quarta-feira, agosto 10, 2005

Estou cansado, venha a poesia!

...
Estás aqui comigo e tenho pena de ser só isto
pena até mesmo de dizer que sou só isto como se fosse também outra coisa
uma coisa para além disto que não isto
Estás aqui comigo deixa-te estar aqui comigo
é das tuas mãos que saem alguns destes ruídos domésticos
mas até nos teus gestos domésticos tu és mais do que os teus gestos domésticos
tu és em cada gesto todos os teus gestos
e neste momento eu sei eu sinto ao certo o que significam certas palavras como a palavra paz


Deixa-te estar aqui perdoa que o tempo te fique na face na forma de rugas
perdoa pagares tão alto preço por estares aqui
perdoa eu revelar que há muito pagas tão alto preço por estar aqui
prossegue nos gestos não pares procura permanecer sempre presente
deixa docemente desvanecerem-se um por um os dias
e eu saber que estás aqui de maneira a poder dizer
sou isto é certo mas sei que tu estás aqui

Ruy Belo, Tu estás aqui.

E um leve odor a auto-complacência macha...:). Ou não? Que dizem as meninas?

120 comentários:

Rosebud disse...

Esta menina não diz nada. O poema é lindo e, neste momento, só o silêncio lhe faz justiça...

Zsazsa disse...

Professor, não preferia antes a caipirinha? Este poema parece-me demasiado violento para estes dias de silly season (demasiado Pablo Neruda)

SAD disse...

É preciso ser-se "familiar" de Ruy Belo para entender a sua poesia.
É preciso camuflar a nossa pele com a sua pele para sentirmos o significado de cada palavra, de cada frase, de cada verso ou de cada poema.
É preciso "conhecer" Ruy Belo para o "sermos".
É dos mais "perfeitos" Poetas deste nosso tão ridiculo País!
Parabéns, Professor, por o ter atrzido até aqui.
Por o "termos" aqui.
"Tu estãs aqui"

Anónimo disse...

Eu sou mulher e digo que prefiro o tão trivial, mas único, odor à testosterona...

W disse...

Es ist schön manchmal das Herz ein bißchen zu öffnen und etwas Schmerz reinkommen lassen.
Das zeigt nur, dass du noch am Leben bist.
Es passiert nur, weil wir brauchen zu wollen und auch gewollt zu werden, wenn die Liebe da ist oder gegangen ist.
Ich möchte dir schreiben und dich wissen lassen wie du selbst bist.
Aber mit der Zeit habe ich darüber nachgedacht, ein Stift gefunden, schrieb auf dem Papier aber du warst gegangen.
Es ist bewölkt und ich fühle mich faul, genau wie du am anderen Tag und so bin ich bis später im Bett geblieben nur am nachdenken was ich fühle nocheinmal.
W.

petrus disse...

Deixa-te ficar ainda que a minha vida seja outra.
Permanece em mim ainda que demasiadas tardes te saiba só.
Prossigo sabendo-te na quietude da espera. Preciso de saber-te assim.

Raquel V. disse...

Muito belo na escrita.
Por outro lado, recorda-me o que eu chamo de "esticar a corda".

Fica... dessa forma suave até não mais seres capaz... tentarei que não te apercebas. Tudo farei para amanhã mudar. Ainda que saibamos os dois que nunca tal sucederá.

Anónimo disse...

Porque serão os homens tão só isto?! E ao mesmo tempo que culpa têem? Se a maioria de nós, mulheres,até roubamos " o isto" às melhores amigas...:)
Olhe professor,deixe-se estar confortavelmente cansado,porque não precisa de ser mais nada!...:)

W disse...

Reflexões sobre tudo o que desse texto coube em mim. O silêncio e as invisibilidades de milhares de anos. Yung dizia que a razão e a doutrinação eram as doenças da civilização. Como senti isto tudo...Escrevi há tempos: Quando fui beber café a noite estava calma e eu andei um pouco a apanhar a brisa de norte na cara. Aliviou-me sentir que a ventania de leste já tinha apaziguado, mas enquanto caminhava o meu pensamento que nunca me larga dizia-me: Preciso de ajuda. Não como, não tenho fome. Fumo, fumo e bebo café. Ando de facto a apelar à morte e sinto que já não consigo contrariar este apelo. Tenho uma imensidão dentro de mim que queria gritar ao mundo. Hoje um homem na Holanda protestava contra a exclusão com as pálpebras e a boca cozidas. Olhei aquele homem e vi minha dor. O silêncio e o que não se olha. E não posso gritar meu grito, que tanto já gritei e que não o posso dar pois se tanto tem de beleza também tem uma mágoa de milhares de anos que a ninguém quero dar. Mas esta mágoa não é só minha – é de todos. Milhares de anos têm a dor silenciada que quis atenuar nos outros, e que a olhei num outro. Quem me pode ajudar?
Quem é o médico que pode entender esta dor? Isto não vem nos livros. É outro saber.
Mas a minha tristeza é ainda mais profunda. Esta é minha e de quantos milhões de seres no passado e no futuro e que no presente desabou em mim. O lado não visível da vida. E pensei – nesta civilização que se julga poder na Terra há dois mil anos mataram, crucificaram um homem , porquê? Porque sendo homem mostrava o outro lado do homem – olhar os outros, dar-se, ser sensível - a inocência da infância . O poder no homem, na luta pela sua sobrevivência, não suportou ver o seu outro lado, porque o invejou, odiou e matou. Cindiram nele os dois lados do homem e da mulher num e negaram esta. Depois de o matar inconscientemente montaram uma instituição para lhe criar uma imagem que servisse esse poder e enviar para as profundezas a memória da clivagem. A partir do espelho do poder criou-se a imagem de que aquele lado não existe nos homens na Terra e se existe na mulher é sinal de fraqueza e obra do diabo e é para subjugar. As religiões, todas que se impuseram no mundo, fizeram o mesmo com mais ou menos variações – cindiram os dois lados da vida e sempre excluíram a mulher. Fruto dos primórdios, ou do início do caminho que tem percorrer-se até ao saber do que é antes dos primórdios, a luta pela sobrevivência e pela evolução da espécie num meio desconhecido, a força muscular do sexo masculino foi determinante na luta contra os outros animais e elementos da natureza. Luta de um contra todos pelos elementos da natureza à medida que a espécie se mutava e dizimava nessa luta as mutações anteriores, que fez evoluir naturalmente as sensações de poder nos vencedores e de domínio sobre as forças da natureza. Mas a busca do porquê, do que somos, de tudo, atravessou sempre todos os tempos, mesmo quando não parece notória. Em todas as civilizações a força da rocha travou sempre lutas com a emergência da lava. Na luta do homem pelo domínio da Natureza como permitir que um homem com o
outro lado não visto do homem dominador , destruísse essa sensação de domínio? Ainda mais quando esse lado não visto era mais visível nas mulheres?
Colaram um sexo a Deus -homem para corresponder à imagem do seu poder e apagaram a mulher da História – O homem dominava, a mulher servia. A razão a força mandava, o sentir subjugava-se. As religiões acentuaram mais ainda os dois lados da vida que se ousavam mostrar. Mas o lado mulher faz parte do homem como o lado homem faz parte da mulher – é a inocência da infância inicial – a singularidade e é a busca de todos nós. Mas quem ambos os lados sentiram em si, homem ou mulher, em todas as civilizações, ao longo do tempo, foi dos mais variados modos rotulado, massacrado, crucificado, excluído. Os poderes visíveis e invisíveis excluem tudo o que lhes é estranho. Mas a vida rompe sempre e nessa expansão, questionado que é o poder das religiões estas buscaram sempre para a sua sobrevivência um outro aliado – o mesmo poder da ciência . O primado da objectividade para controlar e negar o incontrolável. . Como está na moda a bipolarização como doença como se não fosse corolário natural desta evolução, de tudo o que se opôs, porque não se ousa a fusão dos pólos pelo medo da cruz por uma bipolarização fundamental ao poder - céu e inferno, polarizaram-se a razão e o sentir, a vida e morte, a mente e o corpo, natural e sobrenatural, um e todos . E em conjunto cindiram o amor do desejo do prazer do corpo do homem da mulher. Acentuaram a cisão para afirmação do poder do homem sobre as forças naturais até aos extremos de monstruosidade revelados no séc. xx e a explosão de todo o tipo de rupturas e violentações uns dos outros cada vez maiores em cada ser. O ódio e o desamor destes tempos...e continuam. E os homens e as mulheres? fugiram de olhar para o seu outro lado dentro de si com medo da cruz, com medo de encontrarem para lá da morte os vazios de que se encheram em vida. Quanto mais fugiam mais sofriam e mais violentavam e mais se esvaziavam e mais oprimiam os que enchiam seus íntimos de vida. E o mundo de hoje mostra que é a infância que mais violentamos . Que sofrimentos... Eros Tanatos, ser e o não –ser, a vida e a morte... Ah meu amor cindiram tudo isto e o sofrimento não é Tanatos, não é o não-ser não é a morte , mas o poder que os rompe, que os cinde. A cobra que é também obra da natureza. Esse poder foi fruto das leis da natureza, a sobrevivência e a expansão. A luta entre a sobrevivência das certezas do passado com a inevitabilidade e incertezas do futuro. O poder – a veleidade de se controlar tudo o que é estranho à imagem. Os muros, os espelhos. O mundo está exausto do poder. Ele é a fonte da exclusão e é esta que fomenta o ódio. E poder não é liderar. Liderar é incluir todos, compreender e confrontar dar espaço-tempo e liberdade à diversidade olhando o futuro. É libertar a criatividade. O poder é exactamente o oposto – é sufocar, reproduzir, impor e julgar, olhando o passado e excluir.
As mulheres cansadas que vi no meu rosto quem eram? Eram todas as que se deram em busca do outro lado dos homens fechado no silêncio, nunca olhadas, nunca visíveis?
É este cansaço que eu sinto...
E os homens, onde andam os homens que buscaram o mesmo?

. O mundo dos adultos, a minha geração em especial assim tem moldado o mundo dos jovens pelo vazio de amor. Fica lá muito no fundo do vazio e dos males que nos fizeram, a inocência, a busca. Pior assim se torna encararmos e reflectirmos sem julgamentos os erros e os males que também fizemos. Por isso os caminhos da busca da paz são depois tão árduos e difíceis. È como a exclusão – tudo está montado para cada qual se considerar eleito. Até nas crenças religiosas que toldam a fé há sempre um mau da fita final que destrói todos os outros menos os seus, e dentro destes os mais “puros” segundo a sua imagem, os cristianismos têm anticristo, os muçulmanos, segundo as “mil e uma noites “ o Degial, os judeus, Deus ainda há-de vir só para eles, os sagrados, as outras não sei, e nesta altura não quero saber, apesar das religiões orientais serem mais saudáveis e naturais. Mas pelos vistos, que muito pouco deles sei, a Buda também só têm acesso os homens. E assim se molda a fé natural no ser humano, a busca da espiritualidade no seu corpo, pertença de algo grandioso e belo, a Natura, em poeiras de medo e escuridão e de exclusão.
……………………………………………………………………………………….
No fundo é a história da história da humanidade
Olhar o ódio dos outros é mais fácil que ir ao fundo do porquê do ódio – o poder - nascido naturalmente da luta solitária pela sobrevivência – de que não há culpas , fruto da própria evolução da e na natureza mas que ao se sobreviver e não consciencializar que a sobrevivência de um não tem sentido sem a dos outros , se vai esvaziando de coerência e afecto , e só reproduz exclui e destrói, ao contrário da vida que é inclusiva , construtiva e criativa e isto é dádiva e amor. E as consciencializações são infindas como o é a diversidade da vida. Mas continuar-se a não querer ir ao fundo do porquê do ódio, é alimentar o ódio próprio dos ódios dos outros. Até se ir ao fundo da solidão de cada qual consigo e do desespero. Porque por se ter sobrevivido sozinho às dores, na visão do betão que em camadas distintas em cada ainda cobre – a resiliência, espanto meu, se acham eleitos, por isso escolhem a vaidade, por também julgarem que as suas dores são maiores que as dos outros, como se fossem possível quantificar dores, então foram os maiores e assim reclamam a atenção e servidão dos outros e assim excluem e não se olham também nas dores dos outros, nem nas que dão. Está à vista o caos da arrogância dos narcisistas da eleição na dita terra sagrada,...de ninguém. Não há santos nem, demónios, nem eleitos, nem escravos. E nem vêem que fazem igual ao que lhes fizeram! Até que o amor se derrame. O poder, todos os poderes, hoje põem em causa a expansão da vida. Esta sobrevive sempre. A luta pela sobrevivência da vida assim o exige, nem que seja pela exterminação desta espécie predadora.
Tenho de calar-me. A leitura do texto de hoje fez soltar-me um grito. Tenho de calar-me porque o meu grito é sem fim.
W.

juliana disse...

professor, sou sua fã há anos, desde o tempo em que os meus amigos ainda andavam a curtir a adolescência e eu já preferia ouvi-lo falar destes estranhos amores...talvez por isso já esteja cansada deles todos, dos amores...senti-os muito antes de os viver, se é que isso é possível, então não tenho paciência para esperar que cheguem, estou sempre um passo à frente dos outros....e isso também cansa. Bem, depois do desabafo, parabéns pelo poema e estou viciada no seu blog, obrigada por existir...

W disse...

Informação:
Os textos assinados por "W" não são pertença de "W" mas este "W" possui a identidade de "W".

juliana disse...

a menina diz:
que bom seria se todos os machos pudessem ter um pouco de feminino sem perder a testosterona que tanto as meninas gostam...quem inventou os sentimentos? Devia estar doido....pensou assim, ok vamos lá animar a malta, que andar só a caçar e catar piolhos não dá, e pumba, deu-nos esta coisa incontrolável sem explicar como funciona, e nós lá vamos, pagando preços demasiadas vezes, ou não.....e quando achamos que já aprendemos tudo (??)lá vem mais uma situação nova e ficamos como o w, meio baralhado...para quando um bálsamo?

Cláudia disse...

Boa noite a todos...

o poema é grandioso, sem dúvida.
Mas ao lê-lo com atenção surgiu-me uma dúvida inquietante. O que é que está no espaço branco que cabe entre as linhas?

Qual é a emoção dominante? Amor? Egoísmo? Ou apenas uma conformada tristeza?

W disse...

Mais Ruy Belo:
---------------------------------
Uma forma de me despedir

Há o mar há a mulher
quer um quer outro me chegam em acessíveis baías
abertas talvez no adro amplo das tardes dos domingos
Oiço chamar mas não de uma forma qualquer
chamar mas de uma certa maneira
talvez um apelo ou uma presença ou um sofrimento
Ora eu que no fundo
apesar das muitas palavras vindas nas muitas páginas dos dicionários
bem vistas as coisas disponho somente de duas palavras
desde a primeira manhã do mundo
para nomear só duas coisas
apenas preciso de as atribuir
Não sei se gosto mais do mar
se gosto mais da mulher
Sei que gosto do mar sei que gosto da mulher
e quando digo o mar a mulher
não digo mar ou mulher só por dizer
Ao dizer o mar a mulher
há penso eu um certo tom na minha voz sinto um certo travo na boca
que mostram que mais do que palavras usadas para falar
dizer como eu digo a mulher o mar
mar mulher assim ditos
são uma maneira talvez de gostar
e a consciência de que se gosta
e um prazer em o dizer
um gosto afinal em gostar
Enfim o mar a mulher
pode num dos casos ser a/mar a mulher
mera forma talvez de uniformizar o artigo
definido do singular
Há ondas no mar
o mar rebenta em ondas espraiadas nos compridos cabelos da mulher
que ela faz ondular melhor de tarde em tarde
no mês de setembro nas marés vivas
O melhor da mulher talvez o olhar
é para mim o mar da mulher
e à mulher que um só dia encontro na vida
de passagem um simples momento num sítio qualquer
talvez a muitos quilómetros do mar
mas mulher que não mais consigo esquecer
mesmo imerso na dor ou submerso em cuidados
a essa mulher qualquer
eu chamo mulher do mar
Nos fins de setembro quando eu partir
de uma cidade seja ela qual for
quando eu pressentir que alguém morre
que alguma coisa fica para sempre nos dias
e ou nuns olhos ou numa água
num pouco de água ou em muita água
onda do mar lágrima ou brilho do olhar
eu recear seriamente vir-me a submergir
direi alto ou baixo conforme puder
com a boca toda ou já a custar-me a engolir
as palavras mar ou mulher
com certo vagar e cada vez mais devagar
mulher mar
depois quase já só a pensar
o mar a mulher
Não sei mas será
talvez mais que outra coisa qualquer
uma forma de me despedir

Ruy Belo
In “Toda a Terra”

juliana disse...

a mim pareceu-me egoísmo, incapacidade de amar, como se estivesse triste por gostar dela, ou com algum sentimento de culpa...será?

W disse...

"W" is a girl.

juliana disse...

olá w....perdão.
percebo o teu cansaço, perfeitamente. e ao chegar à casa dos 30, às vezes sinto-me uma verdadeira et...acho que os homens ainda não se aperceberam que têm de subir um degrau na qualidade dos relacionamentos, a todos os níveis. deviam revoltar-se todos e decidirem que querem sentir como as mulheres, de corpo e alma. Sim, porque nós agora já sentimos de corpo e alma, ou pelo menos já descobrimos que temos esse direito. em vez de lutarem por dinheiro, lutarem por ser interessantes e disponibilizarem-se para a entrega total....ai, estou muito descrente ou serei muito critica, não sei. sei que olho à minha volta e vejo muita parra e pouca uva....

Andreia disse...

w. said (9h19)
Obrigada pelo poema. Gostei muito. A poesia de Ruy Belo toca-me de forma muito particular. Leram o seu prefácio na "Cidadela"? Lindo...

IO disse...

E mais música, como este 'she'!! - abraço, IO.

henrique doria disse...

Não, Dr. Júlio. Creio que o Rui Belo falava da insuficiência do que o próprio amor pode dar.

cris disse...

Boa noite maralhal!
Não fossem os "gestos domésticos" tão típicos de uma certa divisão sexual do trabalho, e este seria um poema imaculado. Assim, pois, é 1 poema bonito com um senão. A menos q o contornemos e o façamos corresponder a um momento passado, a um amor antigo, à ternura de um casal de avós apaixonados/as.

Cláudia disse...

Pois é caro Portocroft...

o que seria de vocês sem todas as "shes" deste mundo, não é verdade?

Bem merecemos ouvir com o volume MUITO ALTO esta linda homenagem que o Sr. Elvis Costelo nos resolveu fazer. ;)))))

PortoCroft disse...

Cláudia,

Tem toda a razão.

Só as dispensamos ao volante. ;)))))))

PortoCroft disse...

Cláudia,

Convém esclarecer que, esta música, o "She", foi escrita (e também é cantada) pelo Charles Aznavour e, no original, chama-se: "Tous Les Visages de L'Amour".;)

Cláudia disse...

Portocroft,

não generalize e não diga que nos dispensa ao volante antes de dar uma volta comigo de carro. ;)))

A minha mãe por acaso até gosta mais da versão do Sr. Aznavour (veio ao pé de mim perguntar se também se podia ouvir aqui), mas eu continuo a preferir esta.

Mas obrigada pelo esclarecimento à mesma. :)

PortoCroft disse...

Cláudia,

Não generalizo. Opino. Mas, claro que, após uma volta de carro consigo, se ainda tiver estômago para isso, sou perfeitamente capaz de mudar de opinião.;)))))

Com permissão do Prof., já coloco a versão do Charles Aznavour...a cantar em Inglês. Ainda não consegui a versão original de 1975.

Fica aí a letra da versão original:

Tous les visages de l'amour
Paroles et Musique: Charles Aznavour


Toi, par tes mille et un attraits
Je ne sais jamais qui tu es
Tu changes si souvent de visage et d'aspect
Toi quelque soit ton âge et ton nom
Tu es un ange ou le démon
Quand pour moi tu prends tour à tour
Tous les visages de l'amour

Toi, si Dieu ne t'avait modelé
Il m'aurait fallu te créer
Pour donner à ma vie sa raison d'exister
Toi qui est ma joie et mon tourment
Tantôt femme et tantôt enfant
Tu offres à mon cœur chaque jour
Tous les visages de l'amour

Moi, je suis le feu qui grandit ou qui meure
Je suis le vent qui rugit ou qui pleure
Je suis la force ou la faiblesse
Moi, je pourrais défier le ciel et l'enfer
Je pourrais dompter la terre et la mer
Et réinventer la jeunesse

Toi, viens fais moi ce que tu veux
Un homme heureux ou malheureux
Un mot de toi je suis poussière ou je suis Dieu
Toi, sois mon espoir, sois mon destin
J'ai si peur de mes lendemains
Montre à mon âme sans secours
Tous les visages de l'amour
Toi ! tous les visages de l'amour.

Cláudia disse...

Portocroft,

então temos que combinar isso um dia destes para lhe garantir que fica com o estômago e tudo o resto exactamente como antes de entrar no carro... ;))))))

Por acaso a versão a que a minha mãe se referia era precisamente a cantada em inglês. Obrigada pela letra. :))

PortoCroft disse...

Cláudia,

Tudo também não. Faça-me, ao menos, mudar de opinião. ;)))

Cláudia disse...

Portocroft,

;)))))))))

Que rapidez! A minha mãe agradece. Já não ouvia há muitos anos.

PortoCroft disse...

Cláudia,

Disponha. ;)


Caro Prof. m8,

é das tuas mãos que saem alguns destes ruídos domésticos

Que outra coisa esperar, enquanto vimos o telejornal? ;)))))

Ritinha disse...

Bem eu vim cá responder ao anúncio. Ups!!! Enganei-me!!! Estava a ler estes comments (palavra que alguns não tive estômago, são demasiado sucintos, outros, assemelham-se às palestras dos amigos do meu avôzinho, durante as tardes na salita do lar) e pensei estar a ler a coluna do "procura-se companheiro" da revista Manel, mas...devo-me ter enganado na revista.

avôzinho disse...

Deixa-te estar aqui perdoa que o tempo te fique na face na forma de rugas
perdoa pagares tão alto preço por estares aqui
perdoa eu revelar que há muito pagas tão alto preço por estar aqui
prossegue nos gestos não pares procura permanecer sempre presente
deixa docemente desvanecerem-se um por um os dias
... ... ... ...

Tangas disse...

ó senhor júlio machado vaz: nós, no Tangas, vamos reunir-nos em plenário espontâneo e apreciar em comunidade o seu último post, sendo que já estamos na disposição de o desancar se a coisa for de facto muy macha. sendo também que, como já desenhava a senhora brétecher há uns anitos, traçar a perna, ler o jornal e beber uma bejeca à frente da têvê enquanto a namorada faz o jantarinho e dispõe amorosamente as rosas sobre a mesa, não é um exclusivo macho, não senhor. sendo ainda que muitas senhoras apreciam esse tipo de afirmação e até deitam mão ao cachimbo de preciso for, mas nós, lá no Tangas, temos alguns pruridos nessa área que já de pequeninas ferviam os tabefes maternos à conta do pano do pó abandonado no sofá, preterido pelo joo da bola, muito mais importante, claro está. mal acabe a reunião espontânea volto por cá.

Anónimo disse...

I love your blog! You did an excellent job! I have a blog on xbox360 exposed if you would like to come and comment on it!

ritinha disse...

avôzinho, já ouviu falar na cirurgia estética? Não!? Está perdoado.

Anónimo disse...

Amazing job on your Blog! I'll definatly be coming back. If you're interested, check out my PS3 vs XBOX360 blog that shows unveils all th secrets there are to know between these two mecca systems.

Bastos disse...

Começou-se lá em cima a falar de caipirinhas e logo o pessoal se descontraiu, sim senhora, eu quero a minha com abacaxi e banana, e força nessa cachaça!

Débora disse...

Prof. JMV,

Cansado? Em férias?)))) Deprimido segundo o Noiseformind? Espero que não – se for o caso, que tal a receita que prescreve aos seus pacientes?

“E um leve odor a auto-complacência macha...:). Ou não? Que dizem as meninas?”

Eu penso que é antes auto-consciência. A angústia de se saber …”ser só isto…” em função da presença dela, e de tudo o que lhe está implícito.
Ruídos domésticos? Bom, pelo menos confessa … por que será que a maioria dos ruídos domésticos são produzidos por mulheres, mesmo quando há machos em casa? Isto já é fugir ao âmbito do poema, eu sei)))

Bom descanso!
Débora

notanymore disse...

não há nada para pensar quando com este poema só se deve sentir...

Mário Santos disse...

Juliana,

De facto, quando nós homens dermos um salto na qualidade dos relacionamentos vamo-nos aperceber o que temos andado a perder. Afinal, não iremos perder nada da testosterona e iremos ganhar um mundo novo. Enfim...

PARTILHAS disse...

Bom dia Professor,
Confesso a minha ignorância...

Quando li o poema, li-o como se fosse escrito por uma mulher... o "Tu" era homem...
Não lhe vejo nada de Machista...
Parece-me que depende de quem lê... e como lê!

juliana disse...

bom dia a todos!

Mário: É, há um mundo por descobrir ainda...

Professor: então, ateia o fogo e depois nem mais uma palavrinha??? ou o cansaço é mesmo destas nossas divagações??

juliana disse...

esqueci-me de dizer....adoro a musica "she", é um verdadeiro hino ao amor....e adoro a última cena do noting hill...

Tão só, um pai disse...

O envelhecimento também se pode fazer de outras cumplicidades, outras formas de ternura e solidariedade. Complacência macha, uma ova. Ternura e medo da solidão.

Mar disse...

Olá a todos,
O poema é lindo!!! Estão sub-entendidos um conjunto de emoções/ sentimentos, com os quais me identifico :-)! É um hino à auto-consciência de cada um de nós!

Prof. está em introspecção???
1 Xi

PS: e não tem nada de machismo antes pelo contrário....

Julio Machado Vaz disse...

Débora,
Se não escrevo os livros em férias, quando os escrevo?:)

lobices disse...

...GOOD MORNINGGGGGGGGGGGGGGGGG
...maralhallllllllllllll
...
...isso Prof... toca a escrever em férias; porque no trabalho não há tempo para tal...
...mas
...não deixe de nos deliciar com as suas ruminações por estas bandas
...abraço

salomé disse...

Olá e muito bom dia a todos!

JMV,
Como dizia a Débora: em férias e cansado?! hum...

Quanto ao poema, vejo-lhe grandiosidade na simplicidade com que e no que as palavras flúem. O sentimento que o impulsiona? Não vejo complacência. Talvez seja essa a mensagem que queria passar a quem pede para se deixar ficar com ele. Pede-lhe que esqueça e subvalorize o peso do tempo na sua face e os ruídos domésticos. “Não te sintas só, subjugada, banal... afinal, até o teu cuidar doméstico é muito mais que isso! Continua... limpa-me a casa enquanto experimento o sofá”

“Perdoa... perdoa tudo para que não dixes de querer estar aqui. Porque eu preciso-te!”

Complacência?! Não. Não só. Dependência. Amor, sem dúvida amor, mas sobretudo egoísmo e receio de que ela (depreendo) descubra realmente que é muito mais do que isto e queira mais do que isto.

Ps: esta visão pode muito bem ter sido influenciada pelo último parágrafo do post. E mais ainda porque, como dizia sad : “É preciso "conhecer" Ruy Belo para o "sermos". E eu descobri-o há pouco pelas mãos da nossa querida Elisa.

ritinha disse...

Uauuuuuuu!!! Isto é que é um som!!!
Já disse que gosto deste blog?? Também gosto de pessoas com sentido de humor.
Espero que o avôzinho me tenha perdoado.

Lúcia disse...

"Um dia ele chegou tão diferente
do seu jeito de sempre chegar.
Olhou-a de um jeito muito mais quente
do que sempre costumava olhar.

E não maldisse a vida tanto
quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto
P'ra seu grande espanto
convidou-a p'ra rodar.

E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços
como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça
E começaram a se abraçar

E aí dançaram tanta dança
que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos loucos
Como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz"
Chico Buarque - Valsinha

Pois é, isto dos relacionamentos é uma coisa do diabo... o papel de cada um, a mentalidade, a educação... o amor... a desilusão... o aguentar... om esperar que chegue o dia e ela não fique só num canto... a paciência...
a beleza...
Bom dia a todos

Mar disse...

Então boa escrita e excelentes inspirações:-))! continue a deliciar-nos e a partilhar connosco as suas "ruminações"!!
Atenção ao cansaço.... nada de exageros!!;-))

...jinhos e ...braços

Anónimo disse...

Obrigada Júlio.
Eu sei que tu sabes.



O silêncio...

Rui disse...

Imagino o Ruy Belo (cujos longos poemas são como o mar a banhar o nosso ser e os horizontes do nosso olhar) a escrever isto depois de uma explosão de impaciência da mulher:
"És um inútil, não sabes fazer nada de jeito, pões-te pr'aí com essas escritas e eu que me amanhe, a ter que sustentar e a manter a casa, sem ajuda nenhuma tua, estou farta...".
Há aqui, da parte do Ruy Belo, uma espécie de acto de contrição por reconhecer alguma razão nela? E de auto-complacência por não mostrar intenções de mudar de atitude? À mulher é que é pedido para não se libertar de uma situação aparentemente sufocante e injusta, é-lhe pedido para se deixar ficar...
O livro de onde é tirado este poema, Toda a Terra, é de 1976, dois anos depois do 25 de Abril. Poderá isto ter algo a ver com este desgosto do poeta consigo próprio?

Patrícia Carreiros disse...

Pablo Neruda é muito bom e não se compara com qlq outro, lamento que alguem aqui o tenha feito, ainda mais tendo em linha de conta o tema do poema de Ruy Belo, eu não conheço nenhum do Neruda com a mesma tematica, acho que foi uma comparação pobre...quanto a "auto-complacência macha" só me ocorre dizer - lamento, lamento muito...- mas lamento porque a minha verdade me diz que ha melhores formas de viver o amor do que aquela que o poeta descreve. mas esta é a minha verdade, se gente ha que vive assim e é feliz o que vamos fazer?

Patrícia Carreiros disse...

Para alem de que o mais importante no poema nem sequer é o machismo, é qualquer forma de tomar o outro como seguro, quase como animal doméstico que não sai dali nunca. esse sentimento de posse pode ser revelado por via machista ou não. o espaço, a vida, a personalidade do outro deve ser tida em conta e ninguem lá esta garantidamente para sempre. eu quando comecei a ler o poema não vi nele o sintoma machista entre dois amantes, mas sim um filho que fala da mãe, e a culpa de muitos comportamentos do tipo machista é das mães dos meninos.

W disse...

"...Poeta e ensaísta português, natural de São João da Ribeira, Rio Maior. Licenciado em Filologia Românica e em Direito pela Universidade de Lisboa, obteve o grau de doutor em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma, com uma tese intitulada «Ficção Literária e Censura Eclesiástica». Exerceu, ainda que brevemente, um cargo de director-adjunto no então ministério da Educação Nacional, mas o seu relacionamento com opositores ao regime da época, a participação na greve académica de 1962 e a sua candidatura a deputado, em 1969, pelas listas da Comissão Eleitural de Unidade Democrática, levaram a que as suas actividades fossem vigiadas e condicionadas. Ocupou, ainda, um lugar de leitor de Português na Universidade de Madrid (1971-1977). Regressado, então, a Portugal, foi-lhe recusada a possibilidade de leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa, dando aulas na Escola Técnica do Cacém, no ensino nocturno. Em 1991 foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'iago da Espada.
Tendo sido, na sua passagem pela imprensa, director literário da Editorial Aster e chefe de redacção da revista Rumo, os seus primeiros livros de poesia foram Aquele Grande Rio Eufrates (1961) e O Problema da Habitação (1962). Às colectâneas de ensaios Poesia Nova (1961) e Na Senda da Poesia (1969), seguiram-se obras cuja temática se prende ao religioso e ao metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. É o caso de Boca Bilingue (1966), Homem de Palavras(s) (1969), País Possível (1973, antologia), Transporte no Tempo (1973), A Margem da Alegria (1974), Toda a Terra (1976) e Despeço-me da Terra da Alegria (1977). O versilibrismo dos seus poemas conjuga-se com um domínio das técnicas poéticas tradicionais. A sua obra, organizada em três volumes sob o título Obra Poética de Ruy Belo, em 1981, foi, entretanto, alvo de revisitação crítica, sendo considerada uma das obras cimeiras, apesar da brevidade da vida do poeta, da poesia portuguesa contemporânea.
Apesar do curto período de actividade literária, Ruy Belo tornou-se um dos maiores poetas portugueses da segunda metade deste século, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes. Destacou-se ainda pela tradução de autores como Antoine de Saint-Exupéry, Montesquieu, Jorge Luís Borges e Federico García Lorca..."

W. (from his bio)

W disse...

mais Ruy Belo (Contigo aprendi coisas simples):
----------------------
Contigo aprendi coisas tão simples como
a forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor
e me sentia só e no cabo do mundo
Contigo fui cruel no dia a dia
mais que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do te dou
este molhado olhar de homem que morre
e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente

W.

W disse...

«Escrevo como vivo, como amo, destruindo-me. Suicido-me nas palavras.»
Ruy Belo

W

W disse...

TO HELENA
Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente
A maneira mais triste de se estar contente
a de estar mais sozinho em meio de mais gente
de mais tarde saber alguma coisa antecipadamente
Emotiva atitude de quem age friamente
inalterável forma de se ser sempre diferente
maneira mais complexa de viver mais simplesmente
de ser-se o mesmo sempre e ser surpreendente
de estar num sítio tanto mais se mais ausente
e mais ausente estar se mais presente
de mais perto se estar se mais distante
de sentir mais o frio em tempo quente
O modo mais saudável de se estar doente
de se ser verdadeiro e revelar-se que se mente
de mentir muito verdadeiramente
de dizer a verdade falsamente
de se mostrar profundo superficialmente
de ser-se o mais real sendo aparente
de menos agredir mais agressivamente
de ser-se singular se mais corrente
e mais contraditório quanto mais coerente
A via enviesada para ir-se em frente
a treda actuação de quem actua lealmente
e é tão impassível como comovente
O modo mais precário de ser mais permanente
de tentar tanto mais quanto menos se tente
de ser pacífico e ao mesmo tempo combatente
de estar mais no passado se mais no presente
de não se ter ninguém e ter em cada homem um parente
de ser tão insensível como quem mais sente
de melhor se curvar se altivamente
de perder a cabeça mas serenamente
de tudo perdoar e todos justiçar dente por dente
de tanto desistir e de ser tão constante
de articular melhor sendo menos fluente
e fazer maior mal quando se está mais inocente
É sob aspecto frágil revelar-se resistente
é para interessar-se ser indiferente
Quando helena recusa é que consente
se tão pouco perdoa é por ser indulgente
baixa os olhos se quer ser insolente
Ninguém é tão inconscientemente consciente
tão inconsequentemente consequente
Se em tantos dons abunda é por ser indigente
e só convence assim por não ser muito convincente
e melhor fundamenta o mais insubsistente
Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente
O mar a terra o fumo a pedra simultaneamente



Ruy Belo, Transporte no Tempo
Lisboa, Editorial Presença, 1997 (4 ª ed.)

W

noiseformind disse...

Patrícia Carreiros, eu como fã indefectível de Pablo Neruda apresento-te aqui:



Vienes de la pobreza de las casas del Sur,
de las regiones duras con frío y terremoto
que cuando hasta sus dioses rodaron a la muerte
nos dieron la lección de la vida en la greda.

Eres un caballito de greda negra, un beso
de barro oscuro, amor, amapola de greda,
paloma del crepúsculo que voló en los caminos,
alcancía con lágrimas de nuestra pobre infancia.

Muchacha, has conservado tu corazón de pobre,
tus pies de pobre acostumbrados a las piedras,
tu boca que no siempre tuvo pan o delicia.

Eres del pobre Sur, de donde viene mi alma:
en su cielo tu madre sigue lavando ropa
con mi madre. Por eso te escogí, compañera.



Portanto para não continuares "poetryless" que é tipo homeless mas em poesia faz como a Zsazsa e descobre www.poesi.as. Não tens nada de agradecer, não ajudo só as mulheres com quem tenho perspectivas de dar uma queca, as andrajosas tb devem ser bem-tratadas, assim como as velhinhas, as ceguinhas e as mancas ; ))))))))))))))))

No entanto, estou a 10000000000000000000% de acordo contigo na segunda parte, tirando talvez menos força à ideia das "outras verdades" serem assim tão facilmente validadas. Se por cada pessoa que nos diz que é feliz no consultório um miúdo fosse violado na Casa Pia, aquilo era o antro de uma gigantesca rede pedófila...; )))))))))))))) e é!!!!!!!!! looooooool

Débora,

Eu, diagnosticar o Éme??? O homem é tão saudável!!! Ok, vamos lá ser sinceros com a má-lingua. Não consigo tracear ao homem nenhuma companhia gajistica recente ou distante, o que me faz pensar em bonomioso idílio burguês ou em sórdida Sadiana (de Sade) orgíaca vida íntima e portanto, ainda mais motivada a estar tranquila e longe dos holofotes públicos. Não aparece a foto dele em nenhuma revista do jet-set nem do jet-eight ao lado de palpitante jovem ou arcaica companhia feminina e acho isso um desplante. Isso não me preocupa, mas claro, é uma curiosidade. Normalmente sendo a nossa ocupação o sexo é natural que pratiquemos com particular requinte e portanto não é suposto ficarmos muito tempo presos à parte teórica da nossa área. Imagino-o, pose de uma qualquer estátua de Rodin, mas com a mão lassamente pousada no membro a questionar "Será isto, será incerto, deserto?" ; )))))))

; ))))))))))))))))

Bastos,

BEBES POUCO!!!!!!!!!!!!! ; ))))))))))))

Zsazz,

Que é que vamos fazer? Perdeu-se lá por Cantelães em atmosfera invernosa, em antecipada "velhice do pai eterno"

yulunga disse...

Dr. Murcon
Além de sapeca é mau.
Que mentiras tão grandes, Jesus!
Vou pegar nesta "Deixa-te estar aqui perdoa que o tempo te fique na face na forma de rugas" e contar-lhe um laracha.

Uma senhora foi ter com a filha para lhe pedir ajuda sobre como voltar a despertar o interesse no marido.
A filha disse-lhe: Mãe, ouse um pouco. Hoje espere pelo pai toda nua e fale-lhe num tom baixo e arrastado e meigo, diga-lhe vem comigo querido vesti o fato do amor só para ti, preciso de ti.
A senhora toda entusiasmada assim o fez.
Quando o marido chegou a casa a senhora nem teve tempo de abrir a boca. Diz-lhe o marido: Tu estás louca? O que é esse disparate?
Responde-lhe ela naquele tom baixo arrastado e meigo: É o fato do amor. Vesti-o para te agradar. Vamos para o quarto.
Ao que ele respondeu: Se isso é o fato do amor ao menos podias tê-lo passado a ferro antes de o vestires.

noiseformind disse...

Yullie,

Não podemos tar sempre a dizer que os homens são predominantemente visuais e depois meter-lhes material em avançado estado de putrefação erótica À frente. Quando muito a mulher podia-lhe ter oferecido sexo com 3 prosttituas brasileiras depois de estar com ela. O truque da cenoura mas neste casos com 3 cenouras e ter de comer um nabo podre para aceder às cenouras ; ))))))))))))

não te parece mais ajuizado? ;)

noiseformind disse...

Já agora, uma mensagem do APOIO TECNICO DO SOM DO MURCON!!!!!!!!

Muitas vezes o applet não carrega no Firefox ou no Netscape. Mas desde que o servidor não esteja em baixo podem ouvir na mesma em Internet Explorer pessoal ; ))))))

Laura disse...

ò Júlio

Eu sei que tu sabes que eu estou aí, entãao não me vês? não sei como te aturo, tu qu és um grande machista.
Da Laura, Laurinha para ti

yulunga disse...

Noisie
Acho que para 27 anos e já teres esse pensamento de trocar uma de 60 por 3 de 20, vais mal.
Quando chegares a essa idade, e por esta ordem de ideias, terás engenho e arte para levar com um liceu inteiro em substituição da de 60?
Se assim fôr, volto a inscrever-me no liceu e chumbo, chumbo, chumbo.

noiseformind disse...

Chumbas... chumbas... chumbas... mmm... com tanto chumbo não podias ser penetrada Yullie (pelo raio-X entenda-se, pelo raio-X ; )))))) )

Por motivos tecnicos só posso ter intercourse com seres humanos feminoides com menos de 26 anos, lamento. É uma coisa que envolve nervos, orgasmos e tê-los sem genitália À boa moda dos filmes de ficção científica ; )))))))))))))))

quem é que disse que um dedo e uma orelha não podem ser numa dimensão energética paralela um pénis e uma vagina (ou um traseiro). Mas apoio todos os outros seres humanos que vivem com os seus iguais etários, e até defendo que continuem assim, não somos todos iguais nem nascemos todos para o mesmo, não é? ; )))))))))))))

yulunga disse...

Noisie
Não fiques nervoso ;-)

Nascemos todos para o mesmo de certeza absoluta

noiseformind disse...

Yullie,

Quando olho para a foto da capa da Tv Sete Dias com o JCB fico a pensar... será que nascemos todos para o mesmo ou há uma road less traveled? : ))))))))))))))))

noiseformind disse...

Pronto... vou aproveitar que ninguém está a ver e antes de bazar da praia... LORD OF THE NUMBER

yulunga disse...

Noisie
Tv Sete Dias, não sei o que é. JCB? Também não estou a ver.

Lúcia disse...

Ò noise:
Tens uma horta?
Interessante diálogo com a Yulunga...
Bem, quem for pouco ousado, depois das tuas dicas, só não faz mais porque não quer.
E já que se fala em Neruda, aí vai uma pérola magnífica:
"Plena mujer, manzana carnal, luna caliente,
espeso aroma de algas, lodo y luz machacados,
qué oscura claridad se abre entre tus columnas?
Qué antiga noche el hombre toca com sus sentidos?

Ay, amar es un viaje com agua y con estrellas,
com aire ahogado y bruscas tempesatdes de harina:
amar es un combate de rélampagos
y dos cuerpos por una sola miel derrotados.
...


Que é que querem? Hoje só me puxa p'ró amor.

Noise: vai sugerindo, que a gente vai aprendendo.
COM AS SUGESTÕES DO NOISE
MAIS GENTE CONTENTE,
MENOS GENTE DOENTE.

PortoCroft disse...

Noisy,

Escrevo-te este comentário através dum navegador Netscape v.8.0.2 (baseado no Firefox) e estou a ouvir o Charles Aznavour. ;)

No Firefox 1.0.6, na verdade o "flash clip" sai da página. Não está a aceitar a "tag embed". Daí o não ouvires musica. O Som do Murcon foi concebido para ser ouvido na página do Murcon e não para navegar pela net ao Som do Murcon. ;))) O problema é do navegador, não do "flash clip" mas, é provável que nas novas versões corrijam isso. ;)

yulunga disse...

Lúcia
Achaste mesmo interessante?
Não acho nada que tenha sido. Eu e o BOM-doso apenas trocamos galhardetes a grande parte das vezes sem conteudo algum.

Porty (Isto cheira-me a trio maravilha) ;-)
Então e o separador?

dreamer disse...

Well, this girl thinks like Bernard Shaw:

"It is a curious sensation: the sort of pain that goes mercifully beyond our powers of feeling. When your heart is broken, your boats are burned: nothing matters any more. It is the end of happiness and the beginning of peace."


Doesn´t peace make you smile when you feel tired?
;))

By the way, can Porty put the song "dreaming again" by Jim Croce on your Sound of Murcon play list? ;)
Thank you
See you later :))

yulunga disse...

Falando verdade, verdadinha aqui a menina diz que gostou do poema. Haja alguém que nos sirva, que nos preste alguma vassalagem, que faça por nos agradar.
Modernamente falando diria, divisão de tarefas.

Débora disse...

Prof. JMV,

Escreva nas férias, claro, ou quando estiver inspirado.
Mas quem escreve porque tem necessidade de escrever, tem que o fazer sempre que a inspiração surge e isso, não está limitado às férias. Pode é ir tomando notas, para depois explanar … Mas assim, de facto, as férias ficam curtas …
Não se pode ter tudo – ter férias e escrever o que a imaginação dita – estamos sempre a optar, não é?

Abraço e aproveite.
Débora

PortoCroft disse...

Yulunga,

Separa.;)


Dreamer,

On your dreams.;)

Débora disse...

Noiseformind,

Não consigo ler os seus comentários sem um sorriso)))
É tão mauzinho …
Porque haveria o Prof. JMV de andar nas bocas do mundo, nas revistas do jet-set? Acho muito bem que se recate – esses media são uns devassos, querem saber a vida dos outros, quando não sabem presumem, inventam, etc. com todos os inconvenientes que daí advêm para o próprio.
Ser figura pública deve ser muito complicado de gerir.
Já agora, porque lhe interessa a vida íntima do Professor? Mau. Mau …

Débora

yulunga disse...

Porty ;-)

Não consigo.

PortoCroft disse...

Yulunga,

Para quê tanta ceremónia? Para quê me renegares? ;)))))))))))))))))))

yulunga disse...

Débora, mauzinho?
Muito BOM, de escrita - Viva, inteligente, sarcástica, provocadora. Resumindo: Tesuda q.b.

yulunga disse...

Porty
Vou aprender a cerimónia do chá. Servir-te-ei um com a mestria necessária.

PortoCroft disse...

Yulunga,

Será pedir muito que aprendas antes a tirar uma Imperial? ;) Dava-me mais jeito. ;)))))))

yulunga disse...

Porty
Também sei tirar e na perfeição

yulunga disse...

Porty
E antes que digas que sou perfeita, digo-te já que não sei trocar lâmpadas fluorescentes

PortoCroft disse...

Yulunga,

Não faz mal minha filha. Sei que tens todas as qualidades dum perfeito arrancador. ;)))))))

yulunga disse...

LOL
Além de charmoso és um pinga-amor do pior

yulunga disse...

Oh Porty
E se abrisses de novo o teu blog a comentários para estes nossos rituais de acasalamento?`
O Dr. Murcon, bem... Safa-te a qualidade do som

PortoCroft disse...

Yulunga, ;)

Só falo a verdade. Podes não dar à luz mas lá que (me) tentas, tentas. ;)))

yulunga disse...

Porty
Fala lá do poema do Ruy.
Parece-te bem?

yulunga disse...

Porty
Essa do não dar à luz, quase que me obriga a ir procurar uma imagem de Drag Queen ;-)
Julgas que não tenho mais que fazer?

PortoCroft disse...

Yulunga,

Nem bem nem mal. Sabe-se lá se o Benfica estaria a perder no momento em que o escreveu e daí o estado de alma? ;))))))))))))

PortoCroft disse...

Yulunga,

Mas gosto muito da poesia do Ruy Belo. A poesia mais bela é aquela que, de tal forma cheia de significados, significa coisas diversas para leitores diferentes.

Quando for crescido quero saber escrever assim. ;)

yulunga disse...

Porty
Lá no fundo, bem lá no fundo serão os homens assim tão carentes de nós? Uma carência sempre assumida em silêncio.

Anónimo disse...

Comodismo rotina e puro egoísmo.

PortoCroft disse...

Yulunga,

Da mesma forma que as mulheres são carentes dos homens. Fala com o Newton. Ele saberá te explicar isso muito melhor. ;)))))

yulunga disse...

Porty
Porque a silenciam?

PortoCroft disse...

Yulunga,

Isso já é do departamento do Prof. m8. ;)))))))

Acho que se resume tudo a constrangimentos sociais. Digo eu de que...;))))))))

yulunga disse...

Porty
Ao fim de alguns meses a ler sem entender, m8 é o quê?

PortoCroft disse...

Yulunga,;))))

m8 = M eight = mate ;))))

yulunga disse...

Por mim vou continuar com o Dr. Murcon.

Anónimo disse...

I love your blog! You did an excellent job! I have a blog on corvette parts if you would like to come and comment on it!

PortoCroft disse...

Yulunga,

Dr. Murcon
© Copyright Yulunga 2005

yulunga disse...

Porty
Ganda malha, essa.
Gostei!

Anónimo disse...

Awesome Blog! I added you to my bookmarks. Feel free to check out my blog on making money from home anytime!

PortoCroft disse...

anonymous,

Don't be a nuisance. Drop it Here. ;))))))

yulunga disse...

Sayonara maralhal.
Boas blogadas

dreamer disse...

Porty

I'm a dreamer, you know ;))
Don't you like that music
"Dreaming again?
or this other one:
"These dreams"
by Jim Croce?

From the album "Life and Times"
Dreaming again

Don't you know I had a dream last night
That you were here with me
Lyin' by my side so soft and warm
And we talked a while
And shared a smile
And then we shared the dawn
But when I woke up
Oh my dream it was gone

Don't you know I had a dream last night
And you were here with me
Lyin' by my side so soft and warm
And you said you'd thought it over
You said you were coming home
But when I woke up
Oh my dream it was gone

I'm not the same
Can you blame me
Is it hard to understand
I can't forget
You can't change me
I am not that kind of man

Don't you know I had a dream last night
And ev'rything was still
And you were by my side so soft and warm
And I dreamed that we were lovers
In the lemon scented rain
But when I woke up
Oh I found that again, I had been
Dreamin', dreamin' again
I had been dreamin', dreamin' again




From the album "Life and Time"
These dreams

Once we were lovers
But somehow things have changed
Now we're just lonely people
Trying to forget each other's names
Now we're just lonely people
Trying to forget each other's names

What came between us?
Maybe we were just too young to know
But now and then
I feel the same,
And sometimes at night I think
I hear you calling my name
Mm, mm, mm, these dreams
They keep me going these days

Once we were lovers
But that was long ago
We lived together then
And now we do not even say hello
We lived together then
And now we do not even say hello




Do I have to hear these songs only on my dreams or will you be so nice to let me listen to them here?
You know, you once taught me how to do these bolds :))))
But now, unfortunately, I can't say hello to you on your blog anymore :(
Until when?
Sleep tight and sweet dreams to you all
;))

Fly_Away disse...

Também estou cansada!

escrevinhador disse...

Eu diria tratar-se de uma contemplação «à la trovadores», versão pós-moderna

escrevinhador disse...

Ou, em versão prosaicamente repetida: «sem ti não sei quem sou»

PortoCroft disse...

dreamer,

I'll give it a thought. ;)

dreamer disse...

Porty

Don´t think twice ;))


In the meantime I´ll be dreaming about this one too :)))

Blossom
by James Taylor

Blossom, smile some sunshine down my way
Lately, I’ve been lonesome
Blossom, it’s been much too long a day
Seems my dreams have frozen
Melt my cares away

Send the sunshine down my way whenever you call my name
I know what you mean to say to me, girl, it’s all the same

Blossom, there’s any empty road behind
Sit you down beside me
Blossom, there’s a sweet dream on my mind
There’s a song inside me
Take these chains away

Now, send the sunshine down my way whenever you call my name
I know what you mean to say to me, girl, it’s all the same

Blossom, smile some sunshine down my way
Lately, I’ve been lonesome
Blossom, it’s been much too long a day
Seems my dreams have frozen
Melt my cares away


See you :))))
and...
thank you ;)))))))))))))))))))))))

Anónimo disse...

Porty

Once upon a time I had a "godfather" remember !??? ;))

Sweet dreams

dreamer disse...

Porty

Forgot to mention my name bt

Débora disse...

Yulunga,

Em relação ao Noiseformind, mauzinho era no sentido de endiabrado, não de mau escrevinhador ... Quanto a isso concordo consigo - uma lufada de ar fresco.

Débora

maria disse...

Ana Grigorieva * (Dostoevsky)
Mileva Maric ( Einstein)
Alma Mahler ( Gustav Mahler)


Três histórias que se multiplicam. O mais imediato seria dizer que foram mulheres que se sacrificaram pelo sucesso dos maridos e aguentaram a sua loucura/ insanidade.
Não vou por aí.
Tinha que ser a parte feminina do casal a ter este papel, porque os contextos históricos e culturais eram adversos à afirmação da mulher como profissional. Independentemente do sacrifico, que decorre da relação amorosa e da admiração, não era fácil, para não dizer impossível, a afirmação profissional no feminino. A história para as mulheres começa muito tarde. Mesmo assim sempre, ou quase sempre, uma história dupla: profissão e lar/maternidade.
Por isso mais do que o lugar comum do sacrifício da carreira pelo marido e pelos filhos, há que entender estas relações como relações de amor/paixão em que o trabalho intelectual e artístico é, também ele, uma paixão, um caminho inevitável e irreversível. Provavelmente nestes casos, tanto para o homem como para a mulher, pela sublimação da perda, através da dádiva e da partilha de vida com homens de génio.

Estas são histórias que tocam pela intensidade. Das quais apenas sabemos a visibilidade social da relação. Vale a pena conhecê-las melhor, porque não são vidas de ontem, mas de hoje. Porque independentemente da afirmação profissional da mulher, não conheço ainda casos inversos ou casos de sucesso feliz.

* Este caso é um pouco diferente. Ana Grigorieva era estenógrafa e escrevia o que Dostoevsky ditava. Seguiu-o pela Europa do Norte, viveu amargamente e intensamente entre, vício, doença, paixão e arte.

noiseformind disse...

Porty,
Eu sei que não foi criado para se navegar na net, já colmatei À base de albuns inteiros as minhas falhas suscitadas no meu servidor pelo Som do Murcon (especialmente aquela do Simon & Garfunkel e a de ter durante anos menosprezado os albuns a solo do Lenon), mas que queres pá? Eu chego ao site e as minhas mãos, em piloto automático, colocam logo a sequência no XANDY dos Coldplay e depois alinho ali logo até ao fim dos Dire Straits :)))))))))))))) normalmente por causa da navegação e downloads maciços algures aquilo empanca e lá me meto eu no servidor no respectivo album (aliás, escrevi um ad-onezito que faz isso automaticamente: se a última música tocada no Som do Murcon fôr por exemplo, Planet of new orleans se não for carregada outra no prazo de 5 minutos vai logo ao server buscar a música seguinte do album On Every Street. Tipo, disse aquilo só para facilitar a vida ao ppl que usa os dois browsers da mozilla, nada a ver com criticar o teu trabalho, que está, a todos os níveis, excelente (não é Pipe Verb mas The Verb já agora, para ficar MESMO excelente ; )))))))))) ) e olha... mete aí na lista de espera para fazerem parte do Som do Murcon Carla Bruni e Tim Booth. Mas atenção, Tim Booth a solo!!!!!!!!!!!!!!!!! ; )))))))))))))) "Sex is fucking with my mind..."


Lúcia,

Eu faço o que posso aqui pela nossa saúde espiritual, Pablo Neruda é uma espécie de Prozac: sem nos tirar os horizontes da frente dos olhos mostra-nos novas dimensões que o nosso espírito tacanho ignorou ; ))))))))))
E tu sabes que eu não sou atrevido. Diante de 4 homens e 2 mulheres fico todo tímido, eu sou assim... casto... casto...

Yullie, my tsunami love,

Aqui o ppl vai fazer uma vaquinha (e pq não um elefante-fêmea?) e vamos-te meter internet em casa. És um bem demasiado precioso para teres folga de comentares por estas bandas ; ))))))))))) Eu fugi, primeiro para Fão e depois limpar a casinha em Viana para festa alheia no fds, onde não vou estar por via desse momento religioso que são os U2 loooooooool loooooooooooooool loooooooooooooooooool loooooooooooooool

Débora said,

"Porque haveria o Prof. JMV de andar nas bocas do mundo, nas revistas do jet-set?"

Débora, estás a exagerar... na minha exp pessoal bastam 3 ou 4 pares de bocas para uma pessoa se sentir preenchido ; ))))))))))) ; ))))))))))))) ; ))))))))))) ; )))))))))))))))))))) ; ))))))))))))) ; ))))))))))))) : )))))))))))))))

yulunga disse...

Konnichiwa maralhal.

Noisie meu samurai luso
Net em casa? Que mais coisas vais tu inventar para me tirares ainda mais o sono?
U2? Que sorte. Desejo um bom concerto!

PortoCroft disse...

Noisy,

Não tomei o comentário como uma crítica. Estava só a explicar o porquê.