quinta-feira, julho 20, 2006

Mais do que provável.

Estudo: Classe social condiciona ritmo de envelhecimento




Segundo um estudo hoje divulgado, a classe e os níveis de stress associados ao estatuto social influenciam o ritmo do envelhecimento, independentemente da saúde, dieta e maus hábitos.

20/07/2006

(13:30) Ao estudarem 1.552 irmãs gémeas britânicas, com idades entre 18 e 75 anos, os investigadores constataram que um nível socioeconómico mais baixo, tanto devido ao trabalho como ao estatuto social do cônjuge, acrescenta sete anos à idade biológica da mulher.

Segundo o estudo, hoje citado pelo diário "The Guardian", pertencer a estratos sociais mais baixos aumenta a insegurança, sobretudo no trabalho, e baixa a auto-estima. Isso faz subir os níveis de stress, o que por sua vez pode aumentar os danos a nível celular e acelerar o processo natural de envelhecimento, dizem os cientistas.

A descoberta poderá explicar grandes diferenças nos índices de mortalidade entre as diferentes classes sociais, os quais não podem ser atribuídos apenas a diferenças nos estilos de vida.

11 comentários:

noiseformind disse...

Olha para o Santana Lopes. A ver por ele e pela idade com que se reformou ser político acelera imenso o ritmo de envelhecimento...

thorazine disse...

TSF: Sra Ministra a falar! :)

andorinha disse...

Boa tarde.

Fico sempre muito céptica relativamente a estudos deste género. Que me desculpem os cientistas:), mas são muito pouco convincentes.
As pessoas que pertencem a estratos sociais mais baixos podem eventualmente envelhecer mais rapidamente, mas devido às más condições económicas e muitas vezes de falta de salubridade em que vivem. São mais facilmente alvo de certas doenças muitas vezes sem hipóteses de se tratarem convenientemente.

Agora baixa auto-estima, aumento dos níveis de stress devido ao trabalho não me parece.
De stress no trabalho sofrem sobretudo as classes média e alta.

Não sei sinceramente como é que os investigadores chegam a estes resultados.
O que me parece é que eles já partem do resultado "que lhes dá mais jeito" e depois é só juntarem dois ou três argumentos e está feito.:)

CêTê disse...

Sempre gostava de saber que diferenças há entre as telomerases dos gatos vadios e dos outros animais (eu, inclusive). Não há vida como a deles! E duram, duram.... 7 vidas.


Aquela de durarmos mais 7 anos se... ;)))))) parece-me bem sexista o estudo. Cadê os estudos ´com inversão da situação?

abraços

AQUILES disse...

Andorinha

Bem apontado.

fiury disse...

uma desgraça nunca vem só...

Pamina disse...

Boa noite.

Também li uma notícia sobre o assunto num jornal holandês, um pouco mais detalhada do que esta.

Diz que:
"Os cientistas investigaram o ADN de 1552 mulheres, com uma média de idades de 46 anos, a fim de observar o comprimento dos chamados telómeros, as extremidades protectoras dos cromossomas..."

ESTA PARTE PARECE-ME MUITO INTERESSANTE:

Trabalhadores braçais

"O estudo mostrou que as mulheres que executam trabalho manual/pesado mal remunerado têm uma idade biológica em média 7 anos superior àquelas que não precisam de executar trabalho manual. Os cientistas tiveram em conta factores como o peso e o estilo de vida que, como já era conhecido, influenciam o comprimento dos telómeros."

"A fim de excluir factores genéticos, os cientistas observaram também o ADN de 17 gémeas monozigóticas, das quais uma delas, na maioria dos casos devido ao casamento, pertencia a um extracto sócio-económico inferior. Neste caso, a diferença entre as idades biológicas é de 9 anos.
A causa desta diferença entre "pobres" e "ricos" ainda é desconhecida."

(Os bolds são meus)

Este artigo diz ainda diz que os investigadores supõem que este tipo de stress (parece-me que não se trata da "quantidade de stress", mas das causas dele), associado a uma baixa auto-estima, género de emprego (=sensação de ser explorado) e de não possuir controlo sobre a vida, poderá condicionar o envelhecimento mais do que se pensava.
Se assim for, temos que concluir que, por muito exigente que seja uma profissão, é "melhor" mandar do que ser mandado, por outras palavras, o stress que resulta do medo do capataz é pior do que aquele que um banqueiro sentirá.

Aspásia disse...

Andorinha e Pamina

Muito Bom nos coment.

Prof.

Veja lá não de "arme" em capataz e não mande o Sousa fazer trabalhos braçais lá na quinta... só pernais, como por exemplo umas peladinhas com os netos...

Bjs:)

Teresa disse...

Assim defino a vida de quem tem
Animais de estimação, de vida sã...
Em barracas com ar condiccionado
Bichinhos que devoram 1 croissant...
Cães com casaquinhos de cambraia
E gatos com golinhas de astrakan...

...tarah, tarah, tarah, tarah...

Ninguém se lembra, claro!
Mas então havia mais desculpa para a sociologite aguda do que agora.

Velhos traumas geracionais.

Ou nacionais?

.......

Não me revejo.

Ameninadalua disse...

Bom dia

Este estudo já tinha sido abordado na TV no canal 2 num programa de investigação e ciência, há dumas semanas.

Tal como a Pamina refere e segundo esse mesmo estudo, as causas que estão na origem desse envelhecimento precoce é realmente o stress e não pela diferença das classes sociais.

Sem querer dar uma explicação rigorosa ( até porque não seria capaz :), o que eu entendi é que o stress prococa gradualmente o desaparecimento duma substancia que existe na extremidade das células o que faz resultar a morte das células.

Inclusive no tal programa mostrava pessoas vítimas que tinham tido forte exposição ao stress e num caso particular, a pessoa apresentava física e biológicamente, dez anos a mais relativamente à sua idade real.

Outro aspecto referido é que os mesmos contextos nem sempre têm os mesmos efeitos em todas as pessoas...o que leva a pensar que a "cabeça" controla muita coisa na resistência ao stress, desde que equilibrada. Mas isto digo eu de que...porque nada sei...:)))

Su disse...

é preciso um garnde estudo para saber que qd estou com centimos em vez de euros entro em stressss
poupem-me a esses estudos da treta
tenho dito
isso nada contribui para a minha felicidade
jocas maradas