quarta-feira, julho 27, 2005

Pronto, pronto!

Habituei-vos mal, é o que é:). Querem Camille Paglia? Aí está:

"O facto predominante da história sexual moderna não é o patriarcado, mas o colapso e desmembramento da velha família alargada, que deu lugar à família nuclear, unidade isolada que, na sua forma presente, é claustrófoba e psicologicamente instável. A família nuclear só pode funcionar numa situação pioneira, quando o fisicamente árduo trabalho agrícola mantém todos ocupados e exaustos da aurora ao anoitecer. A família nuclear de classe média, em que os pais são profissionais de colarinho branco que fazem um trabalho cerebral, fervilha de frustrações e tensões. Há sempre nas palavras uma carga de tensão, e a autoridade real está noutro lado, com os patrões no trabalho. Isoladas em subúrbios ou barricadas em apartamentos urbanos, as famílias de classe média ascendente têm compromissos freneticamente excessivos e são geograficamente transitórias, desenvolvendo raros laços com a vizinhança e contactos pouco sustentados com familiares".

Camille Paglia. (Não há Lei na Arena, Vampes e Vadias, Antropos).

119 comentários:

yulunga disse...

Dr. Murcon, viciou-nos, viciou-nos.
A juntar aos NA, temos agora os MA (Murcon Anónimos) com reuniões diárias para partilha e aplicação do método 12 passos (Minnesotta?)

escrevinhador disse...

A sábia Camille acha, pois, que a Família tradicional não serve ao mundo de hoje. Gostaria de saber qual é a alternativa de Paglie. Porque destruir o que existe é muito fácil. Propor alternativas é que é difícil. Mas são as personalidades que propõe e tomam decisões as que ficam na História, e não aquelas que se limitam a observar, criticar e destruir.
P.S: Pois é, estamos mal habituados. Mas há maus hábitos saudáveis, professor ;)

Julio Machado Vaz disse...

Escrevinhador,
Hm, se há:). Mas..., se a alargada antecedeu a nuclear por que chamamos a esta tradicional?:)

e. disse...

Talvez porque alguns de nós não encontram melhor expressão do que a tradicional 'tradição' para explicar o 'hábito'?

Ou porque aceitamos dificilmente que a gestão dos conhecimentos que fundamentam todo o tipo de intervenções na vida, não deve dissociar os elementos de um discurso da regularidade e da reprodução, dos elementos do discurso da descontinuidade e da rotura.

Discurso este que, hoje, é avassalador mas permite e conduz a inúmeráveis possibilidades de intervenção na vida pública e a uma maior probabilidade de construção de células da sociedade civil activas.

escrevinhador disse...

Professor: tem razão. Mas de qualquer forma, "tradicional" não significa "natural", adjectivo que seria bem mais perigoso. "Tradicional" talvez seja sinónimo de "culturalmente dominante nos últimos tempos, no Ocidente".

Julio Machado Vaz disse...

Escrevinhador,
Tem toda a razão, "natural" é sinistramente definitivo:).

lobices disse...

...I keep off

Lia disse...

Mas que mulher descrente, ou melhor, crente na "filosofia" dos ditados populares, como este: "Pobrezinhos mas felizes!"

gonçalo disse...

Há um problema de coabitação na chamada família nuclear. No direito, dizemos que o dever de coabitação está sobretudo ligado à obrigação conjugal do coito. Mas a falta de convivência é muito mais do que isso, tem a ver com a ausência de comunicação.(característica da sociedade portuguesa)

É curioso Camille Paglia referir "todos ocupados e exaustos", como se não chegasse estar todo o dia fora da casa, sendo também necessário que os membros da família não se confrontem com a realidade de terem de se relacionar.

vivi disse...

Será então que optar por uma casa grande, trazer avós, tias solteironas e outros mais, pode ser uma receita para que as famílias não se desmembrem tanto. Bem, pelo menos em caso de divórcio, saindo um elemento dessa casa, em percentagem, o estrago será sempre menor!

Tangas disse...

a senhora dona camille sempre teve uma tendênciazita para exagerar. não refere, naturalmente, que o seu conceito de classe média implica que toda a gente englobada na definição é tristemente pobre (e diferente dela que, claro, não se vê jamais como alguém do meio...)
senhor escrevinhador: use cada um a sua imaginação e crie a sua própria família. não é genial?

PortoCroft disse...

Caro Prof. m8,

Nem sabe quanto me custa dar razão a uma mulher. Ainda para mais a uma mulher feminista. Ainda por cima americana sem as nádegas espalmadas, como se batida por um bastão de Baseball. Ainda por cima com um palminho de cara. E...Oh!...Horror dos horrores...Que até pensa!...What a bitch! ;))))))

Mas, concordo com tudo o que a Camille Paglia escreve. Acho até que um dos dramas das sociedades ocidentais é esse mesmo: A fragilidade da família nuclear, comparativamente com a solidez da família tradicional. A família que é suposto ser os caboucos da sociedade e que a dinâmica da própria sociedade destrói. E os danos para as gerações futuras?

Já volto. Depois de engolir este sapo, vou aos sais de frutas.;)

yulunga disse...

Portocroft, dou-lhe razão pois então. Mas o termo familia nuclear...? A forma como a descreve parece-me desprovida de muita coisa. E nucleo familiar soa-me a equilibrio e laços fortes.

Orange disse...

Boa tarde a todos!
Eu julgo que não seria só a exaustão física que contribuiria para a estabilidade afectiva da família. Havia também a acrescentar a união das pessoas em torno de um mesmo objectivo.

Depois, a questão da autoridade também é importante. As tensões e frustrações de outrora eram resolvidas de forma diferente. Tanto na fábrica como no lar. Hoje, por exemplo, há crianças que são autênticos reis em casa dos pais.

Patrões e professores?! Causadores das tensões familiares? Ai ai...

andorinha disse...

Olá Júlio e maralhal.

Tangas (4.56)
"...use cada um a sua imaginação e crie a sua própria família. Não é genial?"
É, e desejável!

O conceito de família não se esgota nos dias de hoje nos termos "família alargada" ou "família nuclear".
Não existem muitos mais tipos de família? E ainda bem...
Volto mais logo( tenho exames para corrigir) :(

PortoCroft disse...

Yulunga,

São as fissões do núcleo que dão origem a muitos átomozinhos. :)

Só sabes falar de sexo.;)

Anónimo disse...

Contrariamente ao que nos diz Camille (é modesto entendimento deste leigo na matéria) , a vida em família ou em sociedade está cada vez mais condicionada e assaz dificultada pelos avanços tecnológicos, a que não serão estranhos os computadores (jogos de violência, inclusive) e os filmes de extrema violência passados nos cinemas, televisões e agora copiados da Net . A acrescentar a tudo isto, temos os disparatados tabus e mitos de ordem sexual. Há que admitir, de uma vez por todas que a testosterona (em excesso?) é um perigoso agitador. Ao invés, o estrogéneo é um poderoso tranquilizante. Como dosear ambos, eis o grande desafio. Creio que a errância solipsista dos nossos jovens – essencialmente os masculinos - passa por aqui. E não só. Não será por acaso que os massacres levados a cabo por jovens masc., essencialmente nos EUA, ocorrem cada vez com maior frequência.

Não incutir nos jovens os mesmos tabus e mitos que nos incutiram a nós, é urgente. Liberdade, precisa-se! Talvez uma liberdade semelhante à das tribos iniciais, como nos diz Camille.

yulunga disse...

Porra Portocroft, eu estou a tentar dizer alguma coisa de jeito e tu em vez de me apoiares, deitas-me por terra?
Nem penses nisso sem colchão.Isto sim é falar de sexo!

Stardust disse...

O conceito de família não se reduz à dicotomia família alargada/família nuclear. Ainda assim não posso deixar de dar razão a Camille Paglia. Eu faço parte de uma família alargada, ainda por cima uma espécie de matriarcado, com laços muito fortes. Não me parece que esse tipo de laços sejam apenas típicos de "famílias nucleares". Cada família é única, mas claro que, sendo muito parcial, prefiro a fórmula tradicional! Ai... os antigos... os antigos! :)

PortoCroft disse...

Yulunga,

Não. Mas, eu estava a te apoiar.;)))

chapa disse...

Concordo que o regresso a essa "mini-sociedade" que é a família alargada (essa sim tradicional e mais natural), traria algum equilíbrio a esta espécie de vivência claustrofóbica que as famílias pequenas(nucleares, homosexuais ou outras) sofrem. O aumento de contactos regulares e o alargamento dos laços familiares a um universo maior deveria reduzir muitos casos de depressões e outros distúrbios. Não sei se a redução da intimidade fazia despoletar o nº de divórcios ou outros tipos de reacção, do tipo de lotação esgotada na sala de televisão da tasca para ver o futebol e fugir à sogra.
Enfim, não sei se seriam melhores, mas pelo menos diferentes seriam as relações.

yulunga disse...

Portocroft,
Nem sei quem é essa tal de Camille.
Olha que fiz um esforço para participar.
As baboseiras não podem ficar sempre a meu cargo, ok?

PortoCroft disse...

yulunga,

Ah!...Pois não. ;)))

noiseformind disse...

Chiça Éme,
eu citei a mulher mas era só por causa do "Vamps and Tramps", não era para te aproveitares para fugir do machismo para o nuclearismo familiar. Ai, ai, ai... já começas a tratar este blog como se fosse teu looooooooooool loooooooool loooooooool e pensando bem... É MESMO TEU :)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Quanto ao anónimo que veio falar nos "horrores" da tecnologia nas relações acho completamente falso. Os computadores aceleram os processos comunicativos. Um casamente manco por exemplo, não aguenta hoje em dia a facilidade com que os parceiros encontrarão parceiros (Aparentemente pelo menos, pois conhecer é muito seduzir, como sabemos) e dissolver-se-á. O facto é novo nas famílias modernas é que o bem-estar provocado pela fase de sedução é exigido da parte da mulher enquanto que em troca disso está muito menos disposta a ser a subtituta caseira da mãe do marido. Estes dois factores são fundamentais para fazer a história do divórcio em Portugal nos últimos 25 anos ; )))))))))))

A tecnologia, tal como os vibradores, é o que fazemos com ela: boa ou má, útil ou motivo de divórcio looooooooooool loooooooool looooooooooool looooooooooooooooooooool

yulunga disse...

Até amanahã maralhal.
Boas blogadas.

noiseformind disse...
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noiseformind disse...
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noiseformind disse...

Quanto a regressar a mini-sociedades, como o anónimo referiu, a menos que sobrevenha o Inverno Nuclear não me parece muito possível.

O reforço de um ethos social nos indivíduos por parte dos sistemas de educação, recompensando a colaboração e sensibilizando os indíviduos para as diferenças sociais e formas como elas se expandem parece-me dos poucos modos de reduzir o potencial destrutivo do individualismo puro. Isso e sermos todos mais sinceros uns com os outros, o 8º mandamento sempre me pareceu o mais seminal de todos, pois implica falhas propositadas na comunicação. Quando uma verdade desagradável compensar socialmente mais do que a mentira, aí teremos núcleos (que serão 'famílias' muito mais estranhas do que estas de divorciados com filhos de matrimónios passados) muito mais coesos.

(e diz o Porty assim como quem não quer a coisa: "temos de ser sinceros MESMO nos engates de Sábado à noite?". E a minha resposta é clara. "Há excepções meu caro, há excepções ; ))))))))")

Gostava ainda de referir ao Boss que em Portugal a MOBILIDADE GEOGRÁFICA é extremamente BAIXA!!! (fique a nota para futuros copy paste de autores americanos) ; ))))))))))))

Pamina disse...

Boa noite JMV e maralhal,

Também concordo com esta análise. Penso que o texto descreve com exactidão a situação que se vive actualmente nas grandes cidades.
Qual a alternativa? Dado o cada vez mais reduzido tamanho das casas, parece-me utópico pensar, a nível geral, num regresso à família alargada.
E será isto desejável? No que diz respeito ao acompanhamento das crianças após o horário escolar, penso que isto poderia trazer vantagens, mas por outro lado, como um outro comentador referiu, julgo que um contacto diário tão próximo poderia em muitas circunstâncias proporcionar sérios conflitos.

Vi há tempos um documentário italiano que focava o seguinte tipo de vivência familiar: o "patriarca" construíu num terreno enorme uma casa para si próprio e mais 3 ou 4 casas para os filhos e, julgo, um seu irmão, de modo a que toda a família pudesse viver junta, mantendo, no entanto, uma certa privacidade. Este era o grande sonho da sua vida que tinha finalmente conseguido realizar.
Na altura, todos se sentiam satisfeitos. Gostaria de saber se ainda o estão.
De qualquer modo, este exemplo, devido a condicionantes económicos, nunca poderia ser seguido em larga escala.

Não vejo grandes alternativas práticas à actual situação.

noiseformind disse...

Existe um documentário delicioso da PBS que fala dos (in)sucesos das política da Admininistração Bush para revitalizar a família "tradicional". Chama-se adequadamente Let's get MARRIED.

Pamina,
eu era mais ao estilo Gauguin. Comprava um terreno numa ilha deserta (porra, se me sair o Euromilhões esta semana até compro o Oceano onde está a ilha), arranjava 4 ou 5 pahines e fazia uma grande casa onde eu, elas e a descendência viveríamos felizes para sempre. Claro que por uma questão de inexistência de tensão social teríamos de assassinar todos os filhos do sexo masculino assegurando a minha competência como repdrodutor singular... mas isto já é um sonho bom demais para poder ser realidade ; ))))))))))))))))))

noiseformind disse...

Planet of New Orleans on Channel 2 of Murcon! E logo ao seguir a Coldplay. Estou orgásmico, estou o r g a s m i c o ; )))))))))))))

gonçalo disse...

A propósito de tensões e frustrações, o que dizer de um casamento em que cada um permaneça em sua casa, seguindo a sua vida normal?

É o primado da privacidade e do espaço individual ou apenas o reconhecimento muito simples de que as coisas podem funcionar melhor assim?

noiseformind disse...

Gonçalo, isso não é um casamento. Casamento é usado para determinada interacção, seja qual fôr o género dos participantes nele. Esse tipo de relação não é um casamento. Mas pode funcionar... tudo pode funcionar ; ))))))) até 1976 não havia divórcios em Portugal, e nem por isso existiam tão poucas pessoas a viverem separadas? Que graus de separação legal tinham? Nenhum! ; )

PortoCroft disse...

gonçalo,

O Woody Allen e a Mia Farrow diziam que era muito bom e funcionava. Isto, claro, até o dia em que o Woody meteu o pau onde não devia, deixando a pobre Farrow a Miar desconsolada.;)

gonçalo disse...

Noise,

Eu sei que a lei define o casamento como o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família, mediante uma plena comunhão de vida.

Seja como for, nada na lei impede que duas pessoas decidam casar-se e depois vivam separadas.

Falo naturalmente do casamento civil. Uma situação deste tipo pode eternizar-se, pois o divórcio só pode ser requerido pelos cônjuges.

Devo dizer que não me choca, como diz o Noise, tudo pode funcionar, e se até se pode casar por procuração...

Prof. JMV,

Na sua longa carreira como Psiquiatra, tomou conhecimento de alguma situação semelhante?

gonçalo disse...

É verdade Portocroft!

Pamina disse...

Olá Noise(8.44),

Se sonha com um harém, leia isto e roa-se de inveja.
Na Austria existiu durante largos anos uma grande comuna. Nela, os namoros tradicionais eram desencorajados. Para estimular outro tipo de relação, apenas as raparigas tinham quarto e os rapazes distribuíam-se todas as noites pelos quartos delas, passando, de preferência, cada noite com uma rapariga diferente.
A comuna tinha um Chefe, ao qual estas regras não se aplicavam exactamente, e que era idolatrado pelas raparigas todas que quase se esgatanhavam para passar uma noite com ele. Para todas terem uma oportunidade, foram feitas grelhas rotativas que, no entanto, favoreciam as raparigas preferidas do chefe, embora ele lá fosse dando um jeitinho para contentar o maior número possível.
Com a entrada na puberdade das jovens nascidas na comuna, geraram-se conflitos entre as mães e o Chefe que acabou por ter de cumprir uma pena de prisão por abuso de menores.
No entanto, a história dele tem um final feliz. Depois de sair da prisão, comprou uma casa no Algarve e instalou-se lá, já nos sessentas e tais, com 2 ou 3 dedicadas mulheres. Pelos vistos, o velho charmezinho ainda funcionava:)
Actualmente, na casa e terrenos da antiga comuna vivem ainda alguns membros fundadores, em relações monogâmicas entre si ou com parceiros exteriores.

Espero que tenha gostado desta história edificante:)

Pamina disse...

Portocroft(9.43),

Sem esquecer our very own Raul Solnado que vive/viveu numa casa e a sua companheira (uma jornalista cujo nome me escapa neste momento)noutra.
Neste caso, parece ter resultado. Vi-os, não há muito tempo, juntos numa reportagem qualquer na televisão.

noiseformind disse...

Mas lá está Gonçalo, um psi não tem de contemporizar com estatégias pessais. Se alguém requere casamento civil para regalias fiscais ou outrém não sou obrigado a usar a terminologias "casados" só pq isso faz o (")casal(") feliz ; ))))
E muitas vezes quando chegam ao consultório já estão a morar em casas separadas, normalmente um deles nos pais ; ))) mas isso é devido a desentendimentos.

Mas o Éme tem uma carrada de anos de experiência, e já muitas mais francesinhas no bucho que eu ; )))

Pamina,

Lá está, esse caso mostra que os filhos só sabem dar cabo das heranças dos pais!!! ; ))) herdaram um sistema paradisíaco e destruiram-no com famílias nucleares, aposto que a endogamia tb já se perdeu ;( mas pronto... estão abertas inscrições para a minha ilha, Sexta a partir das 21h contacto as potenciais candidatas ; )))))))))))))))

PortoCroft disse...

Pamina,

Sim. Mas, falamos de pessoas cujos "lifestyle" são, regra geral, promíscuos.

Falei do Woody, que não conheci. Mas, conheci a Mia porque vivi na mesma cidade onde se refugiava, no Connecticut. Não era a Santa que sempre quiz aparentar. Muito pelo contrário.;))))

gonçalo disse...

Pamina,

Pensei em dar esse exemplo, do Solnado e da Leonor Xavier. Já os vi na televisão descreverem com orgulho a solução que escolheram.

Noise,

Eu apenas perguntei ao Prof. JMV por mera curiosidade, e não para que viesse aqui reconhecer ou legitimar uma situação desse tipo. Aliás, e para que não haja equívocos, aproveito para esclarecer que a referência à longa carreira não é uma piada gratuita à respeitável idade do "nosso" professor.

Dicionarista disse...

Hello, Noisy!


Como sabe, existe uma corrente de opinião sobre a influência nefasta, em alguns jovens, da violência na TV, no Cinema e nos jogos de computador, correlacionando-a com crimes levados a efeito por estudantes nas escolas. O massacre na Columbina High School é um triste exemplo.

O caso que se segue, respigado da Folha de S.Paulo/O Estado de S.Paulo-05/11/99, parece ser, dessa correlação, outro triste exemplo:

“O estudante de medicina Mateus da Costa Meira, de 24 anos, disparou tiros de sub-metralhadora numa plateia de 40 pessoas que assistia ao filme "Clube da Luta" num cinema do MorumbiShopping, em S.Paulo. Meira repetiu exactamente as mesmas sequências do jogo “Duke Nuken”. Desde a entrada no cinema, na casa de banho, a escolha e regulação da arma, enfim tudo é uma infeliz repetição na vida real do que ele via nas cenas do “game”… Final Trágico: 3 mortos e vários feridos.

E não acontece somente com jovens. Filmes-catástrofe como “Armagedon” e “Inferno de Dante”, para só referir os mais recentes, terão influenciado Bin Laden e a sua cadeia de terroristas a conceber e a levar a efeito os atentados às Torres Gémeas, à Estação da Atocha e agora ao Metro de Londres, entre outros. A asserção até é produzida por um cineasta - Oliver Stone. Quando vi os aviões a colidir com as duas torres, veio-me de imediato à mente os meteoros a atravessarem as mesmas (3 ou 4 anos antes, salvo erro).

Quanto a vibradores, não me pronuncio. Gostaria somente que me dissesse que mau uso pode ser feito dos mesmos. Podem provocar divórcio? Nesse caso o seu uso é aconselhável ou desaconselhável, face à "família nuclear" lol!

PortoCroft disse...

gonçalo,

Sinto-me ofendido. Piada gratuíta? :((((

gonçalo disse...

Portocroft,

É no sentido de piada fácil!

Não é caso para se ofender...

PortoCroft disse...

gonçalo,

Não. Desculpe, como se já não bastasse um "post" baseado numa feminista, que até tem razão, dizer que é "piada gratuita", chamar de senhor de provecta idade ao bisavõ dos filhos de determinada personagem, é o cumulo.;)))))))))))))))))))))))))))

Anónimo disse...

Exmo.Senhor Noisy,

O mandamento a que se queria referir, não seria o 9°.?

gonçalo disse...

Portocroft,

Postas as coisas dessa forma, tenho de reconhecer que tem razão...

Acrescento o seguinte: se soubesse da história do bisavô, não teria esctito "longa carreira", mas apenas "carreira"...

noiseformind disse...

dicionarista,

Quanto à ligação entre Bin Laden a filmografia, o nosso REPORTER MURCON conseguiu extrair esta conversa de uma cassete escondida numa PitaShoarmaBanqula paqui:

-Então BinYzinho, essa Pita, tá boa?
-Claro Omar, está uma Pita de categoria, nunca comi uma Pita assim.
-Hoje vi um filme, nham nham nham, nem te vou contar, um espectáculo, só destruição... na América, por todo o mundo...
-Ai é?
-Até pensei em fazermos um regime taliban e tudo, para termos uma justificação na fé muçulmana para encenarmos este filme. Já tenho uma punchline para os actores: "Eu quero ver a América a arder".
-Mas os camones não têm lá os nacionalistas?
-Mas não viste como aqueles gajos são falhados??? Só arrancaram metade de um edifício de 20 andares, uma desgraça. Nunca se deve poupar nos efeitos especiais.
-Em que é que tavas a pensar?
-O meu sobrinho Al-Bum anda a aprender a conduzir aviões no Microsoft Simulator, excelente, consegue meter um avião comercial de qq tipo em qq edifício.
-Eh pá, a sério???
-Claro!!! Anda lá, vamos lá meter isto a andar.

Quanto ao caso do miúdo e da metralhadora, vamos À sentença:
"Constatou-se que, mesmo sob o efeito da “cocaína”, substancia entorpecente que lhe causou distúrbio delirante do pensamento e alucinações, assim como sintomas persecutórios, no momento do ato, não havia indícios clínicos de alteração do senso-percepção, nem do pensamento que pudesse interferir no entendimento e na auto-determinaçao do réu."

"O réu sempre teve o amparo financeiro dos pais e, caso desejasse, poderia ter optado por seguir outro caminho contrário aquele que o levou a praticar atos de extrema violência, inclusive contra seu próprio pai. Poderia ter optado por ingerir os medicamentos que lhe foram ministrados ao invés da “cocaína”. Interrompeu a ingestão do medicamento que lhe foi prescrito, assim que se viu livre da observação paterna."

" Chegou a dizer aos peritos que “estava confuso e com muita raiva. Tinha vontade de agredir então resolveu comprar uma metralhadora e ir para o cinema onde poderia ser finalmente reconhecido”

Eu não sou psicólogo forense, mas eu diria que os video-jogos não pesarão mais nesta decisão do jovem do que o ser Sexta ou Sábado no momento de cometer o crime. ; ))))))))))))))))) mas a teoria é sua, cabe a si fundamenta-la, não a mim ; )))))


Gonçalo,
nem eu me atravessava nessa questão de legitimar, estava a falar do termo em relação a uma realidade, que não sendo aplicável a uma realiade não faz sentido aplicar, por maior que seja o efeito de pertença dos elementos afectos a essa realidade. Se o Ram estivesse aqui certamente explicaria os contornos filosóficos desta discrepânica fundamental, mas ele hoje anda caladito : ))))) esclarecido?

PortoCroft disse...

gonçalo,

O erro não está no adjectivo.;))))))

RAM disse...

Comentar algo tão evidente era remeter-me, tão somente, para um exercício de retórica!

gonçalo disse...

Noise,

Esclarecido!!!

noiseformind disse...
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PQ disse...

Recém chegado a este poiso, vou permitir-me, para já, fazer algo que não me é muito peculiar. Elogiar e para mais elogiar um 'desconhecido'.Competência técnica, estrelato mediático, espírito de humor e uma cada vez mais estranha humanidade no discurso, são características rarissímas nos tempos que vivemos.
É bom ouvi-lo.

noiseformind disse...

o 8º mandamento é: não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outra forma faltar À verdade)
o 9º como fica a saber a partir de agora é: Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos
o 10º é "Não cobiçar as coisas alheias"

Está a confundir os mandamentos do catecismo ensinado ás crianças com a leitura directa da Bíblia. Já que sou católico praticante e você se limita a umas buscas online dê-me pelo menos o benifício da dúvida

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Nooise,

OS DEZ MANDAMENTOS


1. Não terás outros deuses diante de mim.
2. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra.
3. Não pronunciarás o Santo nome de Deus em vão.
4. Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo.
5. Honrarás pai e mãe.
6. Não matarás.
7. Não cometerás adultério.
8. Não roubarás.
9. Não apresentarás falso testemunho contra o teu próximo.
10. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a sua mulher, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo.

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Noisy,

Aconselho-o a voltar à Catequese ou a falar do que sabe.

andorinha disse...

O exemplo apresentado pela Pamina em relação ao "patriarca" e aos seus filhos poderia ser uma via a explorar se não fossem realmente constrangimentos de ordem financeira - viverem perto e simultaneamente terem o seu espaço parece-me uma óptima ideia que seria capaz de evitar muitos dos conflitos que muitas vezes uma convivência demasiado próxima pode gerar.

Pamina(9.58) e Gonçalo(10.10)
Concordo convosco.
Esses são exemplos de pessoas conhecidas mas haverá outros.
A tendência até será cada vez mais pessoas escolherem esse tipo de solução.
Não falámos ainda há dias aqui de "solidões" acompanhadas?
Sugerir que quem vive assim é naturalmente promíscuo, é, quanto a mim, revelador de uma enorme pobreza de espírito.

noiseformind disse...
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noiseformind disse...

Essa é a leitura bíblica. A Igreja católica em 2000 anos como imagina já mudou um cadito a letra ao texto, através de teólogos competentes como S. Agostinho e outros ; ))))))))). Mas como nunca meteu os pés numa sala de catequese você não poderia saber. E como anónimo que é nem lhe dou mais o benefício da dúvida ; )))))

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Noisy,

Desilude-me. Então onde está todo esse seu conhecimento?

Repito:

Aconselho-o a voltar à Catequese ou a falar do que sabe.

noiseformind disse...

http://www.agencia.ecclesia.pt/catolicopedia/artigo.asp?id_entrada=509

É O LINK DA AGENCIA ECCLESIA Ó CROMO :)))))))))))) loooooooooooooool

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Noisy,

Leia, na sua Bíblia Êxodo 20.3-17 ou nem tem Bíblia?

noiseformind disse...

loooooooooooool loooooooooooooool loooooooooooooool looooooooooooooool looooooooooooooooooooooool

; )

E eu a pensar que ia ser uma noite de trabalho aborrecida ; ) só você e a sua jumência para me sacar umas risadas anónimo. Já lhe expliquei, já lhe mostrei o link para a agência Eclésia onde estão lá explicados pq é que nós católicos ao dizer-mos os mandamentos não fazemos a leitura textual da Bíblia. O resto é consigo e com o meu colega psi que o anda a tratar por esquizofrenia. Over and out.

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Noisy,

Tem ou não tem Bíblia. Se não tem, assuma, ao menos que é uma charlatão.

Anónimo disse...

“Num país tosco e pouco dado à excelência, num país amador e preguiçoso, a Dra. Quitéria Barbuda é um oásis resistente” – Agente Bóbó in “A Esquerda Rafeira”, Revista “Espírito”, nº 13, 2005.

www.riapa.pt.to

Anónimo disse...

“Quanto às elites intelectuais e artistas refeiros, de Esquerda predominantes, agarram-se como carraças ao Estado e àquilo a que chamam ‘as ideias’ e gabam-se de ter ‘valores’, enquanto os outros apenas terão ‘interesses’. É um postulado para consumo de mongas” – Quitéria Barbuda in “A Verdadeira Cultura está na Direita”, Revista “Espírito”, nº 13, 2005.

www.riapa.pt.to

noiseformind disse...

Tenho Bíblia e o 8º mandamento é "Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outra forma faltar à verdade ou difamar o próximo)". Como nunca andou na catequese não podia saber que os católicos não fazem a leitura literal do Livro do Exodo e portanto nem sequer é católico portanto você além de anónimo é mentiroso ; ) Já agora de que religião é? Cristão muito-não-praticante? Extremamente-não-praticante? ; )))))))))))

Bastos disse...

E ainda bem que não é uma interpretação literal Peter,:) senão como é que era ter de ir a correr para o confessionário sempre que fóssemos a casa daquele amigo que casou com a 'boazona' do grupo?;)

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Noisy,

Quantos 10 Mandamentos há? Os da Igreja Católica, os seus e quantos mais?

Assuma a sua rafeirice. Você é apenas um daqueles rafeiros que pululam pela net.

noiseformind disse...

Bastos,

Deus é eterno na sua sabedoria, e Seu Filho veio emendar muito do que estava torto no mundo ; ))))

RAM disse...

"Gonçalo disse...
Noise,

Eu sei que a lei define o casamento como o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família, mediante uma plena comunhão de vida.
Seja como for, nada na lei impede que duas pessoas decidam casar-se e depois vivam separadas."


Devo dizer que não me passa pela cabeça atribuir a uma tal relação a denominação de casamento.
Mais do que o "contrato" civil, o que faz o casamento é O CASAL.

É a plena vivência a dois. Plena nos afectos e nas contradições idiossincráticas.

Mesmo numa perspectiva histórico-religiosa, o casamento só entrou para dentro da Igreja - para depois de lá sair - após o IV Concílio de Latrão, que esvaziou o etimo MATRIMÓNIO, retirando o casamento do colo da Mãe e reconhecendo o direito à liberdade de escolha dos conjuges.
SIM, É VERDADE! (Embora nem sempre a teoria tenha tradução prática. Em abono da verdade, diga-se que nem nos nossos dias tem; mesmo quando não estão em causa uniões religiosas.)

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Noisy,

Em que ficamos?

noiseformind disse...

Se bem que o 6º diz para não furtar nem injustificadamente reter ou danificar os bens do próximo. : ))))) mas isso é uma questão de ter uma boa justificação looooooooool loooooooooool looooooool loooooooool loooooooooool e se não danificarmos e retermos por pouco tempo já não será tão grande pecado como isso. E o bem estar de acordo com a retenção não será alheio ao grau de pecado ; )))))))))

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Noisy,

Seja homem. Ao menos uma vez na vida. Assuma que tem andado a reinar com isto. Nós até desculpamos.

RAM disse...

Mas andam todos doidos?
Agora insultam-se uns aos outros por causas dos Dez Mandamentos??????????????

Anónimo disse...

anónimo,
por acaso não quer ir dormir?

noiseformind disse...

Ram,
era por aí que eu estava a ir, mas tu foste muito melhor (suspeito cada vez mais que conheces melhor que eu esses caminhos da lógica). Sem Casal não temos as vivências próprias definidas no casamento, e não vou apenas pela definição legal. Por isso é que há pessoas juntas, pessoas amigadas, pessoas que são solteiras e de vez em quando passam um fds em casa umas das outras. Existem casados afastados por Oceanos por motivos de carreira, mas aqui julgo podermos dizer que vivem a "idiossincrassia matrimonial" pois partilham uma contrariedade juntos, que te parece?

Peter

Anónimo disse...

Exmo. Senor ram,

Isto nem é assunto seu... Se sabe a verdade, fale.

gonçalo disse...

RAM,

Concordo.

A realidade jurídica, como sabemos, muitas vezes não encontra correspondência com a Realidade.

lirica disse...

Xii!

Que saudades da Gabriela Cravo e Canela!

:(

Anónimo disse...

Anónimoa das 11:18 PM,

Acha imperioso fazer dormir quem desmascara um impostor?

noiseformind disse...

Ram,
eu já assisti a um homícidio por causa de uma cerveja. Uma colega minha vivia com o namorado, fomos para casa dela estudar, viu umas cervejas na pia da cozinha, eu fui À casa de banho, ouvi o namorado a entrar e passados segundos ouvi gritos e quando cheguei ela estava a ameçar o namorado com uma arma. Disparou 6 vezes, todas as balas do revólver.
A cerveja tinha marcas de baton e dentro dela tinha dois preservativos usados. Foi ilibada pq estave louca "temporariamente"

andorinha disse...

ram (11.15)
Também me parece.:))))
Mas com anónimos não é de estranhar...

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Noisy,

Continuo á espera da sua resposta. Concreta. Diga-me, textualmente, o que diz a Bíblia, por favor.

RAM disse...

"Anonymous disse...
Exmo. Senor ram,

Isto nem é assunto seu... Se sabe a verdade, fale."

"Se sabe a verdade, fale."??????
Mas alguém aqui é detentor da verdade?
Pode, quanto muito, ser detentor de uma - a sua - visão da verdade.

"A apropriação monopolista da informação não é uma característica secundária, consitui a pedra angular do poder totalitário" - Edgar Morin

PortoCroft disse...

Estou abismado. A intelectualidade portuguesa está de rastos. Aqueles que se fazem passar por intelectuais, são apenas uma fraude. Falam do que não sabem. Arvoram-se no que não são. Dexconhecem a realidade da vida, porque vivem mergulhados nas palavras dos outros, quase sempre estangeiros, cuja realidade é muito distante daquela que deveriam pensar, absorver e idealizar.

Depois, são mesquinhos. Pensam no salário mensal. São funcionários públicos. Nada mais.

O anónimo que tem estado a colocar todas estas questões ao Exmo. Senhor Noisy, sou eu. Dou a cara em tudo. Não poderia de deixar de a dar nisto. Ou não é assim que se avaliam os homens?

Boa noite, pseudo-filósofos, psis e quejandos...

Paula disse...

Anonymous (11:24)

Não seja chato.....

ginecologista de serviço disse...

Foi daqui que chamaram, para assistência a uma gravidez psicogénica?

andorinha disse...

ram (11.38)
Olha que o anónimo pode não perceber a citação.:)

Sabes a verdade e não me dizias nada?:))))))))))

Paula disse...

PortoCroft

Estranho...

andorinha disse...

Quando o verniz estala, as coisas complicam-se.

Bastos disse...

Peter e Ram, mas não se esqueçam que em Portugal basta o BI e Certidão de nascimento para fazer o registo. Para a declaração conjunta de rendimentos é outra coisa mas para se estar 'casado' não é preciso nada que ateste ou preveja a convivência conjugal. Porém, nos deveres implícitos do casamento está a coabitação, como te disse no messenger. Portanto, esse casamento é passível de dissolução caso uma das partes assim o queira sendo nulos todos os actos subsequentes ao registo. Portanto é um casamento 'de facto' mas é um casamento que pode ser dissolvido como se nunca tivesse existido, ao contrário de um casamento que consista de todos os predicados legais para a sua validação a saber:

Dever de Respeito
Respeitar o outro cônjuge é não lesar a sua integridade física ou moral, o seu bom nome, dignidade, honra, etc.

Dever de Fidelidade
Dedicação exclusiva e sincera. Envolve a proibição de qualquer dos cônjuges ter relações sexuais com terceiro (adultério).

Dever de Coabitação
Obrigação que os cônjuges têm de viver em comum, sob o mesmo tecto e também de manterem relações sexuais. Traduz-se na comunhão de mesa, leito e habitação.

Dever de Cooperação
Obrigação de socorro e auxílio mútuos e a de assumirem em conjunto as responsabilidades inerentes à vida da família que fundaram.

Dever de Assistência
Obrigação de prestar alimentos e de contribuir para os encargos da vida familiar que incumbe a ambos os cônjuges, de harmonia com as possibilidades de cada um.

Claro que um casamento em que uma das partes não trabalha não é um casamento ferido legalidade, pois dado que não tem profissão não pode ser considerado dentro das suas possibilidades contribuir para a economia familiar. Claro que se um cônjugue trabalhava e depois perde o emprego e não volta a ter trabalho a outra parte pode dizer que há uma defraudação das expectativas, mas mesmo assim não há jurisprudência conhecida de casos desses. Porém, o abandono do lar ou não existência de residência comum é motivo de dissolução automática do matrimónio. Mas aqui tb estou a pensar no seguinte caso. Um casal em que ele trabalhe no Porto e ela em Lisboa em que num fim de semana ela vai ao Porto e outro em que ela vai a Lisboa. Mas mesmo nesse caso seria por impedimentos profissionais e não por vontade própria. Mas quer dizer... o que é a "vontade própria" juridicamente? Penso que neste caso a situação de conjugalidade seria perfeitamente defensável apesar do nível de coabitação ser baixo. Como disse lá atrás dependeria bastante da vontade dos cônjugues em dissolver o matrimónio. E tenho dito gente.

RAM disse...

PortoCroft???!!!
Que raio de comentário é esse?

PortoCroft disse...

Andorinha,

Pela última vez me vou dirigir a ti, pessoalmemte.

És apenas, no vocabulário pagão: Uma pega. Queres que explique isto a uma audiência, potencial, duns milhões? Se não, continua a dar aulas de Inglês e faz o teu melhor.

Lobectomia disse...

O homem ensandeceu e o Julio de Matos não recebe mais doentes.

noiseformind disse...

Portocroft,
não é dar a cara que me faz aceitar tamanha estupidez. Já tinha estranhado a passagem de simpático e amigável para crítico de taberna aquando da discussão à volta do Live8.

E agora vens com essa dos 10 mandamentos? E eu a mostrar-te o link e tudo e tu sempre a dar-lhe? E a chamar pseudo-isto e pseudo-aquilo. Se não tens tempo para ler a obra das pessoas ou se não precisas dela para a tua vida profissional tudo bem, agora atacares quem se interessa e quem divulga??? isso não.

O Som do Murcon está excelente, sou o fã nro 1 dele e portanto do teu trabalho. Mas como pessoa deixaste um cadito grande a desejar nesta atitude.

E mesmo assim não te redimiste pedindo desculpa. Além de estúpido foste mal-educado, tinha-te dito que o 8º mandamento da Igreja católica era o que eu dizia, passei-te o link e insististe uma e outra e outra e outra vez para teu gáudio pessoal, para mais numa coisa que era perfeitamente verificável. E no fim ainda me insultaste. Mas pronto, é bom quando as pessoas mostram o seu verdadeiro nível e os sentimentos que têm pelas outras, por mais injustificados que me pareçam.

Um abraço e o meu completo perdão, tenho a máxima de nunca me deixar perturbar com acontecimentos virtuais (tirando talvez ir conhecer uma loira esbelta que se revela um moreno gorducho) e portanto continuarei a falar bem de ti, nada me move contra ti, e a tua dedicação ao Som do Murcon tem sido extrema e portanto de alguma forma partilhas aquilo que é importante para estarmos nesta caixa de comentários: o apreço pelo Éme. ; )))))))))))

Mas pronto... se algum anónimo me voltar a atacar, corro o risto de suspeitar de ti pá ; )))))))))))))

Abraço e incidente posto para trás das costas:

Peter

P.S. Li agora o teu insulto À Andorinha. Vais insultar todas as pessoas que discordarem da tua atitude nesta última hora? E só vais falar com as que concordarem?

lirica disse...

Fico para ver o próximo episódio ou isto é só uma acção comercial?

andorinha disse...

Portocroft (11.59)

Finalmente caiu-te a máscara. E nem foi preciso eu fazer nada, isso ainda é mais espantoso!!!!!
Para quem se considera inteligente, só conseguiste provar o contrário.
Além de um enorme badalhoco és estúpido.
Pega eu??????????????
Deixa-me rir........
E não venhas com ameaças. Achas que tenho medo? Queres explicar o quê?
Se quiseres eu explico.
Nunca ouviste dizer que "quem não deve, não teme?"
E ser homem não é só dar a cara, é muito mais, é tudo aquilo que tu não és. Tu és tão somente um cobarde, um pobre homem frustrado por as mulheres não te cairem aos pés quando tu queres, enfim, és escumalha da mais reles.
A VERDADE ACABA SEMPRE POR VIR AO DE CIMA!

Débora disse...

Olá a todos!

Bastos,

Um casal em casas separadas não é nada que me repugne, pelo contrário. O dever de coabitação seria o único que teria dificuldade em respeitar, por inerência da não partilha da habitação, a que o mesmo obriga. Tudo o resto é possível, penso.

Portocroft/Anónimo e Noisy,

Que zanga foi essa? A partilha de opiniões não implica zangas! Isto não é um jogo para apurar vencedores, nem é esse o propósito do Blog, penso.

Boa noite a todos
Débora

adesenhar disse...
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adesenhar disse...

boa noite Prof. Murcon :)

Esta banda sonora não pára de melhorar, parece uma delegação da FNAC.
:)

noiseformind disse...

Bastos,

Essa coisa de seres advogado dá-me cabo da estratégia. Confesso ser possível, nessa situação extrema saída da tua retorcida cabeça legal, um casal não coabitar maioritariamente em conjunto por tempo indeterminado e assim nesse caso considero o exemplo do Gonçalo perfeitamente defensável em termos de afectividade, pois existiria vinculação e todas as porcarias que os psis dizem nestas alturas uma vez que não existe um horizonte temporal para o fim do emprego e quem somos nós para falar de um amor vivido a espaços, sendo esses espaços afectivamente constantes e satisfatórios ; ))))))). Tás feliz????????????????????????????????????? ; ))))))))))))))))))) (cromo)

Mas, ressalva de psi (de orgulho ferido, é certo), a situação de stress causada ao casal nessa hipótese não é, no longo prazo, benéfica e tenderá para a farsa. Tenho dito ; ))))))

a empregada da limpeza disse...

Safa,

Vou dar uma espanadela nisto e pisgo-me para férias.

Bem que dizia alguém aqui de manhã que o mundo hoje tem que se preparar para aliar ao discurso da regularidade e da reprodução, os elementos do discurso da descontinuidade e da rotura.

Boa nôte

Parca miséria disse...

E enquanto o venerável Professor dorme placidamente sob a custódia de Morfeu, que lhe trás em sonhos um novo tema, já os dedos sombrios de Atropos empunham a fatal tesoura, que corta cerce o longo fio das palavras sábias que aqui foram tecidas ao longo dos dias.

Mário Santos disse...

Proponho este mandamento para o Murcon:

Não insultarás o próximo quando blogas

yulunga disse...

Good morning Maralhal.
O que eu perdi meu Deus.
Vocês são uns gandas malucos. Quem vos ler até pensa que estavam a falar a sério.

Maze disse...

Gandas malucos... è verdade que por causa de ideias se fazem grandes guerras... mas isto hoje esteve uma peixeirada... muitos se doeram.... xi!!!!!!

Maite disse...

Uma pessoa ausenta-se por um dia e quando chega aqui, fica abismada.
Abismada é uma forma de dizer.
Afinal, meus caros, já tantas vezes foram aqui desrespeitadas as pessoas, principalmente as mulheres. Mas, esse desrespeito, tem-se que fazer com "nível", porque com "nível" até os alvos acham graça (infelizmente). Agora, não chamem os "nomes aos bois", isso não é socialmente correcto. É que assim as pessoas ficam chocadissimas.

O respeito conquista-se através das palavras e das atitudes que cada um tem sempre, e não apenas esporadicamente (em situações que já são insustentáveis).

CrazyRachel disse...

Tá-se bem. A Andorinha passou logo a pêga, os outros são todos pseudo-qualquercoisa. Tou ali com o lobectomia: o sr Portocroft perdeu o juízo. Não percebo pq insistir numa coisa que estava a um clique de distância, e depois começar-se a rir sozinho pela suposta ignorância alheia, quando era a dele que estava em cima da mesa a escorrer por todos os lados. Mas ele lá terá as suas razões, entre as quais, presumo, a inveja será uma delas.

yulunga disse...

Maze
Não houve peixeirada alguma. Acho que houve ou uma brincadeira muita maluca, e nós aqui a ficarmos em sobressalto. Ou um descontrole, cujos motivos não podemos avaliar.

Proponho brincarmos às mães e aos pais ou aos médicos e aos doentes.

lobices disse...

...e ando eu a prégar o amor há não sei quantos anos...
...para quê?
...vou repensar toda a minha "filosofia" de vida; devo ser eu que estou enganado; é pena pois o meu ego sempre me disse que eu tinha razão naquilo que prégava, mas não, o Homem não se ama, não sabe amar, não quer amar
...o Homem quer apenas vociferar
...o Homem quer apenas possuir
...o Homem quer apenas subir
...
...porque só entenderá o que eu digo (o que eu sempre disse) quando se cai, quando se vai ao fundo, quando se perde, quando se chafurda na merda da indigência, quando se olha em frente e nada se vê, nem a tal luz ao fundo túnel
...porque só entenderá o que eu digo (o que eu sempre disse) quando entender que nada tem para poder perder, quando compreender que o amor é o único caminho possível, quando souber perdoar e entender os porquês do outro, do seu irmão, do seu amigo ou até mesmo os porquês do seu inimigo
...porque só entenderá quando perceber que cada um de nós é o melhor momento de cada um dos seus dias, de cada momento que vive e, em fase suprema, em paz, em luz, em harmonia
...o Homem só entenderá quando bater com a sua ideologia bem lá no fundo do poço das ideologias, onde todas elas se encontram em putrefacção
...o Homem só entenderá quando aprender que tudo não passa de um momento e que esse momento, sendo o seu único momento (pois não vai ter mais algum) deverá ser vivido em plenitude, ainda que centrado nele mas aberto para o outro, mas feliz por ver o outro feliz, mas satisfeito por ter usufruido do momento que lhe foi concedido viver
...o Homem não se mede aos palmos nem às palavras, nem sequer às acções; o Homem mede-se pela sua entrega, pela sua dádiva, pela sua forma de encarar o momento como um momento único que nunca mais se repetirá
...usar esse momento em AMOR será a sua mais simples e verdadeira função, missão a cumprir...
...quando o fizer, o Homem será feliz já que ela,a felicidade, não está ali nem aqui, está dentro de cada um de nós e só mesmo nós próprios a podemos viver, se assim o quisermos
...
...PAZ para todos

ILCO disse...

cá p'ra mim o Murcon-mor já está a tratar do assunto ... mas até que foi engraçado!

yulunga disse...

Esse pessoal nem sequer se conhece fisicamente, por isso vamos pôr a culpa nos cogumelos mágicos que lhes cairam na fraqueza.
Portocroft, meu pardaleco.
Andorinha, minha passarinha.
Noisie, meu BOM-doso.
Gosto de vocês, porra. E prometo que se fumarem uma cachimbada de ópio pra selar a paz, ah... eu também quero experimentar.

Bastos disse...

Não vi guerra nenhuma ontem. Eu próprio tava aqui na conversa com o Peter, o Ram, Gonçalo, a Pamina e com uns quantos quando um anónimo começou a insistir numa cena do 8º mandamento. O Pete lá lhe deu troco, o anónimo continuou a insistir e começou a chamar o Pete de ignorante, o Pete a certa altura ignorou-o, de repente o Portocroft diz que e ele o anónimo e que éramos todos umas farsas, manda a Andorinha para baixo de Braga... não vi ninguém a insultar gratuitamente o senhor Portocroft nem com a persistência com que ele insultou, mas vocês podem procurar na caixa de comentários e dizerem-me o contrário.

Maze disse...

Eu por mim, algumas vezes digo algumas coisas nas quais não posso usar o metodo cientifico, mas não é por isso que pense que venha grande mal ao mundo... não gosto por aí alem do insulto... isto para dizer o quê? que nem sempre é preciso a demonstração completa de tudo.... são só ideias..

yulunga disse...

Maze
Vou tentar demonstrar que há coisas mais importantes na vida :-)
I'll be back

Carlos Sampaio disse...
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Magali disse...

«...a família nuclear, unidade isolada que, na sua forma presente, é claustrófoba e psicologicamente instável...»

Pois eu gostava de ter uma família nuclear claustrófoba e psicologicamente instável!! Seria muito melhor que ser claustrófoba e psicologicamente instável ...SOZINHA!

E não se atrevam a dizer que se está sozinha é porque quer, como diz a maioria. Estou sozinha por consequência, não por opcção. Estou sozinha porque as minhas heranças psicológicas familiares, me conduziram a este medo do abandono que condicionaram todas as relações afectivas que eu pudesse estabelecer. E eu não tive uma família nuclear...talvez fosse bom te-la tido.
Talvez ainda vá a tempo de curar esta ferida narcísica e ter a minha própria família nuclear claustrófoba e instável. Assim o espero!

Quem é esta senhora que fala assim?
E porque o faz?

Ofortunatosnimium disse...

Do casamento resulta, para ambos os cônjuges, o dever de coabitação. Este é um caso típico em que ao dever de um corresponde o direito do outro. Mas... se ambos estiverem de acordo em não coabitar, no sentido que normalmente damos ao termo, se preferirem ver-se uma ou duas vezes por semana, por exemplo, quem somos nós para dizer que isso não é um casamento? Cada casal saberá - ou não - encontrar a forma de convivência que melhor se adapte à sua vontade e aos seus desejos. Não é por coabitarem diariamente que os casais são casais - basta ver a fragilidade de tantos casamentos, resolvidos ou não em divórcio.
Se, porém, UM dos cônjuges falta ao dever de coabitação, então existe fundamento legal para que o outro cônjuge, se assim o entender, requeira o divórcio - precisamente porque o cônjuge que recusa a coabitação, ao não cumprir o seu dever, nega ao parceiro um direito. O divórcio consiste na dissolução do casamento; não de um casamento "de facto", mas de um casamento "de direito". Se fosse apenas "de facto", não seria necessário dissolvê-lo :) O divórcio não significa que o casamento "nunca tenha existido". Existiu, e deixou de existir. Há efeitos do casamento que deixam de se produzir, e outros que continuam a produzir-se: por exemplo, as relações de afinidade (genro/sogro, etc.) mantêm-se. A declaração de nulidade ou a anulação do casamento, como nos casos de falta ou vício da vontade, é que considera, para todos os efitos, que esse casamento nunca existiu.