segunda-feira, agosto 13, 2012

Ámen.


Se por acaso morrer durante o sono

Não quero que te preocupes inutilmente.

Será apenas uma noite sucedendo-se

a outra noite interminavelmente.



Se a doença me tolher na cama

e a morte aí me for buscar,

beija  Amor, com a força de quem ama,

estes  olhos cansados, no último instante.



Se, pela triste monotonia do entardecer,

me encontrarem estendido e morto,

quero que me venhas ver

e tocar o frio e sangue do corpo.



Se, pelo contrário, morrer na guerra

e  ficar perdido no gelo de qualquer Coreia,

quero que saibas, Amor, quero que saibas,

pelo cérebro rebentado, pela seca veia,



pela pólvora e pelas balas entranhadas

na dura carne gelada,

que morri sim, que me não repito,

mas que ecoo inteiro na força do meu grito.



Rui Knopfli.


48 comentários:

CF disse...

Caro Júlio Machado Vaz, vou com todo o respeito roubar-lhe este poema. Encontro-me de momento a trabalhar a morte, e isto retrata tanto do que quero transmitir. Cumprimentos. Carla Ferreira

Caidê disse...

http://www.youtube.com/watch?v=YkGEnRBOXMA&feature=related

Cê_Tê ;) disse...

(O Professor não deveria publicar coisas assim, tão tristes...
Hummmmmm

Então e o F.C. do Porto, hein?
(Mais vale não arricar a tocar no Vermelhão! ;)))

Falta aqui a Andorinha para lhe dar uns açoites virtuais e lhe abrir a janela virada a nascente! É o que é!

rainbow disse...


"Nunca mais voltar é o que torna a vida tão doce"
Emily Dickinson

Ser imortal seria um tédio.
A vida é única e irrepetível. E é o facto de haver um final, a morte, que dá um sentido à vida.

rainbow disse...


Anfi,
Respondendo à sua pergunta do andar de baixo, e isto também é para a Caidê: toda a zona ribeirinha de Portimão foi modificada, incluindo a zona dos restaurantes de sardinhas.

E porque é urgente viver,senta-te Caidê, esta é para mim a mais bela versão desta canção.
Para ti e per tutti:

http://www.youtube.com/watch?v=nuSNxZb47Ns

Bons sonhos
Abraços


Caidê disse...

Rain(bow)

Deixa eu discordar. O que pode dar um sentido à vida é o que nela fizermos. E um dia a nossa morte só poderá ter sentido se tivermos tido uma vida com sentido. E se não concluirmos alguma obra não fará mal, será apenas sinal que não morremos antes de termos morrido.

Particularmente, a morte física ainda me dói. Pelo menos está cá dentro.

É claro que depois temos as mortes quotidianas. Mas, para falar delas, voltamos ao assunto "...receio que nos venhamos tornando em pessoas e cidadãos adiados.".

Contudo, tenho uma pequena ressalva a lembrar ao professor, no que se refere a este excerto.
Só seremos cidadãos adiados no que aos direitos se refere. Deveres pagamo-los à cabeça.
Mas quanto a direitos adiados para quê falar deles quando nos roubam os direitos conquistados? Roubam-nos os direitos e matam-nos os sonhos e desviam-nos o futuro.
Resistimos para que não nos antecipem a morte, nem nos neguem uma “boa morte” , pois quando chegar a vez de cada um para nós pouco mais teremos para pedir. E já assisti a muitas mortes para saber que se pode morrer como as árvores – de pé! Com tanta dignidade …

E amanhã é outro dia!

Acordaremos com um post mais esperançoso?

Se não acordarmos assim, descemos ao piso dos Beatles e do " Here comes the sun" ou, então, continuamos com uma como esta, que podemos levar para o berço desta noite:

http://www.youtube.com/watch?v=jrUT_nhb9Qw

É MESMO URGENTE VIVER!, RAINZINHA

Vou começar agorinha (estamos a minutos do início de dia 14...), porque vou desligar tudo e ouvir a tua versão MUST de "Somewhere over the rainbow" de Eva Cassidy.


P.S. - Rain, não falaste da minha foto...Era a filha da minha Petra. Chamava-lhe Concha e roubaram-ma alguns dias depois desta foto, tinha ela dois meses. Anphy, d

Impio Blasfemo disse...

Encarar a Morte é talvez sinal de prisão ao mundo dos fenómenos o terror e a dor ante a chegada da morte ou a serena mas entristecida resignação com que a fizeram os gregos uma doce irmã do sono; para o espírito liberto ela deve ser, como o som e a cor, falsa, exterior e passageira; não morre, para si próprio nem para nós, o que viveu para a ideia e pela ideia, não é mais existente, para o que se soube desprender da ilusão, o que lhe fere os ouvidos e os olhos do que o puro entender que apenas se lhe apresenta em pensamento; e tanto mais alto subiremos quando menos considerarmos a morte como um enigma ou um fantasma, quanto mais a olharmos como uma forma entre as formas.

Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'

AQUILES disse...

E de repente lembrei-me daquele filme "O Declinio do Império Americano", dda cena de uma aula onde se explica a luz da madrugada, a hora da morte, a propósito de telas de Caravaggio (se bem me lembro).

Bartolomeu disse...

Agostinho tinha razão meu bom Gigante Ìmpio. A necessidade de olharmos e entendermos tudo, "como uma forma entre as formas", coloca-se a todos os aspectos da existÊncia humana.
Até porque, vistas bem as coisas; «A gente morre logo ao nascer com olhos rasos de lezíria...» como bem canta a Zabele o poema do Tê ca fanfarra do Rui.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4BHdvDYyCVA
;)))

Caidê disse...

Concidadãos
Deixo-vos bem acompanhados :))):

http://www.youtube.com/watch?v=VIusePfLhd0

:)))

rainbow disse...


Bom dia ou boa tarde:)

Ainda sobre o post, lembrei-me duma canção que compus com 10 anos, sobre a guerra colonial. Deixo a letra:

É no cais da minha esperança
Que eu vou esperar
O meu soldadinho
Que à noite há-de chegar

É no cais da minha esperança
Que eu vou abraçar
O meu soldadinho
Que á noite há-de chegar

Foi no cais da minha esperança
Que eu eu chorei a bom chorar
Porque o meu soldadinho morreu no mar

Ímpio e Aquiles,
O que eu gostava de ouvir Agostinho da Silva, sempre com uma enorme lucidez.
Tenho que pesquisar esse filme, que não vi.

Caidê,
talvez não me tenha feito entender.
A morte dá um sentido à vida, pois a consciência que temos da nossa mortalidade,funciona como mola impulsionadora da acção. Aproveitar a vida, que é breve, dar um sentido á nossa vida, tanto a nível individual como colectivo.
Pois é, a foto, a Concha, tão linda, pena ter sido roubada...
Gostaste da canção?:)

Fiquem hoje com esta:

http://www.youtube.com/watch?v=an97c-1fp8k

AQUILES disse...

Rainbow
Já há algum om tempo atrás esses filmes foram aqui referidos. Recomendo muito esse o o que foi feito 18 anos depois, "as Invasões Bábaras", com os mesmos artistas e as mesmas personagens decorridos que foram dezoito anos na vida dessas personagens. Valem muito a pena, e devem ser vistos na sequência certa.

Caidê disse...

Bis :)
http://www.youtube.com/watch?v=wUuYdVY7pZ4

Fora-de-Lei disse...

CF 10:01 p.m.

"Encontro-me de momento a trabalhar a morte..."

Sempre seria mais agradável encontrar-se neste momento a trabalhar a Norte...

Impio Blasfemo disse...

Aquiles e Rainbow

Não vi o “Declínio do Império Americano” mas vi as “Invasões Bárbaras” e “A minha versão do Amor”, do mesmo realizador Denys Arcand. Tenho a certeza que já fiz referência às “Invasões Bárbaras” quando, salvo erro, abordámos a eutanásia. Voto, como o Aquiles, nas Invasões Bárbaras. E com isto, revelei o tema geral do filme o que decerto aguça a curiosidade de quem ainda não o viu.

Bart – Amigão
“A necessidade de olharmos e entendermos tudo, "como uma forma entre as formas"”
De facto, às vezes, custa a entender tal, sobretudo a sentir tal como o Agostinho o diz, e lá nos vem a lágrima aos olhos e uma dor que aperta o coração; estranho sentimento este, comezinho mas muito natural, que nos finta a razão, e que ocorre quando a pessoa que nos é querida se despede desta vida, para encarar uma outra forma entre as várias possíveis, como o Agostinho diz.

Ímpio

bea disse...

Professor

o poema é tão bonito como triste. Então? somos imortais. e a morte é um ponto no fim de uma frase.

sermos irrepetíveis dá-me até uma certa vaidade. de ninguém igual. de nada igual na vida.

mas entendo esse outro lado da lua que todos temos. e um sorriso especial, não por ter alguma qualidade extra. só porque.


e hoje estou um mbocadinho como a Anphy, apetece-me falar dos médicos , das doenças, dos hospitais e vai daí por acaso penso que só lá vamos porque gostamos da vida e queremos viver. né? eu faria já aqui uma historinha se não fosse não poder fazê-la. E vocês rezem a qualquer santo que não me interessa quem. que tenho de mexer sen~ºao morro de parvidade e estupidez natural.
Um beijo de férias

bea disse...

E gostei muito das músicas que as meninas aqui deixaram :) Parabéns pelo bom gosto.

bea disse...

Esqueci-me de uma coisinha, o poema é de uma morte que não morre, de um amor de até ao fim, de um desejo de presença que se repete e repete num ser irrepetível.

Pronto. é isto. Ou não é mas é porque foi assim que o li.

Impio Blasfemo disse...

Esquecia de acrescentar

“O amor nunca morre de morte natural. Añais Nin estava certa.

Morre porque o matamos ou o deixamos morrer.

Morre envenenado pela angústia. Morre enforcado pelo abraço. Morre esfaqueado pelas costas. Morre eletrocutado pela sinceridade. Morre atropelado pela grosseria. Morre sufocado pela desavença.

Mortes patéticas, cruéis, sem obituário e missa de sétimo dia.

Mortes sem sangramento. Lavadas. Com os ossos e as lembranças deslocados.

O amor não morre de velhice, em paz com a cama e com a fortuna dos dedos.

Morre com um beijo dado sem ênfase. Um dia morno. Uma indiferença. Uma conversa surda. Morre porque queremos que morra. Decidimos que ele está morto. Facilitamos seu estremecimento” (Fabricio Carpinejar)

Ímpio

Anfitrite disse...

BIIIIIA,

Eu não preciso de imaginação para falar de médicos e de doenças, basta relatar um pouco do que já se tem passado comigo.

Ponho aqui duas respostas que fiz noutro blogue sobre a falta de amor e também sobre a morte, para ver que a minha vida é uma desgraça e que não falo só de médicos. Se se riu ontem comigo eu ainda hoje me riu de ver um prazer genuino. E quando acordei falei comigo e disse, depois de me pôr em posição fetal: Tem calma! Eu sei que és grande mas só falta um dia para tu te estenderes à vontade.
e os comentários:

Anfitrite10 de Agosto de 2012 18:09
Gostei. Tudo está de acordo com os meus sentires. Só que já nem tenho o que outrora julgava prazer: fumar.

"E só me resta hoje uma alegria:

É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mas esguios..."

de MSCarneiro-Além-Tédio


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Anfitrite13 de Agosto de 2012 17:53
Viva!
Respondendo à personagem(neste caso prefiro sempre o feminino), acho que são os lençóis quem melhor conhece a linguagem das lágrimas. Por algum motivo, o desgosto nos leva sempre para o quarto. É lá que passamos a maior parte do tempo que nos pertence. E é lá que são revolvidos todos os nossos problemas. Também é lá que passamos as noites em claro.muitas vezes até para não incomodar-mos os outros.
Quando temos uma alegria preferimos cantá-la a toda a gente e espanejarmo-nos pela rua fora...
Abraço amigo.

Rain:
Na cave eu pus uma música e fiz-lhe uma pergunta.
Abraço amigo.

Ìmpio

O amor morre sempre de morte matada. Não percebo porque se fala tanto nessa peçonha, que ninguém sabe definir o que é e que só causa chatices. Já o outro dizia:
"Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente..."

Já a morte é uma PORRA bem presente, e que não penso ser uma mola como disse a Rain. Eu penso que a vida não vale a pena só porque existe a morte. De que vale passar aqui para sofrer. Até mesmo quando ajudamos os outros levamos patadas! E não estou a exaltar-me. Estou a constatar um facto, apesar de me sentir leve e desejar uma partida rápida e sem saber.

E não consegui ter a sua força. Depois da despedida, em vida, duma testa quente que transpirava por causa da febre, pedi que me tratassem de tudo e só fui para a capela, sozinha, até fechar, porque não disse a ninguém. Porque para mim, se não a sentisse de férias no Algarve, já não estava aqui. Por isso ainda lá não voltei e continuo a pagar a água e a luz no nome em que sempre esteve.

Aquiles,

Não conheço essas profecias, só li as do Nostradamus. Mas tenho a certeza que não é uma arca de Noé que nos espera e que eu não serei uma das escolhidas.
As maiores desgraças que se passam, sobretudo nos bancos, não são os desvios que alguns fazem, isso são amendoins. São programadas e mantidas em segredo. As loas que nós conheçemos são para distrair o acéfalos. Não reparou nos comentários imbecis que muitos fazem? Até dá dó tnata imbecilidade.

Cadê,

Sua lirica. Espero que também gosto, assim como os outros


http://www.youtube.com/watch?v=X2ugGaTwYp8&feature=player_embedded#!

Anfitrite disse...

Bea,

Tem-me esquecido enviar o vídeo sobre a quem a Ana Drago respondeu e a que você chamou arquétipo, não sei se no sentido de modelo ou apenas de utopia.

http://videos.sapo.pt/ZyHE6qJDfgZ8ADVat6CD que você chamou arquétipo

rainbow disse...

Já é oficialmente dia 15, por isso:

Anfi:)

Feliz aniversário!
Aqui lhe deixo o meu presentinho:

http://www.youtube.com/watch?v=ntlme8bh818

Quanto à pergunta que me fez, eu já tinha respondido mais acima, aqui neste anda. Que a zona ribeirinha de Portimão foi modificada, incluindo o espaço dos restaurantes de sardinhas. Quanto à música, adorei ouvir aquele duo, numa mistura de ritmo brasileiro e fado. Um grande abraço.

Aquiles e Ímpio,
Vi o filme "As invasões bárbaras", que o Ímpio sugeriu na altura e gostei muito.

Caidê,
Sua malandra, gostei do teu bis:)
E agora vou, não bisar o "teu" Carlos Santana, mas pedir emprestado e acrescentar uma voz.

Bons sonhos para todos

http://www.youtube.com/watch?v=Ojre8-jtfbY

Caidê disse...

Anphy

Gostei do musical, minha lady! Muito! E mais ainda de ter um comentário seu por aqui.

Lírica, eu? Often!

Mas às vezes sou absolutamente cirurgiã. É para pôr o bisturi e é por ali. Salve-se o doente!Se urge, URGE!

E tenho vezes em que me desdobro e me trato de fora para dentro.

E tenho ocasiões em que me digo: "Não te entregues!".

Já vivi, como dizia Neruda!

Quanto à morte, há os que falam dela sem terem tido dela experiência. Eu falo dela com a experiência com que dela falo.

E além da experiência privada, trabalhei com idosos. Ouvi-lhes histórias de vida...Anunciaram-me a crónica da sua morte...Se calhar, ensinaram-me até a morrer - um dia, claro está!

Mas cada coisa no seu lugar e a seu tempo.

E quando me dou ao sonho é para não sucumbir. Quando já me tremem as pernas, quando não quero deixar que arrefeça o coração é pelo sonho que vou. Tenho de cuidar. Não quero ser cuidada, por enquanto!Para já, ainda estou cá eu para me cuidar. Os outros merecem poder olhar para si, não para mim, que cá me vou aguentando "nas canetas".

Ihhhhhh!... Parece que escrevi à séria!...

É melhor que brinque!... Leveza é ar que se respira.

Professor
Não anda triste, anda?
Só um bocadinho e isso resolve-se?

Bia
Faz um restauro, se puderes!
Se quiseres, vai ao meu perfil, cusca o mail e maila, carocha! :)))







Anfitrite disse...

Rain,

Por alguma razão eu digo que a Rain é a coisa mais doce aqui no blogue. Não é que não hajam outras, mas Vc junta mais coisas. Consegue também se indignar.

Eu como sou um furacão respondo logo ao primeiro comentário que me pica. Ainda não li estes.

Por isso muito obrigada. Um grande abraço. Foi a primeira pessoa de quem eu recebi os Parabéns.

Sabe que por aquilo que tenho dito, às vezes meto-me na cama e desligo os telefones, para não falar com ninguém, porque a vida não me seduz, e muitas vezes prefiro pensar que não existo. Mas sei que o disse com sentimento. Ainda não ouvi a música. Vou ouvir agora. podia dar-se o caso de os olhos se embaciarem e não poder responder.

☺☺♥♥♥☼☼☼♫♫♫

http://www.youtube.com/watch?v=rsy57_aOUJ0&feature=related


Anfitrite disse...

Rain,

Queria dizer-lhe, mas esqueci que o meu endereço está no meu perfil, e é público.

Já vi o vídeo. Afinal não era para chorar, apesar da ternura. Gostei muito. Será que ainda nos escontraremos com marcianas?

Para todos os amantes:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=okdAh-8j7jQ

Caidê disse...

Anphy
Sua marota! Não sabia! Parabéns!
Somos leoas???

Que seja muito feliz daqui em diante.

Agora podemos ir comer um bolinho para festejar o aniversário de ambas :)))

Uma canção todinha para o seu coração:
http://www.youtube.com/watch?v=rsy57_aOUJ0&feature=related

Um beijo, querida!
Um dia muito feliz!

Anfitrite disse...

Caidê,

Sua amostra de gente!
Aonde é que vai buscar tanta energia?! Ou a energia está só nos dedos que carregam nas teclas. É bom amar a vida. mas a mim aconteceu-me que quanto mais conhecia a vida, mais ultrajada me sentia.

Esta é para uma pessoa alegre

http://www.youtube.com/watch?v=Ihf-xstrg3Q&feature=player_embedded#!

bea disse...

Parabéns Anphy

digo como a Caidê "somos leoas". ainda que não encontre em mim muito de leoa. mas pronto.tá bem.
beijinho de parabéns

bea disse...

Caidê

respondendo a um comentário do andar de baixo, não sei onde:neste momento penso que não dá senão para estar na cama, mais ou menos a olhar a paisagem.

bea disse...

um restauro...
preciso peças novas, é verdade. onze dias é muito tempo para diagnóstico... e ainda falta alguma coisa.só a dor não se esquece nunca de vir

Boa noite :)

Anfitrite disse...

Rain,

Esqueci-me de dizer que hoje/ontem comprei um girassol num vaso, para transplantar.

Se não conhece espero que goste desta versão

http://www.youtube.com/watch?v=rXEwzNfSB4E&feature=plcp

Anfitrite disse...

Bea,

Many thanks!

Mas afinal goza comigo e é VC que não tem concerto?

Remédios para as dores eu conheço dos melhores. Só que têm muitas contra-indicações.
Aquiete sua alma

http://www.youtube.com/watch?v=v9j_j-cUwKc&feature=context-chv


Anfitrite disse...

Bea, esqueci-me de dizer que(apesar de não entender nada disso) do que tenho ouvido acho que tenho muitas características de Leão:

-Sou perfeccionista. Pode tudo estar perfeito, mas se tiver algum bit trocado, eu consigo ver mesmo sem sentir. E para mim deixa de ter valor.

-Sou líder sem ser chefe. Quando quero consigo levar sempre a minha avante, sem que os outros dêem por isso.

-Embora não pareça detesto conflitos, e muitas vezes cedo para ganhar depois.

-Gosto[(sou) de ser notada],sem dar nas vistas.

_Sou extremamente sensível e fico ferida sem os outros de aperceberem.

-Não consigo ser indiferente ao que vejo.

-Detesto rotina, ou trajectos antecipados. No entanto a minha vida hoje é um papel químico.

-Já emprestei dinheiro para outros resolverem problemas, a potos de ficar sem dinheiro para remédios. Digo isto porque ninguém me conhece.

Nunca puxei por galões, nem exigi o que me era devido-isto deve ser de carneiro

Com tanto exigir de mim própria e do que os outros exigiram, ou eu dei sem pedirem, esfarrapei-me.

Não se esqueça que eu também tenho um mail.


Se eu contasse o que me aconteceu no fim do mês passado, ninguém acreditaria. Não foi desgtaça, desgraça foi a morte do meu amigo e companheiro-foi Misty em tudo: No aparecimento e no desaparecimento.





Anfitrite disse...

Caidê,

A música foi engano? Eu acho que a repetição foi de propósito. Ou então são aquelas coincidências, que acontecem mesmo.

Se eu lhe contasse a minha experiência com lares e idosos, ficava pasmada. E não foi por trabalhar lá. Foi para inspeccionar, mas não foi no aspecto físico(funcional). Foi uma experiência que junta daria uns anitos.
Como aos meus olhos não passa nada despercebido. Conto apenas um pequeno episódio, que um senhora (na altura acumulava a direcção da Mitra) e que só ia lá quando o rei faz anos (depois foi para administradora dum Hospital). Na Mitra (depois CASL), em Marvila, quando se abria o portão, que era guardado por um polícia, à nossa frente tínhamos uma extensão enorme de empedrado, com os pavilhões de lados, ou chame-se lá o que quiser, e junto às paredes estavam colocados bancos, semelhantes aos dos jardins. Nesses bancos, os velhotes adoravam sentar-se, sobretudo quando havia sol. Algumas das faziam croché, ou outras coisas, e adoravam mostrar-nos, quando a gente passava. Pois essa directora, Dr.ª. Ermelinda, foi lá um dia depois de almoço, e deu ordens a um funcionário superior, para mandar tirar os bancos, porque davam má impressão a quem lá entrava, quando se abria o portão.
Então os velhotes depois, como não tinham para onde ir, só lhes restava irem estenderem-se nas camaratas, que ou cheiravam a urina, ou a desinfectante rasca, que se usava nas cavalariças, porque era mais barato e dava para escorregar.
Por hoje fico-me com esta pequena piada verdadeira. Depois tenho outras mais interessantes. De tal modo que quase passei a rogar pragas a quem punha os familiares em lares. Não me refiro àqueles que não tinham outras hipóteses, mas àqueles que não queriam ter trabalho. E tem piada, pois uns casos que eu achei flagrantes pagaram-nos bem pagos. A não ser que as pessoas não tivessem sentimentos.


http://www.youtube.com/watch?v=Nl9WMIPzd6w&feature=related

Aonde é que esta gente vai buscar a voz?

E mais esta em especial para a mãe dum menino

http://www.youtube.com/watch?v=u3JzWfn-z7Q&feature=related

Biépi

Impio Blasfemo disse...

ANFI . “O amor morre sempre de morte matada”

Acrescentaria, e às vezes de morte torturada. Ando a ler o Anão do escritor Lagerkvist. Diz a crítica que é um livro sobre o Bem e o Mal. Tem várias personagens entre as quais a Princesa. Quem narra é o Anão da corte, uma corte Renascentista, algures na Itália, com um Príncipe, uma Princesa, um mestre Bernardo e mais outras personagens. O Anão da corte, pela proximidade ao Príncipe, tem uma perspectiva privilegiada sobre tudo o que o cerca, mas é um ser marginal, habituado a olhar de fora o mundo dos homens. A Princesa, segundo o Anão, é uma mulher lasciva de meia-idade que ele critica e, afinal, à sua maneira ama. Mas ao falar dela e sobre o amor afirma:
“O amor é uma coisa que morre: uma vez morto, apodrece, mas pode servir de húmus a um novo amor. O amor defunto continua a viver duma vida secreta no novo, de forma que na realidade o amor é imortal…..A princesa teve um dia um amante que deixou torturar, porque ele a enganava: Fez com que o príncipe o condenasse por um delito que ele não tinha praticado. …..Fui eu o único a saber o que se passara: E tive de assistir às torturas, para poder descrever à minha ama a maneira como ele as tinha suportado….”

E assim se conclui que: Se quem se mete com crianças acaba molhado, quem se mete com princesas acaba torturado.

Um abraço
Ímpio

rainbow disse...


Bom dia:)

Anfi,

Já vi o seu endereço, merci:) E também pelas músicas, a Vera Lyn, a Eva Cassidy, que já conhecia, mas nunca é demais ouvir.
E olhe que o amor dos meus pais foi até que a morte os separou. E foi um amor apaixonado.
Agora uma catrefada de canções de amor, mesmo que não acredite nele. De todos os géneros:)
(E plante muitos girassóis)

http://www.youtube.com/watch?v=gUyu5prWjTE

http://www.youtube.com/watch?v=cWst-r26whI

http://www.youtube.com/watch?v=D-IhC36MB-o

http://www.youtube.com/watch?v=ezFmaSafylE

http://www.youtube.com/watch?v=9pTBYrDH5nw

Caidê e Bea,
Como não sei o dia exacto em que fazem/fizeram anos, mas como são leoas, aqui vai para as duas com um abraço grande e desejos de melhoras rápidas para a Bea(quando quiseres maila Bea, os amigos são para os bons e maus momentos).Agora é que é:)

http://www.youtube.com/watch?v=0ZAFwb-BiPo

:)



AQUILES disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
AQUILES disse...

Rainbow e Impio

As Invasões Bárabaras são um bom filme, mas o seu grande sentido vem quando se vê primeiro O Declinio do Império Amaricano. São as mesmas personagens(e os mesmos actores) em que se vê a avolução das suas vidas, e do mundo, pelas suas análises ao longo de 18 anos.

andorinha disse...

Bom dia:)))))

Ainda meio zonza vim só tomar o meu cafezinho diário.
Não li ainda nada do que está para trás. Vamos devagar que a idade não perdoa...:))))

Anfy,

PARABÉNS, moça:)
Beijo grande.


Quanto ao post:

Apesar de falar de morte, achei o poema muito belo!

"Será apenas uma noite sucedendo-se

a outra noite interminavelmente."


Gostava, mas não consigo encarar a morte assim...

Deixo um grande beijo a todos os amigos que aqui tenho.
E agora vou...que a vida não para:)

Logo volto. Fiquem bem:)

bea disse...

Anphy

Thank’s pelas músicas.

Do Andreia Bocelli gosto muito desta que lhe dedico. Por fazer anos. Também tive nesse dia umas supresas agradáveis, ainda que já tudo me custasse.

http://www.youtube.com/watch?v=y9ax1hZnzG0&NR=1&feature=endscreen

Aprecio o contraste na tonalidade das vozes, da limpidez da garota, a voz um rio que flui, de ser cantada em italiano, de haver um par que dança por dentro da melodia como se a vida essa facilidade sobre rodas, obliterando o esforço de o conseguir. Muito bonito mesmo.
E ainda que não verdadeiro, e eu com pés de realidade, é ideia que me anima a continuar.

Não sei quais as caraterísticas do leão, mas dizem-me os colegas – que sempre surpreendo - que fujo ao signo por ter influências do anterior que parece ser menos bom e nem sei qual é.

Comparemos com as suas:

- não sou perfecionista. Irrita-me sair mal. Mas não me lembro de pensar que tudo tem que estar bem. Aliás, basta olharem-me, entende-se logo que não vou por aí ( as minhas amigas são-no todas, por isso me ultrapassam no que lhes ensino; tornam-se científicas a mim basta o amadorismo:).

-Sou um bocadinho líder, levo o tempo a dar ideias. Abomino chefias. O pouco que determino, faço. Se não magoar demais os outros.

- detesto conflitos. Por norma cedo e não penso em ganhar ou perder; apenas em evitá-los. Mas por vezes incorro no erro de o dizer e as pessoas vingam-se criando-mos. É um bocado mesquinho e isso me deixa acabrunhada; pior que o conflitos é o desejo de continuamente o provocar para fazer mal, no que sou impreparada. Mas há discussões necessárias. e não têm de ser conflitos, ou servem para resolvê-los. se houver desejo de. (cont)

bea disse...

(con)
- Surpreende-me sempre se me notam. Mas gosto. Pelo inusitado. E porque na verdade nada de mim é saliente. Faço parte de um coro onde a minha voz se dilui ainda que contribua para ele. Se alguém me nota há de ter muito bom ouvido, ou estar de ouvido em mim. Não há quem não aprecie isso :))

- Penso que sim, para o bem e para o mal, tenho uma sensibilidade especial.Herdei-a dos dois seres que mais me amaram; espero preservá-la. Vale por três.

-Bingo.

- Gosto da rotina, preciso dela e não lhe encontro maus momentos. Mas também aprecio coisas ao acaso, incursões no desconhecido, passear onde tudo é novo, porque me faz criança com mais força. Ainda que até na rotina o seja tanta vez. É uma atitude interior que espero morra comigo. E, se puder transmigrar, que o faça.

- já emprestei $ e dei muito mais do que emprestei. Não almejo riquezas nem boa vida. O dinheiro nunca me interessou senão para uso. Basta olhar o que vivi. O desconforto em que nasci fez-me apreciá-lo no sentido de me proporcionar conforto e não luxo. Adoro dar prendas estou muito aborrecida com este estupido governo que minorou essa oportunidade. Dar coisas que os outros não têm ou não esperam, é do mais agradável que há. faz-me bem a tudo.

- não tenho galões para puxar, portanto, passo. Mas penso que o que me é devido deve ser dado naturalmente e não porque eu o faça notar. Sempre que faço acontecer a última hipótese, entra-me uma tristeza; e se não faço, também. Mas passa.

- Bem, quero morrer gastinha da silva. Como já disse, tudo leva a crer que sim. Não pensei que provocasse tanta dor. Mas é natural. Muitas vezes me excedi sem que ninguém desse por isso. Nem eu. Mas é que na maioria das vezes precisava mesmo de o fazer. Agora olha, cumpre-se o meu desejo de tudo gasto - esqueci-me de pensar que o estar gasto, implicava sofrimento; parva todos os dias. É que tenho levado a vida a cumprir o que desejei. Bolas! Quando aprenderei a desejar?

Cabou
Anphy envio-lhe um mail. Não sei quando porque só escrevo e leio nos poucos momentos de doping :) nos outros tento ordenar o pensamento, mas está muito ocupado com pormenores de partes do corpo aos gritos de estou aqui que não me deixam mexer.
Tudo passa :)

Caidê disse...

Anphy

Sorry!... A vida tem cada coincidência, sim!... Mas desta foi puro engano, que desfaço. Era este o tema que queria ter enviado:

http://www.youtube.com/watch?v=_M01IrdF9Lo

Um resto de dia feliz, "minha" lady :)))

Professor
Para si vai esta. Sexto sentido, talvez, mas creio que precisa e não duvido que merece... :)))uma atençãozinha também especial. Tenha um bom dia!

http://www.youtube.com/watch?v=F24VqlFBvrU&feature=related

Meninos
Someone called me. I'll be back soon :)))

Hirondeeeeeeeeele! My sweet bird, you came!

João Peeeeeeeeeeeeeedro! A praia é longe. Onde andas, miúdo?






bea disse...

Rain

obrigada pelo Caetano Veloso. Sem saber fez uma canção na minha medida. Vesti-a :))
Parece-me que estou melhorando.
rezaram aos vossos santos, certamente. Ou os meus afastaram o escuro, varreram a casa, seguraram a dor. Ninguém sabe o que é a verdade.

AQUILES disse...

Já vi que aqui a sala de estar está cheia de Leões. São óptimos.

andorinha disse...

Bea,

A ouvir Andrea Bocelli. Linda a canção. Adoro duetos como penso que já aqui disse.

E que auto retrato fazes, moça!:)

"Mas também aprecio coisas ao acaso, incursões no desconhecido, passear onde tudo é novo, porque me faz criança com mais força."

Esta parte temos em comum. Foi o que fiz em grande medida nestes dias de férias.
E mudar de ares é ótimo, sinto-me muito mais leve.


Caidê,

Claro que voltei...eu era lá capaz de vos deixar aqui sozinhos com o Júlio?:))))))

Eu vou chamar o Pedro, pode ser que ele ande por aqui perto. Miss him 2...


Aquiles,

Os Leões são ótimos? E as Leoas?:)))

AQUILES disse...

Andorinha
Lá temos a invenção do Guterres, pronto.
Portuguesas e portugueses, leoas e leões.

andorinha disse...

:)))

Lou disse...

Um dia não muito longe não muito perto


"Às vezes sabes sinto-me farto
por tudo isto ser sempre assim
Um dia não muito longe não muito perto
um dia não muito normal um dia quotidiano
um dia não é que eu pareça lá muito hirto
entrarás no quarto e chamarás por mim
e digo-te já que tenho pena de não responder
de não sair do meu ar vagamente absorto
farei um esforço parece mas nada a fazer
hás-de dizer que pareço morto
que disparate dizias tu que houve um surto
não sabes de quê não muito perto
e eu sem nada pra te dizer
um pouco farto não muito hirto e vagamente absorto
não muito perto desse tal surto
queres tu ver que hei-de estar morto"?

(RUY BELO)