quarta-feira, abril 19, 2006

P.S.2

A inviabilização pelos deputados da audição de Santos Cabral depois das afirmações de Alberto Costa na Assembleia e o silêncio de José Sócrates sobre o tema das "férias pascais antecipadas" jogam muito mal com o que foi o discurso do PS na oposição. Tenho pena.

29 comentários:

andorinha disse...

É certo e sabido que os partidos dizem uma coisa enquanto são oposição e fazem outra completamente diferente quando estão no governo.
Por isso mesmo a política partidária cada vez me diz menos.:(

wild_like_the_wind disse...

Peço desculpa mas não gosto nada deste tema, talvez seja por achar que pouco posso fazer contra a descarada impunidade de que goza a classe política. Defender medidas legislativas contra o absentismo obrigará os deputados a uma presença fisica, mas aquilo que eu esperaria deles era que estivessem presentes com convicção. Por isso, não sei se os quero assiduamente na AR contrariados.

Agora que já falei de deputados (Pfui! Iac!), vou regressar à relação entre sexo e envelhecimento, que me parece mesmo muito importante, talvez até mais da perspecitva das mulheres que têm alguma dificuldade em lidar com o ego masculino. Gostei mesmo muito de ler o primeiro post sobre 'Velharias' (obrigada ao Júlio) e achei as discussões dos leitores muito contagiantes, tanto que resolvi postar (o que me obrigou a criar um blog...).

Pegando no primeiro post do Júlio, gostava de retomar a ideia do amor e da paixão que ficou um pouco esquecida, talvez porque a preocupação dos homens (desculpem a generalização, mas tem mesmo de ser) é quase sempre de natureza performativa, sejam novos ou não. No caso dos menos novos – conheço alguns adoráveis, lindos, charmosos, inteligentes enfim ‘to die for’ (hmmm) – sem auto-estima para assumir uma relação estável e pública com uma mulher mais jovem, mesmo amando-a perdidamente (porque a capacidade de sentir paixão, muito ao contrário das erecções - não perde vigor).

O que considero trágico é o facto de ser quase impossível convencer um homem de 65 ou 70 anos de que pode reunir todas as qualidades de um ‘príncipe perfeito’? Ao recusarem, silenciam-se a si próprios e silenciam quem os ama.

noiseformind disse...

O MURCON APRESENTA EM PRIMEIRA MÃO A TECNOLOGIA REVOLUCIONÁRIA QUE VAI ACABAR DE VEZ COM A AUSÊNCIA DE DEPUTADOS NAS VOTAÇÕES DO PARLAMENTO. OS FORGET ME NOT SLIPS!!!!!!!!!!!! UNS SLIPS BASEADAS NA TECNOLOGIA DAS FORGET ME NOT PANTIES COM A FUNÇÃO EXTRA DE TEREM BOLSOS PARA TELEMÓVEIS E CHARUTOS E UM BOLSINHO AZUL PARA SUBORNOS. TECNOLOGIA PATENTEADA POR MURCON.

noiseformind disse...

Alguns testemunhos de clientes satisfeitos e link para a sua actual morada para contacto em directo (agora vocês imaginem os testemunhos dos contribuintes)

david:
When my daughter hit puberty I nearly had a heart attack. She started looking like a woman and suddenly she was wearing revealing clothing and staying out late with her friends.

Rather than become an over-protective parent , I decided to try forget-me-not panties™.

They work wonderfully. My wife and I bought our Sarah several pairs so we can watch her around the clock, and if we see her temperature rising too high, we intervene by calling her cellphone or just picking her up wherever she is. My only comment is it would be great to have a video camera, maybe you can work that into V.2.

tim:
My wife and I got married three years ago. Last winter I started suspecting her of cheating. It was tearing my heart out to think of her with another man.

In an act of desperation I bought these panties, and boy am I glad I did.

It turns out, she was sleeping with her coworker! She was going to a hotel near her office nearly every workday.

I monitored her through the mapping software, pantyMap®, for several weeks,and then I confronted her.

forget-me-not-panties™ saved me from a bad marriage. We are getting a divorce, and I have records for my divorce lawyer proving what a fraud she was.

noiseformind disse...

E EU CANTO COM ELE, BOSS!!!!

Angie disse...

Mais ainda do que com o discurso do PS na oposição, o silêncio de Sócrates contrasta berrantemente com algo mais do que a retórica (pré)eleitoral: e colide com coisas concretíssimas, como, por exemplo o recentíssimo PRACE
(progr. reestr. adm. central do Estº).

A lei da rolha até pode ser salutar: não vou ao ponto de não lhe reconhecer virtudes, quando a verborreia falante dos políticos é dispensável e nada acrescenta à coisa pública e à nossa felicidade.

Pessoalmente, sempre gostei mais de quem faz.

Mas depois do pequeno terramoto que provocou nos serviços de Estado, mais ou menos para inglês ver, o orçamento descer, o circo aplaudir e à "justiça retributiva" dizer nada, o mínimo que se impunha era uma palavra sobre o tema.

Quanto a Santos Cabral, o mesmo. As coisas na administração de estado não vão passar-se assim ou assado por razões de eficiência e serviço à nação: mas sim porque têm de cortar, cortar, cortar, a torto e a direito.

Vai ser assim em tudo. Cultura (como se não fosse habitual), Saúde, Justiça, e por aí fora aé ao fim do organigrama.

andorinha disse...

Noise,
"These panties will monitor the location of your daughter, wife or girlfriend 24 hours a day...".

"...and send the information via satellite to your cell phone..."

Nem acredito no que leio. É inconcebível! Podia ler e passar ao lado, mas não consigo, fico completamente FURIOSA.
Às vezes gostava de ter vivido na pré-história...

Eu canto com ele e contigo.:)

mtc disse...
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wild_like_the_wind disse...

"Nice and slow and even" - sounds perfect!

D_i_n_g __________________ D_o_n_g

mtc disse...
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yulunga disse...

Bom dia. Bom dia maralhal

Dr. Murcon este seu post sobre férias Pascais caiu que nem ginjas.
O que venho aqui fazer hoje, e pelo facto lhe peço as maiores desculpas, é pedir que passem no meu blog e que façam aquilo que a vossa consciência mandar.
Não gosto de publicitar o meu blog (acho que como tantos outros deve ser descoberto por si só) mas como aqui vem tanta gente aproveito para vos dar a ler o meu último post.
Não necessitam comentar, apenas ler e agir se assim o desejarem.
Dr. Murcon, desculpe-me. Desculpa?
Boas blogadas.

Fora-de-Lei disse...

O Professor diz que tem pena. Eu também tenho ! Mas - para ser sincero - não acredito que o Professor não previsse que iria ser assim... Que esperar da maior imitação-barata de Tony Blair que existe à face da Terra ?!

PS: interpretei o seu "tenho pena" na verdadeira acepção do termo. Digo isto, porque - pelo menos aqui em Lisboa - há agora muita malta que, em tom irónico, anda sempre a dizer "temos pena" mas com o sentido de "não posso fazer nada, desenrasca-te". Modas idiomáticas...

Madalena disse...

Este governo era o meu reduto de fé neste sistema de abril. desabrilada que estou nada me resta para além do voto branco ou, pior, "só eu sei por que fico em casa". Mas isso agora não interessa nada!!! diria alguém. O que interessa mesmo é dizer que o livro é mais do que lindo. É mesmo belo! Obrigada pelas horas de leitura que me tem proporcionado! Espero estar na Fnac de LX para uma assinatura. Este veio da Fnac do Algarve! Juntamente com o do João Carlos Silva foi uma colheita espectacular!

lobices disse...

...eu também tenho pena
...mas a culpa é minha porque votei no PS

Ameninadalua disse...

Bom dia!

Quanto ao príncipio concordo e tambem tenho pena...mas quanto à ojectividade da audição já tenho dúvidas; o governo não pode nem tem de ter pessoas em cargos que não sejam da sua confiança.
Parece-me que é espectável que quem dirija possa ter condições para o fazer.
Mesmo sem ter directamente a ver com a questão, tambem me parece que existe neste país a circunstância assumida que nunca nada está bem, nunca nada está certo, qualquer que seja o partido que esteja no poder...

Muitas vezes vejo-me a sentir que grande parte dos portugueses prefere o clima de constante turbulência política para assim lhes permitir exercer a prática da irresponsabilidade, da impunidade e muitas vezes da corrupção... recusando a oportunidade de serem criadas condições, mesmo que lentas e com "desvios", de fazer crescer espaços de democracia, de procura de igualdade de direitos e de oportunidades mas tambem de transparência e de responsabilização ...

Fora-de-Lei disse...

É incompreensível esta recusa do PS em ouvir no Parlamento o ex-director da PJ, Santos Cabral. Tanto quanto me lembro, sempre que houve problemas na PJ, a respectiva comissão parlamentar foi incumbida de proceder às consequentes audições. Isso aconteceu, por exemplo, quando o actual deputado do PSD Fernando Negrão abandonou o cargo de director da PJ.

A justificação apresentada de não querer “dar corda” aos queixumes de Santos Cabral poderia até ter alguma razão de ser. Mas não nos podemos esquecer que foi - em pleno Parlamento - que o ministro da tutela pôs em causa a capacidade da PJ em proceder a investigações criminais, afirmando que esta polícia tem trabalhado quase só para o arquivo (leia-se caixote do lixo).

Esta afirmação exige os necessários esclarecimentos, em sede própria. Se foi no Parlamento que estas insinuações foram proferidas, seria lógico que os devidos esclarecimentos tivessem que ser prestados no Parlamento.

E, como é lógico, isto não impede - em nada - a escolha de uma pessoa da confiança política do governo para qualquer cargo de responsabilidade.

disse...

para parar o absentismo é fácil:ponham-lhes as famosas pulseiras electrónicas!

ilco

Angie disse...

O TEMPO DOS ESPELHOS:

Já me esquecia de voltar ao tema, mas não perde pela demora.

AS CARTAS – INCOMPLETAS :(:( -
A CLARA...

Professor: foi aqui que a temperatura subiu!
Este livro é uma espécie de rio cheio de afluentes...
Quando nos julgamos a navegar no leito certo, vem outra tentação na rota, para nos baralhar a geografia. Não há bússola que aguente...
(quanto ao rio, vou-lhe chamar Mondego, em homenagem à bisavó tricana...razão tinha eu em insistir na Quinta das Lágrimas...)

Depois dos recados ao neto homem, vem-nos sem pré-aviso o outro rio secundário: a conversa com a neta mulher (nascitura ou não, para o caso não interessa!).
Bom: foi o clímax...Para uma leitora mulher, é o discurso que todas gostaríamos de conhecer.
Este monólogo deixa-nos amarradas...e depois abandonadas.
É um trabalho incompleto: assim não vale!!!
Não nos pode deixar só com os preliminares.
Por favor: queremos mais, queremos tudo! Um livro de solilóquios sobre (e dirigidos a) uma mulher a quem queira muito, mas com o distanciamento das gerações: a neta é o cenário perfeito.
Imaginará, por acaso, a força desses excertos de que falo?!!!!!!
Aos adjectivos sobre si acrescento outro. Professor: vc é um "allumeur"...
Literário, bien entendu.

-Stardust- disse...

Boa tarde, maralhal... Boa tarde, professor...

Vim aqui deixar um grande abraco a todos, no me gustan las ausencias, pero bueno... o trabalho no laboratorio nao me larga! :)

Um grande sorriso para todos!

Ameninadalua disse...

Angie

Quando se tem o dom da palavra e a sua "força" emocional, consegue-se dizer isso que disse com clareza, transparência e muito emoção...:)

Eu própria identifico o meu pensar com algumas dessas coisas que falou mas com o sentir diferente que é o meu...

O professor é um "allumeur" sim...porque consegue acender dentro de nós, a compreensão de muitas coisas que por vezes nos estão nebuladas,mas tambem porque consegue reforçar o "pavio" da chama da ternura que evidentemente sentimos perante o mundo mas que nem sempre temos oportunidade e vontade de ler..

Contudo continuo a guardar-me por mais tempo para comentar o livro, porque como já referi há dias o dilema mantém-se : estou sem vontade que o livro acabe:)))

Fora-de-Lei disse...

O médico psiquiatra Júlio Machado Vaz lança sexta-feira em Matosinhos o livro "O Tempo dos Espelhos", obra com contornos autobiográficos, anunciou hoje fonte da Texto Editora.

A sinopse do livro refere que esta obra "é a história da vida de Júlio Machado Vaz e da sua família", acrescentando que, ao longo das suas páginas o leitor fica a saber que este médico psiquiatra, bem conhecido pelas suas intervenções da rádio e televisão, "afinal de contas também se atormenta, também tem dúvidas e medo da doença e da morte".

Em declarações à Lusa, o autor referiu que começou a escrever o livro há dois anos, quando enfrentou uma doença muito grave, que, entretanto, ultrapassou.

"Foi quando estava à espera do resultado da biopsia que senti a necessidade de escrever a minha história e da minha família, daí o título escolhido ser `O Tempo dos Espelhos`", disse.

Júlio Machado Vaz sublinha que não se trata de uma autobiografia, porque o livro não tem qualquer preocupação cronológica, centrando-se mais na sua experiência pessoal.

A obra fala da casa dos pais, da escola, dos amigos (ou da pandilha), das namoradas e, mais tarde, o casamento, a profissão, os filhos, do divórcio e dos netos, descrevendo, ao longo de 160 páginas, situações "em que muitos leitores se irão rever".

A apresentação do livro será feita por Arnaldo Saraiva na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em Matosinhos, às 18:30.


Agência LUSA
18.04.2006

noiseformind disse...

Depois do dom da ubiquidade de S. António temos o dom da ninfubilidade. Carrilho não esteve na Assembleia da República por causa de estar na Câmara. Não esteve na Câmara pq estava na Assembleia. Não foi visto em nenhum dos locais.


FDL,
"médico psiquiatra Júlio Machado Vaz"? O Boss é médico psiquiatra? Eu a pensar que era "apenas" um sex-symbol cinquentão e bom partido para esponsais ; ))))))))) aliás... tenho justificado com estas duas supra-citadas características a presença de tanto maralhal fêmeo nos jantares ; ))))))))

noiseformind disse...

Em relação ao livro digo que, apesar do aparente desdenho pela boa saúde do Boss que posso estar aqui a evidenciar, a doença afastou a preguiça e isso terá sido a única coisa que, não sendo boa, pelo menos foi florescente ou produtiva dessa fase ; ))))))))))

O Garfield que há dentro do Boss meteu mãos à obra e o pensador ampliou as reflexões para além daquelas janelinhas das crónicas ; )))))))

Rui disse...

E como "a palavra do deputado faz fé, não carecendo de comprovativos adicionais", trata-se tudo de uma imensa hipocrisia, a da marcação de faltas. Eu, que pertenço a uma classe de profissionais que tem as suas faltas marcadas hora a hora, e que por vezes quando falto uma hora me marcam duas faltas, olho para isto e até me faltam as palavras com a náusea!

maloud disse...

Também tenho pena, mas não tenho culpa. Voto compulsivamente no PS. Não tenho cura.

Angie disse...

Ameninada lua:
- Ainda não chegou lá, às cartas a Clara?
Faz bem em saborear lentamente.
Questão de feitios: eu cá leio mais ou menos de rajada (o que não quer dizer que leia sem atenção) e depois então releio. Com os meus filmes preferidos é a mesma coisa. Com as pessoas também...
Tudo o que vale a pena merece um segundo olhar. O primeiro é o da emoção, o segundo o “analítico” (psis fora parte).
Mas hesito sempre em saber qual dos olhares é o mais inspirador.

(e a definição de saudade? Genial. É mais ou menos assim: não é um remoque magoado, mas sim um abraço de boas vindas antecipado)

Angie disse...

Maloud: deixe lá....:):)
Se todos fossemos iguais a vida era uma enooooorme chatice cinzenta, não concorda?
Umas vezes desiludem-se uns... outras vezes outros!
Como já constatámos (noutro lado), afinal o que nos une e desune a todos se calhar não é exactamente essa história das “cores” (o fetiche é mais 1 dos defeitos da n/ geração).
Mesmo que tenhamos vestido a mesma camisola dos que estão no poleiro, quem quer que eles vão sendo, quem é que se revê inteiramente nos cidadãos que nos representam? Quem é que se revê inteiramente nos cidadãos que nos governam?
Criticismo fácil aparte, claro: sem esquecer que a posição mais fácil é a de comentador de poltrona.
Mas eu não estou a falar desse tipo de criticismo.
O que eu gostava mesmo era de ver mais coerência e menos telhados de vidro...sem exigir propriamente a perfeição.
E em todos, não falo só daqueles de quem gosto menos.
E também gostava de sentir em todo o lado mais orgulho por sermos portugueses (mas se isto é careta e reaccionário para a gente do nosso tempo, é incompreensível para as novas gerações, que nem o passado conhecem...).
O que passa por saber aplaudir até aqueles que não ajudámos a chegar lá, ou dar-lhes tempo.
E eu até estav nessa, mas...

andorinha disse...

Angie,
Eu faço o mesmo que tu: leio de rajada e depois releio.
Li o Tempo dos Espelhos sofregamente numa tarde e depois reli-o calmamente saboreando cada frase.
Estou a começar hoje uma terceira leitura.:)
Concordo plenamente contigo, são necessários vários olhares para uma obra deste fôlego.

E essa definição de saudade....soberba!

Ameninadalua disse...

Angie

Não ainda não cheguei às cartas a Clara...todos os dias leio um bocadinho para "render" :)

É como se me premiasse todos os dias com um pequeno momento de prazer....se bem que há partes que não dão para parar; tenho de ler de seguida :)