domingo, março 06, 2005

Domingos...

Este velha embirração, que me faz passar grande parte do Domingo a trabalhar:( Não é a contagem decrescente para Segunda, e sim algo de mais profundo. Talvez a nostalgia de mesas enormes e apinhadas, algazarra tarde fora, é sonho comum entre filhos únicos e as minhas "crias" andam por longe.
Leio Badinter, que se revolta contra determinado feminismo americano, incapaz de conceber a mulher noutro estatuto que não o de vítima nas suas relações com os homens. Sorrio, já li algo de semelhante em Camille Paglia - nos casos de assédio fora de uma relação hierárquica de poder, Badinter aconselha um "bom par de estaladas", como sugerido pela antiga ministra francesa dos Direitos das Mulheres, Véronique Neiertz.

Frase do dia - "O mínimo dos seus gestos, tacto e calor permaneciam ainda impressos na sua pele. Outros amores não tinham conseguido apagar a sua marca". Pérez-Reverte.

38 comentários:

Anónimo disse...

A precisar de colinho, professor?
Tome lá um abracinho virtual. :)

Isabel

Bastet disse...

Deixá-las insurgir-se contra o sofrimento nas mãos dos homens broncos, dos machos castigadores que esse sofrimento é bem menor que as marcas da saudade na pele de um assédio completo a dois corpos e quatro mãos.

Anónimo disse...

Pois para mim os domingos estão melhor que nunca: acordo a ouvi-lo
às 11, e termino o dia a vê-lo às
outras 11...E o seu livro, Mestre,
quando aparece? Vamos lá a trabalhar nele! Um abraço inteiro
e não virtual mas quente.
Circe

José Teófilo Duarte disse...

Júlio Machado Vaz já chegou à blogosfera. Já mora aqui ao lado. Está no serviço de clínica geral, como murcon de serviço.
As opiniões de Júlio, tanto nos livros, como na rádio ou na televisão, nunca são de deitar fora. Muito pelo contrário, é estimá-las e guardá-las.
Gente como Júlio Machado Vaz não se encontra todos os dias. É um privilégio podermos contactar com ele com esta frequência.
Bem vindo, Júlio.
JTD www.blogoperatorio.blogspot.com

lobices disse...

...como pode um novo amor apagar o anterior?... Como se consegue apagar da memória os toques, os cheiros, os sons, os olhares, o sabor da pele, os próprios sonhos?

jacky disse...

Também a mim, custam a passar os domingos, uma espécie de tédio existencial que se instala e também o costumo preencher a trabalhar quando estou sozinha. E hoje assim foi...

Anónimo disse...

É óptimo tê-lo também por aqui.

Anónimo disse...

Descobri-o aqui hoje! Ainda bem. É óptimo tê-lo também por aqui. "Rumine" à vontade, as suas ruminações fazem-nos pensar e isso é cada vez mais raro nos tempos que correm.

Odete

Anónimo disse...

Boa!! prof.Machado Vaz,ainda bem que apareceu,assim posso falar consigo sem a maldita da timidez.
Mas claro, é aos domingos que me sinto eu.Ando a pé,estudo,leio, cozinho com tempo sem fazer asneiras culinárias (tais como, dar "trinca" em vez de arroz à família que às vezes aparece para provar as asneiras)-é que não vejo nada ao perto...coisas da idade... Aos domingos dá-me gozo estar só no meu território, só dou sinal lá para o meio da tarde. Fico muito contente com a descoberta de mais um Kota como eu, ainda para mais, do Campo Alegre (rua que me viu nascer). O murcon que o prof. subscreve é uma boa ideia para trocar impressões.Vamos a isso, a partir de agora,fará parte dos meus favoritos/consultáveis. Agora, "bou-me imbora kejásefaztarde!" Teresa

Pedro Farinha disse...

Não sei se é o caso, mas se a frase se refere ao primeiro amor tem muito de verdade: há marcas que mesmo suaves perduram na memória muito mais que outras.

pagbranco disse...

É engraçado à medida que vou envelhecendo vou apreciando cada vez mais os Domingos.
Parece-me que os Domingos não têm a mesma duração que os outros dias... prolongam-se...
Já reparou que o sol (quando ele se mostra) é mais pachorrento nestes dias???:)

Noel Santa Rosa disse...

Arranjei forma de ocupar o ócio dos Domingos: limpar a casa.
É o melhor remédio para fazer passar o tempo e em simultâneo queimar o excesso de calorias que os 45 anos e muita falta de excercício acumulam nas "nalgas".
Lavo paredes, desentupo canos, esfrego chãos, limpo pós, ponho a casa a brilhar e assim o Domingo não me custa tanto a passar.
Já a minha avó dizia: mãos ocupadas, coração ao alto!

jotakapa disse...

Passado todos nós temos, não somos capazes de o eliminar, por isso temos de saber conviver com ele, e também com o passado dos outros.
Mas é verdade, há gestos com tanto amor que nos marcam por muito que a vida nos afaste deles!

LN disse...

Se calhar, não é suposto os amores apagarem as marcas uns dos outros. Afinal, mesmo nos palimpsestos, as escritas anteriores ficam..

Já agora, e para não me demorar a chegar aqui, vou linká-lo. Espero que não se aborreça por isso :-)

FDV disse...

domingo é sinónimo de dor de barriga, corolário agri-doce dos deveres por fazer.

sebastião, o cão amarelo cá de casa, demosntra claramente a sua preferência pelos dinâmicos sábados, em oposição ao domingueiro elogio da loucura.

esvai-se o sentido, fica o registo.

os melhores cumprimentos.

Caínha disse...

Durante muito tempo na publicidade do sexo dos anjos na Nova, aparecia a voz do Professor a interrogar, expressivamente: "Hoje é domingo?"
Essa entoação, para mim, ficou ligada à palavra. E ao vê-la aqui como título do post, não pude deixar de sorrir.

sopeiro disse...

A vitimização é um dos defeitos mais típicos do feminismo. Hipocrisia, trivialização do próprio valor, desprezo por elas próprias e pelas suas semelhantes e dependência do amor são mais alguns.

Quanto ás marcas, ainda bem que permanecem.

mulhergorducha disse...

Acho que há coisas que nada nem ninguém conseguem apagar. Também passo parte do domingo a trabalhar e nem consigo explicar porquê.
Gostei de o descobrir por aqui e vou voltar mais vezes.

jp disse...

Que a semana passe sorrateira até ao próximo fim de semana :-)

Anónimo disse...

O SONHO

Para uma Nova História de Portugal

Viva a Nova Ministra da Educação Emiéle (AFIXE)

Por Decreto de S. Exa. a Ministra da Educação informam-se os Docentes de que:

O 1º de Dezembro de 1640 foi um acto belicista, que assassinou o pacifista e herói Miguel de Vasconcelos.

O Desembarque da Normandia na Segunda Grande Guerra foi o começo da Opressão da Europa, Libertada pelo Pacifista Adolfo Hitler.

O Holocausto dos Judeus não aconteceu, mas foi obra de Contra-Informação dos Israelitas.

A partir desta data todos os Docentes têm por obrigação divulgar os seguintes valores aos seus alunos:

- Os gamanços são actos justos dos meninos pobres contra os exploradores colegas ricos
- a denuncia é um acto de coragem
- se vires uma colega tua a ser violada pira-te
- nunca faças queixas à polícia porque é feio
- sobe na tua vida calcando os outros

Setembro de ...

www.riapa.pt.to

Anónimo disse...

O SONHO

Para uma Nova História de Portugal

Viva a Nova Ministra da Educação Emiéle (AFIXE)

Por Decreto de S. Exa. a Ministra da Educação informam-se os Docentes de que:

O 1º de Dezembro de 1640 foi um acto belicista, que assassinou o pacifista e herói Miguel de Vasconcelos.

O Desembarque da Normandia na Segunda Grande Guerra foi o começo da Opressão da Europa, Libertada pelo Pacifista Adolfo Hitler.

O Holocausto dos Judeus não aconteceu, mas foi obra de Contra-Informação dos Israelitas.

A partir desta data todos os Docentes têm por obrigação divulgar os seguintes valores aos seus alunos:

- Os gamanços são actos justos dos meninos pobres contra os exploradores colegas ricos
- a denuncia é um acto de coragem
- se vires uma colega tua a ser violada pira-te
- nunca faças queixas à polícia porque é feio
- sobe na tua vida calcando os outros

Setembro de ...

www.riapa.pt.to

Anónimo disse...

Ó Professor: escrevi um post para saudar o novo blog Murcon. Mas acho que me alonguei... e espero não ter escrito inverdades... Pode passar lá? ;) (para corrigir?)
Cumprimentos e boa sorte na blogosfera (eu vou estar atenta!)
SonecasS do Melhor que Prozac!!!

grzl disse...

como é que estamos tão piegas senhor murcon?

Xana disse...

Há dias, quando soube que andava por aqui, pensei: "You've made my day!"
Tenho saudades de o ouvir falar - não tenho tv cabo... - e por isso releio-o muitas vezes. Há escritas onde nos (re)vemos, talvez porque tenhamos crescido com elas. Passados tantos anos, tive coragem de lhe escrever.

Seja bem vindo. Nós fazemos-lhe companhia.

PS - Há anos que o Porto é (só)refúgio de fim de semana e afectos, a expressão "Murcon" é simplesmente música para os ouvidos quando se está longe :))

Anónimo disse...

Os novos amores não apagam as marcas que nos ficam na pele antes pelo contrário arquivam-nas sossegadamente, em qualquer domingo de sol podemos ir buscá-las

teresa

Paz Kardo disse...

Ai os domingos... Regra geral, também eu os passo a trabalhar, mas com uma diferença redonda no que toca aos dias de semana. Aos domingos trabalho o dia inteiro naquilo que gosto: escrevendo...
Saudações Nómadas...
http://nomadasperdidos.blogspot.com
http://ecodeminhavoz.blogspot.com
http://pazkardoblogspot.com

Dora disse...

Existe, creio eu, uma coisa muito curiosa: da parte dos homens sente-se esse discurso da vitimização. Por seu lado as mulheres parecem ser mais pragmáticas e prescrever às suas pares a aplicação do dito par de estalos. Quererá isto dizer que estamos de novo num momento de individualismo feminino, pouco dado a "relações solidárias" com as outras mulheres?
Boa semana, Professor :-)

Elisa disse...

Com um murcon assim que legitimidade tenho eu para continuar a chamar morcão aos que verdadeiramente o são?
Fico contente por ter descoberto este blog. Gosto dos domingos como de outro dia qualquer. Do que eu não gosto é das manhãs, qualquer manhã.
Gosto dos amores passados. Gosto dos amores presentes e, sobretudo, gosto da expectativa dos amores futuros. O 'para sempre' não existe no amor, existe? (tipo: dê-me uma consulta on-line que ñão sei andar nisto).

pandora disse...

ao domingo fico muito preguiçosa... penso "amanhã já é outra semana!" e alongo-me no sofá... adio quase até ao impossível pensar seja no que for... ;) sabe-me bem!

Triologia do Zum zUm zuM disse...

Ao ler o seu último post lembrei-me de uma pessoa assim na minha vida.

Lembrei-me, ainda, que por força de uma circunstância, certa vez lhe emprestei um livro seu, que nunca mais voltou...talvez com ele tenha conseguido o que eu nunca consegui... uma impressão na pele, cuja marca jamais se apagará.

Um beijo, é delicioso todas estas palavritas que joga na blogosfera.


By Primeiro Zum

In perfeita disse...

Domingos...
Não consigo tb explicar a minha aversão... desvanece-se com o cair da noite mas durante o dia é a tortura de um dia k teima em nao passar...Costumo dizer k o Domingo nao existe ... :)) Apenas passa por mim!

Anónimo disse...

Ainda sobre os domingos:
Lembrem-se daquela canção da bela
Gal Costa "Um dia de Domingo" e
riam-se do Nelson Ned "O k é k você vai fazer domingo à tarde...
pois domingo é um dia tão triste pra quem vive sozinho"... Bahhhhhhh
Ó Xana, o "Difíceis Amores" repete
na 2: todos os sábados à 1.30 H da
madrugada, por isso não lamente a
falta do canal 8. Circe

Xana disse...

Em resposta à Circe:

Confesso que não o sabia. Vivi sem televisão durante os últimos anos - mas não sou uma opositora - e ainda não me habituei à caixinha. Para já só serve para me dar noticiários com imagens. Mas fica o puxão de orelhas - devia saber.

Obrigada

Lenine disse...

Quem trabalha a sério de segunda a sábado sabe dar valor aos domingos.
Quem dera não assistir a estas especulações pequeno-burguesas. Mas a democracia (burguesa) é assim.Haja saúde. Longa vida, Mimosa e Agros.

Lenine disse...

Quem trabalha a sério de segunda a sábado sabe dar valor aos domingos.
Quem dera não assistir a estas especulações pequeno-burguesas. Mas a democracia (burguesa) é assim.Haja saúde. Longa vida, Mimosa e Agros.

Anónimo disse...

Esta gente tá toda maluca...

andreia disse...

Esta gente tá toda maluca...

dK disse...

Esta frase conheço de cor e nem é por escrito, é mesmo na pele!
E com isto, lá me reduzi à minha insignificância e voltei aos mesmos gestos, tacto e calor...