domingo, julho 01, 2012

O teste.

Velhos,

Pois duvidais de mim? Neguei-vos três vezes, como esse Judas que julgámos tão apressadamente? Trinta moedas por alguém que amava? Quem acredita nessa história de carochinha longe da janela? E contudo, hoje senti-vos por trás de cada armadilha. A falta de ar que me assusta; a avaria na piscina que entristece os miúdos e me pôe louco; a partida de todos os outros, que me deixam saudades, a tribo vem  mirrando, quem lhe (me?) permanece fiel torna-se ainda mais precioso. Às 16.15 seria arrogante decretar a prova terminada, mas ainda cá estou, queridos. De pé, afagando os ramos da vossa árvore. A brisa é amável, o sol cálido, as flores brancas e amarelas, o riacho fiel. Estamos os três. Como um dia ficaremos, se os cães me sobreviverem como desejo, estou farto de vestir de negro o coração e branco sujo os dentes, a cada telefonema pergunto-me quem é agora. Velha dama risonha, por favor!, abraça quem te aprouver, mas os meus bichinhos não, se cada ano deles vale sete dos nossos por alguma razão deve ser, não achas? Exactamente. No seu olhar não há vislumbre de traição, novelas, sinais exteriores de riqueza ou quinze minutos de fama, apenas ternura incondicional. Ternura incondicional? Os meus colegas veterinários devem estar enganados, egoístas como nos tornámos sete para um é obsceno, se recorrerem ao Tribunal dos Direitos Humanos arriscamo-nos a pena de prisão perpétua! Num qualquer canil perto de si... 
 

71 comentários:

bea disse...

Um abracinho ao professor. estamos todos com pena de não ser um dos seus cães. Antes que a Interessada venha "nós quem", eu.

Não é assim tão bom que os animais sobrevivam aos donos, pode crer. Ficam numa tristeza que dá dó.

E sabe o que menos gosto em Judas? que se tenha ido enforcar numa figueira, feito palerma. Não fomos nós que o julgámos apressadamente, foi ele que se julgou a si mesmo. E nesse julgamento, tudo muito. Se Cristo perdoou aos ladrões que não conhecia (um foi muito teimoso e não quis ser perdoado), a quem lhe batia e etc, como não perdoava a um discípulo?

bea disse...

Há coisas que não se perdoam? Não para um deus.

João Pedro Barbosa disse...

Os unicos que nos compreendem. Viver mais seria tortura.

;-)

bea disse...

Olha joão Pedro, sou de compreensão lenta. ainda estou a pensar nos sinais exteriores de riqueza do andar de baixo. atoleimei.Os animais não nos compreendem, sentem-nos. E obedecem-nos sempre.

Senhor professor

ninguém enlouquece por causa de uma piscina. Já pensou mudar o revestimento todo?

A falta de ar preocupa-me. É aflitiva. E tenho um amigo do peito que quando era garoto a sentia. Mas tomava uns anti histamínicos e melhorava. E tenho a certeza que aprendeu a viver com isso. É só um desabafo triste, pois é?

andorinha disse...

Não sei que dizer...não gosto de textos assim, tristonhos...

Ternura incondicional, sim. Acaso duvida?
Mas nem só os cães são capazes de a ter, alguns humanos também:)

Bea,

Há, há coisas que não se perdoam...

Pedro,

Os unicos também não diria...

Bolas! Está toda a gente tão pessimista hoje porquê?

Impio Blasfemo disse...

Ah os nossos companheiros. Tive um a que dei o nome de Malaquias e era um gato. Moreeu há uns 6 anos atrás. Agora herdei um gato, chama-se Chança e era do meu cunhado. Sobreviveu-lhe mas está já muito velhote. Habituou-se a mim e quando ouve o meu carro desce a escada a correr como se fosse um cão; vem esperar-me à porta e mia de alegria quando apareço. Adoptou-me!

Deixo um texto da Alice Vieira
"O Gato Malaquias
O gato Malaquias andava triste. Tristinho que metia dó.
- Que te aconteceu, companheiro? – perguntou –lhe Tarzan.
Tarzan era um canzarrão capaz de assustar todos os ladrões, mas que não fazia mal a uma formiguinha.
- O meu dono já não gosta de mim. Agota todos os miminhos vão para o bebé que nasceu. Há semanas que não me compra nem um carapauzito… Lá fico eu, sozinho, a apanhar sol na marquise, enquanto ele só tem olhos para aquela criatura que só sabe chorar, com a bocarra sempre aberta… Eu sou muito mais bonito, e sempre muito sossegadinho, no meu canto ao sol…
- Ora, sempre me saíste cá um tristão! O teu dono agora tem mais despesas e por isso nem sempre te pode dar carapau.
- Não é isso. É que ele não gosta de mim. Vou pagra-lhe na mesma moeda. Vou fugir. Deixo hoje mesmo este casarão.
E o gato Malaquias lá foi.
Atravessou portas e portões, ruas e ruelas, rios e riachos.
Mas, habituado a que lhe pusessem sempre a comidinha no prato, era incapaz de a encontrar sozinho.
E aquela confusão do trânsito, santo deus! Que tamanhão de carros! Por pouco não era atropelado.
E cada dia estava mais magrinho. E mais tristinho.
Resolveu voltar.
Foi uma festa. Afinal todos tinham sentido a sua falta! Até o bebezinho lhe pareceu mais bonito.
E se ainda sentia a falta de um carapauzinho de vez em quando, aquele raiozinho de sol na marquise era, certamente, o mais parecido com o paraíso.
Pelo menos o paraíso dos gatos.
Alice Viera
Livro com Cheiro a Morango"

Abraços
Ímpio

rainbow disse...

Solidária com a dor de perder os entes queridos.O vestir de negro o coração.
A família, os amigos, os animais são muito importantes, já as piscinas...não creio.

http://www.youtube.com/watch?v=wM0IDLAntVM

Bons sonhos para todos

bea disse...

Andorinha

não disse que tudo se perdoava (ainda que o pense, o rancor cai mal), mas que um deus tudo perdoa. Ou não será deus. Ou é um deus menor. Ou é uma pessoa. (e estás a fazer beicinho para quê?)

É perdoável. Mas não se esquece. Bem o sei de saber e de sentir.

Ímpio

a Alice Vieira tem certa arte na escrita infantil. Reconheço. Li alguns livros dela e fico sempre com a sensação de que os adultos precisavam deles também. Ainda que a vida não seja assim simples.

bea disse...

E Boa noite. Obrigada, Rain :)

João Pedro Barbosa disse...

Bea,

Obrigada pela tradução:

SENTEM-NOS!

Como as pessoas (estou a excluir aqueles que não "vingaram" na vida). Nada é insubstituivel. Aprendemos a senti-los. E depois disso se estivermos dispostos também sabemos sentir os humanos que não vingaram e não se vergaram.

Pequenos liquens da nossa existência que se nos agarram aos ossos para encontrarem lugares mais seguros.

Estas simbioses de seres humanos reduzidos ao prazer de existir.

Pedro

João Pedro Barbosa disse...

Só o vazio é insustituivél. Tu que não lhe pertence se transforma. E quando se perde volta-se a criar.

Bea,

Se um desconhecido lhe oferecer. Isso é "impuse". Queiremos lhe reduzir a uma saudação ou a um acenar. É uma coisa extriorizada. Um sinal exterior de riqueza mas que vem de dentro. Está a confundir com sinais adquiridos de riqueza.

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/40x40-cm.html

^_^...

João Pedro Barbosa disse...

Dos planetas conhecidos. Este continua a ser o melhor para existir:

http://news.nationalgeographic.com/news/2012/06/120626-mars-water-mantle-oceans-meteorites-space-science/

João Pedro Barbosa disse...

Um Bom Dia::

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/blog-post.html

Fios de Seda disse...

Caro Professor,
O sua falta de ar (asma, se bem me lembro) deia-me sempre sem jeito. Sei bem do que fala, pois ela também passou por aqui... e como passou.
Sugestão prática que comigo resultou: termas das Caldas da Felgueira.
Já experimentou? Comigo deu um resultadão.
http://www.termasdafelgueira.pt/
As melhoras do corpo e da alma!
Um bj abraçado
Ana

Impio Blasfemo disse...

O Prof anda ás voltas com infiltrações, falta de ar e depois sabe-lhe bem a companhia dos animais. Até escreve “No seu olhar não há vislumbre de traição, novelas, sinais exteriores de riqueza ou quinze minutos de fama, apenas ternura incondicional”. Fez-me lembrar o meu Malaquias e agora o Chança. Daí o texto da Alice Vieira. Só que o meu herdado Chança, delicia-se com Sardinha e se é assada, aquele cheiro penetra-lhe nas narinas e ele fica quase em estado de alucinação. O meu saudoso Malaquias ficava em êxtase com o cheiro de frango assado; enfim cada gato tem os seus gostos predilectos. Uma coisa têm em comum, o Sol numa varanda para eles é o paraíso.
A Alice Vieira escreve textos com uma simplicidade que encanta. Já o Mário Castrim que escrevia textos que todos lemos antes do 25 de Abril, no pós ,tornou-se tão ácido que a sua leitura era quase impossível. A Alice Vieira, embora casada com ele, não foi contagiada pela torrente ácida e manteve o estilo de sempre.
Abraço
Ímpio

Impio Blasfemo disse...

Bea
No post acima respondia-te em relação à Alice Vieira. Quanto ao Judas, pois parece que as figueiras continuam a existir mas a vergonha é que desapareceu. Hoje vendem-nos por muito mais e ninguém vai a correr, cheio de pressa, para encontrar uma figueira para se enforcar. Pois e assim fosse, desgraçadas das figueiras, estavam carregadinhas de “estranhos frutos” como dizia a Billie Holiday na canção– “Southern trees bear strange fruit. Blood on the leaves. Blood at the root. Black bodies swinging in the southern breeze. Strange fruit”
Hoje vendem-nos e a seguir correm para as cadeiras das administrações para observarem o aumentar da conta no offshore. Compram aviões particulares, vão às reuniões dos Grupos Importantes, vão à TV para dizer que o problema é da Crise Mundial (e que crise que vai por aí), etc, etc, etc. E no final fazem uns Road Shows para pedirem o nosso voto nas urnas, fazem uns olhinhos de carneiros mal mortos ou infelizes e a maioria da “carneirada” (nós) dá-lhes o voto. E lá fica uma “maioria arregimentada” feita desta malga de maiorais da política saída das piores fileiras da intriguice e da sujeira que nos conduz ao destino fatal da queda na segunda vaga da escravatura, a escravatura exercida por um poder económico que nos obriga a trabalhar ao preço que eles querem.
E volto a dizer que tudo isto não é por a figueira ter deixado de fazer parte da flora mundial….

Abraço
Ímpio

A Menina da Lua disse...

Oh professor assim não vale:(

Por favor não se incomode com os problemas de inflitrações, etc...Isso resolve-se facilmente mais ou menos bem, haja dinheiro.
Se fosse cá por baixo dava-lhe alguns bons contactos de pessoas bem jeitosas e cuidadas de obras pois tambem já precisei desses serviços:)

Quanto aos queridos bichinhos de estimação!:) a troca de afectos é verdadeira e a perda é sempre bem dolorosa. Ainda há quinze dias a gatinha do filho fugiu e ficou trancada dias numa casa vazia desabitada. Foi um drama o desaparecimento mas com final feliz:)
A desproporção de 1 para 7 é injusta para o cão sim mas tudo muda se nos compararmos com as tartarugas...:)) É a vida com todas as suas leis e "relativismos" ...:)
Desculpe este meu tom meio despachado de falar mas penso que não há muitas alternativas; aceitar as dificuldades e tentar resolvê-las é sempre a melhor solução... Porem há umas tantas que não se resolvem mas isso tambem faz parte.:)

Beijinhos e as melhoras da asma!

andorinha disse...

Bom dia:)

Impio,

Os nossos bichanos são assim mesmo, dedicados e afetuosos.
E trata bem do teu Chanço se já está velhinho:)
Eu tenho a minha Mafalda comigo há perto de três anos e a bichana é uma espertalhona. Um bocado arisca, às vezes, mas isso deve ter herdado de mim:))))
E também se apercebe quando estou a chegar. Ainda estou a fechar a porta do elevador e já ela mia, ansiosa por que eu abra a porta de casa.
À minha raramente dou essas iguarias porque ela é castrada e tenho que ter cuidado com a alimentação. Quando lhe dou, ela quase que "explode" de alegria:)))
Enfim, são uns queridos, mesmo!

Quanto às figueiras e à vergonha ( ou falta dela) já nem comento:(((

Abraço

Bea,

Eu não estou a fazer beicinho, apenas disse que há coisas que não se perdoam. E ponto.

Inté...

bea disse...

BomDia!

João Pedro
(12:45) Não acredito que seja água potável.

(7:58) Estive a ver o teu impulse século XXI :); um ramo de flores ou vaso inesperado, atrapalham muito. Não se anda com uma jarra no bolso, nem dá jeito fazer o que seja com um ramo de flores na mão.

Fios de seda

O que as pessoas são diferentes. comigo não resultou nada. Mas é verdade que não tenho asma :)

Ímpio

Judas vendeu o melhor amigo, entregou-o à morte, sabendo que o fazia, numa tentação desmedida, um ato tresloucado. E teve também consciência disso. Não procurou uma solução, antes as cerceou a todas; é o que constato. Eu quem sou para reprovar o quê? A pressa com que julgamos, e nos está “na massa do sangue”, prova-o. Porque estamos inadvertidos a julgar e a julgar-nos sempre. Não tenho certeza se é de sermos judaico-cristãos, se é apenas natureza humana.

Estou farta desta cambada toda que não é Judas mas pior e arma em Cristo de pé de cabra. São deuses. Não erram, não mentem, não esbanjam, não têm compadrios. Ressumam honestidade e transparência.

Enjoei de pagar tudo o que estragam, de não ter subsídios de férias e natal, de me roubarem mensalmente, e de ouvir asneiras como se verdades fossem, de os ver fazerem a cabeça das pessoas a tornarem-nas aquilo para que não nasceram.
Enfim, cansei de não haver rumo e ainda assim nos não darem tréguas. Carraças peçonhentas!

A Alice tem um estilo. E Mário Castrim outro. Não sabia que se tinha tornado assim contundente no pós 25 de Abril, achas mau? Provavelmente sofreu um bocado antes. Ou sentia uma revolta que era de deitar para fora.

Por acaso vi uma tartaruga há pouco tempo; estava tão mas tão quieta que sorri e me fez deter. Pensei que estaria a olhar e que o seu modo é mais demorado que o comum. Observava, lapidar, como ser curioso que não sacia; lembro-me da curva ascendente do pescocinho pequeno, os olhos muito atentos, a salientar-se. E ensimesmada a deixei naquela atenção de sol em que um momento nos cruzámos. Vim a pensar, como verá uma tartaruga? mas ainda não fui ao google.

bea disse...

Andorinha

Pois.

João Pedro Barbosa disse...

Andorinha,

Tantas.

Cê_Tê ;) disse...

(à margem do post:
Bolas! Até para ser bichano é preciso ter sorte com os donos!!! Já não basta ter sido castrada, prisioneira e ainda tem de fazer dieta?????
Já para não sublinhar a ironia de ter uma Andorinha como carrasca!!!
A gata deveria-se chamar "Karma"!
;))

bea disse...

Eu quero um tamagoshi!...

João Pedro Barbosa disse...

...movido por energia eólica!

Interessada disse...

Pois é Júlio,cada vez mais falamos com eles.
Talvez porque são aqueles com quem mais lidámos, mais amámos e nos amaram.
Talvez porque estejamos mais sós.
Como podem os esqueletos, ou pó, esperar algo de nós?
Inventamos que os nossos desejos a eles pertencem, e escrevemos o romance que nos faltava.
Há poucos anos atrás, repentinamente, também eu fui invadida por crises de falta de ar, que obviamente me preocuparam e me levaram até ao médico.
Andava então debaixo de uma tensão nervosa, com crises de ansiedade enormes, que se repercutiam de formas diversas no corpo. E a falta de ar nem sequer coincidia com estes picos.
Consegui mudar a minha vida, eliminar grande parte dessa ansiedade, e foi-se a falta de ar.
Mas certamente que estes efeitos nefastos não são novidade para si.
Quem o está a colocar à prova não são eles, mas o Júlio.
Talvez precise de atenuar temporariamente a teimosia com a vida.
Deixe-a vencer por momentos. Todo o guerreiro precisa de descanso.

A Menina da Lua disse...

CÊ TÊ:))

Bom e oportuno sentido de humor!:))

Interessada:)

"Quem o está a colocar à prova não são eles, mas o Júlio.
Talvez precise de atenuar temporariamente a teimosia com a vida.
Deixe-a vencer por momentos. Todo o guerreiro precisa de descanso."

Gostei!:)

Eu falei em aceitação... mas penso que as suas palavras foram bem melhores e mais abrangentes que as minhas:)

bea disse...

Interessada

talvez tb porque mais próximos da sua condição. O que, inexplicavelmente, não atenua a saudade.
Desejávamos viver uns com os outros. O que não era fácil. E pouco tempo conseguimos.

os romances, são livros. Poremos neles apenas os nossos sentimentos e emoções? não. Partem talvez de situações impressivas que ficam guardadas até um dia em que é urgente dizê-las. Não creio que a escrita seja esse grito pessoal mascarado, salvo se for diarística ou semelhante. Ou poesia. E ainda assim, tudo que seja pessoal não o é apenas. O escritor é um intérprete. E é grande sê-lo. Dizia Sophya de si mesma, "uma antena"

E agora vou descansar. Porque me apetece.

Este eólico tá-me a chatear, chego à aeróbica cansada e depois não consigo acompanhar o people. Ora esta.

João Pedro Barbosa disse...

Nada como as energias renováveis e renovadas:

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/connected.html

andorinha disse...

Têzinha:)

Eu já te disse para não tentares que eu me zangue contigo porque não consegues:))))))))))))))))))

A Mafalda é uma gatinha que eu trouxe do gatil e que vive feliz e contente com todos os miminhos que lhe dou. Não iria ter uma gata se assim não fosse...
É arraçada se siamesa, muito gira!;)


Bea,

Fico contente por não teres esquecido a promessa que fizeste quase há um ano, a de não nos esqueceres.:)

Pedro,

Tantas não sei. Há coisas que aprendi a "perdoar" ao longo da vida. Ou a relativizar, talvez seja melhor a palavra.

E agora vou à janta. Inté...

João Pedro Barbosa disse...

Andorinha,

Relativizar ou banalizar! É um engano a nós próprios.
Tem mesmo que se aguentar a barra.
O tempo também cura algumas coisas. Para não dizer que acaba por lhes dar uma direcção. Independentemente do sentido.

Interessada,

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/since-beginning.html

andorinha disse...

Estive a ver o Frente a Frente na SIC Notícias com a Maria de Belém e António Capucho.
Fiquei a saber que os enfermeiros que sejam contratados a partir de agora irão receber 3,96 Euros por hora!!!!!!

Eu não entendo como se aceita uma coisa destas! Se não estivesse neste blogue, escrevia agora um chorrilho de palavrões.

Mas até quando vamos permitir que estes fdp brinquem assim com a dignidade das pessoas?

Não se faz nada? Aceita-se e pronto?
Raio de povo este!:(((((((((((((

andorinha disse...

Pedro,

Não penso que relativizar seja um engano a nós próprios. Não é relativizar o peso de determinada situação ou comportamento. Algumas são bem pesadas e aí é mesmo aguentar a barra.
Eu estou a referir-me a relativizar entre diferentes situações/comportamentos. Algumas não merecem que eu perca o meu tempo com amuos ou frustrações porque são 'menores'; outras, sim, mesmo que eu queira não há como fugir-lhes.
Nestas é que há aquelas que eu não perdoo...

Isto está uma confusão, sorry!:)
Mas hoje a escrita sai-me assim...

João Pedro Barbosa disse...

Perdoai-os Senhor! Que eles não sabem o que dizem;-)

rainbow disse...

Boa noite:)

Ímpio e Bea,

Sobre contos infantis, tenho uma ternura especial pelo conto "Os Barrigas e os Magriços" sobre o 25 de Abril, da autoria de Álvaro Cunhal.
Este conto foi ilustrado por alunos de várias escolas de Portimão:

http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=49560

Desolador os ideais de Abril estarem a ficar cada vez mais distantes.
Andorinha, essa notícia dos enfermeiros, li vários depoimentos de enfermeiros que se recusam a trabalhar nessas condições, preferindo outras alternativas profissionais.
Uma tristeza...

Que é feito da Anfi?

Bons sonhos para todos

bea disse...

Andorinha

se prometi, tá prometido. Mas não estou a cumprir porque prometi, que me não lembro de ter prometido:)

quer-se dizer que cumpro porque me apetece.

Há outros pormenores que cumpro sem apetite. E uns que me apetecem e não posso cumprir. É a vida. Ainda outro dia fui à praia, fiz um lanchinho tão jeitoso, e deixei-o inteirinho em casa. Bem corri os escaninhos todos, nem um bago, nem uma migalha. Ó azar! Valeu-me ter tido o bom gosto de ir comendo enquanto o fazia.

Pedro

pá...não consigo descobrir o princípio. Também não sei se interessa

andorinha disse...

Pedro,

Elas, neste caso, não?
Sendo assim estou perdoada?:)))

Rainbow,

Eu se fosse enfermeira também não aceitava. Há limites, porra!

Da Anfy não sei nada. Mas já pensei nela. Estamos aqui a falar todos contentes dos nossos animais e ela tem um a morrer. Isso custa!
Não sei se é esse o caso, mas se se passasse comigo também me iria custar estar aqui neste momento.
Quando o meu cão morreu há três anos eu chorei muito mais do que por algumas pessoas da família...

Bea,

Prometeste, sim. O ano passado no final das férias de verão.

Deixaste o lanchinho em casa?:) Looool
Ó mulher, és mais despistada do que eu:)

Fiquem bem

João Pedro Barbosa disse...

Isto é que vai uma labuta! Com vespertinos e despertinos assim. Não há maleita que se aguente.

A unica noticia, são os melros a cantar e a acertar o canto.

Claro que não é preciso entender para depois perceber e esquecer. É bicho irrequieto que não se deixa adormecer e só desperta a toques muito suaves. Vibra com o insignificante, foge das multidões e esconde-se em lugares imprevisiveis. Não sabe nem ganhar nem perder. Entrega-se na altura certa ás mãos de quem o apressou.

Uma Boa Alvorada para Todos.

João Pedro Barbosa disse...

Senhora. Pá.

(Caprichos!!!)

Eu só vacilo para chegar ao chão. De pés no chão pode-me derrubar. Mas tem que ser convincente.

Não é Pá!?

Jô Soares entrevista Ricardo de Araujo Pereira 19/03/2012:

http://youtu.be/f1WFFZgzsG8

Agora vou justificar a minha existência!

Click!

bea disse...

Bom Dia!!!

andei a aproveitar a energia eólica :)) e vozes? estais benzinho?

Andorinha
Era só o que faltava faltar.Já havia o resto: toalha, uma parte do biquini, lápis, livros, protetor, boné, guarda sol, sapatos, carteira...nunca esperei isto de mim. estupefacta. é o termo.

Pedro

é muito raro sermos convincentes para quem não está predisposto à convincência(isto existe?). Ser de delicadezas pequenas e ternas, de entusiasmos e alegrias simples, de fatalismos aceites e tristezas inacabadas.
E se isto derruba alguém, vou ali e já venho.

Obrigada pela entrevista do Jô ao Ricardo e que já vi uma data de vezes:))sou uma fã do Ricardo. Não incondicional.

Agora vou dizer mal do governo:

então pagam menos aos enfermeiros que a uma mulher a dias? e entenderam que ainda é uma empresa que os contrata? igual às empresas de limpeza. Mas pior. Se nenhum fosse trabalhar é que era. Está nas mãos deles também. Mas há gente nova que precisa e quer começar a ganhar e não sei se se aguentam. Cambada de exploradores. Não fazem uma lei que proteja os nossos jovens, assassinam-lhes o futuro, e depois vão para a China dizer que sim, ali é que é, lá é que eles vingam e há oportunidades aos milhões. Aqueles pasteis de nata não se pareciam com nada. O pastel de nata não engana.
É tudo uma estúpida tanga. Sem arte nem glória

Temo dar razão a MST que afirmou ontem que a breve trecho talvez o caminho seja a dissolução da ideia da europa unida uma vez que já não o está (concordo). E teremos de voltar ao escudo, e a um desvalor do mesmo enormíssimo, afundar mais um tanto, para subir um pouco (pertenço ao grupo de pessimistas que não vê Portugal na crista da onda, por motivos vários, ainda que uma ideia atraente).

Oh!Vou ali. E biépi.



E

Impio Blasfemo disse...

Andorinha

Aí ou outsourcing, aí ou outsourcing. Aí os 3,99 euros/hora para os enfermeiros. Piores que empregadas domésticas que fazem a limpeza das nossas casa. Mas isto está assim. Tenho professores doutorados que entram a ganhar 1000 € para um horário de 12 h/semana de aulas. Tenho professores não doutorados (licenciados e com mestrados) que entram e tempo parcial a ganhar 500 euros/mês 6 h /semana de aulas. Feitas as contas dá 20,8 euros por hora de aula leccionada. Assim de repente não parece mau. Mas tendo em conta que cada hora que leccionas requerer preparação e que depois vais ter de ver trabalhos, fazer exercícios, corrigir exercícios, fazer testes e exames e corrigi-los e acompanhar os alunos em tutorias, feitas bem as contas trabalhas bastante mais que as cerca de 4x12=48 horas de aulas por mês e os 20 euros/hora de aula baixam bastante, talvez para uns claros 10 h/hora trabalho por mês. Entretanto perdemos subsídio de férias e de Natal, pois somos funcionários públicos e o Estado tem de emagrecer nos seus gastos, logo temos de ser “patriotas” e estar ao lado da Nação e dos pagamentos das PPPs pois nos ganhos dos bancos “estrangeiros” não se pode tocar porque os mercados nos iam logo “tramar”; pois, pois, Sr. Ministro, pois , pois, pois claro, vossa excelência faz muito bem, e já agora mantenha-se sempre amiguinho da Sra Merkhel que ela só quer o nosso bem. Olhe, quando a vir, dê-lhe um grande Xi-coração, bem apertadinho, que lhe manda cá o rapaz, e se não considerar que é ser desavergonhado, dê-lhe lá um beijinho também, com consentimento da sua Senhora, claro está! E leve-lhe uma barrica de ovos, uns salpicões, uns pasteis de Belém, umas barrigas de freiras, um pãp de ló de Ovar, umas francesinhas do Porto, um queijo da Serra da Estrela e um outro de Azeitão que o de Nisa pode ela considerar que cheira mal. Enfim, encha-a de produtos nacionais, presentinhos e miminhos cá do rectângulo luso, que muito grato lhe está por ela nos considerar PIGS bem comportados. Nos eternamente agradecidos, subscrevemos as medidas de austeridade que ela por bem entender que nos são devidas e mais todas as que ela quiser, que nós sempre gostámos muito da Alemanha, desde o tempo do nosso saudoso e grande líder de sempre António Salazar. Não se esqueça, por favor, de lhe dizer isto; e escusa de viajar em classe turística que cá a rapaziada já viu que o Sr 1º Ministro tem pernas compridas e um executivo como vossa excelência pode e deve ir em primeira classe, para ir descansado e descontraído, para esses encontros com a Sra Merkhel, que devem ser sempre muito emocionantes, talvez até fatigantes, para vossa excelência, que se farta sempre de a andar a contrariar com essa sua persistente ideia de que devemos bater o pé a tudo o que ela diz e quer de bem para nós. Não seja assim Sr. 1º Ministro; olhe que lá perdemos a fama de bons rapazinhos e bem comportados, um bocado “manteigueiros”, mas pronto, isso é só má língua, e o Sr 1º Ministro não se deve preocupar com essas coisas, por isso seja bom rapaz também, porte-se sempre bem, leve sempre o fatinho de marujo (cinzentinho como sempre, nada de cores berrantes), não fale alto, não faça muitos gestos, e mande sempre o Gaspar falar baixinho ao ministro da economia alemão, que ele gosta de ouvir as coisas em surdina, estilo trompete com abafador de som na boca.

Um abração para a Andorinha

Um abracinho para si Sr. 1º Ministro, que gosto muito de si, embora o ache algo indisciplinado com a Sra Merkhel

Ímpio

João Pedro Barbosa disse...

Bea,

Fica um dos "clicks": 180 graus. Quase parafraseando a Interessada: descansar a moleirinha nesta luta de nervos. Espero que alivie um pouco o cansaço:

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/180-degrees.html

andorinha disse...

Bom dia:)

Impio,

Adoro esse teu humor corrosivo!:)
Mas se PC levar isso tudo para a chancelera não achas que ela vai ficar ainda mais anafada do que já é????
Enfim, pá...acho que só nos resta continuar a praguejar...

Abração.


Bea,

Uma parte do biquini??????
Cruzes! Tu fazes topless?:))))))))))))

Pedro,

É preciso, sim, descansar a moleirinha nesta luta de nervos.

Beijinhos e abracinhos:)

João Pedro Barbosa disse...

Sr. Deputado Impio,

Fico satisfeito que o seu representante não se canse de defender os direitos daqueles que ele representa (poucos mas bons).

Venho saludar a sua iniciativa. Mas como membro da oposição. Propunha um free-pass para os supremos no navio escola Sagres que tanto nos encantam, durante um ano que teria sempre a possiblidade de ser vitalicio.
É sempre altura de aprender.

Congratulo-me que a coligação de que faz parte não tem mãos a medir para atender aos caprichos dos portugueses.

Abraço,
Pedro

João Pedro Barbosa disse...

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/blog-post_03.html

Impio Blasfemo disse...

Pois PEDRO

Boa sugestão a sua. Mandar a Sagres para os Mares do Sul, o Antártico talvez, com uma "equipagem de luxo"; o Step Rabbit e "sus muchachos". Combustível só de ida e como somos solidários, umas mantinhas para convivência cordial com os pinguins. Podia ser que aparecesse uma nova família zoológica que ficaria para a posteridade conhecida como o pinguim-português!
Obviamente tal recorreia a uma viagem de ida e não volta; uma infelicidade para a Sagres que chegada ao destino lá seria sacrificada com a abertura da "válvula de fundo". Coisa mais que merecida pois se um País se afunda, porque não afundar um dos seus símbolos, a Sagres! E assim se cumpria um heroico destino....! Um pouco na ideologia do Salazar, quando pretendeu que Goa fosse defendida até ao último soldado vivo. Mas isto são coisas do passado!
Quanto a deputado, pois meu caro amigo Pedro, o "blocão central" vive muito bem sem a minha "inter-ajuda"

AMDORINHA

Minha boa amiga, quanto eu daria para não ter razão nenhuma nos meus escritos corrosivos. Só Deus sabe, e para escrever isto, recorrendo à Sua infinita Sabedoria e Compreensão, é porque estou em estado de alma desesperado!

Um abração para ambos
Ímpio

bea disse...

Pedro

Muito obrigada :) há cansaços bons.

Andorinha

:) fui ao banho de calças arregaçadas até onde.

Ímpio

sabes que me cansa dizer mal? tu o fazes com muito mais brio que eu. Sim senhor. Parabéns. E gosto de te ler, nem com esforço conseguiria tanto.

João Pedro
aquele nome é uma coisa que não se pode. traduzido dá para aí hortense, não?

E fiquem bem que.

João Pedro Barbosa disse...

Caro Impio,

"professores ao poder que os insoburdinados já lá estão".

Teria o Mário Soares Melancia algum dia em plena da sua democracia um cacetete da policia de choque em richt sobre a sua moleirinha. Para ainda ontem dizer que os portugues estão no limite da paciência. Dêm-lhe super cola 3. Porque a visão de uma 3ªa Guerra Mundial. não convenceu nem a ele próprio.

Senhoras emfermeiras,

Façam o favor de mudar a fralda e trocar as chupetas na secção de neo-natilidade.

Que a quarta idade já está fartinha de mentes brilhantes e iluminados. Que persistem no seu estado cristalino. Removam-se os cristais e acrescente-se um pouco de terra e adubo nos primeiros tempos.

Quanto ao bloco central. E agora estou a tentar adivinhar. O Seguro que se manteve fiel a Paulo Pedroso numa altura em que ir ao pediátra era um acto de coragem. Não quero acreditar que o seu discurso mal amanhado não tenha por tráz uma forte convicção social, mesmo com as caixinhas de bom-bons de Dr. Mário Soares Melancia.

Acho que ele prefere croquetes.

Se o Dr. Mário Soares Melancia acredita que os portugueses não aguentam mais. Deve estar a falar de si próprio. E navio que se preze precisa de um timoneiro á altura. apesar de que o peso irá tornar a viagem mais longa.

Mas quem esperou mais de trinta anos. Uma questão de segundos será irrelevante.

Impio e Andorinha. Aqui vos deixo aquilo que veem os meu olhos:

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/blog-post_2816.html

Um Abração,
PEDRO

João Pedro Barbosa disse...

Bea,

Assim de memória, é uma folha de "vinha virgem".

Queen - I Can't Live With You (Lyrics):

http://youtu.be/ttrXEKTtOzw

Boa aeróbica!

João Pedro Barbosa disse...

Agora um momento de lucidez:

Queen- Too Much love will kill you:

http://youtu.be/MNWnhO1CDQg

Porque há obceções que fazem todo o sentido. Amor! Para quê!?

João Pedro Barbosa disse...

http://3.bp.blogspot.com/-Ne35xrLBSiU/T_LT76WLPHI/AAAAAAAAEk4/JBVirKmGLXo/s1600/0122.jpg

João Pedro Barbosa disse...

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/roses-are-not-roses.html

Caidê disse...

Se um homem se prende aos seus medos e ansiedades,envelhece junto com as paredes da casa, os bichanos e os ladradores de olhos indiscutivelmente entregues e fiéis. Eu, devo ter atingido o limiar das incertezas, dos medos, das ansiedades, porque há muito as minhas estrelas são piscas e não tive outra cura que não fosse despir as ardências dos projetos novos e das luzes da ribalta, das quais fazia o meu, só meu, palco de vida. Mas isso não foi envelhecer, foi fazer anos sem poder rasgar um destino cheio de envolvências. Porque têm meus governantes destinado por mim. Não me lembro de ter delegado meu futuro nas suas mãos, mas constato que o tomaram de mim. Por isso, levanto-me, faço e só sonho baixinho, pouquinho, só não desespero. Aprendi que tudo vai indo à custa de ir resolvendo o solúvel e de não sobrevalorizar o irresolúvel. Logo que esta noite terminar, eu acordo: acordo com o sangue que sempre correu, ainda corre nas veias. Ac

Caidê disse...

Emoção na alma q.b.
http://www.youtube.com/watch?v=MN57PH5bGvQ&feature=related

Manuel disse...

Caidê:

Seja bem-vinda, sua desaparecida.
Aqui lhe deixo:

[Uma espanhola a cantar em inglês. Faz lembrar a nossa Luísa Sobral e a canadiana Joni Mitchell.]
«Cigarettes»: Russian Red
http://youtu.be/7heIA4te5JY

João Pedro Barbosa disse...

Chegou o momento da provocação!

"Net in the net":

http://eondoic.blogspot.pt/2012/07/net-in-net.html

andorinha disse...

Caidê:)

Há quanto tempo!...
Saudades, moça...

Excelente o que nos deixaste, o post e David Garrett.
Beijo saudoso:)

Pedro,

"Too Much love will kill you"

E consegue-se dosear o amor?

andorinha disse...

JPB:)

Provocações como essa são sempre bem vindas!:)

Caidê disse...

Manuel
Eu não disse "Estou viva"? :-))) Que anfitrião me saíu: é linda a proposta musical (que, 'inda por cima, me deu a conhecer!)! Saúde para si também!Bom reencontrá-lo por aqui!

Andorinha
Só fui ali e voltei logo ! :-)))É que fui fazer mais um intervalo passado a tempos letivos. Tu percebes!...Mas agora já me despedi dos meus carochos de dois anos a fio! E até já entreguei as provas de exame corrigiditas: foi hoje! Uf!

Pedro
Como sempre tens uns olhos lindos sobre a natura - tu e a tua ótica!...:-))). Mas contigo falei há pouco tempo e tanto que lhe chamaste "pica". Qual pica, rapaz, é o sangue a passar nas veias.

Tenham todos um soninho mansinho, tá? O professor incluido, faz favor :-)))

bea disse...

Boa noite. Durmam bem:))

João Pedro Barbosa disse...

Andorinha,

Se cada um pagar o que comeu! Consegue-se!

:)))))))))

bea disse...

Bom Dia!!

net caprichosa! deu trabalho abrir os vossos links. Mas valeu a pena :))

Gostei mais do último dos Queen. Por gostar.

Pedro

consegues coisas espantosas. Na verdade. espantosas. é o termo.
vou ali contrariar a energia eólica. porque sim.

so long. Fiquem bem. E portem-se bem mal.

PS: ontem, no trio, encontrei um ar cansado no professor; será só de ser professor? ou muitas coisas outras. Ou.
A Caidê tem razão: anda esquecido de dormir? que tem corpo e assim...por exemplos.

A Menina da Lua disse...

Manuel :)

Sempre atento ao que vale a pena em musica...Gostei muito dos Russian Red, principalmente deste tema: Obrigada!:)

https://www.youtube.com/watch?v=RtwJQ9uDhvU&feature=player_embedded#!

É lindo!:)

Manuel disse...

Menina da Lua:
Com a doçura e delicadeza dos seus comentários.

Andorinha:
Com a simpatia transbordante e a tua franqueza.

Caidê:
Com a sua aparente simplicidade e contenção serena.

Não fora muitos outros que por aqui circulam (desculpem-me o desabafo, mas vocês 3 tocam-me particularmente) e não estaria tão apegado a este lugar de troca de afectos também.

andorinha disse...

Manuel,

Só me levantei agora porque esta noite dormi bastante mal e não tendo hoje compromissos, aproveitei para prolongar a estadia na cama:)

Vir aqui e encontrar as tuas tão simpáticas ( e sinceras, que eu sei...) palavras é um belo início de dia.
Este lugar é, sem duvida, também uma troca de afetos. Sempre o entendi assim.
Obrigada:)

A Menina da Lua disse...

Manuel:)

Muito obrigada pela sua gentileza!:)

João Pedro Barbosa disse...

Andorinha não te esqueças... O alzheimer? É o melhor! De todos os males.

João Pedro Barbosa disse...

♥️

João Pedro Barbosa disse...

♣️

João Pedro Barbosa disse...

♦️

João Pedro Barbosa disse...

♠️

João Pedro Barbosa disse...

"A Fúria Do Natal"

No outono a luz está a andar
No outono liga o radar
No outono à que comprar
E eu não consigo parar de pagar

No inverno os dias ficam maiores
No inverno as roupas ficam menores
No inverno o calor bate recordes
E os corpos libertam seus suores

Eu gosto é do inverno
De passearmos de saco na mão
Corrermos e tropeçarmos nas compras
De caminhar e apanhar um nevão
A começar o dia com alegria
Passada a alvorada
É como um dia qualquer

Na primavera a escola ameaça fechar
Na primavera passo o dia a sorrir
Na primavera são as flores a abrir
É o sol faz a gente madura

No verão o trabalho não para
No verão é ver quem mais paga
No verão é inverno em Timor
E na Austrália saltam aos mil

A começar o dia com alegria
Passada a alvorada
É como um dia qualquer