quinta-feira, novembro 16, 2006

O velho Rei Lagarto.

PARIS, FRANÇA


JIM MORRISON



Foi como se tivesse caído uma bomba no estúdio, um cogumelo atómico de silêncio. As palavras surgiram a custo, tangenciais, ninguém lhe pronunciou o nome, dizia-se simplesmente que “ele” não voltaria. Os outros três apareceram pouco tempo depois, amáveis mas silenciosos, a aura desaparecera, seria uma imagem demasiado fácil dizer que a porta dos fascínios se fechara para sempre. Calei a minha ausência de surpresa, gosto de passar despercebido, a posteriori qualquer besta se pode arrogar em Nostradamus, mas uma cena voltou-me à memória - Ray ao piano, quando lhe dissemos que L.A. Woman estava pronto. Um sorriso amargo e breve, o olhar (docemente de través) pousado em Jim, mãos distraídas por teclas que sussurraram um The End clandestino. Ao reparar em mim, parou de imediato e escondeu a verdade proclamando outra – “belo disco, não é? Como antigamente…” Não foi por acaso que o rei Lagarto nunca gravou a solo, os críticos tinham razão, algo se passava entre os quatro que impedia a fuga. Jim era a face visível e bela de um todo, para lhe sobreviverem os outros tiveram de se resignar ao cinzento do quotidiano. De repente transformavam-se em pessoas vulgares, sombras de sonhos, nós esperávamos e eles estavam já de regresso. Sem azedume ou espanto.
Não sei como souberam, talvez ele próprio o dissesse, mas duvido, conheciam-se demasiado bem para dependerem de grandes palavras. Eu tive a certeza durante as gravações. Um disco engana muito, os indícios mais importantes não se encontram nas canções de maior sucesso. Não moravam em L.A. Woman ou Riders on the Storm, mas no começo, quando pedia que o vissem mudar. Versos estranhos esses, “nunca estive tão falido que não pudesse deixar a cidade”. Jim não partira porque não quisera, obstinado como estava em encontrar a resposta nesta América a quem dedicou um mural sonoro pintado a garrafas de whisky.
Aceito o resultado da autópsia, já é de admirar que o coração tenha aguentado tantas tropelias, mais meia dúzia de anos e seria o fígado a comprar os bilhetes para a viagem. Mas não engulo essas tretas da procura da verdade e das musas até ao fim, Morrison tinha desistido e sabia-o. Porquê Paris? Sou suspeito, é uma resposta que guardo para quando reservar um quarto duplo e vir a minha garota sentada na cama, pernas chinesas e migalhas por tudo o que é lençol, assassinando os famosos croissants. Coisas de miúdos, meu pai – com a ajuda de mais alguns! – libertou a cidade e desconfio que alguma fez por lá, sempre me disse, ar solene e nostálgico, que os franceses eram péssimos soldados mas tinham razão - Paris só devia ser visitada em estado de graça amorosa.
De certo modo, penso que Jim raciocinou ao contrário - partiu para voltar apaixonado. A relação deles foi morrendo enquanto os rituais de palco a engoliam, os sumo-sacerdotes de qualquer religião têm vidas familiares difíceis. Magoaram-se muito, Paris diria se demasiado, não era uma segunda lua-de-mel, mas um balanço, talvez final. Dos Doors, levou ele poetas que rumorejavam sob versos americanos, Baudelaire, Rimbaud, os malditos. Pam…, não sei; muitas vezes a surpreendi desenhando horas a fio durante as gravações. Um dia perguntei-lhe de que se tratava e ela mostrou-me esboços de uma casa térrea e lançou-se na descrição entusiástica de relva, cães e miúdos. Devo ter ficado tão boquiaberto que a envergonhei, sentiu-se obrigada a murmurar um “não é para já, só depois…”.
Da próxima digressão, completei eu, de volta ao planeta Terra. Guardou os rabiscos e riu silenciosa, quase convulsa, dobrada sobre si própria, um murmúrio quase imperceptível – “só depois de ele entender”. Que o caminho não era aquele, mais vale um dia de vida nossa, mesmo nossa, do que anos a catalisar o êxtase dos outros. Deve ter compreendido, recusou a estrada depois de L.A. Woman. Jim foi a Paris à procura de dois miúdos perdidos nas praias da Califórnia onde se tinham encontrado antes da história do Rei Lagarto começar. E morreu porque tinha desaprendido a arte de chegar a ela face a face, em dueto, manhãs, tardes e noites sem groupies, ensaios, produtores; os outros três. As drogas e o álcool eram muletas para o medo de engordar, a falta de inspiração, o passado, ferozmente escondido. Aposto que subiu as doses para estar perto dela numa boa, sem paranóias, a felicidade na ponta da agulha. E penso isso porque a vi há tempos e ela me sorriu enquanto eu engolia em seco, atrapalhado. Meteu os sacos de compras no carro e arrancou. Semanas mais tarde recebi um postal com uma daquelas fotografias de Jim que faziam sonhar as adolescentes, o texto era breve – “Este é vosso e todo-poderoso, exibam-no para sempre. O outro ficou em Paris e era uma criança amedrontada, mas eu amava-o. Ele não conseguia acreditar”, Pam. Seis anos depois estava morta.

34 comentários:

Viva disse...

Mais vale um dia da nossa vida, nossa mesma, do que anos a catalisar o êxtase dos outros.

E não é que vale mesmo.

Infeliz daquele que morre sem nunca ter amado (amor de par) e sem nunca se ter deixado amar.

Mas para viver o amor é preciso acreditar. Todos os que acreditarem nem que seja apenas uma vez na vida, conseguem utilizar a passagem para o outro lado (já que é adquirida á nascença) mais tarde, mais preenchidos, mais VIVOS.

:))

alquimista disse...

estará morto?

Insignificante disse...

Coincidência: esta crónica melhorou o meu pequeno-almoço, ainda longe dos monitores ( mais próxima dos "Domingos" ;)

Fora-de-Lei disse...

The End

This is the end, beautiful friend
This is the end, my only friend
The end of our elaborate plans
The end of ev'rything that stands
The end

No safety or surprise
The end
I'll never look into your eyes again

Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need of
some strangers hand
In a desperate land

Lost in a Roman wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain
There's danger on the edge of town
Ride the king's highway
Weird scenes inside the goldmine
Ride the highway West baby

Ride the snake
Ride the snake
To the lake
To the lake

The ancient lake baby
The snake is long
Seven miles
Ride the snake

He's old
And his skin is cold
The west is the best
The west is the best
Get here and we'll do the rest

The blue bus is calling us
The blue bus is calling us
Driver, where you taking us?

The killer awoke before dawn
He put his boots on
He took a face from the ancient gallery
And he walked on down the hall

He went into the room where his sister lived
And then he paid a visit to his brother
And then he walked on down the hall
And he came to a door
And he looked inside
Father?
Yes son
I want to kill you
Mother, I want to.............

Come on, baby, take a chance with us
Come on, baby, take a chance with us
Come on, baby, take a chance with us
And meet me at the back of the blue bus

This is the end, beautiful friend
This is the end, my only friend
The end

It hurts to set you free
But you'll never follow me


Para quem não se lembra de imediato da música que "enforma" este poema, tentem recordar-se das imagens de abertura do filme Apocalypse Now... Espectacular !

alquimista disse...

Não compreendo tanto protesto contra as aulas de substituição!!!
De que outro modo poderia partilhar convosco este blog e estes "comments" a esta hora do dia quando os meus colegas não estão a faltar...

Viva disse...

atorres lolll para ambos os post.

quanto ás aulas de substituição eu como encarregada de educação, prefiro que a minha educanda esteja dentro de uma saula de aulas nem que seja a apanhar uma seca, porque essas fazem parte da vida também, do que a rossar o rabo pelos bancos, muros ou escadarias da escola. Quanto a tempos livres eles têm os fora do horário da escola.

desculpem o mau jeito mas essa contestação dos professores na minha e na de muitos encarregados de educação não tem o menor sentido de ser. Reclamem das carreiras, dos horários zero,
não das aulas de substituição.

:))

CêTê disse...

atorres, também? Também é prof!
Vê professorinho Júlio? Prova evidente que os professores são os melhores amogos dos Psis!

O que nos vale é que tento a ministra como o primeiro não se tratam pois se nos encontravam nesta salita de espera... ai, ai!

(pensamento offshore:Cá para mim aquele que criou mal ambiente está na minha escola looooooooooooooooooooL)


Beeeem, quanto ao post- escrita deliciosa. Contudo faz-me vertigens geracionais!
;]]]]]] (com o maior respeito ;))))))

CêTê disse...

ai credo agora além dos "B"s pelos "V"s troco também as vogais.
Lá está! Ó Thora a marca do meu teclado é a mesma que a do teu. ;]]]]]


Boa tardinha para todos. Chuack

Papoila_Rubra disse...

Se te sentes solidário, junta o teu abraço AQUI :

http://1kualker.blogspot.com/2006/11/se-te-sentes-solidrioa-junta-aqui-o.html

thorazine disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
thorazine disse...

thorazine said...
Lament

Lament for my cock
Sore and crucified
I seek to know you
Aquiring soulful wisdom
You can open walls of mystery
Stripshow
How to aquire death in the morning show
TV death which the child absorbs
Deathwell mystery which makes me write
Slow train, the death of my cock gives life
Forgive the poor old people who gave us entry
Taught us god in the child's praye in the night
Guitar player
Ancient wise satyr
Sing your ode to my cock
Caress it's lament
Stiffen and guide us, we frozen
Lost cells
The knowledge of cancer
To speak to the heart
And give the great gift
Words Power Trance
this stable friend and the beast of his zoo
Wild haired chicks
Women flowering in their summit
Monsters of skin
Each color connects
to create the boat
which rocks the race
Could any hell be more horrible
than now
and real?
I pressed her thigh and death smiled
death, old friend
death and my cock are the world
I can forgive my injuries in the name of
Wisdom Luxury Romance
Sentence upon sentence
Words are the healing lament
For the death of my cock's spirit
Has no meaning in the soft fire
Words got me the wound and will get me well
I you believe it
All join now and lament the death of my cock
A tounge of knowledge in the feathered night
Boys get crazy in the head and suffer
I sacrifice my cock on the alter of silence.

O instrumental disto é muitooo poderoso!! :)))

FDL,
a "the end" deu origem a picardias entre o baterista e o Jim. O Densmore não tinha bracinhos para aguentar o "transe"..:)))

MAs a melhor versão é na primeira apresentação televisiva, onde ele termina a frase: "Mother, I want to............fuck you"! LOL

Cêtê,
é uma tristeza a pobre qualidade dos periféricos hoje dia!! O ser humano dá as ordens correctas mas os periféricos "destrocem"! "Bês?" :)))


"Não foi por acaso que o rei Lagarto nunca gravou a solo, os críticos tinham razão, algo se passava entre os quatro que impedia a fuga."
O "An American Prayer", pelo que sei, foi um projecto a solo sendo só alguns samples adicionados posteriormente.

thorazine disse...

Bem!!
Aa personagens do Norte: http://video.google.com/videoplay?docid=-3773139158586025516&q=apanhados+tvi

LOLOLOLOLOL

Julio Machado Vaz disse...

Thora,
Tem razão, acho que considero An American Prayer algo de diferente, não sei:).

lobices disse...

http://www.youtube.com/watch?v=JX0K9YMvwN8&mode=related&search=

The Doors - LA Woman

thorazine disse...

Oh cêtê,
"Contudo faz-me vertigens geracionais!" Não me digas que tu és da geração do "PuNtZ pUnTz PuNtZ PuNtZ, move baby move"! :))))))))
Doors é intemporal, não vês o teus alunos com as bandeirolas do Jim de braços abertos, as fotografias nas malas das meninas e tudo isso? Upa upa! Apesar de ser mais imagem do que outra coisa, ele ainda anda por ai a fazer das suas.. :))))))))

Prof,
diferente não digo pois os poemas estão em todos os albuns, acho sim que foi a altura em que ele realmente admitiu que o rock estava morto e mostrou mais das suas viagens interiores..

Gosto especialmente quando ele descreve o medo, remetendo para um episódio que se passou quando era miúdo em que presenciou um acidente de uma caravana de índios. Acho que isto também está bem representado no filme do Oliver Stone, aparecendo o velho índio várias vezes como sinónimo de medo, conseguindo o Jim no fim dançar com ele em palco..

Aspásia disse...

Boa noite a todos

José Saramago faz hoje 84 anos. Parabéns ao Homem e ao Escritor.

PAH, nã sei! disse...

Boas pessoal...!!
De saída atrasada para o Coliseu!! Deixo só aqui o "convite":

"José e o Deslumbrante Manto de Mil Cores" (título original: Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat), no final de Novembro, no Coliseu...

O elenco está a "abarrotar" de "miúdos" do colégio(zinho) da menina Pah... "bãm ber"

BEijos para todos!!

moon disse...

Hello!

É certo que o mau tempo e o frio frio finalmente se instalaram e que sabe bem um aconchego. Mas ainda o Maralhal não tinha pedido "come on baby light my fire..." e surge este post.

Assim não vale!...
Este texto, como tantos outros,
não só enche o écran, enche-nos a alma! Quase nos obriga a cair no lugar comum de desatar a elogiar o autor...
Não há forma de defesa deste lado a não ser optar mesmo por não ler, o que não é solução, ou então resistir estoicamente a elogiar (e este resistir implica necessáriamente, medidas drásticas do tipo: amarrar as mãos ou enconder o teclado). Estamos desprotegidos, desarmados e em clara desvantagem!...:(
Desgraçado...

moon disse...

A história do Kurt Cobain não andará muito longe desta...

Aspásia disse...

MARALHAL...

Descobri esta relíquia de Maio passado...

Entrevista ao Chefinho - O Sexo e os Jovens, pela JPR"

Pequenas, derretam com a voz queeeeente...
só ouvi o princípio... precisamente para não derreter toda!!! ;9

Mas o Diabo é que diz lá que o Chefinho tem 59 anos!!!

Ó Chefinho... não admita uma coisa dessas!!! Vá já lá puxar-lhes as orelhas...

;))

Aspásia disse...

Ó Prof...

Estou pr´áqui a rir sozinha... se em Maio lhe davam 59... agora já era um sessentão!!!...

As pessoas que váo àquele site devem pensar... como é possível que este rapazito tenha já 60 anos???

HA HA HA HA HA HAAAAAAAAH!!!!

;9>=

andorinha disse...

Boa noite.

Pensava que era mais cedo, chiça!:)

Eu bem disse, andei eu a ler o livro para quê se ele aparece aqui em excertos?:)))
Escrita deliciosa, como sempre. Sei que estou a repetir o que disse a Cêtê, mas ela não se importa e as verdades são para se dizer.:)

Cêtê,
A ministra e o primeiro já não teriam tratamento aqui, teria que ser tratamento de choque, mesmo:)

Thora (7.51)
Atreves-te a contrariar o Professor, tu, um miúdo de vinte aninhos?!!!!!
Não foste tu que disseste um dia destes que os mais velhos têm sempre razão?
Então em que ficamos? Looooooool

maizenna disse...

Salve, salve Vaz!
Tudo bem contigo?
Curti muito os teus textos.
Vou te ler todo dia. =)

Ow, como eu faço para colocar músicas no meu Blog também?
Curti muito este lance.
Sei que pareço um chatão com esse papo mas eu queria muito saber...

Aê, gostei mesmo do Blog.

Visite o meu: http://maizenna.blogspot.com

Abraço.
Dave " mAiZeNnA "

Ps.: O meu não chega aos pés do teu mas um dia eu chego ao menos perto.. =)

alquimista disse...

aspásia,

“Só eu sabia, sem consciência de que o sabia, que nos ilegíveis fólios do destino e nos cegos meandros do acaso havia sido escrito que ainda teria de voltar à Azinhaga para acabar de nascer…” “ …e hoje, em lugar dos misteriosos e vagamente inquietantes olivais do meu tempo de criança e adolescente, em lugar dos troncos retorcidos, coberto de musgo e líquenes, esburacados de locas onde se acoitavam os lagartos … o que se apresenta aos olhos é um enorme, um monótono, um interminável campo de milho híbrido, todo com a mesma altura…” “Contam-me agora que se está voltando a plantar oliveiras, mas daquelas que, por muitos anos que vivam, serão sempre pequenas. Crescem mais depressa e as azeitonas colhem-se mais facilmente.O que não sei é onde se irão meter os lagartos”.

Pequenas pérolas de “As Pequenas Memórias”.

Aspásia disse...

ATORRES

OBRIGADA POR ESSAS PEQUENAS PÉROLAS...
SIM, A "NORMALIZAÇÃO ACELERADORA" JÁ CHEGA A TODO O LADO... NEM O MILHO E AS OLIVEIRAS ESCAPAM...

CURIOSAMENTE ACABO DE OUVIR OUTRA ENTREVISTA COM J.S., DESTA FEITA NO "PESSOAL E TRANSMISSÍVEL", NA TSF... SUPONHO QUE FICARÁ DISPONÍVEL NO ARQUIVO DE PROGRAMAS ON-LINE DA TSF...
FICA MAIS UMA DICA NO DIA DO ANIVERSÁRIO DESTE GRANDE SENHOR...

BOA NOITE A TODOS.

Aspásia disse...

GLUP! HÁ QUASE 24 HORAS QUE NINGUÉM AQUI PESPEGA NADA...
ISTO TÁ MAIS VAZIO QUE NAS NOITES DO JANTAR DO MURCON!
TÁ VISTO QUE FOI (VEIO) TUDO PRÁ MANIF DOS PROFS...

VAMOS LÁ VER É SE A MINISTRA ACEITA ESSE ANEL... DE NOIVADO (?) QUE FIZERAM EM VOLTA DO M.E....

BOA SORTE PARA A VOSSA CLASSE... SÃO OS MEUS VOTOS SOLITÁRIOS... PERDÃO, SOLIDÁRIOS COM A VOSSA CAUSA...

PASSEM BEM, APESAR DO TRÂNSITO... ATÉ UM DIA DESTES...

alquimista disse...

Digam-me, urgentemente, que tive um pesadelo!!!!!!!
Naqueles concursos de hora nobre da TV ouço uma concorrente responder a propósito de Alcácer Quibir: "Não me faz lembrar nada". E remata: "Fica em Espanha"

Fora-de-Lei disse...

ATorres 11:06 PM

Bolas, essa ainda é pior que aquela do João Pinto (o tal que rematava contra o poste da sua baliza para não ter que aliviar a bola para canto): "prognósticos só depois do jogo!".

Fora-de-Lei disse...

Professor: depois de eu ter ouvido hoje, na TSF, um anúncio sobre a revista do DN do próximo Domingo, pergunto-lhe:
- Acha mesmo que o chamado "macho latino" continua a existir ?! Como é isso possível se aparece aqui tanto macho a defender, por exemplo, o casamento gay e a adopção de crianças por casais gays...

Sinceramente, eu acho que o "macho latino" deixou - há muito tempo - de proliferar por este país à beira-mar plantado...!

thorazine disse...

Andorinha,
oh oh oh, eu não contrariei ninguém! Disse só a minha opinião, não te ponhas praí a espicaçãr! :P
(Sim, mas mesmo assim, o professor tem "mais" razão que eu! (Teórica, claro!!) :)))))))))

FDL,
tou a ver que gostaste da prestação do José Cid ontem na Revolta dos pasteis de nata! ;(((((((

andorinha disse...

Thora,
Não estou a espicaçar, tou a brincar contigo:)))))

Fora-de-Lei disse...

thorazine 12:33 AM

"FDL, estou a ver que gostaste da prestação do José Cid ontem na revolta dos pasteis de nata!"

Ora bolas, não vi. Que pena... ;-))

Su disse...

sem palavras......amei ler

jocas maradas

Cláudia disse...

Não consigo imaginar um texto capaz de mexer mais comigo do que este nesta altura em que preparo a minha ida no dia 13 de Janeiro ao Coliseu dos Recreios ver os "Doors" (agora chamados "The Riders on the Storm") e com o Ian Astbury (vocalista dos Cult) na pele do grade Jim!

Obrigada Professor por continuar a tocar-nos a alma todos os dias.
Porque não vai espreitar o concerto em Janeiro? ;) A aura mágica de certeza que vai lá estar. Basta que o público queira. E aposto que vai querer.

Beijinhos para todos *** Bom Domingo.