) aliás charmosa e lindíssima!

DarkViolet disse...

"Ai que horror..Ai que horror..Ai que horror.." :D

cabecinhapensadora disse...

"Há muito que deixei aquela praia*
De grandes areais e grandes vagas*
Mas sou eu ainda quem na brisa respira*
E é por mim que espera cintilando a maré vasa*"

Sophia. Sempre.

Olhar disse...

Hmm...,
às vezes...,
25 anos depois...,
sentimos calhar
agora a nós ser
colo acolhedor e confortável
porto de abrigo,
de alguns deles ainda...,
e dos nossos.
Não?:)

yes! my love! disse...

"Hmm...,
às vezes...,
25 anos depois...,
sentimos calhar
agora a nós ser
colo acolhedor e confortável
porto de abrigo,"

Olhar

não podia estar mais de acordo :)

Sunshine disse...

Vi o vídeo e vi nele a ternura que a minha mãe tem pelos meus meninos, que a faz, quando está com eles, ter a energia e a inocência própria das crianças.
Que sorte tem o Júlio e têm os seus filhos, por terem tido uma mãe e uma avó assim. É que mães e avós assim, depois de partirem, ficam conosco, não só nas lembranças, mas principalmente, através do exemplo que nos deram, naquilo que nós somos.
Bjinho

MJ disse...

Por que Deus permite
Que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
É tempo sem hora,
Luz que não apaga
Quando sopra o vento
E chuva desaba,
Veludo escondido
Na pele enrugada,
Água pura, ar puro,
Puro pensamento.
Morrer acontece
Com o que é breve e passa
Sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
É eternidade!
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
De tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do mundo,
Baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
Mãe ficará sempre
Junto do seu filho
E ele, velho embora,
Será pequenino
Feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

Um abraço*

Manuela Viola disse...

Ao ver estas imagens e ouvir a voz de sua Mãe, eu que não sou saudosista, dei comigo a regressar aos meus tempos de meninice, quando se ouvia a voz dela na rádio. Obrigada por nos recordar.

stiletto disse...

A verdadeira imagem do amor!