sábado, junho 10, 2006

Burgos.

A Catedral. A inevitável paella. Este povo que invade praças e esplanadas, riso, apetite e crianças em punho. O passeio a pé para comprar a consciência. O edifício iluminado. A inscrição - "Neste palácio, a 1 de Outubro de 1936...". O meu velho a desfiar a história, um avião transportando Sanjurjo de Portugal não chegara ao destino. E Franco tornava-se o chefe do "levantamento popular", vitorioso à custa da ajuda de Hitler e Mussolini e da miopia cobarde da França e Inglaterra. A foto. Quando regressar, o slide. Depois as aulas. E tudo o mais que preserve a memória, enquanto os neo-nazis se manifestam...

13 comentários:

thorazine disse...

Estes anos, na Alemanha, nas mesmas avenidas onde desfilaram as tropas SS à 60 anos atrás marcham jovens numa LoveParade! Apesar de ser uma "mix" de droga e amor, a contradição está lá! Também! :)

andorinha disse...

Preservar a memória é necessário, já que os homens a têm curta.

Já com saudades dos bolinhos de bacalhau da Mindinha?:)))))))

AQUILES disse...

ACERCA DISTO DISSE:

http://divagan.blogspot.com/2006/06/os-monstros-que-democracia-incrementa.html

Aspásia disse...

Prof.

No abuse de la paella en Castilla la Vella... excessos alimentares só dentro da fronteira, como a Andorinha muito bem lembra com os bolos da Mindinha...

Continuação de bom périplo!:))

azulcereja disse...

A foto:

A Catedral de Burgos

"A Catedral de Burgos tem trinta metros de altura
e a pupila dos meus olhos dois milimetros de abertura.
Olha a Catedral de Burgos com trinta metros de altura!"


No passado 26 de Maio assisti a um recital de música e poesia em homenagem a António Gedeão, no auditório municipal de Almada, com Manuel Freire e Samuel. Comemora-se este ano o centenário do seu nascimento ( faleceu há 7 anos ).

Professor, desculpe a publicidade, mas pode ser que alguém, do Minho ao Algarve, se decida a convidar o Manuel Freire e o Samuel para fazerem o mesmo, parece que eles estão disponíveis a fazerem o que fizeram nessa noite em Almada.

http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/antonio_gedeao/biografia.html

Eu sou uma fã confessa do Rómulo de Carvalho/António Gedeão! Quem desde os 9/10 anos decorou a Pedra Filosofal, logo após ter sido cantada por Manuel Freire no Zip-Zip, do que é que se está à espera? Claro que também sou sua fã, professor! ( se calhar ainda não se percebeu)...(eheheheh)

Beijinhos para todos com votos de bom domingo.

azulcereja disse...

Musicalidade

"Expresso- O trabalho do som, do ritmo, é a preocupação fundamental?

Rómulo de Carvalho- Não posso dizer que a preocupação seja o trabalho de … porque não tenho trabalho nisso. É como o Manuel Freire quando fez a música da «Pedra Filosofal»- contou-me ele- esteve a ler, pegou na viola e tocou. Também a minha escrita ocorre por si mesma. Há uma tradição que é os poetas estarem sentados à mesa com uma folha de papel à frente, em branco à espera de uma coisa que lhes há-de surgir. Eu só escrevi depois. Os meus poemas foram sempre feitos mentalmente e depois passados ao papel. Não é nenhuma vaidade! É assim, o que é que hei-de fazer? Porque é que se fazem recitais de poesia e não recitais de prosa? É difícil citar um poema a outra pessoa dizendo: « é o poema que trata disto assim assim», porque um poema não trata exclusivamente de coisa nenhuma."

In Jornal Expresso, 4 de Junho, 1994

azulcereja disse...

Grande falha minha!
A Catedral de Burgos é do ANTÓNIO GEDEÃO.
Eu tinha escrito um comentário antes, que se perdeu no espaço cibernético...é coisa que me está sempre a acontecer! Depois neste esqueci-me de o referir!
Desculpem-me, por favor!

SerendipityMan disse...

E vivam as viagens que nos fazem viajar! Abç, prazer encontrá-lo por aqui.

Xelim disse...
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Xelim disse...
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cloinca disse...

19h59... Domingo, 11/06/2006...
Está quase a começar o jogo Portugal/Angola... e eu ainda aqui... a visitar mais uma vez este Murcon (desta vez não em silêncio!). É sempre um prazer ler os seus textos!
Apitou!... O jogo começou...
Vou, mas volto!
Bjinhos,
Cláudia

Su disse...

ando a tentar ficar sem memória...
jocas maradas

Cleopatra disse...

São flashes de presente e de passado. Memórias e recordações que marcam o tempo e os homens.
Fazem a história, fazem a cultura,...Fazem o tempo....
O tempo será de mudança?