terça-feira, abril 04, 2006

Então a culpa não é da educação sexual e da gentalha que a promove?

Sexo nos media influencia a prática
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"Instinto fatal" é um dos filmes conhecidos pelas suas cenas eróticas


Michael Conlon *




Músicas, revistas, programas de televisão e filmes com uma grande carga sexual levam os jovens a iniciar sua vida sexual mais cedo, revelou um estudo divulgado ontem. E a explicação deve-se ao facto de estes comunicarem que todas as pessoas estão a ter relações sexuais.

"Esta é a primeira vez que mostramos que, quanto maior a exposição das crianças ao sexo nos meios de comunicação, mais cedo vão praticar sexo", disse Jane Brown, da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, e principal autora do relatório.

Pesquisas anteriores limitaram-se à televisão, lê-se no estudo que avaliou 1.017 adolescentes entre 12 e 14 anos, que foram analisados na evolução de dois anos. A pesquisa teve em conta 264 itens - filmes - "Instinto fatal" é um dos conhecidos pela carga erótica -, televisão, espectáculos, músicas e revistas.

Uma das conclusões revela que quanto maior é o nível de exposição, maior é o nível de actividade sexual.Entre os negros, o efeito não foi tão pronunciado. Mas isso terá sucedido, provavelmente, afirma o estudo, porque os negros que foram alvo do estudo eram sexualmente mais experientes do que os brancos, o que diminuiu o poder de influência dos meios de comunicação.

A taxa de adolescentes grávidas nos EUA é três a dez vezes maior do que noutros países desenvolvidos, fazendo desse fenómeno e da exposição a doenças sexualmente transmissíveis uma grande preocupação do país.

Simultaneamente, os pais tendem a não falar com seus filhos sobre sexo de forma sincera e no momento certo, deixando um vazio que leva os media a tornarem-se poderosos educadores sexuais, fornecendo "a imagem frequente de que o sexo é divertido e não representa riscos".

O estudo foi publicado na edição de Abril da revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria. A pesquisa foi realizada em várias escolas.

* agência Reuters

23 comentários:

AQUILES disse...

Muita coisa mudou com a generalização dos meios de comunicação social. As pessoas tiveram acesso a muita informação, muitas vezes de forma condensada, mas que abriu muito os horizontes e o conhecimento. Os jovens foram os que mais beneficiaram disso. Um jovem há 40, 50 anos atrás tinha uma perspectiva muito diferente de um jovem de há 10 anos para cá. E a informação específica também teve uma ampla divulgação. Talvez não boa divulgação, mas ampla. Por acaso já repararam que muita da informação sexual em Portugal passa pelos "consultórios" das revistas? E depois passa de boca em boca? Se não houver uma instrução aberta e eficaz, continuar-se-á a ter situações complicadas no domínio do comportamento sexual das sociedades, com a ignorância a ditar as regras.

Manuel da Gaita disse...

Para compensar esta maternidade precoce nos EUA, temos que nos lembrar que a principal causa de morte de adolescentes nos EUA é a consequências de uma politica liberalizadora de posse de armas.
Será que vão culpar os filmes de acção por causa disso?

Fora-de-Lei disse...

Mas há algum homem que fique indiferente à Sharon Stone ? Claro que, se ainda por cima for um puto, este vai logo a correr para "afiar o lápis"... ;-))

moon disse...

A culpa...
"A culpa morreu solteira!" - É o que dizem.

Quando, há dois anos atrás, o meu sobrinho mais velho e a sua namorada resolveram brincar às casinhas e foram pais aos 18 anos, decidi aproveitar a onda e dar uma "aula" de educação sexual aos meus rebentos durante um almoço de sábado (adoramos falar às refeições, por vezes, parecemos uma família italiana). As noções básicas já eu lhes tinha dado e eles sentiam-se orgulhosos de (ao contrário de muitos dos seus amigos) saberem exactamente por que vias tinham chegado a este mundo A coisa até tinha corrido (pensava eu) até o mais novo (então com 9 anos) no final se digirir a mim com um ar muito solene e dizer:
- "Deixa estar mãe que eu nunca vou tirar o preservativo para nada!"

Está bom de ver que a coisa não é assim tão simples...

Didas disse...

E eu a pensar que esse tal filme tirava a pica toda a qualquer um...

lobices disse...

..."O gene egoísta" do autor Richard Dawkins explica a razão de "tudo"... ou seja, não há culpados, na medida em que (eu também sou apologista de que não sou culpado do que quer que seja pois, para mim, tudo está pré-determinado e nada mais somos que meras "marionetes" no meio de um Cosmos infinito...)somos apenas a forma utilizada pelo Gene (Ser Supremo do Universo) para perpetuar a espécie da vida, não do ser vivo mas sim da espécie do Gene, o único e principal actor e autor de tudo o que nos rodeia e do qual fazemos parte...
...daí que, tudo o que há nada mais é do que uma parte do sistema evolutivo desse Gene... e se "ele" utiliza todas as formas e feitios que possa ter ao seu alcance para atingir os fins, não interessa os meios, interessa o fim, daí que, podem fazer ou não fazer que nada vai adiantar: o Gene sempre comandou e vai continuar a comandar...
...o grande erro do Homem, na minha opinião, foi considerar-se a si mesmo como o "centro" da vida, o centro da perfeição, o início e o fim último de tudo... talvez haja mais inteligência e mais perfeição na vida de um virus da gripe no que na de um ser humano
...a culpa?
...é do Gene
...os mais "velhinhos" lembram-se quando víamos aquelas cenas de um simples beijo entre um Clark Gable e uma Maureen O´Hara, por exemplo? O quanto de excitante aquela cena nos dava?... Lembram-se, mais tarde, a cena erótica do filme "A Piscina"?... Lembram-se, mais tarde, após o 25 de Abril, da corrida ao cinema para se verem os filmes pornográficos? (faziam-se excursões de camionetes de Espanha para virem cá ver gargantas fundas e quejandos)
...hoje, as apelações são outras; amanhã serão diferentes
...são formas de evolução
...são formas de perpetuar a espécie
...são formas de agir do Gene
...ele, é o único culpado
...e... não tenham dúvidas; é que não se pode exterminá-lo!...
...

Aspásia disse...

Boa Tarde

Aquiles e Lobices

Concordo com ambos e parabéns pelos pequenos "ensaios" sobre o tema.
------
De facto o medium visual sempre foi o de maior impacto, ou não valha uma imagem por mil palavras... e por isso ocupe tantos megabytes nos nossos pc´s...
Já em pequenos quantos de nós mal chegávamos a casa
vindos do circo não fazíamos pinaças, equilíbrios com a vassoura e massacrávamos o Bobi ou o Tareco querendo ensinar-lhes danças de salão? Claro que hoje tendo mudado os 'circos', os miúdos querem imitar outras 'palhaçadas' e por vezes mais perigosas que a corda bamba...

HarryHaller disse...

"A taxa de adolescentes grávidas nos EUA é três a dez vezes maior do que noutros países desenvolvidos, fazendo desse fenómeno e da exposição a doenças sexualmente transmissíveis uma grande preocupação do país."

Salvo melhor opinião, no parágrafo supra mencionado retirado do post, reside o cerne da questão. E a questão fundamental é esta,tenhamos a coragem de dizê-lo é tipico da sociedade norte americana,como da Europa e do resto dos continentes, que é confundir-se programação sobre sexo com programação sobre sexualidade.O que não é a mesma coisa, pois não Professor!? É claro que se os adolescentes são bombardeados com programas sobre sexo, que por essência não são nada pedagógicos nessa área,está provado que se vão deixar influenciar pelos mesmos, como serão influenciados se virem somente filmes em que o argumento seja apenas a violência.
Em suma faltam nas sociedades de hoje, sendo sociedades dominadas pelos mass media(o que só por si justifica a existência de programas desse teor) programas sérios sobre sexualidade, contudo abundam filmes e programas sobre sexo.

Um abraço a todos

Lobo das Estepes

maloud disse...

Eu acho uma graça enorme a essa coisa dos pais terem dificuldade em falar de sexo com os filhos. São capazes de com a maior das "latas" revelarem as "sacanicezinhas" que vão fazendo, mas quando se trata de sexo a língua prende-se, o olhar vagueia, a mão sua.
Quando a minha mais velha tinha 13, já lá vão 17, Cristos! como estou velha! chegou a casa com uma pergunta: Quando devia começar a ter relações sexuais? Lá dei o meu ponto de vista e no fim, diz-me: Sabes, nós hoje discutimos isto entre nós na Aurélia {era o liceu}, mas eu disse que era melhor perguntar-te, porque tu devias saber. E acrescentou: Claro que...não queriam que te dissesse, mas chamei-lhes parvos e atrasadas mentais às mães. As mães eram todas minhas amigas, mas realmente, reconheço que tinham um atrasozito.
Depois venham-me com a TV, mais o filme, mais a revista.

HarryHaller disse...

Lobices

Não posso aceitar que sejamos escravos do nosso adn, pois quem isso sustenta(atenção não é uma critica a ti, mas à ideia desse Richard Dawkins, que diga-se que não é nova, antes pelo contrário) ou é falho de inteligência, ou é um cobarde.Diagamos que essa teoria é monstruosa no sentido negativo, pois assim sendo, porquê que existem tribunais criminais para julgar criminosos, pois estes não têm livre arbitrio, pois limitaram-se a ser marionetas dos seus genes. Meu amigo Lobices, quando aprendemos a ler é para aprender também(e isso é o mais importante da leitura)a desenvolver a nossa capacidade critica, ou seja não devemos aceitar como verdade o que está escrito num livro por determinado autor(seja ele quem for)só por que está escrito por aquele sejeito, isso é a mesma coisa que aderir a determinada ideia por que sim.

Lobo das Estepes

Aspásia disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Aspásia disse...

Professor
Desculpe, não tem a ver com o Post, mas vou aproveitar a boleia para repetir um comentário meu de dia 13 de Março, pois penso que foi lido por poucas pessoas, e talvez possa ser útil a mais alguém com problemas oculares, nomeadamente olho seco (xeroftalmia) e blefarite (inflamação dolorosa das pálpebras).
Se algum de vocês tiver familiares ou amigos invisuais, ou mesmo quaisquer pessoas com dificuldade em ler muito tempo ao computador, como é o meu caso, podem utilizar o leitor de écran Jaws for Windows; é caro, mas as pessoas invisuais podem ter Ajudas Técnicas. Também existe a versão gratuita (que creio já suporta Português, mas de momento não posso assegurar) de 30 minutos, após os quais tem de se reiniciar o Windows. Também as pessoas invisuais terão de ter conhecimentos mínimos de informática, claro e terão de aprender a trabalhar com o programa. Tudo com o teclado, claro.

Eu, felizmente, tenho boa visão com óculos, mas utilizo o Jaws para ler este blog e outros, os comentários e outros textos grandes na Net, artigos de jornal, etc., pois tenho de gerir criteriosamente o tempo ao computador, TV, leitura, por ter olho seco severo associado a blefarite crónica e dor. São as chamadas doenças invisíveis, de pouca gravidade quanto à visão (se tratadas!), mas que perturbam completamente o dia-a-dia (não se está bem em ares condicionados nem ao ar livre nem no carro no verão, cinema quase nem pensar, por ex.). Quando surgem dores oculares, tenho de parar e fechar os olhos e aproveitar por ex. para ouvir rádio, telefonar ou pedalar na bicicleta fixa…

Então fica o link para o Jaws e outros produtos (ex. o Lunar, que aumenta tudo no écran), para pessoas com variadas dificuldades de visão (visually impaired):

http://www.freedomscientific.com/fs_downloads/

Aproveito para agradecer a todos os que visitaram o meu blog; tenho pena de me não poder espraiar muito pelos vossos, alguns muito bons, em parte devido a esta minha limitação quantitativa no uso do computador e também falta de tempo.
Também recomendo que não se esqueçam de pestanejar e fazer intervalos de, pelo menos, 5 minutos a cada hora ao écran, se possível olhando à distância ou fechando os olhos ao ouvir música ou rádio ou telefonando. Mesmo quem não tem qualquer problema pode pôr uma gota de soro fisiológico 2 ou 3 vezes ao dia. No ar condicionado, um humidificador (ultra-sónico) de ambiente também é útil, ou até um recipiente largo com água.
Hoje em dia, depois de 11 anos com bastantes limitações no uso dos media visuais e dificuldade na exposição a ambientes condicionados e ao calor, o que inclusive me levou a uma reforma muito antecipada e a um grande estudo desta afecção da superfície ocular, tenho experimentado melhoras visíveis ultimamente, o que me permitiu entrar activamente na blogosfera, nomeadamente aqui no Murcon, que desde o princípio em grande parte, ouço com o leitor de écran; assim, poupo os olhos para escrever.

Obrigada, Prof., desculpe ocupar assim o seu espaço, mas pareceu-me importante, nomeadamente para todos que passam muito tempo ao écran, o que precisamente, pode contribuir para o aparecimento deste síndroma.
Beijinhos para si e para todos.

P.S. – Se alguém tiver dúvidas sobre o Síndroma de Olho Seco, estou à disposição, nomeadamente no meu blog (não é preciso ler… basta deixar coment.)

dxdf disse...

Mas afinal qual é o verdadeiro objectivo deste estudo? promover a sequela do Instinto Fatal? Porque o timing é perfeito e a Sharon Stone ainda me parece apta a descruzar as pernas. Kinsey teria achado delicioso...

noiseformind disse...

aspásia,
Belo texto sobre como a tecnologia ajuda a manter bem alta a qualidade de vida dos quinquagenários e quejandos ; )))))) (Andorinha, nada de violência que uma parte de mim está dorida)

Boss,
Basta ver que eu desde os 10 anos que vejo filmes e revistas pornográficas e isso não me impediu de ser tão casto como qualquer outra pessoa : ))))

andorinha disse...

Boa tarde.

Estes estudos deixam-me sempre desconfiada e realmente sem perceber qual o seu objectivo.
"Sexo nos media influencia a prática"
Sei lá...e se for?
Quando deixaremos de diabolizar ou deificar o sexo e passaremos a encará-lo com naturalidade?
Eu sei que a comparação é simplista, mas se eu vir anúncios na televisão a determinada marca de cerveja só vou beber se tiver sede.
Os miúdos vêm uma cena de sexo no cinema ou na televisão ou seja onde for e automaticamente vão fazer sexo? Acho estranho até porque hoje em dia essas cenas são normais, eles encaram-nas com naturalidade.
Como disse o Lobices, na nossa adolescência uma simples beijo mais apimentado já era uma enorme excitação!
Eu constato isso aqui em Guimarães quando vou ao cinema: há uns largos anos atrás bastava uma cena mais escaldante para a "miudagem" desatar aos risinhos e cochichos; hoje em dia assisto a filmes com cenas de sexo e toda a gente reage de forma normal- jovens e menos jovens.
Se depois do cinema os miúdos forem fazer sexo que mal há nisso?
Sinceramente, não consigo descortinar.....

andorinha disse...

Noise,
A violência guardo-a para a semana que vem. Não perdes pela demora.:))))))))))))))))))))

CêTê disse...

Esta pérola com que o professor hoje nos brindou não tem influência do Homem das Neves? Parecia ;]
A dos negros... LOOOOOOOOOL

Eu sei que sou um pouco ET mas quem realizou os estudos tem perfil de mutantes. Preocupante é terem graus académicos e usarem ainda que mal as técnicas de recolha de dados. Enfim, pessoal do Universo que ainda prefere o Dogma da Criação ao Darwinismo.


Agora que vos posso dizer que nunca mais fui a mesma desde que explorei os sites publicitados num blogue de um destes nurcónicos, NÂO! Qualquer dia até não me estralherei se começar a fumar charritos. Tenham uma boa noite
Vou jantar. Inté

CêTê disse...

Onde foram todos?

Há ameaça de bomba?

Uma infestação de baratas?

(devem estar todos a ver alguma série televisiva) Ou a dobrar meias.
O tempo que perdemos com inutilidades! Deveria ser moda (para ficar) usar meias de tamanhos, padrões e cores diferentes. Tempos houve que fazia jogos em casa com os miudos para ver quem descobria mais pares. O mais velho descortinou manipulção pedagógica em proveito próprio e educou o pequenito. (nunca se riam numa situação dessas; eles topam que a alegria genúina dos mais velhos tem algo de perverso)
Ninguém compartilha esta angústia das meias...
zzzzz.....zzzzzz. aaAAAAAAiii que soninho. Nham nham.

Aspásia disse...

CêTê

Talvez essa angústia das meias se resolva se mudares o nick para... CêDê!;>

Isabel Pietri disse...

Hehehehehe...

E eu a pensar que o Sr. Professor Júlio Machado Vaz tinha tido um papel preponderante na abertura/exposição de um novo paradigma de vivência sexual na sociedade portuguesa. ;-)))

Bem, agora mais a sério, parece-me que aqui o problema tem mais a ver com a consciência da globalidade da questão do que com os filmes que são mostrados.

Se os pais deixam ver os filmes e não os contextualizam, é natural que as crianças e adolescentes, tomem aquela como a realidade, a única realidade e toda a realidade.

Como, na generalidade, os filmes não abordam questões como a da prevenção da gravidez ou de DST (não estou a colocar tudo no mesmo "saco", obviamente), e enfatizam apenas a componente erótica, não me parece estranho que, tendo apenas acesso a esse pedaço de realidade, os destinatários menos avisados o tomem como o todo ficando, assim, mais permeáveis a consequências indesejáveis.


Isabel

CêTê disse...

aspasia,
LOOOOOOOOL
se os Ys da casa reclamarem... a culpa é tua!

lobices disse...

...to: harryhaller at 4.43 pm
...
Não posso aceitar que sejamos escravos do nosso adn, pois quem isso sustenta(atenção não é uma critica a ti, mas à ideia desse Richard Dawkins, que diga-se que não é nova, antes pelo contrário) ou é falho de inteligência, ou é um cobarde.Diagamos que essa teoria é monstruosa no sentido negativo, pois assim sendo, porquê que existem tribunais criminais para julgar criminosos, pois estes não têm livre arbitrio, pois limitaram-se a ser marionetas dos seus genes. Meu amigo Lobices, quando aprendemos a ler é para aprender também(e isso é o mais importante da leitura)a desenvolver a nossa capacidade critica, ou seja não devemos aceitar como verdade o que está escrito num livro por determinado autor(seja ele quem for)só por que está escrito por aquele sejeito, isso é a mesma coisa que aderir a determinada ideia por que sim
...
...acontece que estou em pleno acordo com a teoria do gene egoísta
...acontece que tudo o que tenho aprendido e apreendido ao longo da vida me tem vindo a "dizer" que o que existe é apenas uma alteração de génes ao longo da vida de quem quer que seja, seja um ser humano, um rato ou um vírus
...hoje, a genética tem a primazia sobre todos os aspectos, pois tem vindo a descobrir-se que é através dos génes que tudo se explica... a descoberta e a descodificação do genoma humano e a certeza inabalável de que só geneticamente se pode alterar o que quer que seja, leva-me a crer (sendo eu apenas um leigo, um simples doutor de leis ou contabilista...) que o que quer que exista neste Universo Infinito mais não é do que a progressão no espaço-tempo em que nos inserimos de evolução do "Géne", apenas e somente a base de tudo e do Todo, ou seja, nada é, nada se mantém ou se altera sem ser através duma mutação ou derivação de um géne...
...o géne não tém apenas a cor do cabelo ou a cor dos olhos ou a diabetes ou a cor da pele... o géne traz tudo inclusivamente a memória...
...cada um de nós tem a memória do nosso progenitor e do progenitor do nosso progenitor e assim sucessivamente para trás até ao início dos tempos, ou seja, cada um de nós comporta o início do Universo
...a evolução passa pela mutação do géne mas é este que, para além de tudo o mais, se mantém intacto como base, como único, como identidade... tudo o resto muda, tudo o resto se altera... o géne foi, é e será para sempre a base da vida; o que contém o Tudo e o Todo... e nós somos apenas formas de vida que ele, o ser supremo, habita ou constrói, ou modifica ou destrói a seu belo prazer...
...somos sim, marionetas ainda que tenhámos o poder do livre arbítrio, o poder de escolha, a possibilidade da opção; mas nenhuma destas pseudo capacidades nos confere o estatuto de seres superiores: em face do géne mais não somos que seus vassalos!...

CêTê disse...

A ---» +oo concordante com o Lobices.
Mas é bom não esquecer que o ambiente e a aprendizagem modifica a expressão do gene. Até as bactérias o fazem por exemplo em resposta à concentração de glicose no meio. Temos todos um pouco de bactéria! ;]