domingo, novembro 01, 2009

O preço certo?

O céu de Cantelães marcou-me falta e os benfiquitas perceberam que é cedo para festejos. A chuva transformou-se num "bónus" desnecessário, o meu humor já seria negro sem ela:). E no entanto... Num dia longínquo, depois de uma conferência longínqua, numa cidade nesses tempos longínqua de tão órfã de auto-estrada, um padre sorriu e disse - "você é simplesmente um católico que não acredita em Deus". Eu teria preferido o diagnóstico de cristão, mas há verdade na frase. Por exemplo, na convicção pré-consciente de que todo o prazer tem um preço.
O Sérgio ao telefone, "estás bem, pá? Queres ir...?". Ele sabia a resposta, lembro-me de assistir não apenas ao espectáculo, mas também ao ensaio, enroscado no escuro da plateia do Rivoli, "como consegue o gajo enfiar tantas palavras na melodia?". Claro que fui. O Coliseu como um ovo e o meu filho músico fitando-os como ave de rapina, a minha canção favorita do Sérgio é o "Que há-de ser de nós?" e a resposta está neles, nos mais novos e no regaço das suas memórias. (Regaço é uma palavra doce, faz pensar em cabelos afagados por mãos de mulher que segundos antes nos exasperavam o corpo, "obrigado, querida, shh, não sejas tonto".)
Nunca fui um revolucionário, não mitifico o PREC ou qualquer um dos responsáveis pelos Três Cantos. Aposto que são feitos de sol e sombra, como eu. Tenho saudades de cirandar por Lisboa com o Sérgio e algumas pessoas nos perguntarem se éramos família, "há uma parecença qualquer...". Família, obviamente! Ele escrevera-me para o Sexualidades, "cá em casa vemos todos, quando apareces?". E eu não demorei, a sua música embalava-me há muito, o jantar decretou-nos velhos amigos com atraso. As ruelas de Lisboa, os tascos de Matosinhos, mesmo assim vemo-nos raramente, pecado nosso. Os outros dois são amigos que não conheço:).
Saí do concerto e não quis interromper o Sérgio, a adrenalina baixa preguiçosa, a cada um de escolher como, eu prefiro a solidão. Enviei sms. E de repente apercebi-me de que lhe agradecera o privilégio crepuscular. Não apaguei a expressão. Porque a nossa geração canta, fala e escreve sobre um pano de fundo já crepuscular. Não é uma tragédia. Mas transforma cada ritual num bem precioso, que seria criminoso desperdiçar.
Talvez as saudades de Canteláes e a tristeza pelo Benfica não sejam um preço assim tão exagerado:).

37 comentários:

noiseformind disse...

Em caso de duvida ritualistica, prestar devocao... :)

Lou disse...

Boa noite Sr. Professor,os ultimos são os primeiros,como sempre lambi-me com o seu escrito. Senti-me uma grande nostalgia, também tenho saudades dum colo a dos afagos em todo o corpo, ups.......a vida tem destas surpresas e o nosso Benfica ainda dará volta à questão, o que importa é saber perder . Bjinhos

A Menina da Lua disse...

Ah! tambem foi ao concerto!:)

"Os outros dois são amigos que não conheço":).
Achei graça...porque sendo assim tambem partilho da mesma amizade!:)

Os três se complementam e entrosam muito bem; um, o José Mário, canta com uma voz ainda cheia de força e convicção, outro, o Sérgio com umas letras a tocar e transbordar de poesia e por fim o Fausto com todo o seu rigor musical em sentido estético mas tambem emocional...
"O privilégio crepuscular" acrescentou ainda mais um brilhosinho especial à festa...Gostei mesmo!

Quanto às suas parecenças com o Sérgio Godinho, já aqui as referi uma vez quando estivemos todos juntos no lançamento do seu livro "O Amor É". As semelhanças são evidentes e não só ao nível físico, pois os traços de ternura vos aproximam ainda mais que os outros...

Quanto à derrota do Benfica, lá calha:) mas como os deuses são justos ( o padre lá tem a sua razão)e como todo o prazer tem um custo, feitas as contas no final até deu o preço certo, será? hum! não sei não!:)

Boa semana para todos!

Cê_Tê ;) disse...

Boa noite ;P
Falo por mim... faz falta abrir a net - vários separadores- um deles é 90% das vezes o seu cantinho e não haver um novo post.
Estupidez julgá-lo doente... porque não feliz e/ou ausente, não é?
toc- toc- toc (isola ;))))

Gosto do Sérgio G. - para mim é o Caetano Ve... LUSO. Aprecio também a forma como ele "empulseira" as palavras e a beleza graciosa que têm quando se abanam...

Há uma certa semelhança sim... no traçado do rosto- nele até ao sorriso (já que o professor vai facilmente até à gargalhada;)))

Quanto ao Benfica... ainda estou para entender esse espirito bélico recalcado dos malucos pelo futebol...

Boa semana para todos

Anfitrite disse...

Salvè Prof.

Se não fosse o seu programa diário começava a ficar preocupada.
Veio um texto bonito mas por todo ele perpassa uma grande nostalgia e a sensação de um certo vazio.
Os sessenta não justificam isso. A ponto de considerar a chuva uma benção desnecessária(será porque não acredita em deus?). Neste momento ela é mais preciosa do que o ouro.
Sabe que o acho parecido com o Sérgio? O Sérgio era feio, mas com a idade refinou. E quem diz o que ele diz e como o faz, não pode dizer-se que seja feio.
Para se animar um pouco leia "o reino da estupidez", como eu vou refazer quando me deitar, porque foi uma ideia que me surgiu ao ouvir o programa "Câmara Clara". E se quiser ir para o Panteão não escreva o prefácio dos seus livros como fazia Jorge de Sena.

"Pilriteiro, dás pilritos
Por que não dás coisa boa?
Cada qual dá o que tem,
Conforme a sua pessoa."

Cantiga popular in O "reino da estupidez" de Jorge de Sena (O Tempo e o Modo)
Boa semana para todos.


E com tanta chuva que até os cães a bebam de pé.

AQUILES disse...

Ritual num bem precioso? Se vamos por aí, pelos nossos rituais, temos de trilhar os esconsos das nossas vielas intimas.

Bartolomeu disse...

«Porque a nossa geração canta, fala e escreve sobre um pano de fundo já crepuscular»
Gostaria que o Prof. esclarecesse qual o crepúsculo? Se aquele que precede o nascer do sol, se aquele que segue ao pôr do sol...
Antecipando que o crepúsculo da nossa geração possa ser aquele que segue o pôr do sol, o que caracterizará uma geração que construiu e viveu um apogeu (como outras) e que não se desencorpora do espírito que a motivou, se sente responsável pela continuídade do cíclo.
De Sérgio Godinho prefiro o "coro das velhas", retrata o âmago do povo.
E... já que entrei numa "onda" de inquisidor, pode ser que tenha sorte e atrevo-me a lançar-lhe mais uma questão: preferia o dignóstico de cristão...?
Oh cum raio...!
Deixe-me ver s'entendo: Católico ainda vá, porque esse, é aquele que segue a religião de que é chefe o pontífice romano, ou seja: o chefe do tal padre que o invectivou e que, tanto pode ser cristão, como somente católico, porque cristão é o tipo que segue os ensinamentos de Cristo.
Parece-me que o tal padre anda um coxinho desajustado nas... invectivas e o Professor?
;)))

roc disse...

bem escrito,boa visão, belo retrato...
abraço

andorinha disse...

"Como consegue o gajo enfiar tantas palavras na melodia?":)))

Porque sim, porque é mestre nisso.
Aliás são três monstros sagrados das nossas cantorias.

Nenhum preço é demasiado para momentos de puro deleite e prazer.
Agora que escrevi isto, dei por mim a pensar que há prazeres que não valem o que pagamos por eles, mas isso são outras histórias...:)

Bartolomeu,

Em relação à preferência pela designação católico ou cristão, confesso que de início também não entendi bem.
Estas coisas de religião deixam-me sempre um bocado baralhada:)
Mas acho que o Júlio afirma que preferia ser "rotulado" de cristão precisamente pelas razões que tu apontas.
:)

Bartolomeu disse...

Concedo-lhe o benefício da dúvida, Andorinha...
Hoje, acho-me particularmente benevolente... cristão...
;))))))))

Carolina disse...

Olá a todos,


O meu nome é Carolina e posso dizer que sou uma nova aquisição do vosso blog Murcon.
Há algum tempo que ando acompanhar as vossas tertúlias e troca de experiências, ficando apenas nos bastidores.
Confesso desde já que fiquei uma fã incondicional dos escritos do blog e dos livros do Prof Júlio por quem desenvolvi uma grande admiração.
Acho este espaço muito interessante onde se vive e se aprende muito!

Aproveito para deixar os meus melhores beijos e abraços 

Carolina

Bartolomeu disse...

Olha Carolina... se os beijos que deixas são os melhores da tua colheita, vou arremata-los por atacado. Quanto aos abraços, fico com 2 ou 3, os restantes, deixo-os pró maralhal.
;))))

Caidê disse...

Que mau ter faltado a esse tempo musical, por certo, tão caloroso e significante com o Sérgio Godinho,o José Mário, o Fausto e o seu público. Baladas de intervenção! Escrever, cantar e musicar para mudar, para se projectar em amanhãs menos pluviosos e/ou cinzentos. Fazê-lo com alegria e passar "ao outro amigo também" esse estado de estar.

Vozes, melodias, poemas - hoje crepusculares, pelo menos para quem os viveu, a par com as estridências da História recente, pelo lado de dentro da exortação da liberdade e na esperança de ver construir-se uma sociedade de equilibrada justiça social, que parecia ter um humanístico e profundo sentido de para onde devir. Mas se o sol se deitou tão sucessivamente desde então, deixou-nos fragmentos de luz dentro, memórias de que amassámos modos de ser, de fazer, de observar, de questionar ainda vivos a cada aurora.Muito por ter trazido no regaço essa utopia, continuo a querer ser foco de ternura que extinga fogueiras de violências passivas ou activas.

Que privilégio ter estado no "Morrer de Vida" da SPP.E andou no ar a criatividade e a arte.E ficaram confessas negações e abalos de terra interiores. Também eu acho que é com essas armas criativas e com as dos afectos que vencemos rejeições, desesperos e desilusões. E só nos sentimos "morrer de sede, de amor ou de dor" quando já nada de intrínseco nos move para a arte ou para a criação, quando nem uma fagulha remanesceu de tanto terem inquietado a nossa quietude e o nosso quotidiano ou de tanto terem desfeito os nossos pequenos portos de abrigo.Sobrevem nossa fraqueza humana, sobrevêm nossos limites e cai o heroicismo com que antes nos agarráramos às contrariedades, permanecendo de pé. Como no futebol: rastearam-nos e fomos ao chão (uma ou outra vez).
Contudo, se calcorrearmos quer as auto-estradas, quer os itinerários principais em companhia, sempre podemos ir cantarolando baladas de alegria e trocando gargalhadas fáceis, como se soubéssemos que sempre se chega mais depressa quando "vivemos de rir".
Emoções do futebol, só ocasionalmente.Não para consumir como um vício, mas para relembrar a primeira ida ao Estádio da Grande Águia e para ver "comportamentos de grupo", uns mais inteligentes que outros, alguns mais desportistas que variados ao lado.Mas sejam futebolistas ou outros atletas ou outras equipas sempre têm a função de nos lembrar que há que ser ágil na vida e que há que viver construindo solidariedades.

fiury disse...

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N51

fiury disse...

A vida afectiva de uma criança não pode ser uma marioneta nas mãos de legisladores e poder político inconscientes e inconsequentes. A sociedade civil tem o imperativo de agir.

fiury disse...

“O que é mais preocupante não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos ou dos sem ética. O que é mais preocupante, é o silêncio dos bons”. (Martin Luther King)

Claudia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carolina disse...

Olá Bartolomeu,


Obrigada pelas boas-vindas!

Fragmentos Culturais disse...

... e por falar em rituais, nada melhor do que um belo concerto! Outros estilos, outras paisagens... Peter Murphy, na Casa da Música! Gostou? Excelente!

Espero que se tenha deixado imbuir, apesar do cansaço :)
Alma nova numa sala tão perfeita quanto a voz e a qualidade musical de Murphy!

Vi que tem andado por Serralves, Aula Magna... bem! Uma vida plena! Agora que se está aposentado, faz-se o que se gosta ;)
E é fantástico!

Boa semana!

(do concerto a que assistiu em Lisboa, só iria pelo Godinho! Um verdadeiro 'troubadour'!

Carolina disse...

Olá a todos,
Apesar de não estar directamente relacionado com este post,deixo aqui um link para uma das
melhores músicas de intervenção Portuguesa.
Aqui está um clip que vai das sufragistas ao julgamento de Carlos I, passando pelo 25 do Abril e muitos outros momentos e figuras dignas de registo. Sabe a intemporalidade!
http://www.youtube.com/watch?v=u6r7FN8j-Pw&feature=player_embedded

Su disse...

gostei de gostar de ler

jocas maradas

Sandra disse...

O que mais gostei deste post (além do que foi escrito) foi o escrever na primeira pessoa. A proximidade com quem lê e a partilha de um sentimento puro, verdadeiro.

Perdoem-me se estou a dizer uma barbaridade, mas nos últimos posts lidos do professor, sinto que fala de si sempre com uma barreira que por muito invisível que pareça ser, está sempre lá.

Diria que este texto foi escrito à velocidade do pensamento e pouco modificado.
Mostrou-se de uma forma diferente.

Gostei muito.

:)

Caidê disse...

Dizem que a alma do poeta o deixa transparente, exposto a todo o olhar e eu sem me importar, escrevi, escrevi. Aproveito para publicar.

Sentires

Gostei de gostar
de gritar ao luar
Havia então tanto mar,
tanto mar...

Gostei de gostar
da leitura que lia
da poesia que fazia
e dizia, dizia...

Que tão bom era amar
que tão bom era ser
e viver...e viver...
e rir e despir
e voltar a vestir
velas em caravelas
e ir e partir
fazer-me às ondas
e entrar, ficar
em tanta água...tanto mar...

Hei-de voltar ao mar,
trigueiro, meu navegar.
Mas ...depois regressar
ao útero, ao regaço,
ao mercado das violetas
e arrancar pétalas
de sonho e de cor
com tanto, tanto fulgor...

Gostei de gostar
das estátuas das praças
da verde humidade
de tantos, tantos jardins
feitos de espuma
da água do mar,
a rebentar...a rebentar.

E eu, queda já de muito remar,
adormecida por fim,
fantasiando, sonhando
à noite ao luar
uma canção de embalar
onda sim, onda não
onda de repetição
almofada de tanto acordar
e levantar e gostar
de tanto gostar.

Corro por fim avenidas
deixo flores pelos cabelos
E nunca fui capaz de não gostar
de tanto gostar.

E as raivas? E os horrores?
Esses queimo-os em cores,
em telas, em versos,
ergo-os ao mundo,
fico sem voz de os gritar.

Volto sempre por fim
a gostar de tanto gostar
de ler o que sempre li
de escrever como escrevi
de ter vivido como vivi.


(Inda aí estão?)

Cê_Tê ;) disse...

;)))))))))))))))

Não é falta de ouvido é (?)um acto falhado ;)))
Confundir sofá com SPA!

boa nôte

Anfitrite disse...

Não Sandra.
Não disse nenhuma barbaridade. Eu é que vou dizer porque sou uma ovelha tresmalhada.
É mesmo assim. O Professor é muito democrata(no entanto tem de referir sempre o seu afastamento de PREC e esquece-se que, naquela altura, no Porto, os comunistas eram comidos ao pequeno-almoço), mas é preciso manter o respeitinho.
Ele atira-nos um "osso" e a matilha que se degladie. Já reparou que o último postal teve cento e tal comentários, e ele nem um olá nos veio dar, sabendo que já estranhávamos a sua ausência?!


Viva Carolina!
Eu não sou a hospedeira, mas como fui mal recebida, aqui no blogue, devido à minha maneira airosa de falar, espero que se mantenha muito tempo por aqui e com prazer geral.

Tudo de bom!

Bartolomeu disse...

A música (tambem) produz este efeito Sandra... torna as pessoas mais autênticas e transparentes, ilumina-lhes a alma!
;)

Silent Wings disse...

Pois e eu bem o vi lá, estavamos muito próximos... via-se que estava a gozar como se tratasse de um serão lá em casa, aliás como eu, e como eles os 3... estavam felizes por terem aquele serão em família...uma família alargada, claro, mas que assim é, pq já estamos com eles há tantos anos. Noite maravilhosa!

Carolina disse...

Obrigada Anfitrite!
Gostei muito dos sentires da Caidê!
Continuação de boa semana para todos!

liliana disse...

Boa tarde,

À falta de outra maneira, aproveito esta para lhe solicitar um contacto (pode ser de e-mail) a fim de agendar consigo uma possível entrevista jornalística.

Fico a aguardar resposta

Deixo o meu e-mail

lleandro.tamegapress@gmail.com

Melhores cumprimentos

thorazine disse...

www.1minutoastronomia.org

Hermes disse...

Professor Júlio Machado Vaz
Desculpe a ousadia de utilizar o seu blog para fazer um pedido. Chamamo-me António Paulo e sou Subdirector da Escola Secundária de Oliveira de Frades. Gostaríamos de fazer uma sessão de esclarecimento para pais e professores sobre educação sexual e lembrei-me que o Senhor Professor é a individualidade mais qualificada para falar do assunto. Desejava que me fornecesse um contacto (mail ou telefone) para contactar consigo. Muito Obrigado
António Paulo

Piri disse...

Muito boa noite! Daqui escreve uma ouvinte de 27 anos dos arredores de Lisboa (Seixal)que se tornou uma ouvinte fiel do seu programa «o amor é». Realmente este não deve ser o sitio mais apropriado para falar sobre o programa, mas não encontrei outra forma de comunicar consigo! Sabe, tenho andado mergulhada nas questões que envolvem o relacionamento intimo entre as pessoas. Desde a moral católica (mesmo que não queiramos nada com ela) a um certo sentido de modernidade que às vezes é confundido com libertinagem...Entre estas duas influências, onde é que encontramos o nosso lugar? Bem, gostava de propor um tema, se me for possível...Cá vai ele: «é mais facil abrir o coração, ou as pernas?»... Provavelmente pareço uma mulherzinha bastante complicada, mas... considero este assunto interessante e pertinente! Com os melhores cumprimentos, Rita

Bartolomeu disse...

As operações de abrir o coração ou as pernas Piri, requerem ser executadas por especialistas. No caso do coração, recomendo-te um cardiologista. No caso das pernas tem um leque maior de especialistas de acordo com a causa de que enfermas. Mas provávelmente um ortopedista será o indicado.
;)))
De todo o modo, mediante a análise prévia de uma fotografia de corpo inteiro, por forma a poder avaliar-te, quer dizer... diagnosticar-te o problema, estou certo que poderei resolve-lo.
Manda a foto, que depois marco-te a consulta.

andorinha disse...

Bartolomeu,

Loooooooooooooooooooooooool
Malandreco:))))

Piri disse...

ohhh! eu a julgar que estava a deixar uma questão tão elevada e recebo uma resposta destas! Mas, sim senhor, nada melhor que o humor para cair na real e não expor questões que só dizem respeito à minha postura pessoal em relaçao à cirurgia...

Bartolomeu disse...

Piri minha amiga, penso que toda a gente entendeu o sentido do teu comentário. Principalmente a pessoa a quem o dirigiste, soube certamente intreperta-lo, se o leu.
O sentido do meu comentário, não ultrapassa a mediocre brejeirice, sem contudo tornar inviável a minha solideriedade para contigo.
Dispõe Ritinha.

Bartolomeu disse...

Pois Andorinha... isto de ser homem é uma chatice... um tipo está permanentemente a farejar e a lançar a rede... passarinheira, sabes? aquela com que se capturam as passarinhas...
;)))