quinta-feira, outubro 20, 2005

Vivo por milagre!

Chega um tipo a casa, depois de um dia de trabalho e uma hora de caminhada, e leva com o hino dos Dragões sem aviso?????!!!!!! Ó Porty, o meu coração já não é o que era, cuidado:). Mas pronto, parabéns ao FCP, que a arrogância dos italianos também me irrita.
Quanto à minha frase que foi citada - "a fidelidade, se não for espontânea, morre" -, devo dizer que a escrevi a pensar naquela teoria simplista "não meti o corpo dentro - ou fora:) -, não fui infiel". O Noise talvez se lembre, eu já me esqueci, mas havia um estudo com piada sobre o assunto. Perguntava-se a homens e mulheres heterossexuais o que os chocava mais: ser fisicamente enganado ou fazer amor com um parceiro que pensava numa terceira pessoa para se excitar. Se bem me lembro, as mulheres distribuíam equitativamente a sua irritação, enquanto os homens eram bem mais "tolerantes" com a segunda hipótese. Explicação dada: era chato, mas pelo menos não havia "traição a sério". E ainda não havia internet ou telemóveis...
Ser fiel à moda canina parece-me incompatível com o erotismo. Apreciar a beleza de alguém que passa pode ficar pelo registo da admiração estética, adivinhar-lhe a sensualidade torna difícil a domesticação do desejo. Ser fiel ao outro não pode ser um objectivo alcançado através de trabalho árduo de auto-castração do imaginário, mas sim uma verificação aliviada, divertida, grata. Às vezes efémera, se nos reportarmos ao psíquico. Não vejo que seja trágico ou anti-natural, trágico é chamar-lhe infidelidade. Porque nesses momentos, quando a relação está viva, a imagem do outro surge, repondo as prioridades, se necessário.
Estou de acordo com os que de vocês dizem ser possível amar uma pessoa e apaixonar-se por outra, mas rezo para que não me aconteça, a nossa energia psíquica não é movida a pilhas duracell e pifa, mais dia, menos dia. Ou mais ano, menos ano:).

69 comentários:

PortoCroft disse...

Caro Prof. m8,

Eles existem. Nem sequer os podemos varrer para debaixo da carpete.;) E, sem vergonha o confesso, ontem deram-me uma alegria. ;)

Se bem entendi, o Prof. diz que fazer amor com um e pensar noutro não é infidelidade? Ah!... Tiro-lhe o chapéu a muita coisa Prof. mas, se foi isso que escreveu, permita-me que discorde. Para mim é a maior das infidelidades. As causas, certamente que podem ser encontradas na relação mas, a infidelidade está lá.

anónima disse...

Sábias palavras.Estou totalmente de acordo. O drama é chamar "infidelidade" à não castração do outro. Mas isso não virá daqueles mandamentos do Moisés: "não cobiçarás o homem da próxima"?

Quanto aos Drações, já mereciam este sucesso. Esfalfam-se no campo e eram só duques.

Pensar noutro durante a união sexual, já vem no Kamasutra. Chama-se "união transferida".

Admiradora anónima

de© disse...

Na tal demanda do nosso 'real' aguentamos toda a 'ficção' com que a nossa criatividade, ou a 'verificação divertida da riqueza do nosso imaginário' (JMV) nos instiga, permanentemente - chamar a isto infidelidade seria 'trágico' (JMV)

Partilhar 'infidelidades' destas ou conseguir fazer um jogo com estas 'infidelidades' é a chave de qualquer relação adulta (daquela que sabe permanecer saudavelmente infantil)

de©

Perfect Woman disse...

Aí Dr.º... Valha-me a Santa que agora até as mamas se me caíram... (com a sua licença por ter referido, “mamas”, mas eu não tenho culpa de elas se chamarem assim...)

Se o meu Caranguejo vem hoje aqui, já vou levar na cabeça!!!

- Parece que já o estou a ouvir: »Olha, tás a ver nina, o teu Doutorzinho predilecto, tem hoje um post que deverias ler...«

Não é que, ainda á pouco tempo surgiu uma conversa entre nós a propósito de um casal amigo, que no preciso momento em que o “fogo de Santelmo” começou a jorrar as suas labaredas, o nino sai-se com o nome de outra!!!
Descalabro total., mais que evidente que ele no mínimo teria em sua mente a suposta que havia sido chamada!

Bem a nossa discussão foi super amena, até porque pimenta no ... dos outros é refresco para mim... eu disse ao me Caranguejo que quer em pensamento quer em vias de facto, havia infidelidade e prontos!!

E agora lá me veio o Dr.º com essa do psíquico, e que coisa e tal depois a nossa imagem repõe as prioridades... mas assim ensarilhou-me as ideias de novo!

É assim: nesta história da infidelidade, santa paciência eu não gosto do “nim” ou é não ou sim!!! Assunto arrumado...

E cada um de nós tem mais é que estimular o relacionamento, conquistar o nosso(a) parceira todos os dias, e não envergar por um comodismo letárgico que pode aí sim, dar azo a escapadelas psíquicas ou não...

Mai nada...

Com a sua licença me vou... fui!


(Uma admiradora mulher longe de ser perfeita, semi-anónima,;-))

Duracell emocionadíssimo quase a pifar:) disse...

Caro Prof


Mas....os que de vocês...tem nome ;))
Ou não?

:)

Sical disse...

Depende do que cada um entenda de fidelidade, ou da elastecidade desta. Mas julgo que somos todos masi fieis no amor do que na paixão.

moon disse...

Puxa vida!
O professor no seu melhor!
Essa lucidez, essa energia...
Isto é melhor que "Sheltox" (leia-se Xanax).
E há lá pior infidelidade do que trair-mo-nos a nós próprios...?

Good music, prof.
"Aquele abraço"

andorinha disse...

Boa noite.

Excelente post, dos tais que dá "pano para mangas".
É sempre complicado pronunciar-me sobre conceitos que não fazem para mim muito sentido, como a fidelidade ou a traição.
O homem não é, por natureza, monogâmico, a monogamia é uma construção imposta pela sociedade, logo......
E a fidelidade continua, sobretudo, a ter a ver com a fidelidade a nós próprios, esse é que é, para mim, o valor supremo.

Feita esta ressalva e reportando-me concretamente ao post, a infidelidade existe tanto em ser fisicamente enganado como em fazer amor com um parceiro, pensando noutra pessoa, para mim, isso é evidente. Trata-se de infidelidade física e infidelidade psíquica?:)....
E os que não saem de casa, aparentemente não traem, mas são capazes de ter conversas altamente eróticas ou mesmo sexo na Net, quando o parceiro está a dormir no quarto ao lado? Esses não contam? São as novas formas da infidelidade.
Já não considero que apreciar-se a beleza de alguém ou sentir desejo por alguém que se vê passar na rua seja traição.
Se fosse, então os números de gente traída subiriam assustadoramente.:)))

Também estou de acordo que é possível amar uma pessoa e apaixonar-se por outra; causa uma certa turbulência, mas é bom.:)
Desgasta e as pilhas não duram sempre, isso também é verdade..)

gonçalo disse...

Por essa razão, eu prefiro falar em lealdade no lugar da fidelidade. Esta não pode nem deve ser um objectivo.

Também gostei da vitória do FCP, para equilibrar o saldo altamente negativo nos jogos com os italianos. Já não há pachorra para aquele cinismo italiano que nos faz a todos "grandi campioni de una brava esquadra" a quem limpam o sebo em três tempos. Parabéns aos portistas!

fora-de-lei disse...

andorinha 10:33 PM

"E os que não saem de casa, aparentemente não traem, mas são capazes de ter conversas altamente eróticas ou mesmo sexo na Net..."

E como é que é isso de ter sexo na Net ? Eu também quero experimentar mas alguém tem de me explicar como é que isso se faz... ;-))


"... quando o parceiro está a dormir no quarto ao lado ? Esses não contam ? São as novas formas da infidelidade.

E aos cornudos nascem-lhes dois "bits" na testa, não ?! E há os cornudos MODEM, cornudos ADSL / BUNDA LARGA, etc, etc... ;-))

fora-de-lei disse...

Eu também não desgostei da vitória do FCP. Mas, Domingo que vem, vou gostar muito mais da vitória do Nacional... ;-))

gonçalo disse...

Acrescento o seguinte: os que se julgam incapazes de cederem à infidelidade são normalmente os que mais facilmente são infiéis. Quem admite o desejo por um terceiro como algo próprio da condição humana em regra é mais auto-vigilante, o que não é o mesmo que auto-castração.

gonçalo disse...

Fora-de-lei,

"Eu também não desgostei da vitória do FCP. Mas, Domingo que vem, vou gostar muito mais da vitória do Nacional... ;-))"



Deus te esteja a ouvir!

andorinha disse...

fora de lei (10.53)

Estás de mau humor?????:)

"E como é isso de ter sexo na Net?"
Nunca ouviste falar? Não me digas...:))))
Se queres experimentar, experimenta, isso é contigo (usa a imaginação).
Não te posso ajudar mais concretamente, porque também nunca experimentei.
Estamos entendidos?

andorinha disse...

Gonçalo (10.56)

Mais uma vez estou de acordo contigo.:)

milhafre disse...

Mais uma mula desdentada!

Paula disse...

fora-de-lei

"E aos cornudos nascem-lhes dois "bits" na testa, não ?! E há os cornudos MODEM, cornudos ADSL / BUNDA LARGA, etc, etc... ;-))"

Boa! LOOOOOOOOOOOOL

andorinha disse...

paula (11.12)

LOOOOOOOOOOOOL o quê?
Não achei graça nenhuma.:(

fora-de-lei disse...

andorinha 11:07 PM

"Estás de mau humor ? E como é isso de ter sexo na Net ? Nunca ouviste falar ? Não me digas..."

Eu de mau humor ? Nunca ! Muito menos com uma alfacinha que, ainda por cima, é benfiquista... ;-))

Claro que já ouvi falar de sexo virtual mas, muito honestamente, não sei como é que isso se faz e, como é óbvio, gostaria de saber. É tão simples como isto, ou seja, não gostava de morrer estúpido... ;-))

amok_she disse...

«(...)Ser fiel ao outro não pode ser um objectivo alcançado através de trabalho árduo de auto-castração do imaginário, mas sim uma verificação aliviada, divertida, grata.(...)a nossa energia psíquica não é movida a pilhas duracell e pifa, mais dia, menos dia. Ou mais ano, menos ano:).»

...pois!:-(

...e é q pifa,mesmo!, oh se pifa!!!

fora-de-lei disse...

gonçalo 10:56 PM

"... os que se julgam incapazes de cederem à infidelidade são normalmente os que mais facilmente são infiéis."

Talvez tenhas razão mas eu comparo isso com a "capacidade" de roubar. Há aqueles que não roubam só porque têm medo de ser apanhados. Mas, falizmente, também há aqueles que não roubam porque é - de facto - contra os seus princípios. E para que assim o sejam, não precisam tão pouco de ser auto-vigilantes.

Ser-se infiel ou ser-se ladrão é uma questão de educação, de respeito, de princípios morais. Quando isso está na massa do sangue dum(a) gajo(a), não há auto-vigilância que chegue.

O marido ou a mulher até pode ser um(a) gajo(a) porreiro(a), mas - mais tarde ou mais cedo - vai acordar com a almofada espetada na carola.

Homem da ferrugem disse...

Ó fora de lei queres ter sexo na net? Ora estica o fio do rato.....:-)))))

andorinha disse...

fora de lei(11.25)

Ok, então estamos entendidos.:)
E Viva o GLORIOSO!!!

noiseformind disse...

MomentUS, aceito a fatia de bolo de chocolate como pagamento pelas royalties da minha foto "barcos na foz do Rio Minho" que ostenta no seu blog ; ))))))))) o raio da foto caiu mesmo no goto da comunidade bloguística looool loooool looool loooool

fora-de-lei disse...

Porty, porque é que em vez do Hino do FCP não pões aí uma música do conjunto Maria Albertina ou António Mafra ?

amok_she disse...

Entretanto e pra já sem licença do Prof...vou cop&pastar este post para o meu blog...quer dizer: só a partir do periodo q se segue a: «(...)que a arrogância dos italianos também me irrita.»...:->

Lá ficará até q alguém me diga q estou proibida de o fazer...

Afrodite disse...

Ainda bem que chegou a casa sao e salvo ;) beojocas

Elsa disse...

Andorinha escreveu:

"E os que não saem de casa, aparentemente não traem, mas são capazes de ter conversas altamente eróticas ou mesmo sexo na Net, quando o parceiro está a dormir no quarto ao lado? Esses não contam? São as novas formas da infidelidade"

Ora nem mais... e são tantos!
Acabando muitas vezes por posteriormente haver contacto físico.
Incomodava-me um bocado saber que o meu parceiro usava um webcam para se masturbar com outra pessoa do "outro lado" a fazer o mesmo... Mas também conheci quem não se importasse... ah! mas essa pessoa também foi traída, mesmo fisicamente e não lhe fez diferença, por isso não deve servir de ponto de referência...

amok_she disse...

gonçalo disse...

Por essa razão, eu prefiro falar em lealdade no lugar da fidelidade. Esta não pode nem deve ser um objectivo.
10:51 PM


...irrrraaaa, até q enfim alguém toca n ponto G da (in)fidelidade...:->

...se existir lealdade...e se a relação estiver viva e merecer o esforço de se ser leal!...sim, "meus amigos", há quem prefira a infidelidade à lealdade...quer dizer: há quem prefira ignorar a verdade pq a verdade em geral é tão simples, mas tão simples... fica, assim, mais fácil imaginar o filme com um guião mais trágico!...e ele há quem goste de tragédias, né!?...pq a simplicidade da coisa é q numa relação viva e sã ñ há lugar a interferências "separadoras"...todas as "interferências", a existirem, são enriquecedoras....para todos!...mas isso é mt complicado de admitir para quem ñ consegue enriquecer...a si e aos outros!...como é evidente, refiro-me q enriquecimento interior, suas mentes perbersas!

anónima disse...

mpeões e campeãs de ideias-feitas e bons costumes que até associam as imaginárias traquinices eróticas ao roubo!!!?
Ninguém, NINGUÉM, tem o direito de exigir ao parceiro, que anule a sua liberdade de pensar e imaginar. Nenhum casamento, nenhum amor pode passar pela anulação do outro, chamem-lhe fidelidade, lealdade ou a porra moralista, falsa e hipócrita, que normalmente os moralistas não praticam.
Ninguém fala do inconsciente, onde quase sempre estão mergulhadas as raízes da excitação erótica. Ninguém diz que podemos eventualmente, domar o desejo, quando estamos afectivamente indisponíveis,(o super-ego maila a educaçãozinha religiosa, metem-nods na ordem) e porque estamos cheios de trabalho, assistência a filhos ou outras prioridades. E aí o casalinho funcona, tadinho honestinho, fidelíssimo, pensam vocês...
Parabéns amok! Tu também percebeste quão excelente, superior e tão incomum na choldra hipócrita lusa é erte texto do Machado Vaz. Que respira compreensão e liberdade!

anónima disse...

Peço desculpa de o princípio do comentário sair truncado.
Dizia eu, que regressada do Teatro do Campo Alegre, onde vi a Gabriela Moita aapresentar uma conhrcida poeta -sim, que a minha vida não é isto - tinha verificado, que alguns campeões....etc

fb disse...

Bom dia Pessoal,
depois de ler todos os comentários deste post,pergunto: alguém parou para reflectir no/a "traído"? como ficará a "cabeça", o "corpo" desse ser humano? como vai reagir, aceitar, rejeitar ou engolir, mudará a atitude daí para a frente? será que não se vai questionar se vale a pena ter principios, respeitar...........este é o outro lado da moeda, como ficará esta "face?

Sical disse...

A fidelidade, para além de ser um conceito elástico, dependendo do interesse interpretativo de cada um, é algo que afecta o infiel, a quem se é infiel, e, também, aquele por quem se é infiel. A infidelidade é uma trama onde, como já referiram, a lealdade está ausente.

de© disse...

fb 8:51AM e anónima 2:48AM

Gostaria de me encontrar convosco pq têm, aparentemente, opiniões diferentes, identificando-me eu (também aparentemente) com a da anónima - como referi mais acima, ontem às 9:00PM.

Isto porque, caro@ fb e anónima, não sinto como infidelidade nem deslealdade, toda a gama (que consigo imaginar ou não) de proezas com que a criatividade mútua do casal (s?), ou a 'verificação divertida da riqueza do nosso imaginário' (JMV) nos instigam, permanentemente - traquinices do cérebro que comanda o corpo quem as poderá deter?

E neste jogo, que não tem que ser desenfreado nem obsessivo e onde os parceiros poderão definir regras e limites, não haverá traídos. Se assim vier a acontecer ... pára o baile!

Desculpem se não me fiz entender mas tudo isto dá pano para mangas e parece-me dificil de aceitar sem ensaiar, como me aconteceu há vinte anos atrás...ensaiar porque se trata de um exercício de desempenho teatral dos impulsos e não de declamação de poemas escritos por desconhecidos - trata-se da tal intimidade (já aqui falada) que pode dar lugar à proclamação da nossa particular poesia, inspirada, suscitada pela do parceiro@ .

HarryHaller disse...

Dec
Traídos nunca haverão, se à partida as regras do jogo forem acordadas, mesmo que nessa regras entrem terceiros, quartos, ou uma multidão.Vistas as coisas por esse prisma!

Quanto a mim, o professor tocou no cerne da questão, quando diz, "manter a relação viva" é aqui que reside o segredo da felicidade a dois,e mantê-la viva, não é ficar agarrado ao sentimento do que é efémero, sim estou a referir-me à paixão e ao desejo sensual que lhe está associado.Sobre este comentário apraz-me citar Tolstoi que disse pela boca de um dos seus personagens , o príncipe Bezoukhov. "As circunstâncias fizeram-no conviver no cativeiro com um símbolo da sabedoria popular, um tal Karataiev. Pois esse companheirismo desinteressado e genuíno, esse encontro com a vida crua mas desmitificadora, não só modificaram o príncipe Pedro como lhe revelaram o que ele precisava de saber para atingir o que nós, pobres humanos, debalde perseguimos: a coerência, a pacificação interior, que são correctivos da desventura."
Tolstoi salienta-nos que Pedro, após essa vivência, apreendera, não pela razão mas por todo o seu ser, que o homem nasceu para a felicidade e que todo o mal provém não da privação mas do supérfluo, e que, enfim, não há grandeza onde não haja verdade de desapego pelo efémero. Isto, aliás, nos é repetido por outra figura de Tolstoi, a princesa Maria, ao acautelar-nos com esta síntese desoladora:« Todos lutam, sofrem e se angustiam, todos corrompem a alma para atingir bens fugazes».

Bom dia Professor e demais Murcons

Lobo das Estepes

SeaBright disse...

Eu "amo" quem comigo está(porque é que esta palavra parece tão estranha escrita ou dita?) mas continuo apaixonada "intelectualmente" por outra pessoa - que está muito muito longe, nem sequer há risco de contacto... nem contágio. Essa paixão permite-me partilhar partes de mim que a pesssoa que está comigo não compreende. Não que não queira saber, mas há partes de nós que só os desconhecidos conhecem. Há coisas que simplesmente não o fazem vibrar como a mim, mas que me fazem falta partilhar. Que fazer?
Não sei quando um dia esta dualidade vai acabar - porque a sinto assim e sinto-me a enganar, ainda que de forma subtil, a pessoa com quem estou todos os dias... mas a verdade é que sem essa troca de ideias que me faz sentir a tal "paixão intelectual" (chégámos a tentar a física, mas foi um desastre), sinto-me um pouco vazia...
Podia considerá-lo só um amigo, mas na verdade sei que é mais que isso. É ainda uma hipótese.
Que dizem a isto? É traição?

de© disse...

Lobo das Estepes 11:06AM

Você entendeu tudo só pelo facto de me abordar com 'Tolstoi' <> 'príncipe Bezoukhov' <> 'um tal Karataiev' - usar um diálogo entre um autor e suas personagens, eis a chave para entender o que eu quis aflorar pela rama [pq este espaço não é um palco para dissertações:)]Pela boca de uma personagem diz Tolstoi que "perseguimos: a coerência, a pacificação interior, que são correctivos da desventura."

A pacificação interior que, quanto a mim, admite sequências de desvarios e apaziguamentos, novos desvarios e novos apaziguamentos num registo idêntico ao dos regimes caóticos da natureza.

de©

Bem haja por me ter interpelado. Não sei se apaziguei ou se provoquei desvario.

Amigo@s?

fb disse...

dea 10.02

Quem sabe num próximo jantar do PROF, em lisboa.......quanto ás formas e variantes inesgotáveis de infidelidade, no ultimo comentário, referia-me á mais convencional, um trio, fisico, em um dos intervenientes, deambula entre os outros dois, o terceiro, fica como qd percebe que andou a fazer figura de parvo?

noiseformind disse...

Ora bons dias Paisans ; )

Começando pelo post do Boss, no estudo de Haselton "Sex, Lies, and Strategic Interference:
The Psychology of Deception Between the Sexes"
refere-se que existe actualmente nos países desenvolvidos (correlação entre os EUA e a Alemanha, o meu tipo de estudo favorito) os parceiros apresentam comportamentos de mentira sobre si próprios na relação de forma muito semelhante. E sobre que mentem mais as pessoa aos parceiros?
Nos 32 items de mentira possível os 10 mais cotados são:

Nos Homens
44% esconderam sentimentos mais intensos para com a parceira
37% esconderam que flirtavam com outras mulheres
31% mentiram quanto à compatibilidade
30% exageram quanto a serem sinceros, generosos, bondosos
30% exageraram em relação à intensidade dos seus sentimentos em relação à parceira
26% esconderam maior número de parceiras
26% mentiram ácerca de não se sentirem atraídos por outros
25% disseram que recusaram sexo oferecido por outra pessoa
23% esconderam sentimentos por outras pessoas
23% esconderam estarem já envolvidos com outra pessoa



Nas mulheres
44% exageraram em relação à intensidade dos seus sentimentos em relação à parceira
42% esconderam sentimentos mais intensos para com a parceira
42% exageram quanto a serem sinceros, generosos, bondosos
36% mentiram quanto à compatibilidade
34% esconderam que flirtavam com outros homens
28% mentiram em relação à vontade que tinham no compromisso
27% esconderam maior número de parceiros
25% mentiram em relação à vontade de terem sexo
24% esconderam sentimentos por outros
20% mentiram em relação a sentirem-se atraídos por outros homens


Ora meus caros (e digníssimo BOSS), com tamanha catrefada de mentiras (e sendo a Tuga um país mais retardatário nas aproximações afectivas juntem 20% a cada uma destas estatísticas à vontade) expliquem-me como é que é possível esperar que depois haja fidelidade e que ela se mantenha? Sim, pq se as pessoas mentem em relação a quem são, o que esperam da relação e do seu passado, como é que depois podem sequer esperar que a fidelidade seja uma condição do matrimónio??????????????? Pq a mentira básica é esta: as pessoas mentem em relação a AQUELA PESSOA ser a pessoa com quem querem estar inequivocamente! Esta mentira seminal mas que ao mesmo tempo é a base de qualquer namoro (e não estou a ver nenhum namorado ou namorada com um mínimo de auto-estima manter-se numa relação em que assim não é dito pel@ parceir@) é que logo à partida determina quer a fome dos lobos das estepes ; )))) quer os sex-chats dos foras-de-lei ; ))))))) (ou então cyber-foda-de-lei durante o acto em si ; ))))))))))) ). E cada vez mais a infidelidade feminina avança pelas nossas portas dentro, mostrando que só o adestramento social manteve os homens anos e anos como "traidores" e as mulheres como "fiéis".

Dream, dream dream dream,
Dream, dream dream dream.
When I want you in my arms,
When I want you and all your charms,
Whenever I want you,
All I have to do, is
Dream, dream dream dream.
When I feel blue in the night,
And I need you to hold me tight,
Whenever I want you,
All I have to do, is
Dream, dream.
I can make you mine,
Taste your lips of wine,
Any time, night or day.
Only trouble is, gee whiz,
I'm dreamin' my life away.
I need you so that I could die,
I love you so, and that is why,
Whenever I want you,
All I have to do, is
Dream, dream.
I can make you mine,
Taste your lips of wine,
Any time, night or day.
Only trouble is, gee whiz,
I'm dreamin' my life away.
I need you so that I could die,
I love you so, and that is why,
Whenever I want you,
All I have to do, is
Dream, dream dream dream.
Dream, dream dream dream, dream.

Maralhais amigos, parece-me que só mesmo sonhando ; )))))))))

(PAPA Porty, percebeste a Deixa? Ou queres um Gherkin como estímulo? ; ) )

Claro que sendo homens e mulheres essencialmente diferentes, e sendo as fantasias diferentes... também os comportamentos em relação à fantasiação como factor de infidelidade serão diferentes. As mulheres incluem muito mais os seus parceiros das suas fantasias do que os homens e as fantasias dos homens são muito mais específicas fisicamente do que as das mulheres. Ora se repararmos no imediatismo social em que vivemos, poder-se-ia dizer (passe o uso do palavrão) que vivemos na Sociedade da Pichota, em que tudo é exacto e cartesiano. Talvez um dia vivámos na sociedade da Rata, em que tudo será mais diáfano, como um quadro de Seurat ; )))))))))

milhafre disse...

Amok at 12.24

"...vou copypastar este post para o meu blog..."
Bajulação agora? Subserviência?

Olhar disse...

Olá Portocroft, só agora (perto do almoço:)), o pude ler, e gostaria de lhe dar conhecimento que também "tenho para mim que, as transparências, na vida são, ou podem ser, das coisas mais opacas. E são um mito a que se aspira para se sentir confortável. Para sentir-se bem, quando tudo está mal, podre e prestes a desmoronar-se. Há quem invente a claridade para nao se desintegrar.

Aquele que se preocupa em ser honesto e sincero todo o tempo, nunca o será, porque a transparência torna-se-lhe um tormento. Para se ser honesto e sincero, há simplesmente que sê-lo e não viver preocupado com isso."

Creio também que há muitas maneiras de usarmos a criatividade para nos aguentarmos..., e isso parece-me que também já passa por sabermos aproveitar saborear com deleite as mais das mais ínfimas alegrias..., pelo que me toca, com excepção devida à sacanice. Nada contra.:)

Lamento que o tenha convidado a partilhar o que pensa no Post anterior, de uma maneira que o deixou todo "eriçado", não foi essa a minha intenção, e também de não ter participado ainda, em nenhum dos encontros "Olhos nos Olhos" para quebrar anonimatos:)))

E por aqui me fico, na esperança de não ter criado mais um "mal entendido" com um Olhar agarotado.:)

Quanto à "fidelidade erótica", parece-me que ela depende sempre de vários e diversificados factores sociais, situações..., ou "Olhares":), se calhar, cada caso deve ser um caso, e a eles pode ser sempre relativo... pois, por exemplo; entre outros..., não passa pela "criatividade partilhada" de alguns casais ser infiel à/ao parceira/o precisamente com o próprio, trazendo para o chão, cama, ou etc..., em imaginação e palavras um terceiro ou quarto elemento?:)))

Para além dessa, das nossas condutas de comportamento, linhas de vida, amizades, gostos, e muitas, muitas outras formas de a nós, aos outros,(e às vezes, ao que neles admiramos:) ), sermos fiéis e/ou infiéis, sem dúvida, temos.

;)

de© disse...

fb said...
dea 10.02 (ou de ou de© ou dec ou deco, como quiser)

não me referia a quaisquer formas geométricas :))

até a um provável mail;))

de©

enguia disse...

Ai senhor Noise que dei aqui um saltinho na cadeira onde costumo estar sentada a ler a ruminações do Ilustre Professor, que muito aprecio. Já ontem estive quase para o aplaudir no seu comnentário sobre aquele triângulo de Steingerg mas depois apareceram a dar-lhe uma fatia de chocolate e deixei estar a minha recompensa. Mas hoje não escapa, deixo-lhe sinceramente o meu apreço por ter dissecado de forma tão visual esta situação de ausência de intimidade emocional, o tal lado do triângulo com que ninguém se parece preocupar, mas que está na génese de todos estes problemas que parecem inerentes a uma relação a dois, mas que não seriam se as pessoas fossem sinceras e valorizassem a sinceridade acima de tudo.

Um abraço para si e parabéns ao Professor pelo cantinho que aqui tem,
Ana Matoso

amok_she disse...

milhafre disse...

Amok at 12.24

"...vou copypastar este post para o meu blog..."
Bajulação agora? Subserviência?

12:23 PM


...se lá fosses perceberias - se para tal tivesses inteligência!?1 - q os meus objectivos são bem mais prosaicos e oportunistas q a bajulação!...é mesmo uma forma de tentar "fazer" terapia de casal...sem pagar ao Prof!...percebeu, rico(a)!?:->:->:->

de© disse...

ah.. fb

e ... "quem sabe da poda não conta os gravetos" i.é não faz relatórios, i.é, poda.

até

de©

amok_she disse...

SeaBright disse...
(...)
Que dizem a isto? É traição?

11:09 AM


...queres mesmo q te digam alguma coisa sobre isso???...eu, se fosse a ti, ñ quereria...de conselhos bacocos de quem está fora...está o mundo cheio!...isso é um assunto q só interessa a...três!, e ñ esperes, nc, ser entendida, aceite, desculpada...senão por todos...os três!...e se, mesmo assim, tal ñ suceder...segue em frente com o q sentes!, sendo apenas...leal!, contigo primeiro e, se possível, com os restantes...se possível!, pq alguns ñ querem lealdade...querem fidelidade... canina!...se fores capaz...alinha!, terás mais paz...da podre!, pq contigo nc estarás bem assim...

...como dizia O Lobo...das Estepes! ...desde q todos estejam cientes das regras do jogo...ñ pode invocar-se infidelidade...menos ainda deslealdade...mas há quem prefira fazer ouvidos moucos às regras...

Anónimo disse...

:

Sical disse...

Pode-se ser infiel continuando a amar na mesma, ou ainda mais, a pessoa aquem se trai. O que não se mantem é a lealdade. É-se infiel porque se busca outra "atracção", outra "emoção", ou se é atraído por outro relacionamento, porque diferente, a nivel intelectual, sexual, de entendimento, de saber ouvir e ver, de outro complemento ou forma de complementar. Mas no momento que se trai, seja em que plano for, intelectual ou fisico, a lealdade quebrou-se. O amor pode ter a mesma intensidade, mas o relacionamento ficou ferido porque a sua muralha de consistência, a lealdade, foi quebrada.

RAM disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Sical disse...

Também este tema é denso. Mas os relacionamentos são identidades únicas. Será sempre precário fazer-se analogias.

RAM disse...

Meus Caros,

Um comentário breve, não ao post, no conteúdo do qual me revejo inteiramente, e que julgo falar por si, mas sim a alguns comentários dos quais, paradoxalmente, parece relevar uma espécie de apologia do egotismo - tipo, "desde que eu esteja bem, okay" - estabelecendo-se, concomitantemente, uma concordância tácita com a ideia defendida pelo Anfitrião.

O que constitui para mim surpresa não são essas opiniões per si, mas a tal relação que é estabelecida entre as mesmas e o post.
O Grande Chefe Indío diz: "[...]Não vejo que seja trágico ou anti-natural, trágico é chamar-lhe infidelidade."
Mas depois completa: "Porque nesses momentos, quando a relação está viva, a imagem do outro surge, repondo as prioridades, se necessário."

Um simples sorriso, ainda que desprovido de malícia, contem em si mesmo uma carga erótica, pelo que encerra da beleza e da feminilidade (ou masculinidade) de que o produz e do imaginário de que o recebe.
Mas quando amamos alguém, esse sorriso reporta-nos para o porto de abrigo que nos acolhe.
Disse...

Anónimo disse...

Mais uma vez, só sei o que sinto ou senti.
Apesar de toda a teoria, de grandes nomes ou de variados estudos, que são sempre importantes, a mim importa-me, verdadeiramente, a minha experiência.
Nos 3 anos de namoro mais 14 de casado, a intensidade da relação foi tão forte, incluindo a parte erótica claro, que nunca sequer me passou pela cabeça qualquer infidelidade fosse física, mental ou intelectual. Todos os estimulos, desde o simples olhar para outras pessoas bonitas, até outros mais atrevidos, eram partilhados.
Nunca complicámos muito, os problemas até à derrota foram outros.
JF

SeaBright disse...

Olá Amok_she:

Não era conselhos que procurava, isto "resolvo-o" na minha cabeça e sigo em frente, mais ou menos em segredo. Temos sempre receio de nos colocarmos perante o espelho... dos outros, porque do meu tenho muito pouco medo. Sozinha e perante o papel, não consigo mentir-me. (Já pareço a "Maria" do Pedro, sem querer parecer imodesta :)))

Não me vejo como fiel mas leal sim. Há partes de nós que o "Outro" nunca vai conhecer. E graças a todos os santinhos! Da mesma forma que eu nunca vou conhecer o "Outro" como a mim mesmo. É a eterna "agonia" (porque ainda não a resolvi) de estarmos sozinhos, presos dentro da nossa cabeça.
Eu não quero ser fiel mas sou leal. A mim, ao outro. Só não acredito na necessidade de abdicar de mim por uma suposta "paz de espírito" ou conveniência social. Eu podia estar apaixonada pelo JMV, conversar com ele sobre o que não converso com mais ninguém. E aí, estaria a trair com quem estou?

Obrigada pela resposta.
Um beijo

SeaBright

de© disse...

oh sical

desculpe mas sem querer entrar em contraditório, nem ser rude, ainda assim, permita-me:
'traição', 'muralha de consistência do relacionamento', não existem quando os amados (também os amigos) se permitem um conhecimento longo (tempo de longa duração) e admitem todos os sobressaltos nas suas certezas (não necessariamente conseguidas através de recibos e contratos) e estão permanentemente abertos à caótica multiplicação de estímulos que existe fora da muralha (de gelo).

Nem (quanto a mim) se trata de 'buscar outra atracção - relacionamento', como diz; trata-se de 'encontrar' arte em gente, ver o que não se olhara antes, ouvir música em cabelos, cheirar calor em roupas, tactear sombras em movimentos, pressentir auras em vozes e, sem se deixar fulminar por tudo isto (que num paroxistico vórtice emotivo a poderá excitar), utilizar as gratificantes emoções e as sugestivas alusões que tudo lhe provocou numa relação amorosa sem muralhas.

Sabe que é assim que os cegos, os surdo-mudos e afins se entendem com a imaginação?

Será que ficou tudo em cacos, novamente?

Sical disse...

Não entra em contraditório de@. Complementa. Concordo plenamente com o seu complemento. Mas insisto que os relacionamentos são identidades únicas. Será sempre precário fazer-se analogias

de© disse...

sical

de acordo
cada caso é um caso

de©

ovo mole disse...

voces discutem cada coisa...

mas eu fiquei especialmente fascinada com o relato dum anónimo cujo casamento soçobrou ao fim de 17 anos de sexo ardente.
Como é possível? E será que a ex-mulher do anónimo manteve a tal fidelidade intelectual, física, psíquica, seja lá que fidelidade for ou que lhe queiram chamar?

A questão da lealdade é muito importante. Para mim, mais do que a fidelidade.Pode-se ser casada com alguém que é fiel até à ponta dos cabelos mas que seja desleal nas chatices da vida.
Ora a mim, o que me chateia mais?
A testa enfeitada (que dor de corno dói muito mas passa) ou ser quotidianamente confrontada com deslealdades que, mais que magoar, reduzem uma pessoa quase ao automatismo só para não se ser mais uma vez vítima da cara de enfado do outro sempre que se emite uma opinião ou se tenta tomar uma decisão..?

Não conhecem aqueles casais em que nenhum se atreve a pisar o risco, mas que se atraiçoam até á medula todos os dias?

tangas disse...

estou completamente de acordo com o portocroft - é infidelidade e, se não confessada, mentira também. que relação é essa que permite uma ou outra coisa? não é modernice não, é a sólida questão dos valores. ou se têm, ou não.

Sical disse...

Também queria acrescentar que a infidelidade pode ser importante ou não. Depende da vivência de cada relação, da sua interpretação e do âmago do relacionamento. Mas a lealdade é, sempre, muito importante.

Sandra Feliciano disse...

Bem não li os comments todos, que 59 deles é obra! Mas dos que li, reforcei a minha ideia inicial ao ler o post: Discutir o que é ou não infidelidade será talvez como discutir o sexo dos anjos!

Talvez mais importante do que tentar catalogar situações e reacções como sendo ou não sendo de infidelidade, seja tentar discernir atempadamente se as ideias/sensações espontaneas do parceiro/a a respeito são ou não compatíveis com as nossas nesse ãmbito.

Apesar de pessoalmente preferir a complementaridade como fórmula de sucesso para uma relação, tenho de admitir que em meia dúzia de campos (onde este se inclui) a similaridade dá jeito e acrescenta mais valor do que tédio.

E pronto, aqui fica a minha estreia colaborativa opinante no espaço murcon. Já o tinha descoberto e linkado ao meu canto, no grupo dos "cantos esterilizados";o) há algum tempo e desde então que andava mortinha para arranjar um bocadinho para vir aqui regozijar-me com a leitura! Foi hoje. Agora com vossa licença, vou retomar a leitura, que anda aqui muito post atrasado para ler.

Sandra Feliciano disse...

afinal ainda vai um post scriptum, pois só agora li o comentário nº59:

P.S.: Apesar de não gostar do café, tou com o/a "Sical" e não largo, no que toca à ideia expressa no seu comentário antes do meu. E por uma questão de curiosidade, até o/a convido a ler um post antigo no meu canto intitulado "cumplicidade" (procurar no arquivo alfabético).

Sical disse...

Já lá fui ler. É uma maneira muito bela e poética, porque sofrida, de entrever a (não) lealdade na infidelidade. Eu sou O Sical.

Anónimo disse...

Cara Ovo-Mole, ainda bem que fica fascinada com tão pouco.
E, penso também, que devia ler com mais atenção a primeira frase do meu comentário, ou seja, eu só falo por mim, a forma como o outro viu as coisas só a ele(a) diz respeito, eu espero que tenha sido igual, quero acreditar nisso, mas o verdadeiramente importante foi o que eu senti e fiz, e, parece-me que não fiz nada mal.
Ou seja para não existirem dúvidas, estou-me nas tintas para fidelidades, lealdades ou afins, agora sei aquilo que eu, eu mesmo, vivi e senti.
Cumprimentos!
Não sou anónimo sou José Fonseca

ovo mole disse...

Anonymous, Fonseca, José said... :)
Ou seja para não existirem dúvidas, estou-me nas tintas para fidelidades, lealdades ou afins, agora sei aquilo que eu, eu mesmo, vivi e senti.

quer-me parecer, caro José, que a ferida ainda dói muito. Perdoe-me se lhe toquei nela.
E já agora, se é assim e se assim permanece, pq não vai novamente à luta reconquistar a mulher que tanto ama..?

cumprimentos sinceros

Anónimo disse...

Ainda dói e talvez me acompanhe até ao fim, não sei, mas pode tocar, porque as feridas se não forem tocadas dificilmente curam, (não estou a ser irónico) além disso ajudam-nos a ser melhores.
Em relação à reconquista já o fiz uma vez, só que quase desapareci. Desisti em nome de uma certa sanidade que necessito manter e para tentar, ainda, algumas coisas que preciso e quero fazer.
E, felizmente, continuo a ter muita coisa para amar, os meus filhos, a música que faço, o que escrevo, até a minha solidão.
E posso dizer-lhe, que apesar da tristeza e do vazio, gosto de ver o dia nascer e gostei também de ver a sua resposta e os seus cumprimentos sinceros, por isso os retribuo :).
José Fonseca

ovo mole disse...

Caro José
vamos então voltar à minha versão original: não seja tolo e não se consuma então numa situação que só lhe pode fazer mal.
Adiante homem, filhos, música e gajas que é do que você está a precisar.:)

Cumprimentos sinceros, sinceros, sinceros!

Anónimo disse...

Sem duvida.
Gostei deste pequeno e inesperado chat.
E, se me permite, um abraco!
Jose F.

ovo mole disse...

Considere o abraço entregue.

Eu, se não fosse tão casada e tão mãe de filhos, oferecia-me para ser "gaja" :)))))..
Fique bem.

Anónimo disse...

Amor e paixão .. uma eterna dualidade, confundida tantas vezes ..

Mentiria se dissesse q deixei de amar aqueles q um dia partilharam a sua vida com a minha, as suas vitórias e dores, a sua alma e tb o seu corpo .. não, não deixei de amá-los... mas o amor é demasiado amplo para podermos condicioná-lo a uma única fórmula e dedicá-lo de uma forma restrita e exclusiva a só uma pessoa .. ama-se de diversas formas, como já todos nós sabemos, pelo q o amor q eu tenho por um não ocupa o espaço q tenho por outro e por aí adiante .. amo mesmo aqueles q são de todo incompatíveis comigo e eu com eles .. e o nosso afastamento deveu-se mais a isso e não a uma "falta de amor" .. a ideia de q o amor consegue ultrapassar todas as diferenças parece-me demasiado optimista num mundo com tantas formas de pensamento, culturas, religiões etc etc

De resto, não creio q se ame da mesma forma duas vezes ...tb não creio q se faça amor da mesma forma duas vezes, mas esse já será outro assunto .. mas continuando: ama-se e pronto! .. e desejar explicar o inexplicável parece-me ser um mal q desde sempre afectou a humanidade :D .. complicando as coisas, claro .. não esclarece.. complica!

Paixão .. ora isso é outra coisa .. podemos apaixonarmo-nos até diversas vezes num mesmo dia .. não necessariamente por pessoas .. projectos, ideais, objectos, enfim .. paixão leva-nos ao limite das nossas energias, mas não necessariamente por/com amor.

Muitas vezes se lê e se ouve dizer q o ideal seria estarmos apaixonados a vida inteira pela mesma pessoa .. mas q desgastante seria estarmos sempre naquele estado frenético em q dificilmente conseguimos canalizar atenção e energias para algo diferente do q o objecto da nossa paixão .. q bom e refrescante é conseguir passar dessa fase e termos uma sensação de calma, serenidade, paz .. quando o silêncio se torna não perturbador, mas cúmplice :)

Mas agora não me digam q não é possível apaixonar-me uma 2º, 3º e mesmo 4º vez pela mesma pessoa .. eu não escrevi isso! .. claro q se pode .. talvez não seja usual .. talvez nem se dê por isso .. depois da calmaria e consoante a evolução do relacionamento e das pp pessoas enquanto identidades, individuais, porque não? .. talvez não seja uma paixão idêntica à 1º .. não o será com certeza, mas porque haveria de o ser? será por isso menor? inferior? não necessariamente .. mania q temos de impor limites a nós próprios :/

Posso estar errada, mas apaixonar-me por uma pessoa q já amo parece-me ser bem mais fácil do q apaixonar-me por alguém q desconheço de todo .. a menos q seja deveras interessante, mas começa a ser raro .. de resto, se a paixão se tornar num jogo, então parece-me q perderão, mais tarde ou mais cedo, os dois :(

Claro q esta é a minha maneira de sentir as coisas.. não é, nem pretendo q seja, a maneira de outros ;)

Quanto à infidelidade.. muito do q poderia dizer já o disse no post posterior..


Comecei a divagar com as palavras e dou conta q escrevi mais do q julguei possivel .. ops! :p


Fiquem bem ;)
Lótus


P.S.:
Tenho q agradecer à Laura q através dos seus degraus me deu a conhecer este blog e q me encaminhou pela mão até aqui :).. não fosse o trabalho e teria quase caído de pára-quedas no vosso jantar, tão incentivada q fui por ela ;D
joka especial para ela *