sábado, fevereiro 03, 2007

É por isso que elas nos matam:(.

Afinal não há guerra de sexos
2007/02/03 21:17

Investigadores do cérebro garantem que luta pela superioridade está ultrapassada. Elas são corredoras de fundo. Eles desistem mais facilmente mas têm melhor memórial espacial. E o leitor, acha que existe um «sexo forte» e um «sexo fraco»?

MAIS:
Mulheres são mais intensas
Os investigadores do cérebro acreditam que a guerra entre os géneros está «ultrapassada» e que ninguém procura encontrar um «sexo forte» mas as diferenças cerebrais entre homens e mulheres ainda geram discordâncias entre os especialistas.
«É inegável que existem diferenças, mas não há guerra de sexos»
«É inegável que existem diferenças entre o cérebro masculino e o feminino» afirmou Manuel Paula Barbosa, director do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina do Porto, para quem as distinções «vão de aspectos como o peso (o cérebro do homem pesa cerca de 1.450 gramas e o da mulher cerca de 1.350) a variações de índole molecular».
No entanto, o especialista desmistifica a ideia de guerra dos sexos: «Nenhuma investigação actual visa determinar se a mulher é superior ao homem ou o contrário, isso está ultrapassado e caminhamos para a igualdade absoluta, reconhecendo que os cérebros de homens e mulheres se complementam e que as diferenças são salutares».
Mulheres são «corredoras de fundo»
Exemplificando, Manuel Barbosa considerou que «as mulheres são autênticas corredoras de fundo - mais perseverantes e estóicas e com uma enorme capacidade de trabalho, além de possuírem uma memória do imediato muito mais desenvolvida do que os homens».
Homens agem «por pulsões» e «desistem com maior facilidade»
«Já os homens agem mais por pulsões e desistem com maior facilidade dos seus objectivos, embora tenham uma melhor memória espacial e uma grande capacidade ao nível da intuição musical e da matemática», adiantou.
Diferenças condicionadas por hormonas sexuais
De acordo com o também professor de Neuroanatomia é ainda preciso compreender que «essas diferenças assentam em características morfológicas condicionadas por hormonas sexuais».
«Um macho castrado nunca terá um cérebro masculino normal», sublinhou.
A influência hormonal no dimorfismo sexual cerebral foi também assinalada à agência Lusa por Dulce Madeira, professora no Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina do Porto.
Devido à estreita ligação entre o cérebro e as hormonas sexuais, «ao longo dos anos as variações hormonais vão influenciando a morfologia cerebral e a neuroquímica, nomeadamente fazendo com que certas diferenças se tornem menos evidentes», declarou.
Autismo e esquizofrenia predominantes no homem
A investigadora do Centro de Morfologia Experimental destacou ainda que a diferença entre os cérebros masculino e feminino passam por «uma assimetria existente entre os dois hemisférios cerebrais, que é mais acentuada no género masculino».
«Doenças como o autismo e a esquizofrenia, que são predominantes no homem, têm relação com essa maior assimetria», realçou a docente de Anatomia.
«No caso da mulher, há uma maior semelhança entre os dois hemisférios, existindo também uma maior comunicação entre eles, o que faz com que as representantes do sexo feminino tenham maior capacidade de recuperação de acidentes vasculares cerebrais (AVC)».
E o leitor, acha que a ideia de guerra de sexos já foi ultrapassada no século XXI? Ainda existe um «sexo forte» e um «sexo fraco»?
[Helena de Sousa Freitas, da Agência Lusa]

27 comentários:

Ameninadalua disse...

Boa noite

Apesar de pessoalmente já conhecer e até sentir algumas dessas diferenças entre géneros, torna-se interessante constatar que as mulheres possam ver reconhecidas e comprovadas cientificamente as suas "subtis competências" cerebrais:)

Claro que esta questão tem pertinência tendo em conta séculos e séculos de "obscurantismo" e dominância do homem pela mulher...

É de facto importante que duma vez por todas não se reconheçam as diferenças como sendo superioridades ou inferioridades mas apenas como diferenças que podem virtuosamente se completarem e enriquecerem...:)

Esperemos então que a guerra dos sexos se traduza apenas e somente no sentido da sedução e se possível na aproximação entre eles:)

AQUILES disse...

Pois ...

fiury disse...

é por isso que eles nos matam:(

andorinha disse...

Boa noite.

Acho. "Sexo forte", nós, "sexo fraco", eles:)
É simples. Loooooooooool

A estes estudos acho-lhes piada, mas nada mais do que isso.
Em relação a tudo o que é dito, haverá sempre excepções que confirmem a regra, portanto...

Realço uma afirmação: "...mulheres são "corredoras de fundo", homens agem "por pulsões" e "desistem com maior facilidade."
Normalmente é assim, mas também aqui há excepções.....felizmente:)))

Henrique Doria disse...

Se elas são as maratonistas, reforçada está a prova de que elas são o sexo forte.Porque essa prova sempre foi sendo feita na cama, e já estva mais que provada. UM abraço professor.

Migmaia disse...

Bom dia,

Tema pertinente e bem colocado, numa conjectura em que se discute a criação de um Direito discriminatório, exclusivo delas. Com todo o respeito.

Não acredito em superioridade de sexos (nem tão pouco de raças). Entendo que, de ambos os lados, possam existir seres mais desenvolvidos numa ou noutra característica inerente ao próprio género. Existem também minorias, as tais excepções que confirmam a regra, que se manifestam com tendências contrárias ás do seu sexo.
Complementaridade e não superioridade, e a prova é a procriação. Não há dúvidas. A continuidade da espécie depende desse entendimento.
As morfologias e respectivas patologias inerentes, também nos podem ajudar a entender melhor, embora me pareça, estarmos ainda num estádio muito precoce de conhecimento. Até porque o egoísmo, como denominador comum, retira a objectividade e isenção necessárias para que haja evolução.

Mas o caminho é certamente no sentido indicado pela meninadalua: “ guerra dos sexos se traduza apenas e somente no sentido da sedução e se possível na aproximação entre eles:) “
Boa viagem a todos com tolerância e respeito!
Ps. E o fim de semana desportivo que começou por prometer, acabou em amargura. Mas esta guerra (sim) será vencida, apesar de mais uma batalha perdida.

Ameninadalua disse...

Henrique Doria

Muito bem!...

Fica-lhe muito bem e particulrmente num homem da sua (nossa) geração, essa postura de aceitação da superioridade relativamente à mulher...
Esperemos tambem que ela se possa naturalmente valorizar e comprovar sem ter que se chegar apenas ao contexto de "cama":))

mp disse...

tambem já tinha lido isto, mas a realidade é que a maioria dos desempregados são mulheres e que na prática os homens têm muito mais direitos que as mulheres , se bem que num casal normalmente o caso mude muito de figura , os homens acabam por ser mais frageis

mp disse...

fiury , nos tambem os matamos a eles, as vezes um pouco tarde, mais quand même....

CêTê disse...

ameninadalua,
identifico-me com o que comentou no seu primeiro post.

Sobre morfologia e fisiologia é óbvio que há diferenças! incluindo-se nestas o sitema endócrino que vive a paredes meias com o s.nervoso como poderão alguns comportamentos serem independentes do que quimicamente diferencia os géneros? Ignorar esta base é tão errado como atribuir-lhe protagonismo em todas as situações, em todas as fases da vida, em todos os contextos socioculçturais.


Contudo, não deixo de achar piada à "Guerra dos Sexos", como a dos clubes de futebol, partidos políticos e outras. ;)

O que não acho a menor "piada" é a grupos (e estou a pensar por exemplo em questão de trabalho) só formados por elementos do mesmo sexo!

inté ;)

Aspásia disse...

Boa Tarde

Subscrevo a opinião do Aquiles (11:59) e acrescento "Vive la différence!"

Bom Domingo a todos.

xis disse...

"E o leitor, acha que existe um «sexo forte» e um «sexo fraco»?"
Um só! Claro que não. Existem biliões deles muito fraquitos. Só assim se justifica o consumo de tanto Viagra.
Ou não estarão a falar deste tipo de dureza?
:\

fiury disse...

cêtê

estou completamente de acordo com o que disse. só tenho uma dúvida relativamente ao assunto: a que correspondem os 100g a mais ?

Su disse...

jocas maradas...claro que intensas:))))))))))))

Paulo disse...

CêTê (2:45 PM)
Vejo-me obrigado a assinar em baixo de muito do que disse…

Mas sempre pensei que esta coisa de sexo forte/sexo fraco já tivesse sido ultrapassada…

andorinha disse...

Paulo,
Claro que está ultrapassada, nós somos o forte e vocês o fraco:)))))

Falando a sério, para mim não existe essa "treta" de forte ou fraco; esses adjectivos neste contexto não fazem sentido.

Paulo disse...

Andorinha (11:26 PM)
Sabes que às vezes para "quebrar" um certo machismo dos meus alunos, recorro um pouco a esse argumento… Mas quase sempre de seguida tenho que refrear o feminismo das alunas, com outro tipo de argumentos… Para depois lhes demonstrar o ridículo dessa discussão… Depois de "ridicularizadas" as posições extremas de cada um deles, é impressionante como tudo fica bem… Não fosse a porcaria de sociedade ainda cheia de preconceitos que temos (não me refiro só Portugal, mas a praticamente todos os lados) estragar estes jovens e até se conseguíam corrigir umas coisas… O que me sossega nisto, é que já esteve pior, temos é que continuar a fazer força para que melhore…

andorinha disse...

Paulo,
Concordo contigo, esses extremismos já não têm razão de ser.
Ainda espero ver uma sociedade de pessoas iguais em direitos e deveres independentemente de serem homens ou mulheres.
Vão-se dando pequenos passos...

CêTê disse...

fiury,
É tudo uma questão de localização.
os "100" gr a mais ou a menos fazem toda a diferença!;P

É apenas um indicador de desejadas e enriquecedoras diferenças (digo eu);)

andorinha disse...

Cêtê,
LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

noiseformind disse...

Finalmente, um pouco de descanso neste blog da abortofilada em que o país mergulhou. Já dei o meu contributo para o peditório, participando num frente-a-frente numa rádio local portuense. A pobre da líder dos escuteiros e médica estagiária nem viu a matrícula do camião que a atropelou, coitadinha.

Mas foi para isto que eu cá vim: diferenças anatomológicas (o termo já é vulgar nos EUA e os bolseiros que a Gulbenkian lá mandar vão importá-lo certamente nos próximos anos). O conceito de que diferenças anatómicas implicam, necessariamente, evoluções dissemelhantes entre géneros ; ))))

Mas um género n é (até prova em contrário...) um elemento evolutivo por si mesmo. As diferenças fazem sentido na correspondência que encontram no outro género. Não que diferenças ou vantagens próprias dessas diferenças sejam efectivamente aproveitadas. Vejamos por exemplo o exemplo dos orgasmos múltiplos nas mulheres. 80% delas capazes. E no entanto enquanto que regionalmente 60% das mulheres podem tê-los com os seus parceiros em zonas mais bárbaras (como por exemplo Portugal) são praticamente mitificados e até vistos como uma anomalia grave da parte das mulheres. Portanto, eu diria que num curto espaço de tempo vantagens acumuladas num dos géneros pelas diferenças subjacentes em termos neuronais acabam engolidas pelas questões sociais. De facto, o tecido normativo social tem uma resistência que pode resistir vários milénios a mudanças bio-morfológicas evidentes. O exemplo das ondas alfa em termos de telepatia por exemplo.

Sendo assim, penso que estudos médicos, como produto maioritariamente social e impregnado de leit motiv orientado (desenvolver terapias, medicina, etc) não servem per se para alterar seja o que fôr em termos sociais. De facto, são absorvidos em termos de imagem que os géneros têm de si mesmos.

Foi boa esta pausazinha na gritaria e berreiro do aborto, a incivildade lusa segue dentro de momentos ; ))))

fiury disse...

cêtê

continuo intrigada com os 100 gm a mais no cérebro deles, não por uma questão de rivalidade(vivam as diferenças!),apenas curiosidade cientifica.

Mena disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ameninadalua disse...

Fiury:))

Atenção! - Quantidade pode não traduzir qualidade...:)

Quando estudei antropologia, lembro-me que existiu um grupo de hominídeos que possuíam um cérebro em volume muito superior ao actual Homo Sapiens e que nem por isso lhes impediu e evitou a extinção:))

Isto é mesmo brincadeirinha porque não tenho qualquer problema em assumir possíveis superioridades no género oposto e principalmente se a postura for recíproca...:)

fiury disse...

menina da lua

gosto muito deste tema e não tenho nada contra o sexo oposto, nem acho que haja motivos para guerras, acho mesmo que o que apimenta podem ser e serão seguramente algumas diferenças. mas gosto de situar, qualificar e quantificar as coisas, no cérebro, ( compreenda-se:))). imagine que os 100 gramas dizem respeito à área da memória...do raciocinio matemático...(do gosto pelo futebol). leu o livro :"porque é que os homens não ouvem e as mulheres não sabem ler mapas"? é curioso.

Ameninadalua disse...

Fiury

Não li o livro mas pude constatar essas e outras diferenças na formação comportamental que coordenei durante vários anos.

De facto as 100g a mais são um pouco "misteriosas" e tambem concordo consigo que devem ter aplicação preferencial para os lados do futebol e afins:)

APC disse...

Tudo o que se for sabendo sobre o ser humano importa e é-nos grato. Sejam boas ou más notícias (respectivamente para festejar ou para prevenir e lutar contra), de preferência boas; seja a favor de um ou outro género ou de ambos.
A mon avis, bien sûr.