sexta-feira, julho 29, 2005

A noção de instrumentalismo heterossexual.

"O intrumentalismo heterossexual refere-se aos comportamentos que reflectem e mantêm a expectativa de que toda a heterossexualidade deve ser praticada com requisitos explícitos de dominância e subordinação.
... conseguidas pela força, coacção ou consentimento (implícito ou outro).
... O objectivo último de tais comportamentos é a manutenção das desigualdades de género pré-existentes".

Schacht e Atchinson.

73 comentários:

isto logo de manhã disse...

Isso é o mesmo que dizer que em cada casal homo há sempre um/a mais feminino/a e outro/a mais masculino/a...

Será mesmo assim?

Stardust disse...

Caro Prof.,

Não serão os comportamentos diferenciais antes consequência das desigualdades de género? Ou de desigualdade de personalidades numa relação?

Maite disse...

Uma vez que o papel da mulher e do homem era diferenciado pelo estatuto que cada um possuia. Um ser aquele que financiava a família e o outro que cuidava da casa e dos filhos. Isto dava um poder de superioridade ao homem que a maior parte das vezes se traduzia em violência (para mostrar quem mandava). Hoje em dia continuamos a verificar que estes padrões se mantêm, infelizmente, e não é pelo facto de a mulher ter adquirido a independência financeira (ao trabalhar fora de casa) que muitos homens deixaram de ter esta atitude. E são cada vez mais relatados casos de violência doméstica. No entanto, penso que muito deste estado de coisas se deve a que cada um (homem e mulher) tem dentro de si hábitos "ancestrais" que os levam a ser, um dominador e outro submisso. No caso da mulher e apesar da independência, autonomia e liberdade que juridicamente possui, caba a ela e só a ela impôr-se no seu dia a dia e exigir o respeito que merece.

Pólux disse...

(Respigado de “O Primeiro de Janeiro”, de 24 do corrente)

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=9bf31c7ff062936a96d3c8bd1f8f2ff3&subsec=&id=b69138debb4f03789503deed1d546576


Piedra de Toque


Levi Guerra*

«Vargas Llosa é Prémio Nobel da literatura. Escreve ao Domingo no El País (…) Piedra de Toque é o título da sua rubrica. Não é que me sai em 26 de Junho passado com uma crónica sobre El matrimonio gay?!!! Defendendo-o como um sinal de maturidade política da sociedade espanhola. Disse ser um acto de justiça, “que reconoce el derecho de los ciudadanos a eligir su opcion sexual en ejercício de su soberania,… y que reconoce a las parejas homosexuales el derecho de unir-se y formar una familia y tener descendencia...y constitye un gran avanço hacia la lenta, irreversible acceptación por el conjunto de la sociedad – por la gran mayoria al menos- de la homosexualidad como una manifestación perfectamente natural y legitima de la diversidad humana…en …seres humanos normales e corrientes cuya opcion sexual debe ser aceptada y reconocida como perfectamente legítima por el conjunto da sociedad”…(…)

Em tudo o que vou dizer daqui para a frente, não me move agitar qualquer bandeira religiosa ou ideológica. , muito menos o que Llosa designa por “siglos de ignorância, estupidez, oscurantisnmo dogmático e retorcidos fantasmas del inconsciente que satanizaran a homosexualidade designando-a por anormal…

Remeto-me à minha condição de médico, de homem da biologia que ensinei, de cidadão que é pai e avô, e que continua no contacto regular duma actividade médica que, apesar da idade, persiste estimulante. E olho o mundo, como é e como foi, e reflicto no como virá a ser, sem pretender ser profeta que para tal não tenho missão. Há no reino animal e vegetal reproduções assexuadas, e fases até assexuadas alternando com fases sexuadas. Não vejo, nunca vi, galos galarem galos, vacas ou éguas entreterem-se em jogos de sexualidade (…), ou bois a montarem bois, ou coelhos a cobrirem coelhos, ou leões a leões, ou cães a cães, ou, ou, ou, ou macacos em jogos eróticos com macacos, e macacas com macacas?

Não, no reino dos seres vivos mais diferenciados a homossexualidade não existe nessas espécies tal como se quer defender como normal se isso se passa entre homens, ou entre mulheres.
(…)

Então, diga-me, o senhor Llosa, e outros Llosas onde é que está a “naturalidade” da homossexualidade no homem normal!!!

Ah! Mas eu, mesmo sem ser psiquiatra, e sobretudo porque não sou psiquiatra, aprendi da Medicina, do treino médico que me foi dado e do que a prática me ensinou, que a homossexualidade é um “desvio” de comportamento, é um estado de doença comportamental. E não vejo sumidades de sexólogos a defenderem que a homossexualidade deva ser instalada como uma forma normal do existir social do homem, e até instada. Os psiquiatras, que bem sabem que não tive nunca nenhum acto de menor consideração para com eles, sabem , e direi, sabemos, que perante um seu doente que se lhes vai queixar das suas tendências homossexuais evitam naturalmente rotulá-los de doentes, mas antes ajudá-los a tentarem identificarem donde terá vindo, ou quando terá surgido, tal tendência, e apaziguam-nos, e não me parece que não tentem, até onde se imponha a prudência e o realismo clínico da situação, estimulá-los a preferirem a heterossexualidade.

Dir-me-ão, por certo, que isso já se não faz muito, porque não dá sucesso, o mesmo é dizer que é incurável. Seja isso, não discuto, como não discuto a incurabilidade doutras doenças. Mas o que não deixo é de dizer que a homossexualidade é uma doença do foro psiquiátrico.
Ora valha-me Deus, eu não sou contra nenhum doente, nem me repugna nenhuma doença, como a lepra que tratei em África, ou a sífilis, ou o cancro mole –com toda a conotação social negativa que arrastavam- (…)

Sou, por isso, um homem da Biologia, essencialmente médico, e que nunca desrespeitei nenhum doente em circunstancia nenhuma da minha vida profissional. Tratei homossexuais com doenças do foro onde mais me especializei, e nunca os discriminei. Houve professores homossexuais a que convidei para darem certas aulas ou fazerem conferências em áreas científicas que nada tinham com a sua doença homossexual, (…) O que é doença é doença. (…)


Não venha o Senhor Llosa , ou outros Prémios Nóbeis quaisquer –e que hoje já tão desacreditados estão…- defender que se dê aos pares homossexuais os mesmos estatutos que à Família donde eu nasci, e penso que ele também, com um Pai e uma Mãe. (…)

Como pode vir o senhor Llosa falar que esta denúncia e reprovação antropológica que aqui trago é “obscurantismo dogmático”, “fantasias retorcidas do inconsciente”, “ignorância” ? Sou mais homem de Biologia que ele alguma vez foi! Sou, pelo menos, de opinião contrária à sua. A vós, leitores, o juízo.»


*Médico e Professor Universitário

Este Prof. parece não estar a “ver” lá muito bem o “problema”, pois não, Prof. Machado Vaz?

yulunga disse...

Vai ter que ser. Vou ter que quebrar silêncios, vou ter que quebrar sigilos.
Vou voltar ao assunto das ofensas, da sua importância, do seu peso.


O que tenho lido por aqui:
"Estou chocada/o"
"Cheguei agora e nem quero acreditar"
"Sinto-me triste com o que li"
"Não esperava..."

E isto a propósito do Portocroft ter chamado pega à Andorinha e por sua vez ela ter-lhe respondido já não me lembro usando que termos.

Coisas certas no momento certo todos QUEREMOS ter a capacidade de o conseguir; coisas erradas no momento errado todos TEMOS a capacidade de o conseguir.

Ficaram chocados. Muito chocados.

Pois choquem-se a sério com o que vão ler e avaliem o peso e a importância das coisas.

No fim-de-semana passado o Portocroft leu uma noticia, juntou a+b e enviou-me o seguinte e-mail:

Vai ler isto:
http://jn.sapo.pt/2005/07/22/grande_porto/cercada_pelo_fogo_casa.html

Olha o perfil dela(Circe) na blogspot:

Fátima Madureira
•Age: 46
•Astrological Sign: Cancer
•Zodiac Year:: Boar
•Industry: Tourism
•Occupation: O que é isso...?!
•Location: S.Mamede IN FESTA : MUNDO : Portugal

Compara com a notícia do jornal.

Resolvemos guardar silêncio. Não sei se por incómodo, se por impotência, se por respeito.

Estranho é que ela desde essa data não aparece, não responde a e-mails e o primeiro e ultimo artigo do blog dela data de 21 deste mês

Apesar dos muitos telefonemas feitos pelo Portocroft, não lhe foi possivel saber a 100% se uma e outra são a mesma pessoa.
Não sei se esta Fátima é a "nossa" Circe, se é uma outra "Circe" qualquer que possa ou não ter blog, que possa ou não ter dito nalgum dia palavras erradas no momento errado.

Julio Machado Vaz disse...

Pólux,
Já revirámos esse triste artigo do avesso:(. Já não sei em que post, mas é recente.

Julio Machado Vaz disse...

A todos os que fizeram perguntas,
Não concordo com a citação, acho-a até insultuosa para as mulheres, por as menorizar. Uma relação heterossexual não reproduz necessariamente um quadro de dominação homem/mulher. O que significa que existem heterossexualidades e não apenas uma, que "mancha" de submissão todas as mulheres e por isso, como se discutiu no post anterior, as torna obrigatoriamente cúmplices do patriarcado.

Guti disse...

Boa tarde,

Estamos alertados :) agora é só variar para não perder a emoção nem as diferenças, combatendo sempre as desigualdades...

Guti

Julio Machado Vaz disse...

Yulunga,
Estou absolutamente convencido de que se trata da Circe do blog. Não abordei o assunto porque, morra ou sobreviva, imaginei que desejasse preservar o anonimato. Quem me dera estar enganado:(.
Até amanhã, gente.

yulunga disse...

Dr. Murcon, pensei no anonimato também, mas as coisas estão escritas à vista de todos e tal como o Portocroft fez a associação qualquer um podia fazer.

yulunga disse...

Dr. Murcon desculpe usar o seu blog com uma noticia que o próprio Dr. não quis divulgar, mas foi mais forte que eu.
Em qualquer momento nos passamos para o outro lado, deixando tanta vez para trás um pedido de desculpas ou a cedência dum perdão por merdas tão ridiculas.
O virtual afinal não é tão virtual e até se vai diluindo com situações bem reais.

Maite disse...

Tem razão Yulunga
Às vezes pensamos que do outro lado do écran não está um ser humano. Damos tão pouca importância às suas manifestações.

Mas uma coisa estranha no profile da Circe (que fui agora ver). Ela modificou-o. Não era assim. Tem dados novos.

Laura disse...

Ó Sr Noiseforming ainda bem que ficou feliz com a minha associação entre o Dr MV e a sua pessoa. Continue a escrevinhar. Já agora, que idade tem?

Um abraço

Laura

yulunga disse...

Maite, pelo menos desde segunda (dia 25) feira que é assim. Antes disso não posso dizer. O acidente foi a 22 e nesse mesmo dia o Portocroft confirmou o perfil. Se antes disso houve alteração não sei.

ILCO disse...

ISSO SÃO INTRIGAS DO GRUPINHO NÃO INTERESSA NADA PARA AQUI

yulunga disse...

Acho que melhor do que comentar esta situação é meditar sobre ela.

O tema que está na mesa é SEXO PESSOAL!

Anónimo disse...

Oxalá não se trate da Circe.
Lembro-me de ter ido ao blog dela e de lá ter escrito algumas linhas.
Estranho a sua ausência.
Até amanhã

andorinha disse...

Yulunga,
"Coisas erradas no momento errado todos TEMOS a capacidade de conseguir".
Há um momento CERTO para dizer coisas erradas?!
Eu também já disse muitas coisas erradas na minha vida, mas quando reconheço isso, sei pedir desculpas e sobretudo tento não voltar a cometer o mesmo erro.
Não se pode desculpar indefinidamente o mesmo "erro" às pessoas, até para o próprio bem delas.
Não estou a particularizar, estou a dar a minha opinião que se aplica a qualquer pessoa e a qualquer situação.

Orange disse...

Caros companheiros blogueiros,
Caríssimo prof. JMV,

Nas relações heterossexuais de hoje, e sobretudo de pessoas mais jovens, eu já não sei muito bem quem domina quem ou se alguém se subordina ao outro.

É certo que as mulheres trabalham muitas horas e estão subjugadas por esse fardo doméstico (que é cada vez mais partilhado).

Porém, penso que na população mais jovem e urbanizada as desigualdades de género esbatem-se cada vez mais, porque armas ditas de uso masculino como a força ou a coacção já não têm tanto poder como outrora. E prova disso é, por exemplo, os metrossexuais. Ou seja, se os homens tivessem assim tanto poder não necessitariam de se engalanarem para seduzir e conservar a fêmea (o que eu gosto desta palavra!).
E não será isso também uma espécie de efeminação?

A meu ver, quem detém mais poder na relação, porque há sempre "um mais poderoso" não é a mulher ou o homem. Mas aquele que, independentemente do seu género, tem mais "armas" enquanto pessoa.

yulunga disse...

Olá Andorinha.
O tema de hoje promete muito mais do que aquilo que eu possa defender, acredita.
Não me esgotes uma vez mais; a night espera-me e quer-me fresca

yulunga disse...

... e receptiva ;-)

Bom fim-de-semana maralhal.
Boas blogadas.

bluebird disse...

Andorinha

Estou de acordo contigo mas lembra-te do que pensava Nietzsche

"And if your friend does evil to you, say to him, "I forgive you for what you did to me, but how can I forgive you for what you did to yourself?"

Bom fds a todos
:)

e. disse...

Pude constatar hoje no S. José de Lisboa o gravíssimo estado da Fátima, nossa amiga deste espaço.
Dela restam-me lembranças de uma sensibilidade forte e frágil e de uma ternura intensa e dispersa, emoções que, certamente, ela saberá utilizar no espaço onde se encontra.

andorinha disse...

Yulunga,
Põe-te ao fresco, então.:)
Bom fds.

andorinha disse...

Bluebird,
Tens toda a razão.
Essa citação faz para mim todo o sentido.
Obrigada pela solidariedade.
Bom fds.:)

Maite disse...

e.
Isto parece irreal!

Mas acredito ainda que ela vai sobreviver. Ela tem que sobreviver.

andorinha disse...

e.(7.17)
Agora é que nem sei mesmo o que dizer.:(
Tal como tu, também são essas as lembranças que tenho dela.
Fiquei comovidíssima ao ler isso.
E se há pessoas que não entendem esta minha sensibildade, lamento, mas o problema é delas.

melga-mor disse...

Lembra-se Maite deste seu comment em princípios de Julho?

Bolas Circe, mas você é uma suicidária.
"voar para uma dimensão não terrena, não visível, não audível - em busca de PAZ." Só pode estar a brincar...mas olhe que esse seu sentido de humor (diria negro) não é nada bom. Veja lá e tire partido dessa sua ideia tão simples e "pacífica" :)
"E vamos reinventando a magia,knd elas perguntam pk é k o céu é azul;"
Use essa sua imaginação magnífica para se construir em vez de se destruir.


Estranho não acha?

Maite disse...

Pode crer Amok_she, muito estranho.
Na altura falava-se de um post seu sobre o suicídio.

Anónimo disse...

Acho tudo isto muito estranho.
O Portocroft mudou tudo nos blogs dele. Não há arquivos e um dos blogs está em branco.
Que pena. Gostava tanto de "falar" com ele.
E a Circe, pobre Circe, também tem tudo modificado no blog: com um post apenas.

Bruno Inglês disse...

Que parvoíce pegada! Mais um pouco e começam a queimar heterossexuais... homens e mulheres.

A dominância e subordinação não é um requisito heterossexual e muito menos um exclusivo... vai muito além da sexualidade.

Inventem outra... essa não pega.

O que estas senhoras estão a tentar dizer, é que uma mulher livre é, necessariamente, uma mulher lésbica...

RAM disse...

É de mim ou as linhas estão completamente cruzadas hoje?

Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras disse...

É impressão minha ou perdeu-se a sintonia por aqui.Se calhar eu é que nunca tive sintonizada....
Boa noite a todos e até sempre

Pamina disse...

Boa noite JMV e Maralhal,

Fiquei muito chocada com a notícia acerca da Circe. Tenho muita pena. Troquei alguns e-mails com ela sobre assuntos musicais e ela tinha-me dito que estava a pensar ir ao jantar do dia 16 para nos conhecermos, pois "tínhamos muito para falar sobre música".
Gostava do seu carácter brincalhão e acho que ultimamente o seu sentido de humor estava em grande forma. Até lho disse, aqui no Murcon, num pequeno comentário que depois a Maite secundou.
Mas estas palavras estão a parecer-se demasiado com um epitáfio e eu espero sinceramente que ela recupere. Portanto, pensamento positivo. Acho que estamos todos a torcer por ela.

Tangas disse...

you should know that whenever you talk sex I get very very interested whenever you talk gender boredom comes whennever you talk about you I remember to listen whenever you talk about me I feel good
(ena, tanta bifalhada...)
para a vossa amiga Circe, que não sei quem é, mas isso também não importa, vai toda a minha energia esta noite

noiseformind disse...

http://thames.weblog.com.pt/arquivo/cat_sobre_tudo_e_sobre_nada.html

O arquivo do "Graças a deus que sou ateu" aqui pessoal. Agora começo a perceber melhor a atitude do Porty. O gajo ia sair da Bogosfera de qq maneira e explodiu daquela maneira. Que se terá passado com ele? Despedimento, mudança de país? Problema de saúde? Férias? O "graças a Deus..." levava já 3 anos... não é brincadeira...

Éme,
A falar do Steven, tão bom rapaz ; ))))))))))))) a colaboração com ele nestes últimos 3 anos tem sido para mim essencial para perceber o que se passa na cabecita destes homens indígenas. Um tipo fabuloso a nível pessoal e profissional, e sempre com uma piada debaixo da língua ; ))))))))))

Anónimo disse...

tangas, tita e ram
não são linhas cruzadas, não. estamos sintonizados, sim, mas com os frequentadores que por aqui andam já lá vão meses. a Circe é uma amiga muito querida e que neste momento nõa sabemos se irá sobreviver ou não. daí o nos sentirmos todos um pouco perdidos.
beijinho querida Circe. todos os que te conheceram e trocaram opiniões contigo estão a rezar e a torcer para que consigas sobreviver.
Força Circe.

AJFRM disse...

"Há alguns meses tivemos de mudar uma funcionária do Ministério da Indústria, uma funcionária capaz. Porque tinha um trabalho que a obrigava viajar pelas províncias, muitas vezes com inspetores ou com o chefe, o Diretor Geral. E esta companheira que era casada - acho que com um membro do Exército Rebelde -, por não podia sair sozinha e tinha de subordinar todas as viagens que seu marido deixasse seu trabalho e a acompanhasse aonde tivesse de ir. Isto é uma manifestação grosseira de discriminação a mulher. Por acaso, uma mulher tem de acompanhar o marido a cada vez que este precise viajar pelo interior das províncias, ou para qualquer lugar, para vigiá-lo e evitar que venha a cair em tentações ou algo semelhante?
O que isso mostra? Simplesmente que o passado tem peso sobre nós; que a libertação da mulher deve ser alcançar sua liberdade total, sua liberdade interna, porque não se trata de uma obrigação física que se imponha às mulheres retroagir em determinadas ações."

Che Guevara 1960's

Mário Santos disse...

Ía escrever qualquer coisa sobre o assunto do post, mas a notícia da Circe deixou-me sem palavras. Vou rezar por ela.

Anónimo disse...

Noiseformind

Lembra-se deste comentário dirigido a si pela Circe?

Já sentia a tua falta.
Lá pelo Murcon, falta a tua "pica"
essa jovialidade, os "excessos", a
intervenção subsersiva, a provocatória estimulante. Não quer dizer que o Murcon não continue a ser um espaço interessante, só que
está um pouco cinzento, sério, e com mais "...mentes correctos", como se andassem todos a pôr em prática as "lições" da P.Bobone...

Agrada-me teres saído deste interregno. Força, Peter

Há por aí um grande défice de LOL :)

noiseformind disse...

Éme,
Sei que vou fugir completamente ao tema, mas pronto, eu sou mesmo assim, ; ))))))))))))
Anda tudo aos pulos por se ter descoberto que o cérebro gay reage de forma diferente a dois químicos que recentemente foram confirmados como ferormonas. Os tipos da NARTH andam aos pulos, acham que se a gayização vai até ao cérebro, então é física, portanto pode ser operada. Para mim a coisa é mais ao contrário: a gayização está tão profundamente embebida na pessoa que não pode ser encarada como algo tratável. Até pq como vamos lidar com isto descoberta a causa genética? Fazer um teste gay no útero? E então a ciência vai corrigir o que Deus quis manter assim? Os mesmos gajos que se atiram aos arames sempre que se fala em clonagem são os mesmos que não têm problema nenhum em ir mexer nos genes se isso fôr para poupar o embaraço aos pais.

Dan Kindlon diz a páginas tantas sobre a violência sobre os rapazes: queres conhecer-te a fundo? Então tem um filho. Ora parece-me que é precisamente essa questão que nos refere a terapia reparativa da homossexualidade. A ideia de trazer ao mundo crianças perfeitas é acima de tudo a ideia de interferir ao máximo na vida da criança para que ela seja como nós. Não nos basta a carga genética, essa passagem já não nos satisfaz. Na corrida obsessiva à imortalidade queremos aproximar os nossos filhos o máximo de nós. De ver que em escolas com programas orientados para a emotividade masculina os pais tendem nos primeiros anos, mesmo com claras melhorias afectivas para as crianças, a retirar os filhos dessas escolas. Ou seja, eles não querem filhos majorados em termos afectivos, pois a proximidade afectiva é fundamental para a identificação. Eles não queriam os filhos a dizerem "Pai, estás a agir mal". De facto, a violência dos pais sobre os filhos aumentou de forma dramática nessas escolas. Ou seja, os rapazes tornaram-se mais sensíveis, e portanto mais susceptíveis de reagir emocionalmente e essa reacção emocional tornou os pais mais violentos. Para mim essa questão é transversal até ao problema da "cura" para a homossexualidade. Curar a homossexualidade provocará alterações tão poderosas no indivíduo que teremos não alguém nascido mas produzido. Mas pq foi alterado em nome de uma religião maioritária já deverá ser aceite? Resumindo. Os que querem proibir a clonagem a todo o custo porque representa um potencial e remoto atentado à sua individualidade não têm problemas em destruir a individualidade alheia com terapias hormonais ou que raio vai resolver a homossexualidade. Nessa altura dirão que ser gay é uma opção, não por não ser natural e inerente, mas pq pode ser um perfil suspendido, como uma doença crónica. Não quererão essas pessoas saber pq tomam os medicamentos ou pq foram operadas? E aceitarão continuar a serem diferentes daquilo que são? Os transsexuais estão dispostos a passar por anos de operações e dores atrozes para assumirem a sua identidade sexual. Como reagirão essas pessoas sabendo que foram moldadas À vontade dos pais e logo no berço foi feita uma escolha tão dramáticas por elas? Acho que esta notícia e as possibilidades postas por ela é uma daquelas questões em que se prova que a ciência na sua rapidez não permite a disseminação de elementos cruciais para a interpretação das suas descobertas, o que leva à sua instrumentalização de parte a parte

Eu sei... não tem nada a ver... mas pronto...

noiseformind disse...

Além disso, como prova o Michael Jackson, com dinheiro e vontade vários factores específicos e discriminatórios que caracterizam uma comunidade podem ser removidos do indivíduo para o integrar noutra. Mas trata-se de uma pertença a um todo indiferenciado, todos brancos e todos estúpidos, como diria o nosso amigo de "Bowling for Columbine" quando o que se devia era celebrar na civilização era a diferença, que conduz ao melhoramento da condição humana e a negociações de tolerÂncia social...

Laura, tenho 27 anitos, sou bom rapaz, solteiro, e apesar de não ter ganho o EuroMilhões amanhã sempre vou estourar uns euros para o Café Guerreiro em Viana numas sangrias e o mais provável é chegar a Vilar de Mouros já de ressaca. Se apareceres lá para as 6 tás convidada ; ))))))))))))))

Débora disse...

Olá a todos,

Lamento imenso a triste notícia sobre a Circe.
Embora não seja veterana aqui, ainda a acompanhei.
Desejo sinceramente que recupere.

Débora

Anónimo disse...

Character assassination refers to the act of individuals or groups who intentionally attempt to influence the portrayal or reputation of a particular person, whether living or a historical personage, in such a way as to cause others to develop an extremely negative, unethical or unappealing perception of him/her. By its nature, it involves deliberate exaggeration or manipulation of facts to present an untrue picture of the targeted person. For living individuals, this can cause the target to be rejected by his or her community, family, or members of his/her living or work environment. Such acts are typically very difficult to reverse or rectify, therefore the process is correctly likened to a literal assassination of a human life. The damage sustained can be life-long, or for historical personages, last for many centuries after their death.

Humans, by nature, work and live in groups and have criteria for acceptance and rejection. It is a mechanism for justice, and a way to enforce standards of behavior in group members. The threat of rejection is the means of enforcement.

Humans, by nature, also have the ability to rationalize and 'toe the line'. One definition of power is being able to get a person's community to think the way one wants it to think. The threat of force (loss of job, for example) is very powerful in getting people to see things one's way.

Character assassination is the predatory use of this power to cause a person to be rejected from his/her community. It is characterized by; a moral rationalization of the community to reject the person based on character (or rumors of incorrect behavior), not allowing the accused a voice in the discussions (or even to hear the charges, if possible), and the abuse of power to further this goal.

Up Yours!

RAM disse...

Sobre o tema (acho eu):

The case histories of women who come for sexological tratment have certain elements in commom. The sex education given by parents to their daughters is still far too often associated with the instilation of fear and the playing down of pleasure. Th example many parents set their children is often less than inspiring, and shockingly large number of women have in addition been confronted occasionally as children and teenagers by deviant sexual behaviour that violated their boundaries. In some families disparate message are given to boys and girls, often making girls feel inferior to their brothers and to boys in general.
The combination of poor knowledge of sex with a low self-image can prevent women from objecting to their partner's sexual demands.
The interaction between the partners can also involve a dynamic by which the desires of one partner are conveyed to the other in suc a way as to make his or her life more difficult.

Jelto Drenth, in The Origin of the World (Women's Sex Problems)

RAM disse...

Anonymous (7:49) disse...

"Humans, by nature, work and live in groups and have criteria for acceptance and rejection. It is a mechanism for justice, and a way to enforce standards of behavior in group members. The threat of rejection is the means of enforcement.
Character assassination is the predatory use of this power to cause a person to be rejected from his/her community. It is characterized by; a moral rationalization of the community to reject the person based on character (or rumors of incorrect behavior), not allowing the accused a voice in the discussions (or even to hear the charges, if possible), and the abuse of power to further this goal."

Não poderia estar mais de acordo.
Já me tentaram assassinar, pelo menos, uma vez. Sobrevivi!

Diga de sua justiça, pois então! :)
Eu cá não sou assassino! Nem de carácter...

RAM disse...

Anonymous (12:14 a.m.),

Apesar de novato por aqui, também eu tive o breve prazer de entrar em alguns debates com a Circe e "visitá-la" no seu próprio blog.
"As linhas trocadas" foi só uma constatação de um facto. Não interprete a afirmação como um acto de insensibilidade da minha parte.
A ser verdade o que se passou (e segundo a E. é), resta-me esperar que tudo corra pelo melhor.
Cumprimentos a todos.

Maite disse...

Bom dia Professor e Maralhal

Portocroft, quando você passar por aqui, deixe ao menos um olá para ficarmos a saber que está bem.

Orange disse...

Anónimo das 7:49,

A character assassination is not possible when a character suicide occurs and precedes it.

noiseformind disse...

Anónimo,

Anónimo, de anónimo não tens nada, és mas é o Portocroft. Cá estão os teus referals da última visita a partir do site meter. Já paravas de ser cromo não? Agora explica-me lá... quando é que ias dizer ao ppl que "assumias e davas a cara" como da outra vez tão bem te soube!!!!!!!!!!!!!!!! Fica a pergunta, para responder fazes o favor de entrar com o teu nick? Portanto... a partir de agora para entrar como anónimo arranja outra pessoa com o teu problema mental em Portugal para passar os textos por ti (e mesmo assim ela será identificada se entrar com o nick dela) ou então passa a dar um saltinho a Portugal de vez em quando e abre sempre uma conta diferente. Caso contrário, com a assinatura da Brittish Telecom já não brincas mais com o ppl.

Abraço e se precisares de um psi especializado em pacientes bipolares conheço dois que trabalham especialmente com a comunidade portuguesa. Só tens de pedir o nro, que te facultarei com problemas.


Em http://www.sitemeter.com/default.asp?action=stats&site=sm8JMachadoV&visit=1&report=9&vlr=8&pg=21&rnd=2005730 temos que:


Domain Name btcentralplus.com ? (Commercial)
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PortoCroft disse...

Noiseformind,

A minha participação aqui no Murcon deve te chatear bastante para me dispensares tanta atenção.

Para tua informação e de todos os interessados, tenho seguido todos os vossos comentários e nunca me manifestei. Porque não vou alimentar as tuas / vossas paranóias. E só escrevo e respondo quando e se me apetecer.

O comentários ou comentários a que te referes não foram feitos por mim. Aliás como, te contradizendo, acabas por confirmar:

Time of Visit Jul 30 2005 7:50:07 am
o comentário do anónimo é ás 7h49.


Fica bem. O doente és tu. E escusas mesmo de te referires a mim porque o que disseres será apenas para gáudio dos teus apaniguados. Para mim é nada.

noiseformind disse...

O sitemeter não é exacto ao segundo. Para confirnar isso basta para isso clicar no nro e ver que a nossa visita não aparece quando consultámos imediatamente a lista de visitas. Dispenso-te o tempo necessário a qq indivíduo que usa o anonimato como forma de afirmação pessoal:) claro que não vais alimentar as nossas paranóias, dado que elas não existem;) Portanto tens 3 hipóteses para continuar a ser um iluste anónimo, já tas apresentei. Diverte-te mas dando a cara, imagino que ninguém com bom-senso te irá criticar por expressares os teus sentimentos, bons ou maus. Mas em anónimo nunca mais. E não te preocupes que quando não houver certeza que foste como neste caso não "levantarei falsos testemunhos". Já tive a impressão de seres tu ontem À noite mas haviam 4 IP's candidatos e portanto nada feito. Desta vez saiu-te a fava pá, tens de fazer isso melhor, só isso ; )))))))))))

PortoCroft disse...

Noiseformind,

É que é mesmo ao segundo: Time of Visit Jul 30 2005 7:50:07 am.

Procura outro alvo.

noiseformind disse...

É ao segundo o registo, não o tracking. o registo é quando a informação é recebida e processada, até podia ser ao milionésimo de segundo. Mas o tracking não é, como qq pessoa pode testar clicando no sitemeter e indo ver a lista de visitas. A sua própria última visita não estará registada, o registo aparecerá cerca de 10, 15 segundos depois.

Não és um alvo, nada me move contra ti nem és o centro de nada. Tás apenas a divertir-te um cadito de uma forma inaceitável, para mim pelo menos. E desta vez não tou a ver que é que essa tua atitude tem de "murro na mesa"...

PortoCroft disse...

Noiseformind,

Se eu quizesse me divertir contigo, era a coisa mais fácil pardaleco. Bastava inventar outro nick, estás a ver? Bastava entrar com uma conexão que não fosse da BT, entendes? Queres que te diga mais? Então vai trocar o penso que isso deve ser daqueles dias do mês.

Over and Out. Vou-me ao Fish and Chips.

noiseformind disse...

Que te saibam bem as Chips, have a nice day;) e já sabes, quando chegar a altura de escolher entre Blogger, Other e Anonymous, faz um esforço para clicar na primeira tá bem? ; )))))))))))

Abraço, vou-me até Vila Praia de Âncora manjar um salmonete. Maralhal, portem-se bem ; ))))))))))

Laura, sempre podemos contar contigo no Café Guerreiro ás 6 da tardinha?; ))))))))))))

RAM disse...

Caro Noisy,

Pensei exactamente o mesmo que você, embora careça do domínio da tecnologia que me parece idiossincrático de V. Exa. e do Ilustre PortoCroft :)))
Talvez por essa razão vocês se entendam tão bem! :))))))))))))
Contudo, tenha sido ou não o PortoCroft o autor do post das 7:49 - facto que é para mim de todo irrelevante, embora mantenha o desafio constante do meu post das 8:32 - apraz-me somente saber que o PortoCroft nos tem acompanhado (ainda que em silêncio) :))))
Welcome back!

noiseformind disse...

Ram,
Isto é como o nosso duelo há uma semana atrás: um jarro de sangria, uma francesinha para cada um e fica tudo sanado ; )))))))))

Até loguito ppl

Anónimo disse...

http://ilga-portugal.oninet.pt/noticias/20050727.htm

Grupo Reflexão e Intervenção do Porto da Associação ILGA Portugal responde à homofobia de Levi guerra

A resposta a Levi Guerra aqui publicada foi enviada para o jornal O Primeiro de Janeiro por fax e por e-mail.

Resposta a Levi Guerra

No passado Domingo, 24 de Julho, veio publicado um artigo no O Primeiro de Janeiro, assinado pelo médico Levi Guerra, que mais parece um texto de arquivo. De facto, só espanta pelo ano de publicação, 2005.

Durante muitos anos a comunidade médica tratou a homossexualidade como uma doença, apesar das queixas dos “doentes” serem apenas fruto da discriminação que sofriam pela sua orientação sexual. Daí já em 1901 haver quem, entre a comunidade médica, contestasse essa ideia, como fez o britânico Havelock Ellis. Em 1973 o conselho directivo da American Psychiatric Association remove a homossexualidade do seu manual de doenças mentais. Em 1975 a American Psychological Association segue-lhe os passos. E em 1992 é a vez da Organização Mundial de Saúde fazer o mesmo, ou seja, há mais de 15 anos. As afirmações de Levi Guerra são portanto meras afirmações homofóbicas, revelando desconhecimento da investigação sobre estas matérias nas últimas décadas. E não traduzem, de modo nenhum, a posição da comunidade científica sobre este assunto, sendo apenas opiniões pessoais.

Curioso também o desconhecimento dos vários estudos na Antropologia que mostram não só a existência, mas até a ritualização da homossexualidade noutras sociedades. Ver por exemplo Spirit and the Flesh: Sexual Diversity in American Indian Culture de Walter L. Williams (Beacon Press, 1986) ou Ritualized homosexuality in Melanesia de Gilbert H. Herdt (University of California Press, 1984).

Ainda mais surpreendente é a demonstração de falta de conhecimentos actualizados, revelada em matéria onde se reputa especialista, a Biologia. Não que a Humanidade deva guiar os seus comportamentos pelo que fazem as outras espécies, mas em todas as referidas por Levi Guerra já foram observados comportamentos de natureza sexual entre indivíduos do mesmo sexo (ver Biological Exuberance: Animal Homosexuality and Natural Diversity, de Bruce Bagemihl. St. Martin’s Press, 1999). De facto, só a homofobia parece ser um exclusivo humano.

Mas se na Nigéria ainda se apedrejam homossexuais até à morte por ordem dos tribunais religiosos, na Dinamarca as uniões entre pessoas do mesmo sexo são reconhecidas legalmente desde Outubro de 1989. O grau de desenvolvimento das sociedades também pode ser medido pela forma como esta trata as minorias sexuais, é por isso que Vargas Llosa aplaude a democratização e modernização da sociedade espanhola. Pois como dizia Zapatero no dia em que o Congresso espanhol aprovou a legalização do casamento homossexual, una sociedad decente es aquella que no humilla a sus miembros. É este sentido de decência que faltou no artigo de Levi Guerra, e falta ainda em Portugal.

Porto, 26 de Julho de 2005
Grupo de Reflexão e Intervenção do Porto Associação ILGA Portugal

Julio Machado Vaz disse...

Noise,
Aqui não há "agenda obrigatória":), homem, introduza os temas que lhe apetecer.

Portocroft,
Ñunca me passou pela cabeça que você não "andasse por aí" (isto não é para o comparar ao Santana!), mas prefiro assim, palavra de honra. Quanto ao vosso duelo ao pôr do sol..., sugiro um campeonato de cerveja e francesinhas para eu também entrar!

PortoCroft disse...

Caro Prof. m8,
(Isto de eu o tratar assim é que os afina) ;)))

Claro que sim. Nunca iria deixar de vir aqui.

...E com o Douro a correr para o mar. ;)

Ana Sampaio disse...

Estou a adorar este site, a sério, já li todos os comentários dos últimos 5 posts, normalmente nas caixas de comentários vê-se meia-dúzia de coisas ocas e aqui aparecem-me pessoas com ideias estruturadas de tal maneira que até eu me sinto com medo de entrar na conversa. Mas, como parece tudo "gente porreira" cá vai a minha opinião sobre uma coisa que li ali em cima. Senhor Noiseformind, nascemos como nascemos, e o conjunto das nossas experiências só nos enriquece, sendo que entendo enriquecimento por complexidade e não por experiências positivas. Não sou homossexual mas tenho um filho que recentemente saiu do armário e isso fez-me sofrer por antecipação, ele diz que está tudo bem mas toda eu tremo, não sei que dificuldades irá encontrar, como o irão tratar, quando ouvi aquela coisa que se passou em Viseu toda eu tremi, numa notícia que de outra forma seria para mim apenas uma curiosidade sem grande importância. E sim, passou-me pela cabeça "curar" o meu filho. Mais do que tratar os homossexuais acho que a sociedade devia curar a intolerância face à homossexualidade.
E já agora...
Um senhor lá em cima disse para outro para ele ir mudar o penso que devia estar naquela altura do mês. E não é que vocês andaram nos últimos dias a falar disso? Quando um homem quer mostrar que é homem a sério afecta características femininas a outro homem e está a sua posição defendida. Será esta uma das possíveis instrumentalizações da heterossexualidade? Instrumentalizar o feminino não como todo mas como diminutivo? É que como mulher não estou a ver que é que o período terá a ver com rendimento do trabalho ou da qualidade de um comentário. Fica a deixa, não sei se estarei a fazer muito sentido.

Como diz o Senhor Lobices,

Abreijos

(Chinezzinha) disse...

Olá a todos

Tenho estado de férias. Hoje vim aqui a casa e à Net e deparo-me com esta notícia tão má, quanto à Circe que não conheço mas que adorava e adoro a maneira dela ser.
Vi o perfil e notei que está mudado, porque excluiu 1 blogue ao qual já tinha ido e tinha o link num dos meus blogues. Li a notícia: http://jn.sapo.pt/2005/07/22/grande_porto/cercada_pelo_fogo_casa.html
e só espero que esteja viva e fique bem dentro do possível.
Afeiçoo-me demasiado às pessoas de que gosto, tanto virtuais como reais e isto apanhou-me de repente. É um choque do caraças...Pensamos que o mal só acontece aos que não conhecemos...

PortoCroft disse...

Ana Sampaio,

Tem toda a razão e penitencio-me por isso. Foi um desrespeito para com o lado feminino do noiseformind.;)

Mas, sem absolutamente nenhuma intenção de beliscar as mulheres.

(Chinezzinha) disse...

Tenho estado a ler a notícia e não entendo como ela não conseguiu fugir das chamas. Segundo a notícia tudo se passou à hora de almoço...E morava tão pertinho de onde eu vivia em solteira.:'(
Não sei porquê mas soa-me a suicídio...Porquê? Parecia ser tão alegre e bem-disposta...:'(
O que a Internet faz...Aqui estou eu a chorar por alguém que só conhecia daqui...

Xau a todos.
Fiquem bem.
Vou voltar à casa de praia. Hoje bem triste. Sou 1 pingamor do caneco.:S

(Chinezzinha) disse...

melga-mor said...
Lembra-se Maite deste seu comment em princípios de Julho?

Bolas Circe, mas você é uma suicidária.
"voar para uma dimensão não terrena, não visível, não audível - em busca de PAZ." Só pode estar a brincar...mas olhe que esse seu sentido de humor (diria negro) não é nada bom. Veja lá e tire partido dessa sua ideia tão simples e "pacífica" :)
"E vamos reinventando a magia,knd elas perguntam pk é k o céu é azul;"
Use essa sua imaginação magnífica para se construir em vez de se destruir.

Estranho não acha?

7:43 PM

---------
melga-mor said...

Só agora vi esse comentário...
Peço desculpa responder, já que não era a mim dirigido.
É estranho,sim!

Peço a todos desculpa por estar a "bater no ceguinho", mas esta notícia comoveu-me muito.Sou extremamente sensível...não sei se um defeito ou qualidade...ou...nenhuma delas...

Por vezes os suicidas enganam-nos,fazem-nos rasteiras,sofrem sem dar-mos conta...
--------

«Fique à vontade... se surgir por aqui alguma melga , bem...
Tefone ao Pedro Barbosa, faxavor ;)*»
?????

http://indagoracheguei.blogspot.com/

PortoCroft disse...

Chinezzinha,

Fui das pessoas que teve pegas com a Circe. Deixei-a, muitas vezes, a falar sózinha. Mas, voltava sempre a "dar-lhe a mão" porque me apercebia duma enorme solidão. Duma vontade enorme de pertença, de se sentir incluída. De tal forma que, suspeito, para conquistar a estima de A ou B possa, eventualmente, se ter prestado a algumas pequenas "net-sacanices".

Depois, poderia ter um humor delicioso como também, muitas vezes, corrosivo. Sobre outros aspectos de comportamento social, porque é coisa privada, compete a profissionais qualificados os analisarem. Não a mim. Não a nenhum de nós. Não aqui.

Como eu, muitos outros dentre nós se chocaram com essas suas características. E cada um de nós reagiu da sua própria forma. O mais fácil seria agora, fazermos "copy & past" de situações passadas e usá-las como arma de arremesso.

Pessoalmente, julgo que se tratou dum acidente. O Cansaço, uma cerveja a mais, um cigarro aceso, podem estar na origem desta tragédia. O suicídio, dizem-me "experts" na matéria, não é de excluir.

Em qualquer dos casos, julgo que o importante a reter disto tudo é que, exercícios de "mind control" aqui na net. Sobretudo aqui na net, devem ser cuidadosamente ponderados. Por detrás de cada monitor há uma pessoa. E cada pessoa reage de forma diversa. Sobretudo se embraçada por uma solidão pesada. E nada compensa as gargalhadas sardónicas que possamos dar do nosso lado.

Tenho acompanhado a situação desde que dela me apercebi. E, com alguma sedução e o argumento da distância, consegui obter algumas informações sobre o seu estado clínico. É extremamente grave e, os silêncios do outro lado da linha, deixavam adivinhar a sua irreversibilidade. Talvez seja o melhor para ela própria. O contrário, do pouco que a conheço, penso que seria sempre uma solução a prazo.

Resta-nos recordá-la, nos seus aspectos positivos e fazer votos para que, da experiência atroz, nunca tenha tido consciência.

noiseformind disse...

Ana,

Muito bem visto, dign de ser considerada psi honorária. Não há estudioso do comportamento agressivo de género que não faça essa associação. O próprio Steven Schacht, em conversa via AOL dizia-me que se sentiu atraído para fazer o seu trabalho sobre jogadores de Rugby e agressividade de género baseado na sua própria (largamente bem sucedida) carreira como jogador liceal :))))))))))) e como nós sabemos, o Porty levanta-as (as canecas) como ninguém ; ))))))))

Quanto à homofobia presente na investigação católica hormonal, parece-me que foi chão que não deu uvas aqui na caixa de ocmentários, mas hoje é fds, o pessoal anda cabisbaixo.

Toca a arribar aqui ao Vilaródomo, muito obrigada aos senhores da GNR de Viana do Castelo por não nos terem feito teste de alcoolémia, estámos aqui sem dano de maior e prometemos ficar abstémios até ao fim dos concertos ; ))))))))

noiseformind disse...

E agora tu Boss,

Junta-te aos bons, mas na Cufra, ou quando muito, no Marujo em Matosinhos ; ))))))))))))))) nada de levares a coisa para o estádio caseiro (a Galiza)

PortoCroft disse...

Noiseformind,

Tal qual dizem dos Maverick:

Já esteve na moda.
Já fez sucesso.
Já teve potência.
Agora só bebe. ;))))

(Chinezzinha) disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
(Chinezzinha) disse...

Portocrof


Anteontem ainda eu estava em Vila do Conde, e como estava sem esperanças que a "nossa Circe" sobrevivesse fui ver os anúncios de participação de falecimentos, do J.N. do meu pai. Para grande tristeza vi o do Teatro Pé-de-Vento a comunicar que o funeral se realizaria nesse mesmo dia (à hora em que eu o lia estava a realizar-se) e que confirmou o que eu temia:(.
Vi a fotografia dela e para surpresa minha, conheço a cara dela, só que não me lembro de onde...talvez da rua ou de algum café...
Uma vez citei aqui o "Café Cenáculo" que pelos vistos também ela o havia frequentado em tempos, pelo que depreendi da resposta dela ao meu comentário. Do meu grupo de amigos não era, porque era um pouco mais velha mas que a conhecia...conhecia...
Como tu dizes e muito bem por detrás de cada monitor há um ser humano e por isso devemos ser cuidadosos e ponderados nas nossas palavras. Devemos respeitar as ideias dos outros e nunca usar termos ofensivos para quem nem sabemos como vai reagir na sua casa.
Antes de ter Net nunca imaginei que houvesse tantas pessoas solitárias... sem ninguém... deprimidas... que têm somente a Net como companhia.
Sinto-me uma felizarda, por ter uma família que amo e que me ama e usar a Net somente para divertimento e distracção...sem jamais ter ofendido alguém, nem ter brincado com os sentimentos alheios.

Beijos e boa noite:)

Anónimo disse...

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