quarta-feira, março 02, 2005

A minha próstata é famosa!

Domingo a minha próstata saiu na Pública! Saliente-se, por elementar justiça, a importância do artigo, não se justifica o desleixo dos homens numa altura em que a intervenção atempada diminui drasticamente as consequências de patologia tão letal como o carcinoma prostático. Mas - há sempre um mas... - nem tudo correu sobre rodas na sua elaboração. A jornalista enviou-me um mail, solicitando uma entrevista "por ter lido algures um artigo meu autobiográfico sobre a matéria". Sem tempo para a conversa solicitada, confirmei-lhe a vaga recordação e citei o nome da revista, tratava-se da Mealibra. Ah, a pressa dos tempos modernos! - o texto era para ontem, não poderia eu...? Não podia. Despedimo-nos cordialmente. Afinal teve tempo para ler. Mas também para fazer algo que é lamentável, ou seja, retalhar o texto. A lógica subjacente não surpreende - duas frases pareceram mais elucidativas, por que não juntá-las, apesar de estarem separadas por boa meia-dúzia de páginas? Dito e feito. Por maldade? Não acredito, inclino-me para simples ligeireza, do tipo "hhmm, que bem resultava esta frase no arranque do artigo!". Sem um telefonema ou um mail a solicitar autorização do autor (que obviamente a recusaria). Vivemos numa sociedade em que se reage aos estímulos e às necessidades "sur le champ", sem uma pausa para a reflexão que conduz ao agir amadurecido, que evite o atropelamento dos outros na nossa pressa de chegarmos... ao próximo ponto de partida!
Que vá em paz e o Senhor a acompanhe:)

37 comentários:

pandora disse...

o jornalismo português está cada vez mais ligeiro... favorecendo os mal entendidos, aproveitando, distorcendo, criando "furos" jornalísticos a partir dos tais retalhos... será sem maldade, será evidência da pressa em que vivemos?

já sou sua visita assídua e não nos agradeça a recepção, nós é que agradecemos a oportunidade de o ler aqui. e como disse o Vizinho, e muito bem, agradecemos também que nos permita comentar os seus escritos :)

lobices disse...

...interessante o tema da "próstata" pela simples razão que em Julho de 2003 também fui operado â dita e fiz do evento um artigo que postei no meu blog... não tive, como é lógico, a notoriedade de uma referência pública na "Pública" mas, de alguma forma, dei a saber o que é, do que se trata, do que se passou e do advir... algo que talvez mereça das autoridades na matéria um maior aprofundamento pois existe (penso) ainda um tabú sobre o assunto e um medo profundo para os homens... só tenho a dizer bem (até à data, claro) da operação e do pós-operatório... interessante é assumir publicamente os factos. Um abraço

cris disse...

O problema é quando isso sucede no designado jornalismo de referência. Se bem q, a esse respeito, as referências sejam cada vez mais catastróficas. Quando se insiste em fazer escrever regularmente cronistas como João César das Neves (DN) ou Maria Filomena Mónica (Público)... I rest my case.
De resto, olhe, fica a saber que tem uma próstata colunável! :))

Papo-seco disse...

Fazem artigos como quem faz arranjos de flores

jotakapa disse...

A pressa dos tempo modernos, faz com que pareça simples retalhar e colar os pedaços daqueles fragmentos que nos cativam mais. Perde-se assim o fio condutor da história tão facilmente, porque existe tanta pressa em viver!
E nem sempre é por maldade que acontece, é mais o resultado da ingenuidade, da pressa ou da feroz competição que nos envolve.

polittikus disse...

Oh... então tens cerca de 50 anitos e já te queixas da próstata.Estes putos de agora. hehehehe

Anónimo disse...

homofóbico!

Toze disse...

Bem vindo Júlio à Blogosfera !
Agora vou por a leitura em Dia :)
Abraço

Finurias / Toze
www.cagalhoum.blogspot.com
www.revelando.blogspot.com

Anónimo disse...

"Havia uma palavra no escuro, minúscula, ignorada..."

Isabel

Ideiafixe disse...

Claro!
É só olhar à volta!... Ser colunável, conhecido, ou simplesmente ter sido visto uma vez na Televisão é neste momento perigoso!!!
As revistas cor de rosa tratavam de pôr os leitores ilucidados sobre amores e desamores, casas e férias de sonho... agora é a imprensa dita de referência e séria que o faz também, sem nenhum tacto!
Lembram-se do caso Cavaco Silva pré-eleições?!? O disse-que-disse, que afinal não disse... com um simples, desculpem enganámo-nos e mais nada?!

Medo! Medo! Dos tempos que aí vêm...

O lema é cada vez mais: "o meu mundo por uma notícia"...

Que é conhecido, que se resguarde!

Ideiafixe

PostScriptum (não gosto de escrever PS! :) - Mais uma vez bem-vindo!!!

Gotinha disse...

Se já temos a "fast-food" porque não ter o "fast-journalism"?!?
Infelizmente são os sinais dos tempos...

Eufigénio disse...

Lamentável esse "retalhar" a que cada vez se assiste mais. E lanço a chamada de atenção para o facto de, neste mundo virtual, com estes copy-pastes à distância de um simples clic, isso ainda se tornar mais fácil, mais disponível, a incúria maior portanto.
Não sendo conhecedor do artigo não deixe de desejar a maior saúde para a sua próstata.
Saudações

Pedro Farinha disse...

Soube agora do seu ingresso na blogoesfera (eu por acaso gosto mais de dizer blogoespaço porque "isto" está em expansão e não é tão umbiguista como blogoesfera pode dar a entender) e congratulo-me por isso e pelo facto de sendo um "notável" (que palavra horrivel) ter comentários no seu blog.
Depressa vai perceber que aqui nos blogs há de tudo e que há "jornalismo" ainda pior do que esse, existem muitos amadores que até investigam por conta própria e confirmam as fontes.

João P disse...

É gritante a falta de respeito jornalístico realmente... A ética é uma cadeira que certamente tem andado por baixo nas faculdades de Comunicação Social.

Também soube apenas hoje do seu ingresso na blogosfera, e é um prazer descobrir que além de o ouvir todas as manhãs na Antena 1, agora também posso ler "as suas ruminações" ocasionais.

Joao Soares disse...

Bem-vindo Julio Machado Vaz à blogosfera.
Mostra que os anos não contam, contam a maturidade e a sensibilidade de estar sempre presente na comunicação por (de) afectos.
Um abraço ambiental

Luna disse...

Também eu para deixar um bem vindo...e vi a sua próstata na Publica.

Madalena disse...

Numa sessão de companhia numa ida ao médico, um marinheiro contou a sua operação à próstata com tal entusiasmo que mesmo nós as mulheres que ali estávamos chegámos a temer pela semelhança dos sintomas. Era de uma história assim que a jornalista precisava!!
Eu estou sempre nos difíceis amores. Vou estar po aqui também!

Anónimo disse...

«Domingo a minha próstata saiu ... Que vá em paz e o Senhor a acompanhe:)»

bicha-cadela disse...

«Domingo a minha próstata saiu ... Que vá em paz e o Senhor a acompanhe:)»

bicha-cadela disse...

«Domingo a minha próstata saiu ... Que vá em paz e o Senhor a acompanhe:)»

Anónimo disse...

«Domingo a minha próstata saiu ... Que vá em paz e o Senhor a acompanhe:)»

Noel Santa Rosa disse...

Não! Assim não dá!
Eu não tenho próstata, logo esta concorrência é desleal, no mínimo!
Tenho de pedir ao JC que faça alguma coisa com a próstata dele. O Júlio está a roubar-nos audiência. :-)

sopeiro disse...

o que é a próstata?

maria disse...

Benvindo!
Benvindo também ao meu blog que consta uma "cena" com a NTV.Acho que gostaria de ler
xi
maria

Anónimo disse...

ECCE HOMO
Os Ensinamentos
do GUÉLANISMO
Canto II
Os Ensinamentos do Comandante
Não há nada mais simples do que encontrar um livro sobre a RIAPA. Em 99% dos casos são elogios, porque as suas teses sempre inspiraram os sábios ao longo dos tempos. E daí o renascimento contínuo do Comandante Guélas e a sua presença constante por detrás dos acontecimentos históricos. O seu livro "RIAPA ou Morte" é um "best-seller" a nível mundial, das leituras na Net nos últimos dois anos. Dizem os entendidos que já se venderam vinte milhões de exemplares, e que muitos comunistas já se converteram ao Guélanismo. A sua mensagem passa, de boca em boca, e por via escrita. Esta mensagem deve-se ao desencanto da racionalidade e do cansaço da Esquerda, com todos os seus efeitos de faltas de resposta para a grande questão do Milhas: porque é que em vim para este mundo?.
E com isto fica respondida a eterna questão, a Morte, porque ou RIAPA ou Morte. É simples, muito simples. O Comandante Guélas vem resolver os problemas. A razão de ser de tanta agitação reside no aspecto cultural paço arquiano, que tem as suas raízes na Terrugem, tanto de feição Tradicional (Linha Manelito da Carroça), como Ortodoxa (Linha do Ánhuca), como Protestante (Linha da Quitéria Barbuda). O livro "RIAPA ou Morte" é uma literatura importante na hora histórica e cultural que vivemos, por dois motivos: o primeiro, o essencial, consiste na substância da revelação, o casamento de Bajoulo e Tita dos Pés Sujos e o segundo, a forma esotérica de apresentar o assunto, o Bajoulo a beber sumo de laranja na boda. Tanto a forma e o conteúdo caminham de mãos dadas. O povo já não quer "segredos" e "enganos", quer a Verdade. Com este livro é reposta a verdade dos factos, escondida há séculos. O Comandante Guélas traz consigo uma Nuvem de Verdade, a promessa de todos atingirem o Pleroma. Guélas sabe que todos estão sedentos de Unidade!

www.riapa.pt.to

Carla de Elsinore disse...

a sua próstata foi ontem tema de conversa à mesa de um jantar de amigos, ou melhor dito, o mau estado do jornalismo português, a que, aliás, pertenço.

Nuno Barata disse...

É o jornalismo que temos, no País que temos, cada vez mais queiroziano, cada vez mais "trolha de barrancos".
Nos Açores dir-se-ia: Pois alevá.

Ana Machado disse...

Inauguro-me nos comentários bloguistas da pior maneira. Vendo injustamente manchado o meu nome e do jornal de referência (sim, de referência) onde trabalho, porque decidi citar, devidamente identificando a fonte, um escrito do Dr. Júlio Machado Vaz, acho que devo esclarecer:
1. Falei com O DR Júlio Machado Vaz três dias antes de fechar o artigo e não no dia e que o fechei. Estes timings da comunicação social já devem ser conhecidos (razões técnicas incluídas) de alguém que sempre lidou tanto com os media, inclusivé com o mais tirano de todos, a TV.
2. Tinha lido na "Mea Libra" o testemunho dele que me pareceu interessante e de elevado préstimo para todos os homens que lidam com este assunto delicado. Por isso lhe pedi para falar com ele (não para o entrevistar), enquanto especialista. Não foi possível,com pena minha. Mas o Dr. JMV frisou que estava tudo na "Mea Libra", o que me levou a deduzir que me estava a sugerir que usasse aquele testemunho. Para além disso, identificando a origem, nada me impede de usar um texto publicado, desde que não altere o sentido, algo que não me parece que tenha acontecido.Não era a minha intenção falar sobre a próstata dos famosos. Mas sim esclarecer todos os homens, como quem leu o artigo (alguém leu?)pode constatar.
3. Sou jornalista há sete anos do jornal PÚBLICO, e já várias vezes falei com o DR. JMV, de quem tenho a melhor impressão profissional e pessoal. Tendo o DR. JMV os meus contactos, e parecendo tão incomodado com o mau jornalismo que pratiquei, não recebi até agora nenhuma mensagem na minha caixa de correio electrónico a pedir um esclarecimento.
4.O PÚBLICO é, sempre foi, e continua a ser jornal de referência, quer se queira quer não. Episódios negativos ficam gravados na história de todos que para ela contribuem. E este jornal e a sua história contribuiram muito para a história do (bom) jornalismo que se faz em Portugal. Orgulho-me de trabalhar num jornal que assume os seus erros publicamente e que os trata nos locais certos.
5. Este será o meu último comentário bloguista a este assunto da próstata do Dr. JMV."Que vá em paz e o senhor a acompanhe".

Ana Machado

hi disse...

coisa chata, não é ana.
delírios prostáticos,talvez...quem sabe, não é.

Anónimo disse...

Boa, Ana. Eu sei que tu és uma óptima jornalista e que sempre foste muito rigorosa. Há algum tempo que não nos vemos, mas fiquei um bocado magoada, por ti, por ler as coisas que se escreveram neste blog. Aquele texto, como todos os que procuram ajudar na prevenção do cancro, é muito importante. se os médicos perdessem mais tempo para organizar rastreios em vez de perder tempo com coisas que não interessam, talvez Portugal deixasse de estar na cauda da Europa. Temos as taxas de incidência e mortalidade mais altas da Europa para muitos cancros. Não acham isto mais preocupante do que a prostata do Júlio Machado Vaz. Please!
continua o teu trabalho Ana, um abraço da Rita

jocapoga disse...

Próstata de lado...? Ah desculpem mas ela não está pendurada!
A culpa não é dos jornalistas. É das direcções/organizações dos média. Explico.
Para falar/escrever sobre futebol é preciso tarimbar ou talvez ter uma licenciatura em desporto; para falar/escrever sobre economia, idem; para falar/escrever sobre justiça/direito idem aspas; para falar sobre medicina, qualquer um serve ou antes não serve à sociedade.
Além do mais, falar/escrever sobre temas médicos, dá aquilo que os que foram operados à próstata perdem (a maioria das vezes).
Seria ótimo que, em vez de "mal-retrar" os temas médicos, disponibilizassem gratuitamente espaços a quem, com conhecimento, fizesse as verdadeiras "CAMPANHAS DE EDUCAÇÃO DE SAÚDE" de que este país tanto precisa.

Anónimo disse...

para escrever sobre economia ou medicina ou o que for não é preciso ter licenciaturas nessas áreas. há coisas más no jornalismo em portugal, mas também há na prática médica. os jornalistas bons ouvem várias fontes, lêem, vão a congressos médicos e tentam ser o mais rigorosos possível. afinal é aarte desta profissão. não venham pôr a culpa do que está mal para cima dos media.
as campanhas de saúde, os registos de saúde e os rastreios são responsabilidade dos médicos e administrações hospitalares e ARS's. são estas entidades que não querem e não se mexem para organizar convenientemente o suporte à população. há exemplos de trabalho feito por bons médicos, que se voluntariaram para fazer rastreios, etc... mas só nalgumas cidades, nalguns hospitais, por que é que não há em todo o país? por falta de vontade, por preguiça.

Anónimo disse...

Gostei de v(l)er e perceber que o Sr. Dr. escriba neste Blog tem problemas em assumir um problema que infelizmente afecta muitos portugueses e, por falta de informação, provoca muitos traumas. Lastimo que alguém tão conceituado, como psicólogo, e tão apreciador dos media "A vaidade senhores a vaidade", não se mostre disponível perante uma solicitação de um(a) jornalista para dar o seu valoroso contributo para desmistificar este "monstro" que dá p'lo nome de próstata. Há! Terá sido porque afinal até um Sr. Psicólogo na área da sexologia, também tem "esqueletos no armário" e os mesmos "macaquinhos no sótão" que afectam tantos portugueses, que em vez da prevenção preferem o deixa andar "porque isto a mim não me acontece". Tenho pena! Por si.
Gostie de perceber que a malta do norte defende os seus, mesmo que não façam ideia de que artigo se fala, sim porque quem é do norte só lê o "notícias" o resto é literatura dos mouros. Conheço alguns!
Há! Quanto à ideia que alguém aqui lança de que para se escrever sobre um tema é preciso ter um curso sobre o mesmo, só mesmo que se intitula como "médico pintor" poderia dizer tal coisa. Pergunto eu quantos artigos já terá escrito este senhor sobre medicina? E que contributo dará para a divulgação dos problemas médicos, dentro do seu mundo. Há! Já sei éra importante que nos dessem um espaço para aparecermos e contarmos aos amigos, sermos convidados para festas, e assim. "A vaidade senhores a vaidade"

Anónimo disse...

Caro JMV,
Tenho a maior admiração por si! Mas tb já deve estar farto de ouvir dizer estas frases...
Além da admiração, respeito e consideração que nutro por si, confesso que adorava conhecer a sua "prosta"!
Kem sabe um dia possamos estar numa mesa com uma francesinha de permeio a trocar impressões sobre a dita...
Um abraço
desta sua admiradora incógnita

Crista

Anónimo disse...

Exmo Sr Dr Júlio Machado Vaz, é com grande prazer que estou a escrever estas palavras, pois admiro muito o seu trabalho. Sou uma expectadora, de Portimão, assídua. lembro-me da primeira série de programas na RTP, eu não perdia um programa, porque considero que o seu trabalho tem em muito contribuido para o desmuronar de tabús, contrubuindo para um crescendo do esclarecimento dos menos informados acerca destas questões da sexualidade. Um bem haja.

rosariobranco@hotmail.com

Afonso disse...

Júlio Machado Vaz. Escrevo para dizer que apesar de não ser seu neto a quem dirigiu palavras do livro "O tempo dos Espelhos" me provocou uma desejada vontade de chorar numa viagem de comboio Braga-Porto. Por causa de si, vou pendurar uma foto do meu avô no quarto, que reconheço agora ter uma série de caracteristicas que me foram passadas. Apesar dos seus desejos "faraónicos", que o fazem confundir "média com mediocridade", fez bem a mais uma pessoa. E não tenha medo da poesia. A sua prosa bem que a ultrapassou.

dilita disse...

Exmo Sr Dr.Julio Machado Vaz.´Num domingo destes a vossa interessante conversa foi sobre os cabeleireiros que são,alguns,maricas.Pois bem.Sei que existem ,mas tambem existem garanhões na profissão.Pois.eu fui cabeleireiro de senhoras dos 20 anos aos 65 e ainda não dei que tivesse gostos contrários a minha função masculina.O que criamos é uma maneira diferente de lidar com as pessoas,pois um cabeleireiro que se prese não pode cheirar a cavalo. Gosto muito do vosso programa.