quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Ainda não é o princípio do fim, mas talvez seja o fim do princípio, como dizia - se bem me lembro... - Churchill a respeito da Guerra:).

Casal de lésbicas quer casar pela conservatória
2006/02/01 | 00:38
As duas mulheres vão esta quarta-feira tentar obrigar o Estado a registar a união

MAIS:
Gays têm desconto no cinema
Espanha: mais de 430 casamentos homossexuais em seis meses

Um casal português de lésbicas, a viverem juntas há três anos, acusam o Estado de as discriminar com base na sua orientação sexual.

Para ultrapassar o estado actual de coisas, vão tentar obrigar o Estado a casá-las esta quarta-feira ao início da tarde, na 7ª conservatória de Lisboa.

Na companhia do advogado Luís Rodrigues vão dirigir-se à Avenida Fontes Pereira de Melo para registar a sua união.

No entanto, prevendo desde já a recusa do conservador em celebrar o acto, o advogado Luís Rodrigues, que com a sua participação, por mero «gozo profissional», pretende provar a inconstitucionalidade do Código Civil, promete entregar logo em seguida as alegações de recurso com fundamento de inconstitucionalidade, que, refere em declarações ao Público, «até já estão prontas».


P.S. Um de vocês manifestou o desejo de conhecer a minha opinião sobre o tema, aventando a hipótese de eu não a dar para não me arriscar a perder apoiantes (não percebo em que cruzada:)). Peço desculpa, fui megalómano, pensei que toda a gente conhecia a minha posição sobre o tema:). Repito-a: sou a favor do casamento entre os homossexuais que sintam tal necessidade, bem como da adopção por casais homossexuais.

51 comentários:

Ana Afonso disse...

Olá a todos
Não é que seja tão importante como a do Professor ... obviamente ...mas eu penso exactamente da mesma maneira ... porque não?? eu acho que a pergunta deve ser mesmo essa porque não???
Desejos-lhes sorte!!
Abraços e sorrisos
Ana Afonso :)

fora-de-lei disse...

Pelo menos numa coisa, as “fufas” estão em vantagem face às mulheres “normais”: não têm que se queixar da ejaculação precoce da parceira... ;-))

Sandra Feliciano disse...

Obrigada, Professor!

Agora fiquei surpreendida, pois quando tentei postar o comentário com o pedido de autorização no seu blog no post anterior, deu-me erro várias vezes e o dito não apareceu por lá de forma visível (pelo menos não para mim), pelo que até julguei que não tinha conseguido e iria tentar mais tarde. Estou mesmo a ver que com a insistência devem ter ficado publicadas uma data de réplicas!

E não se com as verduras - eu apanhá-las-ei por si! ;-)

Mário Santos disse...

Olá a todos,

tenho andado um pouco afastado deste blog devido ao trabalho, mas não tenho deixado de pensar na malta toda (ou maralhal, no jargão murcónico).

Já falámos várias vezes deste tema... e subscrevo inteiramente a opinião do Professor.

claro-que-sim disse...

Penso que é uma lei que só acrescenta direitos e não retira nada a ninguém.
Mas a opinião que tenho dos nossos "senhores politicos" é que são de uma cobardia fenomenal!!

Dário

Anónimo disse...

Penso que é uma lei que só "dá" direitos e não retira nada a ninguém!
Mas os nossos politicos, infelizmente, são de uma cobardia fenomenal!!

Dário

andorinha disse...

Boa tarde.

Também penso exactamente da mesma forma, como já várias vezes aqui referi.
Sou totalmente contra qualquer tipo de discriminação, portanto...
Por acaso vi ontem na televisão a notícia referente a esse casal de lésbicas e tal como a Ana afonso, também eu lhes desejo sorte porque ainda vão ter muitos escolhos pela frente.

Júlio,
Quanto ao resto, deixe lá.:)
Somos nós, os comentadores, que cada vez somos mais lisboetas e politicamente correctos!
Cada vez gosto mais de anónimos!:)))))

lobices disse...

...eu também sou a favor

CêTê disse...

Mal era se o professor tivesse outra posição que não essa. (Não há 2 100 3: LOOOL. A mim, a vida ainda não me surpreendeu o bastante para pensar como o professor. Por outro lado a formação académica (não superlativa, entenda.se!;]]]]]) ainda me faz aplaudir a diversidade e a reprodução sexuada a dois tons. Está a abrir-se uma uma autoestrada para a clonagem reprodutiva a passos largos...:[

E desculpem-me a ignorância mas aquela história da importância dos modelos sexualizados na infância era conversa fiada? Eu até percebo que duas pessoas do mesmo sexo queiram casar, que isso seja importante para o casal. Entendo sobretudo que tenham os direitos a nivel económico que outros. Mas agora que tenham filhos???? (E não venham cá com a história da violência sobre menores in casais heterossexuais, porque ela também existirá nos homossexuais.)
Não concordo! Expliquem-me lá (se vos apetecer, claro;))- em perfeita igualdade de circunstâncias qual a vantagem de se entregar uma criança a um casal homossexual- porque eu não entendo!


E agora, vou ao trabalho! ;*

Fiquem bem!

noiseformind disse...

Engraçado que seja um casal de mulheres e não de homens a tratar de fazer as coisas avançar. De facto, a dupla discriminação que muitas mulheres sentem nesta condição humana é potenciadora da procura de protecção. Para dois homens ambos executivos não será grande problema manter uma relação sem partilha de imobiliário ou garantias de cooperação fiscal. Mas para mulheres parece diferente. Uma bela lição de coragem dada por estas duas mulheres. Que será contrariada por um qualquer juíz de bigode que se calhar até vai citar a Bíblia. Depois o Parlamento irá a reboque, Sócrates se calhar sairá do armário, se calhar até se vai criar uma Secretaria para a Igualdade de Direitos, mas basicamente essas relação continuarão a ser vividas na clandestinidade por muito tempo. Temos liberdade para coitar com quem quisermos mas não temos liberdade para partilhar a nossa casa com quem quisermos. Estranha forma de vida esta... mas pronto... a ver vamos... ; ))))))))))

Peixedomar disse...

Ó sr cêtê:
Não há mesmo nenhuma vantagem em ser-se criado por homossexuais. Só que não existe nenhuma desvantagem!!!
A capacidade de dar segurança emocional, regras, afecto, presença de qualidade, etc, não se relaciona com a orientação sexual. tal como dizer se uma pessoa é homo ou heterossexual não afirma rigorosamente nada acerca dos méritos e da sua qualidade.
Caso não saiba, que educa é o amor não é o sexo!
Peixedomar (homossexual, pai e que reside com a cria)

Maite disse...

E afinal casaram?

Claro que conhecemos a sua posição relativa ao tema, Professor. Transcrevo um comentário seu em julho "Eu ando cá há tanto tempo e sou tão rezingão que nada me satisfará "abaixo" do direito à indiferença:)"

Boa tarde para si e para o maralhal :)

Peixedomar disse...

Já agora, pode-se perguntar ao sr cêdê qual a vantagem de ele ser pai de alguém, em relação a outra pessoa. Perceberá na não-resposta que não é uma questão de competividade entre pessoas.
Não sou pai contra ninguém.
Sou pai porque o sinto com todos os sentidos do mundo e por isso babo-me todos os dias. E a nenhum pai se pergunta se acha que o seu filho não teria vantagens em ser educado por outras pessoas.
A pergunta do sr cêdê é tão política, genérica e pouco empática, que deixa de fazer sentido qundo falamos em pessoas concretas.
Peixedomar

Olhar disse...

Cêtê, se calhar a vantagem deve ser quase toda e principalmente da criança que terá "só para ela", uma família de dois adultos responsáveis para a amarem e cuidarem..., dois homens ou duas mulheres, isso tanto lhe faz...
Até porque alguns dos casais homossexuais também têm filhos deles de anteriores relações hetero..., não é? Basicamente, crianças precisam é de cuidados, carinhos e muuuuuiiiiito colo..., eu acho..., não?:)

andorinha disse...

Noise,
Concordo contigo, é uma bela lição de coragem, a dada por estas duas mulheres.
Mas depois dizes "Temos liberdade para coitar com quem quisermos, mas não temos liberdade para partilhar a nossa casa com quem quisermos."
Então não temos? Era o que faltava.:)))))
E não é isso que se passa neste caso. Elas já vivem juntas há anos, agora querem, simplesmente, legalizar oficialmente a situação

Peixedomar,
Gostei do teu testemunho, pareceu-me sincero e sentido.
E como dizes, "a capacidade de dar segurança emocional, regras, afecto, presença de qualidade, etc, não se relaciona com a orientação sexual."
Será isto tão difícil de entender e de aceitar?

andorinha disse...

A Maite viverá neste planeta???????????:)))

CêTê disse...

(a tomar café)
Oh sr. peixedomar;]!!! Acredito que sinta o tema na guelra ;] (não me leve a mal...) Só gostava de acreditar que "não existe nenhuma desvantagem!!!", percebe? Porque tudo o resto pode existir nos outros casais, ou não? Tenho amigos que andam há longos anos em luta pela adopção e nicles! Não dúvido (e quem seria eu para o fazer) que seja um excelente pai. O que eu pergunto é qual é melhor para uma criança:
( )- Dois bons pais;
( )- Duas boas mães;
( )- Um bom pai e uma boa mãe;
Acho bem diferente da situação que apresenta, não acha? O seu filho terá sempre uma mãe! Mas esqueça. Eu também não percebo do assunto. Estou a falar de bancada e a vida tem-me ensinado que temos de estar no campo para entrendermos o jogo da vida. Só queria entender... Mas quero que saiba que sobre a custódia dos filhos não acho que a opção sexual de qualquer um seja motivo (isoladamente) para represálias.

Isabel Pietri disse...

Gays têm desconto no cinema???

Isso é verdade?

Se for, reclamo já igualdade de direitos!!! ;-)))

:-) Mais a sério: sou contra todo o tipo de discriminação, seja ela positiva ou negativa. Sou contra a introdução de quotas no sistema político para as mulheres, sou contra a introdução de quotas no acesso ao ensino superior para os negros (parece que há uns dois anos o Lula andou a pensar num sistema deste género), etc. etc.

Iguais, significa iguais. Para mim, os sistemas de quotas, ou outros que tais, apenas acentuam uma pretensa diferença. E sugerem dificuldade dos "beneficiados" em atingirem os mesmos patamares do outros.

O direito à INDIFERENÇA, no meu ponto de vista, obriga a iguais direitos e iguais deveres. Nem mais, nem menos. Por isso é que é "indiferença" e não "diferença".

a disse...

eu sou contra o casamento. heterossexual ou homossexual. porque raio é que as pessoas se casam?!?!?!?! ainda hei-de perceber essa, é um papel que lhes garante alguma coisa?!?!?!?

pronto, está bem, eu não sou tão radical....mas eu não me vou casar, a não ser que seja com um gajo velho, podre de rico, mas só para herdar tudo quando ele morrer.

Anónimo disse...

Da mesma forma que estamos aqui a defender o direito à homosexualidade assumida e celebrada perante o quadro legal vigente, também não devemos condenar o direito ao anonimato perante a plateia bloguista murcónica. Eu, pecador, me confesso como anónimo, sempre que aqui venho, não porque tema alguma represália, mas apenas porque me falta a paciência de preencher todos os campos do formulário virtual de comentador. Não me ocorre nunca um nome surpreendentemente criativo e, enfim, enxovalhado pelo meu intelecto, desisto sob o véu do anonimato. Que não esconde, posso assegurar, nenhum comentário anti-lisboeta nem contra os politicamente correctos. Não sou esse anónimo que aqui veio fazer tal crítica. Sou outro. Pelos vistos somos muitos.
Mais desinspirados, que propriamente cobardes...

nascitura disse...

sou contra qualquer tipo de discriminação;
sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo;
quanto à adopção por casais homossexuais tenho dúvidas, não sei o suficiente para poder avaliar. Apesar disso, quando penso nos milhares de crianças que vivem em Lares e coisas do género, que nunca viveram o direito que têm de sentir o colo de alguém por mais de alguns minutos (tempo suficiente para mudar a fralda ou dar o biberão), fico a matutar.

Anónimo disse...

Qt à questão da adopção, sou contra!

Como crescerá uma criança numa relação homossexual??? no futuro como verá e que julgamento fará de uma união heterossexual? encaraá esta última como algo normal?

Qt ao casamento nada a opor! cada um que faça o que entender.

Catarina

Maite disse...

Caramba! Já uma pessoa não pode andar umas horas desactualizada das notícias do mundo que nos chamam logo à atenção ;) :))))))))

E então?!!! Casaram ou não???? Não me digam que me vão deixar aqui pendurada até às notícias das oito!!!!!!! ;))))))

Olhar disse...

Maite, a previsível resposta, só amanhã...:))))))))))))

Peixedomar disse...

Um dos argumentos para não legalizar o divórcio antes do 25 de Abril era o que sofreriam os filhos com os comentários dos outros. E é verdade que havia discriminação. Hoje isso faz rir.
Creio que os filhos de homossexuais terão (principalmente na adolescência)algum confronto social. Mas não nos esqueçamos que todos os adolescentes o têm sob os mais variados pretextos.
Por outro lado é verdade que os estudos comparativos efectuados indicam que os filhos de homossexuais apresentam uma maior sensibilidade em relação a questões socias e mais tolerantes em relação às diversidades do mundo (ver site da associação americana de psicologia).
Espero rir-me destes diálogos dentro de 20 anos.
peixedomar

a sul disse...

De um modo solidário e não de uma forma rigorosa como a ‘questão’ exigiria - embora eu não estivesse à altura de a colocar nesses moldes, porque não saberia argumentar em termos jurídicos e científicos nem, tão pouco, viver a homossexualidade por dentro ou ‘arranjar-me’ com ela (já encontro ‘questões’ de sobra na vivência da heterossexualidade e da procriação sem casamento)- tentarei apresentar os factos em si mesmos:
E PARA QUÊ O CASAMENTO?
E PORQUÊ e PORQUE NÃO?
(Note-se… entre qualquer género de formas de ‘conjugalidade’)
- Para quê?
Para quem pretende obter desta forma (entre outras possíveis) a celebração de um contrato (civil) que estabelece, unicamente, o quadro de poderes e deveres que vinculam ambos os cônjuges. Para partilhar um conjunto de direitos e de deveres como os da coabitação, propriedade, fidelidade e assistência, entre outros.
- Porquê?
Para garantir o usufruto e a transmissão da propriedade e o estatuto de cônjuge (a quem isso possa interessar), estando aqui implícitas as questões do direito de família, de adopção e de divórcio.
- Porque não?
Porque no casamento não se fala do direito e do dever ao amor romântico, quando esse é o único argumento apresentado.

Pois que vivam felizes, com ou sem casamento.

E para o advogado que tem tanto 'gozo' neste caso...
mais respeito.

Mário Santos disse...

Malta que se opõe à adopção por parte de homossexuais: não se esqueçam que a American Pediatric Association e American Psychiatric Association já fizeram declarações em como não encontraram qq objecção à adopção por parte de casais homossexuais. E não se esqueçam que já há milhares de crianças educadas por casais homossexuais, filhos biológicos de um deles resultantes de relações anteriores à união homossexual. Não consta que tenha vindo daí mal ao mundo.

Conserto disse...

OK. Vamos lá vêr o que isto vai dar, entretanto eu sou a favor.

noiseformind disse...

MARALHAL

Realiza-se (se até lá não morrermos todos) no dia 25 de Fevereiro na Mindinha em Cantelães o Almoço do Aniversário do Murcon, integrado nas mais vastas Cerimónias Organizadas Nacionalmente e Além-Mar da chegada de um membro da nossa organização (eu) à Chefia da Casa Civil da PresidÊncia da Républica. O Boss promete aparecer, se não fizer noitada de véspera, não chover, estiverem exactamente 23º de temperatura e o Benfica nessa altura já estiver à frente no Campeonato.

; )))))))))))))))))))))))))

Nada disso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dia 25 de Fevereiro apareçam pessoal ; ))))))))))))))))))) Desde os do costume até aos de sempre passando pelos que nunca apareceram e pelo Boss em pessoa (ou caso ele não apareça, a Sofia Chaves do filme "O Crime do Padre Amaro")!!!!!!! Anónimos welcome, menores de 16 anos devem-se fazer acompanhar por um adulto!!!!!!!!!!!!!!!!

Inscrições para jantardomurcon@gmail.com

Pormenores técnicos:

Jantar a realizar ás 12h30 na Mindinha em Cantelães
Preço: o valor final a dividir por todos (crianças com menos menos de 12 anos pagam metade, políticos pagam a todos)
Ementa: o que houver de véspera no talho e galinheiros em Cantelães
Direcções: vão ter a Viana e falem para a HelpDesk (os nros serão fornecidos por email). Seguimos de lá em procissão comunal para Cantelães ás 11h30
Tolerância em Viana: 5 minutos
TolerÂncia em Cantelães: Quanto mais se atrasarem menos sobra

Inscrições fecham dia 18 de Fevereiro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Angie disse...

Ó Noise: Nem tanto! Os juizes não citam a bíblia! Não ajudes a desacreditar mais a classe...
Eles já têm muito trabalho a citar a lei.
E essa, sim, citam-na mal, como papagaios (leia-se: a despropósito e sem rasgo, pouco preocupados em "fazer justiça", que é aquilo para que são pagos).
Pois se eles nem os manuais e teses académicas lêem para se actualizar, como teriam tempo para se dedicar às santas escrituras?!!!

Nunca ouviram aquela pergunta:
"-Onde é que os juízes escondem as cartas das amantes?"
Resposta
"-Nos livros de direito..."
(Porque nunca os abrem :O):O):O)

- Contava-se dos cirurgiões a propoósito dos livros de medicina, mas pronto!

Entretanto - juizes aparte -, o desconhecido advogado das senhoras em causa não quer outra coisa senão a mediatização da sua própria pessoa, a reboque da causa que finge abraçar.
Mais do mesmo...

Maria disse...

Cada um “come do que se gosta”, desculpem a expressão, mas é costumeira quando se está em grupo… Aceito e respeito-a vontade dos outros. Uma das coisas que aprendi aquando o 25 de Abril, é o princípio básico da democracia.
Em relação a adopção, é uma questão que até pode ter o seu lado cínico. Vejamos quantos casais ditos “normais”, têm relações extra matrimoniais com pessoas do mesmo género?
Essas crianças não sofrem? Sim porque “as pestinhas” sente, cheiram, vivem as diferenças á légua… assumir sexualmente a opção de homossexualidade não é mais honesto, verdadeiro?

Manolo Heredia disse...

Eu também não acho bem. Mas não se devia chamar casamento. Talvez se devesse chamar, por exemplo, "casaminto" para destinguir!
O casamento civil entre pessoas de géneros diferentes (eu ia dizer opostos) é um contrato económico, é uma sociedade que obriga os contratantes só em aspectos económicos.
Há Sociedades "limitadas", ou "em nome individual, ou "anónimas", para que, pela sua designação, se saiba logo qual é o pacto.
Pela mesma razão o casamento entre pessoas do mesmo género devia ter designação distinta.
Senão, quando me apresentam a lésbica D. Cecília, 25 anos, casada, eu posso ser equivocado e cometer deslizes do tipo: - E como está o senhor seu marido?

CêTê disse...

LOL! Isto não está certo professor! Não vale! Lá porque o Márinho e o Benfica perde não temos de ir todos a votos, né? ;]]]]]]]



Eu cá enquanto me sentir completamente indiferente ao gáz de bilha, voto contra!


Ora aqui vai mais uma provocação, pois então:LOL

Mas que raio!(E não me venham com platonismos...) o sexo anal é assim uma coisa tão tão?! ;P




Vou-me proteger atrás do muro!
O melhor é nem responderem (tenho trabalho urgente e assim não saio deste) ;*

Tamia disse...

Cada vez gosto mais de si! :)

Julio Machado Vaz disse...

Maralhal,
O Noise disse para eu fazer não sei o quê ao comentário dele, que obviamente não sei fazer:).

CORRECÇÃO: O ALMOÇO SERÁ ÀS 14, PORQUE OS OUTROS COMENSAIS NÃO TÊM CULPA DO MRCON EXISTIR E ASSIM ATURAM-NOS MENOS TEMPO!

Lusco_Fusco disse...

Boa Tarde!
Vi agora o anuncio do jantar para 25 de Fevereiro na Mindinha, não era no início da primavera?:o) Noise, se precisares de ajuda diz. Quem vier do Porto ou Guimarães tem acesso rapido por Fafe, Rossas, Mosteiro.
Eu posso combinar e fazer a romaria deste lado :)))
Um abraço
MJ

Lusco_Fusco disse...

Mahatma
Se precisarem de mim para contactar a Mindinha e algo mais que seja necessário avisem :)
O Noise tem o meu contacto :oo)
Disponham
MJ

Joao disse...

Ó meu caro psi, primeiro o apoio a Soares, agora isto, não é mesmo que não para de me surpreender? (mas continuo a tê-lo em elevada estima, é certo)

Sou de facto contra.

Sandra Feliciano disse...

Bom, quando deixei o meu comentário de manhã, estava a falar de um assunto totalmente alheio ao tema do post do Professor (autorização para a publicação de um poema), mas ja agora também quero dizer que sou a favor do casamento de homosexuais, adopção por parte destes e todo e qualquer assunto que promova a igualdade de direitos entre seres humanos sem quaisquer condicionalismos preconceituosos.

Sempre me fez imensa confusão esta mania de se complicar a vida. Live & Let live! & Be Happy! & That's All, Folks!

andorinha disse...

Dia 25 de Fevereiro lá estarei.
O melhor início das minhas mini-férias de Carnaval.:)
Vou tentar ser pontual, isto se o meu fenomenal sentido de orientação mo permitir.:)

Noise,
Onde andas tu com a cabeça???:)))
Jantar às 12.30?!!!
A pensar na Sofia Chaves, não?:))))))

andorinha disse...

Lusco_fusco,

Olha que não é jantar, é almoço.
Faz-se agora para comemorarmos o 1º aniversário do Murcon, que faz um aninho no dia 20.

Esse no início da Primavera fica de pé, digo eu de que...:)

Mª Lurdes Delgado disse...

Estamos em Portugal! Já esqueceram que há um ano se discutiam colos?

Anónimo disse...

Eu nada tenho contra os homosexuais
que vivam como desejam e sejam felizes mas...não suporto este exibicionismo agressivo de uma mulher tipo peixeira de outros tempos e fez-me alguma impressão o ar envergonhado da outra...

Lusco_Fusco disse...

Andorinha
Eu sei :) Mas não me parece que a data seja a melhor. Fala com o Noise.
Beijo

anonymous 2 disse...

Eu também não tenho nada contra os homossexuais, apenas me fazem muita impressão... se eu tivesse algo contra, insultava-os na rua...

Anónimo disse...

Pescadinha-de-rabo-na-boca said:
"Um dos argumentos para não legalizar o divórcio antes do 25 de Abril era o que sofreriam os filhos (...) Hoje isso faz rir."

É pena que faça rir tanto sofrimento de inocentes!
Divorcio com filhos menores deveria ser proibido, sim!
Tal como dar mau ambiente em casa a filhos menores!
Criar um filho é demasiado sério para ser encarado pela lei e pela sociedade (lisboeta e politicamente correcta) com tamanha ligeireza!
Os adultos que se entendam, que aprendam a engolir sapos, que sofram, mas que proporcionem às crianças o ambiente de qualidade que elas têm direito pelo tempo minimo -- 18 anos.
Não é uma eternidade!
Mudanças de ideia a meio dos contratos não valem para os empréstimos à banca, porque hão de valer para a criação de um Filho?
Ainda por cima há um periodo de reflexão de várias semanas em que o aborto é possivel e facílimo hoje em dia...
Haja bom senso!

Anónimo disse...

Mas desde quando é que o sacrifício e sofrimento de uns pais a fingir uma relação harmoniosa é o melhor para os filhos? Não se esqueça que mais do que as palavras as crianças entendem as emoções. Um filho de pais infelizes não será inteiramente feliz. O divórcio de um casal infeliz é certamente o melhor para os filhos, sobretudo os menores. Acredite.

Anónimo disse...

As emoções são momentâneas por definição!
Não são argumento para iniciar um projecto de criação de um Filho e da mesma forma não devem ser argumento para interromper o projecto a meio!
Essa ideia de que o divorcio traz a felicidade que antes não existia é tambem muito primaria!
As emoções, as paixões, o sexo (porque não?) é que trazem momentos de felicidade e DEVEM ser vividas ao máximo antes e durante qualquer casamento.
Mas este grupo tão "avançado" nas ideias amaricadas é curiosamente conservador nas questões de monogamia, a maior geradora de infelicidade...
Intrigante...

Anónimo disse...

As emoções podem até ser momentâneas mas o bem-estar, a tranquilidade e a paz desejam-se permanentes. A felicidade não surge automaticamente quando se interrompe a infelicidade, mas a paz sim, e com ela algum bem-estar, que nos deixa certamente mais disponíveis para cuidar dos outros e sobretudo dos filhos. Primária, é a leitura que fez do comentário anterior, tal como o é a tentação de adjectivar de "amaricadas" relações que não compreende. Tão-pouco terá lido que a monogamia gera infelicidade, deduziu-o da sua leitura, e deduziu-o mal. Apenas duvido que as crianças possam ser felizes no seio de uma família infeliz, seja de que tipo for, pelo que o divórcio me parece, para estes casos, a solução mais sensata. Fiz-me entender ou vai continuar a ler coisas que não escrevi?

Anónimo disse...

Quando um não quer dois não discutem!
Não sou eu que adjectivo, é a Lingua Portuguesa. Homens a praticar sexo com homens é mariquice em Português corrente, havendo outros nomes no vernáculo.
Não li, afirmei e repito -- monogamia sexual e até afectiva é geradora de infelicidade.
A Felicidade de uma Família constroi-se no dia a dia trabalhando para a felicidade dos outros elementos.
Esse trabalho é OBRIGATORIO para quem um dia decide reproduzir-se!
Principalmente apoiando e ajudando a afirmação e satisfação sexual do seu companheiro com quantos parceiros for necessário!
Para isso é necessário uma elevação de espirito (Amor?) muito maior do que a lisboeta e politicamente correcta atitude de apoiar a nojenta mariquice! :)

Anabela Rocha disse...

Caros e Prof.:
Não sou exactamente da sua opinião quanto ao direito à indiferença; continuo a ser pelo direito a múltiplas diferenças. Daí, vai de transpor aqui um postzito meu:

E venha tudo para todos!

Portugal é o país que já tem esta fantástica lei da economia comum ( http://portugalgay.pt/politica/parlamento02.asp ), que permite direitos habitualmente de família a pessoas que cohabitem, mesmo que sejam mais do que duas (ai, a poligamia!), sem lhes fazer qualquer pergunta, ou pressupor seja o que for, quanto à relação afectiva entre todos.
E, quando as uniões de facto foram aprovadas, exactamente ao mesmo tempo que esta lei da economia comum, foram-no para todos os que as preferissem.
Assim, também o casamento deve estar aberto a todos os que o prefiram. Assim como uma união de facto com direitos mais alargados dos que os actualmente existentes, como vem agora o CDS/PP salvaguardar.
O Estado deve oferecer um menu variado de contratos possíveis a TODOS os seus cidadãos, não podendo nenhuma instituição legal ser só para uns (o problema da união de facto inglesa, a que os media chamaram casamento, é que é só para homossexuais... Para os hetero há o casamento - é o total apartheid jurídico!).
E não me venham dizer que o Estado não deve legislar relações afectivas. É um facto que deve fazê-lo o menos possível. Mas, quando vivemos em sociedades em que a propriedade privada é sagrada, resta perguntar: quem fica com a casa?
Eventualmente pode o Estado permitir que não seja necessariamente a pessoa ou pessoas que estão mais próximas do lugar tradicional do marido ou mulher, se não tiverem estabelecido entre si regime de comunhão de adquiridos; mas, seja quem for, será sempre alguém da eleição afectiva do proprietário...
Uma observação final: a poligamia é um regime sexista, habitualmente machista, ou seja, só a um dos sexos é permitida. Ninguém a reclama, ninguém a quer, todos somos contra ela!