segunda-feira, julho 16, 2007

Que ingénuos:).

Família: Estudo revela que mulheres dominam no seio familiar


Washington, 06 Jul (Lusa) - As mulheres têm mais influência no seio familiar do que os homens, segundo um estudo realizado por uma equipa de investigadores da universidade do Estado do Iowa, publicado esta semana.
A investigação observou o comportamento de 72 casais com idade média de 33 anos e casados há sete anos.
As conclusões ilustram que as mulheres demonstram um comportamento mais dominante do que os seus maridos no momento de resolver problemas e exercem mais poder no que respeita a tomada de decisões.
"As mulheres assumem a responsabilidade de velar pela relação, assegurando que tudo funciona bem e que toda a gente está contente" explica Megan Murphy, membro da equipa de pesquisa da Universidade do Estado do Iowa.
Os cônjuges que participaram no estudo tinham de preencher individualmente um questionário sobre o nível de satisfação geral no seio do casal.
Cada um tinha também de identificar um problema que não podia ser resolvido sem a cooperação do outro. Os casais eram depois reunidos para falarem durante dez minutos sobre os problemas abordados.
"As mulheres não só tomavam mais vezes a palavra como chegavam mesmo a troçar dos argumentos apresentados pelos maridos. É isto que é particularmente interessante", explica David Vogel, professor de psicologia da Universidade do Estado do Iowa.
Estes resultados contradizem a intuição inicial dos investigadores que pesavam que o marido era predominante no seio do casal.
ALF.

13 comentários:

sonia farmaceutica disse...

Mas havia dúvidas? Embora os homens queiram fazer crer o contrário, as mulheres é que dominam. O pior é quando os homens não são capazes de lidar com essa capacidade de liderança!

Júlio Pêgo disse...

No seio familiar, a prática profissional dos "psis" parece refletir e dar razão a esta investigação.Por norma, a mulher é dominante na família. É ela quem sabe gerir melhor os conflitos, quem sabe melhorar e assegurar os seus próprios laços de origem em relação aos do marido. Tem vantagem sobre o homem, na maior capacidade para o cuidar do espaço da casa e de satisfazer as necessidades primárias dos filhos, pese embora uma melhoria e esforço recente do homem. Na argumentação, tem maior capacidade de expressão oral. Estudos inglese recentes, falam até queé ,em alguns casos, de possuir 2º centro de linguagem, além do de Broca.
Abraço do Júlio

Fora-de-Lei disse...

Acabei de saber por que razão as famílias estão tão mal... De facto, com as mulheres a dominarem, como poderiam as famílias estar melhor ?!

andorinha disse...

Bom dia.

FDL,
Que saudades que eu tinha destas tuas provocações!:)
Se as famílias estão mal, os homens que façam alguma coisa ou só estão habituados a não fazer nada?
Assim é mais fácil atirar as culpas para cima dos outros, neste caso, as outras, não é?:)

Fora-de-Lei disse...

andorinha 10:09 AM

Daqui a um bocado, estás-me a dizer que a porca miséria a que chegou a CML não é culpa do Carmona mas dos outros que não fizeram nada... ;-)

Marx disse...

«Estes resultados contradizem a intuição inicial dos investigadores que pensavam que o marido era predominante no seio do casal.»

Well, pois a mim parece-me que esta "leitura" dos investigadores poderá ser excessivamente rápida. Não sei como será lá pelo Iowa, mas este estudo apenas confirma o que, há anos, se diz por aqui. Ou seja, «lá em casa manda a patroa mas sou eu quem manda nela!»

andorinha disse...

FDL(12.12)

Não ponhas na minha boca palavras que eu não disse:)))

E quanto a este estudo, estou tentada a concordar com o Marx...

lobices disse...

...cito do post:
"As mulheres não só tomavam mais vezes a palavra como chegavam mesmo a troçar dos argumentos apresentados pelos maridos. É isto que é particularmente interessante",
...
...não tenho a menor dúvida :))))

abreijos

thorazine disse...

"..como chegavam mesmo a troçar dos argumentos apresentados pelos maridos".

Confirma-se... ;((


;))))))))))

CêTê disse...

"Estes resultados contradizem a intuição inicial dos investigadores que pesavam que o marido era predominante no seio do casal."- que geração de investigadores é esta? É quase anedótico- e seguramente um atentado à contenção verbal de muitos investigadores que por falta de recursos e apoios tem as suas intuições que poderiam mudar a vida de muitos na gaveta! Mundos!

Isis disse...

Ah.... mas como os homens se têm vingado ao longo dos tempos

eles devem ter vivido interiormente verdadeiramente mal essa preponderância feminina na família, pois de outro modo não se teria visto a feroz redução da mulher.
Quem é forte não precisa de, com tanta virulência, inferiorizar ou dominar. Reduzir a um estado quase subhumano ou a uma humanidade de terceira. As mulheres devem tê-los incomodado muito. :)

Messalina disse...

Pois não é verdade!

Na minha humilde casinha muito se respeita o meu maridinho.
Sim. As mulheres não são propriamente sabonetes que se gastem, não é verdade?...

Venham-nos visitar. Qualquer semelhança com outro blog conhecido é pura coincidência.

Beijos

Fora-de-Lei disse...

Monólogo de uma mulher moderna

São 5.30H da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.
Estou acabada.
Não quero ir trabalhar hoje.
Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc.
Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores.
Tudo menos sair da cama, meter a primeira e ter de por o cérebro a funcionar.
Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?
Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos.
A vida era um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha.
Depois ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de credito, a Internet!
Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!
Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre "vamos conquistar o nosso espaço".
Que espaço?!
Que caraças!
Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés!!!
Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós, para comer, vestirem-se e para parecerem bem à frente dos amigos e agora?
Onde é que eles estão???
Nosso espaço???!!!
Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz.
Essa piada... acabou por encher-nos de deveres.
E o pior de tudo acabou lançando-nos no calabouço da solteirice crónica aguda!!!
Antigamente os casamentos eram para sempre.
Porquê?
Digam-me porquê, um sexo que tinha tudo do melhor que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos?
A quem ocorreu tal ideia?
Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos!
Estava muito claro que isso não ia terminar bem.
Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas...
Alem de morrer de fome, pôr hidratantes, anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e acima de tudo ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manhã desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho.
E não só, mas também ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no trânsito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!!
Tudo para sair com os olhos vermelhos - pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo!
E olhem que tínhamos tudo resolvido, estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos super-mulheres mas continuamos a ganhar menos que eles e de todos os modos são eles que nos dão ordens!!!
Que desastre!
Não seria muito melhor continuar a cozer numa cadeira???
Basta!!!
Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela!
Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar para quê ter que demonstrá-lo a eles???
Ai meu Deus, são 6.10H, e tenho que levantar-me da cama...
Que fria está esta solitária e enorme cama!
Ahhhh...
Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente no sofá e me diga: Meu amor não me trazes um whisky por favor? ou: O que há para jantar?
Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que atragantar-me com uma sanduíche e uma Coca-Cola light enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.
Pensam que estou a ironizar ou a exagerar?
Não minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas, liberais... e idiotas!
Estou a falar muito seriamente: ABDICO DO MEU POSTO DE MULHER MODERNA !!!
E DIGO MAIS: A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar para sustentar a nossa vida boa!
Agora somos iguais a eles.