segunda-feira, janeiro 16, 2006

O mal aqui tão perto.

Recomeço dos Sopranos à Segunda no Hollywood. E o fascínio de um argumento que nos mete pelos olhos a absoluta humanidade dos "maus da fita". O humor baloiçando entre o ingénuo e o corrosivo; os pequenos dramas burgueses de um pai, marido e amante desorientado; o imenso poder da mãe depressiva que reescreve a história do seu casamento; os diálogos brilhantes entre uma psi assustada pelo sub-mundo que aflora e um mafioso de luto pela solidária família de patos que lhe habitou a piscina; uma banda sonora magistral. E o mal ali - aqui! - tão perto: humano, intrínseco, natural. Inevitável...

38 comentários:

lena b disse...

Don't worry, be happy...

Ouço contar que agora, quando em África
Eclodem não sei quantas guerras
Quando as bombas explodem nas Cidades
E mulheres e crianças gritam,
Europa e USA, eternos jogadores de xadrez,
Jogam o seu jogo contínuo

À sombra dos pactos internacionais fitam
O tabuleiro antigo,
E, ao lado de cada um, esperando os seus
Momentos mais folgados,
Quando movem os exércitos, e agora
Esperam o adversário,
Percas do Nilo, crude e diamantes
Saciam abundantemente a sua avidez.

Ardem casas, saqueados são
Os rios e os solos,
Violadas, as mulheres são mortas
Nas camas dos pilotos e dos soldados da paz,
Cheirando cola, as crianças
Dormem, mutiladas, nas ruas...
Mas onde estão, nos seus escritórios,
E longe de tudo isto,
Os jogadores de xadrez jogam
O jogo de xadrez

Inda que dos relatórios da ONU
Lhes cheguem os negros números,
E, ao reflectir, saibam desde a alma
Que por certo centenas de mulheres
E suas tenras filhas violadas são
Nessa distância que os satélites aproximam,
Inda que, no momento dos discursos públicos,
Uma sombra ligeira
Lhes passe na fronte alheada e vaga,
Breve seus olhos calmos
Volvem sua atenta confiança
Ao tabuleiro velho.

Quando o comodismo ocidental está em perigo,
Que importa a carne e o osso
De milhares e milhares de africanos?
Quando o carro não serve
O passeio da família branca,
O massacre pouco importa.
E quando a mão confiada leva o xeque
À economia do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Esteja morrendo gente.

Mesmo que, de repente, sobre a fronteira
Surja a sanhuda face
De um guerreiro clandestino, e breve deva
Numa estação de metro explodir
O jogador solene de xadrez,
O momento antes desse
(É ainda dado à assinatura dum acordo
Pra bombardear mais um país)
É ainda entregue ao jogo predilecto
Dos grandes predadores.

Caiam cidades, morram à fome os povos, cesse
A liberdade e a vida,
Que as doenças e as pragas alastrem
E apaguem da terra os miseráveis,
Mas quando a guerra os jogos interrompa,
Esteja a nossa moeda forte,
E haja petróleo nas refinarias
Pronto para gastar.

Meus irmãos em amarmos a nossa civilização
E a entendermos mais
De acordo com o prazer do que com a razão,
Aprendamos na história
Dos calmos jogadores de xadrez
Como ser felizes
Em cima de cadáveres.


( “Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia”, de Ricardo Reis, versão revista e actualizada.)

Nota: Professor, esta foi a minha reacção ao filme "O Pesadelo de Darwin", que vi ontem, não ao seu post. ;)

Lena b, in: http://bocadosdazul.blogspot.com/

lena b disse...

Já agora acrescento:

Mas o título do seu post é sugestivo. O mal está sempre muito mais perto do que imaginamos...
(também gosto dos "Sopranos" - aquele pai é absolutamente asqueroso...lol)

Lena b

noiseformind disse...

Mahatma,
E logo Os Sopranos??????????
Vais despertar toda e qualquer veia feminista na audiência/participantes fêmea(s) ; )
Essa série misógina em que as mulheres se limitam a ir ao cabeleireiro e a gastarem o dinheiro dos maridos?

Devias ter dito "Só vejo aquilo por causa das sessões a que o Tony se submete" ; )

Mas eu, lesto a remediar essas tuas (aparentes, pois és mais sábio e conhecedor dos destinos da terra que nós pois vês o futuro de mais alto que nós próprios (um X5 é muito mais alto que um Z8)) lembro que a Série "O Sexo e a Cidade" tem os seus dois últimos episódios transmitidos amanhã a partir das 00h30 na SIC (são mesmo os dois últimos episódios, com Paris em pano de fundo).

Quanto aos maus terem coração e para eles quase nunca existir o castigo proverbial dos argumentos do cinema hollyodesco basta pensarmos no nosso Parlamento e Câmaras Municipais!!! ; )))))))))))

Fonix Renascida disse...

Não há "coment" nenhum?? Estranho!!!!:0((
Bom dia para todos...

Paula disse...

O mal... é uma questão interessante. Será que existem pessoas 'intrinsecamente más' como muita gente advoga? O mal personificado? Não tenho a menor dúvida que todas as pessoas (ou quase?!) em alguma altura/circunstância podem ter actos de maldade. E muitas vezes extrair prazer ou satisfação com isso. Ou não... Mas, será que existem pessoas com o mal na sua natureza? Completamente insensíveis ao sofrimento dos outros? Sempre?! Sem que se possam considerar 'doentes mentalmente' ou com distúrbios de personalidade? (ex. psicopatas)Confesso que tenho algumas dúvidas. Será ingenuidade? Uma das situações que me ocorre sempre acerca deste assunto, é o comportamento das pessoas nos campos de concentração nazi. Os SS, carrascos cruéis e ao mesmo tempo extremosos pais de família. Os prisioneiros, essencialmente vítimas, mas muitas vezes capazes de actos bem cruéis. Um exemplo: o comportamento dos prisioneiros/'clientes' face às mulheres(prisioneiras) obrigadas a 'prostituirem-se' no bordel de Auschwitz.

fora-de-lei disse...

15 TERMOS DO CALÃO MAFIOSO DE NEWARK / NEW JERSEY

Borgata: família organizada para o crime.

Cafone: bimbo.

Capo: “abreviatura” de capodecina, ou seja, o chefe da família.

Che bruta: gaja mais feia que a parte de trás de um desastre.

Comare: amante.

Facia bruta: literalmente “cara feia”, isto é, uma referência a alguém de quem não se gosta nem com molho de tomate.

Finook: derivado do calão italiano "finocchio", ou seja, maricas / paneleiro.

Gira diment: passar-se dos carretos.

Mezza morta: meio-morto, ou seja, um gajo que está feito ao bife.

Mezzofinook: meio-maricas, amaricado.

Mortadella: falhado, totó.

Mulignan: preto escarumba.

Omertá: voto de silêncio, sendo a sua transgressão punida com a morte.

Poverett: pobre desgraçado que não tem onde cair morto.

Va fa napole: literalmente "Vai para Nápoles !", ou seja, “Vai-te foder !”.

fora-de-lei disse...

OS SOPRANOS - nesta época de globalização pura e dura, seria interessante verificar como evoluiria o mundo se o modelo de relacionamento homem / mulher, veiculado por esta série televisiva, fosse (re)adoptado um pouco por toda a parte. Bons velhos tempos... ;-))

O Sical disse...

"O imenso poder da mãe".

Para o bem e para o mal as mães exercem um poder que se vai cristalizando com o decurso do tempo. Têm-no da maternidade e, em sociedades normalmente com um entendimento matriarcal, é inevitável que o usem num “espírito de missão” solitário que não admite a harmonia colegial. O exercício do poder é sempre uma solidão.

alice disse...

Sou fã dos Sopranos, com misoginia e tudo. E, Noise, convém não esquecer a mulher polícia que se infiltrou na rede tornando-se namorada do Soprano júnior. Mesmo a mulher do Soprano chefe, a dada altura, atira as albardas ao ar e bem!
O comentário da Paula fez-me lembrar o Ensaio sobre a cegueira, que podia ser um ensaio sobre a natureza humana – no seu melhor e no seu pior. Também aí, no internato dos cegos, se organiza uma máfia e se obrigam as mulheres a prostituírem-se. Para além do livro quero lembrar a encenação de O Bando, com base no mesmo livro, que tive ocasião de ver no teatro da Trindade. Inesquecível – o livro e o trabalho de O bando!
Não tenhamos dúvidas. O homem e a mulher são muitos em um, não um todo coerente de bondade ou maldade apenas.

JG disse...

mafiosos prof ..gosto tanto de os ver no cinema na televisão..ficam tão bem de cabelo com gel e fatinho às riscas..ao perto conheci os do magestic.. pq ainda n tive tempo de ir a sing sing..mas verdadezinha os do majestic eram bem mais interessantes..bastava o sapato de bico e uns oculos ray ban

CêTê disse...

Haverá um tempo, acredito, que se descobrirá na bioquímica todos ingredientes que o comportamento denuncia. Tenham eles origem ínterna ou externa, mais ou menos induzidos pelo meio. Nessa altura termos outra prspectiva dos comportamentos desviantes- menos emotiva, quem sabe. Não! Não são "técnica de informação médica" à espera de ganhar viagens a destinos turísticos - nem faço aplogia da medicamentosa- estou a falar do conhecimento de causa- efeito que poderá possibilitar "tratamentos" mais elucidados.
É evidente que, nesse laboratório que é o nosso corpo, o ambiente externo conta e muito! Julgo aliás que não é só na adolescência que o grupo é quem mais ordena- comportamentos de grupo tê-mo-los durante toda a vida. As mesmas estratégias que utilizamos nas "maldades" de rua, na infância são do mesmo tipo em adulto- os prémios e as contigências é que diferem. Assim se justifica o carácter refinado de alguns que se cruzam connosco e o potencial que temos se não podemos neglicenciar de sermos iguais ou puor que eles.

»»»»»»
A série "O Sexo e a Cidade" é uma ampôla de riso- é verdadeiramente fantástica! (eu acho pelo menos) à semelhança dos ratinhos do livro "quem mexeu no meu queijo" também me revejo em cada uma daquelas mulheres- ok! ;]]] mais numa do que nas outras.

«««««
Quanto aos "Os Sopranos"... não conheço! (mas será para ver... um destes dias. ;p)

Post Escriptum (l): O Café a esta hora é também muito acolhedor... Pouco fumo, silencioso, a vista fantástica, e o cheiro a maresia divinal!
Post Escriptum (II): Crónicas, aqui,.... lembra-se? ;]]]] Que maldade essa de priveligiar só determinadas estirpes!

;*

Insolente disse...

boa recomendação do blog "bico de pena"... ora entao um grande bem haja

sofialisboa disse...

são os pedaços de uma vida alheia, mas que nos faz relembrar parte da nossa, não a de bandidio, mas da nossa normalidade e a dos outros. sofialisboa

noiseformind disse...

"O semanário inglês, claro, não lhe chama armadilha, mas investigação. O artigo é o resultado de um trabalho de mses, com contactos prévios com Athole Still, agente de Ericksson, um sítio da Internet fabricado no nome de uma companhia de desporto inexistente, e reuniões recalendarizadas para convencer de que se tratava de um sheik com uma agenda ocupada. Até que quinta-feira passada, Eriksson era recebido como um príncipe- Roll-Royce branco e tratamento VIP no aeroporto- no Dubai. Fosse o charme do sheik, a barriga cheia de lagosta e caranguejo, ou os copos sucessivamente servidos do melhor champagne e vinho, a conversa evoluiu para a possibilidade do suposto magnata adquirir o clube da primeira liga inglesa Aston Vila e a consequente contratação de Eriksson pela soma principesca de cinco milhões de libras (7,3 milhões de euros), líquidas, anuais. Conversa puxa conversa, e Eriksson acabou por discutir com o seu interlocutor os jogadores que treina. Segundo o News of the World, Eriksson comentou que Beckam está descontente com o facto de o Real Madrid não conseguir ganhar títulos e que Owen só está no Newcastle pelas condições financeiras que lhe oferecem, traindo a confiança dos jogadores. Que Wayne Rooney "vem de uma família pobre" ou que Ferdinand é "preguiiçoso" foram outras das declarações que enbaraçaram o treinador de origem sueca."

in Público de 17 de Janeiro de 2006

O Mourinho que se ponha a pau!!! Ao que isto chegou. Gastam milhões para arrancar umas inconfidências que valem milhões... devassa pura e dura, pura e dura.

Maite,
Vai ser um grande final. Por fim vamos ficar a saber se Carrie fica com o Mr. Big ou com o Mr. Old ; )))))))))))))))

Ameninadalua disse...

"Sexo na Cidade" parece-me de facto uma série, que para alem de suscitar divertimento tambem provoca alguma reflexão...Tratam-se de quatro personalidades diferentes, com comportamentos e leituras de vida completamente diversificadas mas contudo mantêm uma amizade que supera tudo mesmo as próprias relacões amorosas de cada uma. Claro que tratando-se duma série ficcionada, tem o significado que tem...mas abre questões muito importantes para o posicionamento das mulheres na sociedade moderna onde a mudança de paradigma relativamente aos valores tradicionais afinal tambem têm conta, peso e medida...mas principalmente onde se valoriza a autenticidade de cada uma....

A propósito das quatro do "Sexo na Cidade" foi construído um texte psicológico muito engraçado que no final nos dá o perfil individual a que nós correspondemos...e apesar de "Tudo" não ser só "branco nem preto...", pessoalmente tambem tenho afinidades grandes com uma delas e um contraponto enorme com outra:))))

lena b disse...

fora-de-lei disse...
OS SOPRANOS - nesta época de globalização pura e dura, seria interessante verificar como evoluiria o mundo se o modelo de relacionamento homem / mulher, veiculado por esta série televisiva, fosse (re)adoptado um pouco por toda a parte. Bons velhos tempos... ;-))


Fora-de-lei:
Acha mesmo que esse modelo já caiu totalmente em desuso? E olhe que ele não sobrevive apenas nos países árabes, asiáticos, latino-americanos ou na África subsariana...
Ora olhe um pouco à sua volta com olhos de ver... ou passe pelas urgências dos hospitais em época de campeonatos futebolísticos e conte as mulheres que lá chegam com a cara feita num bolo só porque o clube perdeu e o árbitro expulsou de campo o melhor jogador...
Dê um giro por certos bairros, e até por certas festas da dita socielite, onde essas coisas se disfarçam com botox, mas estão lá...
Que velhos tempos? É o presente!

Lena b

lobices disse...

...Os Sopranos...do melhor que já passou pela TV
...abraço

Conserto disse...

Com o Steve Van Zandt, guitarrista da "E Street Band" do Bruce Springsteen como um irreconhecível mafioso.
É uma das melhores comédias de costumes feitas nos EUA.

O Sical disse...

Ainda a propósito do mal e do bem.
Há pouco, uma amiga minha narrava-me, preplexa, que o filho (26 anos) lhe perguntou porque é ela ela o tinha educado na via da integridade, a honestidade, etc, num país onde isso é uma menos-valia. Se o chico espertismo é que vinga, ele que era um idiota inetgro e honesto.
Ela não respondeu, ficou atónita, e pior, achou que a pergunta dele era lógica.
Deixei-a a digerir as suas próprias interrogações, autoanalisando a sua faceta de educadora. Contrastes. Enfim, é a vida.

Estrela do Mar disse...

Pessoalmente mais de outro tipo de Sopranos.
Não é uma série que me agrade, aliás só vi um episódio no inicio.
Mas pela vossa conversa deve ter a sua graça, vou dar uma espreitadê-la pois então.

ovo mole disse...

Cá em casa, no tempo dos Sopranos na 2, a hora do episódio era uma hora "italiana": o meu marido não podia ser incomodado porque estavam a dar os Sopranos. Depois comprou as séries para compensar episódios que tinha perdido e rever outros.
Eu também via quando podia: o humor negro, sádico e ingénuo das personagens, situações e da violência, as situações familiares dos Sopranos e os dilemas éticos e morais do Tony são fascinantes pela idiossincracia.
Mas, acima de tudo, eu tenho muito a agradecer ao Tony Soprano por ter sido o motor da compreensão cá em casa do ataque de pânico.

Relativamente a um post mais acima das mulheres que se limitam a gastar o $ dos maridos, não concordo. Elas realmente não têm um trabalho outdoors, mas são, desde a mãe do Tony e passando pela mulher deste ( já para não falar da filha..), absolutamente detentoras de um poder e de um domínio dos homens que nunca me deixou de causar perplexidade em cada um dos episódios.
Como se as mulheres estivessem na origem do que eles são e perpetuassem os caminhos que eles tomam: em primeiro lugar porque os deram à luz e são mães deles, logo sagradas; em segundo porque casam com eles e são esposas e mães dos filhos deles e em terceiro porque se não são nem mães nem filhas, são absolutamente equivalentes aos homens na forma como recebem homenagem, carinho, maus-tratos ou violência desemesurada.Isto é, não há discriminação sexista na série para além duma aparência de machismo que no fundo é só uma farsa. Há muitas situações em que o Tony mostra que de machsita tem muuito pouco. Tem apenas aquilo que tem de mostrar para ser o chefe da quadrilha:
a forma como trata e discute com a filha;
a forma como lida com a traição da mulher por duas vezes( o padre na 1ª série e o fulano que veio de Itália, que era motorista);
como lida com a separação efectiva do casal na última série que passou;
quando cede à pressão da mulher para fazerem um seguro de vida ou coisa que o valha- situação de extremo risco para ele que não tem rendimentos declarados;
o medo da mãe;
o manter-se com a psiquiatra apesar dela ser mulher e dele em determinada altura, querer realmente comê-la;
a forma atenta e preocupada como lida com a instabilidade emocional da amante que teve que acabou por se suicidar;
como reage ao suicídio desta amante e ao seu desiquilíbrio;

Se Tony é mau para as mulheres, é quando tem que ser, tal como para os homens.

Por último, uma correcção: não há uma infiltração duma mulher polícia no grupo. Há a traição da namorada do primo que é resolvida, no episódio mais cruel de todos, com o seu assassinato. Mas com sentido. Adriana é morta porque não soube ser a mulher dum mafioso e mostrou não partilhar do código de honra que todas elas, no fundo ou no princípio das coisas partilham e sustentam.

Anónimo disse...

Uma série magistral, "Os Sopranos". Realmente faltam programas de televisão que nos lembrassem de que nada pode ser visto de um prisma puramente maniqueísta... "Sete Palmos de Terra", "24" ou "House" são outros bons exemplos...
É engraçado constatar que uma pessoa que admiro assiste aos mesmos programas de televisão que eu.
:P

Beijinhos,
Sara

noiseformind disse...

Lobices... Isso é criminoso de se dizer... com o CSI em dose tripla (Vegas, NY e Miami) : ))))))))))

Ameninadalua,
Mmm... e já agora, pergunta de chacha, qual das 4 fabulosas gostavas de ser? ; )

noiseformind disse...

Pergunta que extendo ao Mahatma Júlio (anda lá, faz umas pesquisas, mas por favor nada de dizeres que não conheces senão as discípulas fêmeas fogem do templo em debandada ; ))))))) ) e a todos os participantes.

Pamina disse...

Boa noite.

Eu não tenho Cabo, cá me vou arranjando com a minha parabólica, portanto só vi os episódios transmitidos pela RTP2.
As séries/filmes onde os maus são apresentados como seres unifacetados são porventura mais "fáceis" de ver, pois o espectador comum, depois de desligar a televisão pode ir para a cama todo satisfeito por não ter nada a ver com aqueles monstros. No entanto, também acho que a natureza humana é bem mais complicada e concordo com o que a Paula (8.54) e a Alice (10.37) escreveram. Por ser tão desconfortável encararmos, no fundo, o nosso próprio rosto é que filmes como o Untergang, por ex., levantam sempre tanta polémica. Mas, nem sequer é preciso ir por aí. Enquanto escrevia, lembrei-me de um filme, The Crossing Guard (desculpem, mas não sei que título lhe deram em português) do Sean Penn, que na minha opinião é ainda mais inquietante, pois o protagonista podia mesmo ser qualquer um de nós. Não se trata de ditadores ou de gangsters, mas do "man next door", representado pelo Jack Nicholson, que enlouquecido pela morte da filha decide matar o homem que a atropelou e que, depois de "pagar a sua dívida" à sociedade, tenta refazer a sua vida. Com algum sadismo, pois não se limita a dar-lhe simplesmente um tiro, mas anuncia-lhe essa morte para dali a uma semana. Quem é o bom, quem é o mau? Os papéis confundem-se inevitavelmente.

Relativamente ao "Sexo na Cidade", os episódios na SIC são apresentados hoje, terça. O Noise escreveu às 3 e tal da manhã, por isso disse amanhã.
Depois de uma conversa com Ameninadalua, também fiz o tal teste, por graça, e saíu-me a Carrie. Não sei se o psicólogo que inventou o teste terá razão. Acho algumas das interrogações que a Carrie coloca, quando supostamente está a escrever a coluna, pertinentes e há situações, modos de sentir/reagir de todas que reconheço, mas não me identifico propriamente com qualquer uma delas.

silvianozelos disse...

sim é verdade.. o mal natural e intrínseco. Apercebo-me desse mal quando saio por vezes à rua e deparo-me o maior mal de todos... a falta de tolerância e de respeito com o outro..O mal aqui tão perto... por vezes noutro país, no andar de baixo, ou mesmo nos nossos pensamentos.

eva jasmim disse...

Quero dizer que hoje estou triste!

Uma noite de sono tranquilo!

Paula disse...

A propósito da observação do Sical , "Ainda a propósito do mal e do bem." e dos educadores

Soube hoje uma história exemplar, que foi 'parar' à tempos à protecção de menores:
Um pai de uma família endinheirada, pôs o filho na varanda do 1º andar e de cá de baixo disse "Salta. Salta, que o pai agarra." Após insistir, a criança saltou. O pai desviou-se e não a agarrou. E disse-lhe: "Isto é para aprenderes que não podes confiar em ninguém!"

Como podem ver, há vários tipos de educação!!!!

E a propósito de educar "na via da integridade, a honestidade, etc,". Esses também foi os princípios que recebi na minha educação, e sim, concordo com o filho da sua amiga. Não ajudam nada. A não ser que 'venham acompanhados' também de um bom conjunto de estratégias para lidar com quem se orienta por outras vias!

Anónimo disse...

Tão bom como os Sopranos é Lost (Fox), um estudo sobre o que acontecria a grupo de pessoas se lhes fosse retirado todos os confortos e apoios da vida moderna e fossem lançados numa ilha aparentemente não muito deserta e com alguns mistérios a juntar à tensão. Esta série tem matéria para imensos estudos sociais e antropológicos. Outra série, mas desta vez para conhecer os meandros do poder na política americana é The West Wing, mais conhecida cá como Os Homens do Presidente (AXN), tem momentos que consegue atingir uma genialidade e um brilhantismo que muitas poucas séries conseguiram alcançar.

Depois temos o "Dark Horse" que é Battlestar Galactica, uma série pouco conhecida por cá. É uma história sobre a sobrevivência humana e os conflitos interpessoais, esta série é de uma qualidade fantástica.

House, MD é a minha série sobre medicina preferida, o Dr. House é irrascível e absolutamente brilhante, inigualável.

Sawyer disse...

Tão bom como os Sopranos é Lost (Fox), um estudo sobre o que aconteceria a um grupo de pessoas se lhes fosse retirado todos os confortos e apoios da vida moderna e fossem lançados numa ilha aparentemente não muito deserta e com alguns mistérios a juntar à tensão. Esta série tem matéria para imensos estudos sociais e antropológicos. Outra série, mas desta vez para conhecer os meandros do poder na política americana é The West Wing, mais conhecida cá como Os Homens do Presidente (AXN), tem momentos que consegue atingir uma genialidade e um brilhantismo que muitas poucas séries conseguiram alcançar.

Depois temos o "Dark Horse" que é Battlestar Galactica, uma série pouco conhecida por cá. É uma história sobre a sobrevivência humana e os conflitos interpessoais, esta série é de uma qualidade fantástica.

House, MD é a minha série sobre medicina preferida, o Dr. House é irrascível e absolutamente brilhante, inigualável.

CêTê disse...

Tuc-tuc-tuc (passos)
Tshc (tentativa de abertura da porta do café)
rfress refress (desembaceamento da vidraça)
Toc-toc!
@£§€äslfkah (censurado)

balão de pensamento:
(para a próxima peço o livro amarelo e reclamo!)


;]]]

Ameninadalua disse...

Noise

Seu curioso!

Sabes muito bem com qual das quatro eu me pareço porque já me disseste e eu concordei!

A tua pergunta no entanto é para saberes com qual das quatro eu gostaria mais de ser!

E a minha resposta só pode ser uma, aquela com quem eu me pareço!...:)))

fora-de-lei disse...

lena b 3:00 PM

"... ou passe pelas urgências dos hospitais em época de campeonatos futebolísticos e conte as mulheres que lá chegam com a cara feita num bolo só porque o clube perdeu e o árbitro expulsou de campo o melhor jogador..."

Só se perdem as que caem no chão... ;-))

andorinha disse...

ameninadalua,
Boa resposta! O Noise anda muito curioso ultimamente, não achas?
É a curiosidade da juventude...:)))

Fora de lei(9.54)
Eu até quero pensar que tu és bom rapaz. Mas então por que é que dizes essas coisas? É só para provocar o mulherio?
Ai, ai...:)

fora-de-lei disse...

andorinha 2:23 PM

"Eu até quero pensar que tu és bom rapaz. Mas então por que é que dizes essas coisas? É só para provocar o mulherio?"

Olha, nem eu próprio sei... ;-))

andorinha disse...

Fora de lei,
Que raio de resposta...:)))))
Mas sendo assim, estás desculpado.
Mas só por esta vez. Vê se te regeneras, está bem?
Sei que és capaz disso.:)

CêTê disse...

Que pena não se poder/conseguir anexar imagens ;(((( Há um cartoon fabuloso que ilustra a violência i relatada pelo fora-de-lei.

Quanto ao comentário do mesmo ;) apatece parafrasear o "Gato Fedorento"- "O que tu queres, sei eu!"- LOOL

;]

candida disse...

estou tão mal!