sexta-feira, novembro 10, 2006

Não só. Mas também!

Especialistas dizem que os pais renunciam à imposição da autoridade

Especialistas em educação defenderam esta sexta-feira que o aumento da violência escolar se deve em parte a uma crise de autoridade familiar, onde os pais renunciam a impor disciplina aos filhos, remetendo-a para os professores.
Vários especialistas internacionais estão reunidos na cidade espanhola de Valência a analisar até sábado o assunto «Família e Escola: um espaço de convivência».
Os participantes no encontro, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas, o que obriga a «um esforço conjunto da sociedade», refere a agência Lusa.
«As crianças não encontram em casa a figura de autoridade», um elemento fundamental para o seu crescimento, disse na conferência inaugural do congresso o filósofo Fernando Savater.
«As famílias não são o que eram antes, um núcleo muito amplo e hoje o único que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa», sublinhou.
Para Savater os pais continuam a «não querer assumir qualquer autoridade», preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos «seja alegre» e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinar quase exclusivamente para os professores.
No entanto e quando os professores tentam ter esse papel disciplinador, «são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que intentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os».
«O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar», sublinha.
Os professores, afirma, não podem ser deixados sós, e a liberdade «exige um componente de disciplina» que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
«A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara», afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, «uma oportunidade e um privilégio».
Savater explicou que é essencial perceber que as crianças hoje não são mais violentas ou mais indisciplinadas que antes, mas que hoje «têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos».
"Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.
Daí que mais do que reformas aos códigos legislativos ou às normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo que «mais vale dar uma palmada, no momento certo» do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, oferece outras, como suprimir privilégios, alargar os deveres ou trabalhos de casa.

70 comentários:

noiseformind disse...

"Daí que mais do que reformas aos códigos legislativos ou às normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo que «mais vale dar uma palmada, no momento certo» do que permitir as situações que depois se criam."

Não concordo com esta parte. Os pais devem é ser cada vez mais responsabilizados pela educação dos filhos. A institucionalização da responsabilidade parental é algo simplesmente lamentável, sejam quais forem as condicionantes do mundo moderno. Ou então há uma grande volta nas condições dadas aos professores! ;)))

catarina disse...

achas? olha eu levei umas boas reguadas qd andava na escola primaria e fizeram maravilhas. hj n me considero traumatizada... acho q as crianças tem mais perspicacia do que sabemos e sabendo q os professores estao de maos atadas esticam a corda...

blogico disse...

A primeira medida deve ser mudar o nome do ministério da educação para "ministério do ensino". Assim evitam-se logo à partida muitas confusões... :))

moon disse...

Pais demissionários acabam por não obter nem respeito, nem reconhecimento (mais tarde) por parte dos filhos.

Por outro lado, pais muito severos e opressivos acabam por afastar e levar as crias (na primeira oportunidade) a usarem mal (e abusarem) da liberdade.

Encontrar o ponto de equilíbrio nem sempre é fácil, para mim o bom senso é a medida (nem sempre conseguida) e, para já, não me posso queixar.
Dá trabalho, muito trabalho mesmo, educar. Mas exercer o poder paternal, com tudo o que isso implica, sem investir verdadeiramente no papel mostra aos nossos filhos que eles não são assim tão importantes na nossa vida. O que não faz nada bem ao amor próprio deles.
Amar também é saber dizer não! E custa tanto por vezes dizer não!... Se custa!
Como em todas as relações o dar e receber é muito importante. E se enquanto são pequenos (e a inocência impera) a generosidade é incondicional quando crescem eles acabam por retribuir na justa medida do que receberam. Já ouvi/vi filhos a dizerem aos pais (que não se julgam merecedores) as coisas mais duras e dolorosas de ouvir. E, ainda assim, a única coisa que estes pais sabem dizer é que os filhos são uns desnaturados e ingratos. Nem param para pensar o que motiva um filho a ser tão duro, esquecidos, talvez, de que tudo aquilo que os pais fazem acaba por se repercutir neles. Se, por exemplo, em casa a norma é a falta de respeito mútua e o uso de palavrões muito natural é o garoto chegar à escola e usar o mesmo tipo de linguagem e postura, o que só lhe vai trazer dissabores, acabando penalizado duplamente.

Quanto às palmadas, por cima da fralda ainda vá que não vá, mas à medida que crescem acho um insulto à inteligência deles e à nossa!

thorazine disse...

"achas? olha eu levei umas boas reguadas qd andava na escola primaria e fizeram maravilhas. hj n me considero traumatizada... acho q as crianças tem mais perspicacia do que sabemos e sabendo q os professores estao de maos atadas esticam a corda..."

Não concordo que o meio mais eficaz de mostrar autoridade seja por um acto violento. Eu também as levei, mas preferia não ter levado! Se me explicassem calmamente eu era inteligente ao ponto de perceber..

blogico disse...

"Quem é que os levou a ser assim tão frios e indiferentes /para com os pais que tanto se esforçaram / para que eles pudessem vencer toda a gente? /Quem é que os levou a ser tão ingratos e egoístas / para quem não olhou a sacrifícios/ para que os seus filhos dessem nas vistas?"

in "Eles já estão fartos" de Jorge Palma

Julio Machado Vaz disse...

Thora,
Também acho que há muitas maneiras de exercer a autoridade sem recorrer ao castigo físico. E não me dei mal com isso:).

catarina disse...

ATENÇÃO!!! eu não acho que seja a soluçao prometida de todos os males da educação... apenas acho que por vezes uns puxoes de orelhas não significa o fim do mundo!!! claro q tb não acho q se deve distribuir bofetada a torto e a direito. só acho que é tudo uma questão de equilibrio... A ver, hoje as crianças não brincam, interagem com o meio envolvente! (so para dar uma ideia)
na minha opinião é um extremismo a sobreprotecção das crianças, não dizendo q não as devemos proteger... mas proteger sem que elas reparem (caso das escolas e professores)

alquimista disse...

Como professor, não poderia estar mais de acordo. Embora a escola deva ser, também, educativa, ela não pode esquecer o seu papel instrutivo. E o que se passa hoje, é que os professores necessitam de muito tempo para a transmissão de comportamentos e atitudes, restando-lhes muito pouco para a transmissão de conhecimentos. E já que estamos neste tema, e embora estando de acordo com um número significativo de medidas do ministério da educação, penso que já eram horas de a senhora ministra vir a terreiro dar uma palavra em abono dos (bons) professores, de modo a acalmar um pouco pais, encarregados de educação e público menos informado. A título de exemplo, refiro que, desde que os encarregados de educação passaram a assistir a algumas das reuniões de conselho de turma, saíram das mesmas com uma opinião totalmente diferente daquela com que entraram relativamente ao trabalho de um professor na escola e dos inúmeros problemas que têm de resolver diariamente. Talvez não fosse má ideia convidar a senhora ministra a assistir a uma dessas reuniões…
E agora, doutor, pedia-lhe autorização para afixar este post na minha escola.

Fora-de-Lei disse...

O que faz isto é - hoje em dia - as mulheres terem a mania de "cagar postas de pescada" na sua pretensa mania de igualdade.

Deixem os homens exercer o seu papel de pais - mas sem entropias e merdices feministas - e vamos ver como os putos passam a portarem-se bem.

Este ponto a que as coisas chegaram é o resultado das modernices trazidas pelo 25/4... ;-))

PS: uma outra solução passa por fazer com que todos os putos sejam adoptados por casais gay. Assim, em vez de andarem aos murros e cabeçada uns com os outros, passam o tempo todo na escola a falar de bonecas, roupas, perfumes, telenovelas, etc, etc.

PAH, nã sei! disse...

É inegável que, cada vez mais, terá que existir um reajuste da relação ESCOLA/FAMÍLIA.

Se, por um lado, temos famílias que se destituem da sua função educativa, por outro lado, temos uma escola, cujo modelo se tornou pouco apelativo às crianças (jovens). Entre os dois, estão os “miúdos”, que agem de acordo com os valores e atitudes apreendidos até aquele momento.

Cada vez mais me aparecem (falo como professora de jovens dos 11/12 aos 17/18 anos) jovens que, em tom de brincadeira, chamo como “filhos de chocadeira”. Tal é a tenra idade em que são colocados em jardins-de-infância, amas…

Compreendo (e agora falo como quem não tem filhos) que a exaustão ao fim de um dia de trabalho, tratar da organização de uma casa (com todas as lides domésticas que implica) e até o trazer de “trabalhos” para casa (… como percebo este ponto…) possa ser meio caminho – ou caminho completo – para a ausência da atenção que as crianças necessitam.
Claro está que não me refiro a “necessidades físicas”, como a alimentação, etc…

(Resta, à criança brincar sozinha, ver televisão (participar em blogues de Professores Murcões. Brincadeirinha ;)

Já para não falar de situações bastante mais complicadas, envolvendo violência doméstica – a que assistem ou de que são vítimas – ou carência de bens mínimos que, contribuem substancialmente para a, crescente, falta de valores essenciais…
Deste modo, não é de estranhar que nos encontremos perante uma “fornada” de crianças e jovens que apresentam comportamentos - poderei dizer??? – indisciplinados. E que, cada vez mais se manifesta por um, quase total, desinteresse por qualquer actividade escolar.

A par destas situações e da obrigatoriedade da frequência da escola, é natural que muita daquela (chamada) indisciplina, não seja mais do que a manifestação de carência e revolta.
É neste ponto que nós (professores), muitas vezes, sentimos grande impotência e dificuldade de actuação.
Repito, que não tendo filhos, a minha opinião baseia-se apenas na visão unilateral do “problema”.
Pessoalmente não concordo que as punições (mais ou menos pedagógicas…) aplicadas, ou que se desejem aplicar, sejam realmente percebidas e efectivas. Tal como o THORA acima referiu: “Se me explicassem calmamente eu era inteligente ao ponto de perceber..”

Sou da opinião (podem ir indo tratar da travessa… é desta que sou esquartejada!! :) que, muitos de nós, professores, falamos dos alunos sem termos em conta que se tratam de seres dotados de inteligência emocional, sentimentos, emoções, projectos de vida ... Reagimos mal… e pronto!!

Saberemos lá se tal atitude ocorreu pois os “miúdos” não dormiram… porque mal viram os pais no dia anterior, porque há que não conseguem falar com os pais ...porque não brincam… porque… Apenas porque…Seja qual for o motivo, concerteza ele existirá.
E, no meio de tentativas de cumprir programas, será que nos interessamos por saber?
(É nosso dever! E não me venham com “tretas” que o dever passa apenas pelo “ensinar”… mas esse é outro assunto)

Claro que, a saída mais fácil será responsabilizar a família. Claro que são responsáveis!! Mas, trata-se de uma tarefa que, em parte - atenção que não digo que o percentil seja igual!! – cabe também à escola.
É necessária a participação efectiva dos pais na educação dos seus. A família não se poderá demitir das “suas obrigações” e, continuamente, responsabilizar os outros agentes educativos dessa tarefa. E, não deve caber aos professores o papel de “carrascos”, na tentativa de encontrar “a solução”…
Que tal, em vez de atirar para as costas da outra parte a totalidade da responsabilidade, tentarmos, para variar, unir forças?
Utópica? Claro que sou!!

thorazine disse...

fdl,
eu acho o contrário. Os pais como têm consciência que têm a mão pesada sabem que com um "banano" arrumam a questão! A mulher, no seu complexo de inferioridade, fica ali a bater até ver o vermelhão! LOL

Viva disse...

Boa tarde pessoal

Depois de uns dias de ausência volto e logo com um assunto tão "caro".

Sou mãe de um ser do sexo feminino com 12 anos.
Sou irmã de uma profesora do secundário com vinte e tal anos de ensino.
Fiz parte de uma associação de pais dois ano e meio.

A minha filha está no 7º ano, e excluindo o infantário já passou por 5 escolas (2 primárias, 2 C+S e actualmente uma secundária).
Bem professores nem se fala.

Destas esperiência curta ´no tempo mas deveras diversificada, continuo com a opinião que sempre tive.

A culpa é dos pais e dos professores e dos auxiliares de acção educativa, e claro da sociedade em geral.

A desresponsabilização é transversal a todos mas ao contrário do que a maioria pensa, não passa por todos os pais, por todos os professores, etc..

Mas já me irrita a questão (desculpe me prof mas a psi aqui teve uma mão cheia)que a culpa inclusivé de todas as nossas frustrações enquanto adultos é sempre dos pais.

Por isso afirmo que há pais incompetentes, professores incompetentes, administrativos incompetentes, ministros incompetentes, etc..

E como encarregada de educação e representante da associação de pais também vi muitas vezes nas reuniões os professores presentes representantes dos diversos orgãos (sim que aquilo é gente com fartura) fazerem tudo por tudo para correrem com os pais de dentro da escola, nunca terem a menor disponibilidade para nada, e até as horas que deviam estar na escola ou ao serviço da mesma(fora do horário das aulas) nunca por nunca o fazerem. É claro que também havia os professores conscênciosos mas infelismente eram sempre em número reduzido.

Por isso o meu concelho é. Os pais não podem deixar de serem pais e isso implica exercer autoridade e que ás vezes custa como o raio o fazer, pois são pais e não amigos.

Os professores não podem deixar de serem professores e isso implica exercer autoridade dentro da escola (sim não é só dentro da saula de aulas) e é claro isso custa como o raio.

Mas todos t~em que o fazer.

Já quanto as palmadas, bem eu sofri violência doméstica, fisica e psicológica enquanto criança e adolescência, e por isso a violência para mim está fora de questão, mas para mim um açoite ou dois no rabo bem dados, não fere, nem fisicamente nem psicológicamente, e até em adultos dá muitas vezes resultados maravilhosos.

Até logo

:-)))

andorinha disse...

Boa noite.

Subscrevo na íntegra o que é dito no artigo. Eu não o diria melhor:)
Considero-o uma análise perfeita da conjuntura que se vive hoje em dia em termos das instituições família e escola.
"Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar."

É pena que pouca gente tenha isto em consideração:(

PAH, nã sei! disse...

E pah!! esta é de tese (Clarinha, desculpe... ;)

"É a unicidade das nossas experiências que torna a vida digna de ser vivida."
Karl Popper

MJ disse...

Não acrescentaria uma só vírgula. Apenas um parêntesis:

"os pais renunciam a impor disciplina aos filhos, remetendo-a para os professores"

É um facto que os pais se demitem da sua função de educadores/disciplinadores e a transferem para os professores.
Porém (e aqui é que me parece residir a principal questão), recriminam-nos, criticam-nos, desautorizam-nos diante dos filhos quando, ouvindo apenas a versão deles, nos acusam de cometermos injustiças "terríveis" quando chamamos a atenção dos "meninos" por uma atitude menos correcta.
Abençoado pai que, numa destas últimas reuniões de avaliação, falando dos direitos e deveres dos alunos nos disse: "Não lhes confiram direitos sem antes eles cumprirem os deveres."

Abraço

fiury disse...

...por falar em deveres nunca estes deveriam ser impostos como castigo e continuam a ser por parte de professores(mesmo dos recém formados).

existe uma nova resposta para crianças hiperactivas no hospital de santo antónio no porto.(serviço de neuro-pediatria).disse-me a mãe de uma criança que lutou anos com outros tratamentos.

Aspásia disse...

Boa tarde a todos

Felizmente não me posso queixar da educação que os meus pais me deram.

Hoje, se fosse viva, minha Mãe faria 86 anos. Convido-vos a conhecer um pouco da sua/minha história em O Jardim de Aspásia.

Beijos para todos.

andorinha disse...

Gostava só de acrescenter algo.
Não considero que ao falar-se de dar uma palmada se possa estar a falar de violência física. Nenhuma criança fica traumatizada por uma palmadita:)

Pah,
Não concordo quando dizes que "muitos de nós falamos dos alunos sem termos em conta que se tratam de seres dotados de inteligência emocional, sentimentos....reagimos mal e pronto."

Não podemos desresponsabilizar os alunos pelas atitudes negativas que muitas vezes manifestam.
Não dormiram bem? Têm problemas em casa? E depois?????
Quantas vezes nós damos aulas depois de noites passadas em claro pelos mais diversos motivos e não é por isso que vamos agredir os alunos.
Problemas todos temos e também isso não pode ser justificação para comportamentos de total falta de respeito pelos professores.
Também considero que o nosso papel vai muito para além do cumprimento dos programas, vejo sempre os alunos como pessoas e não como números ( e como eu muitos de nós, certamente).
Agora há comportamentos que são pura e simplesmente inaceitáveis e se formos demasiado permissivos não estamos de forma alguma a contribuir para a formação do aluno enquanto cidadão com direitos mas também com deveres.

Atenuantes? Poderá haver, mas nunca justificam tudo. Continuo a dizer que a maior responsabilidade cabe aos pais; não queiram demitir-se dela e delegarem essa responsabilidade em nós.
É muito mais fácil para eles e poderemos sempre ser o bode expiatório se as coisas correrem mal.

Atenção: este não é um discurso anti pais. É um discurso "dedicado" aos pais que não sabem ser pais.

thorazine disse...

"Não considero que ao falar-se de dar uma palmada se possa estar a falar de violência física. Nenhuma criança fica traumatizada por uma palmadita:)"

Andorinha,
mas se se conseguir contornar isso não achas que é uma educação mais salutar?

andorinha disse...

Thora,
Sim, claro, só quis frisar que uma palmadita não é sinónimo de violência física.

Vamos então por outro caminho: e as crianças que não sofrem de violência física e sofrem de uma atroz violência psicológica?
Comparações terríveis com irmãos/irmãs que deixam qualquer um de rastos...
Penso que essas sequelas permanecem por muito mais tempo, às vezes toda uma vida.
O que será mais grave?

PAH, nã sei! disse...

Andorinha,

terás que admitir que, MUITOS o fazem... claro que não justifica tudo! TODOS temos noites mal dormidas e dias piores e, nada disso justifica que tratemos mal quem nos rodeia. Mas são atenuantes... para os dois lados. Mas, enquantos que nós adultos conseguimos (mal às vezes) ponderar as questões e "não desatar à estalada porque dormismos mal"... não esqueças que estamos a falar de crianças e jovens.
A balança deles tem pesos e medidas diferentes...
Claro que não os desculpabiliza totalmente. Há que ter regras! Mas, tanto cabe a pais (a maior parte da fatia do bolo), como a nós... porque senão ficamos todos com o brinde :)))

andorinha disse...

Pah,
Eu sei isso e até compreendo que a bitola dos miúdos seja diferente.
Com os alunos sou até bastante tolerante (contrariamente ao que se verifica quando lido com adultos) precisamente por me lembrar ainda da minha adolescência( fui bastante rebelde):) e tentar sempre por-me no lugar deles.

Agora eu estou a falar de alunos com 18/19 anos, já não são propriamente crianças. O Thora só tem mais um ano do que eles:)))))))))))))))))))))))

Um comportamento inadequado uma, duas vezes, desculpo, tentando perceber o que o motivou e alertando o aluno para o facto de não ser a atitude mais correcta; quando é recorrente é evidente que não.
Fazê-lo seria mau para o próprio aluno e nem eu iria permitir que me achincalhassem como pessoa. Se eu os respeito, por maioria de razão eles têm que me respeitar.
Não exijo dos alunos em termos de comportamento nada que eu não faça.
Pactuar com má educação, arrogância, cinismo, insolência, isso não.

thorazine disse...

"O Thora só tem mais um ano do que eles:)))))))))))))))))))))))"

Sabes lá se eu não me porto mal nas aulas! É um mau exemplo!! :))))))))
Não, por acaso agora tenho pena de quem está lá "À frente" a esforçar-se por transmitir (apesar de nem todos o conseguirem fazer). Eu seria tudo menos professor!

PS - Mas no 10º fui expulso da aula de inglês por ter atirado uma sande de panado ao quandro, enquanto a professora estava de costas! Mera verificação experimental de um hipótese que elaborei com o meu parceiro do lado! LOLOL

PAH, nã sei! disse...

Andorinha,

claro que com esses (dessas idades..) tem que ser assim! Os meus nem ousam! (mas é a vantagem de os ter desde o 7ºano...).
Falo mesmo dos pequenos...

thorazine disse...

"...transmitir conhecimento!"

PAH, nã sei! disse...

THORA!!
quem levava agora, um belo de um açoite, eras tu!!

(e eu a defender-te no meu post... aiiiii :)

andorinha disse...

Thora,
Que desperdício para a sandes de panado. Loooooooooooooooooool

É próprio da juventude ser rebelde e eu que o diga que ainda me lembro de algumas "patifarias" que fiz a professores com quem não simpatizava.
Lá eram depois os meus pais, coitados, chamados ao Senhor Reitor que os alertava para o dever de me porem na linha:)))

Pah,
Com esses mais pequenitos claro que a atitude tem que ser diferente, mas já há muito que não tenho alunos dessa faixa etária.

PAH, nã sei! disse...

Professor!!
Já me esquecia!

Obrigada, com um tema destes, até fez ressurgir a minha vontade (perdida algures, entre centenas de testes e dores quase insuportáveis)!!

:))))

PAH, nã sei! disse...
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PAH, nã sei! disse...

ANDORINHA!!!

PAH escandalizada!! Agora uma palmada a ti, menina feia... (ups! andorinha feia!! :)))))))

lobices disse...

…aquele Professor José não sei quantos que ontem foi entrevistado pela Judite na rtp um e que hoje iria dar uma “lição” aos empresários portugueses (e não só), a certa altura disse que as Empresas precisam de Filósofos e de Poetas nos seus Quadros Dirigentes…
…fiquei pasmado… depois do que ele disse a seguir, dei-lhe razão… as Empresas podem ter tudo e saber tudo mas falta-lhes a parte das “Humanidades”…
…é um pouco isso, ou seja: hoje a educação deve ser encarada de uma forma diferente daquela com a qual os nossos pais encararam; a noção vivida que eu tenho é que os meus pais me educaram de uma forma A; eu eduquei os meus filhos duma forma B e estes estão a educar os meus netos duma forma C
…os meus Professores utilizaram em mim e nos meus colegas a régua (a palmatória) com furos para doer mais; usaram a ditadura do quero, posso e mando porque eu é que sou o professor e vós apenas aprendizes duma tabuada e duma tábua rasa de ditames e normas de um programa que já não existe
…os Professores dos meus filhos eram pessoas da minha geração e viviam-se os anos da revolução de Abril… um processo revolucionário em curso
…os Professores dos meus netos são pessoas da geração dos meus filhos e o mundo é globalizado, multifacetado e multi-informado e informatizado
…os processos evoluem e não podemos apreciar correctamente se estão bem ou mal
…eu não tenho capacidade de avaliar se o ensino hoje é melhor ou pior do que o foi no meu tempo de aluno e criança ou jovem; apenas avalio que é muito, muito diferente
…talvez, na verdade, os Pais de agora transfiram para a Escola a educação dos seus filhos; os Professores que os eduquem porque os Pais não têm tempo para isso; a vida está de tal forma diferente que tudo o é sem o ser e tudo o que é deveria não ser… como saber se não são momentos iguais?...
…como avaliar?
…em criança, lembro-me de não abrir a boca quando estávamos à mesa; apenas olhava os olhos de minha Mãe e olhava a seguir para a travessa do arroz, por exemplo, e ela já sabia que eu estava a pedir mais um bocado
…no fim, não me levantava sem pedir licença a todos os presentes mais velhos: os meus pais e os meus avós
…na escola não nos deixavam brincar nem falar uns com os outros
…como comparar os tempos e ter a certeza de dizer que o meu melhor Professor (por acaso e apenas por curiosidade, o avô do nosso Rui Veloso) estava errado e os actuais é que estão certos ou, o contrário, que ele é que estava certo e os actuais errados?
…talvez a Educação neste País também precise de Poetas e de Filósofos
…talvez seja preciso ler poesia a saltar ao eixo
…talvez seja necessário pensar alto e divagar, dar lugar ao sonho e deixar que tudo flua naturalmente como o ar que respiramos…
…mas
…quem sou eu (sem graus académicos) para filosofar desta maneira?...
…apenas acrescento que admiro a paciência dos Professores (que recebem nas suas salas de aulas todos os traumas e não só que as crianças trazem de casa)
…apenas acrescento que, com toda a sinceridade, não seria capaz de estar no lugar deles, professores, porque se estivesse, se eu hoje estivesse a dar aulas, apenas ensinaria as crianças a amarem as palavras, a abraçarem-se uns aos outros, a jogarem ao eixo, a repartirem o lanche com os colegas que não o tenham e, no fim, ensinaria a tabuada cantada embalada pelos sorrisos e, se possível, com a contagem pelos dedos…
…apenas sonhos que não se podem mais concretizar
…apenas lembranças
…um bom fim de semana para todos vós, Amigos(as) e abreijos
(e hoje não escrevi em bold)

andorinha disse...

Pah,
Escandalizada porquê???':)))
Fui muito, muito rebelde na minha adolescência e já nessa altura revoltada com o mundo.
Apercebi-me cedo das enormes desigualdades económicas e sociais existentes no mundo e isso criou em mim uma enorme revolta.
Sempre fui óptima aluna no liceu e só com muitos sacrifícios por parte dos meus pais consegui ir para a Universidade; corri o risco de ficar apenas com o antigo 7º ano quando via colegas meus com muito pior rendimento escolar ingressarem felizes e contentes no ensino superior só porque os papás eram todos gente de "massa".
Talvez por isso, ainda hoje em dia, eu seja muito sensível a toda e qualquer injustiça.

P.S. Não costumo utilizar o blog como confessionário, mas hoje deu-me para aqui:)

Lobices,
Discordo de ti, homem.:)
Acho que eras perfeitamente capaz de estar no nosso lugar, transmitindo aos putos para além de conhecimentos científicos, toda essa filosofia de vida. Palpita-me que darias um bom professor ( e não estou a bajular ou a querer ser simpática, já me conheces).

Que raio! (pergunta para mim mesma) Por que razão agora parece que me sinto na "obrigação" de justificar o que escrevo?

E quanto a filosofares, não sabia que eram necessários graus académicos para isso.

Abreijos:)

Maite disse...

Caro Professor

Relativamente a este assunto, só me ocorre dizer que se fala imenso de educação (nunca antes tanta gente se considerou perita em educação). Mas é só isso. Fala-se,...há um esforço enorme para ensinar educação com os mesmos métodos com que se ensina a matemática, ciências, a comer a horas, a dormir a horas etc. O problema é que os jovens aprendem mais com a educação que eu chamaria "colateral" do que com a educação "formal". Aquela famosa frase "faz o que eu digo, não faças o que eu faço" é sintomática infelizmente...mas insiste-se em deixá-la prevalecer ou atrever-me-ia a afirmar que cada vez está mais na moda.

Tenha uma boa noite

PAH, nã sei! disse...

Andorinha,

Ora, hoje somos "nozes" a ter uma "cumbersa" aqui ;)
Chefinho fora, feriado na loja :)))

Concordo contigo, no que diz respeito ao "Quim" (espero que me permita a intimidade).
Quantas mentes e mentalidades não conseguiria, pelo dom da palavra, converter??
Muito dos "nossos" miúdos precisam de alguém que, além de lhes transmitir conhecimentos, lhes fale com o coração... não vejo melhor pessoa para tal...

Quanto às justificações, já pareces eu a desculpar-me ao chefinho ;)

QUIM,
Do pouco que conheço (do que li), acho que deve ser um encanto de homem!!
Beijoca doce

CHEFINHO...
deixou a loja aberta!!
Beijoca pa si também!!

Vou-me atirar aos testesssss... aiii... que até dói... :((

Julio Machado Vaz disse...

Maralhal,
Quero deixar bem claro que não considero violência física duas palmadas em rabos protegidos por espessas fraldas:).

andorinha disse...

Júlio,
Palmadas em bébés tão pequeninos?????!!!
Uma palmadita em qualquer rabito não é violência.
Mas diga-me uma coisa: a violência psicológica não é mil vezes pior do que uma palmada?

Pah,
O "chefinho" não está fora; quando menos se espera ele aparece.:))))))))))))

O Quim é uma jóia de pessoa, podes acreditar em mim:)

Quanto às justificações, como já houve aqui ocasiões em que fui mal interpretada, devo ter ficado "traumatizada", só pode ser isso.
Prevendo uma possível má interpretação, antecipo-me.:))))))
A mente humana tem cada uma!!!!!

E agora depois de me ter rido a valer com os Gato Fedorento, vou fazer o mesmo que tu: corrigir as duas turmas que me faltam.
Quero ficar com o fds livre.

andorinha disse...

Só um apontamento antes de ir. Acho um piadão às pessoas que só vêm aqui falar com o Professor como se os outros não existissem.
É engraçado:)))))))

Até amanhã, gente:
Fiquem bem.

AQUILES disse...

O meu lema de vida é bom senso.
Há, indiscutivelmente, uma falta de autoridade paterna. Em consequência há falta de educação e de disciplina. Na 1ªm República o Ministérios chamava-se de Instrução. À escola compete instruir objectivamente e educar civicamente. A educação de casa é essencial para a formação humana dos jovens. E não sendo a favor de castigos corporais, reconheço que há uma idade em que uma palmada substitui uma persuasão impossível de levar a cabo quando a compreensão ainda não dá para apreender muita “filosofia”. Mas o cerne da questão está na casa de cada um. Podemos falar dos tempos modernos e das implicações da sobrevivência hodierna. Mas o cerne do problema continua na casa de cada um. Eu e muitos da minha geração fomos criados com a mãe em casa. Uma cultura de respeito e autoridade garantia-nos dentro de parâmetros. Pelo que não levávamos problemas para os professores, que respeitávamos e temíamos em simultâneo. E não me lembro, mesmo assim, de haver traumas dos professores desse tempo. Sempre ouço falar com carinho, entremeado com algumas anedotas juvenis, desse convívio escolar.
O problema começa quando muitos pais, ou melhor, mamãs, começaram a pôr os seus filhos em pedestais. Os únicos, os melhores, os insuperáveis, enfim, as “porcelanas”. (Já agora chamo a atenção para o programa “Portugal de” com a Maria Belo, que centrou o problema de Portugal e dos portugueses com o relacionamento da mãe com os filhos.) No fim-de-semana passado houve um semanário com um artigo sobre as mesadas, que leva a compreender melhor este problema. Os meninos/as passaram a ser inimputáveis para os seus pais. Que perderam a capacidade de imporem regras, disciplina e de os educarem para a vida. A escola reflecte de imediato esta anomalia. Além de que é mortalmente atingida por uma linha de pedagogia anódina, insensata e inconsequente que potencia o problema no interior da escola, porque totalmente desfasada da realidade do meio onde os alunos se inserem. E depois, o desculpabilização de tudo e todos, não abona nada a favor do crescimento e da maturidade dos jovens.
Que os pais se demitiram, demitiram. Muitos. Alguns, mesmo com horários de trabalho horríveis não abdicaram de serem pais. Sobre a escola nem digo nada.
E para corolário disto que relembrar o episódio dos estudantes de Guimarães que apresentaram atestados para não fazerem exames do 12º ano, com o conluio dos pais, senão mesmo o incitamento à marosca e aldrabice, bem como a conivência dos médicos. Houve consequências para alguém? Não. O exemplo frutificou. São os próprios pais os maus exemplos, bem como a sociedade que dá cobertura e não só, pois também homologa os procedimentos incorrectos, vigaros e aldrabões. O crime compensa.

AQUILES disse...

Não sei se os PSI viram o programa com a Maria Belo, mas era um tema interessante para se tertuliar.

thorazine disse...

andorinha,
sabes bem que isto é uma monarquia. Preimeiro dirige-se a palavra ao rei e só depois aos fidalgos! :)))))))

Ahh...a sandes nem era minha nem do meu parceiro! Sabes, nessa altura era "careta" levar o lanche para a escola! LOL

Levar uma palmada não faz mal, mas também que bem pode fazer se eles de fralsdas nem vão entender o significado dela? Um modelo ahimsa tipo gandhi resultava melhor mesmo para manter a autoridade! Basta um bom arregalar de olho! ;))))))))))))


PS- Devia ser extremamente proibido marar testes ao sabado. Podia vir o papa este fim de semana cá e absolver-me, depois dos meus comparças de caxias! LOLOLOL

CêTê disse...

Boa noite a todos,
O tema é-me tão "caro" que tenho estado a escrever e a apagar há já uns minutos. Tinha tanto para contar...
... que ser mãe me ajudou a perceber que andei a exigir de mais dos pais dos meus alunos e da forma errada- pode-se conseguir pouquinho diariamente, por exemplo.
...que ter passado e superado um período depressivo sozinha me enriqueceu profundamente ao nível do conhecimento dos outros e de mim- tornou-me mais atenta aos sintomas e sinais que eles (alunos e/ou pais) denunciam (e nada há mais importante do que a vida.) Quantas vezes o mau comportamento é um pedido de ajuda exactamente dirigido a quem mais nos pode ajudar! Antes de condenar há que entender.
E o que dizer da dicotómica posição em casa que os progenitores assumem- casados e/ou divorciados (não interessa) e que tão bem se encontra ilustrado no coment do FDL?
... que ter tido uma infância "alada" me faz temer o pior das competências relaccionais das novas gerações- e que bom é ter um feriado e ter tempo para nada fazer! Trabalhos de casa para os pais ou os explicadores fazerem? Só se merecerem esse castigo!LOL
... que estar perto dos quarenta me torna muito mais exigente com o que falo dos meus alunos- treiná-los a serem pescadores dos peixes que mais gostarem de comer.
... que acacompanharmos alunos debilitados para darmos valor aos pequenos grandes saltos e sabermos usar o elogio, sempre!

A parte que mais gosto da direcção de turma é exactamente a interacção Pais-alunos. Faz-me falta ás vezes não ter o cargo, apesar de a nível burocrático ser um alívio.

Quanto ao exercício físico da autoridade...

...há quem parta cadeiras nas costas dos filhos. Na escola eles não entendem como pode ser uma repreeensão um castigo.

...há quem tudo permita aos filhos e eles não conheçam se quer um tom de voz mais elevado.
(...entre professores há a mesma variablidade. E os auxiliares da acção educativa que estãp com eles "à hora do lobo"-intervalos- é que se vêem da cor da abelha!!!)

Ben já chega.;]]


bjnhs

CêTê disse...

(desculpem omissões, erros, etc,Como sabem não escrevo antes no word ;] é o que saí (que o tempo é pouco e é castrador.)
Além do mais a semana foi longgggggga
Bom fds

Pamina disse...

Boa noite.

Embora não em testes, como a Pah e a Andorinha, também estou afundada em trabalho (que já deveria ter ido hoje para a tipografia). Assim, passei só para ler o post e para desejar a todos um bom fim-de-semana. Para quem tem de trabalhar a minha solidariedade activa, para os outros, desejo que descansem e/ou se divirtam, conforme as necessidades mais prementes:).

JFR disse...

A concordância com o artigo é muito grande. Estamos no domínio do diagnóstico. E, apesar da sua importância, não chega. Daí, ficar à espera das conclusões dessa reunião. Ficarei muito satisfeito se os remédios apontados para melhorar a situação forem, pelo menos, tantos quanto as várias formas de se fazer arroz em Valência.

É que, só o diagnóstico, nunca curou ninguém.

JFR disse...

noise (3,57PM):

Num mundo globalizado com as crianças e os jovens usando e abusando da net e da TV,é impossível que a educação, anteriormente exclusivo(ou quase) dos pais, não se torne uma obrigação da sociedade em geral.

JFR disse...

Julgo que o maior desafio que se coloca à sociedade em geral, é conseguir contornar os obstáculos que o mundo actual coloca aos vários responsáveis pelo acompanhamento do crescimento das crianças.

A vida actual determina uma falta
de unidade educacional.

Desde muito cedo, são muitos os participantes na formação das crianças. Participantes esses, que podem ter vivências muito diferentes. E, daí, resultar uma miscelânia de informações, de conceitos e de valores que a criança ainda não é capaz de descodificar.

Longe vai o tempo em que a família e o professor primário (muitas vezes o mesmo durante 4 anos) eram os responsáveis por essa fase tão importante da formação que vai do berço até ao início da adolescência. Nem sempre isenta de erros, mas muito menos confusa.

Por isso, creio que algo poderá melhorar se forem criados meios que possibilitem, dentro da diversidade, encontrar princípios unificadores que os agentes educacionais usem.

AQUILES disse...

JFR (1:00)
Concordo.
O acesso a comportamentos alheios à cultura de cada povo, também veio baralhar, e muito, a apreensão das juventudes. A globalização no acesso a meios de comunicação introduziu novos factores no exercício bi-direccional (educadores/educandos)
que é a educação.

Ameninadalua disse...

Bom dia

Aquiles

Seja bem aparecido:) às tantas pensei que se tivesse cansado de algumas nossas conversas:)


Quanto ao tema de hoje tambem concordo que o equilíbrio e o bom senso é importante e necessário: cada criança é um caso e o que adoptamos como um filho pode não ser o mais correcto com o outro.

Não me parece que a autoridade deva causar sofrimento, seja ele físico ou psicológico; os traumas e medos de infância que muitas vezes se prolongam pela vida fora , referem-se quase sempre a situações de violência exercida nas crianças.

A autoridade deve sim ser sentida e entendida pela criança e aplicada de formas diferentes e adequadas conforme as suas idades de crescimento mas sempre com a ideia subjacente que existe ele (a criança) mas tambem os outros...

Estabelecer limites é de facto muito importante porque permitem à criança por um lado entender que ao ultrapassá-los lhe é inconveniente e por vezes perigoso mas tambem para eles próprios se sentirem seguros e confortáveis dentro dos seus limites...

Os pais tem imensa responsabilidade mas concordo tambem que o estado, dito "civilizado" não pode deixar completamente ao arbítrio dos pais a integração educacional pelo que os programas e os professores devem ter espaço e responsabilidade para esse papel na sociedade.

Contudo e como em todas as relações humanas o respeito e amor pelo próximo, neste caso pelas crianças, continua a ser o valor que melhor nos deve nortear porque utilizando uma frase muito gasta "o futuro é das crianças"

noiseformind disse...

jfr e catarina,

Engraçado como duas pessoas a interpretar uma frase tão curta tenham falhado tão redondamente a interpretação das minhas palavras. Do que eu discordei (no espírito do artigo, aliás) foi da "internacionalização" e absolutismo de que os conponentes da sociedade sejam entendidos todos no mesmo patamar de responsabilização.

Como já aqui disse nas diversas vezes que se falou de educação achei importantíssimo na minha educação de escola primária as reguadas que apanhei na escola. Pq elas estavam associadas ao conhecimento. Até 3 erros tínhamos de repetir 3 vezes a palavra certa ou fazer as tabuadas respectivas. A partir daí caía a régua na mão. Quem não queria levar com a régua estudava a lição. Havia um móbil estruturante para estudar e para evitar o castigo. O castigo só existia na medida em que castigava a ignorância. E acho que o conceito deveria ter permanecido, alheio a qualquer reforma educativa, na medida em que não significa nenhum prazer específico da professora em relação à violência. Se não formos castigados pela ignorância na escola, sê-lo-emos na vida adulta.

Hoje em dia tal n é permitido, o bater. Mas o professor é incluído cada vez mais no roteiro da educação do infante ao mesmo tempo que vai sendo desdentado das suas ferramentas autoritárias. E ter autoridade é o passo fundamental para desenvolver um bom trabalho educativo. Analisemos as consequências que um colega meu teve, no 7º anos, de mandar a professora à merda. Foi levado ao Conselho Directivo e imediatamente enviado para casa e foi suspenso durante uma semana, sem qualquer possibilidade de apelo. Ou seja, a turma ficou sem um elemento desafiante no exacto momento em que ele se manifestou, podendo eu e todos os meus colegas disfrutar da aprendizagem que a dita professora nos transmitia, neste caso Técnicas Admnistrativas. A mesma situação hoje em dia dificilmente seria motivo de algum tipo de acção numa escola de classe média. A professora iria fazer de conta que n ouviu, ou q n viu, o aluno iria gozar com a professora, pegar no telemóvel e começaria a mandar sms etc, etc. Até que a professora se decidisse a chamar um funcionário para o expulsar, medida que teria de ser justificada ao Conselho Directivo com resmas de relatórios. E mais, a professora seria obrigada a compensar a aula perdida do aluno, que ele próprio tratou de n ouvir.

Ora isto cria situações intoleráveis a nível do desempenho da escola. Se na escola a transmissão de conhecimento n é feita de forma continuada e assertiva não esperem que o ensino melhore. Todos os anos somos ultrapassados por países de Leste no Índice de Ensino da OCDE e isto quer dizer apenas uma coisa: que andámos estes anos todos a copiar a Finlândia e a Suécia sem termos a matéria-prima desses países. Pq no fundo no fundo somos uma sociedade de marialvas e preguiçosos trabalhadores primários, que apostam na emigração e n na educação, a cunha espreita em todo o lado como forma de captação empresarial, etc, etc, etc. E era por isso que deveríamos ter conservado a reguada e uma postura implacável contra a má-educação. Pq era através dessa postura que a escola se assumia como filtro em relação a situações de falta de educação e violência gratuita que aconteciam em casa. No tem em que andei na escola o castigo tinha uma origem e acontecia com uma motivação, n era gratuito nem aplicado à discrição do professor. E sei , pelo que ouço, que já era um modelo muiiiiiiiiiiiiito cândido em relação ao que a malta mais velha enfrentou, com situações frequentes de espancamento, especialmente em instituições de ensino ligadas à Igreja.

Na secretaria do CLF, na semana das inscrições de miúdos na lista de espera para entrada no colégio, pode ler-se todos os anos "não aceitamos ecografias". Pq as pobres das freirinhas tinham pessoas que iam lá entregar os miúdos ainda no útero das mães. Educacionalmente o CLF é precisamente o oposto do CLIP em termos educacionais. Usam todos as mesmas camisolas, é proibido usar telemóvel DENTRO DO COLÉGIO (n é só nas aulas, reparem) e os professores estão autorizados a expulsarem qq aluno da aula ou tirarem-lhe qualquer objecto e raramente essa expulsão n dá origem a uma suspensão. E, horror dos horrores, as freiras vigiam os intervalos tirando cigarros aos alunos, e mesmo dando-lhes as tão terríveis palmadas. E os mais ricos do Porto e arredores correm para lá para que os seus filhos recebam esta educação opressiva. Por um lado imagino que seja para que os filhos tenham práticas de convivência em sociedade. Mas n tenho dúvidas que muito boa gente usa o CLF para dar aos putos a educação que eles próprios não se estão para chatear em dar.


E acontece o mesmo na classe média, com a agravante de que depois o remorso os faz vir para blogs dizerem anormalidades de La Palisse do tipo:

"Por isso afirmo que há pais incompetentes, professores incompetentes, administrativos incompetentes, ministros incompetentes, etc.."

Só falta dizer: e há vacas com 4 tetas, e há pretos que são albinos, e há cães que ladram...

Ameninadalua disse...

CÊ TÊ

"desculpem omissões, erros, etc,Como sabem não escrevo antes no word:)"

Aproveito tambem para igualmente lamentar e dizer que tambem dou alguns erros que apenas os leio depois de já estarem comentados mas tambem prefiro escrever "ao sabor da pena" e manter um certo ar de autenticidade:)

CêTê disse...

Por falar em reguadas...
A minha querida professora da escola primária diagnosticou bem o meu problema ao nível da língua materna "A _________(CêTê, para vocês lol) onde não existe erro inventa-o !"
Ela adivinhou (lol)que era acima de tudo um dom criativo uma fuga motivacional. Para quê reguadas?
Apanhei com a régua na tola 2 vezes por estar a "blogar" na aula.
Eu sei que não é nesse contexto que aqui se fala de "castigos" físicos. Mas isso também nos levaria muito longe e por caminhos muito lamacentos.
Imaginem o nosso primeiro a opinar... (lol)
bjnhs


(não é que começo a "tolerar" música clássica!? )

DarkViolet disse...

Ninguém nos ensina nada, apenas damos cabo de tudo sem saber que o que fazemos é evolução na forma inversa. Não são os outros que nos criam padrões em nós, somos nós que andamos camuflados na "educação" dos outros. "Não faças isso!"

CêTê disse...

Professor,
Estou a rir (a bom rir) com as suas crónicas.
As marteladas...lol... são sina mesmo. São para marcar o ritmo? E se lhe dessem umas cervejolas e o pessoal das marteladas fizesse um intervalo? Bem ... (lol) até poderiam ser o vosso público real!

Para além do riso e da voz, do clima intimista que criaM (não foi lapso por em maiúscula), está o conteúdo que me leva a ouvi-lo agora à distância de um clique!)

Que tal, um destes dias, venderem em "pastilhas"- vulgo CD- estas crónicas. Cada música dura o mesmao que cada crónica e a vossa letra é muito ou tão interessante como as melhores. Assim o pessoal poderia ouvir no carro, por exemplo às horas que pudesse em vez de ouvir notícias do trânsito no Equador, ou publicidade de champoo para caninos, por exemplo.
Digo eu.



Agora esta é para ti andorinha- ;]]]]]]]

Quando me dirijo aqui ao professor eu sei que ele 99,9999999% das vezes nem lerá os comentários. Porque não terá pachorra, nem tempo, nem...
Mas por vezes a mensagem é-lhe mesmo dirigida. Mas assim em "carta aberta" a D. Gerturdes deixará de ter de violar mais uma missiva para manter informada a menina Maria.
;]]]]]]]]]]

A propósito dos testes (que são uma pandemia cognitiva para os putos mas para nós tb) prevejo uma década para grandes mudanças- aquelas experiências dos quadros interactivos com comandos
personalizados hão-de cá chegar nem que seja com o intuito de avaliar a nossa perfomance...);]
jocas maradas (onde anda a nossa "amiga"?)

andorinha disse...

Bom dia.

Este tema é aliciante (lá estou eu a puxar a brasa à minha sardinha):), como se vê pela maioria dos comentários.

Agora esta é para ti, Cêtê:)))))

Tás maluca ou quê??????????!!!!!
Loooool
Então tu achas que esse meu comentário era dirigido a ti?
Eu bem digo que sou sempre mal interpretada....
Tu diriges-te ao Júlio, mas também aos outros murcónicos, aí já está uma grande diferença.
Claro que há alturas em que o interpelamos directamente, mas isso nem sequer está em causa.
E nunca eu te iria mandar essa "boca" assim a seco, rapariga.

Só disse que acho um PIADÂO às pessoas que chegam aqui e só falam para ele como se mais ninguém existisse.
Confesso que acho extremamente engraçado.Looool
Se leres o que está para trás, vês que tiraste uma conclusão precipitada.

Exijo pedido de desculpas em público:))))))

jocas maradas ( a Su ainda está a dormir):)

Quanto a escrever-se primeiro no Word devo confessar que tal coisa nem me passava pela cabeça.
O prazer é escrever ao correr da pena, duma forma espontânea e natural, quase como se estivéssemos a conversar.
É o que sempre faço, depois só releio antes de publicar, para ver se ficou algum erro.

Bom sábado, gente:)

andorinha disse...

Noise,

Como já sabes, discordo em grande parte do que advogas neste campo, mas como não dá para "desbobinar" tudo aqui, fica para uma próxima conversa.:)

Só uma coisinha. Dizes tu que "Se não formos castigados pela ignorância na escola, sê-lo-emos na vida adulta."
Sabes bem que não é assim, antes fosse.
Basta olhar para alguns ministros, deputados, etc. Loooool
Não é o conhecimento que é importante, mas sim, knowing the right people.:(

P.S. Só uma nota final: no que te diz respeito, considero que foram poucas as que apanhaste na escola, miúdo.
Há coisas aí que ficaram por limar:))))))))))))

noiseformind disse...

Andorinha,
Ai são são. São ministros e deputados de Portugal! Queres castigo maior? ; )))))))))

thorazine disse...

Porque é que a malta anda em campanha anti-downloads e depois lança o cd de sergio godinho a quase 20€? :((

PAH, nã sei! disse...

Bom dia a todos!!
(sei que já é de tarde... mas lembro-me de ver nascer o Sol, quando larguei os testes... já só faltam... é melhor não falar!!)

Ena, ena... que andaram para aqui ocupaditos, não?
É de mim, ou existem por aí uns "traumitas" com reguadas?
E se fosse com uma cana daquelas fininhas no rabiosque? Ah?!!
Bem me pareceu que a minha professora da primária era inovadora no método! :)) Ou não... teria uns 70 anos quando acabou, diria connosco, a 4ª classe. O que me leva para o tema: será que aguento mais 30 anos disto??
Ó chefinho, não acha que a idade de "fim de carreira docente" é, digamos, EXAGERADA??
(depois lá vamos nós para os PSIS!! Já percebi!! Isto é, para nós docentes, a chamada INTERDISCIPLINARIDADE! Que forma tão genial de manter a moeda a circular!! O estado paga-nos e nós pagamos aos psis!! ;)))

Pronto, estou a divagar e diria mesmo a alucinar... (é da hora...)

Quanto ao assunto, e visto que hoje daqui não sairá comentário de jeito... deixo só uma palavrinha a alguns dos presentes (note-se que a letra maiúscula, no nome de cada um, será apenas para melhor identificação. Podendo, os interessados usar o "scroll" e procurar o seu nick).

NOISE,
“Educacionalmente o CLF (…) Usam todos as mesmas camisolas, é proibido usar telemóvel DENTRO DO COLÉGIO (n é só nas aulas, reparem) e os professores estão autorizados a expulsarem qq aluno da aula…”

Filhote, não é só aí querido… ai, ai… procure em CNSB e verá.

DARKVIOLET,
“Ninguém nos ensina nada, apenas damos cabo de tudo sem saber que o que fazemos é evolução na forma inversa.”

Tsss… se o “xôr” Darwin o ouvisse!!
Claro que explicaria o fenómeno da camuflagem sob vários “alias” (nick’s, personalidades…)
Não seja tão anti-tudo… também há coisas positivas no Mundo!

CÊTÊ,
“Quando me dirijo aqui ao professor eu sei que ele 99,9999999% das vezes nem lerá os comentários. Porque não terá pachorra, nem tempo, nem...”

Claro que a Andorinha não falava “per te”… ;)
E, absolutamente claríssimo, que chefinho tem lá tempo… principalmente quando nos pomos (como eu) a divagar, ou a dizer mal só porque apetece… :) (fica já o esclarecimento que este último momento se refere a quem enfiar a carapuça. E não é o seu caso :)

ANDORINHA,
“Este tema é aliciante (lá estou eu a puxar a brasa à minha sardinha):), como se vê pela maioria dos comentários.”

Como te percebo…

Pronto… não custou muito…
Malta, bom S. Martinho!!
Beijos para TODOS!

AQUILES disse...

Noise (10:27)
Subscrevo na integra.
Sobretudo a frase que a Andorinha destacou. Que complementa aquela já célebre: "Ensinar mal custa tanro como ensinar bem, só que sai mais caro". E os ministros e os deputados são a prova do quanto mais caro nos custa.

Aspásia disse...

Passo para desejar bom fim de semana a todos e bom S. Martinho para os crentes da boa pinga...

Aliás por causa de minha Mãe ter nascido no dia deste Santo um pouco dionísiaco a mais... e pelo facto de meu Avô Carapeta às vezes prestar devoções algo exageradas ao Santo, durante muitos anos, em Estremoz, a versão politicamente correcta de minha Avó Assunção era a de que minha Mãe tinha nascido dia 11 e não dia 10 de Novembro...

Enfim, precauções de tempos idos...

Votos para vocês de que todos...
Carpe Finis Settimanem...

noiseformind disse...

Se bem que, se a malta começasse a aplicar castigos destes, os putos ainda acabavam a fazer cenas de propósito para serem castigados looooooooooooooooooooooooooooooooooooool

noiseformind disse...

Thora,
Nestas alturas de frustração mp3ística pode-se sempre fazer terapia de substituição. Não há Sérgio Godinho? Venha Tom Zé!!!!

thorazine disse...

Bem!!!

Só posso dizer obrigado e tentar retribuir! Mil e uma influênceias..não conhecia!

;)))))))))

andorinha disse...

Noise,
Tu és mesmo doido!:))))
Só posso dizer: abaixo os castigos, acima a persuasão.Loool

Henrique Doria disse...

Os pais preferem que os filhos tenham direitos a terem obrigaçãoes, é mais fácil e é um modo de agradar mais aos filhos. Nesta sociedade hedonista, no fundo os pais amam-se mais a si próprios do que aos filhos: a não exigência de responsabilidades aos filhos é um modo de eles,pais, ficarem tranquilos e satisfeitos consigo mesmos.
A agressão é, então, exercida sobre os professores, como se estes, como funcionários públicos que são( AI DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS!), tivessem a obrigação de suportar a estupidez e o egoísmo dos pais.

addiragram disse...

Não lhe parece que aqui está contemplada só uma parte do problema? A violência está também indissoluvelmente ligada ao desamparo e carência que muitas das nossas crianças vivem nas suas famílias,elas mesmas profundamentamente disfuncionais e só conseguindo comunicar pelo agir.
Na relação com os professores e com a escola tendem a reviver toda a insatisfação e revolta que experimentam. A ausência de prazer e de curiosidade que os habita não reflectirá a profunda apatia em que vivem mergulhados? A violência é a derradeira forma de sobrevivência.
A existência de "limites" é essencial mas estes só podem ser integrados quando a par e passo há a atenção, o respeito, o cuidado ,a ternura,etc,etc. O nivelamento das gerações é por vezes a solução fácil(porque imediata) para o sentimento de culpa que os educadores vivem por não "terem tempo"nem capacidade para dar outras coisas.
Assim a relação professores-alunos transforma-se, com muita frequência, numa relação de ataque-fuga. As relações de aprendizagem e cooperação tornam-se inviáveis porque ambos os lados olham o Outro como inimigo. Não são só os alunos que olham os professores como fonte de todos os incómodos e chatices; são também aqueles que ao sentirem-se mergulhados num "diálogo de surdos" olham os alunos com o seu maior problema.
Como cortar este ciclo infernal?
Uma obra ciclópica mas não impossivel, acredito.
Os diferentes componentes do problema/s deverão ser claramente identificados, sem se caír numa análise parcial e manicaísta. Ninguém deve ficar de fóra. Depois há que pensar das pessoas reais e não nas pessoas ideais e procurar ir ao encontro delas.Realmente. Alunos.Professores. Pais. Todos têm as suas razões. Todos têm os seus problemas.

Julio Machado Vaz disse...

addiragram,
Eu escrevi "não só, mas também"...

Julio Machado Vaz disse...

Pah,
Os psis também precisam de viver:).

addiragram disse...

Há alguma dúvida? :))