terça-feira, junho 28, 2005

Bem dito, carago!

Todos os progressos significativos da humanidade aconteceram através de loucuras que se tornaram culturas. Na vida, nos comportamentos, nas artes, nas letras, nas ciências, foi dessa forma que muito aconteceu. Desde que respeitem os outros e não incomodem ninguém, os quantitativos provocatórios acabam por ser saudáveis, estimulantes e potencialmente evolutivos. É a história que o ensina e que lhes ajusta a dosagem.

Jaime Milheiro.

86 comentários:

RAM disse...

Primeiro período: As realidades de hojes foram quimeras de ontem... sejamos razoáveis, exijamos o impossível. :))

Segundo período: Pedagógico... as usual!
Assim se fuma o cachimbo da paz!!!!

Tão só, um pai disse...

Demasiado redutor, demasiado redutor.

Na dúvida disse...

No início ainda pensei que este "sítio" poderia tornar-se uma forma de cultura mas verifico que se tornou numa forma de "loucura". Ok, posso bem viver com isso. Só que se torna num vício e não sei se esse vício estará a ser bom ou mau. Por isso com o tempo tenho vindo a afastar-me, leio, não comento, porque é preciso algum tempo para ler todos os comentários que se seguem ao post e às vezes ou me falta o tempo ou as circunstâncias não mo permitem. Francamente, vivemos infelizmente num mundo, num tempo em que todos vivem cada vez mais SÓS. É triste, na minha opinião, que tenhamos de recorrer a um computador para podermos comunicar com pessoas. Pessoas que nos lêem, comentam, algumas atacam, outras compreendem. Mas é um mundo mais frio. É virtual. Prefiro o mundo de antes. Prefiro o mundo em que podemos falar frente a frente com alguém, podemos confiar em alguém. Mas esse por vezes também dá mais sofrimento. Porque aqui, bem ou mal, praticamente ninguém se conhece. E não nos toca tanto. Podemos ficar irritados com algum comentário, mas é só mudar de sítio e já se fica bem. Já se esquece.
Será que é mesmo saudável, Prof. JMV, comunicar desta forma?
Dá-me mesmo a sensação que as pessoas que aqui passam várias vezes ao dia é porque devem estar mesmo sós.
Não seria preferível encontrarem-se com pessoas amigas, familiares, darem um bom passeio, se estão a trabalhar concentrarem-se no trabalho que estão a fazer para o terminar a tempo e horas e desligarem um pouco destes novos sítios que são os blogues para deixarem comentários que às vezes são não mais que pedidos de atenção, outros são só para deixarem beijinhos e abraços. E então as pessoas amigas, a família?
E será que resulta numa verdadeira amizade? Será que poderemos, depois de comunicar e conhecer melhor (virtualmente falando) alguém daqui, contar com a ajuda desse blogueiro quando mais dele precisamos?
Por experiência própria, verifiquei que não. Conheci um (se me estás a ler se calhar reconheces-me) mas também ele tem a sua vida. No outro dia senti que precisava de "falar" com ele e há vários dias que tento. Mas já não consigo. Desligou. Não levo a mal. Como posso eu levar a mal alguém que não conheço pessoalmente?

Através do Murcon cheguei ao blogue do Pedro Malheiros e de vez em quando dou lá uma saltada. No início ainda havia uns quantos comentários para o tentar ajudar, ultimamente depois da tragédia toda que aquele rapaz viveu, noto que já são poucos os que o tentam ajudar.
Neste momento ele quer voltar para Lisboa, precisa de um emprego.
Se eu pudesse ajudava, mas não posso. Também eu estou sem emprego.
E como sou uma pessoa que depois me envolvo a sério com tudo, afecta-me também ver, ler um blogue de uma pessoa tão desesperada. Não significa que eu também não tenha vivido situações muito semelhantes, talvez piores, mas acho que o Pedro deveria guardar tudo o que escreveu sobre o pai incluindo as fotografias do pai num outro ficheiro e começar com novas fotografias e novos posts. Ele próprio escreve que o ambiente é gélido, os comentários, o computador, tudo é virtual e frio. Será que lhe faz bem a ele escrever e escrever e entrar cada vez mais num buraco sem fundo ou não deveria ele recomeçar de novo...?
É o que eu também estou a tentar...
Um Bom Dia a todos
Desculpem o desabafo

lobices disse...

...o meu habitual BOM DIA à tutti, apesar de aqui, no Porto, estar um dia de chuva e vento e que se prevê até sexta...
...de resto, tudo bem para além daquilo que ontem na rtp1 o Prof. Medina Carreira disse: já que os políticos nos mentem, ao menos que seja a sociedade civil a dizer a verdade aos portugueses: isto está uma grande cegada (esta palavra é minha)...
...quanto ao Dr. Jaime Milheiro, concordo com ele: a loucura faz o movimento para a frente.
...sejamos todos loucos!...
...talvez esteja aí a verdadeira saúde da mente humana!...

PortoCroft disse...

Caro Prof. m8,

Eu nem diria melhor.;)

Amiga disse...

Depois de ler alguns dos posts anteriores e de dias anteriores tudo me indica, Chinezzinha, que o Emplastro e Portocroft são a mesma pessoa.
Ele até é bom rapaz, mas vou lendo e lendo e cada vez mais tenho a sensação que uns dos habitués vão escrevendo e postando com outros nomes inventados.
As melhoras, Chinezzinha, não te enerves, leva a vida com calma. És corajosa, sabes, escreves aquilo que sentes e que pensas.
Um abraço

lobices disse...

...to "na dúvida" at 10.48 AM:
...fez-te bem desabafar?
...óptimo!... Como vês, este meio frio fez-te bem e não tens de pedir desculpas pelo desabafo PORQUE é isso que todos nós vimos aqui fazer...
...é um meio frio, certo e talvez o voltar ao "antes" fosse mais saudável; claro que também recordo as patuscadas que fazíamos no "meu" tempo, as borgas, os bailes, o bilhar, o cinema, os cafés, os passeios, a praia, o tasco, os comes e bebes...
...depois, ao longo dos anos tudo se foi degradando e, de repente, sem eu dar por isso, olhei para mim e disse: "pôrra, já tás nos 60? Como foi que chegaste aqui tão depressa sem dar por isso?"...
...foi quando vi que estava só
...e não é por falta de família nem de amigos; é por falta de comunicabilidade entre todos eles; cada um está na sua "vidinha"; já não há "vidas" como as de antes
...agora estamos todos confinados a um mundo interior dum cubículo com uma sala e um quarto; estamos todos confinados a um televisor que debita asneiras sobre asneiras; estamos confinados a sermos meros espectadores dum mundo maluco (saudades do filme com esse título...) onde todos tentam safar o coiro mesmo que seja através do coiro dos outros
...e o mundo está a mudar se é que já não mudou
...e as relações humanas também
...mas, ando por aqui desde 2000 e se há altura da minha vida em que mais amigos fiz e tenho, foi exactamente a partir desse momento; é certo que não estou todos os dias com eles frente a frente, cara a cara; estamos apenas aqui a "falar"; mas, às vezes, lá nos encontramos, 20, 30, 40 pessoas dos mais diversos cantos do País; juntamo-nos num saudável encontro, almoço ou jantar e há risos, há sorrisos, há abraços, há alegrias, há bem estar, há amizade sincera porque exactamente sem interesse; não é uma amizade interesseira pela proximidade um do outro como o era no antes...
...hoje, sinto-me só
...e, sinceramente... tão bem acompanhado por todos vós
...não foi um desabafo; é o que faço todos os dias; comunico; é esta a minha nova maneira de falar e, por exemplo, no entanto e ainda, no último Sábado lá estive num grande almoço encontro de bloguistas vindos desde Faro até Guimarães... Somos imensos...
...acho que há muita dor
...acho que também há muito amor
...abraço

E&E disse...

Para JMV (e sobre a sua citação, que o representa bem), direi que outra coisa não seria de esparar de si porque "De boa árvore, bom fruto" ou "Arbore de dulci dulcia poma cadunt".

Para 'anónimo das 10:48', o que diz é comovente (aceitar-me-ia se dissesse patético?), ainda que não tão dramaticamente como os reiterados apelos do P.Malheiros, cujo blog me parece um exercício de autoflagelação que muito respeito, assim como uma corajosa denúncia da condição precária dos doentes terminais nos hospitais do Estado [o que já lhe disse por mail (como centenas de pessoas, aliás), dado ele só permitir entradas de nicks registados no blog].

Do seu apelo, extrai apenas a questão "E será que resulta numa verdadeira amizade? Será que poderemos, depois de comunicar e conhecer melhor (virtualmente falando) alguém daqui, contar com a ajuda desse blogueiro quando mais dele precisamos?",

a que responderei assim: Por mim, que permaneço como anónimo sem email registado, apenas lhe poderei responder aqui, o que não permitirá uma ajuda eficaz, para quem necessita mais do que uma breve palavra;
Parece-me, todavia, que muitos colegas blogueiros lhe abririam as portas da sua casa (virtual); nesse sentido, considero que esse meio poderá ser tão eficaz como uma amizade presencial (das que ninguém sabe definir exactamente a medida certa).

na dúvida disse...

Olá Lobices,
tens razão em muito do que dizes, é certo.
Vivemos num mundo diferente e de facto as relações humanas já não são o que eram. Mas eu continuo a "lutar" para que não seja eu também uma dessas pessoas que tem a sua vidinha e que já não liga a ninguém.
Fui sempre assim e duvido que mude. Telefono, escrevo, visito. Sempre que posso.
Se calhar tu sentes-te melhor assim, Lobices, e fico feliz por ti. Fizeste muitos amigos. Que bom. Eu também pensava ter feito UM.
Estás quase a chegar aos 60? So what? Não é a idade que me preocupa, é o mundo e as pessoas. Os mais novos ou seja os antes dos 40 anos de idade não se quixam tanto da falta do mundfo real, mas os mais velhos sim. E apesar de não ser nem velha nem nova estou mais do lado dos pequeninos que precisam muita da nossa atenção e dos mais velhos que se sentem cada vez mais perdidos com esta vida cada vez mais agitada que levamos.
Um abraço
e um Bom Dia para ti

PortoCroft disse...

Amiga,

O que a faz chegar a essa conclusão? Ora essa.

na dúvida disse...

To E&E
Patético porquê?
Só porque digo o que sinto?
O que me vai na alma?
Por isso leio de vez em quando e lá vou eu contactar com os "vivos", com os "reais".
Porquê logo Ofender?
Não, aqui não se fazem amigos verdadeiros, amigos para a vida. Não, não acredito nisso.
E agora vou dar um passeio...que boa falta me faz. Respirar fundo e encher o peito de ar...e tentar recomeçar de novo.

Que sejam todos muito felizes
e que tenham todos um muito Bom Dia.

E como já cantava o Léo Ferré:


Avec le temps...
avec le temps, va, tout s'en va
on oublie le visage et l'on oublie la voix
le cœur, quand ça bat plus, c'est pas la peine d'aller
chercher plus loin, faut laisser faire et c'est très bien

...l'autre qu'on adorait, qu'on cherchait sous la pluie
l'autre qu'on devinait au détour d'un regard
entre les mots, entre les lignes et sous le fard
d'un serment maquillé qui s'en va faire sa nuit
avec le temps tout s'évanouit


on oublie les passions et l'on oublie les voix
qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens
ne rentre pas trop tard, surtout ne prends pas froid

avec le temps...
avec le temps, va, tout s'en va
et l'on se sent blanchi comme un cheval fourbu
et l'on se sent glacé dans un lit de hasard
et l'on se sent tout seul peut-être mais peinard
et l'on se sent floué par les années perdues- alors vraiment
avec le temps on n'aime plus (??)

Amiga disse...

To Portocroft

É o meu sexto sentido, meu caro;)

RAM disse...

Nem todos padecem de solidão ou formas mais ou menos contemporâneas de alienação social.
Alguns apenas gostam de partilhar as suas "ruminações" e visões do mundo.
Compreendo, todavia, a questão/preocupação.
Não seria melhor dinamizarem-se tertúlias em espaço públicos e abertos como antigamente?
Mas quantos não se "escondem" - não levem a mal a palavra - atrás de um qualquer pseudónimo "duvidoso" :)

O anonimato liberta...
...ou não?

Quanto ao amigo que afinal não o era, convenhamos: esse não é um mal dos tempos modernos.
Quantos de nós tivemos amizades que se revelaram ausências nos momentos em que é suposto as amizades deixarem de ser teorizadas e passarem à prática?

PortoCroft disse...

amiga,

O seu sexto sentido está a falhar. Tente de novo. O meu palpite é que seja alguém, bem mais perto de si, procurando passar-lhe essa ideia.

PortoCroft disse...

amiga,

Mas, agradeço-lhe o: "Ele até é bom rapaz". ;)

PortoCroft disse...

na dúvida,

Por experiência própria, lhe digo: Aqui, o potêncial de se fazerem amigos é muito maior que na vida real. E, aqui como lá, basta apenas que o sejam.

Amiga disse...

Mas se ler bem os comentários, Portocroft, há-de reparar que são muito idênticos ao que costuma "postar".
Falhei nisto também, ou concorda?
Claro que você é um bom rapaz, simpático e educado.
:)

na dúvida disse...

Ram:
Ainda não comecei o meu passeio...mas sim seria bem melhor haver mais tertúlias em espaços abertos e públicos como antigamente.
Acho que todos nós, ou melhor, a maior parte de nós acaba por "abrir-se" e mostrar o que vai na alma mais cedo ou mais tarde.
Mas estou de acordo consigo. O anonimato (porque afinal quase todos nós somos anónimos) se calhar liberta mais um pouco. Os bloggers podem ter um mail com um nick (que é o que na maior parte das vezes tenho visto).
Tudo bem...mas não será tudo um pouco um ambiente mais falso?
Posso estar errada. Mas como já referi, há muita falta de humanidade hoje em dia. Não há tantas pessoas que poderemos ajudar directamente, que precisam mesmo da nossa presença física?

PortoCroft disse...

amiga,

Acha? Talvez na forma, apenas.

Concordo, claro. Sorri, porque me fez lembrar daquela música da Madalena Iglésias: Ele é um bom rapaz / Um pouco tímido até... ;)

na dúvida disse...

To Portocroft

Gostaria de pensar assim.
Quem sabe, um dia?

E&E disse...

na dúvida

"Logo ofender" ?? oh que grande confusão - bem me parecia que patético poderia ser intrigante - mas patético é um conceito digníssimo e significa comovente.

Uso-o para realçar o efeito do que me comove.

Aliás, Beethoven compôs uma sinfonia intitulada 'Patética' que é deslumbrantemente comovente e não ofende qualquer sensibilidade.

Desculpe se não nos conseguimos entender, mas o tempo poderá ajudar, se cá voltar depois do seu passeio.

Entretanto, nada de ofensas, está bem?

na dúvida disse...

To Portocroft:

Mas a minha dúvida permanece -
quando precisarmos MESMO desses novos "amigos" será que eles estarão lá ou cá para nos ajudarem?
E se quisermos estar com eles, vê-los, olhar olhos nos olhos. Como é?
Será que saem do anonimato e dão-nos uma mão.
Eu sou muito amiga dos meus amigos e fico triste quando não sinto o mesmo da outra parte - mas não sou nada de rancores, gosto de ajudar, perdoo muito facilmente e se puder ajudar mais ainda ajudo.
É uma das minhas formas de ser feliz na vida.
:)

na dúvida disse...

E&E

Hoje estou mais sensível, é só isso.
De facto interpretei mal.
E ainda não fui dar o meu passeio.

:)

Tão só, um pai disse...

Se bem percebo, a nossa amiga "na dúvida" queixa-se da falta de solidariedade real neste mundo virtual. Mas, lá fora, o mundo real tornou-se, ainda, pior. De facto, o nosso mundo real está mais cruel. Temos conhecimento do P. Malheiros porque ele está aqui, no virtual. Quem puder fazer algo por ele, sabe como chegar lá. Mas veja-se, a quem chega ele, no seu mundo real?

PortoCroft disse...

na dúvida,

Entendo-a. Também sou daqueles que despem a camisa por um amigo e fica nú. Nem sempre é bom ser assim, admito. Mas também, pelas vezes em que me enganei, nunca assim deixarei de ser.

Se for mesmo amigo, está. Caso contrário, esqueça e siga em frente.

E&E disse...

Tão só..

Disse bem.
E acontece que por vezes preferimos esta possibilidade virtual e ponderada (?! ...), sempre acessível mas discreta, dos sms e dos posts, ao confronto destemperado e difícil do olhar olhos nos olhos, marcado por telefone para um dia que dificilmente chega.

na dúvida

yes

mário disse...

O mundo vai mudando, umas para melhor outras para pior e outra para diferente apenas. Não espero neste espaço "arranjar" amigos como aconteceu noutros espaços mais tradicionais, que continuo a cultivar e a achar indispensáveis. No entanto, não ponho de parte a hipótese de eles surgirem (porque raio havia de pôr eu a limitação?).

Onde é que íamos arranjar um espaço de partilha com esta abrangência (mundial)? Ainda por cima, no mundo de hoje, há menos vontade de discutir, isolamo-nos muito. Eu acho que é um bocado consequência de uma certa maneira de estar na vida excessivamente centrada em nós que faz com que nos bastemos a nós próprios.

na dúvida disse...

Tsup
Não, acho que não é a falta de solidariedade. Faz-me confusão, isso sim, a falta de humanidade do mundo real, o mundo em que vivemos.
Por isso luto por esse mundo real. Não estaremos nós também a modificá-lo refugiando-nos neste mundo virtual? E eu quero continuar no mundo real. Não desisto facilmente, tento dar o meu melhor.

O Pedro Malheiros chegou até nós através do mundo virtual. Porque é que não tem amigos na vida real? Porquê?
E os amigos virtuais enviam uns palavras de apoio, outros dão força, outros aventuram-se e vão mais longe dizendo por vezes coisas que podem alterar ainda mais o estado dele. Mas será que esses amigos virtuais estão lá junto dele?
Pelo que tenho lido, ele continua só apenas com um cão. Não fala de novos amigos virtuais que tenham estado junto dele.
Comoveu-me a história dele.

Até mais logo
:)

Tão só, um pai disse...

na dúvida,
Nunca estaríamos a trocar estas palavras, se não fizéssemos, também, parte deste mundo virtual. Se o Pedro não encontrar aqui ajuda, mais difícil o será fora daqui. Tu, que também o queres ajudar, não o conheceste no real.

andorinha disse...

Agora é mesmo só para dizer olá!.
Há aqui potencial para uma boa conversa mas estou sem tempo agora. Volto mais logo.

Lobices (11.03)
Gostei, amigo.

na dúvida disse...

Tsup

Não te posso revelar aqui porque não o conheci no real.

Também eu estou a atravessar uma situação difícil.

Não me animo a fazer essa travessia sozinha.

E, sabes? Ando a ajudar muitos amigos no real.

E pensas que a maior parte das pessoas têm noção do que estou a passar? Aqui? Não, ninguém sabe o que estou a atravessar.

Bolas, que a vida é difícil.
Beijinhos e abraços para todos (virtuais claro ;) )

mário disse...

para "na dúvida":

espero que tenhas amigos reais para te ajudar. Felicidades.

na dúvida disse...

para "Mário":

sim tenho amigos reais. Virtual tive só UM, mas não tenho conseguido feedback.
Felicidades também para si

Nemésio disse...

Olá a todos.
Parece-me que existem boas e más pessoas em todo lado, quer no mundo virtual quer no "real". Mas este mundo virtual não fará parte do "real"?
É verdade que não vivemos num paraíso.
Gostava muito que houvesse mais amor, mais sinceridade, mais transparência nas relações entre as pessoas.Parece que estamos sempre à defesa, preocupados com a imagem que passa.
Era Bom que tudo fosse mais FLUIDO, mais verdadeiro...sem censuras.
Uma Boa Tarde para todos

(Chinezzinha) disse...

Amiga said...

Depois de ler alguns dos posts anteriores e de dias anteriores tudo me indica, Chinezzinha, que o Emplastro e Portocroft são a mesma pessoa.
Ele até é bom rapaz, mas vou lendo e lendo e cada vez mais tenho a sensação que uns dos habitués vão escrevendo e postando com outros nomes inventados.
As melhoras, Chinezzinha, não te enerves, leva a vida com calma. És corajosa, sabes, escreves aquilo que sentes e que pensas.
Um abraço
..................

Amiga
Ontem já tinha constatado isso.;)
De qualquer forma obrigada.

Outro abraço para ti.

PortoCroft disse...

Chinezzinha,

Sendo por vezes emplastro. Não sou aquele a que se referem. Já deveria ter lido os comentários para trás.

Delírio da Loirinha disse...

Olá!
O que seria da vida sem um pouco de loucura??? (provavelmente os psiquiatras e psicologos estariam todos no desemprego!!!!! HIHIHIHIH!!!!!!! tou a brincar!!!!)
Realmente a historia da humanidade está cheia de loucuras umas boas e outras incrivelmente más (infelizmente).. Assim somos nós...
Beijinhos doces
DL

Anónimo disse...

Carago, Senhor Professor???
Pois sim, carago!!!
Bela música, está a alegrar a minha tarde.
Boa tarde para todos e para si um abraço grato,

andorinha disse...

Olá de novo!

Em relação ao post concordo com o que diz o ram logo no primeiro comentário - "...as realidades de hoje foram quimeras de ontem...sejamos razoáveis, exijamos o impossível.:)"
A loucura como sinónimo de sonho....
Como diz o Lobices a loucura impulsiona-nos para a frente.
Sem ela este mundo seria uma sensaboria.

Depois surge mais uma vez o confronto mundo virtual vs mundo real.
Alguém pergunta: será que é mesmo saudável comunicar desta forma? E será que resulta numa verdadeira amizade?

Se esta não fôr a nossa única forma de comunicação não vejo isso como um problema; agora se alguém se limita a este espaço e faz dele o seu refúgio descurando pessoas que estão à sua volta e às quais nem presta muitas vezes atenção aí o caso muda de figura, quanto a mim. Permanecer apenas num mundo virtual será perder grande parte do sabor, do cheiro e das emoções da vida lá fora.


ram (11.48)

Subscrevo na íntegra e destaco o seguinte - "...nem todos padecem de solidão...apenas gostam de partilhar as suas "ruminações" e visões do mundo".

É este também o meu caso e é isso que me traz aqui; a possibilidade de debater assuntos que me interessam com pessoas que me interessam. Sempre gostei imenso de conversar e esta é uma forma de o fazer. E vão-se descobrindo afinidades com algumas pessoas e no dia seguinte volta-se a sentir vontade de conversar com elas.
Será isto amizade? O que significa esta palavra hoje em dia?
A maior parte das pessoas a quem chamamos amigos são apenas conhecidos ou colegas....
A amizade precisa de espaço e tempo para se ir construindo e se aqui com algumas pessoas houver esse espaço e tempo ela constrói-se, porque não?

E&E disse...

ena pá
qé isto?
esta sim, xinga c o pessoal, melhor o maralhal !!!!

E&E disse...

a música, claro
a nova música !!!!

na dúvida disse...

Talvez, Andorinha, se possam "construir" amizades aqui. Mas se quiser conhecer pessoalmente alguém daqui será que essa pessoa estará logo disposta a dar a cara? É que eu estou. E o que eu sinto, mas posso estar enganada, é que as pessoas aqui só colocam nicks. São raras as vezes que eu noto alguém dar o nome e a cara e o mail com o nome da pessoa. Isso é estranho, não?
Sei que de vez em quando há almoços de bloguistas, encontros onde todos se conhecem. Mas se eu não puder comparecer porque é longe, porque não tenho dinheiro agora para esse almoço, como é? terei que esperar até um dia poder? Acharia mais "honesto" todos darem-se a conhecer mesmo, sem nicks, sem nomes inventados, entendes?
Mas eu ainda vivo num mundo mais real e só agora estou a conhecer melhor este novo mundo. Por um lado, fico receosa, por outro curiosa...
Até logo

RAM disse...

na dúvida...

When you’re weary, feeling small,
When tears are in your eyes, I will dry them all;
I’m on your side. When times get rough
And friends just can’t be found,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.

When you’re down and out,
When you’re on the street,
When evening falls so hard
I will comfort you.
I’ll take your part.
When darkness comes
And pain is all around,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.

Sail on silvergirl,
Sail on by.
Your time has come to shine.
All your dreams are on their way.
See how they shine
If you need a friend
I’m sailing right behind.

Paul Simon


;)))

Anónimo disse...

...Say that you'll be true

Isto hoje está com uma música muito gira. Quantas vezes não dancei eu isto?
Bem escolhido, bom gosto, Prof. JMV.

Anónimo disse...

esqucei-me de colocar o meu nome.
isto às tantas torna-se confuso :)
perdi-me com a música...e já estava a dançar na cadeira...
sou eu
na dúvida

na dúvida disse...

ram

I'll remember that,
I've done it before ;))



na dúvida

andorinha disse...

na dúvida (4.49)

O teu discurso é "engraçado" e duma coerência fantástica.
Não quero parecer indelicada, mas sou muito directa.

Dizes tu - "acharia mais "honesto" todos darem-se a conhecer mesmo, sem nicks, sem nomes inventados..."

Se começasses por ti....
na dúvida é um nome???

jb disse...

Só a lucidez nos permite usar os diferentes canais de comunicação (reais/virtuais????)de uma forma natural
Agora estou aqui a escrever mais logo poderei estar a amar alguem intensamente com palavras calorosas com contacto fisico e uma forma não anula a outra.
Lucidez mente aberta e esclarecida,um sorriso e bota força nisso ó maralhal.

Anónimo disse...

Cara Andorinha
Ainda agora estou a dar os meus primeiros passinhos neste novo mundo para mim.
Estou na dúvida, pode ser que amanhã anuncie:
Olhem, afinal sou o Esquilo, ou sou a Fulana tal.
Estava apenas a dar uma opinião.
Give me some time, will you
;)

na dúvida (por enquanto;)

RAM disse...

jb,

Eu teoria (e n prática) concordo consigo, desde que a tal lucidez não tenha subjacente uma vivência em dimensões paralelas, em que uma desconhece a outra.

gaivota.lua disse...

porque será que mtas vezes o progresso faz esquecer as coisas boas da vida...
ai as saudades...

Pamina disse...

Boa tarde JMV e maralhal,

Chegada a esta hora, encontro duas discussões, uma relativa ao post (menos) e outra relacionada com amizades virtuais.
Quanto ao post, claro que o que é hoje realidade ontem pareceu loucura. Vieram-me à ideia nomes como Galileu, da Vinci, os navegadores portugueses e não só, a exploração do espaço, etc, etc. Isto foi tudo dito de uma maneira lindíssima no poema "Pedra Filosofal".
Parece-me no entanto, que o texto aponta também para outros campos. Lembrei-me então da grande modificação de comportamentos nos anos 60 e de várias "provocações" na área da música,corte de cabelo, vestuário, etc. Depois pensei, mas porquê restringir-me ao fenómeno hippie?
Na música dita erudita, há tantos compositores que hoje fazem parte dos "clássicos", mas que no seu tempo foram tidos por "maluquinhos". E o mesmo se passa nas artes plásticas, por exemplo.
"É a história que o ensina e que lhes ajusta a dosagem", diz o autor do texto, ou seja, o filtro do tempo separará o tigo do joio. Concordo.

Quanto à outra discussão, tenho que ir fazer algo inadiável (há mesmo um mundo lá fora), portanto não tenho muito tempo agora.
Destaco o 3º e 5º parágrafos do texto da Andorinha (4.28), pois é também isso que sinto.

Até logo.

lobices disse...

...I rest my case!...
:)

Anónimo disse...

Eles não sabem que o sonho .....

Nemésio disse...

Lembrei-me de um Psi, que defende a tese:
A normalidade, é sim, a verdadeira "loucura"-NORMOPATIA

...portanto, a loucura referida anteriormente deveria ser a normalidade dos nossos dias, isto é, uma normalidade criativa.
Confuso?

" A Loucura da Normalidade"-Arno Gruen

(Chinezzinha) disse...

Pamina disse...
"Boa tarde JMV e maralhal,

Chegada a esta hora, encontro duas discussões, uma relativa ao post (menos) e outra relacionada com amizades virtuais.
Quanto ao post, claro que o que é hoje realidade ontem pareceu loucura. Vieram-me à ideia nomes como Galileu, da Vinci, os navegadores portugueses e não só, a exploração do espaço, etc, etc. Isto foi tudo dito de uma maneira lindíssima no poema "Pedra Filosofal".
Parece-me no entanto, que o texto aponta também para outros campos. Lembrei-me então da grande modificação de comportamentos nos anos 60 e de várias "provocações" na área da música,corte de cabelo, vestuário, etc. Depois pensei, mas porquê restringir-me ao fenómeno hippie?
Na música dita erudita, há tantos compositores que hoje fazem parte dos "clássicos", mas que no seu tempo foram tidos por "maluquinhos". E o mesmo se passa nas artes plásticas, por exemplo."
---------------------

Eis a minha resposta preguiçosa.

Concordo com a Pamina.

Alguns dos que hoje são considerados anormais, pela maneira que pensam e agem, amanhã serão considerados absolutamente normais e talvez até génios.
A História prova-nos isso nos mais variados casos.

Boa noite...
Bom jantar...
Fiquem bem!

Beijos

(Chinezzinha) disse...

Onde se lê:anormais
Deverá ler-se:"anormais"

katraponga disse...

Admiro estas afirmações do Jaime Milheiro, pois são tudo o que países como os EUA da actualidade querem eliminar e normalizar. Aliás, Pamina, quando falaste do Leonardo da Vinci lembrei-me que numa edição comemorativa da revista TIME, sobre as mais marcantes personagens do milénio, nem sequer o incluíam...

Quanto à amizade, creio que estas palavras do Carlos Queiroz (o poeta!) dizem tudo:

"De mais ninguém, senão de ti, preciso:
Do teu sereno olhar, do teu sorriso,
Da tua mão pousada no meu ombro.
Ouvir-te murmurar: -"Espera e confia!"
E sentir converter-se em harmonia,
O que era, dantes, confusão e assombro"


em bold, pois claro... ;)

(Chinezzinha) disse...

Acerca do que escrevi acima, dou um exemplo que conheço bem de perto.
Tenho um colega e amigo de E.V.T. considerado por quase todos os colegas, um louco varrido, quer pela maneira como pensa sobre os mais variados assuntos e quer pelo que pinta, que por certo daqui a uns anos estou convencida e assim o espero, irá ser considerado um grande pintor e um vulto da cultura portuguesa.
Só espero que ele não desista e seja sempre como foi até agora.

(Chinezzinha) disse...

Por fim, se me enganei quanto à verdadeira identidade do Emplastro,aqui vão as minhas sinceras desculpas ao Portocroft.

Beijos

escrevinhador disse...

Concordo. Mas o pessimismo levou-me a pensar numa frase de um professor de Oxford (citado por João Pereira Coutinho): "Para quê mudar, se as coisas já estão tão más?"

PortoCroft disse...

Chinezzinha,

Nada a desculpar. Alguém ou alguma coisa a induziu em erro.

Escutem esta pérola do Brél:

Voir un ami pleurer
Bien sûr il y a les guerres d'Irlande
Et les peuplades sans musique
Bien sûr tout ce manque de tendres
Il n'y a plus d'Amérique
Bien sûr l'argent n'a pas d'odeur
Mais pas d'odeur me monte au nez
Bien sûr on marche sur les fleurs
Mais voir un ami pleurer!

Bien sûr il y a nos défaites
Et puis la mort qui est tout au bout
Nos corps inclinent déjà la tête
Étonnés d'être encore debout
Bien sûr les femmes infidèles
Et les oiseaux assassinés
Bien sûr nos cœurs perdent leurs ailes
Mais mais voir un ami pleurer!

Bien sûr ces villes épuisées
Par ces enfants de cinquante ans
Notre impuissance à les aider
Et nos amours qui ont mal aux dents
Bien sûr le temps qui va trop vite
Ces métro remplis de noyés
La vérité qui nous évite
Mais voir un ami pleurer!

Bien sûr nos miroirs sont intègres
Ni le courage d'être juifs
Ni l'élégance d'être nègres
On se croit mèche on n'est que suif
Et tous ces hommes qui sont nos frères
Tellement qu'on n'est plus étonnés
Que par amour ils nous lacèrent
Mais voir un ami pleurer!

RAM disse...

Back from work...

No fundo, Milheiro (d)escreve, mais do que uma constatação, uma apologia da "não cristalização no tempo e no espaço".

"Criar não é imaginação,´
é correr o grande risco de se ter a realidade" - Clarice Lispector

:)

escrevinhador disse...

na dúvida:
Só agora li os posts anteriores.

"SONETO

Acusam-me de mágoa e desalento,
como se toda a pena dos meus versos
não fosse carne vossa, homens dispersos,
e a minha dor a tua, pensamento.

Hei-de cantar-vos a beleza um dia,
quando a luz que não nego abrir o escuro
da noite que nos cerca como um muro,
e chegares a teus reinos, alegria.

Entretanto, deixai que me não cale:
até que o muro fenda, a treva estale,
seja a tristeza o vinho da vingança.

A minha voz de morte é a voz da luta:
se quem confia a própria dor perscruta,
maior glória tem em ter esperança.»

Carlos de Oliveira

RAM disse...

escrevinhador disse...
[...] "Para quê mudar, se as coisas já estão tão más?"

9.08

.............................

Mudar para quê?
Pergunta sem sentido, para quem - como eu - não perdeu a confiança na natureza humana e nas suas capacidades.

Maite disse...

Boa noite Maralhal e Professor

Eh pah, vocês são uns "desmancha prazeres";) Não cometeram nenhuma loucurazita;) Todos os comentários são de uma lisura impressionante:)

Acho que se hoje não houve nenhum grande "pulo" da Humanidade, deu-se um enorme passo para a coexistência neste blog:)

Parabéns :)

P.S. a banda sonora está cada vez mais deliciosa.

Pamina disse...

Boa noite,
Desculpem a interrupção de há bocado.

Na sequência da conversa sobre as amizades virtuais, gostaria de começar pela minha definição de amigo. Para mim um amigo é alguém a quem se pode telefonar às 3 da manhã, quando se tem um problema, e dizer simplesmente "vem" e ele/ela vem sem perguntar porquê e depois, tenta ajudar a resolver esse problema sem cobranças, mesmo que não concorde com a nossa posição, porque como diz o Brel via Portocroft "que interessa o resto, quando se vê um amigo chorar".
Este tipo de amizade existe entre os comentadores de blogs? Claro que não. O que existe entre nós é um convívio (nem sempre pacífico, o que até é estimulante, desde que não se agrida ninguém com maldade), mas a pouco e pouco vão-se definindo afinidades, sobretudo entre pessoas que escrevem regularmente, e penso que, parafraseando o Rick/Bogart, "este pode ser o começo de uma bela amizade".
Quanto aos encontros de bloggers, acho a iniciativa muito interessante e foi com muita pena que não pude ir ao Porto no último sábado (há outro encontro em Lisboa no dia 16/7).

Relativamente aos nomes reais/versus nicks ou anonimato, acho que cada um tem o direito de escolher o modo de intervir que o faça sentir mais confortável (desde que não use o anonimato para fins menos correctos). O João Soares tem um género de Homepage/blog, onde colocou a morada e imagens do BI e cartões vários e de um recibo de vencimento da CML. É uma opção.
Pessoalmente, acho que o escolher de um título para o blog e de um nick adequado se reveste de um aspecto lúdico muito interessante. Quem não gostava de se mascarar em criança?

Finalmente, em relação a ser "patológico" comunicar com outras pessoas por este meio, gostaria de voltar ao 3º parágrafo do texto da Andorinha (4.28)"Se esta não fôr a nossa única forma de comunicação, etc." Ela escreveu aquilo que também penso. Concordo que é essencial haver diversidade de actividades e manter este "hobby" dentro das devidas proporções.

Desculpem lá o comprimento do comentário.

RAM disse...

Maite,

Perguntava se ninguém cometeu loucuras?
Eu já. Infelizmente, nenhuma delas se tornou em cultura :))))

circe disse...

Pamina,
Obrigada pela extensão do seu comentário:poupou o meu latim, já que nem tempo tenho pra me coçar, desde ontem...;)

Ai é, encontro de blogueiros em Lx?
É que eu vou mesmo, e quero falar consigo, tête-à-tête, nous avons beaucoup de choses à parler parce que la musique...;)

Ora, PortoCroft,
Da perna de porco já só resta o osso? E eu que teria feito um arroz de ervilhas pracompanhar, visto que a morcela vai bem é com grêlos, bocês só comem chicha, carago, não sabem que o castrol está pela hora da morte????????

Uma pessoa ausenta-se um dia e perde logo um banquete, assim...não
há condições, carago;)

MM,
Folgo em sabê-lo inteirinho, e não ter levado com um estilhaço, já que os enfermeiros entram hoje em greve...

(inda caí na tentação de gamar um Opel lá do stand, mas nenhum tinha a chave na ignição, carago...)LOL

circe disse...

E não é que acabo de ser
THE FIRST LADY OF THE NUMBER?

Pois, está o Portocroft inda a roer o osso...................


Ele há dias (e noites) de sorte, carago;)

Anónimo disse...

Caro Jaime Milheiro,

Escrevo para lhe dizer que já deve ter esquecido da realidade em que vivem os seus pacientes...

Se o campo alegre falasse dizia "Oh filha fica no lugar dele"

Hasta

Pamina disse...

Olá Circe,
Espero que dê para ir a este. Tive muita pena de não ter ido ao Porto.

A propósito de música, não tenho nenhum disco do Luís Madureira. Não sei se leu no Vat uma resposta acerca deste assunto. Vi um espectáculo dele, no Festival dos Capuchos, chamado Le samedi soir à Paris de que gostei bastante. A sala estava apinhada e criou-se um ambiente muito bom.

Boa noite para si.

(Chinezzinha) disse...

Tanto no mundo real como no mundo virtual, existem pessoas com carácter e outras sem ele.
Na minha opinião e por experiência própria, consegue-se fazer amigos de verdade, no real sentido da palavra. Pode ser difícil, mas não impossível.
Não ando na net por me sentir sozinha.
Tenho 2 grupos na MSN e sem contar consegui fazer 2 amigos verdadeiros, que se no início eram virtuais, hoje são bem reais e talvez os melhores amigos que tenho hoje em dia aqui, porque os meus amigos todos eles moram no Porto ou Maia e o meu marido sempre me afastou deles. Sempre que estou com a minha mãe, que ainda mora no Porto, diz-me: - Olha A… encontrei fulaninha ou fulaninho… Perguntou por ti…. Manda-te beijinhos….Deixou o nº de telefone, etc., etc. Por isso, sei que se precisar ainda tenho os meus amigos que tinha antes de me casar.Os dois amigos, que fiz aqui na net, são amigos a quem posso telefonar e que se for necessário aqui vêm se eu deles necessitar.

Beijos

(Chinezzinha) disse...

Amiga

Sou corajosa, por escrever o que sinto e penso?
Não é isso que todos deveriam fazer?

Beijos

circe disse...

Chinezzinha,

Com sinceridade, desejo-lhe as melhoras - um avc não é coisa pouca.
Esse stress maldito em que vocês/nós vivemos porque nos envolvemos na construção de um mundo melhor para TODOS, TEM que resistir às provocações dos infelizes que asfixiam no pântano da própria impotência - mas sabe?
há tratamento para isso também, e a boa notícia é que tal doença NÃO
é contagiosa...;)

(Chinezzinha) disse...

Circe
Obrigada...:)
Trata-me antes por tu, se não te importares.
Eu sei que é perigoso e por isso mesmo ando com um medo desgraçado,tb por mim,mas muito mais pelo meu filho que ainda é novo e precisa muito de mim.
Ontem, por acaso enervei-me aqui com umas bocas.Bocas essas que quero esquecer.Fiquei cheia de dores de cabeça e fui-me deitar mais cedo.Hoje de tarde, fui para a cama e adormeci.Por isso estou agora aqui sem sono.rss
Estou com problemas com o Internet Explorer.:( Vou tentar ver o q se passa e dp dormir.

Ainda bem que essa doença não é contagiosa...;)

Boa noite...
Fica bem!

Beijos

na dúvida disse...

escrevinhador

são lindos esses versos


um bom dia para ti

na dúvida (por enquanto ;) )

lobices disse...

...o costume: o meu habitual voto de um BOM DIA à tutti
(já é boa tarde, mas continua a ser dia)
...Pamina:
...Circe:
...e outros:
...houve na verdade um encontro almoço de bloguistas no Porto, no passado dia 25
...vai haver outro em Lisboa no próximo dia 16 (jantar)... quem quiser saber coisas sobre isso, é visitar o blog
lusomerlin.blogspot.com
(mais conhecido pelo blog Fraternidades do Fernando B.)
...
abreijos

Romeu disse...

Bom dia Sr Professor JMV e Sr Portocroft

Posso pedir um disco? É sff este:

'Remind Me'dos Röyksopp

Se não o tiverem eu mando-lo ao sr Portcroft directamente para as caves dele em Gaia.

É só mais uma coisinha ...

Posso dedicá-lo à minha Julieta e aqui ao Maralhal?

romeu disse...

Disseram-me ali que o Sr Portocroft vai amanhã para o estranjeiro. Prontos, nada feito.

Anónimo disse...

“Há as ‘Santanetes’, as ‘Carmonetes’ e agora os ‘Sócratões’ “ – Quitéria Barbuda in “Um Invertido na Política”, Revista “Espírito”, nº 5, 2005.

www.riapa.pt.to

Raquel V. disse...

na dúvida
Li quase todos os comentários que estão neste post, mas claro que os iniciais com mais cuidado...
Por isso poderei repetir-me...

Eu, por exemplo, não tenho nick, a minha cara é a minha assinatura...

Antes dos blogs diria que os verdadeiros locais de chat como o IRC poderão ser ou não os criadores de amizades vagas ou grandes amizades...

Na vida dita real... tb há um mar de desilusões...
Quantas pessoas, a partir de certa idade, realmente têm coragem de procurar amigos?

Não se nota tanto a solidão nas pessoas idosas... E a das pessoas ditas de "meia idade"?

Mas é como a pobreza envergonhada... ninguém sabe... ninguém imagina e na verdade as pessoas não contam a ninguém que o seu dia a dia pode até ser um enorme vazio.

Não é à toa que muitas vezes as pessoas com que realmente vivemos são as dos nossos empregos.
E eu comprovei-o porque foram qs 5 anos no mesmo local de trabalho que um dia tive que abandonar... e me deixaram a olhar para as 4 peredes de um escritório em casa... onde ia fazendo os meus trabalhos freelance.

Aqui... há imensa m****
Como lá fora...
mas no caso dos blogs até já acabas a poder definir melhor os teus "alvos" de interesse...
Se não gostas de piano certamente não vais espreitar blogs de pianistas...

Se apenas UMA pessoa te desiludiu és alguém com imensa sorte... Porque por aqui as pessoas são iguais às que andam lá por fora...

Apenas que aqui as pessoas aprendem a dosear os seus tempos.
Eu sei que não posso ajudar A ou B porque tb tenho os meus problemas pessoais. Que provavelmente só posso passar por acolá e deixar um sorriso. E aprendes a aceitar que tal como a melhor amiga que casa e não pode estar sempre ctg... por aqui assim tb o é...

Claro que se tornou num local em que as pessoas usam muitas vezes como meros locais de engate...
Aí... terás muitas vezes desilusões, pq n era sequer um sorriso solidário, era um mero interesse igualzinho ao do fulano do bar da 24 de Julho... nada mais que isso... E aí te garanto mais uma vez que aqui há uma montanha de m****...


Mas... eu por exemplo... fiz o melhor amigo da minha vida no virtual e nunca o trocarei por mais ninguém. Conheço-o há dois anos. Já sorrimos, discutimos, contámos coisas tristes ou brincadeiras...

Só ele me pedia para ligar o computador para saber se eu tinha chegado bem a casa pq tinha que ir de comboio para casa demasiado tarde.

Por razões especiais temos talvez problemas parecidos e com ele posso dizer que me sinto mal e não levo uma ensaboadela chata e desnecessária sobre como gerir a minha vida. Porque quando ele diz que "entende"... eu SEI que entende mesmo!

Podia ser um amigo ao vivo mas estamos demasiado longe para isso... Sem a net nunca o teria conhecido... E qd me apetece achar que realmente este mundo não vale nada, recordo-me dele :) e sorrio sempre!

Tenho alguns bons amigos na minha vida... mas apenas ele estranha qd estou demasiado calada...
porque as pessoas seguem as suas vidas e estão sp à espera que sejamos nós a ir à sua procura.

Um dia damos por nós e o mundo gira sem sermos realmente necessários. Há bons amigos na vida real... mas e pq não aqui também?


E depois existe o lado profissional...
Tenho um pequeno conjunto de pessoas com que posso contar se me falhar algo na minha área...

Algumas com dois anos de amizade...
Um toque no telemóvel um pedido de algo e dá-se um jeito!

Gosto também de escrever... conheci aqui gente que me tem dado dicas, ensinado e motivado.


Há quem use nicks porque realmente aqui circula alguma maldade...
aliás acho que o post no fundo referia que alguns comentários maus podem até incentivar o crescimento de algo bom, se não atingirmos a dignidade de alguém na nossa foram de crítica...

Qd perdi o meu emprego... não foi o virtual que mo tirou... foram pessoas "más"... do mundo dito real...

Temos apenas que aprender a dosear...


Um beijo e espero ter explicado algo... Tenho um amigo à espera ;)

circe disse...

Só para dizer que subscrevo este
comentário da Raquel.

Certamente já ninguém vai lê-lo, a não ser o Autor do Blog - mas, e não obstante, é o que penso.

Mestre Murcon,

Obrigada por manter esta casa aberta, em mais nenhuma por essa net fora acontece este encontro diário ou semanal ou mensal - é porque nos sentimos bem por aqui.

Bem haja,
tb pela musicoterapia - olhe que resulta mesmo ;)

Todo o carinho para si - e perdoe-me alguns disparates que descaradamente aqui deixei, como uma barata tonta de patas para o ar.

Um dos meus defeitos é falar alto quando durmo. O que (nos) vale é eu só dormir 3 a 4 horas de vez em quando...;)

Ester disse...

circe

Olá, não creias na distracção do próximo.

Há sp quem leia de trás para diante e vice versa.

Bom dia de redenção.

escrevinhador disse...

na dúvida:
obrigado. Perdoem-me os fãs do Eugénio, mas Carlos de Oliveira é, para mim, depois de Fernando Pessoa, o grande poeta português do Séc. XX

Bem haja a todos!

Google Page Rank 6 disse...

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