terça-feira, dezembro 27, 2005

O Lobices tinha razão.

Como ele próprio esclareceu num comentário, nunca lha neguei. Mas o pensamento de cercear a absoluta liberdade de opinar(?) angustiava-me. Ao longo de dez meses, reflecti sobre posições diversas das minhas, sorri perante a brejeirice, fiquei grato pela ternura, aceitei caneladas "mazinhas", semelhantes a tantas outras com que fui mimoseado de há mais de vinte anos para cá. Tudo bem, são as regras do jogo. Mas o que li hoje de manhã está muitos degraus abaixo disso, descambou para o insulto puro e duro, que não me sinto na obrigação de aturar. A brejeirice, o desacordo, o alegre chat entre vocês permanecerão. Mas intervenções que me retirem por completo o prazer de visitar o meu próprio blog, isso não. Por isso mesmo - porque me dá gozo vir aqui e não o quero ver substituído pela náusea.

63 comentários:

ZANTE disse...

Ou ... quando 'acontece arte' por aqui, ou não.

C disse...

:) está muito bem... Poderás adicionar o e-mail dos teus bloggers amigos nos membros, estive a dar uma vista de olhos...

não me publiques p.f. :))

MSR disse...

Não li os comentários que levaram a esta tomada de posição. Mas já tenho lido outros que me tiram a vontade de aqui voltar, apesar de si. Já era tempo...
Um abraço,

TEMPERAMENTO disse...

Um estudante Zen foi junto de Banquei e disse-lhe:
- Mestre, tenho um temperamento incontrolável. Como poderei curar-me?
- Tens algo de muito estranho, - replicou Banquei. - Mostra-me o que tens.
- Neste momento, não o posso mostrar, - respondeu o outro.
- E quando poderás mostrar-mo? - insistiu Banquei.
- Surge quando menos se espera, - replicou o estudante.
- Nesse caso, - concluiu Banquei, - não deve ser a tua verdadeira natureza. Se fosse, poderias mostrá-lo em qualquer momento. Quando nasceste não o tinhas e não o recebeste dos teus pais.
Pensa nisso.

Nyogen Senzaki e Paul Reps em
101 HISTÓRIAS ZEN

Conserto disse...

Sempre disse que esta data não trás nada de bom. :-)

moon disse...

Boa tarde, professor.

Fico triste pelo estado das coisas.
Da minha parte espero nunca ter contribuido para lhe tirar o prazer de voltar ao lugar que é seu.

Beijinho

CêTê disse...

Bom dia, professor!
Impunha-se um "berro", sim (estou a sorrir).
Não que a figura não tenha a sua piada mas porque se ausentaram deste espaço pessoas que davam um cunho muito particular ao seu espaço. Sinto-lhes a falta... Não terão deixado de interagir mas decerto noutros espaços. Deveriam voltar para diluir...
Perante uma "peixeirada" todos se calam, mesmo que presentes a ver o espetáculo...(amok fica!)
Quando não for conveniente, prof, agradeço que me dê um toque, mas directo- que as metáforas são muito traiçoeiras... ;]
bjnhs

Anónimo disse...

Finalmente...
Sou visitante assídua do seu blog, e há algum tempo que esperava por uma intervenção sua neste sentido. Concordo plenamente, acho muito mau o nível a que as coisas têm chegado. Este blog não o merece.
Obrigada.
Sara

Anónimo disse...

Finalmente, vejo o professor tomar uma reacção de um ser humano comum. Igual a mim próprio e a mais uns milhões de "tugas". A tolerância tem limites, como o devem ter a brejeirice e o destilar de frustações, que graças à compreensão dos "outros", alguns fazem gaudio de lançar à esquerda e à direita sem, essencialmente, respeitar os sentimentos de cada um, ainda mais quando esse, nos dá a prova de confiança absoluta que é partilhar connosco a sua vida privada e os seus sonhos de felicidade mais íntimos.

lobices disse...

...os meus cumprimentos sinceros do mais profundo respeito...
...e...amizade sincera
...um abraço

Manolo Heredia disse...

Os visitantes ordinários que aparecem no Murcon são responsáveis pelo abandalhamento de ideias verificado nas últimas semanas.
Não menos responsáveis são os visitantes aparentemente “normais” que respondem às provocações, pois com isso encorajam essas atitudes e, na prática, estão a fomentar o abandalhamento.

Manolo Heredia disse...

Os visitantes ordinários que aparecem no Murcon são responsáveis pelo abandalhamento de ideias verificado nas últimas semanas.
Não menos responsáveis são os visitantes aparentemente “normais” que respondem às provocações, pois com isso encorajam essas atitudes e, na prática, estão a fomentar o abandalhamento.

Anónimo disse...

Sou visitante eventual, e pareceu-me muitas vezes que a bota e a perdigota não diziam. Apoio por isso a sua decisão, embora me pareça muito trabalhosa. PS: Fui ver um concerto do seu filho, no Porto Rio, e apesar do som do espaço ser muito mau parece-me que a banda tem futuro (e eles ouviram muito disco dos anos 70, não? A culpa também é sua, imagino).
fil2

Anónimo disse...

Os visitantes ordinários que aparecem no Murcon são responsáveis pelo abandalhamento de ideias verificado nas últimas semanas.
Não menos responsáveis são os visitantes aparentemente “normais” que respondem às provocações, pois com isso encorajam essas atitudes e, na prática, estão a fomentar o abandalhamento.

augusto disse...

Pela náusea e contra a náusea só há um caminho a seguir...
Descobrir o IP e não o deixar intervir.
Para bom entendedor, meia palavra basta.

JG disse...

ó murcon nós gostamos muito de tu...so tens uns "vizinhos" que cospem no chão..mas n dá para tirar o sono..continua q nos fazes falta..1 abraço muita forte

Julio Machado Vaz disse...

Anónimo da 1.20,
Eu estive lá:)))). Não sei, mas tenho a esperança de ter influenciado um pouco o João, embora ele sempre tenha sido menos murcon - leia-se mais "pesado":) - que o pai. Tem razão, o som deixava a desejar.

básica disse...

Há muito que se adivinhava este estado de coisas e tal como já vi acontecer antes, em outras paragens, pelo caminho vão ficando aqueles que sabem fazer a distinção entre o brincar e o ofender, perdendo-se assim o que de melhor um dia frequentou este espaço. Desejo felicidades para si e para o blog e, que de uma vez por todas, as pessoas saibam deixa-lo ter direito à sua liberdade ou seja: ter um blog onde lhe dê prazer entrar.

Paula disse...

Na Internet como noutras situações na vida (ex. condução) muita gente parece só saber usar a liberdade e a falta de controlo, para fazerem o que não podem fazer em sociedade(ou o que não se atrevem): agredir, insultar, transgredir sem respeitar os outros. É pena, e triste também, sobre o que isso revela sobre os seres humanos. Mas, sendo a vida o que é e não o que gostaríamos que fosse, aprecio que passem a existir algumas regras 'impostas'. Para mim, tal como, penso, para muitas pessoas, vir a este cantinho estava a ficar desagradável.

Paula disse...

Ó Augusto,

Como se descobre o IP de um determinado comentário (e não das entradas) aqui no Blogspot?

afterdream disse...

Todos querem liberdade mas são poucos aqueles que a sabem respeitar...

yulunga disse...

Bom dia maralhal.
Pois ainda não li os tais comentários. Uma coisa é certa, cá a mim ninguém ou nada me tira a vontade de aqui vir, ou a outro lugar, a não ser a minha própria vontade ;-)
Continuação de Boas Festas!!!!

andorinha disse...

Boa tarde.

Júlio,
O Lobices tinha razão, pois tinha!!!
Mas mais vale tarde do que nunca.:)
Gostei do seu "berro", impunha-se.
Concordo com o que disseram cêtê e a Sara - este cantinho merece o melhor de nós todos.
Sempre achei que a tolerância tem limites.
Beijinho.:)

Ameninadalua disse...

Professor

Devo confessar-me bastante agradada com esta sua decisão...
Mesmo aceitando e respeitando o princípio base de direito de liberdade de acesso a este espaço que é seu, tenho-me sentido por vezes constrangida na leitura de muitos posts que aqui têm sido colocados; primeiro pela profunda inconveniência e agressevidade fortuita que muitos deles têm demonstrado mas e principalmente pelo clima de algum "abandono" que isso gerava... De facto e à semelhança do Lubices , tambem várias vezes me tenho sentido desenquadrada e desmotivada para a participação.
Apesar destes "ventos contrários"e de saber que é modesta a minha participação...devo dizer ainda que a tenho mantido pelo profundo respeito que lhe tenho a si e a alguns dos outros participantes...

yulunga disse...

Só agora li esta opção:
Comment moderation has been enabled. All comments must be approved by the blog author.
Pois essa moderação deveria partir de cada uma das pessoas que por aqui escrevem, mas não sendo possivel terá que ser assim, não é?
Que pena!!!
Estou cá com umas ganas de pegar em meia dúzia de pessoas colocá-las no meu colo, arrear-lhes as calças para baixo e dar-lhes meia dúzia de nalgadas nesses rabos, mas não posso, não é?
Bem... Fica a intenção, que segundo os mais sábios, também conta. :-)

Cila disse...

Professor,
Sou visita assídua, leitora das "ruminações" e respectivos comentários, sem nunca me ter mostrado.
Aplaudo a sua tomada de posição: não é esta a primeira vez que aqui - e não só - verifico haver quem se esconda no anonimato para ofender, infelizmente! Há gente assim... e quanto a isso pouco se pode dizer. Porventura menos se poderá fazer.
Na verdade, nem sei muito bem como funcionam os comentários - olhe que não é fácil confessar esta ignorância quando se está em pleno séc. XXI. Percebeu-me bem, com toda a certeza, mas... se (eu) produzir algo fora do "padrão", desculpe(m)-me.
Se por um lado aprecio ouvi-lo(s) e lê-lo(s), há uma outra questão ou vertente do problema que me preocupa muito. Passo a citar:
"... só há um caminho a seguir...
Descobrir o IP e não o deixar intervir."
Dito de outra forma, compreendo bem que o Prof. - ou seja quem for - não tenha que se sujeitar a "ouvir" alguns comentários inoportunos, maldosos, até mesmo "pesados", e não apenas do ponto de vista da terminologia.
Mas tenho muita dificuldade em entender que se utilizem as mesmas "armas" para despistar a identidade de quem "os não tem negros e no sítio"* para assumir o que escreve.
Posso ainda "dar de barato" essa atitude se ela tiver em vista a erradicação - será que se consegue? - de gente menos bem formada.
Contudo, agradeço que me esclareçam se isso pode ser levado a cabo em relação a todos e a cada um dos que por aqui - net - circulam sem a menor das intenções de lesar as pessoas ou o património de quem quer que seja.

* desculpe(m)-me mas, tal como o Prof., "eu sou do Porto"!

res non verba disse...

A (des)propósito:

Vasco Pulido Valente, 25.12.05, no Público:

«Insinuam agora por aí que o dr. Soares foi "agressivo" e "malcriado" com o dr. Cavaco. Extraordinária coisa. Ou talvez não. Na terra do salamaleque e da curvatura, do "sr. dr." e do "sr. prof.", com certeza que não. Já alguém viu uma entrevista ou um debate na Inglaterra ou na América (e não em Espanha em que o governo controla a televisão)? Alguém reparou no que têm de aturar, e com boa cara, Bush ou Tony Blair? Ao que parece, o dr. Cavaco e os portugueses não gostam dessas democracias grosseiras. Preferem uma democracia empertigada, com muita prudência, presunção e língua-de-pau. E, claro, uma sociedade sem qualquer espécie de consciência de si, que chama "inverdade" à mentira e que acha a verdade geralmente ofensiva. Os piores paspalhões que, por azar, encontrei na política indígena subiram quase sem excepção a altos lugares. Não "saíam do seu lugar" e não ofendiam susceptibilidades. Milagres do "respeitinho". Portugal nunca se deu bem com a liberdade.»

Nada é tão útil como o óbvio.

Anónimo disse...

Esta escumalha q n tem nada melhor do que fazer na sua triste vidinha, sente necessidade de tentar escrever(pq mtos nem sabem)ordinarices num blog de um alto nível como este!
Professor, é triste mas infelizmente no país q temos, gente correcta e com nível existe muito pouca! Mas os poucos que aqui estão apoiam a sua manifestação!

Pamina disse...

Boa tarde

Quando vi, a primeira palavra que me veio à cabeça foi também: finalmente. É lamentável que tenha sido necessário tomar uma medida destas, mas acho que, do modo como as coisas estavam, realmente impunha-se uma atitude.

Para além dos insultos mais reles, na minha opinião, o que temos visto aqui ultimamente não é alguém a exercer a sua liberdade de expressão, mas alguém a tentar controlar a liberdade de expressão dos outros com métodos de intimidação psicológica. Parecia a PIDE à espreita, a controlar o que as pessoas escreviam, para depois as achincalhar.

Quanto à parte técnica, tenho pena que este sistema não permita um diálogo mais fluente, pois, digam o que disserem os detractores, quando as coisas engrenavam, gerava-se muitas vezes um ambiente maravilhoso no Murcon. Não quero dizer quando estava tudo de acordo. Não é disso que se trata, mas de achegas de uns e de outros que no total formaram um corpo, uma "obra" (no sentido de teia)colectiva. É difícil de explicar, mas houve muitos momentos assim. Mas, mesmo que mais difícil, a conversa com certeza irá continuar entre os que gostam deste cantinho.

Até logo. Um abraço.

Orange disse...

Temperamento,
essa história é muito boa. Orbigada por a trazeres aqui. :)
Boa semana para todos.

Anónimo disse...

Elizabeth
Olá Prof. Julio Machado Vaz. Fico contente que tenha imposto ordem no que se tem escrito aqui.
Como já referi uma vez todos os dias leio o que aqui se escreve ,e ás vezes ficava parva como é que se podiam refugiar no anonimato para escrever tanto "disparate".
Enfim .
Elizabeth

Maze disse...

Tudo de bom para todos
A liberdade não é um conceito absoluto. É relativo. Para usar uma frase feita: a minha liberdade termina onde começa a o outro e vice versa. Confesso que ando um pouco cansado do insulto. Mas como tenho feito sempre aqui venho todos os dias...

GONÇALO disse...

Caro Prof. JMV,

A liberdade implica respeito e responsabilidade.

O anonimato tornou-se, na blogosfera, uma oportunidade inesperada para muitos abusarem da liberdade expressão, insultando comentadores e "desfazendo" comentários. O assunto já não é novo. Sem querer fazer de Psi, penso que a maioria dos "anónimos" que aqui vêm descarregam frustrações pessoais, como se aqui pudessem dizer coisas, impossíveis noutro contexto. Sendo o Murcon um blog de uma figura pública, a motivação ainda é maior para o uso do anonimato e para o insulto. Imagino alguns dos anónimos que recorrem à ofensa cobarde, glorificarem-se perante eles próprios ou amigos - "disse duas ou três verdades àquele gajo da televisão que fala da sexualidade e dos amores e a verdade é que ele nem sequer respondeu..."

Costuma-se dizer que as cartas anónimas não se lêem, rasgam-se! Pois bem, aos comentários anónimos que insultam, recorre-se à moderação...Tal como do boato, é muito difícil, uma vez publicada, defendermo-nos da ofensa anónima, pelo que não vejo outra alternativa à sua decisão.

Lyra disse...

já não era sem tempo. Creio que muita gente que ia comentar o post A ou B deixava de o fazer depois de ler determinados comentários.
Deixo-lhe votos de um feliz ano novo.

permanente disse...

paula

o IP de qualquer nick não registado que aparece em properties é o mesmo para todos os anónimos em cada post.
O IP desses nicks procurado em view source é sempre diferente e não se repete, mesmo que a fonte seja a mesma, excepto se o servidor for institucional ou equivalente.
Qualquer nick que pretende incomodar sabe disso e não existe processo, senão através de uma pesquisa avançada e especializada, de atribuir diferentes nicks a um autor.
Deixemos, então, que o(s) critério(s) cordial(s) do autor do blog, nosso amigo, impere(m) sobre todos os outros, num domínio que saberá gerir, com toda a certeza.

fora-de-lei disse...

"Mas o que li hoje de manhã está muitos degraus abaixo disso, descambou para o insulto puro e duro, que não me sinto na obrigação de aturar. A brejeirice, o desacordo, o alegre chat entre vocês permanecerão."

Estou 100 % de acordo ! No entanto, eu - que nunca insultei aqui fosse quem fosse - sinto que já hoje fui alvo de "censura" perante algo que não passava duma boca intelectualmente ingénua e brincalhona. Mas, se calhar, foi mal interpretada...

nascitura disse...

pois sim senhor...
finalmente...
apoio a sua decisão...
há muito que se adivinhava...
o...tinha razão...
aplaudo a sua tomada de posição...

pois eu não aplaudo coisa nenhuma!
muitos desses comentários foram sobrevivendo à custa das respostas que lhes foram dadas.

(as frases acima citadas foram retiradas aleatoriamente)

Fonix Renascida disse...

Há mal necessarios, obrigado Prof.!
A brincadeira quando passada a insulto e provocação é uma forma demasiado baixa para se poder conviver.

virar do avesso disse...

Caro Julio, acima de tudo a dignidade da pessoa...só nos afecta aquilo que nós queremos, por muito que nos tentem motivar para isso.
gostei.

SaltaPocinhas disse...

Ora até que enfim que se pode comentar neste blog! Parabéns pela coragem!
Temos sempre a mania que o blog é um local "aberto" e bla bla bla, mas o blog é também um bocadinho a nossa casa. E se na nossa casa só entra quem nós queremos porquê tantas hesitações em "barrar" a entrada aos indesejáveis no nosso blog?

Angie disse...

Compreendo que custe ao Prof. JMV o recurso à insustentável leveza do lápis azul...
Mas a liberdade só faz sentido quando os seus beneficiários a usam dentro dos limites estabelecidos: acabando onde começa a dos outros.
Não foi esse o espírito com que se retribuiu o privilégio de um blog com direito a comentário sem censura prévia.
E o preço foi este.
Não havia mesmo outro caminho.

Mas a liberdade auto-limitada existe, é possível, ou é na prática uma simples utopia?
Quanto a isto tenho opinião. E ocorrem-me as palavras de um filósofo português da minha predilecção:

«Liberdade é liberdade.
NÃO é igualdade, NÃO é justiça, NÃO é cultura, NÃO é felicidade humana, NÃO é uma consciência tranquila».

E apetece-me acrescentar:

Liberdade não é bom senso. Não é respeito pelos outros.
Liberdade não é deixar fazer tudo o que os outros querem, porque algures, alguém há-de abusar e impedir-nos da expressão mínima da nossa própria liberdade.

Gosto de um blog sem "vómitos".
Onde se possa aprovar ou desaprovar com civlidade, bom humor, reverência ou irreverência, ao estilo goste-se-ou-não-se-goste de cada um.
Mesmo que. para aprovar, se invoquem diferentes pontos de vista
(mesmo que, para aprovar, se citem filósofos que não sejam do putativo agrado do Murcon...)

Um bom 2006. Eu só abri 1 olho pelo maio da letargia da hibernação em que fiquei depois da toma do tal comprimido milagroso. Sim, ele existe! Haverá alguma ideia que a ANF deixe escapar?!?!)

andorinha disse...

Pamina (3.51)
Estou totalmente de acordo com o teu comentário.
Queria agora referir-me sobretudo à parte técnica.
Este sistema vai, de facto, dificultar uma conversa fluída entre o maralhal, essa parte de tertúlia vai sair prejudicada visto haver um desfasamento entre o momento em que os comentários são feitos e aquele em que são lidos.
"Mas, mesmo que mais difícil, a conversa com certeza irá continuar entre os que gostam deste cantinho."
Claro que vai! Então nós lá somos gente de desistir?:)
O ambiente somos nós que o fazemos e está na nossa mão torná-lo, de novo, acolhedor.
Até mais logo.
Fiquem bem.:)

luisa disse...

Caro Professor,
Estava realmente a ser nauseante ler tanta aleivosia. Estava. Com tristeza, tinha retirado o seu blogue dos meus favoritos. Já voltou a eles. Pelas suas palavras de homem bom e de POETA. Já tem a casa limpinha agora, parafraseando o Lobices.
Que ar fresco!
Esses "comentaristas" espalhavam muita fuligem por aqui. Em triste memória deles, aqui deixo um poema de outro poeta, que conhecia tão bem a condição humana.

POEMA DA PALAVRA EXACTA

Eu sou-te uma palavra, e tu jogarás nela
e nela apostarás com determinação.

Seja a palavra «biltre».

Talvez penses num cesto,
açafate de ráfia, prenhe de flores e frutos.

Talvez numa almofada num regaço
onde as mãos ágeis manobrando as linhas
as complicadas rendas vão tecendo.

Talvez num insecto de élitros metálicos
emergindo da terra empapada de chuva.

Talvez num jogo lúdico, numa esfera de vidro,
pequena, contra outra arremessada.

Talvez...

Mas não.
Biltre é um homem vil, infame e ordinário.
São assim as palavras.

(in «Poemas Póstumos»,
ed. João Sá da Costa, 1984)
ANTÓNIO GEDEÃO
(1906-1997)

Depois da limpeza de Natal, comece 2006 com o pé direito, Professor!
Para todos os que salpicam este blogue de humor e boa fé: BOM ANO NOVO!

Lusco_Fusco disse...

Prof. JMV
Boa tarde!
Há alturas em que realmente se abusa deste espaço e do acolhimento.O Prof. não merece.
Estranhava a benevolência.
Brincar é saudável mas tem limites.
UM abraço.
MJ

jose_pardal_diabrete_jr disse...

Concordo plenamente com a mensagem que nos foi transmitida pelo autor do Blog.

Ora, neste meio vertiginoso da comunicação (Blogs) qualquer indivíduo pode facilmente passar da sua identidade de menino/a bonito/a para o anonimato e provocar situações que culpabilizem os outros que normalmente não se escondem.

Normalmente é muito fácil ser Deus e o Diabo num espaço onde se ocultam rostos. Portanto creio que neste momento qualquer comentário à mensagem que o autor do blog nos transmitiu não deve por uma questão de ética revestir-se de acusação seja para quem for.

Queiramos ou não, a verdade é que estamos todos inseridos num espaço onde o interruptor da mentira está ao nosso alcance. A virtualidade começa precisamente no momento em que tentamos passar as nossas verdades para os outros.
A subjectividade é tão grande e absurda ao ponto de confundirem personagens.

Acontece que alguns comentários da autoria dos anónimos (que não são anónimos) atingiram a linha que separa o sarcasmo e até a própria cultura industrial da ordinarice gratuita.

Entrei pela primeira vez neste Blog afirmando que não gostava do professor Murcon e mantenho a minha posição com o mesmo nickname e se for necessário com o meu próprio nome. Sou completamente contra os anónimos que se escondem para provocarem situações de desequilíbrio entre os demais de uma forma tão reles. Pela minha parte, eu sou eu e mais eu e mais o pardal.

Acontece que alguns comentários impróprios e deselegantes foram dirigidos directamente para uma das únicas pessoas que simpatizo neste blog: Amok. Não entendo a razão desses ataques fortuitos, embora a título de exemplo, possa adiantar e basta ler através de alguns comentários que a amok é a sombra negra de certas senhoras – as tais que procuram o alimento para o ego – deste Blog. Portanto, cada um de vós que faça o juízo que a consciência possa admitir.
A amok não merece esse tipo de ofensa. É uma senhora genuína, sem máscaras, espontânea e não necessita de “verniz” para fazer transparecer aquilo que não é. A amok não necessita de advogados de defesa e nem pretendo que a minha intervenção seja nesse sentido. Porém, quando quiserem atingir a personagem do pardal agradecia que não fizessem da amok o alvo fácil.

Bem, não obstante toda a razão que nos foi transmita pelo autor deste Blog, creio que o professor foi deixando que o blog chegasse a certos limites de desordem para no momento certo impor a sua suposta “autoridade moral”. Digamos, que esse truque de charme nem sempre fica mal e agrada aos demais distraídos. Mas o mais correcto deveria ter sido a sua intervenção nos momentos certos. Aliás, não será esse o papel de um professor?

Não basta o prazer da vaidade!
Há que “ser” o que supostamente nos oferecem
e aquilo que nos oferecem muitas vezes é muito mais do que aquilo que merecemos.

O professor goza desse previlégio, até lhe chamam de poeta (sem comentários).
Como tal, aproveite no bom sentido aquilo que o povo atribui ao Rei.
Porque o Rei, nem sempre vai nu...

Obrigado

Ameninadalua disse...

Reparo positivamente o regresso de agradáveis e interessantes presenças que infelizmente tinham deixado de aparecer ...
Talvez isso queira mesmo dizer e confirmar o que alguns de nós suspeitávamos e sentíamos; havia intensões ojectivas de dispersar e "minar" o Murcon...
Com isto não quero deixar de realçar uma questão que me parece fundamental; o espírito de liberdade e espontaneidade que deve assistir entre nós porque de facto é isso que dá o verdadeiro sentido e interesse aqui ao blogue do Murcon.
Portanto "viva" o Murcon:))))

Su disse...

enfimmm.....há limites para tudo até para a estupidez, daí ter gostado da sua atitude e francamente já a esperava faz tempo...
eu tenho os meus limites e pelos vistos bem mais curtos que o prof q "deixou"...opssss esqueça o que importa é seu grito de basta, chega, haja limites. !

jocas maradas sem limites

stellamaris disse...

Assim subitamente assustei-me e pensei que o professor teria perdido a paciência, mas folgo em vê-lo optimista neste seu lugar onde todos os dias venho (vimos) beber palavras e pensar um bocadinho... Parabéns pela audácia que nos falta tanto em muitíssimas ocasiões e só por isso mesmo é que é audácia.... mas na realidade chama-se iberdade! Um abraço

AJFRM disse...

Boa noite,
Professor, desculpae lá a minha ousadia,
Mas sempre achei q o Sr exagerava na liberdade q concede a certos tipos de comentários.
Bem sei q é trbalhoso controlá-los, e não é do seu espirito ser censor, tipo lápis azul, pidesco.

Mas como tudo na vida há limites.
Lamento sinceramente q se tenha visto na obrigaçao de deixar um post deste género. Imagino o quanto lhe devem ter tocado.

Mas por amor de Deus, nao nos abandone, como outros já o fizeram.
Antes disso considere a hipótese de escorraçar esses energumenos.

os meus cumprimentos, e respeitosamente

A.Machado

noiseformind disse...

O lobices não tinha nada razão ; )
O Maralhal não precisa de ser controlado pq o Maralhar adora o Júlio e ponto final.
O Problema é que não dá para meter "Maralhal quality" no blogger e portanto muita gente que anda chateada com a vida acabou por desembocar aqui. Sem nada para dizer, sem opinião, sem espírito de tertúlia, NADA. Ppl sem nada para partilhar e sem curiosidade nenhuma em relação aos outros. E pronto, que fazer se a porta estava escancarada senão deixá-los entrar? E eles entraram, foi-lhes dado muitos meses para mostrarem de que cepa eram feitos. E mostraram, e agora acabou a porta escancarada, agora entra quem vier por bem, quem vier por vir fica à porta e pode assistir, e terá muito blog para e-merdar por aí. Portanto não creio que haja aqui alguma razão em relação ao que o Lobices vaticinava. Este espaço continua a ser muito mais livre do que a maior parte dos seus consortes na blogosfera mas cingiu-se ao seu realismo vital: ser o cantinho do Jú e onde algumas pessoas se juntam ás suas deambulações. Quem quer tasca tem a Adega do Olho em Matosinhos ; ))))))))))))

AJFRM disse...

Olhe ! só agora depois de carregar no 'publish' é q me apercebi q já começou a 'filtrar' os coments.

Muito bem. Apoiado.

e Obrigado pela atençao q tal gesto encerra tbm para conosco.

Obrigado

CêTê disse...

Vinha tomar o c@fé do costume mas enconto-o vazio?! Disse-me o miúdo que já está assim desde meio da tarde!
De olhos suspensos na Televisão recordei a reportagem de ontem sobre o Tsunami. De facto, por muito pouco, nos corre mal a vida!

Curiosas as "diferentes" interpretações feitas da catástrofe, pelos diferentes povos. Como todos somos ridiculamente pretensiosos...

(vou cuprir obrigações culturalmente distribuídas ;[ )

Tenham uma Boa Noite! ;*

rodrigo disse...

O problema dos comments moderados é a perca de interactividade do blog pois os mesmos só entram qd o owner(s) do blog estão disponiveis para tal.

Porque é que o professor não permite somente comments de users registados (os azuis) no blogger?

Conserto disse...

Continuo a pensar que o mundo~não se divide em anónimos e não-anónimos (?), mas sim em pessoas que tomaram chá em crianças e os que não (para não dizer outras coisas)

Sical disse...

Há uns tempos atrás opinei por aqui, neste blog, sobre o empenhamento que todos deviam ter para um são convivio nos comentários. Mantenho a minha posição. Ninguém é obrigado a ser incorrecto. Todos, com opiniões divergentes, podem conviver neste espaço, do forma alegre e inteligente (se calhar não todos), sem serem agressivos nem rudes. Infelizmente a diversidade que compõe as comunidades implica que haja de tudo. Devemos primeiro saber lidar e dar resposta adequada, mas não importância, a quem julga que ser besta é um must.
Também berro contra quem não quer inserir-se com dignidade.
Um Abraço a todos. Se o blog se volatizar, desejo um bom ano a todos, até aos pobres de espirito.

Conserto disse...

Tem piada que quando escrevi isto ainda não tinha aparecido esta lenga-lenga deste convencido que dicerta longamente sobre o anonimato e assina pardaloca como nome de família.

Conserto disse...

Já agora direi que há um tempo para tudo e o do Meu Pipi já teve graça mas já passou.
O próprio autor ainda outro dia se desvinculou desse tipo de piadas.

RAM disse...

Teria sido tão melhor se alguns tivessem lido este belo poema de Eugénio de Andrade:

"Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham;
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga."

Era só isto que era pedido!!!

Tão importante como o direito à liberdade é o nosso dever de a respeitarmos; porque a liberdade não é um fim em si mesmo, não se basta a si própria; é antes um modo nobre de estar na vida, optando, trilhando caminhos, mas sempre assumindo as consequências dos actos e das decisões subjacentes...

blogo existo disse...

Sou visita assídua há várias semanas. É com alguma tristeza (inveja?) que tenho seguido à distância a organização dos jantares. Parece uma espécie de "clan" de eleitos, que se conhecem, e onde se comenta as melhoras de uns , se deseja que o outro já tenha arranjado emprego, etc.. Quando se realizou o primeiro jantar, fiquei realmente, com pena de ser sòmente um leitor passivo e não um participante. Por vezes concordo, outras discordo. Nunca pensei partilhar as minhas ruminações (quem as não tem?) com alguém. No entanto e voltando aos jantares, há um mérito indiscutível é que os anónimos têm um nickname e esse nickname tem um rosto e esse rosto deixa-se fotografar dando, desta forma, "publicamente" cara às suas posições, sem medo do patrão, do vizinho ou do espelho da montra. Quanto aos "biltres recalcados", esses, devem ocupar o seu espaço que, não sendo certamente este, devemos acautelar a nossa democracia porque, como ameaçava o outro " vou andar por aí".

lélé disse...

Conheci este blog há muito pouco tempo, por via de outros blogs, também encontrados há muito pouco tempo, de pessoas que me parecem lindíssimas (e só, mas só a título de exemplo, amok_she...) e reparei em comentários tão idiotas e tão imbecis, que só me vinha à cabeça aquela velha frase "vozes de burro não chegam ao céu". Mas a verdade é que ninguém é o céu e as vozes de burro irritam qualquer ouvido. Eu também tenho voz de burro muitas vezes e acho que isso é um desespero... pra mim, principalmente.

Pamina disse...

Andorinha(6.17),
Pois não somos gente de desistir, não.:)

Luísa(6.22),
Ainda bem que voltou. Já tinha colocado o final deste poema do António Gedeão, não tinha? Julgo que o destinatário fez orelhas moucas. Gostei de reler.

Ram(10.53),
Que bem escolhido. Belo e tão a propósito.

Blogo existo(11.04),
Não há nenhum clã de eleitos. Qualquer pessoa se pode inscrever para os jantares. Ao último jantar foram 6 pessoas que não tinham ido aos jantares anteriores e que, pelo que elas próprias disseram, se sentiram muito bem e se divertiram bastante. Pode ter a certeza que ninguém é discriminado. Porque é que não vai ao próximo? Posso garantir-lhe o seguinte: uma grande dor de barriga...de rir.
Quem nunca participou, por favor, não pense que as pessoas se sentam com um ar muito sério à volta do autor do blog e que quando ele diz alguma coisa todos abanam a cabeça e respondem "sim, Senhor Professor". O ambiente é descontraído e, como já disse, muitíssimo divertido.

Andreia disse...

Ultrapassa-me a necessidade das pessoas de tentar destruir os outros pela palavra... Como diriam os nossos amigos do "Gato Fedorento": "O AR É DE TODOS" e quem não gosta de estar aqui não precisa de o fazer e ninguém tem de ficar a conhecer a escuridão das suas almas... Força MURCON!

papeldeparede disse...

Só hoje li isto. Quanto aos comentários eliminados que constituíram a gota de água, ficarei agradavelmente na ignorância acerca do seu conteúdo. De facto, já me cansava estar sempre a ler certo tipo de poluição verbal por aqui. Tive o cuidado de não alimentar esse tipo de "animais", mas não sei se consegui sempre conter-me.
Ano novo, casa nova.
Fez bem em deitar o lixo fora, professor.

Lena b