quarta-feira, setembro 06, 2006

Nunca voltes a um restaurante onde foste feliz?:).

Antes da Marisa fui a um restaurante da minha juventude que não frequento há um ror de tempo. Correu tudo mal:( - a carne bem passada vinha mal passada, "aquele" prato não havia, a água natural pedida jorrou fresca, o vinho estava a "passar para o lado de lá", a manga entrara em plena terceira idade. E as pessoas de uma gentileza inexcedível, a cada pensamento desiludido ainda me sentia culpado por cima... Enquanto esperava pelo início do espectáculo fui pensando se não será melhor saborear as recordações em vez de as pôr em risco:).

89 comentários:

andorinha disse...

Boa tarde.

Concordo. Não se deve ir a restaurantes aos quais já não se vai há montes de tempo...
Que lhe sirva de lição.:)
Mas sentir-se culpado porquê? Gentileza só não basta.
Também seria o cúmulo, o serviço ser mau e o pessoal antipático.
Queria que se verificassem as duas coisas???:)

look around disse...

Pois é......!!!!!!!Concordo plenamente.
É inutil tentarmos repetir momentos de felicidade no mesmo local onde já fomos tao felizes!!!
Peço desculpa,mas n sei mt bem o q dizer.sou nova aqui.Mas,de vez em quando,apetece-me deixar um comentário.
Um beijinho a todos e felicidades.
Só uma coisa professor:Gosto muito deste seu blog e de o ouvir na Antena 1.Já sei q vai começar a escrever na revista Nova Gente.Vou ter de comprá-la!!!!!
Beijinhos

thorazine disse...

Peço desculpa pea fuga ao tema:

Dr. Croc morreu! :(((((

"O operador de câmara que acompanhava o ‘caçador de crocodilos’ Steve Irwin no trágico mergulho em que o herói australiano perdeu a vida filmou o ataque da raia que o vitimou. A Polícia já tem as imagens, que provavelmente nunca serão divulgadas.






Segundo o empresário e produtor de Irwin, John Stainton, tudo se passou em poucos segundos. “As imagens mostram Steve a nadar por cima da raia e de repente vê-se a cauda do animal a subir e a espetar-lhe o espigão no peito. Ele ainda conseguiu retirar o espigão, mas no minuto seguinte estava morto”, afirmou Stainton, descrevendo as imagens que mostram a morte do amigo como “terríveis”.

Irwin estava a gravar um documentário para crianças na Grande Barreira de Coral ao largo de Port Douglas, quando o trágico acidente aconteceu. Ele e o operador de câmara estavam a seguir uma raia com cerca de um metro de envergadura em águas pouco profundas, quando o animal se terá sentido encurralado – Steve estava por cima dela e o operador de câmara em frente – e atacou. O espigão acertou em cheio no peito de Irwin e perfurou-lhe o coração, sem que o ‘caçador de crocodilos’ tivesse tido tempo de esboçar qualquer reacção.

“Ele sempre disse que se alguma coisa lhe acontecesse seria no mar. Em terra ele era ágil de pensamento e movimentos, mas no mar ele não estava no seu elemento”, afirmou Stainton.

Irwin tornou-se mundialmente famoso pela forma destemida como interagia com os animais mais selvagens, incluindo crocodilos, tubarões, cobras e aranhas venenosas. A sua morte chocou a Austrália, onde era considerado um autêntico herói nacional."


É verdade que quem anda à chuva molha-se, mas é uma grande perda para a comunidade cientifica (e televisiva!!). ;(((((((((((((((((

CêTê disse...

Boa tarde a todos.

"...se não será melhor saborear as recordações em vez de as pôr em risco:)." - é por essas e por outra que vale a pena vir ao seu "restaurante". É por aquilo que aqui nos serve. Gosto dos seus "pratos" intimistas. ;]

Lusco_Fusco disse...

Boa tarde!
Por vezes essas coisas acontecem. Pelos motivos que o professor expôs, mas também porque o tempo nos fez mais exigentes :))))
Quero mais que reviver, prefiro a palavra sem o "re".
Numa escala musical que me embale a vida o ré é bem vindo :)))
Um abraço
MJ

CêTê disse...

thora,
Mais me impressionou o assassinato da investigadora portuguesa na Amaznia.;[[

a disse...

Sem querer destoar, mas fazendo-o...discordo. Claro que não se pode ir a um sítio "da juventude" a pensar que está exactamente igual, mas não é regra que esse sítio "x" anos depois seja uma porcaria. Além disso, nem que seja para relembrar os momentos passados naquele sítio (e não pela comida).

Uma das últimas vezes que fui ao porto fiz isso, ou antes, a minha mãe... Fomos comer uma francesinha a um sítio (perdoem-me, não sei o nome, pergunto-lhe qd chegar a casa e depois ponho aqui) onde ela ia na adolescência. Gostei imenso do ar dela a olhar à volta, constatar como estava diferente, mas a relembrar e partilhar comigo histórias que se tinham passado naquele lugar.

Os lugares, independentemente de serem restaurantes, cafés, casas, cinemas... contêm pedaços de nós.

andorinha disse...

Cêtê (7.31)

Sem dúvida, fiquei totalmente arrepiada e revoltada ao ler a notícia.
Ando a concordar muito contigo, já reparaste?:)

Sandra disse...

Definitivamente, mais vale guardar as boas recordações enquanto elas são... boas. :)

CêTê disse...

andorinha,
;] não é um "mau sinal", pois não?;]
De toda a forma acho que sobre outros assuntos já discordamos de uma forma mais ou menos calorosa mas educadamente. E é tão bom concordar como discordar.
;*

thorazine disse...

andorinha,
cuidado com os "concordanços". De caminho já há quem veja outras coisas a florescer! Aqui é perigoso.. lol


Cêtê, é verdade. Mas diariamente morrem milhares de pessoas, diariamente. "Toca-nos" mais quando conheciamos previamente, e eu era um fã do Dr. Croc. Aliás, também tenho répteis em casa! :]

Em relação à menina, tenho muita pena, sim também. Mas não passa disso, não me posso envolver em tudo o que morre, senão sofria cada vez que lia a Necrologia. E não me tira em nada a vontade que tenho em ir à Amazonia. Beber chá com os índios e pegar em corcodilos, tal qual o meu avô! :)

Ameninadalua disse...

Estávamos em Veneza, digamos que tanto eu como ele começámos a perceber que o amor é verdadeiramente único quando sentido assim...
Era uma noite muito quente de 42º, a praça de S.Marcos estava quase cheia, mas a música que se tocava enchia-a completamente...
Começámos a dançar, o maravilhoso vinho branco deu uma ajuda mas eis que caie uma tremenda trovoada seguida de intensa chuva à qual não démos qualquer importância... A orquesta fez questão de não parar e tocar apenas só para nós que entre sorrisos e olhares nos démos ao rodopiar da dança que só acabou com os dois completamente molhados e com o barulho das palmas de toda a gente que estava à nossa volta na praça.

Agora digam-me como é que eu posso voltar a Veneza?? :)

noiseformind disse...

Boss,
Exemplos contra essa teoria de o retorno ser pouco proveitoso tenho muitos, dos quais este é o mais recente (apesar de não ser gastronómico, confesso):

"For the first time in 30 years, Bob Dylan tops The Billboard 200 with "Modern Times." Not only is it the legendary songwriter's first album to reach the throne since "Desire" in 1976, it's also his highest debuting album and his best sales week since Nielsen SoundScan began tracking data in 1991. The Columbia set moved 192,000 copies in the United States in its first week.

"Modern Times" is Dylan's third consecutive top 10 studio set, following 1997's "Time Out of Mind" and 2001's "Love & Theft." Aside from "Desire" and "Modern Times," only two other Dylan albums assumed the plateau on the chart: 1974's "Planet Waves" and the 1975 classic "Blood on the Tracks.""

O gajo é como o Port ; ))))))))))

noiseformind disse...

ameninadalua,
Voltar a Veneza para quê? Para te voltares a constipar? ; )))))))))))))

andorinha disse...

Cêtê,
Claro que não é mau sinal:)
E já discordámos bastantes vezes...por isso concordo:)))contigo, o que interessa é "tertuliar".

Thora,
Não percebi.:))))))))))
Só se pode discordar, é?

Noise,
Sempre do contra, miúdo:)

Ameninadalua disse...

Noise,

Desgraçado!!
Que falta de romantismo o teu:)))

thorazine disse...

"...detestou que a namorada o visse naqueles preparos ( concordo que há fronteiras estéticas a não ultrapassar numa relação.)"

Se percebi bem, tenho de dizer que não concordo. Acho que os limites vão ser sempre criados por nós. Não acredito em fronteiras. :)

thorazine disse...

andorinha,
quem concorda em demasia está apaixonado(a) - dizem eles! :)

andorinha disse...

Thora,

Tu não estás bom da cabeça.LOooooooooooooooooool

E claro que "há fronteiras estéticas a não ultrapassar numa relação."
Não acreditas em fronteiras, já te ouvi dizer que não acreditas em montes de coisas....
Acreditas em quê, carago?:)

andorinha disse...

Já estás a demorar muito a responder, Thora:)

thorazine disse...

LOL

Humm..a questão é difícil!

Mas não acredito é que sejma benignas. Podem ser para outros, para mim "não criar fronteiras" é um dos objectivos (nem sempre conseguido). Experienciares e ultrapassares com outro ser humano (ou mesmo a parceira) uma situação "pavorosa" da condição humana só poderá ser benigno. Não é nada mais nada menos que o real (se é que isso extiste).

Agora, acreditar acreditar..acho que não acredito em nada, depois de ter visto ou Matrix! ;)))

Bem da cabeça? Só se for o cheiros das tintas..lol

thorazine disse...

Enquanto espero pela resposta vou-me entretendo no "Manic mode": http://bluestrattos.planetaclix.pt/bubblewrap.swf

;)))))))))

(PS- as falhas no post de cima são por falta de glicose!!)

Kikas disse...

É verdade, muitas vezes as recordações quer sejam, boas ou más são para se manterem como recordações. Por muito que tentemos revivê-las nunca será igual ao que foi antes... os tempos mudam e com eles as coisas e as pessoas.

Isto só vem reforçar a ideia de que as coisas têm o seu devido tempo, e que as devemos aproveitar também no tempo certo.

CêTê disse...

thora,
Os avós marcam-nos, não é, thora? Vais ver que é por isso que gostas de répteis e assim...e do Dr. Croc

Ele há coincidências. ;p

------
Boa Noite! Inté.

ricire disse...

Tentar reviver é absurdo! Acho muito bom que quando o tentamos fazer, as circunstâncias actuais nos recoloquem na realidade e remetam as lembranças para o seu devido lugar: a memória. Assim não corremos o risco de ficar presos nas lembranças.

Fora-de-Lei disse...

Com alguma liberdade intelectual, este post também poderia intitular-se: Nunca voltes a comer uma ex-namorada com quem deste umas belas quecas.

Posso estar redondamente enganado, mas dá-me a sensação que a menina da lua andou lá próxima desta abordagem... embora de uma forma muito mais subliminar, com Venezas pelo meio e tudo.

Pamina disse...

Boa noite.

Julgo que algo semelhante já terá acontecido a todos nós, e não estou a falar só de restaurantes, mas, como disse outra comentadora, ao invés, a "comida" poderia ter estado tão ou ainda mais deliciosa do que na recordação. Também acontece. Quem arrisca poderá não gostar do petisco, mas quem não arrisca não petisca de certeza.

Aspásia disse...

a manga entrara em plena terceira idade

Mas se calhar ainda estava em plena posse das suas faculdades... com que então discriminação da 3ª idade...

;)))

andorinha disse...

Thora,

No post em cima dizes:"Acho que os limites são sempre criados por nós."
Dando de barato que isso é assim, o que é isso senão a criação de fronteiras?
Se há limites, há fronteiras...

Que não acreditas em nada, já me palpitava.

Já repuseste os níveis de glicose?:)

andorinha disse...

Fora de lei (10.46)

É por essas e por outras que eu gosto de ti:)
Não estás com rodeios...vais directo ao assunto:)

Aspásia disse...

Mas de resto concordo... gosto principalmente de recordar as férias da infância e juventude na aldeia alentejana onde morava minha tia... hoje pelas notícias que tenho, tudo está muito mudado... não sei se voltando lá um dia não estragarei as boas memórias...

andorinha disse...

Aspásia,
Acho que é isso, eu quando vou a Lisboa não consigo passar pelo sítio onde morei e já tentei mais do que uma vez.

goncalo disse...

Citando o Vítor Espadinha, recordar é viver...

goncalo disse...

Fora-de-lei,

O comentário das 10.46PM merece 20 valores)))).

noiseformind disse...

"Aspásia,
Acho que é isso, eu quando vou a Lisboa não consigo passar pelo sítio onde morei e já tentei mais do que uma vez."

(Aspásia, cá entre nós que ninguém nos ouve... a Andorinha acertar na cidade em que te vais encontrar com ela já é complicado, imagina uma casa em particular)

andorinha disse...

Noise,

Estás a abusar da confiança que te dou.:))))))))))))))

Não tenho sentido de orientação, mas não exageres. Looooooooooooooooooooooooooooool

thorazine disse...

Andorinha,
talvez não me tenha explicado bem: os limites são criados por nós e o meu objectivo em relação "à estética humana" (e mais numa série de coisas) é não haver limites 8ou fronteiras). :))

andorinha disse...

Malta,
Em http://divagan.blogspot.com (blog do Aquiles) está um excelente post tirado dum blog chileno sobre sexualidade.
O post chama-se "Hipocrisias."

Leiam, que vale a pena:)

APC disse...

Pois xim, k num xe rebibe igual.
Pois não, k num me apetexe dixer maix nada axerca dixo!:-(

andorinha disse...

Thora,

Complicado entender-te, miúdo:)
"Os limites são criados por nós". Ao dizeres isto partes do princípio que há limites. E o que são os limites senão fronteiras?
Pretendes (utopicamente) que o ser humano não crie limites, é isso?

Vamos lá a ver se desta nos entendemos.:)))

Ameninadalua disse...

Fora-de-lei

Nem sei o que lhe diga... :(

A minha intensão foi apenas e somente deixar a ideia que os momentos intensos deixam memórias que nos fazem ligar o tempo e o espaço em que decorreram...e revivê-los pode levar tal como o professor diz:
"se não será melhor saborear as recordações em vez de as pôr em risco:).

Talvez?

Mas recordações são apenas recordações...nada mais.

Tudo o resto do seu comentário é mesmo sensação sua...e demasiado pragmatismo seu...

thorazine disse...

andorinha,
obviamente que não haver limites em alguns campo é impossível, mas é escusado seres assim tão linear. Em relação à estética pode facilmente não haver limites. Ou não?

Os limites são criados por nós. Mas não somos obrigados a cria-los. Talvez alguns dos doentes mentais só o são por omitirem alguns limites. Se isso está correcto ou não? Não sei. A sanidade é sempre relativo a algo e o "correcto" é vago demais. :)

Difícil de perceber? O defeito com certeza é meu.. ;((

andorinha disse...

Thora,

Dás-me cabo dos neurónios.:)))
Em relação à estética pode não haver limites, certo.

"Os limites são criados por nós. Mas não somos obrigados a criá-los."
Também já percebi que foi isso que quiseste dizer, vê-se pelo meu último post.

Dizes depois:"Talvez alguns dos doentes mentais só o são por omitirem alguns limites."

Quanto a mim, continuas a dissertar de forma confusa. Deduzo que para ti, é "bom" não haver limites. Então por que razão alguns doentes mentais só o são por não terem limites?
Afinal é positivo/vantajoso não ter limites ou é negativo?
Acabo por não perceber qual é a tua posição.

Mas se calhar o defeito é meu.:((((

thorazine disse...

"Deduzo que para ti, é "bom" não haver limites. Então por que razão alguns doentes mentais só o são por não terem limites?"

Depois disso escrevi: "Se isso está correcto ou não? Não sei. A sanidade é sempre relativo a algo e o "correcto" é vago demais."
Não utilizei "doente mental" de uma forma pejorativa. Tentei deixar a questão em aberto, se seria benigno ou não ter limites.

Para mim é, pelo menos o que experienciei. Falta-me vocabulário para explicar, é isso. E hoje o dia não é dos melhores..lol

Sorry! ;)

andorinha disse...

Thora,
Penso que te percebi.
Tenho por vezes dificuldade em compreender-te, mas não acho que tenhas falta de vocabulário, o "problema" não está aí. Penso é que "enrolas" muito os argumentos, saltas duma ideia para outra sem teres terminado o raciocínio anterior. É a minha opinião ( a esta hora e depois do primeiro dia de trabalho a sério na escola).:)))

Fica bem, miúdo:)
Hasta mañana.

Lua Obscura disse...

Creio ser preferível saborear as recordações para evitar subtis desilusões.
Um abraço

thorazine disse...

andorinha,
talvez tenhas razão. Muitas vezes sinto isso "cá dentro" (e pelos vistos passo bem cá para fora).

Tentarei "desenrolar" mais, numa próxima! :))

Agora vamos enrolar outra coisa.. (posh) ;)))

thorazine disse...

O que acham destas sandálias: http://radhashakti.multiply.com/photos/photo/23/11 ?? :))

thorazine disse...

Outra coisa para partilhar. Hoje repensei, e concluí que até então os maiores alteradores de consciência que encontrei foram os sentimentos (o amor o principal, por razões mais ou menos obvias) e a música. Nada me consegue modificar tão rapidamente (quer para o bem quer para o mal, do thanatos para o eros e vice-versa) do que estas duas coisas. Então ultimamente o album de Ravi Shankar e Philip Glass leva-me para lugares muito pouco explorados. Só nestas alturas é que me sinto grato por não ser macaco. ;))

thorazine disse...

http://rapidshare.de/files/32233362/Ravi_Shankar___Philip_Glass.rar.html

Para quem quiser ouvir! ;)))

fiury disse...

thorazine
não te deitas, rapaz?
as sandálias não têm futuro:)))dizem que vamos começar a nascer com os dedos dos pés unidos, dado o uso frequente dos sapatos. já tem acontecido a alguns bébes.

fiury disse...

esse tipo de actividade
(restauração)é muito fustigada pelos novos conceitos e novos projectos, vulgo:"o que está a dar".
os antigos (há excepções) sobrevivem pela localização priveligiada, (à custa dos estranjeiros e das almas boas).o resto, o resto é feito pelas pessoas, desde a gestão até ao empregado de mesa. não acredito que cozinheiro e empregado sejam os mesmos e estejam tão esquecidos que confundam água fresca com água normal e bem passado com mal passado, manga fresca com manga podre.
tudo mudou.
no que diz respeito ao restaurante, foi para pior.

chato disse...

Por falar em tempos passados, o Google presenteia-nos agora um novo serviço: a pesquisa de arquivos antigos:
Um exemplo:
A eleição de salazer em 1961:


From the Magazine | The World
Salazar's "Election"
SUBSCRIBE TO TIMEPRINTE-MAILMORE BY AUTHOR
Posted Friday, Nov. 17, 1961


Portugal in election week was like a nation under siege—and, in a sense, it was. The air force was alerted. Naval patrol boats growled offshore, and ground troops earmarked for the revolt-torn African colony of Angola were diverted to home duty instead. From the Mediterranean to the Atlantic-whipped northwestern frontier, police mounted a vast network of roadblocks known as "Operation Stop," ostensibly to crack down on auto thieves. Actual reason for the emergency: Strongman António de Oliveira Salazar's obsessive fear that maverick Henrique Galvâo, who stole the Santa Maria and world headlines in an eleven-day protest against the regime last January, plans a coup in Portugal itself.

chato disse...

A notícia não é só aquele bocado; há mais; é só um cheirinho.

chato disse...

É este o endereço:

http://news.google.com/archivesearch?hl=en&tab=wn&q=

Che disse...

Ainda assim com todos os riscos por vós apontados, prefiro continuar a cair de cabeça e a tentar encontrar algum pormenor delicioso na "recordação" e tornar o seu reviver, na memória vindoura, mais vibrante. Para isso há que descer às hastes das verdades palpáveis, sem medo.

chato disse...

Outra sobre o Humberto Delgado
em 1958!!!!!!!!!!!!!!

From the Magazine | Foreign News
The Rule-Breaker
SUBSCRIBE TO TIMEPRINTE-MAILMORE BY AUTHOR
Posted Monday, Jun 2, 1958


The trouble with General Humberto Delgado was that he was not following the script. Gesticulating wildly, he told a crowd of 2,000 in a Lisbon high school that he stood for "the persecuted intellectuals, the university graduates without means of work, the abandoned artists, the writers intimidated by the censor, the technicians denied the possibility of giving their best, the muzzled journalists —in fact, all that in other countries represents a true level of culture."

The crowd roared back: "Humberto! Humberto! Humberto!"

"To the present government," shouted Delgado, "we repeat what we said in Oporto: 'We're tired of you, we're tired. Get out, get out—retire, retire!'"

moon disse...

Olá, olá!

Só para dizer que o fotógrafo da Nova Gente foi muito feliz!
A manga está com optimo aspecto!:)))))

Maria disse...

Moon:
O fotógrafo? Desconfio que foi uma fotógrafa... Aquele sorriso aberto do nosso querido professor não engana ninguém... Não é, seu "maroto"?
A menos que estivesse a pensar em nós, os murcónicos...

noiseformind disse...

Voltando ao tema do post,
Ainda me lembro de o Rumando, em Areia, freguesia de Árvore, Vila do Conde ser com paredes de tijolo e tecto em telha e mais nada. No Inverno rasgava-se ali uma fogueira no meio da sala para a malta não morrer de frio. 2 contos era o preço para uma família comer à farta bacalhau com cebolada. Hoje em dia é um dos restaurantes mais caros do distrito do Porto, adega irrepreensível e ubíqua, chef estrangeiro. Tudo isso se paga. Fui lá recentemente e não ficou por menos de 100 euros para duas pessoas. Perdeu-se tudo o que me ligava a ele a troco de uns nomes franceses e de um bom vinho a preços exorbitantes.

Mas pronto... tem-me valido no memory lane o Chez Lapin, que se mantém não muito caro e ainda tentador ; ))))

Aspásia disse...

teste XCLVIII...

chato disse...

Nada como umas iscas de cebolada ali na tasca do Zé Cuinhas.

chato disse...

Que teste?
Chata! Ao menos diz o que é.

Aspásia disse...

Moon

Concordo ferpeitamente...
em defesa da MANGUIFA!!! - MANGAS ASSOCIADAS NA GRANDE UNIFICAÇÃO INTERNACIONAL da FRUTA ATRASADA!!!

Aspásia disse...

Chato

Não te chateies... ou por outra chateia-te que alarga as artérias... era um teste ao blogger,pois eu tinha escrito à Maria e levei tampa... do blogger, não dela...

;))

Aspásia disse...

Mariaaaa

Era só paraaaa sabere se a queridaaaa viu a msg que lhe pus na cx. coment. de onteeeem, tá a vereeee...
E se já renovou a assinaturaaaaa da Nova Genteeee... queria pedir-lhe depooois os números atrasadoooos...

E claro que o Prof. estava a pensar em nós... só podiaaaaa!!!...

KissKissssss....
;))))))

Aspásia disse...

Andorinha

Vejo que ontem andaram a gozar contigo... mas deixa lá, estou preparando uma nobre vingança... para mais logo...
Não perdem pela demora...

Até loguito...
;)))

Aspásia disse...

Oh Diabo... com tudo isto calhou-me o LXIX (*)!!! A minha reputação, assim vai-se abaixo... tenho de estar atenta...

(*) - comentário...

chato disse...

Aspásia: e não te calhou bem? O número 69 é um bom número.
Mas em relação ao teste, podia ser um teste de gravidez e eu, para chatear, era logo um bom motivo para tal, por isso, ando sempre de olho bem aberto (o de cima, claro)
Um beijo chato. (Como será?)

bazuco disse...

Julio Machado Vaz foi o restaurante que mudou, ou nós é que nos tornamos mais exigentes!?!

Maria disse...

Aspásia:

Ó queridaa, claro que li a sua resposta, tá a vere? Ainda bem que a menina entendeu que sou uma intectual! Ó rica, com tanta revista do socialite, estou com uma cultura geral que nem lhe passa! E como é uma caturra, vou contar-lhe um segredo... Fui eu que convenci o tio Júlio e o tio Fernando (o Póvoas, tá vere?) a passarem a colunistas da Nova Gentee! Um vai falar de sexo, o outro de nutricionismo... Bem... Vai ser do melhorio! Já me estou a vere mais elegante do que já sou, com tanto conselho que me vão daree! Tá a ver? A menina sabia que fazer sexo é uma óptima ginástica? Ah pois é!
Ah! Quanto à foto, tive a pensare e não sei se ponha uma minhaa... (isto soou-me mal... mas isso agora não interessa nada!). Estou a guardá-las todas para fazer um site com elas, sei láa! É o que tão a fazere todas as piquenas giras! A ricaa o que acha?
Então vá... dê-me a sua opinião.

Beijinho (Só um! Dois é uma piroseiraa!)

Maria disse...

* intelectual

Maria disse...

Alguém me explica o que está a fazer um caixote do lixo, num dos comentários que fiz acima? A sério... Sou caloira nestas andanças e não entendo nada disto... É um "elogio" ao comentário ou é um convite para o deitar ao lixo?

Maria disse...

Pronto! Não precisam de explicar nada. Raciocinei, raciocinei... fui ver posts anteriores e já entendi. É para o poder apagar se quiser, certo? Era o que faltava! Depois da trabalheira toda que tive a escrevê-los!:-))
Afinal, sou loira mas não sou assim tão burra... Ufa!

Aspásia disse...

Chato

ando sempre de olho bem aberto (o de cima, claro)

Vejo, então, que além de Chato, és Ciclope... uma chatice nunca vem só!

;)))

Aspásia disse...

Maria

Ó queridérrima, se tem assim tantas fotos suas para o girérrimo... eu sugiro, tá a veree, que abra uma galeria de retratos no Monte Estoril, com ciber-café gratuito para estes seus pobres confradeeeees... e não se esqueça de mim quando for a vernissageeee...

Beijoquitaaaa ;))))

Aspásia disse...

Vai ser do melhorio!

...e ó queridaaa aqui cometeu uma gaffeee... é com certeza "mulherio" que a rica queria escreveeer...

Mande sempreeee....;>>

andorinha disse...

Aspásia,

Obrigada pela tua solidariedade, amiga:)
A vingança serve-se fria...

blablabla disse...

Eu, moi, euzinho, sou o Carlos Vilela. Apesar de me chamarem outros nomes, todavia, homem honrado não tem ouvidos.Mantive a minha virgindade bloguista até este preciso momento, por razões que não vos maçarei a contá-las. Presumi ser suposto ter um nome. Dado que os deuses olharam para o lado aquando da atribuição da criatividade, saíu a que constatam. Mais a sério, tem uma razão de ser, só que não estou a ver o público leitor a gritar e a puxar os cabelos e perucas para vos contar. Chega de paleio ( o tal blablabla).
Queria partilhar convosco que este assunto da virgindade é para mim tão complexo como o da outra virgindade. Como poderão constatar. Aliás, talvez seja Obra do Divino ser heterosexual, tal o desajeitamento no negócio, sim, porque o assunto foi tratado com uma profissional.
Comentando a estória da meninadalua, só me ocorreu o inesquecível Singing in the rain. Não o vi no sentido em que li algures relancionando com quecas e ex-namoradas. Digamos que é um comentário mais acre e sulfuroso do que sério. Não conheço a criatura, mas o criador do comentário recorda-me certas pessoas que quando têm um martelo, tudo lhes parece um prego.
Pois é, meninadalua, o velho Heráclito, apesar do seu mau feitio, lá nos bafejou que ninguém pode tomar banho duas vezes na mesma àgua no mesmo rio. Ora, isto, para mim, não é mais do que a 1ª metáfora contra a Estaticidade.
Um abraço para todos, mesmo com os que discordo.

Ameninadalua disse...

blablabla,

Mas que elaboração de texto:)
Os dotes de escrita são notórios...

Agradeço a "ressalva" a comentário e quanto à comparação com o "Singing in the Rain" revi-me na pertinência da observação:)

Apesar do mau feitio do Heráclito, não podia estar mais de acordo com ele...igualmente na vida não se vive duas vezes os mesmos momentos, há que criar futuro para que o possamos viver...

Para finalizar desejo que seja bem vindo e retribuo a parte do abraço que me coube:)

APC disse...

A mesma água não passa duas vezes sob a mesma ponte e MAI NADA!

MOR (my own revolution) disse...

As recordaçoes passam-se só dentro do nosso universo privado logo ganham uma imensa força da idealizaçao (q actua quer queiramos quer nao)e por vezes qd tentamos q se re-realizem desiludem-nos, ou auto desiludimo-nos já q foi tudo criado cá dentro...e os momentos aqui por dentro poderiam ser perfeitos, já o confronto com a realidade...

Che disse...

Assumo com toda a pujança do meu ser a identidade de Republicano, Laico e Feminista. E abordo esta questão a seguir com toda abertura de espírito a que fui educado. Benditos progenitores que me ensinaram a descobrir o mundo e a "arte" da tolerância. Adelante camarada:
No caminho da vida percorrido tenho observado que as mulheres numa relação a longo prazo (mais de três anos) vão perdendo a capacidade de excitação relativamente ao elemento masculino com o passar dos anos, independentemente do seu "amor" por ele. Ou seja, a tesão pelo macho esvai-se, dissipa-se e vai pelo bueiro sem que a maior parte das inquiridas saibam como nem porquê. Dizem-me "-Continuava a ama-lo loucamente, mas não suportava que ele me tocasse no sentido de irmos foder. Apesar de não o ter traído, penso que outros homens ainda me excitariam." E testemunhos recolhidos de homens que verdadeiramente se esforçaram ao diálogo e que continuavam a sentir a mesma tesão dos primeiros anos para a dama também encontraram essa mesma redução na excitabilidade da parceira.
No decorrer de umas caipirinhas benditas no Barmanias em Coimbra, fez-se alguma luz nesta questão que me tem assaltado ao longo dos anos.
Ora, a evolução da humanidade, que se assentava primitivamente no homem caçador e na mulher progenitora e "criadora" dos filhos, num mecanismo evolutivo e de sobrevivência da espécie terá seleccionado na mulher, no interesse da manutenção da espécie, genes que a estimulavam a ter mais de um macho-caçador-protector de modo a poder ter sempre sustento para os seus filhos, resultando que mesmo que um ou outro morresse devido à vida arriscada que os nossos antepassados experimentavam, continuaria com a protecção e sustento garantidos.
Assim talvez até esteja explicada a evolução biológica da possibilidade de uma mulher poder ter várias relações sexuais seguidas, contrariamente aos homens, com honrosas excepções. Basta verificar que raríssimas são as mulheres que experimentam o "período refractário" que é apanágio dos homens, sendo poucos os que honrosamente continuam como se nada fosse. Embora tenha havido uma deturpação da natureza pelos homens, maculando a verdadeira natureza da sexualidade, pela hegemonia masculina, reprimindo ferozmente a sexualidade feminina, chegando mesmo nalgumas culturas a "castrar" a excitabilidade feminina com a clitorectomia, ou por repressão religiosa, transformando a própria manifestação da sexualidade feminina num pecado mortal, a resposta biológica foi sempre contrária às leis dos homens. Por muito que se esforçasse, o ejaculador precoce não poderia nunca bater a reprodutora nata e programada para coitos repetidos. O ejaculador precoce fora programado para o mal dos nossos pecados, para deixar a semente o mais rapidamente possível e fugir, não fosse apanhado pelo outro do harém da fêmea.
Conclui inexoravelmente, que se há algum ser na face da Terra que merecia ter vários parceiros e quiçá haréns, contrariamente ao que é aceite e vangloriado socialmente, é a Mulher. Nós homens deveríamos contentar em satisfazer de modo conveniente quem nos procurasse, e eu sugeria que começassem a aprender a fazer um bom minete porque tenho recolhido muitas queixas por este país adentro. Tomem nota!

Maria disse...

Aspásia:

Mas que supé ideia que a ricaa me deu! Tá-me a custare dizere mas a meninaa é quase tão inteligente como eu! Pronto, então vá... só não sei quando vai sere. É que o bronze tá-se me a passare e já tou tão descorada que, a semana passada, no Madame Tussaud's, confundiram-me com a imagem de cera da Lady Di! Só lhe digo, ricaa, um horrroreee! É que não é por nada mas a menina saabe que sou muito mais giraaa! Um escândalo. Mas pronto, vou passar ums dias à quinta da tia Mª Manuel, tá a vere, vou aproveitar as vindimas pra apanhar um solito e, quando voltare, digo que cheguei da Jamaica (tá supé in!)e pronto, sei lá, faço então a vernissage.

Beijo, ricaa

Miúdo disse...

Caríssimo Professor, nunca se volta a um lugar onde já se foi feliz. É como no amor... O que seria dos psis se assim não fosse. Só felicidade pelo ar também cansava. Um abraço destes cantores do Porto e já agora venha visitar-nos... cantar, cantamos. Escrever, tentamos!

Klatuu o embuçado disse...

Só os cobardes e os diletantes têm medo da memória.

Cleopatra disse...

Nunca voltes!
doi que se farta.
E se não doi... apaga a memória do que foi magia!!

Lamento mas hoje não me apetece discutir!

Depois do pacto para a Justiça, até parece que fiz um pacto com o Diabo!
Fiquem bem!

very tired disse...

acho os filmes dele muito dificeis, talvez quando chegar ao noventa (se...) aprenda a saborear melhor , ha coisas que só mesmo com a idade.
como excepçao achei "a caixa" hilariante.

Viva disse...

Bem eu sou daquelas que quando as coisas ainda estão quentes, doi que se farta voltar ou recordar certos momentos, mas com o tempo, e quando outras amarguras são vividas, é precisamente nos sitios (alguns já só possiveis em pensamento) que eu vou pois consigo ser feliz de novo apenas a recordar o que ali vivi (de bom). E quando saio desse sitio (nem que seja apenas a minha memória) o sorriso está de novo nos meus lábios e olhos e as baterias voltaram a carregar para poder enfrentar a amrgura, a dor que ali me levou.
Eu sei, não sou nada "normal" mas tenho desculpa, caí de sete metros e meio de altura apenas com 2 anos.
bjs