terça-feira, agosto 23, 2005

Poética.

"O futuro do homem é o homem", estamos de acordo. Mas o homem do nosso futuro não nos interessa desfigurado. Este animal triste que nos habita há milhares de anos, cujas possibilidades estamos tão longe de conhecer, é o fruto de uma desfiguração - acção de uma cultura mais interessada em ocultar ao homem o seu rosto do que em trazê-lo, belo e tenebroso, à luz limpa do dia. É contra a ausência do homem no homem que a palavra do poeta se insurge, é contra esta amputação no corpo vivo da vida que o poeta se rebela.

Eugénio de Andrade, Rosto Precário.

123 comentários:

notanymore disse...

"Vai-te, Poesia!

Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.

Vai-te, Poesia!

Não quero cantar.
Quero gritar!"

José Gomes Ferreira

Fora-de-Lei disse...

"É contra a ausência do homem no homem que a palavra do poeta se insurge, é contra esta amputação no corpo vivo da vida que o poeta se rebela."

Quantas vezes não temos que nos ausentar daquilo que somos para, simplesmente, sobreviver ?! E isso - de algum modo - também é poesia...

Manolo Heredia disse...

"Este animal triste que nos habita há milhares de anos", não é o animal que nos habita, quando muito é o contrário.
E não é há milhares de anos mas há 6 milhões de anos.
A cultura não é exterior ao homem, é segregada por ele (eu não disse criada por ele), por isso não pode estar interessada em ocultar nada, não tem vontade própria, para além do que é possível pelo cumprimento da Lei.
O homem é o conjunto animal+cultura que se foi desenvolvendo (no sentido de modificando) durante todo esse tempo subordinado à Lei da Natureza (de Deus?), a Lei da Selva: Lutar para se reproduzir (a luta pela sobrevivência é um corolário), que é a Missão de todo o ser vivo. A cultura está subordinada a esta lei implacável e é isso que revolta os poetas e os faz sonhar utopias. A utopia é o sonho da libertação da Lei.

"Faça como eu, como todos os que estão na cadeia. A gente não pode pôr-se a pensar no dia em que será solta. Endoidecia. A gente pensa no dia de hoje, no dia de amanhã, depois no jogo de futebol de sábado e assim por diante. (...) Os mais velhos fazem assim. Só os novatos encostam a cabeça às grades da cela e ficam a cismar."

J. Steinbeck

bigmouth disse...

É impressão minha ou este texto não aprova a desmaterialização implícita na participação em blogs?

Adryka disse...

Triste, achas!!!por vezes sim, não comungo da mesma opinião, mas ao teu lado quem sou eu para opinar :)

Manolo Heredia disse...

bigm,
o que é a "desmaterialização implícita na participação em blogs", parece um termo jurídico.

e. disse...

bigmouth

Trazer o homem belo e tenebroso, à luz vaga do éter tem sido aqui encorajado.

Ou estaremos a fazer uma amputação no corpo vivo da vida?

Acho que não.

bigmouth disse...

manolo heredia

Que horror! Vade retro!!! Eu tenho pavor de "termos jurídicos"....

A razão pela qual somos tão frontais neste e em qq outro blog, parece-me que é só uma... a desmaterialização. O k é k eu sou para ti?... uma palavra = bigmouth! É possível maior desmaterialização k esta?

bigmouth disse...

e.

sim. és capaz de ter razão.

Manolo Heredia disse...

O homem belo e tenebroso é aquele que existiria sem ser habitado pela cultura ou por parte dela (pela parte dela de que não gostamos). Esse homem é, portanto, utopia. (o que tem que ser tem uma grande força) - diz o Povo!

Manolo Heredia disse...

Bigm,
"É contra a ausência do homem no homem que a palavra do poeta se insurge",
Falta ao homem real, que eu encontro todos os dias, aquele outro homem que seria possível se despissemos o primeiro da parte da cultura que é relevante eliminar para que a utopia seja possível.

A desmaterialização não m parece ter nada a ver, ;))

Julio Machado Vaz disse...

Maralhal,
Claro que a cultura não é exterior ao Homem, mas basta comparar a actual com a dos Antigos para verificar como esta esconde - ou despreza... - potencialidades, objectivos, sonhos. Curiosamente, cultivando um corpo acéfalo! Quanto à "desmaterialização", não a creio grave por definição. A relação presencial não garante nada e o anonimato não é sinónimo de falsidade.

Zsazsa disse...

AS nossas possibilidades parecem-me bem à vista Professor. Em duas guerras mundiais matámos quase 60 milhões de pessoas, acho que foi um bom sinal do que podemos fazer quando nos livrámos da cultura. Mas o problema é que a cultura acaba sempre por se afastar das pessoas, refugiada na ideia snob de que a cultura é para quem tem um canudo em letras ou para elites. Veja-se a Casa da Música. Foi feita para um novo Homem? Não me parece. Foi feita com total desrespeito pelo conforto das pessoas, a Cidade do Porto levou com ela e está feito. É uma bela "ideia" até À hora e irmos lá ver/ouvir (ambas as experiências de fraquíssimas qualidade comparadas com o Coliseu ou o Rivoli) um espectáculo. Tá dito, vou-me continuar a aprender umas coisas da posta lá de trás;)

gonçalo disse...

Professor Machado Vaz,

A cultura actual levou o homem a tentar descobrir os seus limites, algo que permanece ainda um mistério. Ninguém conhece os seus limites, o mais próximo que encontramos é a fantasia e o sonho. Este mistério é, por um lado, fascinante, mas também assustador, porque, consciente ou inconscientemente, todos pressentimos a existência de um "lado negro".

Concordo que a poesia representa o que há de mais verdadeiro no homem, o afecto, a emoção, a vida. A poesia é mais espontânea, logo mais humana.

Ela disse...

Ao abrir o seu blog surge de imediato um som IRRITANTE do grito do Tarzan. Isso leva-me a que, de imediato, desligue o seu som.
Sei que posso passar à frente e ouvir as músicas que lá estão, mas de tão irritante que é a abertura que me deixa sem tusa para ouvir o resto; então limito-me à leitura. Desculpe a sinceridade do desabafo!

yulunga disse...

Aproveito não estar cá nenhum dos homens da casa para vos dizer:
Até amanhã maralhal.
Boas blogadas.

P.S. Manolo
Acredite que muitas vezes a ordinarice não está na forma/contexto daquilo que se diz, mas sim na foram descontextualizada de como eventualmente se possa ler.
Respeitosamente permita-me dizer-lhe que se precipitou um pouco no seu juizo.
E porque eu e a humildade nem sempre andamos de mão dada uma coisa lhe garanto, à entrada para o jantar talvez não mas, à saida a passadeira vermelha vou pisar de certeza.

noname disse...

De ARTE DE AMAR de Ovídio (47 A.C.) em tradução de Natália Correia e David Mourão Ferreira


Solidariedade com os prepúcios esfacelados

(...)
Hoje, das prorezas nocturnas nos gabamos
e se caro as pagamos é só para comprar
mais que o prazer da carne, o prazer de falar.
(...)

Anónimo disse...

(verso 1)
proezas e não prorezas

portugal da silva disse...

...sim, é verdade...mas... o poeta é um fingidor!
O poeta, frequentemente, está fora da estrutura biológica que determina muitos dos sentimentos e dos comportamentos do homem...
Eugénio de Andrade apercebeu-se? ou ficou-se pela superfície?

Semiramis disse...

ECCE HOMO!

Almas puras, de caridades vaidosas,
que face a corações aflitos somem,
não sabeis vós, consciências virtuosas,
que há um bicho triste em cada homem?

Sobrevive secreto nas galerias sinuosas
da alma e arisco aguarda que o tomem,
como sumo que é de humanidades rigorosas,
e não o mosto de fel porquanto o escondem.

Seiva de poesia, como a doçura ou as rosas,
que esculpe com sangue de desespero o tomo,
na cal do sol a prumo, o sal das palavras secas.

É Eugénio, em verso e prosa, que retomo.
A “luz limpa” do silêncio em sílabas rumorosas,
na sede “do fazer poético: Ecce Homo!”.


Apenas a leitura que fiz em tempos desta reflexão do Eugénio de Andrade. Creio que do mesmo texto que nos trouxe o Professor.

Não usaria, hoje, algumas destas palavras, mas como receio que seja pior a emenda que o soneto...

Vampiria disse...

Nem mais.
Um beijinho grande*

Cê Tê disse...

Por aqui, já não causa alarido a vocalização da Jane. (Até o publicitário do Herbal é mais ... cinematográfico!!!)

uma história para adormecer disse...

Poema do amor fóssil

Quem de nós falará aos homens que hão de vir
quando o grande clarão encher de luz
e pasmo as nossas bocas?
E como?
Que língua entenderão eles?
Que símbolos, que sinais, que apagados murmúrios,
lhes falarão de nós,
desta fluida e versátil multidão,
destes seres que aparentam rosto humano
e como tal comovem,
mas que olhados do alto são lepra do planeta.
Que significará sofrer, amar, lutar,
quando as nossas misérias e tormentos
não forem mais do que pegadas fósseis?
Que palavras há-de o poeta reservar
para o coração de plástico dos homens que hão de vir?
Que santo e senha entenderão?
Que de nós restará neles?
Que parecenças terão com estes hominídeos
que amaram a Natureza porque lhes era hostil
e suportaram o próximo porque não eram livres?
Que verbo deverá ficar gravado na pedra que o vento não corroa,
que lhes fale dos humilhados e dos ofendidos,
dos sonhadores e dos impotentes,
dos ansiosos, dos bêbados e dos ladrões,
desta ridícula, miserável e corrupta humanidade
que instala os arraiais da morte alegremente
num campo que foi verde e que não volta a sê-lo?
Amor?
Como será amor em língua cibernética?

António Gedeão

Carlos Sampaio disse...

Desculpem lá mas eu acho que no fundo, no fundo, não há assim tanta evolução e/ou desfiguração. Aparentemente sim, a saia sobe e desce, mas no fundo, no fundo... as grandes questões são as mesmas. Não é assim ó Luis Vaz ?

verãoazul disse...

o futuro do homem são as pessoas que partilham poesias com as outras e que levam livros do eugénio para sítios muito bonitos...

dreamer disse...

Lovely places, friends sharing poetry...that's one of my romantic ideas of future...


I still plan the day
with you in mind
as though your eyes
were bright for me still
and your head still inclined to mine.

How else could I
attempt to move
through these last August days?

I know I can't be sustained by dreams alone ;)

sweet dreams

Nicole disse...

Posso pedir uma música???
Beverly Craven -"promise me"
Obrigada.

RAM disse...

Caro Noise,

Só uma correção a um dos seus comentários do post anterior: não existe prognastia, mas sim prognatismo, alteração do esqueleto facial, na qual a pessoa apresenta uma desarmonia maxilar caracterizar por um posicionamento mais anterior da mandíbula relativamente ao maxilar.
Não se trata de um estreitamento...

Lúcia disse...

Olá a todos.
Sobre o Homeme já tive oportunidade de dizer por aqui que é uma "raça" capaz do pior e do melhor.
A poesia é uma criação fantástica. é uma das provas de que o Homem poder merecer a nossa admiração. A música... a ciência...
E também á capaz de coisas verdadeiramente abomináveis porque são intencionais.

Mas a esta hora apetece-me pensar em nós como criadores de coisas espantosas.
Como o blog do murcon :)

Noitinha aconchegada a todos.

noiseformind disse...

Ram,
precisamente pq não queria definir a posição anterior da mandíbula disse prognastia, para não definir uma condição genética mas uma característica bocal. A wikipedia não diz tudo, foste buscar precisamente um caso especifico de prognatismo que aparece na Wilipédia, o prognatismo mandibular.

Prognatismo mandibular
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O prognatismo mandibular é uma desordem genética desfigurativa, que se caracteriza pela existência de uma mandíbula inferior extremamente pronunciada, deixando como tal o lábio inferior significativamente afastado do superior. (e por conseguinte, o lábio respectivo)

E já que tás numa de aprender pela internet vai a

http://settercp.planetaclix.pt/denticao.htm

Prognatismo - hipertrofia da mandíbula para a frente, provocando o desencaixe da arcada superior com a inferior.

e confirma que a area da cavidade bocal diminui com o avanço da mandíbula, que é precisamente o que impede o membro de entrar correctamente na boca provocando fricção excessiva e problema no sexo oral profundo (vulgo afundar)

Quando é que vais começar a ler livros? Já me irrita um pouco não teres opinião própria mas ires sempre com o motor de busca atrás de uma opinião de outrém para contrariar uma já existente... ao se deslocar o maxilar para a frente dá-se um arqueamento do palato, portanto um estreitamento, não estou a falar de desfiguramentos, estou a falar de uma caracteristica diferenciante, logo não poderia dizer nunca prognatismo, não tou a falar de casos que originem condições médicas. E pronto, última vez que te respondo sempre que verificar que a tua argumentação vem da Wikipedia ou semelhante. Para conversas baseadas no que sabes ou não, tás na boa para me interpelar... cromo:))))))))))))

Ameninadalua disse...

Mas que engraçado!... vocês estão mesmo a discutir por causa da diferença entre prognastismo e prognatia?
Isso será assim tão importante? se for, contem ...fico curiosa.
Mas haja animação no blog.

noiseformind disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
noiseformind disse...

ameninadalua,
Não é uma discussão, comentei e acabou ; ))))))))))
Prometo só falar de cultura e Eugénio, o Éme manda a gente tem mais é que fazer ; )))))))))

Ameninadalua disse...

Noise,
Não prometa nada...porque o seu discutir tem graça...Não desgosto..até gosto!

RAM disse...

Caro Noise,

Fiquei na dúvida se lhe deveria conceder o prazer de refutar o seu comentário sobre a questão em apreço, todavia o desejo, ou a mera incapacidade de sublimar a minha fúria com duas bengaladas bem assentes no seu “gnathos”, sobrepôs-se à razão... e, eis-me, pois, aqui.

1º - Começarei, por conseguinte, por clarificar que, contrariamente aquilo que diz, não baseio os meus comentários em motores de busca. Você, pelo contrário, parece que os conhece todos.

2º - Incorre numa série de erros:
a) O prognatismo não é, contrariamente aquilo que afirma, uma "hipertrofia" da mandíbula. Consiste numa situação clínica caracterizada, entre outros aspectos, por:
a1)oclusão em mordida aberta invertida
a2) maloclusão de Classe III de Angle
a3) alteração do perfil com avanço anormal da região da sínfise mandibular
a4) aumento da dimensão côndilo-gnation
a5) aumento da dimensão do plano mandibular
a6) ângulo mandibular mais obtuso

b) No entanto, casos há nos quais o "aparente prognatismo" não se deve a um crescimento anormal da mandíbula, mas sim a uma alteração no desenvolvimento do terço médio da face, provocada, por exemplo, por traumatismo ou mesmo um procedimento cirúrgico;

c) Embora se trate de uma anomalia de desenvolvimento que pode - PODE - ter uma natureza genética - o caso dos Habsburgos é paradigmático - pode também dever-se a factores tão diversos como alterações endócrinas, dento-oclusais ou parafunções musculares (e.g. hipertrofia masseterina, com projecção horizontal simétrica);

d) Fique V. Exa. sabendo que o avanço mandibular, promove um aumento das dimensões oro e hipofaringeas, razão pela qual é cada vez mais utilizado no tratamento de patologias como o síndrome da apneia obstrutiva do sono (OSAS), em alternativa à vulgar uvulopalatofaringoplastia (UPPP) que pode acarretar complicações desagradáveis como insuficiência velofaríngea, com a consequente regurgitação nasal e nasalação do discurso.

e) E por avanço mandibular, tanto podemos estar a falar e um avanço cirúrgico bi-maxilar, como de um mero disposito de avanço mandibular;

f) O "maxilar não se desloca para a frente"; a nomina anatómica actual abandonou há já algum tempo os termos "maxilar superior e maxilar inferior", "substituindo-os" apenas por maxilar - para o maxilar superior - e mandíbula - para o maxilar inferior
Consequentemente, e como vê, o MAXILAR não avança, a não ser que tenha a capacidade de avançar o maxilar, o esfenoide e a base do craneo toda.

g) Todavia, dando-lhe o benefício da dúvida - coisa que V. Exa. é incapaz de conceder a quem quer que seja, sem entrar no insulto fácil encapotado de palmadinha nas costas - se quando se escreveu “Também algumas incompatibilidades estruturais afectam o acto, como por exemplo a prognastia (estreitamento do maxilar),...” se queria referir ao estreitamento do palato mole como consequência do acto consubtanciado no neologismo "noisiano" "prognastia", então sugiro-lhe a seguinte reformulação da sua frase: “Também a prognastia pode gerar incompatibilidade estrutirais que afectam o acto, como por exemplo estreitamento maxilar, que impede... etc, etc, etc”.

Dito isto, e porque o texto já vai longo e você não merece 1/10 do trabalho ou da importância que eu lhe estou a dar, cumpre-me apenas propor-lhe que, da próxima vez, antes de me mandar "a baixo de Braga" (desculpem-me os putativos participantes originários da referida zona), opte pela seguinte abordagem muito mais construtiva e edifiante para o debate/diálogo:
1º - Aceite as correções/reparos que lhe são efectuados como naturais; "errare humanum est";
2º - Se pretende entrar em debates sérios, utilize as expressões correctas e certifique-se de que a pessoa com quem está a falar pode, de facto, saber mais do que você sobre o assunto.

Quanto ao "cromo", este é grande demais para a sua caderneta.

Cordialmente,

Tmara disse...

Professor, palavras tão lindas, e eu que ainda não fui À Casa da Música, será que o meu erro monstruoso tem perdão?

E por falar em monstruoso,lol, passou-se o homem!
Desculpe Ram, mas acho que não está bom da cabeça, está a ter um delírio febril de certeza, procure a farmácia mais próxima e avie uma receita daquilo que anda a tomar. Já viu o quanto está a ser ridículo? Já para começar não era este o post, para terminar a questão não é essa que referiu. Está a exibir saber virtual, calado tirava a razão toda ao Noise, assim só se enterra pq está a demonstrar que só quer é uma hipótese de se exibir através da sua inveja por falta de argumentos. A questão era, se bem o meu neurónio se lembra, sexo oral. Mas como deve tar totalmente passado ainda vai dizer que eu tenho prognolitismo, ou lá o que é, mental. E ainda por cima assina de forma hipócrita "cordialmente". Será bipolar?

Desculpe Júlio mas não tou para tar num blog a ver as pessoas usarem-no para descarregar as suas frustrações como este Ram.

dreamer disse...

There is still something I wanted to say...

"Have patience with everything that remains unsolved in your heart. Try to love the questions themselves, like locked rooms and like books written in a foreign language. Do not now look for the answers. They cannot now be given to you because you could not live them. It is a question of experiencing everything. At present you need to live the question. Perhaps you will gradually, without even noticing it, find yourself experiencing the answer, some distant day.

Letters to a Young Poet"

Rainer Maria Rilke

Sometimes we want to ease the pain...
when love returned or entered our life...
or when your heart was broken...

Dreams have taught me
to turn my back on nothing
that might be something...

I just wanted to say thank you before I leave...

nicole disse...

Cromo?
Este tipo é uma verdadeira caderneta ambulante!
Nós aqui a falar de poesia e vem ele com uma coisa da conversa anterior sem propósito nenhum? E ainda por cima a dizer que sabe mais? Não argumentou sequer dentro do contexto da conversa. Queria era uma oportunidade para descarregar a inveja que anda para aí a acumular há umas semanas largas. Mas isto será um prontuário médico? Mas acha que alguém o está para o aturar Ram? Bem fez o Noiseformind que disse que era o último comentário que lhe fazia, abriu o guarda-chuva e foi-se à vidinha dele: os psis sabem bem quando se prepara o dilúvio, e você choveu toda a sua arrogância neste cantinho...

Oh Senhor da Música...
e a minha musiquinha?
Beverly Craven -"promise me" lembra-se???
:)
ande lá antes que morra sufocada em tamanha arrogância médica

nicole disse...

Pode-se dizer que é a minha última vontade antes de ser trucidada por um membro do novo clero dogmático: o SNS, vulgo Serviço Nacional de Saúde lol

Paula disse...

"Colegas de blog"

Isto é 'apenas' um blog! Sentem assim tanta necessidade de se insultarem uns aos outros? Vivam a vossa vida e deixem viver!

Ainda há umas semanas sucedeu algo a uma pessoa que frequentava este blog que nos faz lembrar como há que aproveitar a nossa vida.

Fiquem bem e boa noite.

e. disse...

verão azul

Deixe-me repetir:

"o futuro do homem são as pessoas que partilham poesias com as outras e que levam livros do eugénio para sítios muito bonitos..."

Bem pensado e bem dito

e. disse...

e acrescentaria:

o futuro do homem é fazer a sua própria poesia, quer com sons guturais à tarzan, quer sobre temas como o do avanço mandibular, quer construindo (em grupo) a sua própria Wilipédia (ou wikipedia?).

Quem insistir em ler a dos outros, tem aqui muito com que se entreter.

Mas irritar-se? Para quê?

Paula disse...

Divirtam-se com o Calvin ;-)

http://naoexiste99999.blogspot.com/

apenas cusco disse...

Realmente Ram, tem toda a razão, assim fica-se com a caderneta logo preenchida de uma vez, eu fiquei cheio de curiosidade, abri a caderneta, e afinal era um cromo gigantesco seu desdobrável.
Prof, seja um querido e a partir da sua vasta experiência de consultório faça-nos uma elegia à Inveja, pode ser? Explique-nos pq é que as pessoas quando não desenvolvem capacidades de conversação explodem nestes chorrilhos de termos bio-médicos. É que tenho alguns amigos da área da Medicina e parece-me doença ALTAMENTE contagiosa e eu queria, a sério que queria, poder ajudá-los. Num momento estão a falar connosco sobre a multa que o Ricardo Carvalho vai ter de pagar por ter um QI baixo, no momento seguinte estão-nos a fazer sentir uns inúteis pq não sabemos se é na mão esquerda ou na direita que fica o dedo mindinho:)))). E terá cura?

e.zinha, e o pessoal não está bem disposto? Claro que está! Dê cá um beijinho, não seja tímida, talvez assim faça em mim despertar um apego até agora escondido à poesia;)
PAULA, TÁ IMPAGÁVEL ESSA! ihihihih

e. disse...

cusco
1 bj inho es condi dinho
nã é co migo
mas
vá lá um abraço

e. disse...

cusco
mas ... porque se incomoda desvendando a ficção de uns e aceita tão placidamente a ficção de outros?

e o pessoal não está bem disposto? Claro que está!
vamos rir mais um pouco?

PortoCroft disse...

RAM,
Grato pelo esclarecimento. Assim, quando tiver oportunidade de deslocar a mandíbula a alguém, já sei exactamente o que estou a fazer e qual a nomenclatura médica associada.;)Parece que não mas dá jeito quando, eventualmente, tiver que esplicar na esquadra a causa das coisas: "Oh! Sôr Guarda, francamente, eu só lhe deixei o ângulo mandibular mais obtuso!" ;))))

Escreveu o Prof., no seu comentário, que "...o anonimato não é sinónimo de falsidade". Concordo. Isto, sem me esquecer dum seu outro comentário sobre a net e o aplicar, julgo que apropriadamente: "...mas dá mais oportunidades aos canalhas".

apenas cusco disse...

e., esqueça-os, enrole-se aqui na caderneta-cromo comigo, fica-nos a fazer de tenda pela noite dentro:) o que me incomodou é que um opinou e o outro delirou, o que o Ram disse não estava ligado a nada que não fosse a sua vontade em falar daquilo cegamente e isso ficou incomodamente marcado na forma dele escrever. A opinião para mim é sempre delito inferior ao delírio de soberba, mas enrosque-se, enrosque-se... enrosquemo-nos, olhe que hoje aprendi uma coisita ou duas por estas bandas e quero ser a sua Wikipedia partilhadora de saber;)

RAM disse...

Cara Paula,

Os meus umprimentos pelo excelente cartoon do Calvin que selecionou.

Paula disse...

Ram,

Obrigada pelos cumprimentos. Mas limitei-me a ir bucá-lo ao blog do Miguel Vale de Almeida. :-|

e. disse...

cusco

... fico à espera mas ...
que irei perguntar-lhe?
começo por querer saber porque não teve apego, até agora, à poesia? Não lhe interessam, por exemplo, estas 'palavras' tão premunitórias de Herberto Helder?

Depois de atravessar altas pedras preciosas,
saía a arder.
Aparecia em chaga de corpo inteiro.
Era agora uma estrela carbonizada, uma aterradora estrela
de grandeza principal,
quando se olhava da terra.

Herberto Hélder, Última Ciência, 2.7

e. disse...

premonitórias, claro, as palavras

RAM disse...

Caro "apenas cusco",

Aquilo que leu chama-se "refutar".
O Noise fez uma afirmação. Eu refutei-a. Tal como ele já o fez comigo e eu com ele, noutras ocasiões.
Aliás, tal com fazem todos - uns mais, outros menos - aqueles que por aqui passam.
Quanto ao "delirio": são opiniões!!!!

RAM disse...

Cara Paula,

Não deixa de ser uma excelente selecção.
Não o escolheu aleatoriamente, suponho! :)

RAM disse...

Caro PortoCroft,

Não podia concordar mais consigo :))))))
Como sabe agrada-me o debate... CARA A CARA! :))))))))))

PortoCroft disse...

RAM, ;)

Por falar no Cara a Cara... Esse é o título do "Olhos nos Olhos" em Espanha. Mas, admirável é a foto da capa.;)))))))

(Já lha mando, para que me esclareça da nomenclatura médica da coisa) ;)))))))))))))))))

RAM disse...

Caro PortoCroft,

Porque estamos a falar de poesia e eu não quero ser acusado de fugir ao assunto, posso pedir também uma música? :)))))

PortoCroft disse...

Caro RAM,

Peça que não maça. ;)

Anónimo disse...

Portocroft

voce é mt. boa onda, percebo porque foi o ESCOLHIDO... é como o perfume, só para homens os miudos vão ter de esperar...

RAM disse...

Caro Anfitrião,


Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade do meu sofrimento.

Outros, felizes, sejam os rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.

Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.


Miguel Torga

RAM disse...

Cara e.

Está cheio de candeias, o verão de onde ser parte,
ígneo nessa criança
contemplada. Eu abandono estes jardins
ferozes, o génio
que soprou nos estúdios cavados. É a dor que me leva
aos precipícios de agosto, a mansidão
traz-me às janelas. São as únicas as colinas de ar
palpitando fechado no espelho. É a estação dos planetas. Cada noite é um abismo atómico.
E o leite faz-se tenro durante
os eclipses. Batem em mim as pancadas do pedreiro
que talha no cálcio a rosa congenital.
A carne, sufocam-na os astros profundos nos casulos.
O verão é de azulejo.
É em nós que se encurva o nervo do arco
contra a flecha. Deus ataca-me
na candura. Fica, fria,
esta rede de jardins diante dos incêndios. E uma criança
dá a volta à noite, acesa completamente
pelas mãos.

Herberto Helder

RAM disse...

Caro PortoCroft,

Que tal: "Le toi du moi"?

e. disse...

Poeta RAM

Esse poema completa o anterior e faz todo o sentido, principalmente se ler a interpretação da Profª e estudiosa brasileira Estela Guedes, que no seu site tem uns textos curiosos sobre Herberto Helder e o paroxismo do fogo:

http://www.triplov.com/estela_guedes/magia_rito_hh/magia3.htm

PortoCroft disse...

RAM,

Já coloco, ok? Estou neste momento a colocar musicas no "server". ;)

Anónimo disse...

E quando é que "descoloca" esta música horrível de entrada??? Já não se aguenta!
Agradecido.

yulunga disse...

Bom dia maralhal.

yulunga disse...

"acção de uma cultura mais interessada em ocultar ao homem o seu rosto do que em trazê-lo, belo e tenebroso, à luz limpa do dia."

A cultura é coisa nossa pois...
Não podia estar mais de acordo com esta visão aterradora de auto-ocultação.
Castra-se aquilo para que se nasceu: Ser Livre.

yulunga disse...

Ram
Obrigada pela explicação cientifica da coisa.
Tem toda a lógica a alteração dos nomes; o avançado afinal chama-se mandíbula.

Mia disse...

Bom dia Yulunga e resto do maralhal!
O que temos hoje de novo? - algo alegre por favor...isto dos incêndios deixa-me de rastos...

yulunga disse...

Mia
Algo alegre?
Lembrei-me daquela musica dos O-Zone (?), que segundo os peritos é a versão pimba em romeno, mas que a mim me lembra sabores, cores, verão, pulos, danças em cima de cadeiras, enfim... felicidade.

Anónimo disse...

"O Candidato por Lisboa do PS é um indivíduo com um passado exemplar: quando era Professor engravidou uma aluna e pirou-se! Dez anos depois, e porque era Ministro, lá reconheceu a pequena". - Quitéria Barbuda in "Crónica dos Patifes", nº 17, 2005.

www.riapa.pt.to

Anónimo disse...

Encontros Mundias da Juventude na Terrugem

ARBEIT MACHT FREI

"Presos a Limpar Florestas já"

"Desempregados a Limpar florestas já"

"Suspensão imediata das Reformas Douradas e aplicação do dinheiro na reconstrução"

"Anulação do Fundo dos Subsídios de Reintegração e aplicação do dinheiro na reconstrução"

Viva a nossa Candidata Dra. Quitéria Barbuda!


www.riapa.pt.to

Anónimo disse...

yulunga 9:47 AM

Versão romena da pimbalhada ou versão romena da paneleiragem ?

bigmouth disse...

JMV

Desculpe discordar I
"A relação presencial não garante nada..."
Claro k garante! Como é que consegue ver as reaçcões imediatas neste blog? Qq reacção chega aqui de uma forma retardada e tratada. Como é que interpreta olhares através deste blog? E sorrisos? E sobrencelhas cerradas? A relação presencial garante-lhe espontaneidade... transparência.

Desculpe discordar II
"...e o anonimato não é sinónimo de falsidade."
Por favor, mister não me diga k acredita convictamente que se estivessemos todos sentados a uma mesa, cara a cara, a comentar estes mesmos posts, o fariamos da mesma maneira? O anonimato permite a qq pessoa mostrar-se tal qual é, aí estamos de acordo. Mas a perda de identidade perante os outros, pode levar-nos a ultrapassar limites que de outra forma não ousariamos fazer.

Resumindo...
Blogar é bom, mas não chega aos calcanhares de uma boa conversa...
* com amigos a quem dás um beijo qd chegas (Tacto)
* numa esplanada rodeada de relva cortada (Olfacto)
*com uma vista sobre o Rio(Visão)
*alguma cervejinha fresca (Sabor)
*ao som de uma excelente música (Audição).

Eu continuo a preferir os sentidos à desmaterialização!

Mia disse...

Yulunga,

Hmmm...cerveja, sol, caracois, ameijoas, a sueca, gargalhadas... Sim, bem mais feliz! Obrigada pelo empurrão!


Anonymous,

"Versão romena da pimbalhada ou versão romena da paneleiragem ?"

Ambas!

yulunga disse...

Bigmouth

Desculpe discordar II

"Por favor, mister não me diga k acredita convictamente que se estivessemos todos sentados a uma mesa, cara a cara, a comentar estes mesmos posts, o fariamos da mesma maneira?"
SIM!!! SIM!!! SIM!!! SIM!!! SIM!!! (Ele há mulheres com sorte)


"Mas a perda de identidade perante os outros, pode levar-nos a ultrapassar limites que de outra forma não ousariamos fazer."
NÃO!!! NÃO!!! NÃO!!! NÃO!!! NÃO!!!
(sem anuncio de apoio)

yulunga disse...

Mia
Em relação à segunda parte do comentário... Agora cabe-me a mim dizer: Obrigada pelo empurrão! ;-)

RAM disse...

Yulunga,

Não tem porquê agradecer.
EStou ao seu dispor...

RAM disse...

Car@(?) Bigmouth,

No que a mim diz respeito, tudo o que aqui tenho escrito seria dito de igual forma se estivesse frente a frente com qualquer um dos meus interlocutores neste aprazives debates que aqui temos.
Com a mesma franqueza e a mesma frontalidade...
Cumprimentos ;))

yulunga disse...

Ram
E como sei que fazes poesia....
Prepara-(me!!!!!) um poema para o dia do jantar em que fale de mastoideos, prognastia, uvulopalatofaringoplastia (gostei particularmente)de sínfise de oclusão, tricocefalos, oxiuros...
;-)

Manolo Heredia disse...

não há comparação possível entre blogar (fazer comentários num blog) e conversar presencialmente. Mais de metade do conteúdo do que se diz numa conversa presencial é comunicado pela expressão corporal.
Blogar é comparável, quando muito com telefonar, mesmo assim no blogar não temos a entoação e o timbre da voz, que contêm muita informação.
Quanto ao anonimato acho que pode desatar alguns constrangimentos criados pela timidez ou pela preversidade, pois o que está em causa é a imagem que eu quero que o outro tenha de mim. Um anónimo não receia ser classificado pelo interlocutor, tem condições para ser mais sincero.

Manolo Heredia disse...

não há comparação possível entre blogar (fazer comentários num blog) e conversar presencialmente. Mais de metade do conteúdo do que se diz numa conversa presencial é comunicado pela expressão corporal.
Blogar é comparável, quando muito com telefonar, mesmo assim no blogar não temos a entoação e o timbre da voz, que contêm muita informação.
Quanto ao anonimato acho que pode desatar alguns constrangimentos criados pela timidez ou pela preversidade, pois o que está em causa é a imagem que eu quero que o outro tenha de mim. Um anónimo não receia ser classificado pelo interlocutor, tem condições para ser mais sincero.

Mia disse...

Manolo, o homem que fala duas vezes!

Manolo Heredia disse...

mia,
é o que faz estar a trabalhar e a blogar ao mesmo tempo!

Perdi os 3 disse...

verdad señor Twix

yulunga disse...

Manolo
Sem duvida que faltam algumas coisas essenciais que mesmo suportadas pelos LOL, Hummmm,
;-), :-(, pelas reticências e outros simbolos não transmitem por vezes o modo e intenção com que se dizem as coisas.
Essas falhas considero-as acidentes de percurso... um deja-vu em tudo o que fazemos.

"pensamento do dia" disse...

''Se não puder ajudar, atrapalhe. Afinal o importante é participar.'';)

andorinha disse...

Olá Júlio e companheiros de tertúlia!

Regressei ao ninho.
Depois de ter lido os comentários ( um bocado a correr, é certo), apenas posso dizer que estou de acordo com a bigmouth (10.44).
"Blogar é bom, mas não chega aos calcanhares de uma boa conversa".
É evidente que não.
"A relação presencial garante-lhe espontaneidade... transparência."
Apenas acrescentaria MAIOR espontaneidade e transparência; há pessoas que nem numa relação presencial são muito espontâneas, estão sempre a estudar qual a melhor pose e o melhor discurso.
Quanto ao anonimato já toda a gente sabe o que penso, não vou estar sempre a dizer o mesmo.

andorinha disse...

Yulunga (11.44)
Tu e o teu sentido de humor.:)))))
Novo visual novamente???
Até mais logo.

yulunga disse...

Passarita!!!!!
Acabaram as férias, não é?
Aqui... Esteve sempre tudo naquela onda boa.

VOTA NO ARROZ DE POLVO!!!!!!!

yulunga disse...

Andorinha
O humor vai mal. Ontem dei a mão à palmatória e estive a tarde toda virada para a parede cheiinha de comichão nos dedos.
É o fato das Murconettes.
Antecipo a festa, pois adivinho um jantar super agradavel.

th disse...

Sei que gosta de Inês Pedrosa. Coloquei no meu blog, porque me fez pensar, este pequeno excerto do livro "FAZES-ME FALTA". Tem muito a ver com o que por aqui se discute:
…Arrumei os amores, é a primeira regra da vida – saber arquivá-los, entendê-los, contá-los, esquecê-los. Mas ninguém nos diz como se sobrevive ao murchar de um sentimento que não murcha. A amizade só se perde por traição – como a pátria. Num campo de batalha, num terreno de operações. Não há explicações para o desaparecimento do desejo, última e única lição do mais extraordinário amor. Mas quando o amor nasce protegido da erosão do corpo, apenas perfume, contorno, coreografado em redor dos arco-íris dessa animada esperança a que chamamos alma – porque se esfuma? Como é que, de um dia para o outro, a tua voz deixou de me procurar, e eu deixei que a minha vida dispensasse o espelho da tua?...
Abraço, theo

bigmouth disse...

th

tentei ler esse livro e não consegui, mas ler esse excerto acho que me deu vontade de pegar nele outra vez. Talvez não estivesse na altura certa...

yulunga disse...

Dr. Murcon
Permite-me que lhe agradeça o post de hoje?
;-)

noiseformind disse...

nicole,
Eu, guarda-chuva? Os psis como barómetros? ; )))))) não me parece :))))) não me parece ;))))))) como todos os animais treinados, sabemos ao que andámos no meio do nosso objecto de estudo. Temos culpa que eles sejam as emoções humanas?

Manolo Heredia,
tudo é diferente, tudo pode ser feito de maneira diferente entre uma forma de comunicação e outra. Mas diga lá se numa caixa de comentários as pessoas não têm muito mais tempo para fazerem um brilharete? Quanto mais não seja pela Wikipédia presente looooooool looooooool loooooooool loooooooool loooool loooooool looooooooooool


apenas cusco,
Li num album de manga uma história de um livro que devorava as pessoas que o liam a partir de uma certa página. Até certo ponto somos todos muito afáveis, simpáticos, compreensivos, afectuosos. Mas a páginas tantas as pessoas "passam-se" para o lado das suas certezas, agarram-se ao pedacinho de realidade que dominam, pq simplesmente deixam de estarem seguras da sua personalidade. Pode ver este fenómenos entre pessoas de uma mesma profissão em início de carreira. Se um citar um autor, por mais pacífica que tenha sido até aí descamba para a argumentação teórica e exclusiva desse assunto. Quanto mais notória for a profissão mais tendÊncia existirá para isto acontecer. Agora não somos autómatos, temos o direito (e dever) de não fazermos aquilo para que a sociedade nos programa subtilmente. Se o

Ram não tem esses limites, também não os terá presencialmente, nisso ele tem razão. Mas a menos que esteja diante de um vegetal à 3 ou 4 frase dentro do universo da anatomia e fora do contexto a pessoa ir-lhe-á dizer (mais ou menos educadamente, depende do contexto) "oh pá, mas que é que isso tem a ver com a questão do sexo oral que támos a falar?". É a questão de a net potenciar o nosso lado canalha, o lado que diz que nos devemos impor aos outros e que o outro deve ser eliminado e abatido, quer socialmente, quer argumentativamente. A questão pode ser vista de duas formas. Ou a pessoa que tem este desvio o tem constantemente, e portanto tem um problema que afecta o tipo de pessoas que estarão à volta dela, ou ele surge especificamente, e então nada a assinalar. A forma como lidámos com quem tá à nossa volta mostra quem somos e nisso a,

Andorinha tem toda a razão ao dizer que as pessoas presencialmente são tão ou mais falsas do que pela via online. A própria presença de outrém cria uma necessidade tremenda de agradar uma vez que ao sermos desagradáveis a pessoa simplesmente corta o discurso. Normalmente somos muito simpáticos ao início, depois com o tempo vamos discordando ou, se não dámos valor nenhum à pessoa, simplesmente deixámos de contactar com ela. Se calhar é por isso que há tanta falta de comunicação do casamento, pq postas a nu muitas pessoas não são nada agradáveis. Foram toleradas por pais com sentimentos de culpa por abandono e diante de alguém sem esse complexo e que não os está a ver com essa máscara de simpatia inicial são apenas o que são: arrogantes;))))))))))) posto isto, queria dizer à

Yullie que esta promoção desmesurada ao arroz de polvo tem de acabar, afinal só serve para influenciar as pessoas (AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU AÇORDA DE BACALHAU) e acho que não se pode tar a ter essas atitudes num quadro de liberdades mútuas ; ))))))))))))

Quanto ao Eugénio, Éme darling, não tenho uma visão tão poética da poesia. Lembro-me dos meus primeiros poemas serem muito espontÂneos para depois descobrir que quase todos já tinham sido escritos por alguém. Aconteceu muito isso quanso se lê Manuel Alegre e Acuña, podem ser poemas feitos por pessoas que não se conheciam mutuamente, mas há trechos quase decalcados um do outro. Portanto a poesia para mim é algo que é construído arrancando palavras e sentidos sobre algo conhecido. Não se é poeta por mera inspiração e rabiscagem. Quem rabisca uns versos é alguém que escreve uns versos. Poeta é quem trabalha as palavras, lhes procura NOVOS significados, NOVOS caminhos. Veja bem que não há pessoal por aí aos saltos a fazer sonetos. Pq as palavras se foram esgotando nesse espartilho mais e mais e assim secaram. E foi-se à procura de novos significantes
Dou este exemplo:

“Rua torta.

Lua morta.

Tua porta.”

Poema minúsculo, mas de um trabalho quase científico de construção das imagens, de procura de continuidade. Cassiano no seu melhor ; )))

Porty,
Já que meteste a música da Jewel que entra na banda sonora do Batman & Robin já tens uma desculpa para meter U2 à vontade loooooooool loooooooool loooooool loooooooool loooooooooooool (eles participam na banda sonora do Batman Forever)

yulunga disse...

Noisie
Que comentário... mas que comentário.
Eu não diria melhor.
Orgulha-te de ti e beija-te nos bracinhos nas mãozinhas, e diz tantas vezes quantos pratos de açorda: Eu gosto muito de mim.

noiseformind disse...

Yullie, e digo mais, à laia de pensamento do dia:

O CASAMENTO É O ÚNICO CÁRCERE EM QUE SE OBTÉM A LIBERDADE POR MAU COMPORTAMENTO!!!!!!!!!!!!!!!!

yulunga disse...

Noisie
Olha ai está outra...
que eu não diria melhor.
O resto já sabes. Vê no comentário acima.

lobices disse...

...uma BOA TARDE para todo o Maralhal...
...
...estive de "baixa" ontem; deu-me o amok e caí em depressão sem vontade de fazer o que quer que fosse... valeu-me uma voz amiga, uma voz especial...
...hoje, li tudo em diagonal; gostei, não gostei, tirei sentido, sentido não tirei... enfim, algo se aproveita: a comunicação...
...
...agora, o mais importante:
...alguém já teve a coragem de dizer aqui, publicamente, que NUNCA leu nenhum dos livros do Profe JMV...?
...por eu, confesso: nunca li!...
...era só para afirmar a minha posição neste blog: como já disse e volto a repetir: estou aqui por respeito!...
...abreijos

yulunga disse...

Lobices
Seremos três então... a não termos lido, claro.

"...estive de "baixa" ontem; deu-me o amok e caí em depressão sem vontade de fazer o que quer que fosse... valeu-me uma voz amiga, uma voz especial..."
Existem, não é?

e. disse...

Lobices

Se lhe servir para sair da depressão eu tb nunca li nada de JMV, senão aqui, onde deambulo e divago por respeito e

yulunga disse...

Ok, ok eu junto-me a vocês no respeito também...
Mas contrariada :(

e. disse...

... pq a net é o único espaço onde se expõe o imaterial, facto importante para quem for surdo e mudo.

e. disse...

... contrariada e surda :)

yulunga disse...

Gosto dos verbos
SER e QUERER!!!

yulunga disse...

O ser humano É belo e QUERE-SE tenebroso.
Acompanhado de boa luz ambiente

Mia disse...

NoiseForMind,

Clap Clap Clap Clap!! :)
Só discordo numa coisa: PATANISCAS!

bigmouth disse...

Uauhhh! Tanta gente franca ee transparente!

Não sei se conhecem a teoria dos universos paralelos... mas o que eu não daria por ter assistido ao desenrolar de comentários ao Post "Para complicar a história:)", com os mesmos participantes sentadinhos à volta de uma mesma mesa!!!

yulunga disse...

Bigmouth
Isso já não sei.
Sei de mim e já me basta.

lobices disse...

...o futuro do homem:
...
...as pessoas crescem "suavemente" e "pragmaticamente"
...disto eu não tenho dúvidas (até ao momento) pois tudo o que cresci eu não notei
...só agora noto e descubro que, apenas, cresci...
...não me senti crescer
...não senti o tempo passar
...não peguei no esqueleto e não reconstruí o corpo...
...apenas e tão simplesmente
...aconteceu...
...estou aqui...
...no outro lado do esqueleto...

e. disse...

bigmouth

'Falando' francamente, eu não teria sido capaz de 'ouvir' a sua participação transparente, o que teria sido pena, mas gosto muito de a 'ver' aqui, porque gosto do que 'diz' por escrito.

Bem haja

bigmouth disse...

e.

Agora é k fiquei sem palavras. Com vontade de lhe responder... mas sem saber o k lhe dizer. Talvez "Obrigada" chegue...

e. disse...

bigmouth

subscrevo o Nuno quando diz no Melancómico:
A escrita é, para muita gente, uma forma de lutar contra a morte. Para mim, é uma forma de lutar contra a má dicção.

Viva ex Marilyn

Julio Machado Vaz disse...

Maralhal,
1 - Quanto à relação presencial, apenas queria dizer que ela nada garante em termos de "veracidade dos afectos".

2 - Quanto ao anonimato, o Portocroft já exprimiu, citando-me, a minha posição.

w disse...

"Comfort is the only thing our civilization can give us."
Oscar Wilde

andorinha disse...

Yulunga (12.17)
As férias acabaram, mas continuam...:))).
Até dia 1 continua o "dolce fare niente". Adoro isto - preguiçar, preguiçar, preguiçar.
Tal como o Noise, já votei na açorda de bacalhau, portanto...


Noise (1.45)
Eu não disse que as pessoas presencialmente são tão ou mais falsas do que pela via online.
Uma relação presencial garante, penso eu, sobretudo maior transparência. Isto só não acontecerá se a pessoa for extremamente hábil na arte do disfarce. Ao fim dum certo tempo, contudo, conseguirá perceber-se se a pessoa está a ser genuína e sincera ou não; online é mais difícil verificar isso, não há o olhar, o trejeito, a entoação...
Não deturpes as minhas palavras.:))))))))

(1.58) Loooooooool

dreamer disse...

Yullie

Também votei no arroz de polvo :))))

dreamer disse...

Hi Porty

Já que não tive sucesso com o meu pedido do Into White do Yussuf Islam :)) será que com este do Eric Clapton terei mais sorte?
I know, I know, I'm a dreamer ;))


My Father's Eyes
(by Eric Clapton)

Sailing down behind the sun,
Waiting for my prince to come.
Praying for the healing rain
To restore my soul again.
Just a toerag on the run.
How did I get here?
What have I done?
When will all my hopes arise?
How will I know him?
When I look in my father's eyes.
My father's eyes.
When I look in my father's eyes.
My father's eyes.
Then the light begins to shine
And I hear those ancient lullabies.
And as I watch this seedling grow,
Feel my heart start to overflow.
Where do I find the words to say?
How do I teach him?
What do we play?
Bit by bit, I've realized
That's when I need them,
That's when I need my father's eyes.
My father's eyes.
That's when I need my father's eyes.
My father's eyes.
Then the jagged edge appears
Through the distant clouds of tears.
I'm like a bridge that was washed away;
My foundations were made of clay.
As my soul slides down to die.
How could I lose him?
What did I try?
Bit by bit, I've realized
That he was here with me;
I looked into my father's eyes.
My father's eyes.
I looked into my father's eyes.
My father's eyes.
My father's eyes.
My father's eyes.
I looked into my father's eyes.
My father's eyes.



Sweet dreams

dreamer disse...

In the meantime I'm listening to the Wind of my soul...

And reading
Olhos nos Olhos ;)))

yulunga disse...

Dreamer
Também votaste no polvo?
Eu sabia que eras uma compincha!

Tlago disse...

"A verdade de outra pessoa
não está no que ela te revela,
mas naquilo que não pode revelar-te.
Portanto, se quiseres compreendê-la,
não escutes o que ela diz,
mas antes, o que ela não diz".
-Khalil Gibran

noiseformind disse...

Bigmouth,
Então não são transparentes? Já viste como aparecem e desaparecem ao ritmo de amuos tão humanos? Olha-se para os nicks e vê-se que vão e vêm ao sabor de frustrações, esperança, fáceis e difíceis amores… ; ))))))))))))
Mia,
Isso das pataniscas… terão de ser extraídas da açorda ; )))))))))))) quando ao clap, clap, clap, a minha vénia e humildade

Lub,
Acho que se se gosta conhece-se. Gostar sem conhecimento é como amar sem sexo. Excelente envelope mas nenhum compromisso ; ))))))))) o mesmo se passa com a obra o Éme. Conhecendo-a pode-se traçar muitos mapas sobre a sua escrita que não a conhecendo só se pode intuir. E como eu n acredito em telepatia , ))))))))


Andorinha,
Apercebes-te? Tão e aquelas muitas pessoas casadas À 15 anos com verdadeiros desconhecidos? Estás a valorizar demais a capacidade de conhecimento das pessoas. As pessoas conhecem quem querem conhecer mas acima de tudo conhecem como querem conhecer. Nada mais natural que alguém andar com quem não andaria se a sua psique não estivesse carente ou em transitoriedade emocional de outra relação. Há pessoas que vão muito pelos opostos, se uma relação fraqueja procuram o seu oposto uma e outra e outra vez, nunca conhecendo realmente as pessoas de quem gostam mas apenas e só indo conhecendo como gostam de conhecer e valorizando facetas que se calhar nem são dominantes na pessoa ; )))))))))

andorinha disse...

Ai Noise, Noise,

Tens que responder mais atempadamente,senão isto assim fica uma enorme confusão.:))))))))))))
Estávamos a falar do facto de as pessoas serem mais ou menos falsas online ou numa relação presencial e aí mantenho o que disse; é mais fácil apercebermo-nos se alguém é espontâneo e genuíno numa conversa cara-a-cara, penso que não contestarás isto.
A tua resposta aponta noutro sentido - até que ponto se consegue verdadeiramente conhecer alguém.
Ficaríamos aqui a noite inteira a discutir isto, dá pano para mangas.
Se quiseres discutimos no jantar.:)))