terça-feira, julho 10, 2007

Carregar os telemóveis...

Menores têm sexo virtual a troco de carregamentos de telemóvel


ISABEL LUCAS
ANDRÉ CARRILHO (imagem)



"Olá a todos. Faço sexophone apenas com uma câmara de telemóvel, mas só se me carregarem o telemóvel." Não foi omitida nenhuma vogal e todas as palavras estão devidamente acentuadas, ao contrário do que aconteceu no original. O anúncio podia estar nas páginas de classificados de um jornal, mas foi expressa online numa sala de chat portuguesa, aberta a quem quiser entrar. A autora da frase tem 14 anos e responde pelo nickname de Dina. "Va gajux gaja 14 anos torres novas; atao rapaxex? gajux bonx teclam??" Agora é Karol quem assina. A mesma idade, mas uma linguagem descodificável apenas para os habituais nas salas de chat, ou chat rooms.

Dina, Karol, mas também Pipa, Gatolindo ou Damadamuxgueira são protagonistas e autores de um argumento que conta uma história de encontros virtuais com perigos escondidos. São narradores na primeira pessoa de um livro com centenas de diálogos e alguns monólogos que estará nas livrarias dentro de duas semanas. Chama-se O Abominável Mundo dos Cibernautas (Gradiva) e pretende, segundo os autores, ser um alerta.

Tal como Dina, "há raparigas com 14 anos a fazerem sessões de strip e masturbação perante as câmeras web em troca de carregamentos de dez euros no telemóvel, para pessoas que não sabem quem são", escreve Renato Montalvo, um dos autores, no prefácio do livro. "Há que alertar as pessoas para esta realidade. Qualquer jovem tem acesso livre a páginas de conteúdo pornográfico", declarou ao DN, atirando um número: durante os dias 9 e 14 de Março deste ano, 78 por cento dos visitantes de chats que se identificaram ao longo das conversas eram estudantes.

Renato Montalvo e Conceição Monteiro, um ex-jornalista e uma professora de Filosofia do ensino secundário, passaram mais de 70 dias de olhos postos nas chat rooms, numa média de quatro horas diárias, e publicam agora uma selecção das conversas a que tiveram acesso. "Somos uns compiladores apenas," apresenta-se Renato Montalvo, que remete para "os especialistas em educação, sociologia, psicologia" a análise do conteúdo. "Mais do que respostas, a intenção foi levantar questões", acrescentou.

Elegeram como objecto de estudo as salas de chat do AEIOU (a Blá-Blá, a Cupido, a Kamasutra) e usaram o Windows Live Messenger, mais conhecido por MSN. Motivo da escolha: "o AEIOU é dos sites mais moderados e dos que apresentam mais nuances e oportunidades para um observador". Um e outro foram espectadores que reservaram a si a selecção de textos. "São textos de adultos e de adolescentes que dão o ambiente que se vive em cada sala." Essa selecção, garantem, passou pelo filtro da moderação. Ainda assim, afirma Renato Montalvo, "o que aqui está é chocante."

E pode ser confundido com puro voyeurismo. Por isso, ponderaram editar ou não, sobretudo depois de receberem uma carta de um psicólogo a recomendar-lhes contenção. "Qual era a alternativa? Não falar?", interroga-se o autor. Ele mesmo responde. "Não dizer nada era uma opção. Pensámos escolher os textos menos agressivos, mas ser mais brando é como os caldos de galinha. Decidimos mostrar a realidade sem cortes nem censuras. A nossa participação foi coligir textos e somos responsabilizados pela escolha." Foram publicados cerca de dois por cento dos diálogos que poderiam aparecer no livro. E, garante Montalvo, "não foram os mais hard."

O medo da chantagem

Grátis, de acesso fácil, o erotismo está virtualmente ao alcance de todos. Adultos ou menores. "O problema reside na anarquia que permite a crianças a livre utilização de páginas, de programas e de conteúdos, que deveriam ser estritamente para adultos", denuncia o autor do livro. Mas fará sentido proibir? A resposta é invulgarmente "não". As coordenadas para navegar na Internet são as mesmas para estar na vida.

Só que, sob a capa do anonimato, o grau de desinibição aumenta ou, como refere o sociólogo José Machado Pais, "em cada janela [virtual] é possível assumir distintas identidades, embora simultâneas." Há uma "estética de jogo de fantasia"que se aproxima do romantismo, acrescenta, onde o sentir predomina sobre o pensar. Como no amor e nas paixões fora das janelas virtuais. A diferença é que estes relacionamentos se podem apagar com o clicar de uma tecla: escape.

Outra diferença entre virtual e real é a ilusão, a falsa ideia de que, por ser virtual, o sexo na Internet não traz riscos, é "asséptico" porque os corpos estão ausentes. A advertência, sarcástica, vem curiosamente de alguém com o nick "Pirilau". Está na sala Blá Blá e dirige-se a outro alguém cuja identidade não é revelada: "Linda menina... já aprendeste a ver a diferença entre realidade e virtual. a seguir é a aula da ilusao-desilusao" (sic).

Será isso que terá de aprender "Urgência", outra adolescente que surge mais tarde na mesma sala: "oii, sou nina, alguém me carrega o telemóvel?? mando fotos nua, e das partes mais privadas, mostro-me na web a alguém???" (sic).

O anonimato dos chats garante "maior fluidez de comunicação, desprendida de comprometimentos", afirma José Machado Pais. "Na vida real, os mecanismos emocionais da vergonha e do ridículo dificultam as aproximações amorosas, desencadeando mecanismos de medo. Este medo é contornado quando, sempre sob anonimato, se buscam ligações ciberespaciais." É a circunstância comunicacional a fazer a diferença e a funcionar como garante de "salvação de face", mas apenas "até certo ponto", adverte ainda o sociólogo no livro Nos Rastos da Solidão (Ambar).

Gabriela Moita, psicóloga clínica, diz ter conhecimento de casos como estes. Jovens numa rede [Net] da qual não sabem como sair. Espécie de adição raramente confessada e cheia de possibilidades, muitas delas com riscos escondidos. "Nunca me foi apresentada como problema, mas apercebo-me dessa realidade na sequência de conversas." É o medo que as revela. Ou melhor, o medo da chantagem que inicialmente as cala, acaba por ser o mesmo que o psicólogo detecta. Gabriela Moita diz que nunca lhe apareceu no consultório nenhum pai com este tipo de preocupações. "Tanto quanto me parece, quando ocorrem, eles não têm conhecimento", justifica. A especialista acrescenta: "Normalmente têm a noção de que controlam; de que se forem ver o histórico dos sites consultados na Internet conseguem saber o que os filhos estão a fazer."

Fica a pergunta de Ricardo Montalvo: Saberiam os pais de M..., de 12 anos, que ela estava numa sala de chat às quatro da madrugada?|

* Os diálogos foram reproduzidos tal como estão no original

44 comentários:

CêTê disse...

A andorinha, chamou e bem o assunto para discussão. Um fenómeno a estudar e a perceber.
Preocupante, assustador, aliciante-viciante e por isso um extraordinário "objecto" de análise e reflexão.

Contudo, penso que se fosse feito o mesmo levantamento ao nível de sms, conversas nos cantos dos liceus e nas discotecas a diferença não seria muito grande!
Náo é só o clima global que está a mudar!;p

El Bimbo disse...

"Penso, logo existo"
...mas afinal de contas o que é o virtual se o tornamos realidade até para carregamentos de téléles???
..pois é! e nada tem a ver com "prostituição" , até porque qualquer fulana (o) pode colocar uma foto que não seja a sua.
..bem, os pais podem bloquear conteúdos, mas não podem impedir a fantasia, nem a rebeldia própria de uma idade.
..é muito complicado opinar, mas na minha humilde opinião, essas jovens tiram apenas partido das ditas novas tecnologias ; mas melhor que ninguém o Prof saberá nos elucidar nestas novas questões.

Fora-de-Lei disse...

"Fica a pergunta de Ricardo Montalvo: Saberiam os pais de M..., de 12 anos, que ela estava numa sala de chat às quatro da madrugada?"

Não sabiam, nem queriam saber. A essa hora, a mãe estava com as amigas (quase todas "encalhadas") numa discoteca. O pai, por outro lado, estava bêbedo que nem um cacho na companhia de colegas de trabalho. Tinham todos combinado ir ao strip.

Chegaram a casa, separadamente, já passava das 7 da manhã... Enquanto fingia dormir, a M..., de 12 anos, pensava: mas onde é que a puta da minha mãe andou toda a noite sem o meu pai ?

andorinha disse...

Boa noite.

Foi exactamente esta a notícia que li e que me chocou.
Como já perguntei no post anterior, o que irá na cabeça destas miúdas?
Atenção, que a CULPA não é delas, friso mais uma vez.
Miúdos e miúdas dessa idade deviam estar a descobrir o corpo do outro e o prazer que isso pode proporcionar aos dois duma forma natural e real e não através destas mini-sessões de sexo virtual, em que já prevalece uma lógica de compra e venda:(
Concordo com a opinião de Gabriela Moita, o essencial é a diminuição dos riscos e isso passa pela prevenção.

andorinha disse...

El bimbo,

Estas jovens tiram apenas partido das novas tecnologias??????
A troco de dinheiro?

Digo-te já, a mim não me chocava mesmo nada e acharia próprio da idade e apenas uma fase, que elas fizessem stip ou o que quer que fosse para amigos/namorados.

Agora, para tipos que não conhecem, alguns muito mais velhos, a troco de dinheiro, é uma realidade completamente diferente.
Penso que não nos devemos armar em modernaços e achar tudo isto normal.
O laxismo e a demissão dos pais é algo que deve ser combatido.

FDL,
Nem todos os casos serão assim, se calhar nem a maioria...
E por que razão a M. não poderia pensar o contrário, por onde andou toda a noite o meu pai sem a minha mãe?:)

Alba disse...

O tema é muito, muito pertinente, mas não deixa de causar-me calafrios pensar no "desafecto" qua acompanha estas práticas.

Provavelmente, para uma miúda de 12 anos, despir-se e simular uma postura ousada para uma webcam a troco de um carregamento de telemóvel significa o mesmo que para mim terá representado, na mesma idade, trocar cromos com qualquer miúdo, no liceu...

E eu questiono-me relativamente à fantasia, ao mistério que acompanhava a descoberta da sexualidade. Como será com estas miúdas? Pensam que a exibição frente às webcams nada tem a ver com a intimidade que têm ou terão com os namorados, provavelmente.

Mas isso não é mais um contributo esquizóide desta área virtual?

Tantas perguntas, tantas!

Fora-de-Lei disse...

andorinha 11:28 PM

"E por que razão a M. não poderia pensar o contrário, por onde andou toda a noite o meu pai sem a minha mãe?"

Porque, como é lógico, para M. o referencial nº1 é a sua mãe. No entanto, se tiver o azar de ter sido adoptada por um "casal" de picos ou de fufas, ficará sem saber para onde se voltar... ;-)

andorinha disse...

FDL,
Amigo e companheiro:), muito gosto eu de te "picar"...
Ainda não perdi a esperança de um dia te "converter":)))

El Bimbo disse...

Andorina,
Há quem se "exiba" a troco de troco nenhum, acredite.
Cada indivíduo é uma personalidade imprevisivel, qualquer que seja a idade!

andorinha disse...

El bimbo,
Eu estava a referir-me a estes casos.
Exibicionismo também abunda por aí, mas isso são outras histórias.

Até amanhã, malta:)

Manuel da Gaita disse...

Ok... eu também era capaz de fazer um strip numa web cam a quem me carregasse o telemóvel com 10 euros. Não sei se a cliente saia defraudada, mas por um carregamento de telemóvel eu sou capaz de tudo

blogico disse...

No século passado criou-se o conceito de adolescência, que não existia anteriormente, como se fosse apenas uma continuação da infância.
Na minha opinião, a adolescência é o início da adultícia. Um adolescente é na prática um adulto, e deve ser tratado como tal. Toda a educação, nomeadamente a sexual, deveria ser dada antes desta fase.
Creio que muita da rebeldia da adolescência deve-se ao facto de serem adultos com ausência de liberdade (principalmente económica). Se a sociedade emancipasse os adolescentes mais cedo, penso que haveria menos conflitos de gerações e até seria possível que, como em outros tempos, os mais novos fossem mais frequentemente, pedir conselhos aos anciãos.
Se não vejamos... Uma pessoa de 14 anos serve legalmente para trabalhar, mas não para disfrutar em liberdade das outras coisas da vida? Parece-me um pouco hipócrita.
É certo que não tem a "escola toda", mas se formos analisar bem, nenhum adulto tem. Vai estudando ao longo do tempo.

Na minha opinião estamos a criar uma sociedade em que, por nos apegarmos demasiado aos rebentos, tratamos as pessoas como crianças até aos 30 anos ou mais, e depois admiramo-nos que algumas ajam como tal...
Temos que olhar para nós próprios como sociedade e escolher que caminho queremos seguir.

Por isso situações com esta não me espantam. Mesmo nada. São adultos que não são incentivados e autorizados a sê-lo.

blogico disse...

P.S. :)

É claro que as novas tecnologias facilitam bastante a comunicação entre um grande número de pessoas, mas o que se passa na internet é apenas uma extensão e uma consequência do que acontece na "realidade".

bom dia a todos

A Menina da Lua disse...

Bom dia!

Devo confessar que o que mais me assustou na notícia , não foi tanto a pratica sexual online e isto apesar de ficar bastante chocada, mas sim a maneira descuidada e despreocupada com que as adolescentes dão os seus contactos pessoais a estranhos que a julgar pela possível personalidade podem não ser "flores que se cheire".

O despudor e a prostituição em adolescentes é uma prática que sempre se verificou; pois ao descobrirem a importância do sexo primeiro nelas próprias e depois o impacto que isso tem nos outros, podem efectivivamente, em situação de imaturidade, de interesse e de oportunidade, levá-las para tal situação...

Mas essas praticas concretizavam-se num meio físico restrito ao nível de amigos ou conhecidos...

Com a net esse espaço físico desaparece e as oportunidades extendem-se a um limite quase infinito de pessoas onde tudo se pode encontrar e acontecer. Traz de facto e à semelhança de outras situações como o envolvimento afectivo, perigos que nem os adultos quanto mais os adolescentes entendem e controlam.

Facilitar descriminadamente o número do telemovel que pode levar ao acesso directo da adolescente e da sua própria família é algo que me parece fazer parte dum novo contexto particularmente vulnerável à privacidade e à intimidade das pessoas em causa.

Gostaria ainda de acresentar e ao contrário do que diz o Blogico:

"Na minha opinião, a adolescência é o início da adultícia. Um adolescente é na prática um adulto, e deve ser tratado como tal."

Eu considero que a adolescência é ainda uma fase que faz parte do crescimento e desenvolvimento bio psicológico, onde as praticas e as experiências tidas podem determinar e marcar para toda a vida. Por essa razão considero que uma sociedade e ou os educadores têm perante esta situação enormes responsabilidades a gerir e a cuidar...

CêTê disse...

FDL,
a sua visão dos núcleos familiares geradores de jovens com comportamentos desviantes é INFELIZMENTE deturpada. Tal como o papel da mãe... Veja lá se isso não é uma maneira de livrar os do seu género de responsabilidades que é esperado/ desejado partilharem.
O que não deve ter percebido é que os adolescentes/ jovens que têm a conduta referida poderão tê-la noutros contextos (discotecas,...) de acesso mais dificil a adultos que poderão supervisionar ou estudar o seu comportamento. E se a saída para uma discoteca passa pela autorização dos pais e até a sua colaboração- custos e transporte- a entrada em chats não!
Poderão os pais estar tranquilamente a dormir (abraçados depois terem feito amor com orgasmo simultâneo)e @ filh@ estar a "prostituir-se". É (julgo eu) este cenário que é mais dramático pela falta de "alerta". Não aquele que caricaturou, ainda que com alguma graça grosseira.

Resto de bom dia

andorinha disse...

Bom dia.

Blogico,
Não concordo mesmo nada:)
"O que se passa na Internet é apenas uma extensão e uma consequência do que acontece na "realidade".

Em parte isso é verdade, mas é preciso notar que a Net potencia muitos comportamentos que as pessoas não têm na realidade. Basta falar no anonimato e tudo isso...

"Na minha opinião, a adolescência é o início da adultícia. Um adolescente é na prática um adulto, e deve ser tratado como tal. Toda a educação, nomeadamente a sexual, deveria ser dada antes desta fase."

Quanto à educação sexual, sim, claramente muito antes; mas, quanto a mim, um adolescente não é um adulto.
Crianças de 12 e 14 anos são adultas?!
A adolescência é o início da adultícia lá para os 16/17 anos, aí sim.

"Uma pessoa de 14 anos serve legalmente para trabalhar, mas não para disfrutar em liberdade das outras coisas da vida? Parece-me um pouco hipócrita."

Onde é que aos 14 anos se pode legalmente trabalhar?
Ilegalmente sim, de outra forma não vejo como.
Sem o 9º ano nada feito, daqui a uns tempos, sem o 12º, portanto...

E achas que ao terem este tipo de comportamento estão a disfrutar em liberdade as outras coisas da vida?
Algumas fazem-no se calhar porque não vêem outro meio e isso não é liberdade; outras por rebeldia pura e simples.Como já aqui várias vezes foi referido, liberdade é ter várias opções e optar em consciência.

Faz-me confusão que passemos a aceitar tudo como "normal", confesso.
E acrescento já que não sou moralista nem retrógrada, essas não são nenhumas das minhas "qualidades":)))

PS: Será que estas nossas divergências de opinião têm apenas a ver com o generation gap?:)

andorinha disse...

Cêtê,

Li-te agora, moça:)
Concordo contigo, claro.
Mas nós já conhecemos o FDL, começo a achar que ele é um caso perdido:)

Também não precisavas de ter posto a Sirk nesse estado; deve estar de cama porque nunca mais apareceu...
Eu só sugeri umas nódoazitas negras mas tu és uma exagerada! :))) Loooool

A Menina da Lua disse...

Gostaria ainda de acrescentar que a fase da adolescência como todos sabemos, é tambem e por natureza, uma fase de libertação e contestação aos pais, onde os amigos e o seu contexto social, passam a ser o centro de atenção e de interesse e os pais perdem o seu papel dominante de referência e afecto...

Neste contexto os pais estão longe de poder controlar não só por onde andam os filhos como ainda aquilo que eles pensam, aquilo que eles sabem e decidem.

A responsabilidade dos pais passa então a ser um pouco de gerir "à bolina" acompanhando mas mantendo espaço e uma certa distância... onde o maior trunfo para a aproximação pode ser sempre a comunicação e o afecto mas tambem a responsabilização para com eles.

Muitos dos contextos destes jovens podem levá-los a sentir o estranho logro que a eventual garantia de comunicação telefónica com os amigos possa ser bem mais importante do que perderem a sua respeitabilidade e o seu amor próprio quando se "desfrutam" indescriminadamente, desafectuosamente e perigosamente com estranhos na net...

lobices disse...

...no meio de tanta diversidade de opiniões, a minha também será diversa, claro
...mas, não a dou
...farei apenas uma pergunta:
...que fizemos nós quando tinhamos 12, 14 anos etc?
...será preciso eu dizer o que eu fiz?
...só que não tinha a técnica ao meu lado, tinha a realidade e não a virtualidade, ou seja, o tão simples e normal: "mostra-me o teu que eu mostro-te o meu", por exemplo, não terá sido o uso puro e simples da video câmara que na altura não existia?
...e o que se seguia?
...basicamente, apenas evoluiram os meios e as técnicas e as formas
...o apetite pela descoberta do desconhecido, pela descoberta do corpo, pelo gozo que isso nos dava, talvez hoje se faça de outra forma
...hoje é quase tudo permitido; no "meu" tempo a pica era maior porque tudo era proibido...
...

Hyde disse...

Boa tarde, na minha modesta opinião, uma pouco mais(ou muito mais talvez seja mais o caso tal é o abandono a que estao votados os jovens hoje em dia...) de acompanhamento da parte dos pais fosse colmatar muitos desses problemas, e não julgo que seja uma questão de estatuto socio-económico, mas de pura negligência parentalm não na totalidade mas na grande parte. Cuidar, informar, saber, estar atento e nao ser permissivo.

andorinha disse...

Lobices,

Só uma reflexão que o teu comentário me suscitou.
Concordo com tudo isso, o apetite pela descoberta do desconhecido, da descoberta do corpo, também já tivemos essa idade e não éramos nenhuns santinhos:)))
Ainda me lembro tão bem de quando brincava aos médicos, trancávamos a porta e ninguém lá entrava:)

Mas há aqui duas coisas que me continuam a incomodar.
Quando mostravas "o teu" ou eu "a minha", mostrávamos a miúdos e miúdas da nossa idade, aí é que estava o gozo do proibido; não nos passava pela cabeça ir mostrar a adultos, pois não?
Estas miúdas exibem-se também para adultos e podem, por isso, não ter consciência de todos os riscos.

E quando estávamos nesses joguinhos, não cobrávamos dinheiro, pois não?
Isto, para mim, faz toda a diferença.
Que concepção terão estas miúdas do seu próprio corpo e da sexualidade?
Através do corpo poderão comprar tudo ao longa da vida?
Quando forem adultas, se o quiserem fazer, nada a opôr, cada um faz o que quer desde que não prejudique terceiros.
Nestas idades custa-me sinceramente ver este tipo de comportamento...

blogico disse...

andorinha

não me parece que seja do generation gap. :)
os meus amigos bem dizem que tenho umas ideias "meio maradas". é o que dá ser um idiota...

Já agora, o 9º ano acaba-se normalmente aos 14 anos. Já se pode legalmente trabalhar.

liberdade é ter várias opções e optar em consciência.
Se me disseres que estas pessoas que fazem isto, não têm consciência do que estão a fazer nem outras opções, obviamente não acredito.

Acho que a questão aqui é mesmo só de valores morais. Se achas que: Quando forem adultas, se o quiserem fazer, nada a opôr, cada um faz o que quer desde que não prejudique terceiros, porque é que isso não se aplica a pessoas conscientes de outras idades?

Se um adulto não se importa de mostrar o corpo por 10eur e outro adulto não se importa de pagar o mesmo para ver, quem somos nós para nos metermos nisso?

Creio que, aparte valores morais, a única diferença entre as nossas opiniões é que eu acho que adolescentes deveriam ser considerados adutos.

Teresa Duraes disse...

h� 20 anos atr�s iam para as casas de banho dos centros comerciais:
- eles para eles por mil escudos.

Falta de dinheiro? N�o. Alguns n�o.

n�o sou psi de esp�cie nenhuma :) s� m�e e de um adolescente de 15 e uma de 10. Noutro dia fiz queixa na judiciaria porque se meteram com a minha filha no msn...

Xelim's Skull disse...

Acabei de entrar na sala Kamasutra, onde estavam 35 pessoas, no AEIOU, não vale nada!

«Menores têm sexo virtual a troco de carregamentos de telemóvel»???????????????????????????????????????

Fantástica descoberta de espécies raras! Muitos parabéns.

Creio no entanto que os autores de tal estudo não chegaram a ver um único desses vídeos pois seria ilegal...

andorinha disse...

Blogico,
Tens ideias meio maradas?!
Não há mal nenhum nisso, pelo contrário.
Conheço algumas pessoas também com ideias maradas e acho-as muito fixes.:)
Eu também sou meio marada às vezes, por isso não é por aí...

A única diferença entre as nossas opiniões ( e desculpa voltar à carga) é que eu não consigo entender como podes considerar crianças de 12 e 14 anos adolescentes que devem ser tratados como adultos.
Não acho que miúdas dessa idade tenham total consciência das implicações daquilo que fazem.

CêTê disse...

andorinha,;P
Pois não sei o que é feito dela!?Quando conversas com sexo à mistura não a põem a teclar... só pode estar comatosa e fungosa. lol

O FDL tem a sua (des)graça!;p- Just Kidding, fdl.

andorinha disse...

Cêtê,
Vai ao café dela e já vês o que ela anda a fazer, aquela mente pervertida:)))))

Quanto ao FDL, eu acho que por detrás desse nick está um tipo "muitafixe":)

Palpite, apenas, porque não o conheço de lado nenhum...

C Valente disse...

Andando a navegar por aqui passei, gostei,vou voltar
saudações

JFR disse...

Não é, para mim, clara a forma de lutar contra este tipo de comportamentos. No entanto, reflectindo, digo o seguinte – correndo o risco de repetir algumas coisas que já aqui foram escritas:

a) É impossível lutar contra a imensidão de portas que a tecnologia oferece a comportamentos como os descritos. Só num quadro de perda de liberdades individuais. Que mesmo os não adultos terão de ver respeitada. Os chat’s, as WebCam e os sms’s são já pré-históricos. O Second Life (SL) tem ilhas especializadas na oferta de sexo livre e prostituição, inegavelmente muito mais atractivas no plano da imagem;

b) Não creio que o acréscimo de educação sexual seja capaz de ter efeitos positivos significativos (se tiver alguns) neste problema. Tão-pouco a tradicional falta de educação geral e cultura dos portugueses. O fenómeno é mundial. Países com grandes tradições e modelos em educação sexual, têm preocupações iguais às nossas. Usam WebCam, participam em chat’s e passeiam-se no SL por motivações sexuais (muitas vezes roçando a pornografia e usando a prostituição);

c) Considero que o factor determinante é o anonimato. Sendo certo que a abertura da sexualidade a tema do dia-a-dia nas famílias e na sociedade (e, nada de mal nisso no meu entender) e a permanente incitação ao desejo sexual presente na televisão (desde a publicidade à mais, aparentemente, pacata telenovela), determina que a adolescência (com uma linha de fronteira difícil de definir) e a própria infância, desperte para as questões da sexualidade sem a ordem e o nexo que um programa pré-estabelecido possibilitaria, afirmo que é a capa do anonimato que permite comportamentos menos próprios;

d) Outro factor relevante é o desconhecimento da maioria dos pais quanto aos conteúdos da Internet. Os pais, em quantidade massiva, desconhecem o funcionamento dos chat’s, das WebCam’s, do SL. Como podem apoiar o bom uso se desconhecem a ferramenta? Como podem controlar se não conhecem o meio? Por exemplo, no SL existem locais muito úteis para “viver”. Há Universidades. Há locais de debate social. Há capacidade criativa permanentemente presente. Há espaços para crianças. Mas, com muito maior liberdade do que na vida real (até no transporte) pode ir-se a um destino menos próprio. Se os pais conhecerem esse mundo virtual, estarão mais bem preparados para falar com os filhos e conhecerem os principais interesses que os motivam nesse mundo;

e) Outro factor é, também, a inoperância dos pais no controlo dos filhos. Não só na Net, mas na vida em geral. Auto-excluem-se, muitas vezes, da responsabilidade em saberem o que fazem os seus filhos; de saberem quem são os seus amigos; de perguntarem aonde foram e com quem vão. De lhes dar interesse. Muitos, ainda, confundem o uso do computador com uma demonstração de capacidade. E, por isso, enquanto está no computador está bem. Melhor do que estar “em poucas vergonhas” com @ namorad@.

Não sabendo como diminuir o problema, julgo que é, atacando as causas, que o conseguiremos diminuir. É que, o verdadeiro problema, para mim, não está no comportamento enquanto adolescentes. Aqueles, raramente são puros, apesar de muitas vezes ingénuos. A questão grave será se os futuros adultos agirem assim na vida real.

leprechaun disse...

Excelentes os comentários do Blogico, que subscrevo na generalidade, já que consubstanciam aquilo que eu próprio penso acerca da adolescência, mormente os jovens que já atingiram a "idade do consentimento", que a lei portuguesa muitíssimo bem define aos 14 anos.

Já agora, parece-me interessante deixar aqui o link para um Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, já de 2005, pois o caso aí julgado diz justamente respeito a contactos via net entre adolescentes maiores de 14 anos e um adulto, com mais do triplo da idade, e até mete os famigerados carregamentos de telemóvel e tudo!

Refira-se ainda que se trata de um processo que já data de meados de 2001, logo isto de que aqui se fala não é nada de recente, mesmo em Portugal.

De novo, acho exemplar e justíssimo este acórdão, tal como o outro referente ao mediático caso de Celorico da Beira e que também tive ocasião de louvar. Quem estiver interessado em aprofundar o tema, pode ler o que sobre ele se comentou no excelente portal do Verbo Jurídico.

Por fim, embora navegue intensamente na Net, por motivos profissionais, incluindo fóruns, chats e messengers, rarissimamente me tenho deparado com situações que se aproximem sequer daquilo que é aqui relatado, muito menos com menores de 14 anos. E sim, de novo manifesto a minha concordância com o Blogista, a infantilização da adolescência é um erro e o paternalismo serôdio para com alguém que já alcançou a puberdade e é sexualmente "adulto" é cada vez mais injustificável.

É certo que os pais têm o seu código ético e moral, da mesma forma que os filhos também terão o seu, mas definitivamente os 14 anos são, do ponto de vista da legalidade jurídica, um patamar que julgo bastante correcto para avaliar da ilicitude penal ou não de certos comportamentos em que incorram os adultos que contactem via net com estes jovens.

Os quais já sabem o que querem e assim o manifestam livremente e sem peias, o que não pode deixar de ser considerado um bem, pese embora os escolhos que qualquer decisão livre e consciente sempre acarreta, como é óbvio!

Olhar disse...

Olá muito Bom dia para todos:)
E, se, por exemplo..., o computdor com acesso à net estivesse num síto comum da casa até os miúdos crescerem?( isto do "até crescerem" tem muito que se lhe diga...:) )
Será que poderia precaver algumas situações destas, e doutras?

blogico disse...

Ora aqui está uma boa forma de responder às perguntas dos miúdos. :)

Acho piada aos olhares do pai e do médico durante o parto. :))

Unicus disse...

Subscrevo na integra o comentário do JFR.
Quero ainda agradecer um comentário que li algures num outro blog feito pelo professor acerca do processo que decorre contra o meu blog.
Um sentido obrigado, Professor.
http://vbeiras.blogapraai.com

andorinha disse...

Bom dia.

Blogico,

Porque não?:)
Achei piada ao bébé já de bracitos abertos, parece que vem de jacto e que se vai precipitar no chão:)))))))))))

Só não gostei de uma coisa: só se pode fazer amor naquela posição?
É o que os miúdos vão pensar...:)))
Sempre a mulher por baixo e o homem por cima:(
E a variedade fica onde? Ai, ai, vê-se logo que foi um homem que fez isto:)

Mas pronto, isto já é a minha costela feminista a falar...

Até mais logo, malta:)

Mr JazzMan disse...

Amigos mais "cotas", eu sei que sabem mas inteorizem de uma vez por todas:

1º O sexo está liberalizado, quem quizer ter/fazer tem desde cedo. Esta notícia, que já tinha lido há dias, vem na continuação de uma outra em que uma inglesa (penso que era inglesa) fez um leilão no Ebay, mais tarde teve que mudar de site de leilões, da sua virgindade para pagar as propinhas dos 3 anos do curso da faculdade.
Depois também é fácil de ver como os despudor existe por todo o lado, bata ver como andam vestidas as miudas dos 10 aos 25 anos, e ver também as suas fotos nos sites como o Hi5.
No caso do sexo o cidadão tem toda a opção de fazer o que quer com a sua sexualidade ou quase tudo... é isto que acaba por acontecer.

2º As drogas estão liberalizadas, no sentido que quem quizer compra toda a droga que quizer e bem lhe apetecer, porque.... guess what..... ela está disponível para toda a gente.
Mas ainda é crime ter em sua posse quantidades elevadas.
No caso das drogas, e apesar de hoje em dia já não fazer sentido nenhum a separação de drogas leves e pesadas, e de haver drogas legais e ilegais, o facto é que a maior parte da população mundial e no caso da portuguesa consome drogas, mesmo aqui no Blog devem-se contar pelos dedos os que não consomem mesmo nada, cito: alcool, tabaco, canabis e semelhantes, cocaína e semelhantes, Anti-depressivos e ansioliticos.
Neste caso o cidadão está restrito às regras defenidas pelo estado.

3º Por último queria deixar só mais uma interiorização, guess what, estas coisas e outras como o ambiente, a criminalidade, a violencia domestica etc etc... não são coisas que estão a mudar e que um dia vai estar tudo muito complicado e terrível ...... Isto é errado pensar..... porque a verade é:

O ambiente já mudou de forma irreversível. A sério, já morreram milhares de espécies de animais e plantas, a temperatura já está fora de controlo, o petroleo segundo a VISAO de hoje, com a procura extrema, vai acabar já em 2010, as dezenas de campos de futebol da amazonia já foram cortados, os incendios também etc etc , portanto o ponto de mudança já aconteceu meus lindos, estamos agora já em fase descendente a caminho do fim....... resta saber se ainda conseguimos evitar bater na parede.

As drogas, uiii aqui o sinal foi positivo, este ano a ONU disse pela primeira vez no seu relatório anual , que tem os numeros da droga controlados. Sabe-se quem e quanto produz, sabe-se quem e quanto se consome, sabe-se melhor do que nunca os efeitos (com excepção do Afganistão onde o desgoverno é total)..... Quem sabe se tal como no aborto num futuro próximo será possível descriminalizar o consumo de drogas e sim definir as regras todas , desde a venda (como acontece na holanda) mas acima de tudo na produção e distribuição sem deixar de lado claro o consumo. Sim porque o que está em cima da mesa quando se fala no assunto devem ser no mínimo estes 5 tópicos: Produção, Distribuição, Venda, Consumo e Tratamento. Outro assunto que está intimamente ligado a isto é o maior negócio do mundo, que é a venda de armamento. Basta ver o Lord of War (Senhor da Guerra em portugues) com Nicolas Cage, para se perceber que tanto as drogas como os diamantes (ver o Blood Money com o Leonardo di Caprio, tb ajuda para se perceber) não servem para mais nada senão como moeda de troca para pagar compras de armamento, que é sem dúvida o primeiro problema.

Sexo, uiiii aqui o caso é mto complicado. O estado das coisas é de desgoverno total.... é uma "America" como se costuma dizer. Ainda é mto cedo para arranjar a cura, mas já se vão identificando os problemas e os sintomas.
Este problema está também ligado com o tráfico de orgãos e principalmente com o tráfico de seres humanos e mulheres.
Quanto às "nossas" filhas, sobrinhas, primas, irmãs .... isso agora.....

Remeto-vos também para o título da revista sábado desta semana, onde Estudos mostram que 50% das portuguesas já tiveram relações de uma só noite, nada de extraordinário se calhar comparando com o mesmo estudo dos homens, mas em ambos os casos retratam as vivencias e as práticas normais da sexualidade em portugal.

Desculpem-me um Post tão longo... mas tb escrevo poucas vezes por isso ;) tinha algum crédito :) BOm fim de semana.

Fora-de-Lei disse...

Mr JazzMan 1:46 PM

"... mesmo aqui no Blog devem-se contar pelos dedos os que não consomem mesmo nada. Cito: alcool, tabaco, canabis..."

Por exemplo, eu ainda há bocado mandei abaixo duas ampolas de Jameson e espetei no caixão aí uns 5 ou 6 pregos de SG Filtro...

Sirk disse...

Aquela cena dos «amigos mais "cotas"» é que achei deveras pornográfico. Repararam, também, na falta de p(h)oder de síntese...

FDL, vá!, conte-nos, se é homem, o que snifou durante o almoço.
LOOOOOOOOOOOOOOOL

Fora-de-Lei disse...

Sirk 3:32 PM

Por acaso, snifei o agradável perfume duma tia (?) muita boa (!) que estava na mesa mais próxima. Estava a ver que ficava com a pedra... ;-)

CD disse...

Já que ninguém conta aqui vai uma anedota porca:
Rapariga: Se me carregares o telelé com 10 euros eu mostro-te as mamas.
Velho porco: Já que me dás o nº do tele porque é que não nos encontramos para o zuca-zuca?

R: Nem penses nisso. O que é que julgas que eu sou?

V.P.: É que eu estava na disposição de te pagar o tele durante 20 anos.

R: Bem nesse caso, isso já é mais convidativo.

V.P.pensando: bem. Puta já encontrei agora só falta discutir o preço.

LOOOOOOLLLL (como se costuma dizer)

CD disse...

Uma coisa ligeiramente diferente.
A famosa cantora Laurie Anderson autora de canções de natal mundialmente copiadas por vai dar um Conserto 6ª feira no Theatro Circo de Braga (Theatro é mesmo assim).
A não perder ;-)

andorinha disse...

Mr jazzman,
Não deve andar a ver bem.
"O despudor com que se vestem miúdas dos 10 aos 25"?????
E dos 25 aos 60?:)))))
E com este calor queria que se vestisse o quê?
Camisolas de gola alta??? :))))))

Sirk,
Tu é que me compreendes, moça:)
Os amigos "mais cotas", achei imensa piada...
A partir de que idade se é cota???

FDL,
Andas a snifar demais, andas, andas...
Não te cuides, não:)))))

Cazento disse...

Tenho ouvido falar deste novo fenómeno mas como nunca frequentei salas de chat estou totalmente por fora do assunto.

Mas assim à partida acho que se está a dar uma importância desmedida a uma coisa aparentemente quase inócua, em contraste com casos gravíssimos no mesmo contexto que ocorrem no mundo real.

É verdade que o facto de as raparigas serem ainda bastante novas pode chocar e gerar alguma preocupação. Mas a verdade é esta:

Se as coisas nunca passarem do virtual para o real que mal pode haver?

Parece-me até bem mais inofensivo e menos arriscado do que usar um simples fio dental numa praia no mundo real ou ir para uma discoteca com "amigos" e conhecidos até às tantas da manhã trajando roupas justas.

(atenção: não estou a dizer que sou contra tudo isto ou que não gostava de ver e fazer quando era adolescente)

Se as raparigas não transmitirem os seus dados pessoais, morada, etc, àqueles a quem dão o n.º de telemóvel para o carregamento, qual é o risco?

Dão o n.º de telemóvel, certo, mas qual é o problema se quem está do outro lado, mesmo que quisesse fazer algum mal, não sabe onde vive e mora a rapariga?

E é tão fácil não atender uma chamada indesejada ou atender e desligar logo.

E com um simples truque, disfarçando os olhos com óculos escuros ou algo do género, quando estão em frente da webcam, conseguirão mesmo precaver a situação de eventualmente poderem ser reconhecidas na rua.

Por outro lado no mundo real há tantos riscos gravíssimos: raparigas que são violadas, gravidezes indesejadas, raparigas que são mães aos 13 anos, outras fazem abortos, apanham doenças venéreas, ou envolvem-se em relações de namoro que terminam em tragédia, enfim, um rol de males reais que nunca mais acaba.

No virtual não há absolutamente nada disso. Portanto qual é o real problema, qual é o risco?

Uma simples viagem de finalistas pode ter piores consequências, por vezes, pelo que leio, até uma simples Queima de Fitas (bem sei que aqui já não são tão novas).

Na verdade até uma simples saída à noite pode comportar riscos que no mundo virtual não existem.

Por vezes até simplesmente ao navegarem na Inernet e entrarem num simples blog de temas que nada têm a ver com erotismo ou pornografia, podem deparar-se com umas quantas fotos porno ou textos com diálogos porno.

Talvez eu não esteja a ver bem a questão, mas a verdade é que a partir de uma certa idade (16/17 anos) raparigas exibirem-se nuas em frente de uma webcam ou enviarem ficheiros com fotos do seu corpo nuas, não só me parece totalmente inofensivo como até uma melhor opção do que as práticas habituais no mundo real que têm consequências piores...e REAIS, para já não falar de coisas muito piores a que todos estamos sujeitos, e de tudo com que qualquer uma dessas jovens raparigas pode ser confrontada navegando simplesmente no Hi5, em blogs e outros sites do género.


Este post é antigo, a discussão já terminou, mas não resisti a transmitir o meu ponto de vista.

salma disse...

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João Pedro Barbosa disse...

Vaz Machado,

CONTINUE A SEPARAR OS PORTUGUESES POR CASTAS

Barbosas in "A Primeira Grande Guerra"