quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Após reflexão sem Comissão de Aconselhamento, mas de uma forma livre por informada:).

Não será por mim que a proposta de jfr ficará no tinteiro. Se formos incapazes ou preguiçosos regressaremos ao porto sem dramas. A palavra aos magos da informática. Que uma coisa fique clara: a irmos para a frente, serei apenas mais um colaborador!

15 comentários:

andorinha disse...

Boa noite.

Ah! Então foi esse malandro?:)))

Agora, já de uma forma mais convicta, por mais bem informada,:) digo, vamos em frente!

Vá lá, magos da informática - mãos à obra:)

andorinha disse...

Excelente e esclarecedora entrevista do Professor Luís Graça a Judite de Sousa a propósito de toda a problemática relacionada com a IVG. Frisou aspectos fulcrais, entre os quais a importância de existirem centros de aconselhamento.
Se é a palavra que incomoda, substituam-na por outra:))))

Será que os políticos não ouvem estas pessoas?:(

Fora-de-Lei disse...

andorinha 10:15 PM

"Se é a palavra que incomoda, substituam-na por outra."

Por muito que te / nos custe, as "consultas de aconselhamento" são um produto da extrapolação mental das pessoas pois, na verdade, penso que ninguém do SIM disse que essa realidade seria um dado adquirido no post-referendo.

Aliás, estou até convencido que foram os defensores do NÃO que - já confrontados com a "derrota" - conduziram as discussões televisivas de modo a que esse tipo de "extras" fossem induzidos no espírito do people.

Para além disso, e em função da realidade sociológica do nosso país, não me custa nada crer que os sectores mais conservadores / reaccionários da nossa sociedade tivessem / tenham em mira utilizar as "consultas de aconselhamento" para desvirtuar, no terreno, a possibilidade de uma mulher fazer um aborto nas primeiras 10 semanas por sua livre vontade.

Foi, de facto, dito que seriam escolhidas as melhores práticas europeias, nomeadamente as da lei alemã, mas ninguém se comprometeu abertamente com as "consultas de aconselhamento".

Embora tudo isto seja para mim uma verdade, não nos podemos esquecer que - mesmo arriscando uma derrota com graves consequências para o avanço social deste país - aquilo que o PS / Sócrates pretendeu foi, acima de tudo, uma afirmação política de Esquerda para fazer esquecer a política de Direita que tem seguido a nível governativo.

Uma vez cumprido esse desiderato, é natural que muitas boas intenções vão parar ao caixote do lixo do governo.

andorinha disse...

Fora de lei (11.04)

Li-te com toda a atenção...grande parte do que afirmas é verdade...mas vou por partes:)

Tenho a ideia, embora não o possa afirmar de forma categórica, que alguém do lado do Sim afirmou durante a campanha que haveria consultas de aconselhamento e foi mencionado até o caso da Alemanha.

"...tenham em mira utilizar as "consultas de aconselhamento" para desvirtuar, no terreno, a possibilidade de uma mulher fazer um aborto nas primeiras 10 semanas por sua livre vontade."
Penso que isso será muito pouco provável, essas equipas terão que ser isentas e limitarem-se a esclarecer as mulheres no que lhes for solicitado.
Esse juízo de valor, à partida, será injusto para a classe médica.

Sou ingénua:), mas até eu sei que foi isso o que o PS/Sócrates pretenderam.
Aliás, se dúvidas houvesse, bastou ver/ouvir o seu discurso em Óbidos.
O homem irradiava felicidade por todos os poros; o PS demosnstrou que é um partido progressista, etc...

"Uma vez cumprido esse desiderato, é natural que muitas boas intenções vão parar ao caixote do lixo do governo."

Eu não acho nada natural.:)
É por isso que a descrença nos políticos vai aumentando;
E depois maiorias absolutas dão nisto...:(

Mas há uma coisa que eu gostava de dizer: está-se a partidarizar a questão dos centros de aconselhamento. Acho péssimo.
Toda a minha vida me conheci como uma pessoa de esquerda e neste momento tenho só a companhia dos partidos de direita.:)
Todos os outros, PCP; BE, por aí fora são contra. Eu, sendo de esquerda, "teria" que ser contra.
Há ainda este sectarismo que não deixa as pessoas pensarem livremente.
Não estou a dizer que é o teu caso, longe de mim:)

E para terminar, ainda hoje o Júlio disse no Amor é...: "Às vezes as pessoas esquecem-se que é mais difícil saber ganhar do que saber perder."

Acho que esta frase se aplica aqui lindamente.
E já me alonguei, sorry!:)))

Marx disse...

Na altura, também considerei algo negligente o comentário de Alberto Martins face ao «período de aconselhamento». Agora, creio, mais, que terá sido uma demarcação do PS e governo face à exigibilidade que o Não apregoa. That's (only) politics, stupid? Pelo sim, pelo não, comungo dos receios, aqui, do Fora-de-Lei.

Já agora, admiro-me de não ver aqui blogada a sugestão do Não para o Ministério da Saúde pagar às «bem aconselhadas» o mesmo custo da IVG das «mal aconselhadas». No que considero, adianto, uma das maiores idiotices do Não.

JFR disse...

Foi a frase “Hoje votou-se; a partir de amanhã é preciso planear com bom senso para executar com humana eficácia.”, escrita pelo Prof. JMV na noite do referendo, que me empurrou para a proposta que lhe apresentei.

Ao longo deste tempo que vou passando pelo Murcon, fiquei várias vezes com a sensação de que, alguns temas, poderiam ter um tratamento mais profundo, sem que isso implicasse negativamente com a enorme vitalidade que os post diários criam. Pelo contrário, poderiam ser, um complemento positivo do Murcon. Por outro lado, poderiam constituir um meio de rica contribuição para “o fazer”, tantas vezes arredio dos portugueses. Estes, sempre muito mais disponíveis para “o diagnosticar”.

Servi-me, como exemplo ilustrativo, do tema “As causas do aborto clandestino pós-referendo”, por me parecer que há muito a analisar, discutir e propor para acabar com essa chaga em que, creio, estão unidos grande parte dos portugueses. Outros temas poderão e deverão ser definidos. Um de cada vez. Para que possam ter alimentação, discussão, selecção e publicação. Em moldes, para os quais deixei, não mais do que algumas sugestões. Para ser perceptível.

De uma maneira geral, a família murcónica aceitou o repto. Assim o entendi. Fico satisfeito por isso. O Prof. JMV, sempre disponível para novos desafios dá-nos, imaginem, “só” a sua colaboração, “só” a sua máquina informática. E exige-nos “muito”. Que não sejamos preguiçosos.

Vamos a isso!

JFR disse...

Aspásia:

Ontem, por questões de princípio não lhe podia responder. Hoje divulgado o autor da ideia, jé me é possível comentar o seguinte:

"CURIOSA TERMINAÇÃO DO AUTOR DA IDEIA - "UM ABRAÇO SINCERO".

UM PLEONASMO, DECERTO...

POIS HAVERÁ POR AQUI ABRAÇOS, NUM SENTIDO OU NO OUTRO, QUE O NÃO SEJAM OU TENHAM SIDO, PARA ALGUÉM TER O CUIDADO DE FRISAR A SUA SINCERIDADE?"

Pleonasmo? Não. Apenas uma tipificação. Como "Um abraço amigo". Como "Um beijo doce". Como " Um Xi apertado"

Sabe, eu não escrevi para o Murcon. Fi-lo ao Prof. JMV. Directamente. Que não me conhece de lado nenhum. A quem admiro. Sem hipocrisias. E há, como bem sabe, abraços hipócritas. Provavelmente, longe deste espaço. "Pero que los hay, los hay"

Boa noite e um beijo respeitoso.

Migmaia disse...

Boa noite,

Convenhamos que este braço de ferro (do aconselhamento) não faz muito sentido. Vivemos numa sociedade onde todos ganhamos e perdemos, independentemente do sentido de voto manifestado (ou não). Mas realmente, é manifesto que há quem se preocupe mais com vitórias e derrotas alheias. E são esses que, costumam revelar as posições mais extremistas. Quem faz a associação da Igreja Católica ao aconselhamento, está a manipular a questão.
Os políticos, e este governo em particular, tentaram passar a “batata quente”. Sabiam, por anteriores experiências, da dificuldade em criar unanimidade. Ou seja, com uma (4) pergunta tão ambígua, seria previsível que o resultado não iria ter carácter vinculativo. Vai daí a batata, vem devolvida, na forma de um cheque em branco, ainda mais legitimado pela (relativa) vitória do sim. Como o Presidente da República, o é de todos os Portugueses, a lei a criar também será para todos. Filhos de uns e de outros. De todos. Penso que haverá questões bem mais importantes a decidir. Isto pelo lado prático. Pois já nem considero, neste momento como prioritário, questões relacionadas com educação e prevenção do risco. Quem onde e como?

Hoje, o Jornal das nove da Sic, teve o Bastonário da Ordem dos Médicos como convidado. Foi mostrada também, uma reportagem de uma clínica na zona centro que há muito tempo pratica abortos, sugerindo o Mário Crespo que, teria sido uma hipocrisia o argumento utilizado de que as Mulheres antes teriam de ir a Espanha…O negócio há muito que estava instalado, e agora até tem publicidade gratuita. Esta questão, como a da eventual alteração do Código Deontológico, foram respondidas de forma bastante sensata e conciliadora por parte do Dr. Pedro Nunes, na minha modesta perspectiva.
Resumindo, mais do que cantar vitória, penso que o caminho deveria passar por, os políticos ouvirem os Profissionais (excluindo Padres, pelo menos a esse título) das várias áreas envolvidas. Da saúde (física e mental) à jurisprudência, passando por Pessoas que tenham passado pelo problema, e sem a pressa que alguns sectores estão a tentar impor.

Aos Magos (da informática):

Se houver para aí alguma tarefa por mim exequível, é só dizer.

Saudações,

Migmaia disse...

jfr,

Boa! Pela excelente sugestão e pelo espírito positivo!

Aspásia disse...

BOM DIA

REFLECTIR É PRECISO.
NO PARTICULAR E NO GERAL.
ENCONTREI ESTE MAGNÍFICO EXEMPLO NO BLOG DO ADVOGADO JOSÉ MARIA MARTINS, A QUEM PEÇO LICENÇA PARA CITAR.
-------------------

Os Vendilhões do Templo
Portugal é lameiro total.

Portugal está pervertido. Os vendilhões do Templo foram expulsos por Jesus e refugiaram-se em Portugal. Chico Buarque cantava em 1974 que o Brasil era um imenso Portugal...

Era, de esperança.Mas faliu!

Hoje Portugal é um imenso lodaçal.

Por 20 dinheiros vendem-se os poderes.Nada está mais actual que a obra de Camilo Castelo Branco, "A queda de um anjo".

Aconselho a todos os portugueses a lerem. Uma obra impar de critica social, à corrupção , à venalidade, ao obscurantismo do Portugal oitocentista.

A Obra parte e assenta no "anjo" o Morgado de Agra de Freimas, homem culto e virgem.

No Parlamento foi a voz celeste contra a corrupção dominante, contra o Portugal que ainda hoje vive e revive nos esquemas, no compadrio e na devassa dos valores.

Lido à luz da entrevista de Souto Moura ganha novas luminosidades, nova cintilação, parecendo a via lactea!!!

Disse Sua Excelência o senhor deputado Calisto Eloi de Silos e Benevides de Barbuda:

"Quer o ilustre deputado saber o que eu vejo? É a industria agrícola de Portugal devorada pelas fábricas do estrangeiro:é o funcionário público prevaricado, que se desbarata; é o julgador dos vícios e crimes sociais transigindo com os criminosos ricos, para poder correr parelhas com eles em regalias; é a mulher de baixa condição prostituida para poder realçar pelos ornatos sua beleza; é a aluvião de homens inábeis que rompe contra os reposteiros das secretárias pedindo empregos e conjurando nas revoluções , se lhos não dão. O que eu vejo, Sr. Presidente , são sete abismos, e à boca de cada um o rótulo dos sete pecados capitais que assolam a Babil´
ónia.".

(...)

"Desviei-me algum tanto, Sr. Presidente. Vou chegar-me à questão e concluir. porque a hora me não permite delongas, nem a Câmara terá a benevolência de mas tolerar."

"Invoco a atenção dos representantes do País para a mortal peçonha, que vai cancerando , o maquinismo vital da nossa independência.Rédeas ao luxo! Tranquem-se as alfândegas às drogas estrangeiras. Carreguem-se de direitos as mercadorias que incitam o apetite e pervertem as condições melhormente morigerandas. Vistamo-nos do que podemos colher das nossas possessões e do estofo que nossas fábricas podem dar. Sigam-se as leis velhas do último rei da dinastia de Avis. Coimem-se e castiguem-se os que venderam tecidos estrangeiros e os que os puseram em obra.

Um deputado - Como redigirá o ilustre deputado semelhante absurdo de lei?

O orador - Como redigirei? Facilmente. Como D. João II legislou a respeito das mulas dos frades. Ora aconteceu que os frades teimaram em cavalgar mulas, Que fez então o estomagado rei? Deu sentença de morte aos ferradores que ferrassem as mulas dos frades. E o caso foi que os desmontou.".

Afinal ontem e hoje a mesma corrupção!

posted by José Maria Martins at 21:44 0 comments
OUTUBRO 2006)

---------------------
E PERGUNTO A QUEM SOUBER RESPONDER:

AFINAL... ONTEM, HOJE E AMANHÃ A MESMA CORRUPÇÃO???

BOM DIA A TODOS.

Aspásia disse...

RETIRADO DE JOSÉ MARIA MARTINS.

andorinha disse...

Boa tarde.

Jfr,
Agora falando directamente contigo, aplaudo a ideia. Parabéns!
Primeiro fiquei um bocado reticente porque pensei que querias destruir o Murcon:)))))

Agora cabe-nos a nós pôr a máquina em andamento.
Vamos a isso!

Até mais logo, gente:)

me disse...

olá julinho, olá amigos:
- estive a ler com muita atenção a proposta do "post it" do JMV e todos os dignissimos comentários, ufffat! :)
1)acho a ideia óptima porque também sou muito apologista do "fazer";
2)acho que a nível técnico poderiamos criar um grupo no yahoo que além de troca de mensagens, tem a possibilidade da introdução de documentos, links, elementos gráficos, e até tem um sistema de votação entre outras funcionalidades muito fáceis e intuitivas;
3) esse grupo no yahoo poderia obviamente estar linkado ao Murconzinho;
4)se acharem bem, eu não me importo de montar o grupo e de vos dar assistência na sua utilização;
5) isto para irmos por coisas simples senão também temos a hipótese de criar uma comunidade de prática e servirmo-nos do Moodle ou assim, mas é mais complexo.

beijetas e abracetas!

mezinha

http://up30sub40.blogspot.com

Cleopatra disse...

AHHHH Professor, lembrei-me agora.
Vai ter de aprender a postar aquelas "coisinhas" do You Tube.

Eduardo Lara Alves disse...

O professor inspirou, o colaborador murcónico projectou, o consultor informático apresentou a solução técnica. A obra deve nascer!