sábado, agosto 27, 2005

Balint.

Para os que tenham lido uma citação minha no Correio da Manhã, devo esclarecer que não foi incluída a seguinte frase: "Balint escreveu que o médico se prescreve a si próprio, pela segurança que transmite e a empatia que cria com o doente". Ou seja: não só o médico influencia o resultado da medicação, como o efeito placebo surge também no exercício da Medicina Ocidental.

117 comentários:

PortoCroft disse...

Caro Prof. m8,

O importante está lá, foi dito e por palavras suas:

“Não precisamos deste estudo para reconhecer a extraordinária importância da relação médico-doente e lamentar que não seja, com frequência, a mais adequada.”

As causas, também as apontou. Mas, na realidade, parece-me que na maior parte dos casos, são os constrangimentos de tempo e as condições de trabalho que condicionam a adequação.

RAM disse...

Não podia estar mais de acordo quer com o estudo, quer com aquilo que o nosso Anfitrião inferiu do mesmo.
Efectivamente assim é.
Pena é que a política dos sucessivos Governos nos últimos anos esteja a contribuir para a produção em massa de autómatos da "ciência médica", que ignoram que a Medicina é também uma "arte".
Pelo menos assim a consideravam os antigos...
Quantas revistas antigas ostentavam orgulhosaente o subtítulo de Revista de Ciência e Arte Médicas.
Os Arquivos de Medicina - da Universidade do Porto - ainda o faziam até há bem pouco tempo.
Mas hoje vivemos tempos de impacto (factores), de Cochrane...
Com uma nuance (lá vou eu levar porrada): como em tudo, não há só um culpado. Se os médicos e demais profissionais de saúde têm a sua quota parte de responsabilidade na matéria, bem como o Estado, os utentes também são co-responsáveis pelo caminho que estamos a seguir.
A crescente e progressiva privatização dos cuidados de saúde não traduz apenas a consubstanciação de uma conceptualização ideológica.
Gostem ou não, os cada vez mais frequentes e apelativos (??????) seguros de saúde guiam de forma inexorável o sistema nesse sentido.
Caminhamos a passos largos para "estado-unificação" do sistema nacional de saúde.

monica disse...

Não li o CM, mas no Público de hoje falava-se de um estudo (metanálise) sobre a homeopatia que concluia que o seu efeito é "apenas" o do placebo. Para explicar o sucesso da homeopatia, o jornalista (ou o estudo, já não me recordo) levantava a bem pensada hipótese de os homeopatas se prescreverem mais a si próprios, investindo mais no poderoso efeito placebo que têm sobre os seus doentes, enquanto que os médicos o fazem cada vez menos.

A culpa rasa todos nós: a caminhada dos sistemas de saúde para o "managed care", a tendência para os utentes utilizarem os cuidados a-service" e em regime de self service e a postura menos humanizada dos profissionais de saúde.

andorinha disse...

Boa noite.

Ram,
Não podia estar mais de acordo quer contigo, com o estudo e com aquilo que o nosso Anfitrião inferiu do mesmo.:)
Como pode o óbvio ser contestado?
Gostei da expressão "...o médico se prescreve a si próprio..."; isto deveria ser motivo de reflexão para alguns médicos.

lobices disse...

...ao longo da minha vida tive de me "envolver" com Médicos para me tratarem da saúde...
...até hoje, só tenho queixa de um (e muito conceituado a nível internacional) pela antipatia que transbordava da sua maneira de falar para comigo, paciente...
...de resto, em abono da verdade, criei sempre com eles e eles sempre criaram comigo uma empatia através da qual, na minha opinião, metade da cura fica feita... ou seja, a forma como a relação médico versus paciente se verifica é meio caminho andado, ainda melhor que o código postal...
...porém, de todas as "histórias" que tenho tido ao longo da vida com os Médicos (e atenção que não sou hipocondríaco), há uma que me faz rir sempre que me lembro dela ou falo dela: em 95 quando tive a falência da minha empresa, entrei em profunda depressão e tive de recorrer à ajuda da psiquiatria; porém, não era fácil pois eu estava sem cheta, falido; então, na primeira consulta para a qual tinha disponibilizado a massa suficiente para pagar o seu custo, expliquei ao Psi a minha situação; ele foi muito atencioso, tratou-me sempre bem e ajudou-me, mas naquele dia quando lhe disse que tinha o problema de não ter dinheiro e que, por isso, não poderia manter um estatuto de paciente de muitas sessões, ele diz-me assim:- "Não se preocupe; arranja-se aqui já uma solução: fazemos sessões de meia hora e o senhor paga metade da consulta!..."
...eheheheheheh
...não há dúvida: grande negociante ele me saiu, LOL
...mas agora referindo-me ao post do amigo JMV, não tenho mesmo nenhuma dúvida que em qualquer medicina, seja ela ocidental ou oriental, o factor primordial é a confiança que se pode, ou não, gerar desde o iníco entre o médico e o doente... sem essa confiança, sem essa empatia a doença vai demorar mais tempo a curar...
...

marakoka disse...

"...são os constrangimentos de tempo e as condições de trabalho que condicionam a adequação."
...
"A culpa rasa todos nós: a caminhada dos sistemas de saúde para o "managed care", a tendência para os utentes utilizarem os cuidados a-service" e em regime de self service e a postura menos humanizada dos profissionais de saúde"

e não só .....os euros , amigos , ou melhor os cêntimos .....são os constrangimentos dos doentes ....
não há frequencia, pq ...sabemos pq

jocas

Fly_Away disse...

Acreditar é o melhor de todos os remédios. Há, porém, alguns médicos que nos fazem desacreditar...

Eu confesso-me uma descrente da medicina, tal como ela é praticada pela esmagadora maioria dos médicos; e, contudo, penso frequentemente que todos nós somos pequenos deuses no sentido da auto-cura...

Boa noite.

marakoka disse...

..é isso mesmo Lobices. Tudo dito.
jocas

Cê Tê disse...

E eu a pensar que os candidatos às Faculdades de Medicina eram sujeitos a provas de carácter vocacional. Instituí-las talvez dê-se os seus frutos... ;)

Lucília disse...

Lobices,eu diria até que sem essa empatia, a atitude mais acertada (e que já tomei) é mudar de médico!
Boa noite a todos

monica disse...

Provas vocacionais em Portugal? O meu amigo cê tê acredita que entre nós isso seria possível sem aliar a vocação à cunha? Além disso, a várias especialidades em que a Medicina se diferencia requerem vocações muito diferentes entre si (imagine por ex de que vocação necessitaria um médico de família, depois da que necesitaria um cirurgião plástico, depois da que necessitaria um anatomo-patologista... and so on).

Alternativas? A melhor que conheço é sugerida por João Lobo Antunes, um neurocirugião e um homem de excelência: selecção dos candidatos à entrada nas especialidades. Por quem? Pelos directores dos serviços que, cumulativamente, tivessem poder para os incluir no quadro do serviço terminada a especialidade e tivessem contas a prestar pelos resultados do seu serviço.

Tudo está ainda longe, muito longe, neste nosso jardim queimado.

Anónimo disse...

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Zsazsa disse...

António Roma Torres

O nome diz-vos alguma coisa? A mim diz, e muito. Durante 2 anos andei a correr para a Consulta de Distúrbios Alementares do São João e TODAS TODAS TODAS as semanas era a mesma coisa. Chegar lá, esperar das 4 (hora da minha consulta) até ás 7 que o Senhor Doutor chegasse, entrar, pesar-me e responder à pergunta "como correu a semana", apanhar a minha dose de Medipax e Triticum, sair 10 minutos depois de ter entrado, chegar a casa e cortar-me nos braços. 2 anos! Não são dois meses nem duas semanas!
Senhor Ram, diga-me lá quantas vezes se levantou ás 5 da manhã para estar ás 6 da manhã para uma vaga num Centro de Saúde em que seria atendido ás 10 para depois voltar lá passado uma semana pq a medicação não resultou e esmolar a ida a um especialista que depois lhe vai recomendar mais exames que demoraram um mês e marcar e depois esteve mais dois meses à espera de nova consulta no especialista para depois ir finalmente mostrar os exames? Depois de me responder falámos tá bem?;)

Querem uma solução para o estado mercantil da nossa Medicina? Até aos 45 anos TODOS os médicos tÊm obrigatoriamente de trabalhar EXCLUSIVAMENTE para o Estado. Custam Milhares de contos ao País e depois ao fim de 5 anos já estão a desprezar para os pacientes e a aviarem-nos como gado. O absurdo é tão grande que temos médicos com menos de 30 anos a trabalhar em Inglaterra e aqui em Portugal temos espanhóis e ucranianos! UMA VERGONHA! Que bom o pleno emprego para uma classe... que bom!

Fora-de-Lei disse...

Para mim, o acesso da população aos serviços de saúde é muito mais importante que a relação dos médicos com os seus pacientes. Esta é uma questão (secundária) que só valerá a pena discutir quando todos tiverem a possibilidade de serem tratados com dignidade.

À medida que se acentuar a política do "quem quer saúde, paga-a" de pouco servirá discutir a qualidade da relação médico-paciente. Aliás, para quem tem dinheiro para pagar a sua saúde, essa questão nem se coloca.

Fora-de-Lei disse...

ADENDA:

Para ser ainda mais azedo, deixem-me dizer-vos que me estou "cagando de alto e de repuxo" para aqueles que se queixam da forma como são tratados pelos médicos ou pelos serviços em si, e depois votam nos partidos que prescrevem a privatização parcial ou total do serviço nacional de saúde.

Ameninadalua disse...

Porty
A música está mesmo para o nostálgico!...principalmente a "for the first time..." Rod Stewart.Depois destes anos todos ainda se houve com imenso prazer.
Thanks :-)

PortoCroft disse...

Ameninadalua

You're very welcome my dear. ;)))

ou, em cockney:

Cherio luv! ;))))))))

Fora-de-Lei disse...

Desculpem lá o meu azedume, mas deve ser por causa do Glorioso estar a perder 2-0 em plena Catedral. Ainda bem que não fui ver o jogo, parece que estava a adivinhar... :-(

PortoCroft disse...

Agora é que é caso para dizer:

É preciso ter galo! ;)

Fora-de-Lei disse...

Quem não tem águia, caça com galo !

Anónimo disse...

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Cê Tê (9:54),

Não! Não são sujeitos a provas vocacionais!

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RAM disse...

Cara Mónica,

Estranhei a sua posição: por um lado questiona-se quanto à possibilidade de avaliar vocações sem aliar a vocação à cunha, mas, concomitantemente, preconiza, sem bem entendi, a selecção dos candidatos à entrada nas especialidades. E por quem? Pelos directores dos serviços que, cumulativamente, teriam o poder para os incluir no quadro do serviço terminada a especialidade???????????
Um pouco incongruente, não?

Refere ainda que “as várias especialidades em que a Medicina se diferencia requerem vocações muito diferentes entre si.”
Pois bem, permita-me discordar.
A questão que é aqui colocada em causa – a vocação para o exercício da Medicina – adquire a sua relevância de uma reflexão que se impõe ex-ante à própria escolha da profissão médica, independentemente da especialidade ou sub-especialidade pela qual se opta mais tarde.

João Lobo Antunes escreveu que a afirmação do profissional nos dias de hoje depende de três princípios fundamentais:
“1º - Ter um suporte ético especifíco, que no caso da medicina implica altruísmo, compaixão, integridade, verdade e competência técnica, como valores IGUALMENTE ( o caps é meu) respeitáveis, e isto não deve colidir com os interesses da gestão;
2º - Afirmar os seus valores, explicitando claramente as regras que o regem;
3º - Participar como parceiro social independente e reconhecido como tal”

Tais princípios nada têm a ver com as especialidades que se escolhem à posteriori.
Porventura pensará: as necessidades/capacidades comunicativas de um clínico geral tem características diferentes das de um cirurgião. Se tal for o pensamento subjacente à sua afirmação então, mais uma vez, reitero a minha discordância.
Um cirurgião não é um médico com dotes manuais que lida com alguém em estado de “inconsciência induzida”.
E o pré-operatório? A explicação do procedimento cirúrgico?
E o pós-operatório, o acompanhamento diário do doente até lhe ser dada a alta clínica, as complicações peri-operatórias com as quais temos de lidar, os possíveis óbitos numa sala de operações?

A questão principal que aqui está em causa é a humanização da prestação dos cuidados de saúde, mas também a criação de condições para que tal seja possível.

A escola hipocrática, conforme refere o mesmo JLA, vindo de encontro ao que escrevi antes, “pretendia sobretudo assegurar a boa prática da techné, palavra complexa, que significa simultaneamente ARTE, CIÊNCIA, PROFISSÃO, COISAS QUE O HOMEM FAZ EM COLABORAÇÃO COM OUTROS E COM AS SUAS PRÓPRIAS MÃOS.” (caps da minha responsabilidade).

Uma última nota: sabe qual é um dos primeiros elementos de competência definidos pelo American College of Surgeons?
“Aptidões interpessoais (compaixão e empatia, capacidade de comunicação, sensibilidade a uma variedade de questões culturais, colegialidade)”

Cara Zsazsa,

Criticou aqui um, suponho, médico do HSJ. Não comentarei, obviamente, o caso em si mesmo, por não lhe conhecer os contornos.

Respondo, todavia, à sua interpelação, dizendo-lhe claramente que nunca passei por uma tal situação. Mas tenho que lidar muitas vezes com ela por via indirecta.
Não digo que o sistema é perfeito.
Mas tenho uma consciência suficientemente inquieta que me faz clamar por debates não dogmáticos nesta matéria, sem conceptualizações maniqueístas.

Falo aqui dos médicos, mas o que a eles aplico, é igualmente válido para qualquer outro profissional da área da saúde.

RAM disse...

Cara Mónica (8.55 pm),

Aqui segue o sumário do estudo:

The Lancet 2005; 366:726-732

Are the clinical effects of homoeopathy placebo effects? Comparative study of placebo-controlled trials of homoeopathy and allopathy
Aijing Shang a, Karin Huwiler-Müntener a, Linda Nartey a, Peter Jüni a b, Stephan Dörig a c, Jonathan AC Sterne b, Daniel Pewsner a d and Matthias Egger a b

Summary
Background
Homoeopathy is widely used, but specific effects of homoeopathic remedies seem implausible. Bias in the conduct and reporting of trials is a possible explanation for positive findings of trials of both homoeopathy and conventional medicine. We analysed trials of homoeopathy and conventional medicine and estimated treatment effects in trials least likely to be affected by bias.

Methods
Placebo-controlled trials of homoeopathy were identified by a comprehensive literature search, which covered 19 electronic databases, reference lists of relevant papers, and contacts with experts. Trials in conventional medicine matched to homoeopathy trials for disorder and type of outcome were randomly selected from the Cochrane Controlled Trials Register (issue 1, 2003). Data were extracted in duplicate and outcomes coded so that odds ratios below 1 indicated benefit. Trials described as double-blind, with adequate randomisation, were assumed to be of higher methodological quality. Bias effects were examined in funnel plots and meta-regression models.

Findings
110 homoeopathy trials and 110 matched conventional-medicine trials were analysed. The median study size was 65 participants (range ten to 1573). 21 homoeopathy trials (19%) and nine (8%) conventional-medicine trials were of higher quality. In both groups, smaller trials and those of lower quality showed more beneficial treatment effects than larger and higher-quality trials. When the analysis was restricted to large trials of higher quality, the odds ratio was 0·88 (95% CI 0·65–1·19) for homoeopathy (eight trials) and 0·58 (0·39–0·85) for conventional medicine (six trials).

Interpretation
Biases are present in placebo-controlled trials of both homoeopathy and conventional medicine. When account was taken for these biases in the analysis, there was weak evidence for a specific effect of homoeopathic remedies, but strong evidence for specific effects of conventional interventions. This finding is compatible with the notion that the clinical effects of homoeopathy are placebo effects.

Affiliations

a Department of Social and Preventive Medicine, University of Berne, Berne, Switzerland
b Medical Research Council Health Services Research Collaboration, Department of Social Medicine, University of Bristol, Bristol, UK
c Department of Pharmacology, University of Zürich, Zürich, Switzerland
d Practice Brückfeld, MediX General Practice Network, Berne, Switzerland

Correspondence to: Prof Matthias Egger, Department of Social and Preventive Medicine, University of Berne, Berne, Switzerland

RAM disse...

Caro PortoCroft,

Não há maneira da águia levantar voo ;)))
Mas o dragão lá vai, lá vai...
:))))))

Anónimo disse...

Assunto puro e duro: pacientes, profissão., consultório,saúde pública, sistemas de saúde em desgraça, placebos... Até porque eles não te percebem Julinho, se não falares de mercearia ou de orgasmo. A poesia é assim uma coisa ilegível e sem importância que não fala de trsteza nem de esperança.Com esta edição de "O Médico",já estou quase a absolver o teu exibicionista. Pode ser que ele só tenha mostrado os bíceps...

Anónimo disse...

A industria farmaceutica defende-se, mal as aspirinas estão nas prateleiras dos supermercados e aparece logo um estudo totalmente contra outras alternativas. É como no xadrez, jogada subtil mas eficaz.

H. Loureiro

PortoCroft disse...

Caro RAM,

Quando lhes apresentarmos a conta do gás, os dragões deixam de cuspir fogo.

Tenha calma que o fim do mês está perto. ;))))

Anónimo disse...

Os médicos são uma classe que fazem questão em se manter numa "elite" fechada. Gostaria de dizer aqui, que a maioria dos médicos em Portugal só tem cifrões nos olhos. Há excepções ,que confirmam a regra. Os médicos dos centros de Saúde deviam trabalhar 7 horas por dia . Quem é que faz as 7 horas? Chegam á hora que querem . Porque não existe nenhum director que se queira aborrecer com os colegas chamando-os á atenção.
Numa empresa em qualquer lado todos os funcionários cumprem um horário. Os médicos não cumprem porquê ? Porque precisamos deles ,quando não estamos bem, E somos obrigados a recorrer a eles .
Protegem-se uns aos outros . Quem exerce alguma autoridade sobre eles? Ninguem ! São uma classe poderosa porque tem o poder de nos aliviar as dores. É a classe profissional que mais poder tem sobre os individuos. Claro que é necessario recorrer aos privados e pagar.O Problema em Portugal só se vai resolver quando houver tantos médicos como pedras nas calçadas. Nessa altura penso que seremos bem atendidos . Quando houver concorrência e podermos escolher o medico .

lobices disse...

...BOM DIA a tutti
(...é uma vergonha o Glorioso baixou a crista...)
ihihihihih (um tripeiro a rir-se)
...
...pois, desta vez o nosso amigo Prof tocou num assunto delicado (que ainda não havia sido aflorado)
...para além daquela anedótica passagem que já ali em cima contei, tenho imensas outras MAS e felizmente para mim, todas elas positivas
...fui sempre muito bem tratado e consigo criar empatia com o ou a Clínico/a que está à minha frente desde que ele ou ela também a crie; tudo começa no olhar e se processa no acto seguinte que é o sorriso; a partir daí há comunicação...
...depois, é apenas criar a dita "cumplicidade"; confiar no médico e abrirmo-nos com verdade e firmeza; não mostrar nem arrogância nem humildade; sempre me portei perante "eles" como um igual, não em formação e conhecimentos mas em humanidade; "ele" é tão humano quanto eu e daí ser meu igual; assim se deve processar a relação entre médico/paciente...
...claro que já lá vai o tempo (anos 50, 60) em que o médico era o médico lá de casa, o médico de toda a família, o que conhecia todos os podres e todas as virtudes, para quem não havia segredos e que conhecia todo o historial clínico; agora, a saúde é feita em série, como uma fábrica com sistema de montagem, segue, segue, segue, etc... e somos tratados como meras peças de um produto: "o doente"... o doente que não sabe o que tem e que apenas tem de seguir as instruções que o clínico lhe fornece...
...os Joões Semana acabaram há muito mas ainda há muito ser humano a tratar do seu igual
...o problema não está no médico ou no doente, está no sistema (até no futebol se fala do sistema!...)
...por isso, há e haverá sempre, em todas as profissões, bons e maus exemplos...
...no mínimo, temos de acreditar que ainda é possível resolver o problema; doutra forma, e como digo muitas vezes e em muitas situações, resta-nos aceitar com um nó na garganta e um sorriso nos lábios... (outras vezes, não) grrr
abreijos e um bom Domingo
(esta noite, aqui, choveu)
:))

monica disse...

Cara ram, discordo de si. Há qualidades que todos os bons profissionais (de saúde ou não) devem ter. Até no supermercado, para não dizer numa repartição de finanças, ou no governo, a empatia, a ética, a competência técnica, a integridade, etc. são ou deviam ser um must.

Mantenho pois que para diferentes especialidades se requerem diferentes vocações, não menores, apenas diferentes. Não saberia enunciá-las exaustivamente mas por exemplo a de um médico de família deveria incluir uma aptidão especial para a abordagem da pessoa de uma forma mais global, quer no tempo quer nas várias dimensões da pessoa, para uma prática diária em que 90% dos problemas são vagos e mal definidos e para um estudo perpétuo de quase todos os temas da Medicina, em profundidades variáveis. Em comparação um cirurgião plástico por exemplo, precisará sem dúvida de uma capacidade de "afunilar" ao máximo certos temas da Medicina, de destreza de mãos e paixão pela sua utilização e, se possível de muito perfeccionismo. Um anatomo-patologista por ex, deve ser capaz de privilegiar, no dia-a-dia profissional, as questões técnicas às humanas, and so on.

Quanto à questão da selecção à entrada nas especialidades acho que não me compreendeu: isto nunca seria num sistema como o actual. Seria, sim, num sistema em que um director de serviço tem de prestar contas (financeiras, de produtividade e, sobretudo, de qualidade) do seu serviço, sendo penalizado ou premiado pelos resultados do mesmo. Para tal, teria de ser responsável pelos seus colaboradores, pelo que os escolheria "a dedo". Isto não é cá, claro, é no país da utopia. Não sei se é o melhor método, é o proposto por JLA e até agora o que mais me convenceu. Mas estou aberta a novas propostas.

O actual sistema é que não serve, e basta ler os comentários acima ou já alguma vez ter tido um amigo ou um familiar em apuros dentro do SNS. O sistema não funciona. Funcionam alguns serviços, alguns agentes, felizmente não tão poucos assim, um pouco por acaso (e não ganham mais por isso, pelo contrário, atraiem a si muito mais trabalho recebendo exactamente o mesmo ao fim do mês). Dizia uma anónimo aí em cima que os directores não estão para se chatear para fazer as coisas funcionarem mas o grave é que se estiverem para se chatear, não conseguem fazer nada na mesma pois não há mecanismos, o poder formal de um director é escasso e sempre que se fala alterá-lo, cai o Carmo e a Trindade.

Caro Lobices: ainda há Joões Semana, embora poucos. É uma questão de sorte para os pacientes. E para eles apenas uma opção de vida.

Zsazsa disse...

Lá está Sr Ram, não lhe passa pela cabeça o que uma utente pena para um simples exame, por isso pode falar em "conceptualizações maniqueístas". Para quem tem o rei na barriga os pobres são sempre fúteis. Obrigada pela superioridade, boa sorte. E já agora desculpe-me ser eu a dizer-lhe mas mas eu não fiz nenhuma conceptualização maniqueísta dado que não falei em "bem absoluto" nem em "mal absoluto". Falei simplesmente de uma REALIDADE pela qual muitas pessoas como eu passam SEMPRE que recorrem ao SNS. Guarde as suas belas palavras para quando forem adequadas. É que mesmo sendo pobre ainda sei ler, escrever e, pasme-se, até consegui ter acesso ao ensino superior. A culpa não é só dos médicos pq Alguém (o Estado) lhes permitiu terem todas estas facilidades, e referi isso dizendo que os médicos até aos 45 anos deveriam estar afectos ao serviço do Estado, por isso não estou a ver esta questão por um só prisma para ser chamada de "maniqueísta". Ou já não há direito à indignação neste país? Claro que devem existir médicos que chegam a horas e não despacham os doentes, que adequam a medicação ao estado dos pacientes. EU É QUE AINDA NÃO TIVE NENHUM, portanto não estou a ser maniqueísta, estou a falar da minha experiência simplesmente, não estou a defender que sejam TODOS maus. Estou simplesmente a partilhar com os meus parceiros aqui de tertúlia que NÃO TIVE nenhum médico assim ainda.

"O Problema em Portugal só se vai resolver quando houver tantos médicos como pedras nas calçadas. Nessa altura penso que seremos bem atendidos . Quando houver concorrência e podermos escolher o medico."

Ora cá está, Sr Anónimo, disse-a toda... disse-a toda... isto de faltarem médicos aqui e termos para exportação para o estrangeiro é uma VERGONHA!

Ameninadalua disse...

Lobices
Concordo consigo, o problema pode não ser tanto para o lado dos médicos mas sim do sistema que suporta toda o organização e que tem como ojectivo prioritário conter e racionalizar custos. Trata-se dum objectivo válido para quem gere mas quando o "produto do negócio" é a saúde das pessoas, a situação torna-se melindrosa e é aqui que me parece que a abordagem pelos "valores" da parte de quem gere, deveria ser mais ponderada. Os médicos existem como em todas as outras profissões, os profissionalmente competentes e os humanamente aceitáveis mas as "regras" em que se enquadram muitas vezes determinam os resultados.
Para alem disso o paradigma de saúde para todos e a 100%, sebem que desejável, é sempre inantingível.

monica disse...

meninadalua: se a prioridade do sistema fosse racionalizar custos, estaríamos bem melhor. Começa a ser de contê-los mas para os racionalizar ainda falta muito (não sei quanto).

zsazsa: não perecebo essa dos 45 anos. porque não todos? só mais uma pergunta: alguma fez alguma reclamação sobre essa sua lamentável experiência? eu sei, eu sei, as pessoas estão frágeis senão mesmo doentes e acabam por deixar andar. mas todos fazemos parte do sistema e se não fazemos parte da solução, então passamos a fazer parte do problema ele próprio.

Fora-de-Lei disse...

E quando os médicos forem "substituídos" pelas novas tecnologias ?

Esse tempo chegará... ou por via da imparável evolução técnico-científica da sociedade ou, então, por força da ganância de lucro da corja neo-liberal que se vai entranhando por todo o lado.

E depois como é ? Como será a relação médico-paciente quando quem está do outro lado não é um médico de carne-e-osso mas sim um qualquer instrumento virtual de prática médica...?

Será este futuro (próximo) assim tão estranho para os humanos que quase desde bebés brincam com playstations e passam tempos a rodos em chats virtuais ? Será que estes humanos ainda serão capazes de se indignar com a ausência de empatia com os seus "médicos" ?

Quem gosta de discutir os fenómenos comunicacionais inerentes ao mundo virtual que nos foi trazido pela internet, tem aqui algo plausível para meditar...

PortoCroft disse...

Aquilo que se passa em Portugal, acontece em todos os países do Mundo. Em Portugal nota-se mais, claro, porque também nisto, a máquina que deveria ser o suporte e não o comensal, está obsoleta.

Há falta de médicos e pessoal de enfermagem. Aí, como aqui, como em qualquer parte do mundo. A NHS Inglesa, todos os anos, envia equipas, para as Filipinas e outros países, para cativar e seleccionar pessoal de enfermagem. É a lei da oferta e da procura.

Fora da Lei,
Provavelmente, sem querer, focou um aspecto importante. É que uma das soluções é haverem cada vez mais médicos virtuais. Aliás, já há e cada vez mais haverão tele-cirurgias, com recurso a robots.

lobices disse...

...mais vale, na verdade, ficcionar
...continuemos a ficcionar a "Maria" que todos nós temos; o o "Manel"... tanto faz...
...não sei se fica "bem" postar aqui a tal terceira carta da minha marioa ficcionada; no entanto, ponderei e como tem um pouco a ver com o sistema de saúde, com a doença, com a medicina, com o aligeirar das "coisas" como se as pessoas fossem "coisas" e não tivessem sentimentos, eu achei que era a altura para deixar aqui a prometida terceira e última carta da minha ficcionada "maria"...
...é a carta final porque já nada mais há para além daquele quarto sem grades pela simples razão que não tem janelas... é apenas mais um dos muitos "lamentos" dos seres humanos que, por "pertencerem" ao tal sistema de produção em série mais não são do que o "produto" final de uma sociedade em decadência...
...
“…já é habitual acordar a meio da noite; é sempre nos intervalos entre o efeito das drogas que me dão; aproveitei sempre esses momentos para te escrever, meu amor; porém, estou convencida que esta será a minha última carta e, sinceramente, não sei o que te quero dizer… meu amado, meu bem, meu doce, meu tudo, meu ser, minha alma, minha única razão de existir: não sei sequer se irás ler estas minhas palavras; como é hábito e tu sabes, devem ser 4 da manhã; está na hora de mais uma dose e a enfermeira deve estar a chegar; restam-me poucos minutos e estas serão as últimas que vou poder te escrever; as outras cartas que te enviei, onde recordava tudo o que de belo e bom tivemos durante os tempos em que estivemos juntos, também não sei se foram parar às tuas doces mãos, (tão doces de todas as carícias que me levaram ao êxtase e ao delírio, tão suaves que eram, meu amor, tão doces que as sentia em mim como se minhas fossem, como se me pertencessem desde sempre); não sei se te disseram como estou, não sei se sabes no que me tornei… mas, há cerca de meia dúzia de dias (como se contam os dias aqui?... não me perguntes porque não te sei responder…) ouvi-os dizer que já não havia nada a fazer e que a única forma era o isolamento total e final… vão, pois, privar-me da única coisa que tinha vinda do exterior: a luz da lua nas noites frias porque sem ti e da luz do sol gelado porque não a teu lado; tiram-me também o bater das gotas da chuva que me faziam contar os segundos em que olhava o tecto e recordava tudo o que fomos… vão, portanto, enviar-me para longe de mim mesma, encharcar-me de drogas e mais drogas para que eu não possa reagir e gritar como tenho gritado estes últimos anos; gritado por ti, meu amor, gritado pela tua ausência, pelo amor que tivemos, por tudo de bom que passámos, por tudo o que está gravado na minha alma, na minha pele, no meu ser, na minha totalidade… como dizer-lhes que não estou louca, como dizer-lhes que o que sou é apenas o resultado do que fomos; como dizer-lhes que nada tenho porque apenas e só tu me faltas e que nada mais desejo que não seja o que um dia fomos… queria, antes de ir, antes (eu sei) de morrer de falta de ti, olhar-te apenas mais uma vez; fixar teus olhos e sorrir no teu sorriso; tocar teus lábios e tornar-me num beijo; sentir tuas mãos nos meus seios e ser eu mesma esse toque; sentir teu sexo me penetrar e ser eu mesma a penetração… meu amor, apenas uma última vez e eu ficaria curada… mas tenho consciência (sabes aquela consciência que nos resta no intervalo curto entre as injecções) de que tal não vai acontecer e sei que o meu túmulo estará naquelas 4 paredes sem grades porque sem janelas; já tinha ouvido falar delas quando cá entrei… ouço passos; deve ser a enfermeira do turno da noite; deve ser a próxima toma de mais um calmante… o habitual, a norma, o gesto, o ritual, a morte em ensaio… sei que já não vou ter mais tempo; o tempo terminou… vou levar comigo todas as recordações que me restam porque nada mais tenho nem nada mais quero: quero apenas que não me tirem a recordação do som do teu riso, o sabor do teu toque, o brilho do teu olhar… isso eles não me conseguem tirar… é isso o que vou levar comigo… quando partir para sempre deste corpo físico que já nada sente, irás dentro da minha alma e serei sempre feliz para onde quer que eu vá, tu estarás lá… eu sei, meu amor, eu sei… me despeço para todo o sempre… deixo-te a minha paz, a paz que obtive na loucura do nosso amor, a paz que me toca ao de leve enquanto sonho contigo… nada mais resta… perdoa-me por te ter amado tanto; perdoa-me por não conseguir deixar de te amar; perdoa-me por te levar comigo no meu coração… adeus, meu amor
…a tua Maria

Fora-de-Lei disse...

PortoCroft 1:24 PM

"Fora da Lei, provavelmente, sem querer, focou um aspecto importante. É que uma das soluções é haverem cada vez mais médicos virtuais. Aliás, já há e cada vez mais haverão tele-cirurgias, com recurso a robots."

Não, não foi sem querer. Sei daquilo que falo, sei do que já existe por esse mundo fora e sei - muito bem - do que está pensado para "breve". Mas como a minha área é a Física e não a Psicologia, e o assunto em questão é a relação médico-paciente, lancei esta "bisca" só para ver se alguém teria alguma ideia antecipada sobre o carácter mais ou menos virtual dessa futura relação máquina-paciente.

ameninadalua disse...

Fora de lei
Porty
Essa é ou vai ser uma solução para determinados problemas de saúde cuja resolução pode ser uniformalizada e adoptada duma forma macificada. Actualmente na Índia fazem-se cirurgias oftalmicas de alta tecnologia que foram adoptadas e macificadas em termos de saude pública (eles são aos milhões) e com custos de rentabilidade muito bons.
O desafio no futuro, será tambem enquadrar a aplicação da inovação tecnológica que é irreversível, com outros aspectos que dêm espaço à digindade humana e aqui cabe muita coisa...

PortoCroft disse...

fora da lei,

Nesse caso, deve saber que aqui já há um sistema de triagem virtual, seguido dum primeiro contacto com um enfermeiro e/ou médico e só após isso a deslocação do doente para o hospital. Os custos. Sempre os custos. É que o Serviço de Ambulâncias também está a romper pelas costuras.

Ser observado e diagnoticado por um robot? Quem sabe? Nada é impossível e os próximos computadores quânticos podem alargar os nossos horizontes para além do, agora, inimaginável.

Mas, eu duvido. No dia em que um computador for capaz de substituir o homem, faço-me sócio do fêcêpê. And That's a Promise!... ;)))

Fora-de-Lei disse...

PortoCroft 1:24 PM

"A NHS Inglesa, todos os anos, envia equipas, para as Filipinas e outros países, para cativar e seleccionar pessoal de enfermagem. É a lei da oferta e da procura."

Nos anos 70, fui algumas vezes consultado no Lambeth Hospital, no sul de Londres. Pese embora o exagero, parecia um hotel de cinco estrelas.

Entretanto, apareceu a Maggy cheia de vontade de deixar morrer irlandeses patriotas em greve de fome, de matar à míngua os mineiros do carvão do centro / norte de Inglaterra e de - entre muitas outras coisas - acabar com o "desperdício" nos hospitais públicos. Até que chegámos aos tempos de Blair, sem grandes alterações no processo.

Nem por coincidência, em 2003 tive que me deslocar a esse mesmo Lambeth Hospital. Não digo que se pareça - hoje em dia - com o Hospital de Santa Maria, mas estou convencido que não é melhor que a generalidade dos hospitais em Portugal. E longe vão os tempos em que este hospital parecia um hotel... Mas obra de Maggy, continuada na actualidade por Blair, ainda está por acabar.

O problema de um adequado atendimento dos doentes não está na qualidade da generalidade dos médicos, está na tentativa de destruição dos serviços nacionais de saúde a que se assiste na Europa. E quando os neo-liberais puderem substituir médicos por máquinas - sem terem que lhes pagar o devido ordenado - então será um "ver se te avias".

Perversamente ou não, até há médicos que merecerão essa substituição...!

RAM disse...

Cara Mónica,

Parece-me que está a confundir vocação com aptidões técnico-científicas que são adquiridas durante a formação do especialista.
A formação de um clinico geral é muito diferente da de um cirurgião ou de um internista... hoje... em Portugal...

Fora-de-Lei disse...

PortoCroft 1:55 PM

"Ser observado e diagnoticado por um robot ? Quem sabe ? Nada é impossível..."

Há uns aninhos atrás alguém imaginava um armazém monstro ou uma fábrica gigantesca totalmente "robotizados" ?

O limite para o desenvolvimento tecnológico está, hoje, na nossa imaginação. O grande problema está em pôr a evolução técnico-científica da sociedade ao serviço do Homem. Mas - desculpem-me o desaforo marxista - esta tem estado única e exclusivamente ao serviço do Capital.

"No dia em que um computador for capaz de substituir o homem, faço-me sócio do fêcêpê."

Bolas, isso é que nunca. Eu aproveitaria para robotizar a linha avançada do Glorioso... ;-))

PortoCroft disse...

Fora da Lei,

Os sistemas não são, não podem ser, coisas estáticas. Há que acompanhar a evolução da própria sociedade num todo. O Lambeth Hospital que conheceu há 30 anos, estava dimensionado para servir uma comunidade de "x" número de habitantes e agora, com toda a certeza, está a servir 20 vezes mais. Os custos também subiram desproporcionadamente. Quer com o cativar de médicos e enfermeiros, quer com os custos de "outsource".

As expectativas das pessoas, também não são estáticas. E aquilo que, há 30 anos lhes poderia parecer um hotel de luxo, hoje - mesmo que as condições sociais fossem as mesmas - iriam classificá-lo como Pensão Estrela. É tudo relativo, sabe? ;)))))

Os serviços nacionais de saúde devem existir e ser gratuitos para os mais necessitados. Para aqueles que têm parcos rendimentos. Não podem ser o que estavam a ser aqui, em que ficava mais barato e até dava para fazer turismo, um americano vir ser tratado e operado a Londres, onde tudo era gratuito, porque os Seguros de Saúde na América são carissímos.;))))))))))

Pamina disse...

Boa tarde JMV e Maralhal,

Também gostei da citação. É verdade que o médico "se prescreve a si próprio". Penso que todos nós já verificámos os efeitos benéficos da sensação de confiança e do carinho transmitidos por determinado médico. Infelizmente, o mais certo é termos todos também já experimentado o contrário.
Como não conhecia Balint fui ver ao Google. Pareceu-me interessante a ideia de seminários (denominados "grupos Balint"), onde médicos possam discutir métodos para melhorar a relação médico/doente. Será que este tipo de grupos existe actualmente em vários países (também em Portugal)?

Na sequência do comentário da ZsaZsa (10.23), nomeadamente a necessidade de ir apanhar vez às 6 da manhã, não posso deixar de referir o caso do sujeito da Marinha Grande. Penso que devem ter visto a reportagem, na sexta-feira à noite, na SIC. Na minha opinião, o pior da história é a perversidade do sistema de marcação de consultas que torna efectivamente útil para muita gente, especialmente no caso dos idosos, os "serviços" daquele homem. Claro que a maioria das pessoas prefere dar-lhe 5 Euros do que ir de madrugada para a bicha. Não será mais que tempo de mudar este sistema das senhas, assim como acabar com as "credenciais" e demais papelada supérflua? É vergonhoso o modo como são tratados os utentes da chamada Caixa.

Lobices (10.39) e Mónica (12.26),
Parece-me que efectivamente o que faz falta é mais médicos com "espírito de João Semana".
Vou deixar aqui o endereço do blog de um jovem médicos de 25 anos (tem lá várias links para blogs de outros jovens médicos). Para além de ter muito sentido de humor, parece-me sensível às necessidades dos doentes. Nos arquivos estão vários textos sobre a sua experiência como assistente de uma médica de família. O blog chama-se: iceteaaddict.blogspot.com

RAM disse...

Cara Zsazsa,

Quanto falei em conceptualizações maniqueístas não lhe estava a fazer nenhuma acusação.
Estava, somente, a demonstrar a minha abertura para debater este assunto sem dogmas.

Antes de me acusar de alegada "superioridade", por favor leia BEM o que escrevi:
"Não digo que o sistema é perfeito.
Mas tenho uma consciência suficientemente inquieta que me faz clamar por debates não dogmáticos nesta matéria, sem conceptualizações maniqueístas."

Repito: "...consciência suficientemente inquieta que ME faz clamar por debates..."

E quanto à existência de "médicos como pedras da calçada" acho que sim.
É isso mesmo. Deixem o mercado actuar.
Isto é fantástico: o mercado para umas coisas é bom, para outras é mau.
Sabe o que é que vai acontecer com o mercado: "a mercantilização da saúde".
Acha isso desejável? Então não sabe o que é um sistema de saúde a funcionar em regime de contenção de custos, com preocupações com défices, dependente das seguradoras.

monica disse...

Essa era de medicina virtual já não vem longe e esboça-se já a sua introdução (os interessados poderão ler algo sobre o assunto em www.stfm.org/fmhub/fm2005/July/Joseph513.pdf) e não devia assustar ninguém se fosse o que devia: um complemento, conferindo maior envergadura à medicina convencional.

Pamina: existem 2 grupos Ballint a funcionar em Portugal, em Lisboa e Porto, para médicos de família.

PortoCroft disse...

Monica,

Exactamente. Há-de chegar o dia em que em todos os lares aí, como aqui, os computadores estarão na porta do microondas e a dona de casa, poderá falar com médico de família enquanto aquece um cup-a-soup. ;)))

Fora-de-Lei disse...

PortoCroft 2:11 PM

"Os serviços nacionais de saúde não podem ser o que estavam a ser aqui, em que ficava mais barato e até dava para fazer turismo, um americano vir ser tratado e operado a Londres, onde tudo era gratuito, porque os Seguros de Saúde na América são carissímos."

Tem razão !!! Até porque os recursos, por não serem infinitos, tem que ser racionalizados... Mas também não podemos cair no oposto.

Já uma vez aqui lhe disse que vivi alguns anos em Londres, na zona do Eastend, tendo deixado amigos em New Cross, White Chapel, etc. Como deve calcular, do ponto de vista sócio-económico, essa rapaziada não faz o género do people de South Kensington, ou seja, é malta que continua a necessitar de um SNS a funcionar.

Sempre que vou a Londres faço uma visita a esses meus amigos. No meu último e recente contacto, um desses amigos contou-me que a sua mãe estava quase a morrer e nenhum hospital público a queria aceitar para que ela não morresse no hospital, o que representaria uma penalização em função do sistema de pontuação que foi criado em Inglaterra para avaliar a qualidade dos serviços praticados pelos hospitais públicos.

É esta a alternativa ? Acho que não...!

Anónimo disse...

Voltando ao mesmo assunto dos médicos .Afirmei que os médicos são uma "elite." Começa logo com o acesso ao ensino superior. O curso com média mais alta é medicina . Porquê ? Eu sei que é um curso dificil,trabalhoso e é necessário estudar muito, mas a "!elite" faz questão de poucas entradas em medicina . Para serem escassos.
Como se explica que jovens que não entram em medicina por decimas em Portugal depois vão para Espanha e tiram lá o curso. Muitos jovens com poder economico vão estudar para Espanha . O que é isto? Querem continuar a ter o poder . E por favor não me falem em médicos vituais . Precisamos é de bons profissionais e disponiveis.

PortoCroft disse...

Fora da Lei,

As pessoas da 3a.idade, têm outras alternativas. As camas de hospital, na realidade, não foram idealizadas para depósito de pessoas da terceira idade. Custa-me a acreditar que, tendo problemas de saúde, outros que não os emergentes da idade avançada, lhe tenham negado uma cama no hospital.

Mas, é verdade que o próprio governo, por motivos políticos, coloca demasiada pressão. O sistema de pontuação pode ter o seu lado preverso.

O pessoal do Eastend, não se comparando ao de South Kensington, também não está assim tão mau como o pinta. Tomara o pessoal da Zona J de Chelas estar nas mesmas circunstâncias. ;)

yulunga disse...

Boa tarde maralhal

monica disse...

caro anónimo, porque a disponibilidade (que em medicina se diz cada vez mais acessibilidade) é importante é que é necessário que a tecnologia chegue aos sistemas de saúde. a medicina não pode escapar a essa evolução. a net não substitui os livros, os chats e os blogs não substituem os amigos e os ipods, os sites médicos e o e-mail não substituirão a relação médico-doente, apenas possibilitarão que ela se estenda e atinja uma acessibilidade/disponbilidade que tenda para o infinito ao alcançar a casa das pessoas.

PortoCroft disse...

Minha Patanisca Linda,

Andas pela net? Hoje? ;))))

PortoCroft disse...

Eu é que sou o Presidente da Junta! ;)

yulunga disse...

Dr. Murcon
Se placebo é descrito como sendo algo que não faz bem nem faz mal,
concordo que a empatia e a segurança que o médico nos transmite é a parte do "nem faz mal" do placebo. ;-)

yulunga disse...

Porty
Vim a casa da mãe, mas já estou de saida.

Fora-de-Lei disse...

PortoCroft 3:17 PM

"O pessoal do Eastend, não se comparando ao de South Kensington, também não está assim tão mau como o pinta. Tomara o pessoal da Zona J de Chelas estar nas mesmas circunstâncias."

É um facto... good for them ! É malta de quem eu gosto... é malta que em certas / muitas características me faz lembrar o pessoal de Alfama ou de Alcântara.

yulunga disse...

Boa escolha musical, sim senhor.
Maria, stand by yor man.
Até amanhã maralhal.
Boas blogadas.

yulunga disse...

Porty
Se bem que a versão de Lynn Andersen parece-me melhor.
Até amanhã.

Fora-de-Lei disse...

yulunga 3:45 PM

"Se placebo é descrito como sendo algo que não faz bem nem faz mal..."

Isso é o Melhoral... ;-))

Anónimo disse...

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Fora-de-Lei disse...

Portocroft,

Estas conversas sobre Londres trouxeram-me à memória coisas inolvidáveis, principalmente para o puto (bem puto) que eu era à época.

Não esqueço, por exemplo, o primeiro concerto dos Pink Floyd no âmbito do album "Dark Side of the Moon", ao qual eu assisti totalmente inebriado.

Apesar de já lá estarem o "Time" e o "Money", sendo o Porty o DJ de serviço ;-)) pergunto-lhe se não é possível pôr lá também o "Us and Them" ?!

I thank you in advance.

PortoCroft disse...

Minha Patanisca Linda,

Já vais? Logo agora que coloquei mais umas Marias a cantar para os Manéis? ;))))

PortoCroft disse...

Fora da Lei,

Anotado. Já coloco. ;)

noiseformind disse...

Maralhentos (isto de maralhar ao Domingo é que é bom... até dá outro gostinho)

O sub-dimensionamento dos sistemas de saúde não me parece grande desculpa no caso português, gastámos quase 12% do PIB em saúde, aí estámos perfeitamente na média europeia, mas depois em termos de serviço/preço/qualidade caímos para quase metade da média europeia (somos, por assim dizer, e pegando no exemplo do Ports, a Zona Z da União Europeia). Destes 12% do PIB gastámos sensivelmente 10% mais que a média europeia em honorários e mais 18% do que a média de países europeus em medicamentos. Olhando para um dos meus indicadores favoritos de qualidade de vida (a esperança de vida) nos últimos 40 anos ela aumento 12 anos e mesmo assim ainda estámos 3 anos atrás da média europeia.


Olhando para a pirÂmide da vida temos que os factores mais importante para uma boa saúde são, por ordem decrescente:

1 Idade, sexo, factores
2 hereditários
3 Estilo de vida
4 Apoio familiar e da comunidade
5 Condições de vida e de trabalho
6 Contexto cultural e ambiental

Ora se ligarmos isto a um dos principais desafios que os SNS da Europa enfrentam nos próximos anos, o envelhecimento da população, temos que os custos, por mais cortes que se façam no atendimento e no serviço, vão sempre aumentar. Além disso, espera-se que em 2010 45% dos idosos vivam sozinhos, o que é, sabemos hoje em dia, o estilo de vida menos saudável para homens e o mais saudável para as mulheres;))))))))))))))) o que tb irá sobrecarregar os tais SNS de saúde. Mas esta questão posta em termos de Tugaland é nojenta. A forma despudorada como os médicos despacham os pacientes nos serviços públicos e como os atendem demoradamente no privado tem sido uma das questões mais aviltantes com que tenho lidade. E quando se apresenta queixa, cai em saco roto, logo vem uma assistente ou uma enfermeira dizer que havia um "factor inadiável" ou que o Sr Doutor tinha uma uma "urgência". Na única vez que estive num Centro de Saúde para ser consultado, diante da possibilidade de apresentar queixa a funcionária apenas respondeu "olhe que depois se não lhe arranjar mais consulta é consigo". Não se podem fazer avaliações sérias dos profissionais de saúde pq eles simplesmente são demasiado escassos e estão demasiadamente bem organizados. Além de que a sua "greve", regulada em termos escandalosos comparados com os seus congéneres europeus, é um factor de garrote preso na jugular de qq governo. Sou TOTALMENTE a favor dos sistemas privados de saúde QUANDO existirem médicos suficientes para não viciar o jogo da oferta e da procura. Pq criar sistemas de saúde alternativos sem mais mão de obra disponível não faz qq sentido, apenas fará com que os médicos diminuam tb a sua disponibilidade para os pacientes na clínica "privada" escalonando-os entre os do seguro A que paga tanto e os do seguro B que paga menos e portanto têm de ser despachados mais depressa e com menor perda de tempo. O Estado devia centrar os seus recursos NOS QUE MENOS GANHAM e não NOS QUE MAIS GANHAM. Dou o exemplo clamoroso dos juízes. Enquanto que uma pessoa do SNS paga 30 euros por uma bateria-base de exames um juíz, que ganha entre 600 e 900 contos pagará 2.5 euros!!!!!!!!!!!
Ora bem... quem é que pode pagar melhor os exames? O juíz ou o pedreiro????????????? O mesmo se passa com as consultas de especialidade, em que uma pessoa pelo SNS paga 40 euros e que para um funcionário da ADSE serão 10 euros. Abram-se as universidade, faculte-se verdadeira competitividade entre seguros privados e veremos os custos com a saúde baixar.
Disseram aí que os custos na saúde na América são muito superiores aos custos na Europa. OS CUSTOS DIRECTOS SIM, mas o PESO TOTAL DA SAÚDE NO ORÇAMENTO DAS FAMÍLIAS É MENOR. É claro que uma família que não aloque dinheiro para saúde ao orçamento ficando assim com maior disponibilidade financeira para outras áreas depois ao ter de enfrentar doenças terá custos muito superiores. Mas em França, por exemplo, em que o Seguro de saúde privado é obrigatório, temos custos dos mais baixos da Europa em termos per capita e menos custo para os utentes. Mas lá está, seguir estes exemplos como os da França implicam dar mais poder aos enfermeiros e nessa coutada os médicos não deixam mexer, encolhendo os ombros com um "nós só queremos o melhor para as pessoas": ))))))))))

Mas agora deixando de lado a tecnocracia (já estou farto de falar de números, apesar de estes traduzirem quase sempre melhorias ou degradação da qualidade de vida das pessoas de forma indirecta) vamos lá pegar na Pública de hoje!!!!!!!!!!!!!!!!!


Parangona nas páginas 36-37: "Viagra: a nossa vida sexual não mudou em nada". As amantes passaram a ter mais sexo, nenhuma evidência de maior orgasmicidade entre as mulheres. Ego dos homens mais nutrido, nenhuma alteração para as parceiras, homens em idade avançada sentindo-se com capacidade para terem mais "amigas". Não há "magic pill" nenhuma, apenas um instrumento para gratificação masculina de poder "dar umas fodas" uns anos mais tarde.





A Minha Rádio no Cotonete: 1300 pessoas por dia não podem estar enganadas!

Fora-de-Lei disse...

PortoCroft 4:17 PM

Ta mate !

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O Viagra vem resolver o modelo vigente de sexualidade, no qual o homem tem a obrigação de mostrar uma boa "performance" e, cada vez mais, isso passa a ser imposto ás mulheres. Consiste nisto a teoria de Gabriela Moita. Verdade seja dita: existem poucas revistas femininas hoje onde não se leia a palavra orgasmo. "Não foram os homens que ganharam a possibilidade das mulheres de dizer que não lhes apetece, mas sim elas que assumiram a mesma obrigação que eles. As pessoas com menos desejo não têm de ser sistematicamente violentadas nos seus quereres"

é dito na Pag.44, E MUITO BEM DITO

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E não pensem que esta questão do Viagra é para fugir ao tema lançado pelo BOSS. Não não não não... mostra que os médicos lavam as mãos da sua função social. Qur fazem eles diante de um paciente sem disfunção erectil mas que quer uma "ajudinha"? Procuram divergir a satisfação sexual da penetração? Claro que não! "Não somos sexólogos" dirão todos em coro! Pois, mas são perpetuadores de um sistema preconceituoso de avaliação do sexo, em que da erecção e ejaculação masculina resulta o sucesso e o insucesso. E passam até o óbice para as mulheres, industriadas agora tb para o orgasmo a todo o custo. Claro que esta pressão sobre as mulheres obriga ao aumento de duas coisas: o nro de mulheres que se auto-avaliam com disfunção sexual e o nro de mulheres que fingem o orgasmo que nos entram, em ambos os casos, pelo consultório adentro ;))

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Olá Júlio e companheiros de tertúlia!

Lobices (10.39)
Assino por baixo!
Só não gostei da chacota em relação ao Glorioso.:)
"O primeiro milho é dos pardais", não conheces o provérbio?:)

Noise,
Tu gostas de maralhar em qualquer dia, confessa lá.:)
Li os teus comentários, com os quais estou genericamente de acordo.
Só uma correcção - Dizes que as consultas de especialidade para um funcionário da ADSE serão 10 Euros.
Onde foste buscar esse valor???
Eu sou abrangida pela ADSE e pago na totalidade qualquer consulta de especialidade ou não; largos meses depois recebo o reembolso no valor de 20 Euros independentemente do valor pago pela consulta.
Exames complementares de diagnóstico são também grande parte das vezes pagos na totalidade, sendo depois só passíveis de dedução no IRS, porque muitos laboratórios deixaram de ter acordos com a ADSE.
Portanto, se quero fazer os exames, pago e não bufo.:)
Isto não será o mais importante em relação à problemática que se está a discutir, mas é só a reposição da verdade.:)))

(4.45)
Em sintonia total!

noiseformind disse...

As informações foram-me dadas por uma funcionária da caixa Geral de Depósitos cujo marido é juíz e a irmã professora ;) mas claro que se aceitam reposições da verdade; )))))))))) mente-se muito, e seja a menor das mentiras aquelas que são por falta de informação:)))))))) na Caixa Geral de Depósitos não demoram tanto, penso que ao fim de 3 meses cobrem-nas. Mas não sejas mazinha Andorinha, que há muito professor que consegue pagar a totalidade das consultas e toda a gente sabe como é. Se são 60 euros por consulta pedem para passar 3 recibos de 20 (no caso da CGD é 25E o limite). E o mesmo acontece nos dentistas para vários sub-sistemas do Estado ; )))))))))))))) tás a ver como o "puto" tá bem informado?;)))))))))))))

noiseformind disse...

MAs é engraçado que mal se tenha falado em Viagra o ppl se tenha ido abaixo. Não era suposto o ditocujo "espevitar" o pessoal? looooooooooooooooool loooooooooooooooool loooooooooooooooooool ou ficaram tão espevitados que largaram logo o teclado e foram "ao ataque" ás companheiras? looooooooool loooooooooooooooool looooooooooooool loooooooooooooooooooool

Fora-de-Lei disse...

noiseformind 6:06 PM

"... ou ficaram tão espevitados que largaram logo o teclado e foram "ao ataque" ás companheiras ?"

Em claro contra-ponto com as actuais condições climatéricas (calor em Lx), tardíssimo e a más horas, almocei uma ganda bacalhauzada com grão e bebi quase uma litrada de tintol.

Espevitado ? Qual viagra qual caraças... agora nem com o Hino Nacional isto se punha de pé. ;-))

noiseformind disse...

for(d)a-de-lei,
Então amanhã não vai fazer certificação por terras algarvias presumo. Ou o prazo de recuperação termina até lá? looool loooool looooooool looooooool loooooooooool loooooooooooool loooooooooooooooool loooooooooooooool

Andorinha,
"O Viagra é despótico, o vibrador é democrático" seria um bom tema para uma campanha para fomentar a preocupação com o orgasmo feminino;))))))))))))))))))))

Fora-de-Lei disse...

noiseformind 6:26 PM

"Então amanhã não vai fazer certificação por terras algarvias presumo. Ou o prazo de recuperação termina até lá ?"

Nos próximos tempos, nenhum juíz algarvio terá que invocar qualquer jurisprudência para legitimar o meu comportamento desviante para com as nórdicas. Dir-se-ia que "estou fechado para obras"... ;-))

andorinha disse...

Noise,
Não sou mazinha, mas esses estratagemas nunca me passaram pela cabeça nem fazia ideia de que as pessoas agissem assim.
Isto não significa que eu seja mais "honesta" que os outros, mas ando sempre um bocado a leste destes esquemas, a sério.
Nunca me passaria pela cabeça pedir três recibos em vez de um!
E os médicos alinham nisso???
Está-se sempre a aprender.:)

Eu sei que o "puto" está bem informado, nunca me ouviste dizer o contrário.:)))))

Quanto ao slogan, não sei...
Mas todas as campanhas para fomentar a preocupação com o orgasmo feminino são bem vindas.
Neste caso, os fins justificam os meios.:))))

Para Julio disse...

Caro Júllio

Conhece os trabalhos de Hans Selye ?
Já morreu há alguns anos mas suspeito que teria dado boa nota a este médico se lhe tivesse dado Antropologia Médica.

Cumprimentos

Pamina disse...

Mónica(2.28),
Obrigada pela sua resposta sobre os "grupos Balint".

Noise e Andorinha,
Quanto à ADSE, se se consultarem médicos/efectuarem exames em laloratórios que façam parte da lista dos "convencionados", os valores a pagar são relativamente baixos(julgo que uma consulta de C.Geral custa 3.50).
O problema é quando se tem que recorrer ao regime livre. As percentagens reembolsadas são realmente baixas e em certos casos penso que até nem há direito a reembolso.
Em muitas cidades (como as Caldas), não há convencionados em várias especialidades. Assim, frequentemente a escolha é entre pagar uma quantia elevada pela consulta perto de casa ou ir a Lisboa, onde é mais barato, e gastar a diferença na gasolina.

Ainda mais ninguém falou no caso da "venda" das senhas da Caixa na Marinha Grande. Não viram a reportagem?

Anónimo disse...

Sim vi a reportagem das senhas. Penso que nem merece comentários. Se toda a gente sabe e não fazem nada.
O noise ou Peter Silva Maia ia tão bem nos 1º comentários, depois tinha de descarilar para o sexooooooooo.

Tão só, um pai disse...

Pela minha experiência pessoal, e enquanto utente da extensão de um centro de saúde na grande Lisboa, devo concluir que o nosso modelo de SNS não está a funcionar.

A obtenção duma consulta de clínica geral pode durar meses. A menos que se recorra a uma consulta de urgência, em número tão exíguo que ninguém consegue a elas ter acesso. Nem mesmo os que, sózinhos e em casa, tolhidos por uma enfermidade debilitante, o pretendam fazer.

A consulta de uma especialidade é uma ficção.

A afectação de apenas um médico a cada família não faz sentido. Deveriam ser atribuídos pelo menos três médicos, e as pessoas serem livres de escolherem o que, no momento, possua mais disponibilidade. Porque substiuição dos médicos em férias ou de baixa apenas existe nas normas, ou seja, no papel, e não tem correspondência na realidade.

Os idosos são os menos protegidos, principalmente quando sofrem de doenças terminais, sendo-lhes mesmo negados exames de acompanhamento críticos para o seu estado de saúde.

Sou da opinião de que todos os médicos deveriam ser convencionados, devendo as consultas ter apenas lugar nos seus consultórios particulares. Cada utente poderia, então, escolher os que entendesse e mais gostasse. Aos centros de saúde caberia apenas o papel de informação, organização, manutenção e gestão da informatização dos processos, a que todos os médicos teriam acesso. Adicionalmente, manteriam o papel activo nas acções de saúde pública, como sejam as vacinações e outros serviços normalmente executados por enfermeiros (pensos, injecções, etc,).

Claro está, os centros de saúde deveriam, por último, prestar o serviço público como o fazem nas áreas em que a medicina privada e os médicos fossem mais escassos.

Neste âmbito, talvez fosse importante olharmos, mais de perto, e entre outros, para o modelo holandês.

rebeca disse...

Zsazsa,
Chamou-me a atenção o que escreveu àcerca de um certo António Roma Torres, e nas suas consultas no HSJ. Neste caso concreto, nada tem a ver com o serviço nacional de saúde. Fui doente dele particular, e passei horas interminaveis na sala de espera do seu consultório, e pelo que me parece o tipo de consulta não era muito diferente com a agravante que eu pagava bem caro à saída. Felizmente descobri "o buraco" onde estava ao fim de alguns meses e ainda fui a tempo de me salvar...

Anónimo disse...

Socorro , socorro livrei-me desta classe! O problema é quando não me posso livrar deles . Falou dos IDOSOS e muito bem. Que assistencia tem os Idosos? Não existe a especialidade de GERIATRIA em Portugal. Porque não interessa.Quando falo desta classe tenho uma grande revolta. Ninguem deu seguimento ao que escrevi,dos médicos do Centro de Saúde terem de trabalhar 7 horas por dia e a grande maioria chegam ao centro de Saúde ás 10 ou 11 horas!Resalvo aquim sempre as excepções.

Zsazsa disse...

Minha cara Rebeca,
Como nós há centenas de pessoas, centenas!
E ninguém faz nada nada nada nada!
É uma vergonha. Obrigada pela sua coragem

Isabel Magalhães disse...

Infelizmente, muitos médicos, esqueceram-se ou faltaram às aulas de psicologia durante o curso.

Um []

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