sábado, julho 01, 2006

A angústia de um povo antes dos penaltis. (E a sua alegria depois deles!)

Viver é como patinar em gelo fino. Tivéssemos perdido e poucos perdoariam a Scolari o seu horror a dois pontas de lança de raiz, mesmo em superioridade numérica. Ricardo, para além do trabalho árduo, claro!, continua a beneficiar de um pacto com os Deuses e uma nação inteira sorri de orelha a orelha. Como diria o Engenheiro Guterres - é a vida! Exactamente. No esplendor da sua incerteza:)))).

40 comentários:

yulunga disse...

Tivessemos perdido, teriamos ficado com o orgulho de ter chegado aonde tinha sido possivel chegar. Ou não será esse o verdadeiro espirito de qualquer desporto?
Tantos países por esse mundo fora e nós estamos lá, não estamos?

yulunga disse...

E sem querer ser desmancha prazeres, só me faz pena que o patriotismo apenas venha ao de cimo arrastado pelo futebol.
Se tivessemos sempre presente este orgulho, Portugal estava noutro caminho e com outro ânimo.

P.S. Podemos pedir à UEFA, ou à FIFA (desculpem a ignorância mas não sei quem manda) que faça um mundial a cada semestre?
Já que não vamos lá de outra forma...

Orgulhemo-nos mas é acima de tudo em sermos portugueses. O futebol é apenas um meio, entre tantos outros, de mostrarmos quem somos e o que valemos; não é, nem pode ser o único.

lobices disse...

...na verdade, foi, é e será sempre, no princípio do que quer que seja, uma incerteza
...na verdade, não temos a possibilidade de sabermos antes do que quer que seja, o seu final ou a forma como vai ocorrer
...na verdade, há um princípio, um meio e um fim
...na verdade, a única certeza foi a vitória!...
viva Portugal (e o Ricardo) :)))

Maracujá disse...

PORTUGAL, PORTUGAL, PORTUGAL!!!

BEIJINHOS PATRIÓTICOS PARA TODOS!

thorazine disse...

Foi um bife não-passado. :)))

Mas em relação a este patriotismo todo, acho que o excesso deste poderá não ser de todo benéfico. Ainda nas comemorações ouvi alguém dizer que assim é que mostravamos o país que tinhamos. Será mesmo? Será mesmo pelo futebol??? Um inflacção do ego pejorativa, talvez...

Ameninadalua disse...

Olá Boa noite a todos!

Mas que grande festa...:)

"é a vida! No esplendor da sua incerteza:))))."

Bonita imagem professor! :)


Mas tambem existe aquilo que nos é previsível; e o sentimento de vitória colectiva é uma emoção que toca a todos, insuspeita a preconceitos, classes sociais ou mesmo rivalidades:)

Vamos assim ficar mais uns tempos atentos e esperançosos a outros e maiores voos dentro do Mundial...quem sabe os Deuses sejam ainda mais generosos connosco...:)

CêTê disse...

É verdade professor, apesar de pouco entender de futebol não me pareceu um grande jogo- as duas equipas à defesa, tiros de longe e por cima da baliza, jogo demasiado aéreo, e uma vantagem numérica mal aproveitada. Mas ganhámos...E cartões? Não fosse aquele vermelho - muito bem dado- quase cheguei a pensar que já havia cotas de cartões amarelos!? É o que faz terem cilindrado a harbitagem anterior.;]
O Ricardo fica a dever algumas coisas ao meu querido "bítor" - nínguém lhe dá umas gemaditas? Espero que façam dobragens no estrageiro...;]]]]] Ainda bem que é jogar de futebol poruqe se fosse bailarino....



mudando de assunto....
aspásia, a velha prática da roda tinha como dizes a possibilidade de salvar a vida a quem não pediu para nascer. Por outro lado já tive contacto com meninos/adolescentes que foram abandonados pelas mães é é uma dor muito dificil de ignorar: deve ter quase a mesma intensidade que a perda de um filho, sabes...


Abraços para tooooodos


PS- O Noise estará a "grelhar"?

CêTê disse...

ai credo: ARBITRAGEM

goncalo disse...

Que sofrimento!!! Meu Deus!, eu que desejara um jogo calmo, dentro da medida do possível, claro está... O mérito de tudo isto é, em primeiro lugar, do Scolari, apesar de haver alguns estrangeirados, ao jeito do Prof. José Gil, que não gostam dele em Portugal, como se ele lhes lembrasse o Estado Novo ou algum dos ditadores da América do Sul.
Depois há os seguidistas do sr. Jorge Nuno, que não conseguem ter uma coisa que julgamos adquirida, mas que por vezes falta: a liberdade de pensamento. Nunca encontrei um portista que goste do Scolari, não conseguem formar uma opinião própria, apenas reproduzem a cartilha do Sr.Jorge Nuno, como acontece no Irão e em países vizinhos, é algo talibânico. Mais recentemente, estão dispostos a jurar que as críticas nada têm a ver com o Baia ou com o Quaresma, dizem que o homem é incompetente, ponto! Não lhes importa o rídículo, já que sentem o respaldo do Sr. Jorge Nuno. Muito triste. Provinciano. Tenho pena que assim seja, porque o Scolari é realmente bom.

Agora a França, vi a 2.ª parte do jogo com o Brasil e estão em grande forma, parece que jogam com a memória. Dava-me um gozo enorme ganhar-lhes, não só para vingar a meia-final de 2000, mas principalmente porque tenho uma grande antimpatia pelos franceses, pela sua arrogância e pela forma como sempre trataram os portugueses que lá vivem.

Aspásia disse...

CêTê

Quanto à questão da "Roda": mesmo os pais que perdem um filho, podem continuar, claro que com muita dor, pelo menos enquanto o tempo náo exerça a sua acção suavizante, a viver e até a voltar encontrar alguns momentos felizes. Meu Pai perdeu minha meia-irmã de 25 anos e cá continua ele com 92, bem lúcido e entretido com os seus hobbies,

Não digo que não haja, e até muita dor, para uma criança abandonada pelos pais... mas perguntemos-lhe se teria preferido não nascer... 1 ou 2% de respostas afirmativas, creio que é o que teríamos...
E depois, enquanto há vida, há esperança... so they say...

Parabéns pela vitória...

Bjinhos:)

Aspásia disse...

"e até muita, dor"

Lusco_Fusco disse...

Viva Portugal!!!!!!
Boa noite!
A mim, a quem futebol diz pouco, com as defesas do Ricardo, mas claro, o finalzinho desejado, o penal ti do Cristiano Ronaldo concretizado, fez-me pele de galinha, o pouco pelo que tenho eriçou (não me julgava capaz de tal mas dei por mim feliz da vida):)))).
É bom que sejamos bons em alguma coisa.
Fica a esperança, de que se quisermos somos um povo de garra e conseguiremos rumar adiante. Basta que os políticos, tão bem pagos ou melhor que os jogadores, valham o que ganham, saibam fazer um jogo de equipa sem protagonismos e facturação pessoal.
Viva o espírito de equipa e a união que Scolari conseguiu de homens, profissionais, que os clubes, políticos, menosprezam.
Abaixo a política no desporto!
MJ

Joeiro disse...

Pura sorte.
Mas não há campeões sem ela.

AMMedeiros disse...

Há que dizê-lo!
O Ricardo Não exiiiisteeeee!!!
Concentrado, competente, exímio!...
Um beijo

Lusco_Fusco disse...

Cêtê e Aspásia
É realmente angustiante e traumatizante uma vida abandonada. Convivo com um trauma de perto, não por ter sido posta na roda, mas pelo abandono dos pais (o pai aos 2 anos e a mãe aos 4). Ouço estórias arrepiantes de vivencias em criança. Desde fazer a trouxa da roupa e ir para o monte na esperança de ser comida pelo lobo, a maus tratos durante um período curto (6 meses) mas que a idade acentua e torna presente com descrições minuciosas de arrepiar. Mais, sou "vítima" e "causadora de sofrimento" por esse mesmo abandono. O medo que eu fuja é assustador e tornou-se a minha prisão (entre outras coisas).
Abandonos são mutilações invisiveis, mas graves. Quem o faz lesa a vítima e os vindouros.
Nem sei dizer o que pessoas assim mereciam.
Desculpem meter-me, mas a experiencia que vivo não é nada agradável.
MJ

CêTê disse...

lusco_fusco,
não peça(s) desculpa. Julgo que a regra aqui~é não ofender deliberadamente (há sempre sensibilidades ;P).

O seu depoimento é feito em carne viva- e apesar de tudo lindo de se ler... porque é bem capaz de o ter descrito tal como é. bjnhs

CêTê disse...

Porque é que as equipas não são OBRIGADAS a cumprimentarem-se no final?- Ou para evitar ânimos mais exaltados a cumprirem um qualquer ritual de apaziguamento e dignificador do verdadeiro espírito desportivo que deveria imperar nestes momentos?- Gostei tanto de ver no outro jogo o Deco ao lado do seu adversário depois de terem sido expulsos- cada um a vibrar com a sua equipa mas ali: lado a lado a falrem. Parabens aos operadores de câmara e demais profissionais que deixaram ver essas imagens. Eu nos meus tempos aureos de bskt cumprimentava sempre as adversárias independentemente do estado de alma. Era um momento de ineriorização daquelas que deveriam ser as verdadeiras regras.


Boa Noite

Lusco_Fusco disse...

CÊTÊ
Trata-me por tu, já somos "velhas" conhecidas :)))
Um beijo
MJ

andorinha disse...

Boa noite.

Eu, uma fanática por futebol, não poderia passar sem deixar aqui uma palavrinha.:)
Só vi a primeira parte, a segunda e o prolongamento ouvi no carro ( o que foi um pavor pois o locutor gritava desalmadamente):) e os penalties vi-os novamente desta vez em ecrã gigante acompanhado de outros tantos "portugas" aos berros e aos saltos, enfim, foi a euforia total.
Agora venham os franceses, cá os esperamos.:)
Desde 1966 que não atingíamos este patamar!
Pois é...ainda sou desse tempo e ainda me lembro dos fenomenais golos de Eusébio e do seu choro depois da derrota com a Inglaterra.
Esperemos que desta vez tenhamos mais sorte, mas acho que a partir de agora, todos os sonhos são possíveis.

thorazine disse...

No futebol nem tudo em bom. Ainda agorinha, alguém na sua euforia, caíu ou atirou-se ao rio ali na ribeira. A idiossincrassia "mata" a estatísta. A regra vence a excepção. Do ponto de vista dessa pessoa, portugal ter ganho não foi assim tão bom. É um desabafo.. :))

APC disse...

Belo, primando pela simplicidade com que diz do frágil que tudo é que nós somos! :-)

PS - Manda-me agora a razão prática lembrar que, se frágeis, formos, les franciús nous mangent ;-)

En garde!!!

APC disse...

Ressalva: "(...)com que diz do frágil que tudo é e que nós somos!" [faltava o "e"]

Anna D' Castro disse...

Boa noite e bons augúrios para o Prof. Júlio Machado Vaz, para todos os portugueses e para a vitória de Portugal nesta Copa do Mundo. Estava visitando o blog duma conhecida, escritora e vi como favorito este Blog. Não resisti a dar uma passadinha, pois embora esteja residindo, na "Cidade Maravilhosa"(RJ/BR) desde 1999. Sou portuguesa, de Lisboa e fiquei feliz da vitória portuguesa. Atualmente, não sou ligada a futebol, mas me lembro bem da Copa de 1966, em que era uma colegial ligada aos esportes e vibrei pra caramba, principalmente com o Portugal X Coreia. Então hoje vibrei também com a vitória que foi difícil e ainda por cima com os ingleses. Quero deixar os meus votos de vitória contra os prepotentes e arrogantes franceses, que hoje derrotaram o Brasil, que não deu o seu melhor é verdade, mas os frenchs,são muito arrogantes e se acham os donos do mundo, em relação aos outros povos e muitos dos portugueses que vivem em França, são tratados como "latas de lixo", já de há longos anos.
Só mais uma coisinha - e agora como desabafo - 'gente', 'conterrâneos', que falta de ânimo e patriotismo está a apossar-se dos Portugueses, pois cada vez que venho daí, venho triste e arrasada pelo negativismo e ninguém faz nada, só reclamam, reclamam, reclamam... Realmente a vida está difícil e nada é um 'mar de rosas', mas daí a não querem descobrir um pouco do lado positivo e partir prá luta... De braços cruzados é que não se consegue nada... Onde está a fibra dos nossos antepassados? Onde está a essência da letra do Hino Nacional:"Nação valente e imortal. Levantai, hoje de novo o explendor de Portugal..."etc.,etc... Desconheço a fibra amarga, que se acomodou, dos meus 'irmãos' guerreiros e combatentes... Quero regressar a Portugal no inicio de 2008 e toda a minha família e amigos me dizem: "Não faças isso pelo amor de Deus, não sabes o que te espera"(????) Terrível para que mora longe do seu país, escutar coisas dessas e outras no gênero, como vários portugueses que estão em comunidades do'orkut' dizerem que seriam felizes se os espanhóis tomassem conta de Portugal(!!!!!) É arrasador! Me sinto tão mal, quando amigos meus atores e cantores, portugueses e brasileiros, vêm daí elogiando as maravilhas de Portugal, o bom acolhimento dos portugueses, mas o negativismo exacerbado, que não deixa ver mais além...
Me perdoe Professor, me perdoem meus amigos, mas há que começar,cada um, a fazer a sua parte o mais rápido possível. Ninguém pode mudar o mundo, mas contribuir para a sua melhoria, se cada um fizer a sua parte, é possível. Mais uma vez me perdoem a intromissão e meus desabafos. Se me quiserem responder e visitar, nos meus blogs, eles estão à disposição, aqui no Blogspot e no http://www.recantodasletras.com.br/autor/annadcastro
aproveitam para conhecer um pouco do meu trabalho.
Felicidades para Portugal na Copa e para todos os amigos portugueses.
Um grande abraço, professor Júlio M.Vaz.
Sua admiradora em terras de Vera Cruz
Anna D'Castro

moon disse...

Yeeessss!

Ah, grande Ricardo!
Eu nunca deixei de acreditar até ao último segundo. Era a única entre doze pessoas a achar que passavamos. A nossa selecção também acreditava, jogou com vontade de vencer e, por isso, foi recompensada.
Agora vem a França e eu continuo a acreditar:)

Rui disse...

Espanta-me e comove-me esta coisa do futebol.
Só os jogadores e o treinador ganham efectivamente algo com estas vitórias: prémios fabulosos e contratos ainda mais milionários. Além de um reconhecimento que é muito agradável (ainda que chamar-lhes heróis já roça francamente o ridículo). O resto de nós, nada.
Auto-estima? Não me venham com essa! Ganhamo-la quando somos nós a fazer qualquer coisa por isso, não quando são os outros.
Por isso, comove-me a alegria de tantas pessoas com feitos dos quais não vão beneficiar nada...
Eu claro que participo na alegria dos jogadores e do treinador por terem ganho. E admiro sem reservas o Ricardo, a sua contenção e o seu brilhantismo!

Cêtê,
Concordo em absoluto com o que diz sobre cumprimentar a equipa adversária. E vou mais longe.
Portugal jogou muito bem também porque teve pela frente uma equipa extraordinária de arte e de vontade de jogar um bonito futebol. Isto devia ser agradecido e reconhecido. Tenho pena que o não seja.

Aspásia disse...

Lusco Fusco

Calculo a tua dor ao teres passado por uma situação tão traumatizante na infância. Espero que tenhas criado bons laços ainda em idade tão tenra com outros adultos. Felizmente agora tens esses pimpolhos ao que percebo, que te adoram.

Beijinhos:)

fiury disse...

boa tarde

Trilby disse...

Eu, benfiquista me confesso e prometo: Nunca mais vou chamar nomes ao Ricardo. Nunca, nunca, nunca mais.

fiury disse...

não vi o jogo por questões imperiosas de trabalho. que pena!
sempre confiante na fé dos outros e (em especial no convénio do scolari com a senhora de guadalupe)manti-me calma e certa da vitória:))).como eu, milhares de portugueses! que intuição estranha que mistura (in)certezas esplendorosas:))) questões energéticas?))))

thorazine disse...

Em relação às crianças indesejadas e posteriormente entregues a uma instituição, penso fazer disso método, é, um pouco de um tipo de egoísmo. Só porque para "nós" estar vivo é "tão bom", generalizamos isso para todos. Tal como na eutanásia, para termos a consciência tranquila "obrigamos" os outros a viver, seja em que condições for. Por ser bom para nós não implica que para outros o seja, e que aplicarmos a experiência que não temos para resolver questões tão dificeis, tão distantes nós. Nunca me acreditei muito, apesar de até ser possível, na normalidade emocional (se é que isso existe) de uma pessoa que não teve nem pai nem mãe (representantes, pelo menos), e que não tivesse amor, o puro. Não o de um padre que nunca teve filhos e que "entrega" o seu amor a Deus (ou À vida que este lhe proporciona!!). É difícil..bastante difícil, optar por quém ainda não está vivo se "deve" nascer ou não, assim como de quem está vivo se "deve" ou não morrer. Cada pessoa têm a sua experiência de vida que dificilmente poderá ser aplicada a outros seres humanos.

Por isso deixava essa decisão nas mãos de quem têm o poder de conceber vida. Qualquer ser humano. São questões tão pessoais que ninguém têm o direito ou mesmo dever de se intrometer já que poderá estar a fazer o bêm para a sua consciência a curto prazo, mas o mal para a consciência de outro a longo prazo. É tipo o Butterfly effect. Algumas questões só o acaso poderá decidir. Se por acaso a mão do hitler tivesse abortado o mundo seria diferente. Talvez se curassem à nascença Stephen Hawking da sua doença que o viria tornar tetraplégico muita das suas teorias não estariam cá para por o mundo a pensar. O ser humano, na sua tentativa de controlar o mundo para sua própria satisfação mental, acaba por estragar muita coisa. C'est la vie!

APC disse...

Um dia destes o nosso "Deus Nosso Professor" terá que abrir um post em branco, só para esta miríade de assuntos em catadupa, que passam de post em post :-)

andorinha disse...

Thorazine,
Tu confundes "mão" e "mãe", miúdo, já não é a primeira vez.Loooooooooooooooool
Qual será a explicação para esse lapso?:)))

thorazine disse...

Freud explicaria isso concerteza. :)))

Talvez pela "mãe" ser a "mão" que nos guia.. :)))

Su disse...

viver é com patinar em gelo fino

...está tudo dito aqui...como consegue ser tão con.siso.?:)!:)

jocas maradas

andorinha disse...

Thorazine,
Ora aí está uma boa explicação, penso eu.
Que se pronunciem os psis...:)))

Nelson disse...

Tão ténue a fronteira entre a vitória e a derrota. Como em muitos outros aspectos da vida podemos ir de um extremo ou outro em fracções de segundos...

Lusco_Fusco disse...

Aspásia
Não fui vítima de abandono, minha mãe sim. Nunca até à presente idade o trauma se manifestou. Hoje é uma das minhas peias, como ela diz "Tenho medo que me fujas!", em lágrimas... Digo onde vou e por vezes são minutos, mas o medo é-lhe superior e o "alemão" a minha condenação...
Tive uns pais excelentes, graças a DEus. Sou uma das que não se pode queixar a esse nivel. Sou apenas "vítima" de um acto tresloucado de uma avó que não soube ser mãe.
Um beijo
MJ

CasadaPonte disse...

lusco_fusco
também tinha ficado com a idéia que se referia a outra pessoa. Pensei até em alguém, sei lá, uma criança que tivesse passado por tudo isso e a quem estivesse a dar agora protecção. É uma experiência terrível. Somos cinco irmãos e com mais ou menos dificuldades houve sempre a certeza que os nossos Pais nos queriam...muito!Fico com tanta "pena" de todas as crianças negligenciadas...porque aqui... nem mimos, nem valores,e sobretudo nem protecção... nada!
E a nossa sociedade continua numa hipocrisia nas questões que poderiam impedir sofrimentos desnecessários.
Deixei uma mensagem no seu blog aqui há tempos. Já não lhe dá assistência ou as "nossas" paisagens acabaram?!...
Beijinho
M.Dores
PS.Professor, chegou bem?
Não sei se lhe contaram mas no feriado do dia 15 -enquanto estava ausente- tivemos para aqueles lados uma tempestade, de vento, chuva e granizo. Entrou-nos até água em casa, tal a quantidade caída.
Espero que não tenha tido estragos
Um abraço

Polistes disse...

Hoje em dia penso que mesmo que perdêssemos, em pleno jogo, e desde que não levássemos uma abada, seriam sempre os mesmos a criticar o Scolari, mas não muitos.
Quanto ao desgraçado do Ricardo, esse sim, se tivesse deixado entrar um frango ou tivesse saído mal e em falso, com direito a golo, seria mais uma vez crucificado. Ainda bem que o homem passou a sair a punhos, em vez de tentar agarrar.
O Ricardo está a tornar-se num guarda-redes de primeiríssima água.
Viva o Ricardo!

Lusco_Fusco disse...

Casadaponte
Maria das Dores
Desculpe a indelicadeza. Vi há dias a mensagem, ainda tentei responder, mas na altura só me aparecia o site da casa com o respectivo e-mail.
Tenho tido pouco tempo para a manutenção do blog. Não por falta de paisagens, mas de tempo. Para fotografar um sítio tenho de senti-lo primeiro com tempo. Tenho um cantinho aí onde passo horas, mas não é paisagem nova para o blog já consta dele. Em paisagens somos ricos, graças a Deus.
Agradeço a visita, já que não o fiz lá (peço desculpas ao Prof. por estar a usar o murcon:()

MJ