domingo, agosto 07, 2005

Adenda.

Li, com o interesse habitual, a crónica de Vasco Pulido Valente sobre a bomba de Hiroshima. Em desacordo com as suas conclusões, não posso deixar de referir dados para que chama a atenção. A saber, os bombardeamentos indiscriminados de cidades alemãs, como Dresden e Hamburgo. Não foi em Hiroshima que a chacina em massa começou. E é preciso recordar o "ensaio geral" sinistro que foi Guernica...

50 comentários:

escrevinhador disse...

Bom, eu, embora não especialista em Histrória, concordo com as conclusões de Pulido Valente. De resto,e retomando o "post" parece-me que Hiroshima serve, por vezes, para encobrir os horrores e os responsáveis pela chacina que foi a 2ª Grande Guerra. E pergunto-me, num daqueles "ses" de que não se faz a História, se a bomba tivesse sido largada pela União Soviética, as reacções seriam hoje as mesmas, ou não haveria uma´notória relativização?...

Fly_Away disse...

Gostei da sua adenda.

Afinal, todas as guerras são compostas por adendas, a montante e a juzante, e nós temos muita tendência para esquecê-las.

Como tudo na vida, focamos somente o centro da dor, que é onde geralmente doi mais...

escrevinhador disse...

De resto, creio que há, no fundo de tudo isto, pelo menos duas grandes questões Filosóficas (perdoem que eu invoque a minha dama), que, por o serem, não podem ter respostas simples: os fins justificam os meios? Qual a legitimidade de um julgamento deito pelo Presente ao Passado?
Saudações a todos. Professr, ontem, mais uma vez, a 2: trocou-me as voltas com os Difíceis Amores... :(

Carlos Sampaio disse...

Caro Professor

Apetece-me quase repescar o post que deixei ontem. Apenas referi Dresden e Colónia em vez de Dresden e Hamburgo. Parece-me, aliás, despropositado que ainda se comemore a "vitória" nesta guerra em ridículas paradas.
É demasiado básico para as proporções que ela tomou nos dois lados.

RAM disse...

Obviamente que os dados que citados por VPV são igualmente importante.
Apesar disso, ou por causa disso mesmo, reitero aquilo que já escrevi em casa própria e transcrevi aqui.

Termino, voltando novamente a Morin para escrever: "De qualquer modo, a civilização, dizia eu em 1958 e repito-o agora, "não passa de uma delgada película não só à superfície social, mas também à nossa própria superfície mental".

Anónimo disse...

ram

Não conhecia a citação do Morin. Parece-me bastante sábia.

Já que estamos a falar de Hiroshima, tenho que confessar que a frase me faz lembrar a maneira exigente como alguns alemães julgam o passado da sua nação.

Não sendo filósofo atrever-me-ia a dizer que julgar os disparates do passado (ou pelo menos recordá-los) é uma obrigação moral. Para não os repetir. Acrescentaria apenas que esse julgamento não será justo se não fizermos o esforço possível para compreender as decisões feitas no passado à luz do contexto em que foram tomadas.

Marte disse...

guerra do golfo, afeganistão, iraque... são ensaios "gerais" para quê?
Mas alguém "deles" esqaueceu alguma coisa?
Disparates do passado que não se voltem a repetir? Mas que ingenuidade, Sir!
O mal repete-se a todo o momento. E, já não há nada a fazer; o Homem destruir-se-á, não tenham qualquer dúvida. Um dia, amanhã ou depois; mas um dia será.
Infelizmente para a espécie porque outras sobreviverão!

PortoCroft disse...

"Democracy is two wolves and a lamb voting on what to have for lunch. Liberty is a well-armed lamb contesting the vote!"
Benjamin Franklin

Caro RAM,

Concordo com o seu texto e a citação do E.Morin.

Mas, a frase do Franklin, se calhar, descreve melhor muito melhor a nossa civilização. ;)

anonimous (6:40) disse...

Marte:

Admito a minha ingenuidade, mas também me parece que o seu péssimismo é exagerado ...

Marte disse...

My dear Sir: não é péssimismo exagerado; é apenas a contastação dos factos; o que é que estamos a "ver"? Ou será que não queremos "ver"? É natural não querer ver; os pais, por exemplo, nunca olham para os seus filhos como uns mal educados, os filhos dos outros é que são mal educados; há uma tendência natural para metermos a cabeça na areia e deixar correr, naquela deixa bem aportuguezada de "a ver vamos"!
Todos têm a consciência, TODOS sabem (eles próprios, esses, os senhores do mundo, os senhores da guerra, os senhores do petróleo, os senhores dos euros e dos dólares e dos yens e sei lá que mais) que a fome no Mundo pode acabar; basta apenas que "eles" queiram; mas "eles" não querem; então, em vez de pão, fazem-se balas e matam-se uns quantos e fomenta-se a morte em vez da vida porque "eles" "vivem" no bem deles com o mal dos outros.
Quem duvida é ingénuo, me perdoe, Sir.

Fly_Away disse...

Marte, permita-me a expressão: credo!!!

Permita-me também discordar da sua opinião. Isto porque eu tenho absoluta fé no ser humano. E no ser desumano também. Afinal, são os dois lados da mesma moeda.

E não tenho fé no ser humano por ingenuidade ou por crença. Olhe-se para trás e veja-se como sobrevivemos sempre às maiores intempéries. Uns quantos perecem, é verdade; ontem "eles", amanhã podemos ser nós, ou os nossos filhos.

Porém, a sobrevivência da espécie está nos nossos genes, ainda não tinha reparado?... Seja mais positivo, vá lá. Isso é um dos primeiros passos para mudar o "estado de sítio". As grandes mudanças da Humanidade começam "aqui" dentro.

Um abraço.

Anónimo disse...

Por aquilo que já lí sobre este assunto fica-me a ideia que, cada vez que vem um aniversário, a "estória" passa a ser outra.
É evidente que o ínício dos bombardeamentos a cidades não foram no Japão, mas na europa, a Londres, e foram ordenadas pelo aliado do Japão,o Hitler.
Sobre o que tenho lido sobre Hiroshima, a bomba provocou setenta mil mortes.(Hoje "anuncia-se" cento e cinquenta mil...) Meses antes, num bombardeamento a Tóquio com bombas incendiárias o total de mortes foi estimado em cem mil.
Não sei se uma coisa compensará a outra, mas ainda não houví ninguem protestar, nem o VPV, pelas atrocidades que os japoneses cometeram na china e na Mongólia.
Enfim, há coisas na história que certos "estoriadores" preferem tentar esquecer.

PortoCroft disse...

Anónimo das 10:24,

Concordo. ;)

A propósito:

Historical Revisionism!

CLIK disse...

Gostei de passar aqui!
Saudações Bloguianas!

dKin disse...

Sem ter nada a ver com o post, estava aqui a tentar lembrar-me de uma frase, mto boa, q o Professor disse no programa q passou à bocado (repetido, por sinal) e ñ consigo... No programa falava sobre as mentes fechadas e o facto de se dizer, coisas do tipo, "aquele tipo de gente", quando se fala em homosexuais... Grrrr! Ok pronto, ñ me consigo lembrar!

RAM disse...

Caro Escrevinhador e Marte,

É óbvio que as "sociedades pluralistas contêm em si os germes do campo de concentração, mas não podem insitucionalizar nem desenvolver duradouramente semelhante inferno no seu território. As sociedade pluralistas contêm e até (por liberalismo) toleram em si todos os fermentos do totalitarismo, mas estes não conseguem dominá-las precisamente porque tais sociedades são pluralistas. Exploração, dominação, escravização existem nas sociedades pluralistas, mas encontram-se nelas contrapesos, travões, antagonismos que nos regismes totalitários são proibidos, destruídos, liquidados.

Edgar Morin, in As Grandes Questões do Nosso Tempo

RAM disse...

Caro Anónimo das 10:24 e PortoCroft,

Mas serão os números particularmente relevantes?
O que está em causa não é a dimensão da tragédia, mas a perspectiva/análise ética (mais do que política) dos factos históricos (sejam eles Hiroshima/Nagasáki, os Gulags, Pol-Pot, Dresden ou o Iraque).

Pamina disse...

Boa madrugada JMV e Maralhal,

Anónimo das 10.24,
Tem razão quando diz que os primeiros bombardeamentos da 2ªG. Mundial foram realizados pela Luftwaffe (depois de terem treinado na G.Civil de Espanha, como o post refere), contudo a primeira capital bombardeada não foi Londres, mas Varsóvia.
Esta cidade foi massacrada durante todo o mês de Setembro de 1939. Seguidamente, antes de Londres, uma outra cidade foi fortemente bombardeada em Maio de 1940, Roterdão, cujo centro foi completamente destruído. Existe hoje um monumento que simboliza o coração da cidade que foi para sempre perdido. Só em Setembro de 1940 começaram os ataques aéreos a Londres (Blitz).
Foi apenas para repôr a verdade histórica, pois neste género de contabilidade todos são culpados e todos saem perdedores.

Boa noite para todos.

Débora disse...

Noiseformind,

Discordo genericamente dos seus comentários das 11:29 do post de ontem. Pela insensibilidade, talvez derivada da tenra idade.
Não sou anti nem pró-americana. Não tenho nada contra o povo americano, nem contra outro povo qualquer. Excepto, quando tendo a liberdade de votar, escolhem mal os seus dirigentes. A propósito, ocorre-me uma frase do Miguel Sousa Tavares:
“O que faz a força da democracia é o facto de ela ser o único sistema político em que o povo pode livremente votar contra si próprio.”
Sou seguramente anti-barbárie, anti-violência, anti-violação dos direitos humanos, venham de quem vierem – democracias, ditaduras …
Os fins nem sempre justificam os meios.
Não se podem, e sobretudo não se devem, cometer barbaridades em nome da democracia.
Para promover a democracia, matam-se inocentes? Que estranho conceito! Ao matar inocentes, a América, na prática, faz rigorosamente o mesmo que o terrorismo de Bin Laden. O procedimento é análogo.
Deverei concluir que é um potencial bombista? (Países sem democracia, bomba em cima deles, todos).
A comparação com as galinhas não me parece adequada – é uma questão de sobrevivência. Atenção, que os vegetais também têm vida …
Quem lhe disse que as pessoas que se insurgem contra a guerra e a barbárie, não se preocupam com a fome no mundo? Existe alguma incompatibilidade? Desconheço … Lamento a impotência de não poder alterar esse estado de coisas. Como já tenho dito, somos todos cúmplices.
Eu sei que é uma utopia, mas o que gostava mesmo era que não houvesse fome, nem guerras e que todos tivéssemos igualdade de oportunidades. Mas para isso, o ser humano não poderia agir em função dos sentimentos negativos que o integram: o ódio, a inveja, a sede de poder, a luxúria, etc. Teria que ser efectivamente racional …
Nas guerras não há vencedores, só vencidos.
Termino com uma citação de Gandhi: “Olho por olho, e o mundo acabará cego”.

Saudações.
Débora

Marte disse...

Eu sei que o "instinto" de sobrevivência da espécie está nos nossos génes! Mas neles também se encontram os génes de "tudo" e este tudo abarca mesmo tudo; e, muitas vezes, a manipulação da simples vontade pode modificar um géne. O Homem ao longo da sua história tem dado exemplos de paz e exemplos de guerra, exemplos de bondade e de maldade.
Tudo numa espécie de simbiose em nome de um equilíbrio, um instável equilibrio diga-se de passagem.
Mas, agora, não temos flechas nem revólveres, não temos balas de canhão nem tiros de morteiros; agora temos pequenas coisas que são capazes de provocar imensos danos e esses danos serão no Ser Humano se vierem a ser usados.
Da mesma forma que, noutras ocasiões da história do Homem, ele, o Homem, se bateu a si mesmo, se destruiu a si mesmo em nome nunca eu soube de quê nem para quê, às vezes mesmo em nome desse Deus que por ser imenso abarca tudo (até o próprio mal), dizia eu o Homem voltará a fazer; é algo também que, se calhar, está nos nossos génes: não aprendermos nunca com os erros do passado.
Depois, basta um só, por vezes, para despoletar o evento.
A Humanidade caminha para a sua extinção e isto não é falta de fé no Homem; é apenas acreditar que da mesma forma que ele faz o bem também é capaz de fazer o mal; e aqui apenas se coloca a questão: da próxima vez quem ganhará?

noiseformind disse...

Debora,

Achei interessante o teu argumento e o teu ponto de vista até ao ponto dos vegetais. "Atenção, que os vegetais também têm vida". Quer dizer, já nem a sermos vegetarianos nos safamos. Comecei também a imaginar a barbárie nestes 5000 anos de humanidade cometida sobre papiros e depois sobre árvores várias como o pinheiro e o eucalipto por uma coisa tão abnoxious como a escrita. (os únicos escritores não-insensíveis foram os das cavernas e mesmo esses só em termos de suporto, pq para a tinta usavam pigmentos secos)

E depois comecei a constatar o conjunto de lugares comuns: "não há vencedores, só vencidos" "Olha por olhor, e o mundo acabará cego" "Mas para isso o ser humano não poderia agir em função dos sentimento snegativos que o integram..." "... mas o que gostava mesmo era que não houvesse fome, nem guerras e que todos tivéssemos igualdade de oportunidades"

Além disso, em resposta a outro comentário, já tinha dito que a última parte da mensagem era uma alegoria e uma hiperantítese e que não traduzia o que pensava sobre essa questão. Mas antes mesmo de chegar aí já estava "agarrado" à tua mensagem.

Uma guerra não é um resultado de sentimentos negativos do homem. Podemos dizer que é o resultado de ser o homem e não a mulher a dirigir a sociedade, algo muito debatido desde os 60's mas acima de tudo uma guerra é o resultado de um conjunto de interesses. E para defender os interesses juntam-se membros masculinos dessas duas sociedades (e daquelas que estiverem associadas a elas por outras ordens de interesses)para combaterem entre si. Ou seja, a sua citação de Gandhi aplica-se à vingança e não há guerra. Na guerra existe um vencedor e um vencido pois um dos antagonistas fica sob a tutela do outro quando os embates cessam. Claro que pelo meio morrem milhões, muitas vezes, como no caso siviético, mais por violência da linha de comando sobre os soldados do que por ataques inimigos. Lembor-me por exemplo do sistema "dois homens, uma espingarda". Como existiam dificuldades no abastecimento de munições os russos entregavam a cada dois soldados uma espingarda. Um deveria disparar até morrer e aí o segundo homem tomaria a espingarda e continuaria a disparar. Portanto, a guerra não trata apenas de sentimentos negativos entre povos, liberta, pela dimensção dantesca dos meios usados, TODOS os sentimentos negativos possíveis, não só uma pessoa mata outra como o próprio Estado usa das vidas dos seus cidadãos a seu bel-prazer no chamado "esforço de guerra". Agora...

A Guerra tem evoluído bastante, e a Humanidade também tem evoluído. Já não basta a vitória a qq custo e as acções dos governos são escrutinadas pela sociedade civil. As sondagens controlam mais as decisões dos políticos do que a situação das suas tropas no terreno. As pessoas sensíveis acham pena a tudo e só com um Xanax é que conseguem dormitar, tão horrível se lhes afigura o mundo. Seja a Hiroshima, seja ao tsunami, não se limitam à empatia natural, multiplicam esse sentimento por mil e dizem-se destroçadas com acontecimentos em relação aos quais têm uma passividade total. Citam Gandhi e colocam-se num patamar superior pq a humanidade não anda a ligar nenhuma ao que Gandhi diz. Precisam dos bens sacados aos países em desenvolvimento e para extirpar a sua culpa dizem que têm muita pena. Pena, pena e mais pena, preciso de vomitar... tás a ver como sou sensível Debora?;)))))))))))))) até me dá vomitos. Sim, pq se essas duas explosões não acontecessem teríamos uma guerra muito mais longa, as tropas americanas teriam de ser deslocadas da Europa (e as tropas russas avançariam, sem dúvida histórica nenhuma) e neste momento estarias a fazer esses lamentos num regime comunista sob ameaça de ser presa e não terias um salário para usufruir de, por exemplo, esta internet que usas para os teus lamentos sensíveis.:))))))))))))

A guerra é uma solução estúpida, disso não haja dúvidas. O Banco Mundial, com capacidades milionesimas em relação aos gastos em qq conflito de média dimensão, consegue melhorar enormemente as condições de vida das populações. Mas isso não esmorece o facto de os países continuarem a ter interesses nacionais, que são também os nossos Debora, não são interesses negros de meia-dúzia de facínoras. A sociedade civil não se deve alhear mas também não me parece (tu irás discordar, mas a vida é assim) que seja pela via do "tenho tanta pena dos pobrezinhos" que se resolvam as questões de fundo, tão complexas como elas são. Chavões, bons ou maus, nunca resolveram problemas da humanidade (talvez o "Ama o teu irmão como a ti mesmo" resolvesse se as pessoas não se odiassem tanto a si próprias).

Aliás, a maior parte das pessoas prefere a protecção do chavão À verdadeira reflexão pessoal. Tem pena de tudo, desde os pinheiros aos pássaros, anda constantemente injectada de piedismo e drogada com superioridade moral e portanto não precisa de descer a este mundo chato e entediante e "palavroso" das pessoas que reflectem sobre mais do que o olho pelo olho e o dente pelo dente. Mas não vou labutar para que te bombardeiem Debora looool loooool loooool looooool loooooool looooooooool loooooool loooooooooooool

Éme,
Estou desiludido contigo, essa coisa do bombardeamento moderno já vinha da primeira guerra mundial com os obuses auto-propulsionados. parava-se os obuses no exterior da cidade e bombardeava-se À vontade, primeiro os alvos limitares, depois os administrativos. Além disso, como eram baseados em observações no terreno, permitiam uma precisão tremenda e uma mortalidade muito mais elevada. O caso do cerco de Berlim é exemplo disso. Os obuses russos bombardearam a cidade dias a fio mesmo sabendo já que esta não tinha defesas pesadas. 30% das bombas lançadas de aviões na 2ª guerra mundial não explodiram;))))))))))))))) Além disso os bombardeamentos são importantíssimos em termos de moral do inimigo. O bombardeamento permite alastrar a frente de batalha por milhares de quilómetros e é fundamental para cortar linhas de abastecimento, incluindo de alimentos, como foi o caso de Dresden. Sem Dresden, os alemães perderam qq coisa como 30% do seu fornecimento de rações de guerra, o que contribuiu directamente para o enfraquecimento das suas tropas. Se formos a criticar passo a passo as decisões dos Aliados (começando na Bomba Nuclear e indo por aí para trás nos bombardeamentos, depois passando para os tanques e depois para a invasão da Normandia) ficámos numa Europa Nazi! Eu sei, eu sei, com meias-palavras encaixas em tudo e a culpa é nossa se fazemos pressão nos 50% de "material negro". Aliás, a reacção ás primeiras invasões nazis foi "dialogar, dialogar, dialogar", em nome da paz e do horror da guerra. Aliás, se a Debora fosse Presidente dos Estados Unidos da América, enviava uma gaiola e pombos com ramos de oliveira na boca a Hitler e dizia-lhe que ele estava a dar cabo de muitas árvores para fazer os livros de registo dos campos de concentração;)))))))))))))))))))))

Nunca mais se fala de Amor? E de Sexo? (em grupo, entenda-se)

Anónimo disse...

Sr Noise,
Tiraste esta informação toda da NEt?

um abraço da Debora

Stardust disse...

Caros Professor e maranhal,

ao ler estes posts, e não tendo muito a acrescentar ao que foi dito, não consigo deixar de pensar na "guerra" que travamos agora, e todos os Verões contra o fogo... ou será a guerra que o fogo e os irresponsáveis travam contra nós? Ou que, inconscientemente, estamos a travar connosco, ao não fazermos nada senão a habitual queixa coitadinha do todos-os-anos-é-o-mesmo-e-qualquer-dia-não-há-nada-para-arder. Com um regime florestal de 1901 (se não me engano, ainda em vigor), falta de gente e incentivos para limpar as florestas e demais terrenos e a desorganização patente nas reservas florestais e parques naturais... este é o nosso presente. A que futuro nos leva?
Perdoe-me o tresmalho no tema, Professor, mas ter de ver esta desgraça revolta-me cada vez mais. :(

noiseformind disse...

Deborazinha,
Claro que não, ia lá procurar na Net coisas sabidas há tantos anos, graças à obra de Antony e David Beevor e outros? ; ))))) mas nada tenho contra a informação da net, aliás, ela é fundamental para muito do que se fala por aqui. Só lamento quando se vai buscar coisas em copy paste e sem critério crítico, do tipo "isto está aqui, defende a minha hipótese, aguentem-se com esta", infracção em que até eu já incorri.;))))))))

Fly_Away disse...

Bom dia todos, embora tardiamente. Estamos na fronteira entre a manhã e a tarde, o que quer dizer que estamos no limiar do não fazer nada.

Por favor, não me deitem uma bomba nesta fronteira pq está tudo calmo aqui.

Entretanto, vejo que a celeuma se impôs. É sinal de vida no Planeta Terra!

Abraços.

Débora disse...

Ó Noise, eu não te disse isso com sentido negativo!!!! tu escreves sempre tanto e pareces uma enciclopédia ambulante, aha,ah,ah.... estou de férias, aqui no Algarve, é só boa disposição. Ups, vou dar um mergulho na piscina, queres vir?
da Débora

yulunga disse...

Bom dia maralhal
Noisie, BOM-doso
Sobre isto "buscar coisas em copy paste", já te tinha dado a minha opinião. Acho que vale pelo menos o esforço da busca.

noiseformind disse...

: )

Sou escravo da piscina Debora... escravo da piscina... ; ) não conseguindo levar a piscina aqui de casa até ao algarve espero que faças tanto sexo na tua como espero vir a fazer an minha (diz lá se votos mais amistosos seriam possíveis?)


http://www.holocaustdenialontrial.com/evidence/evans005.asp e já que estámos numa de revisionismo, que dizer do papel de certos e importantes historiadores tendenciosos no papel da formação da nossa visão da História? Fica a dúvida eo desafio À vossa leitura...

noiseformind disse...

Yullie,

Mas eu nesse caso não critiquei a busca. Critiquei que o Ram me criticasse dizendo que o resultado da minha bisca tinha um mês, quando isso é irrelevante em termos de valorização do argumento.

Anda mas é aqui para a piscina comigo e com a Debora e vamos maralhar como se não houvesse amanhã (por via de bombardeamento de potênia estrangeiro e/ou extraterrestre)

; )))))))))

Jokinhax para todos, incluindo para o Lobices que não há maneira de ACORDAR hoje ; )))))))

yulunga disse...

Noisie
1/3 de piscina para cada um?
Tudo bem.

Lúcia disse...

numa de revisionismo, que dizer do papel de certos e importantes historiadores tendenciosos no papel da formação da nossa visão da História? Fica a dúvida eo desafio À vossa leitura...
Noise
Em relação aos historiadores tendenciosos... pois é... sempre os haverá, pois a análise de um facto, aparentemente, objectivo pode ser revestido de subjectividade de acordo com a interpretação individual que damos a certas variáveis desse mesmo facto.(Os psis explicarão isto melhor do que eu) É assim com a história, com o direito, a sociologia.
Nas cªs sociais atenta-se uma aproximação à realidade mas há sempre o limite: quem faz a análise não é uma tábua rasa. Penso eu de que...

E bons banhos a todos.

yulunga disse...

Dr. Murcon
Leia a "Science & Vie" (francesa) deste mês. Tem um artigo interessante sobre este dia.
Vem um outro também interessante sobre a fé e a descoberta (?) da sua hormona.
Julgo que ambos lhe irão agradar.

yulunga disse...

Do post anterior, saliento:
"Li hoje alguns artigos justificando a decisão de Truman de lançar as bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki".
Espero vir também a ler alguns artigos justificando a decisão de Bin Laden atacar as Twin Towers.
Direitos iguais para terroristas iguais.

yulunga disse...

Guernica - Detesto o quadro! Pura e simplesmente acho-o horroroso.

Ponto picado!
Comentários em dia!

P.S. RAM
Para já não tiro esta imagem. Conseguir esta bunda sem malhar e assim num click?
O que se consegue na Net... Ela é mágica!

Anónimo disse...

Respond or Die
This was bouncing around in the blogs last week, but now it's in the New York Times .
Interesting blog. I enjoyed your site and will be back again!

I have a ##WEDDING PHOTOGRAPHERS NORTHAMPTON## site/blog. It pretty much covers ##WEDDING PHOTOGRAPHERS NORTHAMPTON## related stuff.
Come and check it out if you get time :-)

Um Olhar Sobre... disse...

Olá,

Acho que me vou deliciar a ler as tuas ruminações.
O som é excelente e o que fui lendo também..., voltarei é uma certeza.
Beijo e boa semana

Lúcia disse...

Yulunga
Gosto do Guernica. Bastante.
Comove-me e acho muito bonito.

And now for something completely different...
O que não gosto mesmo é arte contemporânea. Nem gosto, nem percebo (embora não seja nenhuma expert em arte...), nem me comove... Absolutamente nada...

Isto vem no decurso de um domingo a apreciar arte contemporânea. Grande parte das obras visavam o Holocausto. E eu, na minha insensibilidade e ignorância a cahar que aquilo poderia ser sobre o que quisessem os autores...

Anónimo disse...

Marte:

A sua estratégia de argumentaçao já é velha e conheço-o bem. Não me vou dar ao trabalho de o rebater mais!

"Não vale a pena argumentar contra gente estúpida, eles obrigam-nos a baixar-mo-nos ao nível deles e depois batem-nos aos pontos, por serem mais experientes."

Tudo de bom para si Marte

Débora disse...

Noiseformind,

Antes de mais quero clarificar que, ou anda aqui alguém a assinar por mim, ou tem o mesmo nome.
O anónimo das 11:35 e a Débora das 12:00 não sou eu!
Não estou no Algarve ainda, só na próxima semana.
Vou passar a responder sumariamente aos teus comentários, rapazinho incorrigível))))
Eu sei que a guerra é um jogo de interesses, por isso a abomino ainda mais. Ninguém me convence de que os conflitos não poderiam ser resolvidos de outra forma.
Quanto à fome no mundo, também sei que poderia não existir, se alguns países quisessem.
Não me incluo nesse quadro da "piedade" e passividade. Não vem ao caso, mas posso acrescentar que já tenho colaborado em projectos humanitários. Assim como estou sempre pronta a ajudar o meu semelhante, desinteressadamente.
A sociedade civil poderia fazer muito mais pela paz, se não estivesse quase sempre alheada.
Nem me odeio - já o tenho dito, gosto muito de mim, apesar dos meus defeitos.
A vida sem amor, seria insuportável.
Saudações.
Débora

Lúcia disse...

Matilde
Não se vais ler isto. Em todo o caso aqui vai: expuseste uma situação da vida pessoal que te tocou.Calculo que para a partilhares aqui no primeiro dia que participas é porque, realmente, te está a consumir por dentro.

Quero dar-te uma palvrita: tomaste a opção de não te aproximares do tal sr. de barcelona. Então olha para a frente. Não só para a profissão. senão vais chegar à conclusão, daqui a uns anos que não viveste.
Aproveita este blog para dares as tuas opiniões sobre os temas em discussão (ou fugires deles, que também é giro), distrai-te e tenta ser satsifeita contigo mesmo. Não digo feliz porque a felicidade são momentos.
És docente universitária por isso estamos à espera das tuas lições. beijinhos

Marte disse...

"Não vale a pena argumentar contra gente estúpida, eles obrigam-nos a baixar-mo-nos ao nível deles e depois batem-nos aos pontos, por serem mais experientes."
Esta não conhecia. O que quer dizer que não sou assim tão inteligente mas até posso ser estúpido
MAS
como não se deve argumentar contra gente estúpida (pois para além de nos baixarmos ao seu nível eles, os estúpidos, ainda nos batem aos pontos), eu calo-me e reduzo a minha sapiência à estupidez.

Anónimo disse...

Ou muito me engano ou isto está a descambar outra vez.
Ó prof., meta lá um post novo p'ra ver se este não azeda...
Lúcia

VICTOR DELTA disse...

Ainda sobre este blog gostaria que o prof. me desse uma ajuda para esclarecer o seguinte:
Como é que ao fim de centenas de anos a dizer a um povo que a virtude está no facto de morrer pelo nosso deus (Imperador),e que a maior desonra para nós e para toda a nossa família, anterior e posterior é a rendição, a deposição das armas, seja qual for o motivo, temos de acabar por concluir que, afinal, a rendição, não é o fim do mundo...Que há mundo para lá da rendição ...
Como é que "isto" se explica a todo um povo?
Cumprimentos

Débora disse...

Débora

Há mais Déboras na terra. Apesar de não gostar do nome, é o que tenho. Portanto, não fique irritada.

Obrigada
Débora

yulunga disse...

Mais sinistro que Guernica é dividir uma piscina por 4.

Débora disse...

Débora,

Não estou irritada e eu própria considerei a hipótese de ser alguém com o mesmo nome, como leu.
Mas também poderia ser alguma brincadeira, como já aconteceu neste blog.
Só queria esclarecer.
Não sei muito bem como nos iremos distinguir, mas talvez eu possa assinar Débora 1, dado que comecei a participar no blog antes de si. Que acha? Aceito sugestões.
A propósito - acho o nome lindo!

Beijinhos para si.
Débora

noiseformind disse...

Deboras várias,

O Éme nunca mais fala de amor... é um devasso... ; ))))))))

Débora disse...

Noise,

"O Éme nunca mais fala de amor ... "talvez porque ande ocupado com algum))))

Saudações.
Débora

Anónimo disse...

Esta questão das guerras é sempre complicada pois os horrores são provocados pelos dois lados. Claro que os bombardeamentos sobre Hamburgo e Dresden são condenáveis, mas não podemos esquecer o contexto em que eles aconteceram. E se o mundo não é a preto e branco, como os americanos gostam de o ver, a verdade é que há uns cinzentos mais claros e outros mais escuros. E quanto à II Guerra Mundial, mesmo com todos os erros dos Aliados, ainda bem que eles ganharam a guerra. E eu acho que ganhámos todos com isso.
É importante não esquecer os erros cometidos e é claro que os fins não justificam os meios, mas não podemos perder a noção do essencial. Para mim foi essencial que o Eixo tivesse perdido a guerra.
Quanto a Hiroxima, acho que se tratou de uma vontade de afirmação dos EUA em relação à União Soviética e não um processo de acabar com a guerra mais depressa e com menos mortos.
Além disso, era preciso testar a bomba, despois de tanto dinheiro investido. É assim que funciona a mente capitalista...

airesff disse...

Curioso, disse basicamente o mesmo no me blogue :).
Parabéns pelo blogue. Não o conhecia.