terça-feira, dezembro 01, 2009

Boa noite.

Uma equipa apresenta-me uma proposta terapêutica consensual. A argumentação é sólida, concordo com ela. Tenho a certeza que a decisão será a melhor no que ao futuro diz respeito. E no entanto, o meu "faça-se" empurrou uma criança para longe de quem amava e o amava a ele, receio que esta tenha sido uma noite de lágrimas para o petiz. Que não compreende sequer o significado das palavras "argumentação" e "futuro" e se pergunta o que fez de mal para perder afagos e cuidados maternais, oficialmente baptizados de apoio técnico.
Fiz o que devia.
Tenho a consciência tranquila.
Sei que angústias longínquas o desgosto do miúdo espicaçou dentro de mim.
Mas nada suaviza a tristeza culpada com que o recordo.

139 comentários:

Cê_Tê ;) disse...

(postando às cegas ;)
Há decisões difíceis quando os afectos estão à flor da pele- da nossa e dos outros.
Deduzo, ainda que mal e às cegas, que na prática clinica as decisões ainda que as mais acertadas, pesem por vezes na alma, por muitos anos até.
Mas se foi a mais certa... ou se foi tida como a mais certa naquela altura e naquele contexto... deve ser suficiente para desviar "o olhar".

anamar disse...

Querido professor,
não se penalize... espere os resultados...:))
Como diz o meu amigo Oliva, homem alegre mas sfredor...diria "è a vida"...

Queria aqui, pois é o único meio ao dispõr, a alegria com que saltei da cama e ao ligar o rádio me dou com a voz de Maria Clara... a sua e do nosso querido radialista, com quem andei no liceu, pois sou "figueirinha"já não residente, mas com a marca da terra e ainda com mãe bem vivinha a viver defronte da doca e que visito sempre... e a do seu "irmão" de afecto.
Gosto sempre , de o ouvir, mas hoje, já por mais de metade da conversa fiquei a saber mais qualquer coisa de vós ,a ouvir a canção da Figueira que pus a rolar no telefone e a eternecer a D. Anita, que no fim e no alto dos seus 82 anos me rematou com o poema que recitava quando pequena , na escola, dedicada ao 1º de dezembro...
Boa cabeça, santo deus...
Boa semana e saúde:
Ana Maria

continuando assim... disse...

pois...se era o que devia de ser... melhor que ninguém , sabe como é difícil decidir sem criar mágoas :) :(

um abraço desde aqui
teresa

Lou disse...

"Querido" Professor se fossemos pesar as consciências dos que causam danos morais, fisicos ou outros à humanidade,e divulgá-las talvez as o mundo se tornasse no tal paraízo .
Durna bem e não fique com o roi...roi dentro de si.
bj
Lou

Fora-de-Lei disse...

Professor, não fique com complexos de culpa. C'est la vie, como dizem os franciús. Se a "empurrada" não tivesse o ordenado ao fim do mês para o vestir e dar-lhe de comer ou lhe faltasse com carinhos por gastar esse precioso tempo com coisas muito pouco edificantes, então é que existiriam razões para ter pena da pobre criança...

Caidê disse...

Hospitalizar,institucionalizar...para mim são palavras más.
Hospitais, Presídios, Exército são organizações, cada uma com a sua doença institucional.
Ah! E é cruel afastar os que se amam, a menos que seja esse amor que está doente. Então, afastar não basta, há que curar aquele amor doente, ou curar cada um dos que ama com doença.
Nunca se pode ter a certeza de ter decidido bem: esse é o risco que corre todo aquele que toma decisões. Pior é o que nada se arrisca a decidir, ou não busca o que precisa para decidir em consciência.
Decidir em afectos é das decisões mais complicadas. Decidir o futuro de alguém dá a quem decide uma autoridade quase divina sobre outrem. É caso para dizer "Não queria estar na tua pele", e isto se aplica ao decisor e ao que vê a sua vida decidida por alguém a quem não a alienou.
A juridicização das decisões é uma forma económica de nos livrarmos de mais aquele problema. A decisão jurídica já não permite reflexão, nem praticamente refutação.

SCAS disse...

tenho por marido alguém cuja profissão passa por tomar decisões dessas todos os dias... e bem sei o que essas imposições de separações alheias lhe (nos/lhes) custam... mas profissionalmente (seja legalmente ou medicamente) fica-se de consciência tranquila que era o melhor a fazer...
mas lá que custa, custa!
um beijinho, cheio de admiração e carinho

A Menina da Lua disse...

Professor!

As escolhas e as decisões como muito bem sabe, manda a responsabilidade que sejam assumidas e se ainda por cima está de consciência tranquila!

Pois é! mas por outro lado os nossos corações por vezes são assim! feitos de "manteiga doce":) e o sofrimento dos outros nunca nos é indiferente até porque tambem já o conhecemos e sentimos...

Vá lá não fique triste ou melhor fique só um bocadinho!:) vai ver que corre tudo bem e a criança terá os mimos todos que precisa e merece e depois, como diz o ditado, "o que não mata fortalece":)

Bartolomeu disse...

A ansiedade e incerteza, tão naturais como a existência humana são a "pedra de Roseta" que ajuda a entender os hieroglifos da razão. Perceber o intrincado jogo de acasos que compõem a nossa condição de viventes, remete-nos invariávelmente para a certeza do efeito que toda a causa irá operar.
O acaso ditará a certeza de cada "faça-se".

Caidê disse...

Tantas terapias podiam ser anteriores à decisão jurídica. Não se faz a prevenção. Há técnicos que estão no desemprego, no entanto poucos têm acesso à terapia familiar ou à saúde comunitária. A assistência na doença ou a assistência na sua prevenção são uma regalia social, mas por vezes não passam de substracto ideológico de um Estado Providência, que ainda se diz ser uma estrutura das democracias europeias. As famílias não estão a receber os apoios de que precisavam e tantas há disfuncionais. E podem ser disfuncionais por disfuncionalidade emocional, por carência de valores (que já não foram transmitidos à geração dos pais), por barreiras económicas, como o desemprego.
Tantas crianças que nos chegam à escola tão desacompanhadas, tantos adolescentes tão abandonados em seu crescimento!

andorinha disse...

Não sei bem o que dizer...
Só sei que fiquei com um nó na garganta ao ler.

Subscrevo as palavras da Caidê em ambos os comentários, mas quero referir-me concretamente ao primeiro.

"Decidir em afectos é das decisões mais complicadas."
É, deve ser terrível.
As pessoas são afectadas de forma muitas vezes irreversível.

Mas não se martirize; a consciência tranquila é o que mais importa. Nem o consigo imaginar a agir de outro modo...:)

Fora-de-Lei disse...

andorinha 4:28 PM

"Não sei bem o que dizer..."

Quando é assim, o mais avisado é não se dizer nada. (Há muito tempo que já não entrava contigo, hehehehehe)

andorinha disse...

FDL,

Tá bem, sigo o teu conselho para a próxima. Hoje não me apeteceu...:)))

yulunga disse...

Ai Dr. Murcon.
Por vezes põe aqui posts que são autênticos novelos com várias pontas e cada um pega na ponta que lhe dá jeito e debita discurso, como à Cê Tê tão bem diz, às cegas.
E eu vou fazer o mesmo, estando no entanto contra si e contra a opinião de todos os que o apoiam, desculpe lá.

"E no entanto, o meu "faça-se" empurrou uma criança para longe de quem amava e o amava a ele, receio que esta tenha sido uma noite de lágrimas para o petiz."
Então porque o fez?
Baseado em boas argumentações? O que é uma boa argumentação? Quem argumenta bemm muitas das vezes sabe usar as palavras certas e sabe manipular muito bem o seu sentido. Como psiquiatra sabe bem que um psicopata, por exemplo, sabe argumentar como ninguém, e muitas das vezes chegando mesmo a enganar os médicos. Hitler também argumentava bem. O Sócras também argumenta bem LOL.
Futuro?
Cada vez mais se ouve dizer: ai e tal, coitado é assim porque teve uma infância assim e assado. Então? Se um bom futuro passa por um passado e um presente estável, temos que pensar primeiro, não no passado que já passou, mas centrármo-nos num presente que abra caminho a um bom futuro, digo eu.
Isto:
"Tenho a consciência tranquila."
E isto:
"
Mas nada suaviza a tristeza culpada com que o recordo."

Não bate a bota com a perdigota, ou então fui eu que não alcancei nada do que escreveu.

yulunga disse...

Entendo muito bem que por fazer parte do seu trabalho, estas situações que por vezes expôe aqui, por questões éticas não podem ir muito mais além do que meias palavras e exposições assim por alto. Mas do pouco que aqui li e do pouco que entendi, não posso estar do seu lado por muito que o admire.

Mar disse...

Entre a emoção e a razão, fazer o que nos diz a consciência. É tudo o que podemos fazer. O problema é que por vezes não percebemos muito bem o que diz a consciência. Eu, na dúvida, costumo dizer (pensar) à laia de Scarlett O'Hara “I will think about it tomorrow”. Costuma funcionar. Mas nem sempre há tempo… É esta sua tristeza, genuína, que faz toda a diferença.

andorinha disse...

Yulie,

Como podemos julgar/condenar alguém ainda para mais estando nós bastante por fora do que se passou?
Falar é relativamente fácil, tomar decisões é mais complicado.

É um post difícil, concordo.
Eu própria comecei por dizer que não sabia bem o que dizer...:)
E li o texto três ou quatro vezes e de todas as vezes continuei com 'mixed feelings'.
Pensava no miúdo, pensava no sofrimento...mas não sei pormenores...

Mas no meio de algumas dúvidas que também me assaltaram, o que no fim prevaleceu foram as palavras do Júlio:"Fiz o que devia. Tenho a consciência tranquila."

Conhecendo nós o Júlio como conhecemos, isto para ti não basta?



Antes que me venham chatear:)digo já que diria o mesmo se o post tivesse sido escrito por exemplo por ti, pela Cêtê, sei lá...por gente que conheço e de quem sei os valores pelos quais se regem.

fiury disse...

Júlio,

importa-se de esmiuçar alguns "pormenores" ?

1-Idade da criança
2 teve contacto com ela e com quem a amava?
3- quanto tempo durou a relação afectiva dessa criança com quem a ama?
4- estava a criança numa fam
ília de acolhimento?
5- foi para uma família adoptante?

6- uma relação de amor dá direito a uma só noite de choro?

7- quando decidiu passou-lhe pela cabeça que aquela criança podia ser um dos seus netos?

8- o que é o nosso presente comparado com o nosso futuro?

yulunga disse...

Andorinha
Dei o meu parecer baseada no pouco que li e no pouco que entendi e às cegas. E não julguei o Dr., apenas disse que não estava do lado dele.
Mas diz-me lá, só por não estar do lado do Dr. estou a julgá-lo? Nesse caso quem está do lado dele também o está a julgar só que de forma favorável.
Conheço o Dr. relativamente, claro.
Mas agora faço-te uma pergunta:
O Dr. é perfeito? Nunca erra?

yulunga disse...

Ah e outra coisa Andorinha.
Quantas vezes nos avisam de erros que poderemos vir a cometer com certa decisão que estamos prestes a tomar, e no final quando vemos que os outros tinham razão e dizemos: Não me arrependo! Apesar de algumas vezes não ser verdade?
E sabes porque isso acontece? Pelo menos eu penso o seguinte: porque ao o estarmos a admitir estamos-nos a julgar e a penalizar a nós, e nada pior do que o nosso próprio julgamento sobre a nossa pessoa.

Caidê disse...

Os técnicos, os médicos, mesmo experientes profissionalmente também erram. Erram sempre que decidem apenas cirurgicamente, abdicando do humanismo que podiam ter cultivado e não cultivaram enquanto médicos-homens.Comigo já houve médicos que erraram tendo grande currículo (muitos congressos no estrangeiro, muitas comunicações em colóquios).
Quanto ao afastamento de uma criança dos amores que até aí conheceu...Há casos muito difíceis.
Que fazer se uma menina púbere vivia como imigrante apenas com um
pai que tinha sexo com ela? Uma menina assim estava na escola.Que fazer o professor que foi o primeiro técnico a chegar?

andorinha disse...

Yulie,

Este post é complicado, já te disse, porra!:)
Estás-me a moer a cabeça...:)))

Em relação aos "julgamentos" até te dou uma certa razão: quem está do lado dele, absolve-o, quem está contra, condena-o.
Mas não estamos num tribunal...:)

Em relação às tuas perguntas, claro que o Júlio não é perfeito e também erra, isso nem sequer está em discussão.
Mas para mim continua a bastar o que ele disse.


"É esta sua tristeza, genuína, que faz toda a diferença."

Diz Mar lá em cima. Concordo em absoluto.
Muitos decidiriam sem quaisquer pruridos de consciência; está feito, está feito, passemos ao seguinte...

Achei mais uma vez muito pertinente o último post da Caidê.
Há casos tremendos!

E continuamos todos a opinar sem saber verdadeiramente o que se passou. É do caraças!:)

Cê_Tê ;) disse...

Acrescentar se me permite que me bem a sua partilha:
... há memórias que doem! Olhares, gestos, silêncios que gritam, e nos revisitam mesmo quando sabemos que actuámos bem.

Cortar laços por vezes é como podar... ;)

(;)) vocês daqui a pouco perguntam o BI dos envolvidos!!!;P)

resto de uma boa noite

Cê_Tê ;) disse...

(É só comigo ou aceder à caixa de cometários tornou-se uma tarefa dificil? ;P- Ou será um sinal de Deus?;P)

JFR disse...

Admiro muito os juízes que têm preocupações com as suas sentenças. Que reflectem nelas, posteriormente, e se angustiam com o outro lado da sua decisão. Infelizmente, são cada vez menos aqueles que assim procedem. Assim, vai aumentando o número dos que se julgam detentores da exactidão absoluta das suas decisões.

O Prof. experimentou o sabor amargo de ser "Juiz" em causa de terceiros. E, também nessa função me merece admiração. É que, não sei se a decisão foi a que a criança mais gostou ou mais gostará, mas sei que, dificilmente, essa criança encontraria um decisor com os seus níveis de preocupação pelo seu futuro.

Um abraço

fiury disse...

Cê_ tê

Ninguém pára aqui anos se não tiver em grande consideração o Júlio e o privilégio de com ele partilhar opiniões e aprofundar assuntos sérios, como é o caso.
No que às minhas questões diz respeito, infelizmente as respostas em nada beliscavam a privacidade deste caso: são montes!
Sem querer dar lições a ninguém gostaria de informar que há vários movimentos e petições junto de Haia no sentido de mudar a Lei de protecção a crianças e jovens em risco, no sentido de, nomeadamente, prever uma mudança na protecção dos laços afectivos e profundos; lei essa que no meu modesto modo de ver tem imensas lacunas, pelo que se espera que seja clarificado a sentido do " superior interesse da criança".

Deixo apenas uma reflexão para quem tem filhos:

amanhã um Juíz decide que o seu filho que foi trocado na maternidade vai para um País estranho, para uma mãe estranha que teve relações sexuais com um pai estranho, (à luz da actual lei que continua a valorizar os laços biológicos).Depende do lado para o qual o Juíz acordar nessa manhã. Com a actual lei este é um cenário possível, não um filme de terror.

BOM NATAL A TODOS !

Caidê disse...

Mudando o tom da intervenção. Há gente que tem poesia dentro de si e às vezes da preocupação se faz poema...Esta terra tem falta de poetas, ou pelo menos Ary julgava que sim.

Hino da despreocupação

Pediram-me somente uma canção
Que pudéssemos juntos entoar
Mas escrever eu não sei
Deitei-me então a sonhar…

Se fossem negros os teus olhos
e de tão negros incendiassem
a luz nos olhos tristes cinzentos…
Se fossem carentes as tuas mãos
e prometedoras pousassem como aves
sobre as mãos de uma qualquer criança…
Se fosse quente o teu corpo
e serenamente desejasse
contagiar de amor a quem olhas…
E se a tua voz chegasse,
( falando fora como se cantasse)
E teu afecto tivesse
a força de transformar
não querendo nunca apenas passar…
Ah, companheiro!
Que me quererias acompanhar…
Navegaríamos juntos,
ter-me-ias para navegar
em ondas de ternura
e nosso barco à vela
em alto mar a baloiçar
enquanto de madrugada
se estendessem melancolias
em auroras se fariam
cantatas, operetas, doces danças,
pequenas dolorosas alegrias.

Canseiroso disse...

O homem enquanto sujeito e objecto entronca nos factos portador das duas sensibilidades.
Enquanto médico e enquanto pessoa,o Professor dá aqui um excelente exemplo de humanidade.

Permita-me felicitá-lo por isso.

Cê_Tê ;) disse...

Fiury, desculpe se a magoei, não tive intenção ;/.
Para mim também é a criança que deve ser o ponto de fuga numa decisão. Mas assim mesmo por vezes tal implica a ruptura com quem os que ela ama e a amam a ela. Sendo ou não pais biológicos. Imagine que o caso é com pais seropositivos toxicodependentes e sem capacidade de proteger os filhos que amam (ou há dúvudas que possam amá-los e que os filhos os possam amar de forma incondicional). E aqui? Ainda que de forma temporária não poderemos proteger todos e cada um afastando-os de uma convivência diária de elevado risco?

Ainda voltando ao caso dos filhos bológicos ou não. Se eu soubesse que havia um filho meu biológico algures ou até um irmão que não conhecesse ia ser dificil segurar-me. Ainda que por amor pudesse nunca lhe revelar o parentesco. Os laços genéticos podem ser tão fortes como os dos afectos, não duvide- cada caso é um caso.
(bem vou acabar o que estou a fazer que a vida não é só "tertuliar" ;P)

Su disse...

..triste ..eu.....feita criança


jocas maradas,sempre

anareis disse...

Estou fazendo uma Campanha de Natal para crianças necessitadas da minha comunidade carente aqui no Rio de janeiro,são crianças que não tem nada no Natal,as doações serão destinadas a compra de cestas básicas-roupas-calçados e brinquedos. Se cada um de nós doar-mos um pouquinho DEUS multiplicará em muitas crianças felizes. Se voce quiser ajudar é fácil,basta depositar qualquer quantia no Banco do Brasil agencia 3082-1 conta 9.799-3 Voce verá como doar faz bem a Alma,obrigado. meu email asilvareis10@gmail.com

Bartolomeu disse...

Andorinha:
Quanto à complexidade dos textos do Prof. JMV, tenho a sensação que a "técnica" utilizada, é semelhante à das antigas Pitonisas de Delfos, aquelas que intermediavam entre Apolo e os que queriam conhecer o futuro.
Elas, sentadas sobre o trípode, por sobre o abísmo, profetizavam de uma forma esotérica, deixando a interpretação a cargo do consultante.
Se não estiver errado nesta "leitura", cabe aos comentadores neste "quadro" a figura dos sacerdotes que conduzíam a Sibila ao trípode...

Leitura pouco canónica, esta minha, não achas?

;)))

fiury disse...

cê-tê

Não fiquei de todo magoada consigo.
Apenas não perco uma oportunidade de debater esta temática, uma vez que estou a ela ligada quer pessoal quer profissionalmente.
Relativamente à hipótese que me põe, preferia correr o risco de morrer a separar-me dos meus filhos se fossem toxidependentes e seropositivos. Assim como conta a minha opinião também devia contar a opinião da criança que continua a ser considerada pela lei um ser sem vontade que não é ouvida.
A esta criança em concreto desejo que seja protegida pelo seu anjo da guarda e passe poucas noites de terror: a noite custa sempre mais.
Quanto à Biologia tenho um filho biológico e uma filha afectiva: amo igualmente os dois;tenho um catrafada de irmãos: se quiser podemos fazer uns testes , pode ser que lhe calhe algum biológico, o que me aliviaria bastante:)

Beijinho

Anfitrite disse...

..."Foi o que fiz: do ventre do rio, comtemplei os rebrilhos do sol. E aquele fulgor me encantou, numa cegueira envolvente e doce. Se houvesse abraço de mãe teria que ter sido assim, nesse desmaio de sentidos.
...Meu pai nunca soube mas foi ali, mais do que em outro lugar qualquer, que apurei a arte de afinar silêncios."...

Em "JESUSALÉM"
de: Mia Couto
Ed. Caminho

andorinha disse...

Bartolomeu,

É uma interpretação perfeitamente plausível, essa.:)

Mas eu não disse, nem penso, que os textos do Júlio são complexos.
Disse que este em particular é complicado para comentar porque nos falta muita informação.

Bom fds:)))

Só para te fazer pirraça, claro.
:)

Sandra disse...

Não consigo conceber a vida sem os meus filhos. Só a ideia de tal agonia-me, dá-me a volta às entranhas.

Já estive sem a minha mãe quando era pequena, várias vezes, ela teve de fazer curas de sono. Sei que me custou, mas agora que sou mãe, e apesar de felizmente nunca ter estado afastada dos meus filhos, sei que lhe terá custado muito mais a ela.

Da primeira vez pensei que ela não voltava, e senti um aperto no coração, das outras já sabia que voltava e melhor do que estava...mais feliz... e isso é que era o mais importante.
Agradeço ainda hoje ao médico que teve a coragem de o fazer, porque permitiu-nos sempre uma nova vida, e melhor.

:) :) :)

Cê_Tê ;) disse...

fiury, ;)))
Nunca se sabe podem me ter "roibado" óocitos!
Quanto a irmãos... só não gostaria de ter uma irmã gémea. ;P muito menos verdadeira.;P

flor disse...

Admiro-o pela transparência dos sentimentos, de certa forma reconforta me saber que as decisões que os psiquiatras tomam podem ser questionáveis, até pelos próprios...
Julguei que eles pensavam que eram verdades absolutas e caminhos certos, o que me deixava inquieta...

Boa noite

Caidê disse...

Boa noite a todos

Alertou-me hoje uma situação em meio escolar. Temos uma aluna com síndrome de Down. Uma colega do Clube da Saúde (Educação Física) passa com ela algumas horas. O seu propósito era hoje o de lhe ensinar actos de fala adequados ao contexto no bar da escola. Havia silêncio no local, pois as turmas estavam em aulas.

Reparei, então, que tudo quanto lhe dizia, o dizia gritando. A aluna não tem qualquer deficiência auditiva. Tratava-se, portanto, de enfatizar as instruções, chamando fortemente a atenção da aluna para as instruções que lhe dava. Fiquei pensativa. Será que houve falta de sensibilidade para a especificidade da deficiência? Conheço trabalho com jovens com síndrome de Down no âmbito da expressão dramática e observei que ninguém falava tão alto assim com eles. Será apenas o perfil de personalidade da colega que transparece nos seus actos de fala? Fechei o meu raciocínio, julgando que ambas as coisas. Conheço a forma habitual de falar da colega e a diferença é que desta vez o tom era apenas um pouco mais excessivo. Tentei trazer à memória outras interacções de outros agentes do meio escolar e constatei que um tom muito sonoro de voz é utilizado pela maioria nas relações com a aluna.

Não estamos habituados a lidar com as deficiências no nosso meio escolar, por um lado. Talvez até tenhamos mais vezes, sem repararmos, estes tratamentos etnocentrados. Não serão apenas as crianças que têm dificuldades em aprender a descentrar-se, o que faria com que ganhassem mais eficácia comunicativa. Por outro lado, na nossa cultura ocidental a audição é o modo de comunicar em presença mais valorizado. Os silêncios, os tais silêncios de que parecemos fugir... E um pequeno toque, um olhar mais expressivo ficam ausentes em muitas comunicações.

O que pensam?

noiseformind disse...

Boss,
Lembro-me de varios casos em que a justica me pedia opiniao sobre violacoess entre adolescentes que afinal tinham sido consensuais. Mas la estava a pressao para julgar e ajudar a fazer-se justica. Ao 5º caso em que o meu relatorio nao veiculava a decisao esperada nunca mais me chatearam. Foi remedio santo, a honestidade profissional :)

Caide,
Podia nao ter deficiencia auditiva mas podia ter muita cera nos ouvidos.

Cada um tem os seus Clark Adams

Zoe disse...

Boa noite
Não sei de que caso se trata, se o prof. JMV quisesse que se soubesse tê-lo-ia relatado, como tal não posso sequer comentá-lo. posso comentar sim, as 14 linhas dest post.
Há uma coisa que não entendo, caro prof JMV: se tem a consciência tranquila, porque raio sente a recordação da tristeza culpada e angústias longínquas que o desgosto do miúdo espicaçou dentro de si? (percebi bem?)
E, porque sentiu necessidade de o verbalizar?
Não sei porque me lembrei do juíz Gouveia Barros, ele também de consciência tranquila e com certeza a dormir bem!~
zoe

Bartolomeu disse...

Zoe,
não pretendendo assumir a competência de advogado do diabo, nem tendo quaisquer certezas, admito que as angústias antigas despoletadas pela separação, fossem reflexivas de infantis vivências e... antes da consciência tranquila, figura um «fiz o que devia»
E, quantas vezes fazemos aquilo que devemos, com a alma a sangrar... mesmo nós, a quem não foi imposta a pena de decidir sobre o "destino" de ninguem.
;)

Zoe disse...

Bartolomeu
Como eu disse, não falei daquilo que não sei (o caso particular em questão)mas apenas das 14 linhas do post que, suponho eu, foram colocadas para serem comentadas.Continuo sem perceber a consciência tranquila de JMV e depois as angústias longínquas das tistezas culpadas ou qualquer coisa desse género.

paula disse...

Já estive do outro lado. E olhava para aquele homem e pensava - com que direito vens tu avaliar a minha capacidade de ser mãe. Como em meia dúzia de perguntas feitas a mim, a vizinhos, a professores, vais ver as noites sem dormir, as angustias e ansiedades, o medo constante de falhar, o abdicar por eles, o dedicar-me a eles. Aquele homem que olhava à volta da minha casa ainda vazia, pois tinha recomeçado do zero, e avaliava-me a mim como mãe, em meia duzia de perguntas.
Admiro quem se presta a esse trabalho e mesmo assim dorme com a consciência tranquila. Eu não seria capaz. Era um dr. qualquer coisa, esqueci o nome.

Anfitrite disse...

Será que vocês não perceberam que (com excepção da yu e do Bartolomeu, há alguns que apenas dizem que sim), que o texto era apenas um bocado de prosa, sem revisão, semi-ficção semi-real? Ou será que pensam que é aos 60 anos que o Professor começa a ter remorsos das decisões que tem de tomar? Foi apenas mais um osso para nós nos entretermos a "ruminar". Que gargalhadas ele já deve ter dado com a nossa azáfama.

Bom fds.

Caidê disse...

Paula
Esses dr.s qualquer coisa vão ao campo buscar argumentos para escreverem nos relatórios jurídicos, com o fim de ganharem o ordenado com competência. Estão lá importantos em avaliar o substracto relacional mãe-filho-mãe!...

Bartolomeu disse...

Zoe,
a sociedade impõe regras a si mesma e elege entre os seus membros, aqueles que por formação académica, e (ou) aptência as sancionam e as aplicam. Aqueles que que se vêem na obrigação de as cumprir, esperam dos outros competência e sentido de justiça... o que raras vezes sucede na optica dos segundos, acontece sempre na optica dos primeiros e por vezes é questionado na otica daqueles que por serem "especiais" olham tambem para dentro de si próprios, quando situações desesperantes lhes aparecem pela "proa"...
;)

flor disse...

Sem querer invadir um espaço que não é meu, pois apenas descobri este blog à meia dúzia de dias (a informática não é o meu forte), na minha opinião a Anfitrite está muito perto da verdade sobre o post do JMV. A questão que se coloca não são os "remorsos" do Professor, porque esses são sentimentos de quem age sem qualquer racionalidade e com irresponsabilidade, e de forma alguma estamos perante uma pessoa com esse carácter. Eu chego à conclusão de que o JMV lançou o mote, não para se rir, mas para conhecer melhor o ser humano, ou seja, é das vossas opiniões e comentários, que ele retira o conhecimento. Este depois de misturado, filtrado e cimentado pela sua própria razão, vocês ficam a descoberto, completamente nus.
Não o subestimem...

Bartolomeu disse...

Ahhhh Flor!!!
Agora percebi a origem destes espirros!!!
Sr. Professor Júlio Machado Vaz, faça o favor de me enviar os medicamentos (a expensas suas)para curar este resfriado... não tinha nada que me despir, assim... à má fila... ainda por cima, sem ter o cuidado de fechar a janela... com o briol que faz la fora... ora!!!
;))

andorinha disse...

Bartolomeu,

Que engraçado! Tenho exactamente os mesmos sintomas que tu. Desde que me levantei ainda não parei de espirrar:)
E também não percebia porquê, percebi agora:))))))) Loooooooool

Agradeço, por isso, à Flor.

"A questão que se coloca não são os "remorsos" do Professor porque esses são sentimentos de quem age sem qualquer racionalidade e com irresponsabilidade..."

Muito me contas!!!:)
Quem age assim, de forma irracional e irresponsável é que não tem quaisquer remorsos.
Está-se marimbando, quer lá saber...

E o Júlio escreveu este post para melhor conhecer o ser humano, para através das nossas opiniões chegar finalmente a esse conhecimento???????????????

É um cadito estranho, não?
Aos 60 anos e com a profissão que tem, precisava deste post para isso?
Muito mau profissional teria ele então sido toda a vida...
:))))

Bom fds malta e não se constipem:)

Julio Machado Vaz disse...

Bartolomeu,

E admite bem, meu caro:). Abraço, Júlio.

P.S. Quantas vezes tenho de repetir que não vos observo como peixes de aquário?:). Apetece-me, escrevo, alguns dos comentários abrem-me novas perspectivas sobre as coisas e cá o je, mas não vos "estudo", muito menos tento manipular, gente:).

thorazine disse...

Por acaso, após o comentário da Flor imaginei logo o Prof. como um líder de uma Seita virtual, em que cada palavra sua, cada ponto final e vírgula tinha a finalidade de nos manipular e estimular uma zona do subconsciente. E depois havia um dia, em que o prof dava um estalar de dedos informático e nós perdíamos o controle do nosso corpo e dirigíamo-nos para o juízo final. Era giro.. :)

thorazine disse...

Quanto ao post, só imaginando que os pais ou cuidadores têm uma impossibilidade muito grande e irreversível para proporcionar um ambiente estável para o desenvolvimento de uma criança é que acredito que se consegue argumentar tal decisão..

thorazine disse...

Nesta área sinto-me um anão no meio de adamastores mas,
não há a possibilidade da nossa percepção do que é certo e errado, do que uma criança precisa ou não ser tolada por um sentimento de "consciência tranquila"?

Fora-de-Lei disse...

flor 10:57 AM

"Eu chego à conclusão de que o JMV lançou o mote, não para se rir, mas para conhecer melhor o ser humano, ou seja, é das vossas opiniões e comentários, que ele retira o conhecimento."

O seu comentário não deixa de ser pertinente. No entanto, para que fosse essa a realidade, o Professor tinha que dar de barato que tudo o que é aqui dito seria expressado da mesma forma se esivessemos todos olhos nos olhos, e não numa lógica virtual. Não se esqueça que até existem por aqui pessoas que nem sempre são da sua própria opinião... ;-)

Zoe disse...

caro bartolomeu

"...a sociedade elege entre os seus membros..." mas, acontece que estes membros não foram eleitos por nenhuma sociedade. eles entraram para o funcionalismo público por concurso ou por conhecimento para garantirem um salário seguro ao fim do mês, como todos nós.
ou acredita que alguém em seu perfeito juízo elegeria as songas-mongas das assistentes sociais das Comissões de Protecção de Menores para alguma coisa neste mundo?

cumprimentos
zoe

andorinha disse...

Júlio,

Não lhe adianta nada repetir isso montes e montes de vezes. Haverá sempre gente que não acredita.
São os eternos incréus!:)))))))

FDL(4.00)

Pertinente? Como assim?
Olha-me outro...:)))))))
O Júlio precisa do blog para conhecer o ser humano????

Quando muito o blog serve para confirmar muitas das características do ser humano, características essas que o Júlio conhece de gingeira há muito tempo.
Até nós, quanto mais ele:)))))

thorazine disse...

andorinha,
"O Júlio precisa do blog para conhecer o ser humano????"

Conhecer o ser humano é impossível! Conhecer um já o é, quanto mais o ser humano em geral. Não são 30 anos de experiência, nem 300..! Pode ajudar a ajudar os outros, mas a conhecer não me acredito.. :) Humano é bicho muito complexo..

Ninguém é dono do saber e do futuro e, posto isto, qualquer pessoa que tome decisões que afectem permanentemente a vida dos outros é responsável pelo bem e o mal que essa pessoa irá experienciar. Pode-se refugiar atrás de protocolos, doutrinas, grupos de decisão e outras artimanhas criadas para libertar o peso da consciência de quem tem o fardo de tomar tais decisões mas, no fundo, pode-se dar o caso de essa(s) pessoa(s) nunca mais dormir(em) descansada(s)...e com razão!


PS - lá em cima em vez de ser tolada é mesmo toldada.. :))

thorazine disse...

FDL,
mas isso é ponto assente. E não é só na net. :)

Caidê disse...

Fora de Lei
Puxa!
"Não se esqueça que até existem por aqui pessoas que nem sempre são da sua própria opinião... ;-)"

Então há por aqui dúbios consigo próprios? Vc quer dizer em crise de identidade ou quê?

Flor
Descanse, que eu também sou do grupo dos "recém-infiltrados" e os clássicos ainda não me "deletaram" e até têm sido tolerantes aos meus sentires.

Bart
As coisas " a nu" ou são muito frias ou se arriscam a ser quentes: o contexto marca a diferença.
Deixe que lhe conte que uma vez alguém me perguntou "O que você não esperava de mim agora?". Eu respondi-lhe "Sinceramente não esperava vê-lo aqui pela praia a passear nu.". Creio que desconcertei.Enfim, já não tive oportunidade de retirar. "Tava" dito.

andorinha disse...

Thora,

Tiraste novamente o dia para me chateares?:)))))
Descontextualizaste a minha pergunta, quando sabes muito bem que eu só estava a responder à Flor, mainada.

Mas já agora digo-te que na minha opinião a experiência que se tem também conta e que para ajudar os outros é preciso conhecê-los.

Quanto ao resto do teu post e que tem a ver com o post, já me pronunciei, portanto não vou replicar....
:)


Caidê,

Tu és recém infiltrada?
Oh caraças! Devíamos estar desatentos nesse dia...:))))) Looool

Mas lá estão vocês com essa história dos grupinhos, das divisões; agora são os clássicos e os infiltrados:)))

Todos os infiltrados se podem vir a tornar clássicos, se quiserem, penso eu de que...:)
Quando não querem já é outra história.

E quando te leio, nem me lembro que és "infiltrada";:) gosto de te ler e é quanto basta.

Anfitrite disse...

O Júlio(perdoe a intimidade) precisa de mudar de planeta porque com os terrestres já não pode aprender mais nada, porque já sabe mais do que qualquer ser deste planeta.
E o JMV escreve textos difíceis de interpretar quando quer, porque os livros dele são bem fáceis de entrar neles. Não é nenhum James Joyce, nem nenhum Bertrand Russell. Também depende da cabeça que o analisa. Há pessoas que nem para mestre de cerimónias servem.

Bartolomeu,
se quiser fazer de advogado do diabo, perdoe que lhe recomende, se ainda não o fez, que leia o livro "O Tempo dos Espelhos" do professor, e ficará a conhecer alguns dos seus traumas infantis, que se ficaram por um beicinho, quando a Senhora sua Mãe se ausentava. E tinha um Pai austero porque era preciso manter a tradição familiar de quem decidiu entrar na 1ª grande guerra e mandar soldados descalços e famintos, de que até os ingleses se envergonhavam, embora lhe tivessem salvado a vida em "La LYS" e ficado lá todos como tordos queimados, mas aguentaram até vir os reforços(também lhe recomendo o livro "Das trincheiras Com Saudade" da premiada Historiadora Isabel Pestana Marques). Nessa altura os homens não podiam amolecer em carinhos.

Zoe,

Há muitos bons funcionários públicos, mas realmente, quanto a assistentes sociais, foi do pior que já conheci, e conheci muitas, apenas as vi fazer trabalho de burocratas. Vinham do tempo da velha Assistência Social. Não conheci nenhuma que tentasse resolver um problema humano, apenas se queriam livrar dum papel. E ainda hoje só falam em caridade.

thorazine disse...

caidê,
ficamos a saber que não frequentas praias de nudismo.. :)))

Caidê disse...

Thora
Há quanto tempo não te metias comigo?
Tu és muito rápido, pelo menos a concluir. Sou nudista por convicção, não preciso de andar sempre pela praia, tá?

Devo dizer-te que respondi "that way" a alguém, numa praia onde o nudismo seria punido com colete de forças e estadia prolongada. E foi para dizer que "por mais arrojado no pensamento" era temperado no agir.

Andorinha
Inflitrada ou clássica, abaixo o divisionismo, já que é tb essa a tua opinião. Olha, não sou dúbia, isso dá-te confiança, espero!

Bartolomeu disse...

Caro Júlio Machado Vaz,
agradeço e retribuo a fraternidade do abraço que me envia.

Caros amigos,
dedico-lhes uma reflexão de António Vieira... do Vieira, como o designava familiarmente José Agostinho da Silva:
(acerca do modelo de profecia)
« Talvez o modelo mais próximo daquele sobre o qual se constroi a figura de cunho profético seja o do fluxo dos movimentos cósmicos. A analogia de base é a seguinte: os momentos históricos sucedem-se assim como os da natureza; mas, tal como a natureza, não se trata de pura sucessão linear, série indefinida de diferenças, pois verificam-se recorrências, refluxos, fases de ciclos, redes de relações entre o que é agora e o que já foi, entre o que é e o que será, entre o que será e o que já foi.
O dia volta de novo, uma vez mais, sendo sempre um novo dia. Novo é novidade; de novo é repetição»
;)

yulunga disse...

Podiamos combinar um almoço de murcónicos num campo de nudismo :-P

andorinha disse...

Caidê,

Claro que sim. Embora te "conheça" ainda muito mal, nunca houve da minha parte qualquer desconfiança em relação a ti.
Se houvesse uma pontinha só que fosse, nunca tinha falado ( melhor, "escrito" como diz o Bart) sequer contigo.:)

Bart,

Pela parte que me toca, obrigada pela reflexão.

"Novo é novidade; de novo é repetição."

E é mesmo. Como um simples "de" faz toda a diferença!
:)

thorazine disse...

"E foi para dizer que "por mais arrojado no pensamento" era temperado no agir."

E não são assim a maioria das pessoas?
:)

No contexto desta nossa conversa..
Deixo aqui um documentário sobre a história de Chris, o homem real em que se baseou o filme "Into the Wild". Uns acham-no simplesmente estúpido outros romântico. Eu penso que o acho romântico. Foi uma estória que me fez pensar muito e que me vai acompanhando..

http://www.youtube.com/watch?v=0nm8dAyBs1A

Boa noite de sábado.. ;)

Cê_Tê ;) disse...

Vim só desejar boa noite. ;)

E dizer... que ainda que não seja uma sereia me sinto por vezes com rabo de pescada 1) ;P (Just kidding, dear prof ;*)

flor disse...

Calma...cabemos todos! Não se zanguem por minha causa, sou pacífica, apenas forcei a minha presença. Ok, Ok...talvez tenha feito força demais, são raros os que gostam de vizinhos novos no bairro.
Não vim para ficar, talvez volte quando as andorinhas emigragrem...

Professor, tou feliz... eu só queria mesmo um pouco de atenção; claro que a manipuladora fui eu, como já percebeu. Ah!...eu sou flor e não P.S.

Boa noite

Bartolomeu disse...

O espaço cibernético não tem dimensão, flor... mas o mesmo espaço, fica incomparávelmente mais bonito, se nele encontrarmos flores.
;)))))
Faz como entenderes, mas não construas presupostos que podem nem sequer existir... mas, se existirem... bom, tudo existe neste mundo (cibernético), mas existe em nós um direito que nenhum contexto nos pode retirar, a auto-determinação.
A tua´pertence-te exclusivamente, não a pods anular, vender, emprestar, ou arrendar, é para teu uso exclusivo, pessoal e intransmissível!
;)

FMS disse...

Caro Prof JMV,

gostaria de colocar-lhe uma questão, a qual ousaria julgar de interesse para as conversas matinais com a Inês Menezes, que escuto habitualmente.

Obrigado,

FMS

Cê_Tê ;) disse...

Re-descobri os Clã e deixo aqui um cheirinho deles:
http://www.youtube.com/watch?v=VyLNgC7WmjU&feature=related

explorem no youtube se gostarem.
São bons (muito bons diria) e portugueses

bjnhs e boa tarde (para variar ;P9

Cê_Tê ;) disse...

Tb bonita esta:
http://www.youtube.com/watch?v=Tu9HPz__3ys&feature=related ;)

Anfitrite disse...

Yu,
Eu preferia numa praia. Será que o Professor vai para termos aulas práticas? Já temos um rabo de pescada para dissecar. Espero que seja nº. 5.


Flor,
Não há nada mais bonito do que uma flor, desde as orquídeas às margaridas, enquanto as aves além de terem a cabeça pequena também têm penas.
Eu peço-lhe desculpa pela porrada que você levou. Há pessoas que ao escreverem esquecem-se que por detrás estão pessoas e não conseguem tirar pelas palavras delas a sua sensibilidade. Até se encontravam no Príncipe Real e tratavam o Professor Agostinho por tu.
Tudo isto para lhe dizer que só lhe bateram em si porque a Flor concordou comigo. Mas como eu sou um osso duro de roer, já não têm coragem de se meter comigo. Você nem sabe os nomes que me chamaram aqui há uns anos. O blogue até ficou sensurado. E depois disso até afastou muita gente com interesse. É que há pessoas que têm medo que lhe tirem o poiso e há certos machos que só se dignam dirigir a palavra a quem não espera para pensar. Já quando a Ladyand apareceu eu tive de a avisar. Mas não espere que as andorinhas emigrem. Tem lugar cativo desde o primeiro dia. E em todo o rebanho há sempre uma ovelha ronhosa, embora neste caso não se trate de ronha mas de...
Não se deixe melindrar por quem não tem capacidade para isso. Você é única. Ousou expor aqui a sua alma!
Um Abraço para transmitir energia.
Anfitrite

Anfitrite disse...

FLOR, Eu escrevi sensurado, porque detesto CENSURA. Estou pior do que a professora que escreve licor de ginga amarga.

Thora, para me vingar "a maioria" é que é o sujeito.

Caidê disse...

Andorinha
No meu beiral também há lugar para ti, claramente.

Thora
Luiz Pacheco e Chris parecem ter tido arrojo no pensamento.As suas opções parecem só ter de semelhante o de optarem por viver à margem. Luiz Pacheco era contestatário, mas puro hedónico, ao que transparece. É verdade que o irreconhecimento do seu valor artístico foi uma crua paga da sociedade conservadoramente instituída para os seus delitos de estar na vida. Mas se um homem, à semelhança do que os hindus destinam para o Bramane, cumpre os seus laços sociais e parte depois para um lugar de ninguém, que mais pode a sociedade instituída ter para lhe cobrar?
Não sei se os seus circuitos faíscaram por não aguentar a loucura da normalidade, mas antes saber que partiu e se libertou dos laços sociais do que vê-lo refém de loucos normais instituídos que acham que o modelo de sociedade que reproduzem e recriam é a racionalidade por excelência.
Entre o pensamento arrojado e a opção de vida pessoal e social há pontes a fazer para outros que resolvem contornar a irracionalidade, por dentro dela. Por mim, tenho consciência que esse agir de "au-dedans" não nos permite sempre revolucionar pela completa inversão. Então, cada um encontra melodias de acção, não renegando compassos, tem de aprender a dançar tangos, salsa, valsa...A cada novo enredo do quotidiano, faz a pirueta à medida da rigidez da circunstância e à dimensão do ânimo que lhe incendiar a alma com as forças que lá morarem.
Anfitrite
É de aço a tua alma...Ainda reajes a um beijo de criança, espero. Mas nada tenho contra a acutilância, pois dentro de cada um de nós existem sempre muitas pessoas e eu, particularmente,tenho cá uns pozinhos dela também.
Agora vou ouvir os Clã e escrever a porra do texto para a Universidade de e-learning. Isto ao domingo!...Só para loucos.Divirtam-se que o fds está a voar num ápice.

yulunga disse...

Anfitrite
Por mim pode ser em qualquer lugar. Adapto bem a qualquer ambiente.
Não pus nada entre aspas para que cada um lê-se à sua maneira.
Pode ser nudismo ou "nudismo", pessoas a nu ou a "nu", para se mostrarem ou "mostrarem", para se deixarem ver ou "ver".
Mas por mim podia ser num campo de nudismo mesmo, desde que as pessoas aparecessem a "nu".
:-)

Fora-de-Lei disse...

andorinha 5:15 PM

"Pertinente? Como assim?"

Pertinente é questionar a razão pela qual os últimos posts do Professor se intitulam apenas "Boa Noite". Para ti, que és uma rapariga inteligente, deixo-te o desafio de "decifrares" a causa para tal falta de generosidade literária. Se acertares, dou-te um doce... ;-)

andorinha disse...

Caidê,

:)

E mais um belo post!
A loucura da normalidade é tenebrosa; fugir-lhe é quase que uma obrigação diária.


FDL(6.00)

:)))))))) Looooooooooool
Fazes-me cada pergunta!
Eu própria já me questionei várias vezes sobre isso.
Só pode ser por preguicite pura e dura...
:)

E agora vou também ouvir os Clã.
Bigada, Têzinha:)))

yulunga disse...

Fora da Lei
Porque são escritos à noite, não?
LOL

Anfitrite disse...

Caidê,
A minha alma não é de aço. E nem sei como já resisti a tanto.
Sabe que foi bem tolerada porque é do clã. É professora. E usou um tipo de liguagem não propícia a muitos diálogos, a não ser dizer Amen, ou para quem goste de pensar.
Fico muito mais derretida quando um velhote, todo enrugado/a me dá um beijo, ou eu lhe dou a ele. A uma criança toda a gente dá beijinhos e acha piada. Movem-se montanhas, mas por velhos que apodrecem em lares ninguém se mexe. E muitas vezes podiam estar nas suas casas. E não digo mais nada porque isto me é muito doloroso.
Não me respondeu quando eu disse que não era a rainha da beleza. Será porque deixou de me considerar importante?
Se tiver um bocadinho livre entretenha-se no blogue, aí pelos anos de 2006/7, e verá porque é que eu falo assim.
O próprio Professor com as suas respostas curtas e rápidas, já afastou gente daqui, sem querer. Eu dei por isso antes dele.
Posso provar-lhe por tudo que quiser, que não há aqui muita gente mais sensível do que eu, mas tive de me preparar para morrer de pé, como as árvores, porque não tive ninguém que me escorasse. E pode dizer-me tudo o que quiser desde que seja com inteligência, verdade, abertura de espírito, modéstia e nunca cinismo, nem falsos paternalismos. E quer saber uma coisa: sou a pessoa que mais segredos deve saber de muita gente. E continuam segredos. E até sou chamada para festas para servir de bobo da corte. Só que nunca engordei por guardar cá dentro o que devia ser dito, desde que valesse a pena. Mas sei esperar a maré. Veja lá a contradição com que você se meteu.



YU,
por mim preferia numa praia de nudistas, desde que não tivesse vento. E pode ser de qualquer maneira: nua, vestida de tule ou organza, enrolada numa casca de banana, enfim...
Não tenho preconceitos de qualquer espécie, apesar de ter um certo conceito de beleza. Podem-me abrir as entranhas que não tenho nada a esconder, só tenho pena é que não haja muita gente capaz de ler o interior e tirar as devidas ilações e muitas vezes saber ficar calada.

Caidê disse...

Anfitrite
Eu nunca digo Amén quando acho que é "Não senhor!". Nem pense!Há quem diga até: "Hás-de ter muitos amigos!". Ora, cá se vai vivendo...por mim juro que seria sempre na mor paz.

Ser professora de meninos faz-me membro de um clã? Mas eu não quero só um. Já viu que também sou (quando sou) Gerontóloga? Quero eu dizer que já dei muito beijo em idosos, menina! Velhinho é deprimente e carinhoso. Velhote é depreciativo, não vê o sufixo em "...ote"? Olhe a minha senioridade...Não ma abale, que inda lhe estou às portas, a ver se hei-de dar entrada.

Beijos é coisa que se dá sem fazer doer ( a menos que faça picar), já quando se trata de fraldas digamos que há quem só se consiga ficar pelas dos meninos.Ah, pois é!

Você alguma vez disse aqui que não era a rainha da beleza? Garanto-lhe que há homens que não sendo reis belos são bem encantatórios.E até conheço homens que não gostam de mulheres lindas - que sorte a minha!
Cada um lá desenvolve, ou não, o charme que pode.Então voltamos à história de Cyrano e de Christian?...Com qual deles ficaria, se viessem escondidinhos no bolo rei?
Bjinhos que o Natal anda a rondar por aí.

Anfitrite disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anfitrite disse...

Caidê,
Desculpe lá mas não entendeu o que eu quis dizer. Falta-lhe um pouco da história deste blogue.
Eu quis dizer que você utilizava um tipo de linguagem, digamos um pouco erudita e aí, as pessoas ou diziam amen, ou tinham de pensar para responder. Fazer perte do clã diz respeito a umas acesas discussões que se deram aqui, no ano passado, por causa da classificação de professores, que quase tirávamos as teclas uns aos outros. E como se falou, na altura, em corporações, digamos que foi bem aceita porque faz parte da corporação(não me venha agora rebater o termo corporação).

Quanto à rainha da beleza, foi por você ter colocado o comentário seguinte:

[[Mare-sia, Mare -zita OU Mar-zito

Inda aqui voltei pra te dar esta ternurita. Não te sintas abandonado/a. Nós continuamos aqui.
E depois, tu achas que um deus da guerra se deixa infantilizar? Nem por sombras acreditaria.

E tu que és Poseidon ou Neptuno não tens também os teus golfinhos a apaziguar as tuas águas turbulentas?


"Anfitrite, deusa da beleza
mais belas estão hoje as tuas ruminações? Faz delas gritos em forma de poemas, sai pelos teus versos rebeldes dessa angústia de asfixiares por vida.Coragem ! Acredita que ele há cada crise na existência!...Mas depois recobramos.)]

12:26 AM

E eu respondi:

{"Caidê,
Já tinha decidido não intervir mais neste postal, porque ontem depois de ter escrito um com piada o computador resolveu fechar sozinho e eu fiquei frita.
Mas para corrigir um lapso eu estou sempre presente, quando sei. Não é para apontar defeitos é porque gosto das coisas bem feitas.
Eu não sou assim tão narcisista. A deusa grega da beleza é Afrodite. Eu sou apenas deusa dos mares, tia de Aquiles, porque gosto muito do mar, do seu azul infinito e misterioso, também sou "blue" e adoro andar de avião, vou sempre à janela, perto da asa, para ver bem a trajectória, e imagino um deles a despenhar-se, sobre o Atlântico, ou sobre o Pacífico e eu a deslizar pela asa, ficando um bocadinho a boiar e depois desfazer-me no meio dos corais.
Atenção que hoje é sexta-feira 13. E faz hoje largos, largos anos, também era sexta-feira 13, que foi o segundo dia mais triste da minha vida e que mudou todo o meu futuro. Por isso eu tenho de arranjar um diamante para roer, pode ser falso, daqueles feitos com carbono da cinza dos mortos, porque só ruminar não basta.}........


PEQUENOTE - não é depreciativo. Eu gosto mais de velhinhos e velhotes porque depreciativo para mim é sexagenário ou da 3ª. idade. Se a barba picar também não faz mal, porque há coisas que picam muito mais mesmo sem tocar. Faz de conta que é uma esfoliação. E fraldas de idosos, em duplicado, não sabe o número que eu tenho no meu cadastro, quando a dos bébes, em nova, me davam vómitos.

Quanto à prenda do bolo-rei eu preferia o Cyrano, até porque esse existiu mesmo e o Christian, mesmo sendo belo, é ficção do autor, e a beleza vai com o tempo.

Por favor leia-me com calma, porque eu já estou cansada de escrever.


BOA SEMANA per tutti

alvex disse...

Boa tarde Professor.

porque não fazer um blog do amor é dos fins de semana p podermos comentar os programas?

abraços,
A.

flor disse...

Bart tens uma graça inteligente, gosto de ti.

Anfitrite, és uma pessoa sensivel e muito determinada; a tua energia preencheu-me a alma, obrigada.

Caidê e FDL, obrigada pela força.

E já que a palavra do dia ainda é "remorso", sugiro que leiam "O REMORSO DE BALTASAR SERAPEÃO" de Valter Hugo Mãe - prémio José Saramago de 2007.

Boa tarde

Anfitrite disse...

Flor,
eu não sabia porque é que este blogue hoje cheirava tão bem?!
Afinal era porque estava aqui uma flor.
Seja BEM-REVINDA!
Mas deixe-me dar-lhe só mais um conselho: Não sujira livros a muita gente, porque há pessoas que pensam que é paternalismo, ou que lhes está a chamar ignorantes.
Há ainda um esclarecimento: Ninguém lhe chamou P.S., o aviso era para a malta em geral. É o hábito da casa que você ainda desconhece.
Cuidado também com o FDL, porque ele nem sempre está de acordo com a sua(dele) opiñião e manda cada estocada, que você nem faz ideia. Ainda por cima ele andou na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém.
Quanto ao Bart a mim não me liga, mas ele já é doutra geração, ainda acentua os advérbios de modo.
Abraço

Anfitrite disse...

Yu,
só você para me fazer dar uma gargalhada.
O Professor devia fazer como o Professor Gomes Pedro, sempre cumprimentou toda a gente, fosse a que horas fosse, mesmo à meia-noite, com um "BOM DIA".
Vem aí o Inverno e como no Norte está sempre escuro, talvez fosse uma boa ideia para o nosso professor não ficar com as horas baralhadas.

Anfitrite disse...

Professor,
Amor é, aos fim-de-semana NÃO!
Lá dizia o Vinicius: porque hoje é Sábado, há um aumento de sífilis,....
agora é bem pior.

Bartolomeu disse...

Enganas-te Anfitrite, o Bartolomeu liga a tudo o que é escrito no blog. Por conseguinte liga tambem a quem escreve.
Quanto ao modo como acentuo os advérbios de modo... foi talvez o melhor modo que encontraste para me datar a idade. Mas... talvez esse esse modo de acentuar os advérbios de modo, reflita somente alguma fragilidade no campo gramatical. Não sabes, mas vou revelar-te um segredo: sou a n a l f a b é t o! Daí o facto de não conhecer o modo correcto de acentuar os advérbios de modo.
;)

yulunga disse...

Vou sugerir um livro LOL
Chama-se "Todas las muñecas son carnívoras" de Ángela Vallvey.
Uma terapeuta das coisas do amor. Uma escrita irónica e cáustica onde os homens são uma espécie de elo mais fraco. No entanto, eu, não a considero uma escrita feminista. Apenas muito divertida e muito deliciosa.
A editora é booket
www.booket.com

yulunga disse...

Anfitrite
Concordo que se diga bom dia a qualquer hora. Afinal o dia tem 24 horas.

yulunga disse...

Só uma notinha para não enganar ninguém.
A escritora não é terapeuta. Esta é apenas uma personagem a quem a escritora deu vida.

Cloë disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anfitrite disse...

Bartolomeu,
A fraca na escrita sou eu. Esse não é o meu reino. Só que amo muito o meu País e fico irritada quando vejo anglicismos aportuguesados, porque como já disse aqui, odeio os ingleses porque os considero responsáveis, por todos os males do mundo, até por os americanos serem como são, porque o país foi formado, em grande parte, só por cadastrados anglo-saxónicos que para lá foram expulsos e que mataram todos os nativos, e o que sobrou foi para as reservas. E a nós, quando lhe era pedida ajuda pelos nossos fracos governantes emprestavam-nos uma luva e levavam-nos os braços, quando não até a alma.
Eu também sou do tempo em que se acentuava os advérbios de modo e também sou do tempo em que o doce francês era a lingua dominante nas escolas.
Quanto aos livros o recado não era por sua causa. É anterior à sua existência aqui, quando eu fui insultada por ter recomendado uns livros a uma pessoa que numca os tinha lido. Afirmo isto, e tenho a certeza do que digo, pela reacção dela.
Até gosto dos seus escritos. E não é por hoje ser véspera de feriado. No entanto detesto arrasoados, porque só quem sabe escrever bem é que consegue ser simples.Também detesto o copiar e colar em vez de se falar com as pessoas. Mas o blogue não é meu e até já estou a abusar.
Bom feriado. Era o dia em que eu poupava uns tostões para oferecer uns bonbons à minha Mãe, porque era o dia em que se comemorava "o Dia da Mãe".

Bartolomeu disse...

Boa prelecção Anfitrite!
;)
Mas diz-me lá, essa raiva toda contra os biffes, porque nos fanaram os braços? e os francius que nos palmaram as igrejas e os palácios e nos destruíram monumentos e lixaram bibliotecas e saquearam aldeias, violaram, pilharam e tal e coiso?
E nós? quando enviámos degredados para áfrica, para colonizar e povoar aquela imensidão de terras e foram sem lei nem roque e subjugaram e escravizaram e partiram os cabacinhos às miudinhas ainda adolescentes e sei lá mais quantas barbaridades?
O ser humano em determinadas conjunturas desumaniza-se, adquire personalidades impensáveis, age e actua como um perfeito irracional, comandado pelas leis mais selvagens dos racionais.
Apazigua-te minha amiga e teme pelos tempos que poderão vir ainda.
Ah! gostei imenso do teu apontamento final... poupar tostões, para poder oferecer bombons a uma mãe, é uma atitude de grande ternura e respeito.
Desejo-te um ecelente dia feriado e os que se lhe seguirão.
;)

Anfitrite disse...

Bartolomeu,
É só uma coisinha. Os franceses foram uns chauvinistas desgraçados aqui, em África, na Indochina, etc., mas no fim vinham sempre os manhosos dos piratas roubar tudo e dividiram o mundo a seu belo prazer. O que se passa no Iraque é culpa deles. Não foi pelos eua terem apoiado o Xá, foi pela divisão administrativa daquela zona. Por onde andaram levaram tudo. Falo só na Índia. Sabes que (não fui eu que inventei o número) dizem que 80% dos terrenos da África do Sul está registado em nome de súbditos britânicos? E que ricos terrenos! Ainda hojem têm há a Commonweath para quê? Um país rico como o Canadá e muito mais civilizado do que os e.u., porque é que há-de ter nas suas notas uma cabeça cheia de brilhantes? Quem é que dividiu a África contra as suas fronteiras e etnias naturais? Não digo mais nada. Nós por onde andámos também fizemos merda, mas nem soubemos roubar. Até o rei fugiu para o Brasil e levou as nossas jóias. É certo que temos cá alguns barões com o dinheiro que ganharam das exploração das riquezas naturais e da exploração das belas mulatas escravas e não só.

Mas não há comparação possível. E podes abrir-me a cabeça que não me convences do contrário.

Bartolomeu disse...

A cabeça... nunca! Quanto muito, abriria uma garrafa de um bom tinto, e convidar-te-ia a sentar e a conversar pacificamente, mesmo que acerca de banalidades.
;)

fiury disse...

cê-tê

Que coisa tão pouco graciosa isso de se sentir uma pescada frita de rabo na boca:)

Também gosto dos clã!

flor disse...

Andorinha,

Hoje acordei com o chilrear de uma andorinha, lembrei-me de ti! Envio estes poemas que escolhi para ti:

"Não tenhas medo. O calor
Que vem das serras ao mar,
Erguendo incêndios, não queima
O que não é de queimar."
Edmundo Bettencourt

"Que importa o azul do céu e o azul das águas?
O que procuro é gente
Que sinta o meu amor e as minhas mágoas!"
Pedro Homem de Melo

"Somente as coisas tocadas pelo amor das outras
têm voz."
Fiama Hasse Pais Brandão

Beijinhos

flor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Caidê disse...

Anfitrite
Ok!...Agora compreendi.
Eu também gosto de diminutivos. E até só queria um lugarejo no Céu, mas aqui e agora. Depois, mais tarde, ainda não me defini acerca de existir ou não Céu. Peço sempre um pouco, pelo que já não peço tanto:"Que a minha vida fosse um Céu!". Não peço, mas se mo quisessem dar não era mau, mesmo nada.Isto em paga aos Infernos a que sobrevivi (nada de mais - apenas a minha já quase senioridade). Flor, lindos versos/estrofes(?)! Eu não incendiei senão figurativamente, mas eu toda não era de queimar.

"Erguendo incêndios, não queima
o que não é de queimar."
Viessem então incensos...
apenas purificar e perfumar
o ar e o ar e o ar...
que fosse de alguém,
que o precisasse alguém
É urgente respirar!

E lembrei-me de Daniel Filipe e do seu poema "É urgente amar". Bem mais estético que o de Florbela.

Bart
Pois que venham mais advérbios de modo, desses que se libertaram da arte de se pontuar, como obvia-mente. Mente? Quem? O advérbio? Mas que verbo havia ele de querer modificar. Por mim, tudo bem! Se não modificar com aquele "-mente" o verbo SER. Pois se é, Que não minta!

andorinha disse...

Flor,

Obrigada pelos poemas. Gostei, sinceramente.
E não estava nada à espera:), por isso, sendo surpresa foi ainda mais agradável.

Bartolomeu disse...

Agnosticismo...
alvex sugere ali atrás e Anfitrite contrapõe que o autor publique acerca do "sujeito", "o amor é", para que se (o maralhal) comente.
Hoje tive oportunidade de ouvir o princípio do "sujeito" na antena 1. Ía no carro e não pude ouvir muito. Logo de início o Professor Júlio Machado Vaz, declarou-se à Inês e ao auditório,(mais uma vez) agnóstico.
Penso que todos conhecem o significado da palavra, não sei se a maioria do auditório da antena 1 está familiarizado com o termo.
Contudo não foi essa dúvida que prendeu a minha atenção, mas sim a declaração em si mesma, vinda de alguem que acredita no ser humano e nas imensas capacidades do seu cérebro, da sua mente, por conseguinte, nas capacidades metafísicas individuais e comuns.
O conhecimento de Deus...
A questão que desejo trazer à vossa consideração é a seguinte:
Se Deus passou a "ser" depois de conhecer o homem, so poderá manter-se, desde que o homem exista.
Se Deus é espírito e não matéria, se não pode ser visto, mas unicamente sentido... pelo homem, cujo, se possuir a alma sem pecado, terá acesso a Ele, e se para se possuir a alma imaculada é necessário possuir-se antes, a mente sã e para se possuir a mente sã é necessário que o espírito seja forte e se o espírito vem de Deus e vai para Deus... será que o espírito que é Deus, se forma da composição de todos os espíritos sãos dos homens?

Caidê disse...

Bart
Não cursei Metafísica, só sei argumentar pela retórica. Isso geralmente não me satisfaz como tema de uma boa conversa.
Sobre religiões já poderei conversar. Isso muda todo o tema.
Bom cadinho de feriado - que dia se celebra hoje?

Bartolomeu disse...

Dia de Nossa Senhora da Conceição, Caidê, Padroeira de Portugal.
Conceição quer dizer conceber de forma milagrosa. Diz-se que apos a crucificação e a ressurreição de Cristo, a sua mãe, veio para Portugal...

Anfitrite disse...

Bartolo,
Que venha o diabo e responda, porque eu não sei. Eu sei que as pessoas às vezes se transcendem e se tornam deuses. Quanto ao metafísico desconheço. Há quem diga que quem tem o dom da fé O conhece, e que quem quer adquire o dom da fé. Mas eu não conheço ninguém que m'O apresente. E quem vive à custa dele prova-me o contrário. Vem agora aí um que só calça sapatos Prada.


Caidê,
Hoje é dia de Nossa Senhora da Conceição, Raííííínha de Portugal...Era tão importante, que é feriado por isso. Foi considerado um venerado "Dia da Mãe", até há uns anos atrás em que nós nos internacionalizámos. O Bartolo deve ser bruxo porque trouxe hoje aqui o tema do agnosticismo. Consulte a página seguinte.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_da_Concei%C3%A7%C3%A3o

A Florbela era bem mais infeliz do que eu. Ainda por cima cantava as aves pressagiadoras.
Toda a noite o rouxinol cantou, gemeu, chorou, perdidamente....


Pessoal,
Estão a ver que por causa duma precipitação se ía perdendo uma flor, que anda a espalhar pétalas?!

Flor,
Esqueci-me de dizer, que temos aqui um Benjamim, que é o mais culto, avisado e informado de todos, que se chama Thora.



Uma santa noite.

Anfitrite disse...
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Caidê disse...

Bart

Eu também sou da geração que escrevia postalinhos na escola para o dia da mãe a 8 de Dezembro, agora recebo um convite para almoçar no 1º Domingo de Maio. A cultura laica do Estado apropriou-se da cultura católica - religião oficial - e cada vez acentuou mais o aspecto mariano. Durante o Estado Novo deu um jeitão, aliás. Mas Fátima continua vivinha. No meu meio escolar houve alunos que num ano lectivo só foram lá 3 vezes com a professora de EMRC. Como DT já fui escorraçada por alguns EE do contra, que acharam que custava muito dinheiro fazer 2 visitas de estudo, por acaso a Lisboa, a lugares que permitiam apropriar saberes que a escola veicula, mas não eram consagrados.

Não sei se tenho um espírito muito republicanista, mas por que raio tem a Igreja Católica tanto dinheiro e é o ME a pagar o vencimento à colega de EMRC? Lá se vão os meus impostos!...
Com uns pozinhos da História até descobrimos que os nossos monarcas deixaram de colocar na cabeça a coroa, por devoção à Imaculada Conceição, desde D. João IV, o tal nobre que aceitou governar depois dos 40 conspiradores também nobres terem feito a Restauração da Independência. Foi em 1646 e deve ter sido para simbolicamente pedir protecção ao Papa, não fossem os Filipes quererem voltar. Pelo menos, D. João IV seguiu a técnica do 1º rei e alienou os bens da realeza durante o seu reinado e o dos seus sucessores, com a promessa do tributo anual de 50 cruzados de ouro. (Isto com a inflacção explica, entre outras coisas, que ainda pagamos os ordenados aos professores de Católica.)E nem o portuguesinho Deus Sol, o tal do D. João V, desobedeceu. Quer dizer, houve aqui uma versão incompleta de "L' État c'est moi".

Agora voltando...
Conceber de forma miraculosa é sem coito, certo? Sem contacto físico, com mais rigor conceptual.A inseminação artificial já estava prevista, é claro! Ou será um insondável mistério acerca dos conhecimentos que as civilizações AC já possuiam sobre a reprodução biológica? É que se falarmos do Espírito Santo e da Trilogia Sagrada passamos ao Mito ou à Teologia. Sinto-me menos à vontade no tema, talvez por não ter andado no Seminário, e por não saber gosto sempre de ouvir falar quem sabe. Também confesso que compreendo que Teologia é uma coisa e apropriação simbólica para substanciar substractos ideológicos é coisa de outra natureza.
Convicção, convicção tenho esta: a concepção faz muito mais sentido com amor e pelo amor.

Caidê disse...

Ah! Correndo o risco de me envergonhar por não ser um pouco mais parca nas palavras, ainda voltei.

Com o dia da mãe em Maio podemos concluir que Jesus Cristo foi prematuro, i.e., nasceu de 7 meses?

Nem eu gosto de ser assim tão desafiadora, com receio que alguém ache que me coloco numa postura desrespeitadora. Não é isso.

Anfitrite disse...

Caidê,

Então e como sobrevivem as barrigas de aluguer?????

Anfitrite disse...

Ciaidê,
Como é que você me passa à frente se eu tenho 100 megas?

Bartolomeu disse...

Caidê; não me fales desses gajos que veem de Roma, calçam prada, vestem sedas e brocados, deslocam-se em aviões e carros de luxo e quando abrem a boca em público, é para se manifestarem solidários com as gentes que sofrem, intitulando-se representantes de Jesus Cristo na terra. Aquele mesmo Jesus Cristo que andou de terra em terra descalço, coberto por uma simples túnica, apoiado num bordão, por vezes esmolando, para com a sua presença e a sua palavra, confortar aqueles que realmente sofriam e ensinar-lhes o modo de conciliarem o corpo com o espírito e o poder da congregação.
Estaria o mais alto dignitário da igreja católica disposto a calçar umas rudes sandálias, segurar um bordão e a pegar pela mão um leproso? Estaria esse homem, representante na terra, do «outro Homem» disposto a abdicar dos luxos que rodeiam a sua existência e a existência do exército que sob ele ocupa os degraus da pirâmide eclesiástica e exercer com verdadeiro sentimento de igualdade e fraternidade a função que deliberadamente assumiu, em nome de um apelo superior à capacidade humana de entendimento.

thorazine disse...
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thorazine disse...

caidê,
"Mas se um homem, à semelhança do que os hindus destinam para o Bramane, cumpre os seus laços sociais e parte depois para um lugar de ninguém, que mais pode a sociedade instituída ter para lhe cobrar?"

Eu acho que nada. Henry Thoreau talvez te respondesse: impostos! :)

".. saber que partiu e se libertou dos laços sociais do que vê-lo refém de loucos normais instituídos que acham que o modelo de sociedade que reproduzem e recriam é a racionalidade por excelência.."

:)) Conceitos como "normal" e "racional" são dogmas para alguns. Conceitos absolutos. Aldous Huxley escreveu muito bem sobre o assunto em "Sobre a democracia e outros estudos". Postei um naco disso no que um dia foi o meu protótipo de blog..

"Entre o pensamento arrojado e a opção de vida pessoal e social há pontes a fazer para outros que resolvem contornar a irracionalidade, por dentro dela.."

Humm..acredito que em algumas situações, para algumas pessoas, a única solução passa por saltar fora para conseguirem ter uma visão ampla da lama em que nós estamos inseridos. Tal como nós precisamos de enviar sondas para vermos o redondo da terra.. :)

Bart,
mas um homem são não julga, reintegra. E deus julga!

Bartolomeu disse...

Thor... a parte humana de Deus, julga, a espiritual... nem tanto.

thorazine disse...

bart,
essa parte é mais difícil. Ser um "homem são" aqui é diferente de o ser na Índia ou no Iraque. Ou o ser agora ou há 2000 anos atrás.

Na minha visão, de agnóstico (e tem dias que mesmo ateu)..a parte espiritual é criada por nós, pelo próprio cérebro, um mecanismo de expansão de consciência para o qual fugimos (não de uma forma pejurativa) quando chegamos ao limite do nosso entendimento da matéria.

Bem e mal são conceitos latos. Nós admitimos que fazemos o bem dependendo da perspectiva que estamos a olhar a acção, e não pelo global.

Bartolomeu disse...

Thorazine, não podemos esquecer que os nossos antepassados da era glacial, já sabiam que os espíritos se encontravam por cima, e os demónios por baixo.
No entanto, esses antepassados ainda possuíam cérebros desenvolvidos somente na parte posterior, ou seja, aquilo que os "guiava" eram as memórias.

pedro disse...
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pedro disse...
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pedro disse...

A todos os bons conhecidos e a si tambem, JMV (gostei muito das suas recuperações da Mitologia Grega e outras Mitologias) é um contraponto a outras Perspectivas menos recalcadas.

Obrigada. Ao Júlio e á Flôr em especial.

caragueijohermita disse...

"Não perca a Fé, nem mesmo na medicina"CH

caragueijohermita disse...

"Não procurem a Mulher ou o homem da vossa vidam, procurem A Mulher ou o homem da vida dos Outros"CH :)))) LOL

caragueijohermita disse...

"A Masturboterapia ainda está em fase de testes, brevemente será lançado no mercado um aparelho de Tecnologia de ponta". (gostei muito do programa de rádio onde JMV falava de uma pessoa mitológica grega, que já não me lembro do nome (falha-me a memória para algumas coisas) Abraço, CH

caragueijohermita disse...

"E para terminar, porque 1 é igual a dois e trez é igual a cinco".

caragueijohermita disse...

"Conta até cem e vê se me encontras, Murcon" Parabéns, Pedro.

caragueijohermita disse...

"delicioso" ;)

caragueijohermita disse...

"Ninguém te apanha Nelson" sou bom em numeros, as letras tem que ser mais devagar. Os nomes das pessoas que me fizeram aprender, essas não tem nome. :.) :) LOL :.) :) (um sorriso para os mais velhos, que a meu ver são o espelho da nossa cultura, uma perspectiva claro ou uma excepção)

caragueijohermita disse...

"Nelson eles não andam atás de ti". Sou bom para numeros, as letras têm que ser mais devagar. Os nomes das pessoas que levaram a aprender, não têm nome. :)

caragueijohermita disse...

:) :.) LOL :) e um sorriso para os mais velhos que a meu ver são o barómetro da nossa cultura (uma perspectiva claro), o dia já acabou para uns, para os outros está a começar-Até já...

caragueijohermita disse...

este blog em vez de se chamar murcon devia chamar-se cagão... ganhe juizo porque voçê está a tirá-lo a muita gente o sexo é demasiado bonito para o fazer-mos com muita gente boa tertulia, anacleto. bom dia, somos todos iguais pelo menos no essencial. não acredite tanto.

carangueijohermita2 disse...

http://www.messersmith.name/wordpress/tag/eel-garden/ doutra pastelari mas delicioso tb, a meus olhos. bom dia "anónimo" e sucesso sem ironia.

carangueijohermita2 disse...

hoje as gaijas nunca mais vêm, estou a brincar ou não. saude.

carangueijohermita2 disse...

e um bom dia também

carangueijohermita2 disse...

bom dia

carangueijohermita2 disse...

para bom entendedôr meia palavra basta ou apenas ruida.

carangueijohermita2 disse...

o amor das nações podia-me enviar por email: carangueijohermita2@gmail.com

beijos:)

carangueijohermita2 disse...

http://ooutroladodalua.blogspot.com/2007_02_01_archive.html e http://www.youtube.com/watch?v=yCgRk2HDyW8