sábado, fevereiro 28, 2015

Verlaine. E a senha para o Dia D...

Chanson d'automne

Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure

Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.

12 comentários:

andorinha disse...


Bom diaaaaa:)

Não conhecia o poeta nem o poema.

Não sabia que os primeiros versos tinham sido uma das senhas para o dia D. Lá fui pesquisar...:)

Lá está uma das razões pelas quais tanto aprecio este cantinho!
Alimento também o espírito.

Obrigada, Júlio.

Bom sábado para todos

Impio Blasfemo disse...

Verlaine lembra-me as conversas (o termo é lisonjeiro para mim, pois mais eram palestras dado o meu fraco contributo) com o meu amigo e colega Rui Caeiro sobre Verlaine e Rimbaud, os seus poetas franceses preferidos. E neste tempo não havia Internet, nem PCs nem wikipedia, nem youtube; estava-se na dark age dos sistemas de informação. Havia aquilo que se denominava de Centros de Cálculo com Mainframes e terminais a eles ligados, e mais nada. O Rui era e é um poço de literatura, uma wikipedia encarnada e ambulante da altura. E tinha uma memória fabulosa. Ficava horas a ouvi-lo quando ele entrava pelo meu gabinete e me tirava do meio das listagens e arrancava do terminal do computador. Bons tempos.
O Rui escreve poesia entre outras coisas. Na altura eu também tinha a mania que tinha jeito para escrever. Dei-lhe a ler uns contos e ele, por detrás dos seus óculos grossos deu-me o seguinte conselho “escreve mais 100 e verás que depois desses 100 escritos ou não tens mais nada para contar e dizer, ou o que contares e disseres vai sair de uma forma muito melhor”. É claro que nem mais 50 consegui escrever quanto mais 100.
Quanto á poesia do Rui, pois encontrei-o no outro dia e disse-lhe, “escreve mais 100 …..”. Ele olhou-me por detrás dos seus grossos óculos (temos isso em comum) e deu uma gargalhada tão alta e estridente que acordou o diabo nas profundezas.
Deixo um link
http://poemapossivel.blogspot.pt/2011/07/poema-de-rui-caeiro.html
Uma das obras do Verlaine que o Rui bastava gostava era “La Bonne Chanson”
http://fr.wikisource.org/wiki/La_Bonne_Chanson

Abração
Impio

andorinha disse...


Impio,

Bom ver-te por aqui, Blasfemo:)
Antes dessas "modernices" também se conversava, ou melhor, provavelmente até se conversava mais.

É tão gratificante quando encontramos alguém que ouvimos com prazer durante horas...É puro deleite e um prazer de que nem todos usufruem...
Sortudo!:)))))

Gostei dos links que deixaste.
E assim vou desenferrujando o meu Francês que anda pelas ruas da amargura...

Abração. Boa semana:)

andorinha disse...


Justificar o injustificável

http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspxcontent_id=4430892&opiniao=In%EAs%20Cardoso


Por Inês Cardoso.
Assino por baixo. Também vou passar a esquecer-me de pagar todas as m....que tenho que pagar.

Tão farta desta gentinha medíocre!

João Pedro Barbosa disse...

Obrigada pelos comentários que não me esqueço do dia e aproveito as reticências.

rainbow disse...



Boa noite:)

A propósito de poesia, queria dizer-vos que no Dia Mundial da Poesia, 21 de Março, pelas 16 horas, terá lugar o lançamento do VI Volume da Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho" da Chiado Editora. Será no Casino de Lisboa, no Parque das Nações. A entrada é livre.

Eu não vou estar presente, mas um dos meus poemas vai:)
É o poema mais "maluco" que já escrevi. "Pus" um computador a escrever um poema.

Cérebro virtual


No meu cérebro virtual
Repito o teu nome que voa na escuridão
Por entre inúmeras janelas concebidas com paixão.
A tua silhueta brilha por entre árvores nuas
Quero estender-te as minhas mãos
Mas não posso tocar as tuas.
Para o bem e para o mal, num paradigma surreal
Serei o que sempre fui, o teu eco distante irreal
O teu vício colossal, a subliminar mensagem digital,
Duma verdade paradoxal.
Uma provocação verbal , uma cascata musical
Um jogo intemporal, um enigma universal.

Nos desertos as flores não nascem
E os oásis são quase sempre miragens.


Bom Sono e Bons Sonhos:)
Abraços a tutti

João Pedro Barbosa disse...

"Smart Shade Of Light"

https://soundcloud.com/max-richter/9-november

andorinha disse...



Bons sonhos, poeta :)

João Pedro Barbosa disse...

O Natal É Lá Fora

Paula disse...

Este poema recorda me a minha infância, foi há mais de 30 anos. Por ter passado toda a minha juventude em França, este poema era obrigatório na escola, apesar de não ter na altura entendido o significado.
Merci
Paula

João Pedro Barbosa disse...

Paula,

Se Que Se Cruza Quer Ajudar Fala Á Boca Pequena E Aguenta O Pesadelo Custe O Que Custar

João Pedro Barbosa disse...

O Grande Unificador

"https://m.youtube.com/watch?v=PrAuhzw8Zc8"