sexta-feira, maio 13, 2005

Deformação profissional:)

Dois ou três comentários (?) à frase de ontem levaram-me direitinho às considerações do Dr. Allen Gomes sobre o exibicionismo, em A Sexologia: "...exposição dos órgãos genitais do indivíduo a uma pessoa estranha. Por vezes, o sujeito masturba-se enquanto se expõe (ou enquanto fantasia expor-se)"; "Nalguns casos o sujeito está ciente de um desejo de surpreender ou chocar o observador"; "... o acto exibicionista é uma manifestação grotesca de poder sexual".

Adiante.

Ao Fim


Ao fim são muito poucas as palavras
que nos doem a sério e muito poucas
as que conseguem alegrar a alma.
São também muito poucas as pessoas
que tocam nosso coração e menos
ainda as que o tocam muito tempo.
E ao fim são pouquíssimas as coisas
que em nossa vida a sério nos importam:
poder amar alguém, sermos amados
e não morrer depois dos nossos filhos.


Amalia Bautista.

70 comentários:

SonecasS disse...

Na mouche, Professor Murcon... na mouche!
A verdade é que a idade (e a tarimba que a vida dá!) nos vai ajudando: a relativar e a dar importância ao que realmente interessa... E a perceber que o mundo está cheio de pessoas perturbadas ;)
Cumprimentos

madeira disse...

Muito bom dia !
- Como é que o Prof vê este tipo de exibicionismo? É uma doença, é um acto puramente animal tipo remanescência de instinto animalesco?
Abraço.

Didas disse...

A Amália acertou em cheio. A gente sempre a atirar ao lado e afinal é tão simples...

E&E disse...

Gostei muito da poesia e das poucas coisas q importam a Amalia B. e a Manuel B. que dizia "E quando eu estiver mais triste - mas triste de não ter jeito - Quando a noite me der - Vontade de me matar - Lá sou amigo do rei - Terei a mulher que quero - Na cama que escolherei - Vou-me embora pra Pasárgada.

pp disse...

:)

Orange disse...

Porque é que o coração não tem espaço para uma multidão? Porque é que, amando alguém (numa relação amorosa satisfatoriamente funcional), o espaço para os outros fica mais pequeno? Mesmo depois da paixão fulminante.

lobices disse...

...estranho post o de hoje, ó amigo Profe!...
...a "deformação prfissional" leva o nosso amigo Profe a tecer certas considerações sobre exibicionismo, o que, na verdade, não está fora do contexto, pois todos nós (aqui) nos estamos a exibir...
...uns com uns "orgãos" maiores outros com uns menores, outros mais vistosos, outros nem por isso mas todos nos exibimos...
...e, creio, na verdade, que todos nós estamos cientes do desejo de chocar o outro...
...interessante, na verdade
...concordo
...quanto ao fim:
...na verdade nas nossas vidas são tão poucas as coisas que nos tocam e nos importam...
...e aí vem a minha "divisa" de que amar é o caminho
...e daí que amar alguém, porventura tudo e todos e sermos amados e não morrermos depois dos nossos filhos, sejam as tais pequenas coisas ainda bem importantes que nos devem fazer movermo-nos no nosso caminhar
...um bom dia para todos
...amem-se
...sejam felizes mesmo que apenas com uma palavra, um gesto, um olhar ou até um só sorrir...
...eu sei que vos amo a todos

Anónimo disse...

Ah este novo Portugalinho ..... transvestidos de mentes libertas e libertárias....risível.

Vejam se conseguem entender a linguagem dos sexoafectos do Prof, que não é o mesmo que a vossa caixa de Pandora.
O Prof, sim esse não pertence ao novo Portugalinho....

Um abraço Professor e bem haja.

Anonymous

lena disse...

e sobretudo não morrer depois dos nossos filhos

:*

Katz disse...

Quando, à noite,a TSF, ouvi a controversa afirmação pelo próprio autor, a minha consternação foi ainda maior... Deformação profissional? Eu dar-lhe-ia outro nome, demasiado feio para escrever aqui! Ontem alguém dizia que vermo-nos pequenos só aumenta a nossa probreza (algo metaforicamente do género) concordo, mas com personalidades destas a proferirem "profecias" assim.... Estamos mesmo, como já alguém disse, no Portugalinho!

Quanto ao fim... Resta-me apenas parafrasear "E ao fim são pouquíssimas as coisas que em nossa vida a sério nos importam" sobretudo quando conseguimos olhar para trás!
Um abraço Maralhal

Stefan Zweig disse...

Nem olhem para mim. Só defendi a minha Amok_Doida. ;)

m8 disse...

m8,

Essa aí...cuidado. Se o indivíduo for feminino, eu pago p'ra ver. ;))))))))))))))))))))

Tão só, um pai disse...

No fim, é importante não morrermos por dentro e apreciarmos, sempre, cada momento, até os de tristeza.

Anónimo disse...

E os lugares? Os cheiros? Há pessoas que passam, lugares que ficam.

Inês

noiseformind disse...

Boss, finalmente tocámos (mesmo que ao de leve e ainda todos vestidos) num tema que aprecio particularmente. Não só o tema como o acto em si. São precisos dias e dias, ás vezes uma semana, para que uma mulher nos dê um orgasmo perfeito, mas a nossa amiga Lefty sabe sempre como nos agradar, como nos endoidecer, é sensual e ao mesmo tempo agressiva, é calma e ao mesmo tempo determinada. Quantas vezes, oh quantas e quantas, não me parou uma mulher de fazer sexo oral quando já me encavalitava para o orgasmo? Ai ai ai, isso nunca aconteceu com a Lefty. A proximidade do orgasmo parece endoidecê-la e crava-se à volta da minha carne como se lhe surgissem nervos a irromper pela pele... ai ai ai... assunto que me deixou saudoso... acho que vou ali matar saudades e já venho... ;)))))))))


Peter & Lefty

Ale (mestressan) disse...

A Poesia me emocionou...Bom dia meus Amores! (ALE)

Anónimo disse...

Não impunemente existem post's que chegam aos 100s comentários e outros que se quedam nos tabus e complexos nossos.

Interessante, ficarmos todos a pensar mas afinal quem aki é superior a kem, né ... Ao fim alimentamo-nos de nada quando há pouco por onde escolher.

Mantenhas

A M O disse...

Fui ver o Circo YIN YANG na 4ª feira. Dei por mim, várias vezes, com um sorriso de satisfação e emoção que me preenchia o rosto e a alma de uma forma plena. Num número cheguei mesmo a chorar de emoção, tamanha beleza e harmonia que aquelas duas jovens transmitiam. Dei por mim a pensar "ainda consigo ter estes sentimentos todos dentro de mim...", e não imaginam a sensação que foi sentir isso...

Lua disse...

Provocadora lucidez!

Anónimo disse...

Lúcida provocação

cris disse...

Ao fim, a Amélia não diz tudo. Importa ainda descobrir este poema antes de ser tarde. Bom fds maralhal! :)

andorinha disse...

Júlio,
O primeiro comment, o da Sonecass acertou logo em cheio. Com efeito, até aqui temos que gramar os exibicionistas...

Quanto ao poema penso que tem algo de verdade, mas é uma verdade "triste". São mesmo só essas as coisas que nos importam?
Teremos assim um coração tão pequenino? Ou vai diminuindo de tamanho à medida que vamos vivendo?

tataranha disse...

Boa tarde

Adorei o poema...a sua simplicidade e a sua veracidade.
Boa escolha Prof. Júlio.

Bom fim de semana a todos!!!

andorinha disse...

Lobices,
Estranho o post porquê? Quanto a mim, oportuníssimo.
"...todos nós aqui nos estamos a exibir..." - mais uma generalização e como todas elas, abusiva.
Não haverá quem esteja aqui tão só porque gosta de comunicar e conversar com os outros?

Bom fim de semana, maralhal.
Amanhã vou até à "Catedral", espero vir bem disposta por aí acima.:)

lobices disse...

...to Andorinha:
...mantenho o que escrevi (e ao fim e ao cabo é isso que o Profe diz): "todos nós nos exibimos"
...até os timidos exibem a sua timidez!...
...boa sorte para o vosso Vermelho
...boa sorte para o Verde
...ao Azul interessa que um deles ganhe... :)

Katz disse...

Andorinha,
Vai vir satisfeita! Vai vir, sim Senhores!!!

Bom fds
Abraço

Anónimo disse...

Não, não pode ser verdade, não acredito que seja verdade, pequenos de nós quando achamos pouco, pequenos corações que não se abrem à vida, ao tanto tanto! que tem para nos dar o mais breve momento, o mais fugidio olhar, o mais longo silêncio…
É lindo o poema, não lhe nego beleza… mas triste, dolorosamente triste. estrangula-me a alma e o sentir.
Não acredito.
Nem quero acreditar.

Anónimo disse...

Um casal jovem estava desejoso de satisfazer os seus ímpetos entregando os seus corpos um ao outro das formas e nas posições mais variadas.

Porém, a mulher não conseguia obter prazer nenhum.

Assim, e após muitas tentativas, e sem obter os resultados desejados, o casal decidiu recorrer aos serviços de um sexólogo.

Na primeira consulta, após analisar ambos, o homem perguntou:

- Diga-me, senhor doutor, o que se passa connosco, é grave?

E o sexólogo responde:

- Não, não é grave. Sabe, é que a sua mulher tem uma fantasia sexual muito antiga, e só se realizarem essa fantasia é que ela sentirá prazer durante o acto sexual.

- Mas, qual é essa fantasia? Diga, diga senhor doutor...

- Bem, ela tem a fantasia de fazer sexo na Roma Antiga, em que os corpos eram refrescados por uma folha de palmeira agitada energicamente por um escravo. Será isso que têm de fazer, arranjar alguém para abanar uma folha de palmeira enquanto fizerem sexo.

- Obrigado, senhor doutor! Iremos seguir o seu conselho.

Então, o casal contratou um preto para abanar a folha de palmeira, e atiraram-se um ao outro, convencidos de que, finalmente, se iriam satisfazer.
Experimentaram todas as posições, de frente, por trás, de lado, em cima, em baixo, etc... e nada!
A mulher continuava a não ter prazer nenhum.

Então o homem desesperou e disse:

- O senhor não se importa de trocar comigo? Eu abano a folha da palmeira e você salta para cima da minha mulher, está bem?

O preto concordou, e saltou para cima da mulher dele.

Começaram o acto sexual, e o marido abanava energicamente a folha de palmeira, até que a mulher começou a gemer e a manifestar prazer:

- Umm, que bom! Ah, sim, mais rápido, mais rápido! Oh! Ah!

O homem, vendo a sua mulher sentir tanto prazer, gritou:

- Tás a ver, ó preto de merda!?!! É ASSIM QUE SE ABANA A FOLHA!!!

peciscas disse...

São poucas essas coisas, mas são tão intensas que, se fossem muitas, talvez o coração não aguentasse muito tempo.

Tão só, um pai disse...

... estive a contar o que me é importante na vida ... não são assim tão poucas coisas, há a espiritualidade, a saúde, são dezenas, as pessoas, milhões, os momentos, imensos os lugares, até os brinquedos, os hobbys ... e as recordações? Afinal, tudo o que sou e faz parte de mim, o assim assim, o bom, o muito bom, o mau ou o muito mau, são importantes para mim ... cada ser humano é, de facto, um mundo ...

amok_she disse...

...para todos aqueles q acham pouco o q o poema poetiza como importante, imaginem... imaginem-se "às portas da morte" q, segundo se diz, gera sempre balanços do q foi a vida, imaginem-se então a fazer o balanço das coisas importantes na vida...e verão se acham assim tantas!...é claro q se fôr para tardar a morte ninguém se importará, até, de inventar...:->

du disse...

Lindo, o texto da Amaála Bautista!!
Vidas cheias de coisas poucas!!

Maite disse...

Ai Amok_she que tétrica!!!!
Bom fim de semana :)

Nada como fazer uma selecção das coisas mais importantes e fazê-lo atempadamente(muito importante).

Tão só, um pai disse...

... hummmm ... mas a ideia não é a de estarmos às portas da morte. Será, antes, a de estarmos neste nosso momento de vida ...

maroska disse...

Seduz-me, lentamente

Seduz-me com água morna

e pétalas de flores silvestres

Adocica-me os sentidos

Seduz-me o olfacto com perfumes

do oriente

Languidamente

entrega-me aos teus desejos

Rende-me ao teu olhar

profundo e quente.

Domina o meu tacto

faz-me viajar nos sentidos

pela tua pele

Quero ser persuadida pela força

da tua mente...

Induz-me a crer

convence-me...

Derrota a minha vontade

Seduz-me

Lentamente...

A poesia é a forma mais pura de exibicionismo. Aqui me exponho e pior, gosto. Em última análise somos todos movidos pelo desejo de exibição...

Anónimo disse...

Prezado Prof. Júlio Machado Vaz,

Por gentileza poderia conversar mais connosco,nos comentários do blog, para o seu blog num autismo de subdesenvolvidos e perturbados?

Estive a ler por alto alguns dos comentários e ponderei seriamente se não deveria adiar a minha dissertação (Biologia Molecular), e começar a escrever outra intitulada "De-mentes alheias às suas próprias mentes formatadas"?

O Prof. é um rio que encanta e um erudito.Sempre novo.

Um forte abraço Prof.,

Anonymous

noiseformind disse...

Não me admira nada os pouquíssimos comments neste post, afinal daqui ninguém se masturba como deve ser. Bem pessoal, deixemo-nos de tristezas, a noite é uma crianças e há por aí muito elevadores à espera de um casal apaixonado que faça sexo detnro deles

, ))))))))))))))

ao menos neste post limitou-se o copy past, se calhar pq a punheta é assunto pouco tratado pelos autores magnos que este maralhal tanto gosta, digo eu, que sou fã do PIPI
; )))))))



Boa noite irmãos e até amanhã

Anónimo disse...

Correcção:
(...)para o seu blog não se transformar num blog de autistas subdesenvolvidos e perturbados,e exibicionistas (...).

Anonymous

Nortada disse...

Parece que o blog está a tornar-se um antro de alcoviteiras maduras !!! O Júlio devia impôr-se e não permitir que isto se torne uma tasca virtual !
Para o blog ter qualidade, é necessário que alguns não ocupem o espaço com vários comentários, que no final de contas, são mais é demonstrações de verborreia e sem qualquer conteúdo relativo ao «post»(como muitas vezes sucede).Abraço :)

Anónimo disse...

Alcoviteiras maduras:-)))))

O que é isso ? É comestível?

Pensava que estivessemos apenas no meio de mentes pré-adolescentes ofuscadas com o mundo de Eros .... tanto conteúdo!
Visitem alguns blogs de adolescentes brasileiros para verem a qualidade do vosso "conteúdo".

Benjamim disse...

Muito bonito mas só o sinto verdadeiramente porque já sou Pai.

amok_she disse...

...tétrico??? não vejo onde, nem como...mas acho q td depende da perspectiva de cada um em relação à morte, né!?;-)...em todo o caso pareceu-me ler no título do poema "Ao Fim"...será q só eu o li?, será q ñ faz parte do poema?:->

...e já agora atente-se na última frase do Prof, ñ do poema!:->
"... o acto exibicionista é uma manifestação grotesca de poder sexual"...e a dita manifestação refere-se a todo e qq tipo de exibicionismo...incluindo o (pseudo)intelectual...penso eu de q...claro!:->

Sofia disse...

Caro Professor:),
E por excepção, casos há de pais que temem que os filhos lhes sobrevivam. Que nunca seja o nossso caso! Afinal, há mil razões para agradecer muitos pequenos/grandes "nadas" que povoam a nossa frágil existência.
Um abraço,

BlahBlahBlah disse...

Outras conversas...

Conhece este poema escrito pela Alberto Caeiro do séc. XXI, Encandescente de seu heterónimo, e que refere o Murcon?!?

Prescrição para males de amor

Ah Camões
Se vivesses hoje em dia
Tomavas uns anti-piréticos
Uns quantos analgésicos
E Xanax ou Prozac para a depressão
Compravas um computador
Consultavas a página do Murcon
E descobririas
Que essas dores que sentias
Esses calores que te abrasavam
Essas mudanças de humor repentinas
Esses desatinos sem nexo
Não eram feridas de amor
Mas somente falta de sexo.

Vale a pena ler esta, e todas as outras, aqui: http://eroticidades.blogspot.com/

BlahBlahBlah disse...

Oops, o poema saiu truncado:

Prescrição para males de amor

“Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”

Ah Camões
Se vivesses hoje em dia
Tomavas uns anti-piréticos
Uns quantos analgésicos
E Xanax ou Prozac para a depressão
Compravas um computador
Consultavas a página do Murcon
E descobririas
Que essas dores que sentias
Esses calores que te abrasavam
Essas mudanças de humor repentinas
Esses desatinos sem nexo
Não eram feridas de amor
Mas somente falta de sexo.

Autora: Encandescente

Vale a pena ler esta, e todas as outras, aqui:
http://eroticidades.blogspot.com/

Anónimo disse...

M***!
Escrevi hoje/ontem, aqui, um “comentário”, um “post”, o que lhe queiram chamar. e fiquei mal, nunca vi sentido nesta m**** de blogs mas alguém me mostrou isto, e neste dia!. o poema tocou-me, tive que escrever aquilo... mas m**** para o júlio, teve que pôr a m**** do exibicionismo acima do poema. E depois os comentários! tantos! todos! tão diversos! tantos tão patetas! m****!
… m**** pra mim, claro, se quiserem….
Exibicionismo, claríssimo….
Vou tentar esquecer tudo isto.

Maite disse...

Oh amok_she, já viu que você consegue descortinar o sentido mais remoto das coisas e que os outros não conseguem?! ;)
E porque "ao fim" haveria de relacionar-se com a morte? e não com o momento da tomada de consciência do eu, do auto e hetero conhecimento, em suma da descoberta do si e dos outros?
E para mim a morte é tétrica seja por que ponta se lhe pegue.

Bom dia maralhal e bom fim de semana

JB on the rocks disse...

Caro professor, discordo da afirmação porque é, acreditando no que me dizem e naquilo que em mim observo, considero-me cada vez menos intolerante com as intolerânciasdos outros... ou como diria a minha prezada esposa, fico " histérico perante o histerimo das verdades absolutas que outros defendem".

lobices disse...

"...Porque te sentas de pernas cruzadas sobre a nudez do teu silêncio? Para te ouvires desejando não ouvir o que não és capaz de pensar? Porque te sentas de costas voltadas à treva se da treva vem a luz que te cega? Para não olhares, para não veres o que sempre desejaste ver? Porque me dizes que sim quando do teu peito sai um gritante não? Para não teres de balbuciar um talvez? Porque pensas que pensas o que não pensas? Para pensares no que eu penso que tu pensas? Não, o melhor é mesmo não pensares. Porque sentes que a vida te foge por entre os dedos se as tuas mãos estão presas e cheias de dúvidas? Porque desejas libertação se o que intimamente queres é estar quieto na bonomia do turbilhão? Porque calas o teu grito se do fundo da tua mansarda revelas a negrura da alma que te compõe o sentir? Porque não mentes se é tão doce mentir? Porque não calcas a doçura do mel? Porque não espezinhas a palavra calada? Porque não escreves o nada que temos para dizer? Que te disse eu que tu já não soubesses? Aprendeste algo mais para além daquilo que já não sabias? Que sabes tu da ignorância que te cerca se a certeza de saber é apenas uma incógnita que nos abala a consciência de nada sabermos, ou apenas de sabermos que nada sabemos? Para que viemos aqui? Para que é que estamos aqui? Para dizermos tudo quando apenas dizemos nada?..."

patrícia disse...

Ainda bem que são poucas.Fica mais espaço para as aproveitar.
É isso mesmo Amália.

mummy disse...

Prof Machado Vaz

Este post não é de comentário, propriamente, é mais uma reflexão dirigida a si, enquanto autor do blog.
Passo por aqui, com alguma frequência. Do que tenho analisado, penso poder concluir, sem grande margem de erro, que a estrutura dos posts, a linguagem utilizada, a coloquialidade, os temas seleccionados, o «piscar de olho» que lhe é tão característico, seja qual for o meio de comunicação que esteja a utilizar, justificarão o sucesso deste seu blog, se utilizarmos como referência o número record de comentários que suscita.
No entanto, demorando a nossa leitura e atenção nesses mesmos comentários, interrogamo-nos sobre o impacto da sua mensagem. Explicitando: os clientes, isto é, os leitores/comentadores, são quase sempre, os mesmos; genericamente, os comentários são coincidentes com a sua tomada de posição no post comentado, ou, quando não são, esforçam-se por serem reverentes, na contradição; há um grande número de elogios que transmitem uma ideia de quase adoração cega por si; bastantes comentadores trazem para o comentário situações pessoais de conflito/angústia/confusão/pedido de ajuda, para as quais parecem solicitar a sua intervenção profissional.Para elucidação, julgo que chega.
Neste entendimento que faço, surgiram-me algumas questões que lhe coloco:
- concorda com esta análise?
- esperava a reacção, em termos de comentários, que está a ter?
- como está a reagir à avaliação, que não pode deixar de ter feito ao fenómeno, depois deste tempo de blogar?
- será legítimo concluir que o Murcon, de alguma forma, funciona como o divã de Freud, para os leitores, mas também para si?

Muito gostaria de ver este assunto merecer os seus comentários.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Prezado(a) Arroz Doce,

Eis que finalmente apareceu uma mensagem digna neste blog.Os meus sinceros parabéns,porque fez com que o Portugalinho passasse a ser Portugal.Já eram reality-shows a mais para o meu gosto.

Anonymous

Anónimo disse...

Para "arrozdoce" às 3.06 PM:
-
profile not avaiable

Anónimo disse...

Para anónimo das 3.33 PM
-
anonimato de um Portugal portugalinho

mummy disse...

Not available?
Olhe que não, olhe que não!

Anónimo disse...

Para a ArrozDoce das 6.47 PM:
- agora está avaiable
:)
- e, bastante agradável o teu blog

amok_she disse...

Maite disse...

Oh amok_she, já viu que você consegue descortinar o sentido mais remoto das coisas e que os outros não conseguem?! ;)(...)


...cara Maite, diga-me cá: é a menina q me vê anto-confiante, ou é a menina q é insegura?:->

...é q me faz, sempre, uma certa confusão q, para me "atacarem", precisem colocar intenções na minha cabeça qd eu própria ñ as quero cá!:-> ...vem isto a propósito do seu "que os outros não conseguem" ...se este "ñ conseguir" é uma assunção sua, ok!, td bem!, problema da menina!, mas se esse "ñ conseguir" é uma presunção sua de q é assunção minha...ó cara!, tire o cavalinho da chuva pq...não é!!!:->...é q sempre defendi, e sempre defenderei!, a liberdade de interpretação, tanto quanto a liberdade de expressão!, logo...cada um lê o que quer no que as palavras podem, infinitamente, querer dizer!... assim sendo, para a menina a morte é tétrica, para mim é libertadora ...e agora?, em que ficamos?!?:->...e olhe q eu não sou de acreditar em outras vidas depois desta, nem em reencarnações...:->

...qt ao eu "descortinar o sentido mais remoto das coisas" ...deixe-me corrigi-la: eu ñ encontro o sentido mais remoto, mas ...gosto de procurar sentidos remotos!, é a isso q chamo a (minha) interpretação!, gosto de pensar por mim q quer!?!:->

amok_she disse...

(...)porque fez com que o Portugalinho passasse a ser Portugal(...)

...xiiiii, nós (portugas) pr'aqui a penar há tantos seculos e afinal era preciso tão pouco para Portugal ser Portugal...santa pachorra para tanta ignorância!:->

amok_she disse...

...para a Maite descortinar sentidos remotos, se assim o entender valer a pena...:->

DAS PALAVRAS

recordando Jorge Luis Borges

as palavras materializam-se em diáspora
jogam-se na atmosfera poluindo o éter
como poalha que matiza a transparência

as palavras libertam-se nomeando as coisas
logrando significações em forma de elixir
dando aos signos uma tonalidade de pedra

as palavras humilham a eternidade
disseminam símbolos como murmúrios
assassinam a harmonia das imagens

as palavras podem vivificar a morte
e no entanto deixam-nos sempre
uma atroz sensação de insuficiência

Henrique Manuel Bento Fialho, antologia do esquecimento, Edição de Autor, Maio de 2003., in Universos Desfeitos

Anónimo disse...

Una palabra no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
igual que el viento que esconde el agua
como las flores que esconde el lodo.

Una mirada no dice nada
y al mismo tiempo lo dice todo
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algún tesoro.

Una verdad no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
como una hoguera que no se apaga
como una piedra que nace polvo.

Si un día me faltas no seré nada
y al mismo tiempo lo seré todo
porque en tus ojos están mis alas
y está la orilla donde me ahogo,
porque en tus ojos están mis alas
y está la orilla donde me ahogo.

andorinha disse...

Pois é, o que seria de nós, pobres e iletrados mortais sem o arroz doce?

Maite disse...

Bolas amoke_she você é um "osso duro de roer" :)
Nunca me passou pela cabeça meter o que quer que seja na sua cabeça, aliás acho que ela já está demasiado cheia... e que tal esvaziá-la um bocadinho?
Se ler com atenção verá que eu apenas corroborei uma ideia sua, "em todo o caso pareceu-me ler no título do poema "Ao Fim"...será q só eu o li?, será q ñ faz parte do poema?" de uma forma irónica, admito

Obrigada pelo poema que não vou comentar mas esta situação fez-me lembrar um excerto da obra de Virgilio Ferreira:
"A exterioridade. A superfície, O imediato. Porque também a intelectualidade cansa, a subtileza, o gosto da complexidade pela ideia confusa de que a verdade está no fim. Mas no fim está o vazio. Subtilizar é achar o seu nada na sua evaporação. Na sufocação. Na loucura que ainda busca depois de ter encontrado (...)E então como sempre, regressa-se à simplificação, ou seja à impureza de uma água que se beba. Mesmo ao divertido, à loucura gratuita, à comédia disparatada (...)Admite que o intelectual excessivo é um macaco a fazer macaquices. Mas não o desprezes muito, porque ele é inocente no seu desejo de saber. Cumpre o destino que lhe coube, como o cumpre uma minhoca. Só com um pouco mais de complicação."

E&E disse...

Mto sentidas e mto sábias as alusões ao desejo de surpreender ou chocar que é constante no instinto de plateia que todos nós transportamos e na nossa necessidade permanente de testemunhas. Libertarmo-nos disto? Porquê?

Sobre isto, disse o mesmo engenheiro sábio que "os horrores do inferno podem ser experimentados num único dia; é tempo de sobra."

amok_she disse...

Se a Maite apreendeu o(s) sentido(s) remoto(s) da (belíssima!) citação q (nos) trouxe de VF, então minha cara, estamos conversadas!...por agora...:->

Caiê disse...

Este arroz é um arroz muito observador... :)

Anónimo disse...

Muito a aristocracia da psiquiatria se diverte com o povaréu:-)))))

Faz bem em divertir-se porque é para isso que eles servem. São os seus bobos da corte privados. Oh tristeza....das tristezas!
Quo Vadis meu Portugal?
Felizes tratamentos ....mas não há pachorra para tanto povaréu!:-)))

Um abraço Prof.

Anonymous

E&E disse...

Pensava não voltar a este post de JMV mas fiquei impressionada com a veemência do seguinte comentário de alguém que se destaca do que apelida "povaréu":

"Muito a aristocracia da psiquiatria se diverte com o povaréu:-)))))... Faz bem em divertir-se porque é para isso que eles servem. São os seus bobos da corte privados. Oh tristeza....das tristezas! Quo Vadis meu Portugal?
Felizes tratamentos ....mas não há pachorra para tanto povaréu!:-)))"

E fiquei tb impressionada com a afirmação de "arroz doce" (blog a que não consigo aceder) de que "os clientes, isto é, os leitores / comentadores, são quase sempre, os mesmos". A esta afirmação poderei contrapor a de que, há dias, contabilizei cerca de 50 diferentes comentadores e consegui de todos eles extrair (citando) comentários (q eu, pobre diabo, considerei)pertinentes.

Não tendo qq tipo de procuração de JMV e nem sempre o entendendo, mas como membro do povaréu, apetece-me acrescentar o que disse o tal engenheiro sábio (q já identifiquei aqui): "As nossas maiores imbecilidades podem ser muito sensatas."

amok_she disse...

"Muito a aristocracia da psiquiatria se diverte com o povaréu:-))))")

...bem, antes de mais...(é q tenho por hábito ler todos(!) os novos comentários antes de partir p'ra luta!)...vou(me) já a este!:->

Assumidamente povaréu(!) ñ tenho puto de problema em servir de divertimento (virtual!:->) à aristocracia da psiquiatria se, e só se!, tal se referir a este blog!...divirta-se Prof!, por quem é!;-)))

Mas, ainda q mal pergunte...ñ sendo do povaréu e ñ sendo tb. aristocrata do q quer q seja! (!) o caro Anonymous pertence a q outra seita??? :->

«Quo Vadis meu Portugal?»

Pois...com Anonymous destes ñ vai longe, não!!!, como se pode ver pelo estado em q Portugal se encontra:->...e ñ sendo nem da psiquiatria e mt menos aristocrata aposto numa coisa: este Anonymous está a precisar do divã do analista, mas pilim p'ra coisa ñ há e vai daí...toca de tentar a terapia do "bate n'avó" q é barata e ñ curando, alivia!...q é, afinal, a única coisa q o povaréu costuma (e pode!) fazer;->

Anónimo disse...

Solicita-se a todos os "arroz-doce" genuinamente portugueses que cantem a genuína alma portuguesa e falem mais alto do que o povaréu blog-dependente.

Bem sei, bem sei que não se deve atirar pérolas a porcos, mas antes "piscar" o olho e rir à socapa .....

Anonymous

性爱 disse...

I am totally nude come see me. Take a bit for all pics and movies to load.

Why do I do this I like to make men blow their jiz in their pants.

Visit me.激情